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ABORTO E VATICANO: LEITURAS TORTAS

domingo, 15 de março de 2009 | 5:19

A BBC noticiou neste sábado o que segue, título incluído. Leiam. Volto depois:

Vaticano critica excomunhão no caso de aborto no Brasil

Em artigo publicado pelo jornal da Santa Sé, o Osservatore Romano, neste sábado, o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, Monsenhor Rino Fisichella afirma que os médicos que praticaram o aborto na menina de 9 anos, grávida de gêmeos após ter sido estuprada pelo padrasto, não mereciam a excomunhão.
“São outros que merecem a excomunhão e nosso perdão, não os que lhe permitiram viver e a ajudarão a recuperar a esperança e a confiança, apesar da presença do mal e da maldade de muitos”, escreve Monsenhor Rino Fisichella, um dos mais próximos colaboradores do papa Bento 16 e maior autoridade do Vaticano em bioética.
Na avaliação do prelado, o arcebispo de Recife e Olinda, José Cardoso Sobrinho, foi apressado e deveria ter se preocupado primeiro com a menina. “O caso ganhou as páginas dos jornais somente porque o arcebispo de Olinda e Recife se apressou em declarar a excomunhão para os médicos que a ajudaram a interromper a gravidez. Uma história de violência que, infelizmente, teria passado despercebida se não fosse pelo alvoroço e pelas reações provocadas pelo gesto do bispo.”
Segundo Monsenhor Fisichella, o anúncio da excomunhão por parte de D. Jose Cardoso Sobrinho colocou em risco a credibilidade da Igreja Católica.
“Era mais urgente salvaguardar a vida inocente e trazê-la para um nível de humanidade, coisa em que nós, homens de igreja, devemos ser mestres. Assim não foi e infelizmente a credibilidade de nosso ensinamento está em risco, pois parece insensível e sem misericórdia”, escreve o bispo.
Na avaliação do prelado, a pratica do aborto neste caso não teria sido suficiente para dar um parecer que “pesa como um machado”, porque houve uma contraposição entre vida e morte.
Ele reconhece que, devido à idade e às precárias condições de saúde, a menina corria serio risco de vida por causa da gravidez. E justifica os médicos, que em sua opinião, merecem respeito profissional.
“Como agir nesses casos? É uma decisão difícil para os médicos e para a própria lei moral. Não é possível dar parecer negativo sem considerar que a escolha de salvar uma vida, sabendo que se coloca em risco uma outra, nunca é fácil. Ninguém chega a uma decisão dessas facilmente, é injusto e ofensivo somente pensar nisso.”
De acordo com o presidente da Academia Pontifícia para a Vida, segundo a moral católica a defesa da vida humana desde sua concepção è um principio imprescindível.
O aborto não espontâneo sempre foi e continua sendo condenado com a excomunhão, que é automática. “Não era, portanto, necessária tanta urgência em dar publicidade e declarar um fato que se atua de forma automática, mas sim um gesto de misericórdia.”

Comento

Vocês podem imaginar a alegria dos tontos-maCUTs, não? Invadiram o meu blog:
“E aí? O que você vai dizer agora?”
“Ah, quero ver você defender o bispo agora”.
“O que você tem a dizer sobre isso?”
É duro lidar com analfabetos morais. Pior ainda quando o analfabetismo ele-mesmo potencializa essa condição. O que vou escrever??? Nada mudou.

Quem me acompanhou aqui SABE QUE A MINHA POSIÇÃO SEMPRE FOI MUITO PRÓXIMA da de Monsenhor Rino Fisichella , presidente da Academia Pontifícia para a Vida. Aliás, diria que é a mesma. Está nos arquivos: “O bispo escolheu o caminho do rigor que confunde em vez do da compreensão que esclarece. E eu sou paulino: é preciso distinguir flauta de cítara.”. Fui eu que escrevi isso, não outro. Não apoiei o comportamento de dom José. Ao contrário: fiz reparos a ele. E, creio, a exemplo de Fisichella, sem ofender a minha fé.

