Blogs e Colunistas

08/11/2009

às 6:15

Aliados dos Kirchner voltam a bloquear jornais

Por Ariel Palácios, no Estadão:
Mais de 300 integrantes do sindicato dos caminhoneiros, o principal aliado sindical da presidente Cristina Kirchner e do seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner, bloquearam ontem de madrugada o acesso às gráficas do La Nación e do Clarín. O cerco às gráficas dos dois principais jornais argentinos durou quatro horas. A polícia nada fez e a Casa Rosada se limitou a convocar “paz social”.

A Associação de Editores de Jornais de Buenos Aires (Adeba) afirmou que o bloqueio é o maior ataque à circulação de jornais desde o fim da ditadura militar, em 1983. A entidade emitiu um comunicado no meio da madrugada para anunciar o “estado de máximo alerta” perante o “insólito ataque”.

O sindicato citou questões trabalhistas para justificar a obstrução das gráficas. Analistas políticos afirmam, porém, que por trás do bloqueio está o casal Kirchner, que mantém duro confronto com a imprensa.

A ação coincide com a realização em Buenos Aires da assembleia da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), que avalia as pressões recentes sofridas pelos jornalistas e empresas de mídia na região.

“Aqui, depois da tempestade não virá a bonança, mas a inundação”, disse Marcos Aguinis, filósofo, psiquiatra e ex-ministro da Cultura argentino.

Ontem, durante o painel da SIP “Os novos mecanismos de censura sutil”, Aguinis, autor do best-seller O atroz encanto de ser argentino, disse que “não há nada de sutileza no que está ocorrendo”. “São atitudes hostis com a imprensa. Os jornalistas são acusados com nome e sobrenome desde a tribuna do palácio presidencial, algo que nunca havia ocorrido desde a volta da democracia”, afirmou.

Outra participante do painel, a jornalista María O”Donnell, autora de livros sobre corrupção no governo Kirchner, disse que a publicidade oficial é uma das formas de pressionar os meios de comunicação. “É ilustrativo que a publicidade oficial na Argentina cresceu de US$ 11 milhões em 2003 para US$ 261 milhões em 2009″, disse.

Julio Blanck, editor do Clarín, afirmou que suspeita da existência de uma rede de espionagem contra os jornalistas críticos ao governo Kirchner. Ele sustentou, ainda, que o “sarampo anti-imprensa que afeta os Kirchner é parte de um amplo mecanismo para tentar ficar no poder mais quatro anos”.

Por Reinaldo Azevedo

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18 Comentários

  1. QUAKER

    -

    09/11/2009 às 9:30

    COM KIRCHNER A ARGENTINA FICOU ZAROLHA.
    NÃO ENCHERGAM QUE ESTÃO SENDO APRISIONADOS DENTRO DE UMA FILOZOFIA CHAVISTA QUE COMO PSICOPATA IMAGINA-SE FUTURO DITADOR NÃO SÓ DA VENEZUELA MAS DE TODO O EMISFÉRIO SUL.
    CHAVES DEVE TER UM PÓZINHO OU DEVE SER MUITO BOM DE REDE.ELE NÃO VÊ SE É CALCINHA OU CALÇÃO.O FATO É QUE LULLA ,EVO,CRISTINA E CORREA ESTÃO SEMPRE A DISPOSIÇÃO.

  2. Contra o Lado Negro da Força

    -

    09/11/2009 às 1:05

    Na Argentina, há a uma evidente perseguição à liberdade de expressão e de imprensa.
    Na Venezuela, só há a publicação da expressão do querido líder Hugo Chavez.
    Em Cuba, pessoas comuns limpam suas magras nádegas com o jornal oficial.
    No Brasil, Lula ensina aos jornais o beabá do bom jornalismo, enquanto Dilma, sua cria e possível presidente, lança labaredas contra o trabalho da imprensa.
    Coincidências?

  3. Rose Perito

    -

    08/11/2009 às 18:26

    Heitor disse:
    novembro 8, 2009 às 2:16 pm
    Difícil ter um entendimento do que ocorre na Argentina, Levi-Strauss pode explicar? Dizem que os argentinos lêem muito, será mesmo?

    Devem ler mas só best-sellers de quinta categoria (e olha que o mercado editorial está repleto de ofertas desse tipo).

    O que me espanta é que sempre considerei o povo argentino extremamente politizado, daqueles que por qualquer coisa saiam às ruas para fazer panelaço e mostrar sua indignação. O que acontece agora? Cansaram?

  4. AJS RJ

    -

    08/11/2009 às 17:54

    Reinaldo,

    Cadê o famoso “panelaço argentino?” Ah, entendi eles só aparecem para protestar contra a ditadura militar argentina.Atual ditadura do casal de malucos é café pequeno em relação a ditadura militar.A A mérica Latrina está caminhado rapidamente para o fundo do poço, e com o consentimento da maioria da polulação de retardados e de pensamento raso que os elegeram.

