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06/03/2008

às 1:12

Ainda as células-tronco embrionárias e o STF

Caros, para os inimigos, eu já sou demais; para os amigos, pouco. Não dá tempo de comentar tudo, não é? Sou obrigado a escolher o mais urgente. Já escrevi bastante sobre a questão das células-tronco embrionárias. Abaixo, fica o registro factual publicado no Estadao On Line. Cometo depois:

Por Celso Junior:
O relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) que contesta a autorização para o uso de embriões humanos em pesquisas científicas apresentou voto a favor da liberação desses estudos, bem como a presidente da corte, mas o julgamento acabou suspenso por um pedido de vistas. Com isso, o caso ficará fora da pauta de votação do STF por até 30 dias, e só então voltará para a fila de matérias a serem apreciadas.
O relator, o ministro Carlos Ayres Britto, afirmou que o embrião congelado, nas condições descritas na Lei de Biossegurança para uso em estudo científico, é uma vida vegetativa, sem consciência. “A única trilha que se lhe abre é a do seu desperdício”, disse, se não for usado para ajudar a curar outras vidas. Em seu voto, afirmou que a Constituição Federal não afirma quando começa a vida humana e que a “dignidade da vida humana” defendida na Constituição refere-se à pessoa já nascida, que existe “entre o nascimento vivo e a morte”.
O ministro que deveria votar em seguida, Carlos Alberto Menezes Direito, pediu vistas ao processo, paralisando o andamento da votação. Mas a presidente do Supremo, ministra Ellen Gracie, fez questão de manifestar seu voto, e acompanhou a posição do relator. Ao conceder o pedido de vistas de Direito, a ministra lembrou que o processo está desde 2005 no STF e que a comunidade científica brasileira aguarda uma definição sobre o caso. De acordo com reportagem de O Estado de S. Paulo, a indicação de Direito ao STF teve apoio do representante diplomático do Vaticano do Brasil, d. Lorenzo Baldisseri. O Vaticano é forte opositor das pesquisas, já que a hierarquia católica acredita que o direito à vida tem início logo na concepção.
A CNBB foi representada no julgamento pelo jurista Ives Gandra Martins, que falou contra os estudos com embriões humanos. Embora não tenha votado formalmente, o ministro Celso Mello fez um amplo elogio ao relatório de Britto, indicando que, quando chegar sua vez, também votará a favor das pesquisas. O destinatário dos direitos fundamentais definidos na Constituição, argumentou Britto na leitura de seu relatório de quase 80 páginas, é o ser humano já nascido, residente no Brasil, “mas não residente em útero materno ou tubo de ensaio”.
“O embrião é o embrião, o feto é o feto e a pessoa humana é a pessoa humana”, disse ele, dizendo que a pessoa humana “não se antecipa à metamorfose” das formas anteriores. “Ninguém afirma que a semente já seja a planta, a nuvem, a chuva, a lagarta, a crisálida e a crisálida, a borboleta”. “Não há pessoa humana embrionária, mas embrião de pessoa humana”, afirmou o relator, que também citou os músicos Tom Zé, Ana Carolina e o poeta Fernando Pessoa, ao defender que o ser humano é a “pessoa biográfica”.
O ministro citou ainda o Estatuto da Criança e do Adolescente, que afirma que é considerada criança a pessoa que ainda não atingiu os 12 anos de idade, a contar “do primeiro dia de vida extra-uterina”. Britto destacou, ainda, que os embriões de que tratam a Lei de Biossegurança, que autoriza as pesquisas, não foram produzidos em um corpo de mulher, e portanto não contariam com a proteção das leis contra o aborto. Britto traçou um paralelo entre o fim da personalidade humana com a morte cerebral, a despeito de ainda haver vida no corpo, sustentada por aparelhos, e a situação dos embriões congelados.

Comento
Já debati o mérito dessa questão (para ler, clique aqui e aqui). Mantenho o que escrevi há dias, pois. O clima no Supremo é de aprovação das pesquisas, com as restrições que já estão postas, para as quais colaborou, diga-se, a boa militância da Igreja Católica. Se a vida cessa com a morte cerebral, e não me consta que a Igreja Católica seja contrária a transplantes, então ela tem início com as primeiras atividades cerebrais também. O argumento é forte.

Mais: reitero que os católicos estão perdendo uma oportunidade histórica de proclamar uma vitória na sua posição sobre o aborto — e agora referendada pela ciência. Já não dá mais para dizer que é apenas uma questão de fé. Nesse caso, algumas “católicas” poderão até reivindicar o direito de “decidir”, mas jamais como católicas — e, a prevalecer o entendimento em curso, a Justiça lhes dirá: não lhes cabe decidir. Pensem nisso.

Por Reinaldo Azevedo
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73 Comentários

  1. Esperançosa

    -

    17/03/2010 às 18:47

    Enquanto todos estão a discutir o que é certo ou errado, infelizmente quem está perdendo são as pessoas que estão a espera por esse milagre que é a célula tronco.
    E enquanto isso, outros países estão sempre na frente do
    Brasil, porque aqui também temos médicos muito inteligentes
    querendo trabalhar e não conseguem avançar com seus trabalhos.
    Vejam pacientes que foram para a China para tratamento com células tronco do cordão umbilical.
    http://www.stemcellschina.com/blog/guilhermematheus
    Tem muita gente torcendo e eu também.

  2. Anônimo

    -

    01/04/2008 às 20:32

    prezados amigos deste conceituado fórum agora dia
    5 DE ABRIL DE 2008 FAREMOS ATO EM DEFESA DAS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS.
    É hora de sairmos nas ruas para lembrar que LUTAMOS PELA VIDA E TEMOS PRESSA não podemos ficar dependentes de apenas orações!
    precisamos dos nossos cientistas trabalhando para encontrarem curas reais como sempre fizeram em toda a história da ciência.
    Por isso, convidamos a todos para uma caminhada em defesa das pesquisas com células-tronco embrionárias NESTE SÁBADO, 5 DE ABRIL, A PARTIR DAS 13 HORAS.
    Escolhemos essa data - 5 de abril - porque fará exatamente um mês que o julgamento das pesquisas com células-tronco embrionárias foi adiado. JÁ TEMOS DOIS VOTOS FAVORÁVEIS, FALTA POUCO! Atos semelhantes serão feitos em Brasília e em outras cidades; espalhe essa idéia!

    ROTEIRO DA MANIFESTAÇÃO EM SÃO PAULO:
    - Concentração a partir das 13 horas, em frente ao Teatro Municipal (Praça Ramos de Azevedo, METRÔ ANHANGABAÚ – SAÍDA PELA XAVIER DE TOLEDO)
    - Partida às 14 horas do Teatro Municipal passando pelo Viaduto do Chá e em frente à Prefeitura de são paulo
    - Termino no Largo São Francisco, em frente à Faculdade de Direito São Francisco.

    LEVAREMOS FLORES, SOLTAREMOS BALÕES BRANCOS E OS PARTICIPANTES RECEBERÃO UMA CAMISETA.

    É HORA DE AÇÃO! QUANTO MAIS GENTE, MELHOR!

    CONTAMOS COM A PRESENÇA E DE TODOS QUE QUE APOIAM AS PESQUISAS COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS CONVIDEM A TODOS QUE VOCÊS PUDEREM CONVIDAR!!.

  3. valdir timóteo

    -

    13/03/2008 às 16:05

    VOU EXPLICAR DE NOVO AOS SENHORES QUE SÃO CONTRA AS PESQUISAS,SE COMPAREM COM OS CIENTISTAS E VEJAM O QUE OS SENHORES DA IGREJA JÁ PRODUZIRAM EM TERAPIAS E FABRICAÇÃO DE REMÉDIOS E NA CURA DE DOENÇAS ATÉ HOJE .

    os cientistas vem provando através de suas pesquisas que podem curar doenças e diminuir muito o sofrimento de milhões de pessoas e melhorar a qualidade de vida da humanidade,e a igreja esta sendo neste processo a barreira principal da busca da verdade e da cura de doenças…
    resumindo a igreja quer impedir as pesquisas com crenças…

    os cientistas trabalham com possibilidades e buscam fatos ou seja é só analisar quantos medicamentos e terapias e curas de doenças a ciência produziu e comparar com os que a igreja produziu se é que produziu algum.
    nesse sentido digo sim as pesquisas com células-tronco embrionárias a igreja não pode impedir a ciência com suposições e crenças.