O que critiquei, e sustento sem retirar uma vírgula, é que a demonização de dom José Cardoso Sobrinho é uma estupidez e, vejam que coisa!, um obscurantismo. Ele é uma autoridade eclesiástica e declarou a existência de um código. Não pode ser condenado por isso. Mais ainda: escrevi, e reitero, que o caso está servindo de pretexto para que se defenda o aborto pura e simplesmente. Pois bem: cobrei de dom José que relevasse ainda mais, no caso, compreensão e caridade. Serão a compreensão e a caridade o motor dos que atacam o arcebispo de Olinda e Recife? NÃO! TRATA-SE DE UMA AGENDA. A menina é mero pretexto.

Fisichella escreveu, por acaso, algo diferente do que disse dom José? Ele reitera a excomunhão automática em caso de aborto. E censura, aí sim, a urgência que se confundiu com falta de misericórdia. QUE FOI RIGOROSAMENTE A POSIÇÃO DESTE ESCRIBA NO PRIMEIRO ARTIGO A RESPEITO — e nos demais.

E uma observação importante. É incorreto afirmar que o “Vaticano critica excomunhão”. Por enquanto, quem critica é Monsenhor Rino Fisichella. É uma voz da Igreja, não “a” Igreja. Até porque Gianfranco Grieco, chefe do departamento do Conselho Pontifício para a Família, também do Vaticano, já havia expressado apoio ao bispo. A rigor, mesmo Fisichella faz um reparo que é de procedimento, não de princípio.

Assim, neste particular, os tontos-maCUTs erram de duas maneiras:
A – ao me atribuir o que não escrevi;
B – ao atribuir a Fisichella o que ele não escreveu.

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64 comentários em “ABORTO E VATICANO: LEITURAS TORTAS”

  1. Daladier Lima disse:

    Prezado Reinaldo, se você estiver com tempo (o que deve ser uma coisa rara) dê uma olhada neste link http://januacoeli.wordpress.com/2009/03/15/urgente-aborto-em-recife-brasil/

    Abraços!

  2. Anônimo disse:

    O petralha anônimo das 8:59am traz a declaração do comunista Dom José Maria Pires ligado à Teologia da Libertação; este arcebispo é mais uma marxista traidor da Igreja Católica junto com os seus “companheiros” frei Betto e Leonardo Boff.

  3. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Segue uma nota da Arquidiocese de Olinda e Recife sobre o texto publicado no L’Osservatore Romano, de Mons. Rino Fisichella, Presiden te da Pontíficia Academia para a Vida, no último dia 15: “Dalla parte della bambina brasiliana”.

    2 citações que resumem o teor do comunicado:
    -“ O TEXTO PODE SER INTERPRETADO COMO UMA APLOGIA AO ABORTO, CONTRARIANDO O MAGISTÉRIO DA IGREJA”.
    -“ O autor (Rino Fisichella) arvorou-se do direito de falar sobre o que não conhecia, e o que é pior, sequer deu-se ao trabalho de conversar anteriormente com o seu irmão no episcopado e, por esta atitude imprudente, está causando verdadeiro tumulto junto aos fiéis católicos do Brasil que estão acreditando ter Dom José Cardoso Sobrinho sido precipitado em seus pronunciamentos. Ao invés de consultar o seu irmão no episcopado, preferiu acreditar na nossa imprensa declaradamente anticlerical.

    http://blog.cancaonova.com/padrejoaozinho/2009/03/17/declaracao-da-arquidiocese-de-olinda-e-recife/

    17/mar/2009

    DECLARAÇÃO DA ARQUIDIOCESE DE OLINDA E RECIFE
    A respeito do artigo intitulado “Dalla parte della bambina brasiliana” e publicado no L´OSSERVATORE ROMANO no dia 15 de março, nós, abaixo assinados, declaramos:

    1. O fato não aconteceu em Recife, como diz o artigo, mas sim na cidade de Alagoinha (Diocese de Pesqueira).

    2. Todos nós – começando pelo pároco de Alagoinha (abaixo assinado) -tratamos a menina grávida e sua família com toda caridade e doçura. O Pároco, fazendo uso de sua solicitude pastoral, ao saber da notícia em sua residência, dirigiu-se de imediato à casa da família, onde se encontrou com a criança para lhe prestar apoio e acompanhamento, diante da grave e difícil situação em que a menina se encontrava. E esta atitude se deu durante todos os dias, desde Alagoinha até Recife, onde aconteceu o triste desfecho do aborto de dois inocentes. Portanto, fica evidente e inequívoco que ninguém pensou em primeiro lugar em “excomunhão”. Usamos todos os meios ao nosso alcance para evitar o aborto e assim salvar as TRÊS vidas. O Pároco acompanhou pessoalmente o Conselho Tutelar da cidade em todas as iniciativas que visassem o bem da criança e de seus dois filhos. No hospital, em visitas diárias, demonstrou atitudes de carinho e atenção que deram a entender tanto à criança quanto à sua mãe que não estavam sozinhas, mas que a Igreja, ali representada pelo Pároco local, lhes garantia a assistência necessária e a certeza de que tudo seria feito pelo bem da menina e para salvar seus dois filhos.