  5. Esperança

    -

    08/11/2009 às 16:21

    Do blog do Políbio Braga

    Saiba como os profetas dos fins dos tempos enxergam o fim da mídia, sobretetudo a imprensa radifônica e televisiva, jornais, revistas, rádios e TVs, que teimam em não percorrer novos caminhos-conteudos e formatos.

    http://www.youtube.com/watch?v=dBpey-htHRo

  6. Sharp Random

    -

    08/11/2009 às 15:15

    Orloff, orloff… esse filme tem o patrocínio do Foro de São Paulo cujo chefão é o mentor intelectual de Dillma, a autoridade em pessoa.

  7. madrassal

    -

    08/11/2009 às 14:28

    Os Talebans dos Kirchners (o zoiudo e a descabelada com botox no beiço) agindo para reprimir a imprensa.

    É tudo que Lula sonha fazer no Brasil. Conclamar seus talebans da CUT, sindicatos e MST para sitiar a imprensa que ainda não idolatra o Noçoguia.

    Mas o futuro não demora: em plena São Bernardo do Campo, berço do lulismo, uma universidade (ou madrassa) movida a dinheiro público do ProUNI está formando um grande número de quadros para as forças de repressão contra quem não se curva perante o “pemçamentu” único do imbecil coletivo.

    A lição mais importante é a caça à minissaia.
    Em breve estarão prontos para integrar as milícias lulistas.

  8. Heitor

    -

    08/11/2009 às 14:16

    Difícil ter um entendimento do que ocorre na Argentina, Levi-Strauss pode explicar? Dizem que os argentinos lêem muito, será mesmo?

  9. LIMA

    -

    08/11/2009 às 13:13

    REINALDO.
    O SINDICALISTA ANALFABETO ESTA LOUCO PARA FAZER A MESMA COISA NO BRASIL. OS BOLIVARIANOS, DITADORES QUE SÃO, PRECISAM SER ELIMINADOS DA VIDA PUBLICA E RAPIDAMENTE.

  10. Bila

    -

    08/11/2009 às 12:24

    E a mesma estrategia delinquente utilizada pelos comunistas-bolivarianos e petistas para comprar a imprensa, investindo milhões em propaganda aos meios de comunicacão que omite as maracutais desses bandoleiros institucionalizados.

  11. Cris

    -

    08/11/2009 às 12:13

    No quê o que ocorre com a imprensa argentina é diferente do que ocorre aqui, no Brasil? Ah, lá não há jornais censurados!
    Mas os ataques do governo são iguais ou piores. E o texto, quando diz que “a publicidade oficial é uma das formas de pressionar os meios de comunicação. “É ilustrativo que a publicidade oficial na Argentina cresceu de US$ 11 milhões em 2003 para US$ 261 milhões em 2009?, relata o que aconteceu aqui!
    Me chamou a atenção que o RSF não “percebeu” que o o governo do Brasil adota os mesmos métodos (quase todos), mas ao invés de sindicalistas, mobiliza uma horda paga para empestar o ambiente jornalistico.

  12. Mr M

    -

    08/11/2009 às 11:53

    Temo que não só para ficar mais quatro anos, mas mais em consonância com o que chavez está fazendo na Venezuela…

  13. MK

    -

    08/11/2009 às 11:51

    Reinaldo,

    As notícias da Argentina não são boas. Uma notícia no site esportivo Olé, que pertence ao grupo Clarin (http://www.ole.clarin.com/notas/2009/11/08/futbollocal/02036553.html) pode dar idéias perigosas para nossos bravos políticos. Os Kirschner acertaram um acordo com os “barra bravas”, misto de torcidas violentas de futebol com tropa de choque peronista, para pagar a viagem (all inclusive) de 280 deles para a Copa da África do Sul em troca de apoio político (leia-se intimidação física de adversários).

  14. QUAKER

    -

    08/11/2009 às 10:18

    EM BREVE, TODOS IRÃO PARA O PAREDON ARGENTINO DEMOCRÁTICO.
    A MACHESA DOS HERMANOS,DEVERIA SER TAMBÉM NA POLÍTICA E NÃO SÓ NO FUTEBOL.PASSE O RODO NESTA BONECA INFLÁVEL BOLIVARIANA!
    BASTA UM FURINHO QUE ELA BROCHA TOTALMENTE.

  15. jorge

    -

    08/11/2009 às 10:15

    A Argentina é hoje, o Brasil do amanhã se as esquerdas continuarem no poder.

  16. DuraLexSedLex

    -

    08/11/2009 às 8:16

    Caríssimo.
    Aqui, bastou uma “penada” para obstruir o estadão…
    Viu como somos “melhores” que os hermanos argentinos?
    Aqui, o facismo de esquerda,é mais “eficiente”, o que dificulta uma reação…
    Será que vai haver uma reação, nem que seja nas urnas?

  17. Small Winner

    -

    08/11/2009 às 7:35

    ¡Caramba! É a venezualização da terra do tango, mau sinal.


 

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