  4. Lincoln Meireles

    -

    07/03/2008 às 19:27

    A vida humana não se reduz ao biológico. Vida humana significa vida espiritual, vida imaterial, isto é, que transcende as condições da matéria.
    O sistema nervoso é condição para que a vida humana se desenvolva, mas não sua causa.
    Você que gosta tanto de Kant, o filósofo distinguia entre causa e condição. Dizia: um pássaro não pode voar sem a resistência do ar. No entanto, esta não é causa do vôo da ave; é apenas condição necessária. O pássaro voa porque faz parte da sua natureza voar e a resistência do ar lhe dá a condição necessária para realizar o que é próprio de sua natureza.
    Penso que da mesma forma, o cérebro humano permite a realização de muitas funções humanas, que sem ele não poderiam se realizar. Contudo, o princípio de vida humano não se reduz ao cérebro, ao biológico.
    A consciência moral, a capacidade de abstração, o senso artístico e religioso, tudo isso transcende os aspectos biológicos.
    Este caráter espiritual, imaterial da alma humana ocorre apenas com a formação do sistema nervoso? Então temos que aceitar que o menos causa o mais? Que o vegetativo causa o espiritual?
    O ministro diz que o embrião possuia apenas vida vegetativa. De onde surge então, com o seu posterior desenvolvimento, as funções que transcendem os limites da matéria? Ora, elas estão latentes na natureza pessoal da vida humana desde o princípio.
    Há na tendência prevalente do STF um reducionismo biológico. No entanto, notamos que, embora dependa do corpo para se manifestar, as faculdades espirituais da vida humana transcendem a matéria.
    Explica-se o como da vida humana, mas não o seu porquê.
    Platão também fizera esta distinção, ao comentar que sem as articulações e os músculos Sócrates não poderia se movimentar para o tribunal. No entanto, não eram estas as verdadeiras “causas” que o faziam mover-se. Estas serviam apenas de instrumento para a realização de um fim, determinado por sua vontade.

  5. Anônimo

    -

    07/03/2008 às 13:59

    Eu acho o argumento fraquíssimo.

    Veja bem, imagine, por absurdo, que fosse comprovado que uma pessoa teve morte cerebral, ou mesmo que a pessoas não tem cérebro, no entanto ela ainda mantém suas faculdades mentais (fala, anda, come, etc). Pergunto: ela seria considerada morta?

    Óbvio que não. E isso significa que o que faz pessoa ser dada como morta não é a morte do cérebro, mas sim as consequências decorrentes disso. A saber: perda irreversível da consciência. É isso que caracteriza a morte.

    A medicina considerou que a morte do cérebro é condição suficiente para declarar a perda irreversível da consciência. E é por isso que quando esse fenômeno ocorre o indivíduo é considerado morto.

    Agora eu pergunto: o embrião está na mesma situação de ausência de consciência irreversível? Não! Ele tem pleno potencial para se desenvolver e se tornar uma ser humano consciente.

    Logo as duas situações são totalmente diferentes. Essa analogia do embrião com a morte cerebral não é válida.

  6. Claudia

    -

    07/03/2008 às 0:36

    Invasão de petralhas em massa. Socoorrooo dona Reinalda, eles estão em quase todos os horários. Desinfetante urgente!, por favor….

  7. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 23:31

    Estimado Reinaldo,

    “Se a vida cessa com a morte cerebral, e não me consta que a Igreja Católica seja contrária a transplantes, então ela tem início com as primeiras atividades cerebrais também”.

    As situações lembradas na frase acima – quanto ao final e início da vida – são muito diferentes. Valha-me Deus, como são diferentes! Não é difícil perceber isto, é? Usando a lógica(-matemática) – várias vezes mencionada neste blog – o que foi lembrado seria o termo de ordem zero da expansão em série de Taylor de uma função. Para fixar idéias, da função-vida (no caso). Lembra disto? Das velhas aulas do segundo grau? Me permita ir um pouco mais adiante. A expansão mostra que a função está realmente completa apenas quando se considera todos os seus termos. (Não vamos falar do resto da série, para não tornar ainda mais extenso o raciocínio, e admitamos que ela é convergente, o resto tende para zero, uma vez que ela representa uma função natural, intrínseca do nosso Universo e, necessariamente, existe). Se não se leva em conta todos os termos tem-se uma mera aproximação. Quanto mais termos incluídos, melhor a aproximação e, portanto, é necessário considerar mais informações na questão. É importante, assim, notar o sinal da derivada primeira, que aparece no próximo termo da expansão (termo de ordem um).

    No caso de morte cerebral, o sinal dessa derivada é negativo (ou quase nulo), pois o organismo está se “esvaindo” no seu ser, indo para o seu final/extinção material, exangue de tudo, com a função-vida monotonicamente decrescente. No INÍCIO da existência, NÃO, ele está totalmente potencializado para cumprir sua missão, seu destino, mesmo – não poderia deixar de ser assim – sem o conhecimento exato do seu desenvolvimento futuro, por todos nós. O conjunto de células embrionárias – como o próprio nome diz, com toda certeza – representa um ser extremamente capacitado para ter uma vida plena, completamente diferente quando no seu final. E, aí no início da vida, o sinal da derivada primeira é POSITIVO! Isto é muito diferente de quando se tem a morte cerebral e devemos perceber assim. (Um organismo “explodindo” de vida e outro quase “zerado”).

    É fato que numa apreciação inicial do problema ou quando não se tem muitas informações, o termo de ordem zero é o que normalmente se considera e representa uma etapa muito importante na compreensão do que se tem em mãos (como está, aliás, implícito na frase supra). Na maioria das situações isto é suficiente. Mas, não é o que ocorre na discussão atual sobre as células-tronco embrionárias. Notar que transplante é uma tentativa radical, muitas vezes feliz, de se manter a chama da vida acesa, às vezes bem pequenina. Nestas situações há mais vida mantida no cômputo geral. A utilização (destruição) das células-tronco embrionárias nas pesquisas é o contrário, a interrupção deliberada da vida multi-hiper-…-potencializada. Uma diferença sutil? Que seja, para uns; gritante, entretanto, para outros. Mais do que tudo, portanto, diria, se me permite: não esqueçamos a derivada primeira da expansão da função-vida! Principalmente no início de tudo! Um forte abraço,

    P.S. E para a derivada segunda? Lembrar que valores positivos desta indicam situação extrema de mínimo (concavidade para cima); se negativos, de máximo (concavidade para baixo). E os termos seguintes?

  8. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 22:06

    Rei,

    revi minha posição em relação às células tronco embrionárias. Quando levei meu raciocínio ao limite, vi que teria que por um lado proibir a vertilização in vitro, prejudicando casais sem número e por outro pesquisas que podem salvar vidas aos milhares, talvez milhões. Os embriões congelados com cinco dias não sofrem nada, pelo menos fisicamente, portanto, eu estava meio que sendo um aiatolá. Mais uma vez o blog e a Veja mostraram a que vieram.

    Obrigado,

    IB.

  9. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 21:59

    caro anônimo 9:20, se seguirmos o seu raciocínio, então vamos pensar assim: “A igreja em nome “Deus” cometeu no passado as piores atrocidades.”
    Tá bom assim?
    Obrigado.

  10. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 21:20

    O nazismo também estava estribado na “ciência” da época, cometendo as priores atrocidades em seu nome.

  11. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 20:23

    Reinaldo,
    Cá prá nós, essa turma que é contra a pesquisa é por demais impensante (existe essa palavra?) Mas quem não tem a mente aberta, sei não…
    Como pode-se dizer que a pesquisa é o mesmo que ABORTO?
    Acorda geeeennntem!!!!!

  12. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 18:50

    Sr Reinaldo,

    O que me deixa intrigada é o fato da dra. Zats ignorar totalmente as recentes pesquisas bem sucedidas com a PELE do próprio paciente.
    Se eu estou errada me corija, entre outras acusações e condenações, os nazistas foram condenados pelo Tribunal de Haia pelas pesquisas que faziam com fetos de mulheres judias.
    Não é incrível, surpreendende, que passadas algumas décadas uma pesquisadora judia use de todos os meios possíveis para que se aprove pesquisas com embriões humanos?
    A religião judaica libera pesquisas com embriões de mulheres judias?
    Por que usam só á religião Católica para criticar?
    O STF está se comportando igual o Congresso Nacional quando votou a tal lei dos transgênicos.
    Note a importância que dão a natalidade. Incluiram apenas um artigo para tratar da pesquisa com embriões humanos na Lei que trata da plantação e comercialização dos transgênicos no país.
    Eu sou mulher e estou indignada com a opinião do Ministro Brito e outros.
    Disse o Ministro que a vida, segundo a Constituição, a vida começa após o nascimento.
    O país vive uma crise séria de valores éticos e outros tantos.
    Imagine se a moda pega e os monstrinhos espalhados por aí, resolvem olhar para uma mulher grávida com a mesma visão que o Ministro Britto tem da vida e resolvem que aquele bebê não é absolutamente nada e que pode pérfeitamente ser destruido por eles.
    O promotor Igor só comteu um crime: o assassinato de sua mulher. O filho que ela esperava não conta.
    O sr acredita mesmo que o resultado da pesquisa vai favorecer os cidadãos portadores de deficiência?
    Quanto um deficiente terá que dispôr para ter acesso a célula tronco?
    Sabemos que tem história e há algo de podre no reino dessas pesquisas.
    Por que a dra Zatz ignora as pesquisas recentes sobre o assunto?
    Gostaria de vê-la lutando para que o Supremo autorizasse a pesquisa com a pele do paciente e não com embriões, que, aliás, os q estão congelados atualmente não dão uma única célula tronco.
    Quando vejo o faz de conta que não sei da dra Zats sobre recentes pesquisas bem sucedidas sem o uso de embriões humanos, fico desconfiada das benéficas intenções da pesquisadora.
    Aí tem e não deve ser pouco não.
    Não é atoa que ela não permite comentários blog.