    3. Depois que a menina foi transferida para um hospital da cidade do Recife, tentamos usar todos os meios legais para evitar o aborto. A Igreja em momento algum se fez omissa no hospital. O Pároco da menina realizou visitas diárias ao hospital, deslocando-se da cidade que dista 230 km de Recife, sem medir esforço algum para que tanto a criança quanto a mãe sentissem a presença de Jesus Bom Pastor que vai ao encontro das ovelhas que mais precisam de atenção. De tal sorte que o caso foi tratado com toda atenção devida da parte da Igreja e não “sbrigativamente” como diz o artigo.

    4. Não concordamos com a afirmação de que “a decisão é árdua… para a própria lei moral”. Nossa Santa Igreja continua a proclamar que a lei moral é claríssima: nunca é lícito eliminar a vida de um inocente para salvar outra vida. Os fatos objetivos são estes: há médicos que explicitamente declaram que praticam e continuarão a praticar o aborto, enquanto outros declaram com a mesma firmeza que jamais praticarão o aborto. Eis a declaração escrita e assinada por um médico católico brasileiro: “(…) Como médico obstetra durante 50 anos, formado pela Faculdade Nacional de Medicina da Universidade do Brasil, e ex chefe da Clínica Obstétrica do Hospital do Andaraí, onde servi 35 anos até minha aposentadoria, para dedicar-me ao Diaconato, e tendo realizado 4.524 (quatro mil quinhentos e vinte e quatr

  4. Anônimo disse:

    Lembro ao cabeça estreita(7:28 AM),que este blog pertence ao jornalista Reinaldo Azevedo.Portanto,ele pode escrever sobre o que quiser!
    Sugiro-lhe,anônimo,que,como não suportas o assunto Religião,que há inúmeros blogs ateus disponíveis…

    Política,Filosofia e Religião são temas fascinantes!Claro,para mentes limitadas,como os ateus,por exemplo,nem desenhando conseguirão compreender - e muito menos apreciar - a beleza e a profundidade daquilo que dá SENTIDO à vida:a RELIGIÃO!Não é sem causa que um ateu pode ser chamado de um indivíduo à toa,hehehe!

    Ritter

  5. Anônimo disse:

    Veja que interessantes as palavras de dom José à revista Época que vão de encontro à sua opinião equivocada, corroborada pelo progressista pernóstico Mons. Rino Fisichella:

    “Mas eu tenho a impressão que essa difusão (do episódio) irá produzir bons efeitos, sobretudo naqueles que são católicos. Porque estamos vivendo um período de silêncio que pode ser até interpretado como cumplicidade. Todo ano há, em Israel, uma solenidade para relembrar aqueles judeus mortos na Segunda Guerra Mundial, que foram 6 milhões de judeus. Todo ano se relembra o holocausto e o papa sempre manda representantes da Igreja Católica. Mas há um silêncio total sobre outro holocausto que acontece todos os anos. São 50 milhões de abortos todos os anos, 1 milhão no Brasil. Por isso, temos que relembrar a todos que acima das leis humanas existem as leis de Deus. A lei dos homens no Brasil diz que se pode praticar o aborto em determinadas circunstâncias, como o estupro e ameaça à vida de mãe. A lei de Deus diz que jamais é lícito eliminar uma vida inocente mesmo que para salvar outra vida.”

  6. fernandoamoedo disse:

    Reinaldo,

    Infelizmente o Monsenhor Rino Fisichella é mais um que fala (escreve) apenas com o conhecimento do que a mídia tendenciosa publicou.

    Não sabe ele das mil perpércias que a assistência social de Recife realizou
    para impedir que o pároco de Alagoinha, Pe. Edson Rodrigues falasse com a mãe da menina, com a menina e com o pai da menina.