  13. Carlos

    -

    06/03/2008 às 16:19

    “Se a vida cessa com a morte cerebral, e não me consta que a Igreja Católica seja contrária a transplantes, então ela tem início com as primeiras atividades cerebrais também. O argumento é forte.”

    Reinaldo

    O argumento é péssimo. E ao contrário do que você diz, esse argumento reforça a defesa do aborto legal. Vou te mostrar o porquê.

    Se você aceita que a vida começa com as atividades cerebrais, então um embrião (mesmo no útero) não seria vida, logo poderia ser abortado.

    Como você mesmo colocou, o argumento de que a vida começa com a atividade cerebral deriva de que a vida termina com a morte cerebral. O argumento parece forte, mas é péssimo. É um sofisma quando analisado mais atentamente.

    Um conceito usado no seu argumento anterior defendendo as pesquisas e contra o aborto: “No aborto, há uma vida dentro do útero de uma mulher. Se não houver intervenção humana, essa vida continuará.”
    Quem aceita esse conceito, não pode aceitar o argumento da morte cerebral.

    A morte cerebral é considerada morte, mas quem teve uma morte cerebral nunca terá atividade cerebral novamente. Um embrião dentro de um útero, logo logo terá a sua atividade cerebral. Se, por acaso, existisse uma possibilidade mínima de que a morte cerebral fosse reverssível, eu seria totalmente contra os transplantes. E você também.

    Além disso, acho que você está sendo ingênuo. Por mais que pela lógica a pesquisa com embriões não seja a mesma coisa do que o aborto, quem defende o aborto dirá que é a mesma coisa depois que as pesquisas com embirões estiver legalizada.

  14. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 16:14

    Reinaldo,
    Ele também citou um trecho de um texto de Diogo Mainardi na Revista Veja no qual ele fala sobre a deficiência de seu filho.

    8:28 AM

    Quem do filho de Mainardi ou do Reinaldo.

  15. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 16:00

    A sua amizade com o Diogo Mainardi não tornou o sujeito nem 0,1% mais cristão. Em compensação ele esta tornando vc uma caricatura de católico. Ele e a pesquisadora da “lingua plesa” deram um nó na sua cabeça…

    Bah… O Voto do Min. Carlos Britto não tem nada a ver com aborto?

    A sua posição afirmando isso foi motivo de piada aqui no escritório. Até os estagiários de direito entenderam o voto, vc não.

    De qualquer maneira, a nós católicos (aqueles a quem vc dirige o seu texto enquanto sorrateiramente se coloca fora do grupo (diga-se de passagem, Graças a Deus faz isso), que acreditavamos realmente na sua independência e coerência, só nos resta lastimar…

  16. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 16:00

    A sua amizade com o Diogo Mainardi não tornou o sujeito nem 0,1% mais cristão. Em compensação ele esta tornando vc uma caricatura de católico. Ele e a pesquisadora da “lingua plesa” deram um nó na sua cabeça…

    Bah… O Voto do Min. Carlos Britto não tem nada a ver com aborto?

    A sua posição afirmando isso foi motivo de piada aqui no escritório. Até os estagiários de direito entenderam o voto, vc não.

    De qualquer maneira, a nós católicos (aqueles a quem vc dirige o seu texto enquanto sorrateiramente se coloca fora do grupo (diga-se de passagem, Graças a Deus faz isso), que acreditavamos realmente na sua independência e coerência, só nos resta lastimar…

  17. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 16:00

    Hélio Schwartsman
    Comunicar erros Enviar por e-mail Imprimir
    05/03/2008
    O prazer de perdoar

    Como se temia, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista na ação de inconstitucionalidade contra pesquisas com células-tronco embrionárias humanas, frustrando as expectativas de uma decisão rápida para essa importante matéria. Difícil acreditar que a atitude não tenha objetivos protelatórios. Direito, afinal, define-se como um católico fervoroso, o que o torna necessariamente um adversário desse tipo de investigação. E, na prática, retardar a decisão significa evitar pesquisas, pois são poucos os cientistas que investem em experimentos que poderão ser considerados ilegais amanhã.

    Entrando no mérito do problema, beira o “nonsense” a posição da Igreja Católica e de outros grupos religiosos contra as pesquisas médicas com células-tronco no Brasil. O que o artigo 5º da Lei de Biossegurança (nº 11.105) autoriza é a utilização de embriões remanescentes de tratamentos para fertilidade. Estamos, portanto, falando de mórulas que tenham sido consideradas inviáveis ou que estejam congeladas há mais de três anos –o que as torna más candidatas para iniciar uma gravidez. Não foram implantadas num útero e são mais do que remotas as chances de que venham a sê-lo. Seu destino seria a destruição pura e simples ou permanecer indefinidamente congeladas num freezer.

    Sei que a Igreja Católica sempre foi contra os bebês de proveta. Só que isso não muda o fato de que existem alguns milhares de embriões armazenados em clínicas de fertilidade. Qual a proposta do Vaticano para eles? Obrigar as mães a introduzi-los em seus úteros? Oferecer as freiras para servir de barrigas de aluguel e permitir que eles possam nascer?

    Não sou um especialista em logística social, mas parece-me uma tremenda de uma asneira deixar que esse material biológico já disponível e sem destinação evidente pereça no próximo apagão elétrico. É muito mais razoável dar-lhe um fim nobre, como a utilização em pesquisas que poderão um dia, ainda que distante, salvar vidas.

    Não estou, com essas considerações pragmáticas, afirmando que não existe uma questão de princípio que pode e deve ser discutida. Se há um debate a que eu não me furto são aqueles que envolvem proposições filosóficas. O problema aqui é que, diante da situação concreta, a posição religiosa adquire tons que transitam entre o surreal e o obtuso.

    Não é muito diferente da questão do aborto. Sei que Roma acha que o procedimento deve ser considerado crime em todas as circunstâncias. Mas, independentemente da ordem das razões, o que a igreja pretende que se faça com as mulheres que tentam –e continuarão tentando, não importa o que diga a lei– expulsar embriões de seus úteros? Colocá-las na cadeia? No Brasil, estima-se que sejam 1,5 milhão de abortos por ano. Lembrando que são relativamente raros os casos de mulheres que fazem dois procedimentos no mesmo ano, precisaríamos de algo como 1,2 milhão de novas vagas/ano em penitenciárias femininas. Isso dá a bagatela de 3.333 vagas/dia, sem botar na conta médicos, parteiras e comadres que se acumpliciam com as criminosas e, pela lei, também deveriam ir para o xilindró. Será que a Santa Sé está disposta a leiloar alguns de seus Michelangelos e Fra Angélicos para nos ajudar a construir tantas cadeias? Minha suspeita é que desejam manter essas práticas na ilegalidade apenas pelo prazer de, depois, perdoar o pecador.

    Admitamos, porém, pelo bem do debate, o nefelibatismo vaticano e deixemos de lado as questões práticas. O argumento católico é o de que a vida tem início na concepção e deve desde então ser protegida, seja ela viável ou não, esteja dentro ou fora de um útero.

    Primeiro reparo. É bobagem afirmar que a vida começa com a concepção. Tanto o óvulo como o espermatozóide já eram vivos antes de se unirem. O que dá para dizer é que a fusão dos gametas marca a criação da identidade ge

  18. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 15:58

    Pelo que eu entendi ser da ou do Opus Dei é ser aiatolico,demente mental obscurantista (como prefere o Jabour),contra a ciencia e o progresso.Depois eu aprendi neste blog,que a vanguarda da ciencia,do direito e da modernidade é seguir os pensamentos do Carlos Britto…Alguem ai tem o endereço da Opus Dei?

  19. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 15:40

    VC é podre igual a sua mente!kkkkkkkk

  20. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 14:59

    Sr Reinaldo,

    O Ministro Britto, usou o fato do embrião não ter cérebro para votar favorável as pesquisas.
    Se o embrião não tem cérebro não tem vida. E usou a morte cerebral para explicar sua teoria.
    Se mostrarmos a semente de uma macieira, será que o ministro é capaz de enxergar a maçã?
    Me senti uma idiota quando ouvi esse argumento. Qualquer pessoa que olhar para um embrião ou para uma semente de abacate, jamais verá o cerébro e tampouco o abacate.
    Enquanto o bebê não nascer, não é absolutamente nada? Segundo o q disse o Ministro Brito, não é.
    Gostaria de ver a indiferença do ministro ao deparar-se com a gravidez das mulheres de sua família. Será que ele seria capaz de afirmar que ali não tem absolutamente nenhuma vida?
    Hoje, pesquisadores estrangeiros usam com sucesso a PELE do paciente para desenvolver a célula tronco.
    Quais motivos levam a pesquisadora dra Zats a não pedir a revogação do artigo que trata dos embriões para pesquisa e pedir que autorizem a pesquisa com a PELE do paciente.
    Não sei o que leva essa pesquisadora insistir numa pesquisa obsoleta. Verba pública?
    Ela já recebeu milhões por conta dos embriões e usou a verba para outras pesquisas.
    Por que usar dinheiro público para pesquisar o que a comunidade científica internacional considera obsoleto?
    Estranho que uma pesquisadora ignore as recentes experiências com pele humana.
    Por que o blog da dra.Zats não permite comentários?
    Chat uol:SOBRE CÉLULA TRONCO


    “11:46:11) norma fala para Todos: Os embriões congelados disponíveis, não são suficientes para desenvolver uma célula tronco, que dirá dezenas ou centenas. Afinal, por que a população não é informada sobre isto e por que tanto dinheiro público investido numa pesquisa q não tem condições de deslanchar?”
    11:47:36) norma fala para Todos: A imprensa pulbicou queo governo destinou r$30 milhões para as tais pesquisas. Se não me falha a memória, a verba foi destinada para o centro de pesquisa da dra. Katz.

    “11:49:45) Paulo/Farmacêutico fala para norma: vc esta correta, porém o uso do dinheiro é destinado a outros setores desta cientista e tb essas reportagem sempre são incmpletas” .

    É bom lembrar q existe uma Portaria que substituiu a Portaria ll45/05 do Ministério da Saúde e que está em vigor, que permite o aborto em caso de estupro sem que a paciente apresente queixa na Delegacia . Basta que ela declare no hospital q foi estuprada.
    Já imaginou que qualquer R$ 50,00 poderá servir para qualquer garota grávida ceder o embrião para pesquisa?
    Sr Reinaldo, a pergunta é, aonde a pesquisadora vai buscar tanto embrião para a pesquisa? Todos os embriões congelados existentes hoje, não daria uma célula tronco, que dirá duas.
    Ela tem razão em não permitir comentários no blog. Não teria como responder a muitas perguntas que fariam sobre o assunto.
    Grata pela atenção.
    Norma.

  21. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 14:53

    Voto do Ministro Carlos Britto serve de argumento contra o aborto??

    Sei sei…

    Ou vc não ouviu o mesmo voto que a maioria dos brasileiros, ou vc é extremamente ingênuo, ou a sua mascára de “bom católico” dessa vez caiu.

  22. Edgard Freitas

    -

    06/03/2008 às 14:24

    Discordo, reinaldo.

    Você leu o voto de Carlos Britto? A tese dele legitima o aborto!

  23. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 14:21

    Reinaldo é inadmissível sua escolha pela igreja católica ainda vá lá que você leia o espetacular Chardin, Agostinho e outros. Mas professar essa fé caduca. Eu não sou contra a Tradição.

    Raul Zonta

  24. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 14:11

    reinaldo,cada campo tem o top-top que merece,na politica ,nas artes na economia,etc.O que causa estranheza,é voce ser mais um porta voz do top-top na bioetica!

  25. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 14:11

    Caro Reinaldo,
    vou, desta vez, discordar de você e concordar com o anônimo das 9:21 AM:
    Penso que sacrificar um embrião para, vá lá, tentar salvar a vida de outro humano é equivalente a realizar a eutanásia em um humano qualquer QUE NÃO PODE SE DEFENDER para utilizar seus órgãos na mesma tentativa de salvar a vida de outrem.

    E o voto argumentado do relator é a base legal necessária para escancarar as portas ao aborto.

    A vida é um valor absoluto que nenhum ser vivo criado pode criar. Então também não pode eliminar. Principalmente de seres humanos, mas também de animais.
    SOU SEMPRE PELA VIDA!

    Abraço
    Bia

  26. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 14:07

    Seguindo a sua maneira de pensar,se o universo começou com o big-bang ele vai terminar com outro big bang.Se uma estrela brilha ela não vai se apagar,ela vai se acender de novo.Dá pra escrever um livrinho do Paulo Coelho…

  27. Matheus Cajaíba

    -

    06/03/2008 às 13:42

    É, Reinaldo. Você é craque, mas dessa vez pisou FEIO na bola. Acontece.

    Insisto para que você leia os argumentos da Profa. Alice Teixeira. Digite o nome dela no google, perca alguns minutos. Ela publicou um pertinente artigo no “O Globo” de 20/08/04:

    “(…)não existe justificativa para se utilizar células-tronco embrionárias humanas na terapia de doenças degenerativas.
    Além do mais, torna-se necessário conhecer melhor os mecanismos que levam as células-tronco às lesões, bem como seu processo de diferenciação, antes de se propor como solução final de tais doenças.”

    Outra coisa: os cientistas envolvidos nas pesquisas com células tronco embrionárias em vários lugares estão pedindo aos governos financiamentos altíssimos para as pesquisas - sendo que, até agora, os resultados foram nulos. Atualmente, há setenta e três tratamentos sendo realizados com células tronco adultos. E com as células tronco embrionárias? Nenhum. “As células tronco embrionárias transplantadas são rejeitadas por incompatibilidade imunológica ou dão tumores - teratomas”, segundo a profa. doutora Alice Teixeira.

    Ou seja: serão gastos BILHÕES de dólares para pesquisas que renderam até agora ZERO de resultado depois de 10 anos. Esses Bilhões poderiam ser gastos justamente com pesquisas com as células tronco adultas, que já vêm apresentando resultados positivos.

    Esses são argumentos científicos. Não tem nada a ver com essa babaquice de “intromissão da Igreja em um estado Laico” e etc. Passei as últimas madrugadas procurando textos na internet a respeito do assunto. Por que ninguém contraria os argumentos da doutora Alice Teixeira? Por que ninguém contra-argumenta? Por que todo adversário das pesquisas com células tronco embrionárias é tachado de “obscurantista, católico fanático, membro da opus dei” e o escambau? O que explica este comportamento dos “pensadores liberais” de plantão?

    Por que ninguém menciona os interesses econômicos de alguns daqueles que estão interessados nas pesquisas com embriões? Não estou dizendo todos, mas alguns dos árduos defensores das pesquisas com células tronco embrionárias vão ganhar muito dinheiro com essa brincadeira: verbas para pesquisa, lucro com patentes, lucro com ações nas bolsas de valores de empresas de biotecnologia atuando nos bastidores…

    E enquanto isso, levam crianças portadoras de deficiência no julgamento, com suas cadeiras de roda e seus pais e parentes, iludidos de que na semana que vem, assim que for liberada a pesquisa com células tronco embrionárias, vão encontrar a cura.

    Os pais dessas crianças, os parentes e amigos e queridos dessas pessoas com deficiência, sabem dos interesses que estão por trás da aprovação dessas pesquisas? Estão conscientes de que, até agora, as pesquisas com células tronco embrionárias não deram literalmente em NADA? Têm consciência de que, no mundo inteiro, não há nenhum experimento desses com resultado positivo e que não há na linha do horizonte nenhuma perspectiva de tratamento para as moléstias que afligem seus entes queridos?

    Ah, sim. Tinha me esquecido: os católicos contrários às pesquisas com células tronco embrionárias é que são hipócritas.

    Um abraço pra vc.

  28. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 13:14

    Reinaldo,não acredito mais na sua defesa das liberdades humanas com responsabilidade.Se algum dia voce precisar de uma tampa nova para a sua cabeça,voce vai aceitar de bom grado a de um preso politico chines executado…Ele ia morrer mesmo…

  29. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 13:13

    Do blog da Mayana Zatz

    “Senhores Ministros, enquanto nos debatemos com dilemas éticos, milhares de crianças e jovens brasileiros, como Lisa, estão morrendo.”

    Sua amiga trata a questão como uma discussão sobre o sexo dos anjos.

    “Os embriões congelados nunca serão vidas. Não existe útero para eles.”

    Aqui vocês concordam, embriões não são vidas.

    “Também não sabemos quando as pesquisas com suas células poderão se transformar em um tratamento que salve a vida desses brasileiros. Sabemos, porém, que essas células podem se transformar em esperança, já.”

    É um chute no escuro, para satisfazer vaidades.

  30. Luís Guilherme Fernandes Pereira

    -

    06/03/2008 às 13:10

    Caro Reinaldo,

    Sou menos culto, menos inteligente e por volta de 20 anos mais novo que você. Mas permita-me ser duro.

    Estou do seu lado: do lado da democracia, do lado da liberdade, do lado do Estado de direito, do lado da ciência, da razão contra o obscurantismo, do lado da vida, do lado (para irritar a esquerda) do Bem perene, que não muda ao sabor dos gostos dos burocratas de plantão, destros ou sinistros.

    Na Folha de S. Paulo há a reportagem de Laura Capriglione: Em voto “antológico” lido em 111 minutos, Carlos Ayres Britto abre caminho para defesa da legalização do aborto no país. Para assinantes, pode ser vista aqui:
    http://www.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe0603200803.htm

    Eu acho, da minha juventude e ignorância, uma tremenda irresponsabilidade sua defender (ou pelo menos não combater, não quero mudar o que você disse, e não sou dado a desonestidade intelectual), a pesquisa com Células Tronco Embrionárias (CTE).