    A mídia pautada pela cultura de morte também omitiu:

    1) que o Conselho Tutelar de Alagoinha, local onde aconteceram os crimes, foi contrário ao aborto,
    2) que a mãe da menina é analfabeta e mal sabe assinar o próprio nome,
    3) que a mãe assinou os documentos que autorizavam o aborto com a sua impressão digital,
    4) que o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco se manifestou contrário ao aborto

    Tem um lado muito sobrio desta história que precisa ser conhecido.

    Conheça o depoimento do pároco de Alagoinha no endereço:

    http://www.veritatis.com.br/article/5639/gravida-de-gemeos-em-alagoinha

    Um abraço,
    Amoedo.

  7. Edi Vendrame disse:

    Ao 6:56 am .Parabens!Denise Rossi ,achei seu comentario perfeito,ele e temperado com a sabedoria de quem carrega o espirito santo de Deus.A respeito do pronunciamento do Monsenhor Rimo Fisichela e exclarecedor nesse caso e a luz no fim do tunel,luz de uma locomotiva carregada de lucidez.(A fe liberta o homem e o liga a Deus.A religiao o faz prisioneiro).

  8. Anônimo disse:

    tá vendo 0-rei, se preocuparam com tudo, menos com a menina e a família em claro sofrimento.

    Esse padreco deu a maior bola fora.
    Correu pra excomunhão assim como um artilheiro corre pro gol, e levou a maior vaia da torcida inteira.

    Eu acho q vc errou em dizer que só estva defendendo o padreco da demonização. Oras, vc tinha que defender os princípios não a pessoa. O cara saiu da linha dos princípios cristãos (ou de qualquer outra religião, diga se de passagem) e isso é o mais importante.

    Vc fala que Komparato é leniente ao criticar Cuba, mas do mesmo modo vc, neste caso, tbm foi leniente. Eu avisei. Vc errou sim, escrevi sobre isso no post sobre leitores discordarem do autor do blog.

    Respeitei, respeito, mas aind anão concordo. Ficaria mais fácil admitir logo. Agora vamos pra próxima, abrxxx
    luiz

  9. Anônimo disse:

    “Hermés de Azevedo disse…
    ‘Enquanto a gente pensar que a religião é um luxo e não uma necessidade, nós estamos plantando uma semente de comunismo na geração seguinte. Não é brincadeira!’.
    Luiz Gonzaga de Carvalho

    5:49 AM”

    Assino embaixo!

  10. Anônimo disse:

    O ClickPB reproduz a matéria na integra.

    Confira:

    O arcebispo emérito da Paraíba, Dom José Maria Pires, completou ontem, 15, 90 anos, 68 dos quais dedicados à Igreja e três décadas desta trajetória religiosa vividas na Paraíba. Nascido em 15 de março de 1919, em Córregos, Minas Gerais, estado onde hoje reside, ele revelou que não esquece da sua “paraibanidade”. De gestos simples e consciente dos problemas sociais, Dom José Maria Pires afirmou que a pedofilia é uma tendência negativa que pode ser controlada se tratada na infância e que o uso do preservativo pode ser usado “para que se evite um mal maior”.

    “O uso do preservativo é algo que merece reflexão. O sexo existe e deve ser usado de acordo com sua finalidade, de aproximar as pessoas, sem destruição da vida. Na doutrina bíblica a vida tem de ser preservada sempre. Mas se você vai fazer algo errado, que pelo menos proteja a outra pessoa para se evitar um mal maior”, ponderou. Sobre os escândalos envolvendo casos de pedofilia, assunto comumente divulgado na imprensa nacional, Dom José Maria Pires alertou que os acusados precisam de apoio para superar o problema. Para ele, a falha de atitude não pode ser revertida, mas, superada.

    “A pedofilia é uma questão de educação. Essas pessoas têm uma tendência negativa, fora do normal, que deveriam ser tratadas desde criança para superar este problema. A igreja, escola e sociedade poderiam contribuir para isso. Se a pessoa não tem uma oportunidade, um ambiente adequado, não pode superar isso. Ao invés de condenação, ela precisa de apoio”.

    O arcebispo emérito da Paraíba ponderou ao falar sobre o uso de células troncos para fins medicinais. Mas não descartou totalmente o uso destas experiências no tratamento de algumas doenças.