    Era a brecha que os abortistas buscavam. Essa matéria da Folha só disse o que eu já prenunciei aqui de madrugada: isso tornar-se-á o Roe vs. Wade brasileiro, o ponto de início do aborto livre, da morte de milhões de crianças (como acontece já nos EUA) inocentes, apenas porque estão do lado errado da barriga. Será o primado da irresponsabilidade, da morte.

    Reinaldo, você é um formador de opinião respeitado, principalmente para quem interessa: os defensores da liberdade, as pessoas inteligentes. Peço, reitero, que pese a sua responsabilidade nisso tudo. Não quero ser fatalista, inquisidor, e não vou me estender em decorrimentos óbvios pois sinto que posso acabar por ofendê-lo, o que definitivamente não quero.

    Só quero, humilidemente, pedir a sua sincera reconsideração a respeito do assunto, apelando à sua responsabilidade.

  31. Lampedusa

    -

    06/03/2008 às 13:02

    Não me considero apto para julgar os argumentos jurídicos do relator dessa matéria no STF. Mas posso, certamente, afirmar que ele não entende absolutamente nada de Aristóteles!

    Ser em potência e ser em ato são apenas dois modos distintos de SER para o grande estagirita!

    Ser em potência implica que já se É, apenas ainda não se atualizou (ainda não é em modo de ato mas de potência)!!!

    Se ele fundamentou seu voto nesse raciocínio ele, de fato, colaborou para um verdadeiro genocídio. Que falta faz estudar a cultura clássica. Pobres elites as nossas…

  32. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 12:58

    Pois é, Reinaldo, nem preciso comentar mais nada, os colegas, os corajosos - porque ser contra os tais “avanços científicos” no país, assim como ser contra o aborto, requer muita coragem hoje em dia - já falaram tudo o que havia para ser dito nos excelentes comentários acima.
    Fiquei com a mesma impressao do André-SC, não dá para acreditar nesta sua postura em relação a esse assunto, tão diferente do Reinaldo tão sagaz e independente de sempre, caindo nessas armadilhas retóricas tão evidentes.
    É uma pena mesmo.
    Ana Luiza

  33. Ewerton Caetano

    -

    06/03/2008 às 12:05

    Se a lógica é que a ausência de atividade cerebral implica em ausência de vida, então como explicar o interesse dos cientistas em extrair células mortas de uma criatura morta? A verdade é que o embrião funciona como um organismo integrado, o que o distingue fundamentalmente de um paciente com morte cerebral, no qual algumas partes do organismo podem continuar funcionando independentemente, como uma coleção de células sem aquela unidade biológica que caracteriza um indivíduo da espécie. Em outras palavras, quem tem morte cerebral deve ser considerado não mais como um indivíduo, mas como uma massa de células humanas que conserva artificialmente algum tipo de atividade (batimento cardíaco, respiração, etc.). Pelo novo critério reinaldiano, o assassinato de Terri Schiavo, por exemplo, poderia ser considerado moralmente justificável? Parece-me que a reposta é afirmativa. De qualquer maneira, passando para outro ângulo, o religioso, a posição do Sr. Reinaldo é contrária ao que a Igreja ensina, o que me faz questionar sobre a medida de sua adesão à fé católica. Em matéria tão grave (diferente da questão do celibato eclesiástico, onde há espaço para uma respeitosa e construtiva divergência) não há liberdade para discordâncias.

  34. Adelice

    -

    06/03/2008 às 12:02

    Reinaldo,

    Tem uma pegadinha aí: são duas coisas diferentes.

    O problema moral dos embriões congelados é anterior. Se pensarmos que a opção é o lixo ou o uso em pesquisas, claro que ficamos sem saída.

    No caso do aborto, o argumento da morte encefálica não vale, porque o “diagnóstico de “morte encefálica” traria consigo um prognóstico fechado, de perda irreversível da consciência e personalidade” [cito o site biodireito-medicina.com.br]

    No caso do feto, não é isso, porque ele está criando tecido nervoso e não tendo um quadro irreversível.

    O mesmo argumento, no entanto, não pode ser usado para os embriões congelados, acho. Só que a lei vai facilitar a descriminalização do aborto. Isso, com certeza.

  35. andre-sc

    -

    06/03/2008 às 11:50

    “”O destinatário dos direitos fundamentais definidos na Constituição, argumentou Britto na leitura de seu relatório de quase 80 páginas, é o ser humano já nascido, residente no Brasil, “mas não residente em útero materno ou tubo de ensaio”.”"
    ————–
    Caraca Reinaldo!!! E você tem coragem de dizer que foi uma vitória dos católicos!!! Pelo amor de Deus!!! O que vai acima legitima o aborto até o final da gestação. Sinceramente, não estou acreditando que é você que tem escrito estes posts. Acho que o GT sequestrou o Reinaldo e tá escrevendo no lugar dele…

  36. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 11:26

    Caramba, Reinaldo, como é que você me cai no sofisma da MORTE cerebral?

    Quer dizer que o argumento é forte?

    O embrião tem “atividades cerebrais” em potência, coisa que não acontece com um MORTO cerebral. E aliás, se o ser humano não estivesse vivo já desde a sua concepção, ele não se desenvolveria até possuir tais atividades. Portanto a alma, com todas as suas potências, que é o que anima a matéria, é infundida na concepção.

    E vale perguntar: você não é católico Reinaldo? Desde quando católico põe em dúvida a orientação da Igreja Católica? Isso é coisa de protestante, não de católico. Sério, responde aí!

  37. andre-sc

    -

    06/03/2008 às 11:25

    Um embrião não deve ser comparado a um paciente com morte cerebral, pois este processo é irreversível. Uma vez cessada a atividade cerebral ela não mais retornará.
    A comparação correta seria com uma pessoa em coma, cuja atividade cerebral está interrompida, mas que, propiciadas as condições necessárias, pode potencialmente “voltar à vida”. Ora, dadas as condições necessárias o embrião pode desenvolver não só o cérebro, mas um ser em sua plenitude.
    PS: reparem nas artimanhas semânticas da mídia. Nunca falam “pesquisa com embriões humanos”. Sempre colocam “pesquisa utilizando células tronco de embriões humanos”. Ora, que porcentagem da população brasileira sabe o que é uma célula tronco embrionária? Será que relacionam essa expressão com a destruição de um ser da espécie humana?
    Que bom seria se tivéssemos o antigo Reinaldo para denunciar esse tipo de empulhação!

  38. Marcos V.

    -

    06/03/2008 às 11:16

    Aleluia!
    Bem-vindos os links no lugar daqueles “procurem aí”. “Ratejar” só é bom em biblioteca física.

    Abraços.

  39. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 10:44

    Uma verdadeira obra prima em todos os sentidos , argumentações pertinentes, bem colocadas, incisivas, a palavra do ministro Carlos A.Brito foi antológica. Toda a esperança de uma qualidade de vida melhor para tantos que sofrem das mais diversas doenças foi literalmente para o ralo por causa simplesmente de um ministro religioso que abortou ( ué, e a igreja não proibe aborto???) secamente , covardemente, sem nenhuma justificativa inteligente todo o curso do processo em andamento. ” Pediu vista” . Só faltou fazer a dança da pizzza como a deputada Angela Guadaganin (?)que também, quando não achava saída honrosa ,” pedia vista”. O que eu não entendo e gostaria que alguém explicasse é por quê , havendo 11 ministros para votar, o simples “pedir vista” de um, breca tudo, para começar a hora e o momento em que o cidadão cismar. Que diabo de democracia é essa ? Será que o ilustre não teve mais do que tempo de se inteirar do assunto? O que esse senhor faz nas horas vagas? Ou pretende levar isso empurrando com a barriga para todo sempre ? Isso é escarneo, é desrespeito com os doentes. Essa intransigência da igreja católica , essa obstinação de se prender a doutrinas que variam de teólogo para teólogo e que portanto não são dignas de fé absoluta, isso tem um só nome : fanatismo. E acatar as determinações de fanáticos, seja de que religião for, não é cabível em uma sociedade moderna. A igreja tem o direito de se manifestar, sim. Mas não de IMPOR suas crenças em um julgamento como aconteceu ontem decidindo, com uma só frase reverter todo o processo e fazer retornar tudo praticamnte á estaca zero. Ele “pediu vista”.

  40. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 10:38

    Prezado Reinaldo,

    não esperava isso de você…

    Dizer que a vida começa com os nervinhos é um silogismo de primeira.

    Morte e vida não são o mesmo. São conceitos diferentes; um refere-se ao início, outro ao fim. Ora, nascimento e enterro são opostos diretos?

    Assim, dizer que a vida começa com os nervinhos, não dá!!

  41. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 10:38

    Desculpe, Reinaldo, mas vc está equivocado. Da leitura do voto do Carlos “Asno” Britto percebe-se, claramente, que ele levantou a bola do aborto e não o contrário, como vc diz. O ministro nega, textualmente, que um feto seja pessoa humana. Ora, se feto não é pessoa, pq protegê-lo?
    Transcrevo um trechinho para sua reflexão:

    “28. Não que a vedação do aborto signifique o reconhecimento legal de que em toda gravidez humana já esteja pressuposta a presença de pelo menos duas pessoas: a da mulher grávida e a do ser em gestação. Se a interpretação fosse essa, então as duas exceções dos incisos I e II do art. 128 do Código Penal seriam inconstitucionais, sabido que a alínea a do inciso XLVII do art.5º da Magna Carta Federal proíbe a pena de morte (salvo “em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX”). O que traduz essa vedação do aborto não é outra coisa senão o Direito Penal brasileiro a reconhecer que, apesar de nenhuma realidade ou forma de vida pré-natal ser uma pessoa física ou natural, ainda assim faz-se portadora de uma dignidade que importa reconhecer e proteger.”

  42. Sandra

    -

    06/03/2008 às 10:25

    Reinaldo

    Não parece incoerente? Se uma mulher aborta, comete um crime. Mas se decide pela fertilização in vitro, pode produzir 10 embriões, descartar 5 ( ou esperar o prazo até que eles fiquem inviáveis), implantar os outros 5 e, caso todos vinguem, fazer uma “redução fetal”. Dentro da lei, sem o risco de sofrer uma curetagem sem anestesia ou alguma outra agressão por parte de um médico que reprove o aborto.
    Acho que dizer que

    “os embriões de que tratam a Lei de Biossegurança, que autoriza as pesquisas, não foram produzidos em um corpo de mulher, e portanto não contariam com a proteção das leis contra o aborto”

    é so uma saída legal.

  43. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 10:15

    Posso estar engandao sobre a morte cerebral, mas quando ela ocorre, a vida dos outros órgão não continua como se nada tivesse acontecido. Ela definha até morrer em questão de dias. Ao contrário, antes da formação do sistema nervoso no embrião (ou feto, não sei)a vida é continua e se especializa… o processo é continuamente construtivo em direção a vida. Diferentemente da morte cerebral que é contínuo em direção a morte. Logo a morte cerebral naõ pode ser parâmetro pra decisão de onde se começa a vida e sim pra onde se termina. Até por que só poderíamos então dizer que o feto é um ser humano quando o cérebro estivesse todo formado e não paenas as primeiras conexões.
    O que mais me chamou a atenção na argumentação do ministro que é a favor é ele dizer que embrião é embrião e feto é feto. Perceberam? Logo, abortar um feto não é crime contra um ser humano e sim contra um feto!!! É o que eu tenho dito pros meus amigos… esses cientistas num tão nem aí pra pesquisa… querem é o aborto mesmo. O duro é que os Cientistas utilizam argumentação sentimentalóide…dá pra entender? Pra encerrar é o código genético que determina uma espécie. O código genético determina que esses embriões são seres humanos. E acho tudo isso uma hipocrisia… num pode matar ratos pra fazer experiência, mas embriões HUMANOS pode?

  44. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 10:13

    Acompanhei o voto, além dos artistas citados, o sensível e poético voto do Ministro fez referência também a Diogo Mainarde, em artigo que escrevera sobre seu filho.
    Tom

  45. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 10:05

    Reinaldo, perdão, mas, ao contrário do que você disse, a prevalecer o entendimento em curso, está aberta a porta ao aborto sim. Leia, do voto do ministro relator:

    1) a Constituição Federal não afirma quando começa a vida humana e a “dignidade da vida humana” defendida na Constituição refere-se à pessoa já nascida, que existe “entre o nascimento vivo e a morte”.

    2) o ser humano é a “pessoa biográfica”.

    3)O destinatário dos direitos fundamentais definidos na Constituição é o ser humano já nascido, residente no Brasil, “mas não residente em útero materno ou tubo de ensaio”.

    4) “O embrião é o embrião, o feto é o feto e a pessoa humana é a pessoa humana”, a pessoa humana “não se antecipa à metamorfose” das formas anteriores.

    Ora, se a pessoa humana, dotada de dignidade e protegida pela constituição, é o ser humano nascido com vida, a “pessoa biográfica” (expressão perigosíssima); e se o ser humano não se confunde com o embrião nem com o feto, então, aí está, a Constituição não protege o feto, apenas a lei vigente o faz.

    E então, se a Constituição não protege o feto, mas protege o espaço privado do ser humano, no caso da gestante (grande argumento dos abortistas), é até lógico que se mude a lei, para prestigiar essa privacidade. Mudada a lei (por maioria simples do Parlamento), BINGO, estará autorizado o aborto, inclusive até dias antes do nascimento, pois, até então, temos um mero feto, e não um ser humano dotado de dignidade.

    Pense nisso.

    Abs,

    Leo

  46. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 9:49

    Reinaldo,
    Aqui no Brasil a discussão se limitou a definir quando começa a vida… na Europa e EUA a discussão vai além, trata também do enorme potencial de conflito ético derivado das pesquisas, como controlar os cientistas, que não são os unicos que devem ter voz quando questões tão fundamentais ao ser humano e a sociedade são debatidos.
    Os problemas éticos derivados dessas pesquisas são imensos.

  47. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 9:22

    Caro Reinaldo,

    A vida termina com a morte cerebral, então começa com a morte cerebral? Sei não. Acho que o caso requer atenção.
    Um embrião tem vida cerebral em potência, já que pode vir a desenvolver o sistema nervoso e o cérebro. Um doente que teve morte cerebral potencialmente está morto pois sua condição só tende a piorar. É dali prá cova. Mas como a medicina está longe de ser uma ciência exata, até isso é duvidoso. Vai que um ressuscita!

    Acho que não se pode balizar questões importantes, como a do início e fim da vida, por marcos científicos ad hoc como a atividade cerebral. A crença que a “ciência” tem a última palavra sobre tudo, o tal do cientificismo, já levou a muita tragédia.

    Para questões como essa, nada como a boa e velha tradição: a vida começa na concepção qdo a alma se une à matéria. Pois um ser humano não é só matéria nem puramente espiritual. Fora disso vale tudo, não tem ética que se sustente. Somos todos animais e vale a lei do mais forte ou dos mais organizados.

    Enfim, não é à toa que o “católicas pelo direito de decidir” se empenhou tanto pelas pesquisas com células tronco embrionárias. Não há como negar que a causa do aborto sai fortalecida:

    -Um ministro disse que pelo ECA ‘é considerada criança a pessoa que ainda não atingiu os 12 anos de idade, a contar “do primeiro dia de vida extra-uterina”.’ Antes é o que: feto, embrião?

    - Pode-se tambem questionar a diferença entre um embrião no útero e fora dele. Se o último pode ser descartado, por que o primeiro não pode ser abortado?

    -Abrindo a porteira, onde passa um boi passa uma boiada. Por que não experiências envolvendo a manipulação do genoma humano, com a fabricação de híbridos? Eu sei que já fazem isso na China e na GB e que o resto do mundo não vai demorar a seguir a tendência. Mas será que pelo menos o Brasil não poderia ser poupado da ira divina. Acho que não: a gente merece.

    E por aí vai. O grande alvo disso tudo, principalmente aqui no Brasil, onde a pesquisa é medíocre, é a IC. Enfraquecendo-se a moral tradicional, modificando-se o senso comum, fica tudo mais fácil para eles. É a revolução Gramsciana.

    Ps: uma coisa puxa a outra: fertilização in vitro produz embriões “descartáveis”, que são efetivamente descartados em pesquisas de caráter duvidoso. Daí embrião não ser gente fora do útero. Por que seria então gente dentro do útero. E feto é gente? E velho entrevado? O destino é o cemitério tbém…

  48. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 9:21

    Não, o argumento não é forte. Como toda analogia, é um argumento fraco. Você é inteligente, preciso realmente apontar a diferença? Após a morte cerebral, não há mais possibilidade de vida; após a destruição do embrião, ao contrário, elimina-se a possibilidade de vida. Num caso, a possibilidade de vida não existe desde o princípio. No outro, ela existe, mas é eliminida. Se gosta de analogias, a destruição do embrião é como provocar a morte cerebral para depois usar os órgãos do paciente.

  49. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 9:15

    Reinaldo, bom dia.

    Sobre a sua colocação: “os católicos estão perdendo uma oportunidade histórica de proclamar uma vitória na sua posição sobre o aborto — e agora referendada pela ciência”.

    Os que defendem as pesquisas argumentaram (alguns deixaram subentendido) que aborto é uma interrupção da vida que está em andamento, que está a se desenvolver. Hoje, isso somente ocorre dentro do útero. Esse argumento é, de fato, muito forte contra futuras tentativas de legalização do aborto pois haverá documentação farta de que tais argumentos são provenientes de cientistas e não de “fanáticos religiosos obscurantistas” (conforme o jeito intolerante de pensar dos tolerantes).

    Dessa forma, embriões, fora do útero ou que já não detêm condições de, mesmo que implantados, continuar o processo que os levará a uma criança, poderiam ser usados nas pesquisas.

    No entanto, ao meu ver, isso é uma maneira torta de ver as coisas. Deveríamos primeiro voltar a discutir se o ser humano tem direito de manipular a vida em fertilizações artificiais e determinar quem terá oportunidade de se desenvolver em um útero ou ser congelado. Se filhos fossem gerados exclusivamente pelo modo natural, não haveria embriões excedentes e, portanto, não se falaria em pesquisas com células tronco embrionárias.