    “O princípio da palavra de Deus é proteger a vida. Se as células usadas pela medicina não forem embrionárias podem ser usadas para fins terapêuticos. Se for embrionária, significa que já existe um ser humano em formação, então não é possível porque temos sempre que celebrar a vida. Isso seria uma espécie de aborto no início”.

    Para Dom José, celebrar 90 anos de vida não há nada de especial, mas uma de suas grandes gratificações foi ter vivido “todo esse tempo com alegria por ter sido chamado por Deus para o sacerdócio”. A comemoração relativa à data ocorrerá em uma missa em Minas Gerais e um almoço na Casa dos Jesuítas, no bairro de Itapuã, Belo Horizonte-MG.

    Fonte: Jornal O Norte

  11. Anônimo disse:

    Obscurantista e nedieval, claro, não é o pobre Bispo. É a igreja católica. Foi pergunatdo ao pobre Bispo, e cinco assessores seus, o nome da Menina. Nenhum sabia. Isso não é profundamente esclarecedor?

  12. Anônimo disse:

    Pois é, para os que defendem a Igreja só há duas opções:
    1. Ou se é a favor da Igreja e TUDO que ela prega ou;
    2. Somos comunistas.

    Por outro lado eu pergundo, de que lado estão entidades como a Pastoral da Terra, a Teologia da Libertação, o Irmão Boff, a irmã Doroth? Se estes não não cmunistas, então precisamos redefenir o significado desta palavra. Mais petralha do que esta gente não existe.

  13. Anônimo disse:

    Quando um ônimo disse:
    “Entretanto, em que pese o valor dessa característica, são homens e mulheres na faixa etária dos quarenta aos cinqüenta anos. É uma geração que foi maciçamente influenciada pelo hábito de assistir à televisão e por isso, entre outras causas, infelizmente não adquiriu o habitus da leitura de livros (distinga-se “hábito”, mera repetição mecânica, do habitus, que é como uma inteligente e profunda segunda natureza).”

    Bem, pelo que eu sei ainda hoje a Igreja Católica condena a soberba como pecado.
    Este comentário mostra uma arrogância extrema, pois parece que lhe foi dado o direito de conhecer a vida dos outros e a capacidade para julgar os que nem conhece.
    Quem será que lhe fez estas revelações, o próprio Espírito Santo?

  14. Anônimo disse:

    Olá, Reinaldo!

    Sabe aquelas pessoas com as quais eventualmente conversamos e elas não nos veem nem nos ouvem? Olham através de nós e, fingindo estarem escutando, aguardam apenas a sua vez de falar. Não sabem e talvez nem queiram escutar. Assim, pois, são os tontos-maCUTs e outros instrusos que, à parte a debilidade moral, não sabem e talvez nem queiram ler: deliram sobre um conteúdo imaginário, deturpam o conteúdo real (para, talvez, alcançar finalmente o imaginário), não compreendem o conteúdo real, respondem ou reagem ao conteúdo imaginário e, verdadeiramente, enchem o saco com seus desafios bisonhos, com sua moralzinha de sarjeta e sua inesgotável prontidão para atacar a racionalidade. Vânia Cavalcanti, São Paulo

  15. Maria disse:

    O que existe é muita intolerância e preconceito.
    Tem muitas pessoas que por serem contra uma idéia denigrem a imagem do outro. Veja as pessoas que são contra o aborto, elas afirmam que quem faz aborto são pessoas do mal, contra as leis de Deus, não prestam, não tem amor ao ser humano,etc e tal. Veja os homofóbicos o que falam dos homossexuais, veja os racistas como falam mal de outras raças. Ou seja, as suas escolhas são sempre melhores e mais corretas que as dos outros. Ninguém respeita as escolhas dos outros e ainda querem impor as suas.
    Veja bem, estou falando de pessoas, não de uma instituição. Assim como pessoas, uma instituição deve defender sua ideologia, a igreja católica tem seu código de direito canônico, eles tem regras, e quem quiser ser católico deve seguir essas regras. Estou defendendo o direito que a igreja, e não só ela, tem de defender sua ideologia, assim como vc, eu e qqr pessoa.
    O que não concordo é com pessoas que são católicas e fazem tudo que a igreja é contra. Em tempo, sou agnóstica.
    Não dei minha opinião sobre o assunto do bispo que por coincidência é igual a sua e de muitas pessoas, meu texto está defendendo o direito dele excercer sua ideológica, ele está respeitando as regras por mais retrógadas e arbitrárias que sejam, não se furtou em dar seu parecer conservador mesmo que isso desagrade a uma suposta maioria de progressistas.
    Eles fez o que nós estamos fazendo, defendendo nossas escolhas, nossa ideologia, nossa opinião.
    Melhor ser taxado de conservador do que ser como pessoas que não tomam decisões, não fazem escolhas, não tomam partido, não omissas, que ficam covardemente em cima do muro preparadas pra saltar pro lado da maioria ignorante por conveniência. Taí nossos políticos compravando o que digo.