    Voltar a discutir a ética envolvida na manipulação da vida humana, e o congelamento de embriões não implantados em fertilizações artificiais, deve ser motivo de riso para muitos. “Em que mundo você vive”, me dirão. E me darão inúmeros exemplos de casais que optaram por esse método, inclusive católicos “praticantes”, e são ótimos pais.

    Mas a questão não é essa. Pois, da mesma forma, ser contra as pesquisas com embriões não me faz alheio ao sofrimento daqueles que vêem nessas pesquisas a cura para suas enfermidades.

    A questão é: ontem se fez uma concessão em um ponto (fertilização in vitro), Hoje, os “efeitos colaterais” desse “avanço”, ou seja, o que fazer com os embriões congelados, foi usado como argumento para algo também imoral (morte de embriões). Amanhã, quem sabe, esses mesmos cientistas (baseados em “fatos científicos” ou novos “efeitos colaterais”) mudem de idéia e estendam o tempo em que a vida começa, bem como as circunstancias disso (dentro do útero).

    O único consolo que tenho é a liberdade de, no futuro, não optar por tratamentos desenvolvidos com células-tronco embrionárias. O pior sofrimento é o moral.

    Como disse Pascal, se o crente estiver errado, tanto ele quanto o ateu terão o mesmo fim. Se o ateu estiver errado… dependerá da misericórdia de Deus, aquele que o ateu sempre desprezou.

  50. bjordan

    -

    06/03/2008 às 8:34

    sou absolutamente por essa teoria cartesiana ,

    PENSO LOGO EXISTO

    mas, atividade cerebral não é notocorda.

    atividade cerebral não é um neurônio,

    nem mesmo um tronco encefálico completo.

    tudo isso ainda é vegetativo , e considerado morte cerebral

    antes da 20 semana de gravidez, não há nada portanto.

    comemoraria isso , como uma vitória

    pró escolha.

    com rojões e banda na rua.

  51. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 8:28

    Reinaldo,
    Ele também citou um trecho de um texto de Diogo Mainardi na Revista Veja no qual ele fala sobre a deficiência de seu filho.

  52. Eny Seidel

    -

    06/03/2008 às 7:42

    Hoje lendo o que disse o procurador que entrou com essa ação no STF concordo com o ele que disse.
    Se o cordão umbilical tem as mesmas células que precisam para as pesquisas, por que usar embriões?
    Se isso for verdade, que recolham cordões umbilcais em hospitais, nasce criança o suficiente para abastecer centros de pesquisas.

  53. Maria helena

    -

    06/03/2008 às 7:39

    Por favor, alguém conteste meu raciocínio, antes que eu pire: Quem pode explicar-me exatamente a diferença entre “pessoa humana embrionária e embrião de pessoa humana”? Quer dizer que, enquanto o embrião, ou o feto está no útero de uma mulher, há a possibilidade de vir a nascer um bezerro, um cachorrinho, um gatinho, ou mesmo um maço de alface?! Juro que NUNCA vi isso! Sabem por que toda essa polêmica? Pra justificarem um assassinato corriqueiro chamado ABORTO.

  54. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 7:21

    O discurso do Carlos Britto foi um pre anuncio da legalização do aborto…Reinaldão,voce está errado…

  55. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 7:17

    Pode dizer e pode não dizer.
    A Justiça brasileira não é lá muito coerente, não.
    Como disse certa vez o Olavo de Carvalho,pela Justiça se você for réu primário e der um tiro num negão você responde em liberdade, se chamá-lo de negão você vai preso sem direito a fiança.
    Mas os ovinhos das tartaruguinhas do projeto Tamar ( acho que esse é o nome )estão protegidos pela nossa justiça ( para citar uma fala sua no Roda Viva ).
    Teve um ministro lá, um que se parece com o Monteiro Lobato sem bigode, que disse que o manto da justiça contempla a criança desde o seu nascimento até a idade dos doze anos. A criança intra-uterina não é problema deles.
    Este é um bom argumento para os abortistas, para as católicas que querem decidir.
    Daqui a pouco vão surgir os assaltantes católicos com direito a decidir, os estrupadores católicos com direito a decidir…e por aí vai.

    A nossa justiça está matando os embriões e chocando o ovo da serpente.

    Fui!

    Lula Palomanes.

  56. O Vampiro de Curitiba

    -

    06/03/2008 às 7:01

    Confesso que, com tantos argumentos, eu estava em dúvida. Esse da formação do cérebro me pareceu muito inteligente e imbatível. Acho que fechei questão: Favorável à pesquisa.

  57. Eny Seidel

    -

    06/03/2008 às 6:30

    Fora do topic, mas veja só, essa cidade deveria servir de exemplo a todas as cidades brasileiras, quem rouba sai. Quanto esse Brasil corrupto iria mudar.

    Prefeito petista é cassado em Ribeirão Bonito
    DA ENVIADA ESPECIAL A RIBEIRÃO BONITO (SP)

    Pela segunda vez em seis anos, Ribeirão Bonito, cidade de 11.383 habitantes na região de São Carlos, teve o prefeito cassado pela Câmara. Em uma sessão que durou quatro horas e terminou na madrugada de ontem, Rubens Gayoso Júnior (PT), acusado de improbidade administrativa, foi destituído do cargo. Seis dos nove vereadores foram favoráveis à cassação, dois contrários e um não compareceu à sessão.
    Segundo o vereador Aparecido Galhardo (PSB), presidente da Comissão Processante que pediu a cassação, o petista usou mal o dinheiro público ao firmar um contrato no valor de R$ 3.990 mil mensais com o jornal “Primeira Página” de São Carlos, que publicava os editais da administração.
    “A prefeitura passou a publicar, quando não havia edital, matérias para favorecer o prefeito. Teve um caso de uma matéria que mostrava o prefeito distribuindo óculos na periferia. Isso é promoção pessoal com dinheiro público”, disse Galhardo.
    A ação que motivou a cassação do prefeito foi movida pela Amarribo (Associação dos Amigos de
    Ribeirão Bonito).
    O prefeito cassado não foi encontrado ontem em Ribeirão Bonito. Gayoso Júnior apresentou atestado médico para não comparecer à sessão. O advogado que o representava desistiu do caso.
    O vice-prefeito Paulo Veiga (PPS) assume hoje a prefeitura. Em 2002, o então prefeito Antônio Buzzá (PMDB) fora cassado acusado de desvio de dinheiro. (VERIDIANA RIBEIRO)

  58. Mario

    -

    06/03/2008 às 5:55

    Perdão. Esqueci de comentar:

    Se os argumentos são ou não válidos a história é outra e que os pesquisadores se manifestem. O errado está na supressão de tais discussões.

  59. Mario

    -

    06/03/2008 às 5:52

    Reinaldo,

    Ao que parece, os tais pesquisadores a favor das pesquisas OMITEM um séries de verdades.

    Uma delas: hás 3 mil embriões congelados no BR. Um eventual tratamento precisa de, pelo menos, QUATROCENTOS MIL!!!

    Outra: quem for tratado com células-tronco embrionárias é obrigado a tomar imunossupressores para o resto da vida e, assim, seu sistema imunológico fica comprometido. Isso me parece muito lógico. Afinal, estará recebendo material genético de outros (DNA).

    Mais uma?

    A maioria dos tratamentos com células-tronco embrionárias resultaram em CÂNCER. O que, também, me parece muito lógico. As tais células apresentam desenvolvimento muito rápido, o que é a característica principal da células cancerígenas.

    Aqui está o documento. Nada de religião!!! Argumentos exclusivamente técnicos:

    http://www.portaldafamilia.org/slides/a%20verdade%20sobre%20celulas%20tronco%20embrionarias.pps

  60. Catholico

    -

    06/03/2008 às 5:41

    A Igreja não perdeu oportunidade nenhuma - pelo contrário, não poderia agir diferentemente senão violaria seus princípios e doutrina.

    O que eu vejo é bastante ingenuidade de alguns neste ponto: os argumentos brandidos em favor da desumanização dos embriões pelo Ministro Ayres Britto são exatamente os mesmos que levam à aprovação jurídica do aborto - que aliás, mais dia, menos dia, esta Suprema Corte brasileira vai determinar. Se a criança o é apenas após o parto, na fase “extra-uterina”, fica clara a mensagem do Ministro.

    A estratégia de Ayres Britto é justamente a de desumanizar o “produto da concepção” e o feto - ou há alguma dúvida de por quê a tal pesquisa do Ibope foi justamente encomendada pelas “Católicas pelo Direito de Decidir”? O precedente que elas querem é a desumanização da pessoa humana; o resto é consequência.

    E o mais desagradável de tudo é que, no final das contas, tantos embriões serão destruídos por nada, só para demonstrar como o Brasil é um país moderno sem o ser… As pesquisas internacionais recentíssimas todas apontam no sentido da viabilidade muito maior da única via ética: a pesquisa com células-tronco adultas dos próprios beneficiários, agora definitivamente estabelecidas nas pesquisas de Shinya Yamanaka, da Universidade de Kyoto, e James Thomson, da Universidade de Wisconsin. E aqui se discutindo pesquisas atrasadas e que não darão em nada…

  61. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 4:32

    Já não é mais célula, virou câncer.

    ———————-
    Paulinho diz que processará vários jornais Tamanho do Texto

    O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho, disse que irá processar a ‘Folha de S.Paulo’ e ‘O Globo’ em 20 Estados do País por causa da série de reportagens que os veículos publicaram sobre repasse de verba do Ministério do Trabalho para a central, repetindo estratégia da Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo ele, se o número de ações não for suficiente para que os jornais interrompam as reportagens denunciando repasse de dinheiro do Ministério do Trabalho para a Força, os sindicalistas irão ingressar de 1.000 a 2.000 ações em todo o País. ‘A Igreja Universal vai ser fichinha’, afirmou. A decisão foi anunciada em reunião da Executiva Nacional do PDT com o ministro Carlos Lupi.
    http://www.orm.com.br/amazoniajornal/interna/default.asp?modulo=226&codigo=327067

  62. Malu

    -

    06/03/2008 às 4:24

    “Os meios justificam os fins.”
    Lá vai a liberação do aborto, o desarmamento, o que vamos poder comer no almoço e etc.
    Liquidar os mosquitos da dengue ninguém pode, ninguém quer.
    Enquanto o Brasil não se livrar dos petralhas farqueanos muitos de nossos direitos ainda serão abortados. Quem viver, verá.

  63. COP

    -

    06/03/2008 às 4:21

    Reinaldo,

    Veja só o que a esquerdalha anda dizendo.

    No Correio da Cidadania há dois artigos enojantes.

    O primeiro, de autoria do escritor e jornalista comunista português Miguel Urbano Rodrigues, defende o pançudo narco-terrorista REYES.

    Destaco o último parágrafo:

    Raul Reyes entra, ao desaparecer assassinado, no panteão dos heróis da América Latina. Como Sucre, como Bolívar, como Artigas, o Che, Raul Reyes ultrapassa a fronteira da única forma de eternidade possível, a dos homens que viveram para servir a humanidade e contribuir para que ela continue.

    Raul Reyes, o herói assassinado pelo fascismo colombiano

    O segundo assinado pelo jornalista Altamiro Borges, membro do Comitê Central do PCdoB, ataca o MIDIA SEM MÁSCARA e OLAVO de CARVALHO.

    “Fascista sem máscara” na internet

    Atenção ! Só para aqueles de estômago forte.

    COP

  64. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 4:00

    Reinaldo, revela muito sobre sua escala de valores a confissão de que a discussão sobre a possibilidade de pesquisas com células-tronco embrionárias não está entre os assuntos que você considera mais urgentes. Deduzo que, pra você, importante mesmo é acompanhar a Guerra dos Vivaldinos, essa tempestade equatoriana em copo d´água. É o que eu chamaria de inversão de prioridades.

    Reli ontem este trecho de um texto de Olavo de Carvalho, sobre o qual acho que você e todos os que defendem a realização das tais pesquisas deveriam refletir:

    “A única atitude sábia ante a constatação da nossa ignorância é a prudência, a abstinência de decisões drásticas. Não há decisão mais drástica do que aquela que determina se um ser humano deve viver ou morrer.”

    Acho que você tem sido precipitado e imprudente na análise dessa questão. O raciocínio abaixo, silogismo capenga de sua autoria, é exemplo disso.

    “Se a vida cessa com a morte cerebral, e não me consta que a Igreja Católica seja contrária a transplantes, então ela tem início com as primeiras atividades cerebrais também. O argumento é forte.”

    Você conhece lógica e deve estar cansado de saber que o fato de a vida terminar com a morte cerebral (para manter como você colocou) não prova de maneira nenhuma que ela começa com o início da atividade cerebral. Nada impede que termine com a morte cerebral, mas comece com a concepção, semente, fundamento e pré-requisito de qualquer atividade cerebral.
    Se não podemos determinar ao certo quando a vida começa afinal, a única atitude sábia é mesmo a prudência.

    Cassiano

  65. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 3:57

    Que mundo é esse? Que paragens são essas para ‘algo’ cuja vida equivale a um vegetal? Endereço: Tubo de ensaio!!!! Que venha, então, pela lógica, o aborto para os residentes ‘em útero materno’….Quáquáquáquá. Quando começa a nova produção de vida sem consciência??!! Aguardaremos três anos para que tais seres (?) sem biografia sirvam para dar jeito na biografia de outros??? Quando houver uma calamidade de seca, não busquem nuvens; quando quiserem planejar seus jardins, não catem sementes. Usem os coqueiros já grandes; a mangueira já frondosa. Nada de ‘broto’ disso ou daquilo. Broto é broto, ministro é ministro – e deus é Deus!!!

  66. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 3:19

    “A firmeza tem de ser serena, não paranóica. Comparar”…

    “E por que raios se faz de conta que o Foro não existe? Durante anos, ao menos desde 2000, o caso foi tomado como mero discurso paranóico de Olavo — e também meu quando passei a tratar do assunto.”

    http://veja.abril.com.br/blogs/reinaldo/2008/03/rompendo-o-cerco-2-democracia-estpido.html

  67. COP

    -

    06/03/2008 às 2:40

    Reinaldo,

    Viu com quem o CHÁVEZ se reuniu ontem, quarta ?

    JON LEE ANDERSON - O Biógrafo do PORCO FEDORENTO

    COP

  68. jb

    -

    06/03/2008 às 2:32

    Reinaldo,

    é off-topic, but,…

    PORKMEN ATACA NOVAMENTE

    “Acredite: Ipea quer agora tributar produção da internet e telecomunicações

    Márcio Pochmann, presidente do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), defendeu nesta quarta a criação de novos tributos para taxar a produção “imaterial” desenvolvida com o crescimento dos meios de telecomunicações e a internet. “Precisamos pensar em novas formas de tributação. Estamos vivendo uma nova fase que é a economia pós-industrial em que os serviços passam a ter uma maior importância e temos novas formas de riqueza associada à produtividade imaterial, que é o conhecimento”, afirmou Pochmann.

    Em entrevista, ele informou que o Ipea vai iniciar estudos com a Receita Federal para mapear novas formas de riqueza e tributação potencial. Pochmann quer aproveitar a reforma para colocar ainda em discussão o aumento do imposto de renda, bem como a diversificação de alíquotas. “Nem toda simplificação é positiva do ponto de vista tributário”, defendeu. Hoje, o imposto de renda tem duas faixas: 15% e 27,5%. “

    Fonte: diegocasagrande.

  69. marina

    -

    06/03/2008 às 2:32

    desculpe-me o off topic,
    mas acabei de ver
    Samantha Power, entrevistada no hardtalk
    da BBC..assustador !!
    ela acaba de publicar um livro sobre Sergio Vieira
    de Mello, e é a consultora
    p/ assuntos internacionais do Obama.
    socorro !

  70. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 2:07

    Reinaldo,

    A boa educação manda que nos apresentemos sempre que chegamos pela primeira vez na casa de alguém. Portanto, aqui vão as minhas credenciais – na verdade algumas, já que outras é melhor deixar de lado –: sou carioca, gosto da vida e, principalmente, detesto o PT e, com raríssimas (cada dia mais raro, acredite) os petistas.
    Você diz: “Se a vida cessa com a morte cerebral,…, então ela tem início com as primeiras atividades cerebrais também. O argumento é forte.”
    Se me permite, eu diria mais, o argumento não é forte apenas, é lógico.
    Afinal, se algo acaba quando uma determinada coisa termina é lógico, puramente lógico, dizer que esse algo inicia apenas quando essa determinada coisa começa.

    Abraços,

    Rakhi

  71. lpereira

    -

    06/03/2008 às 1:59

    Rei,

    Esse caso pode ser o Roe vs. Wade brasileiro. Se o parecer do STF for que as pesquisas são possíveis pois a vida (como disse o relator) começa no nascimento e não existe início de vida marcado na constituição, nós teremos, por jurisprudência, o aborto liberado no Brasil até os 9 meses de gravidez.

    Não há vitória alguma sobre o aborto se essas pesquisas forem aprovadas! Muito pelo contrário. Na melhor das hipóteses, ele estará aprovado até os 14 dias de gravidez.

  72. Benedictus Blackwhite

    -

    06/03/2008 às 1:56

    “Reitero que os católicos estão perdendo uma oportunidade histórica de proclamar uma vitória na sua posição sobre o aborto”.

    Negrito meu.

    Em vez da terceira do singular, esse verbo deveria estar na primeira do plural. Uma silepse de pessoa aqui é obrigatória, já que você é católico. Ou você não está entre aqueles que desejam aproveitar esta oportunidade histórica?

  73. Anônimo

    -

    06/03/2008 às 1:53

    Ouví! Ouví!

    O presidente do Brasil cada dia que passa está mais parecido com um lobisomem.
    É o Lulobisomem.

    Peru


 

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