  16. Anônimo disse:

    Entendo que até o momento não há nada de muito esclarecedor, o que se sabe é o que está nos livros.Excumunhâo automática.
    Quanto ao perdão ,tudo pode acontecer.A Palvra diz , arrependei-vos e crede no Evangelho.Havendo arrependimento está concedido o perdão.É claro que o caso é diferente. porque envolve uma criança e outras duas , 3 inocentes, mas os adultos envolvidos foram avisados.Mesmo a lei permitindo cabia a decisão final À mãe e ela tomou a decisão que quis.Acho que o envolvimento da imprensa , da mídia , de grupos pró aborto fizeram o serviço sujo, crianram a clima circense e deu no que deu. Infelizmente para os fetos ,duas almas que perderam a oportunidade de poderem ter a chance de vir ao mundo e serem amados.Bethoven ia ser abortado, não foi e o mundo ganhou este presente eterno.Que pena.Dora

  17. Van Helsing disse:

    Já notaram que a grama está finado escassa?

    No Brasil já existem vagabundos, mentirosos e idiotas em número suficiente, para nos tornarmos socialistas, quiça venezuelanos ou bolivianos ou pior cubanos.

  18. Sandra disse:

    Anônimo das 2:43PM, também há pais engravidando suas filhas.

  19. Anônimo disse:

    Um comentário antipático
    Reinaldo –

    Sei a priori que este meu comentário soará bem antipático, razão pela qual não ficarei aborrecido se você não quiser publicá-lo.

    Lendo muitos comentários ligados, direta ou indiretamente, ao tema da recente entrevista do bispo de Recife, fiquei um tanto aborrecido. Um aborrecimento não orientado contra as pessoas que redigiram tais comentários, mas, sim, fruto da minha constatação do lamentável grau de ignorância e/ou preconceito, revelados por uma boa parte dos leitores deste blog , no que tange à rica, complexa realidade da Igreja.

    Ora, não é difícil perceber que os mesmos autores dos citados comentários são pessoas providas de um ótimo nível de escolaridade.

    Entretanto, em que pese o valor dessa característica, são homens e mulheres na faixa etária dos quarenta aos cinqüenta anos. É uma geração que foi maciçamente influenciada pelo hábito de assistir à televisão e por isso, entre outras causas, infelizmente não adquiriu o habitus da leitura de livros (distinga-se “hábito”, mera repetição mecânica, do habitus, que é como uma inteligente e profunda segunda natureza).

    Porém, não apenas a influência da televisão contribuiu para essa carência. Entre outras causas poderíamos citar a lamentável decadência de muitos tradicionais, respeitáveis colégios católicos, como por exemplo, aqueles que durante décadas foram sabiamente dirigidos pelos irmãos Maristas, geradores inclusive de excelente bibliografia sobre vários assuntos do curso secundário. Colégios que eram respeitados até mesmo por pessoas não católicas.

    Em paralelo, dois outros fatos concorreram para a perda, ou quase perda, de uma tradicional, inteligente, autêntica cultura católica. O primeiro foi o da equivocada opção por um tipo de cristianismo “reformador do mundo”, em lugar daquele que sempre colocara em primeiro lugar a reforma das consciências. O segundo foi o da proliferação, não menos equivocada, de uma liturgia em que prevalece a sensibilidade em detrimento da inteligência, perdendo-se com isso o silencioso e necessário senso do mistério.

    Pois é, Reinaldo Azevedo enfrenta diariamente o desafio de ler muitos comentários influenciados por todas estas retro citadas deficiências. Estou solidário com você.

    Um abraço –

    Léo – (vale do Paraíba)

  20. Anônimo disse:

    Afinal, o criminoso é D.José, pra estar sendo censurado dessa forma?!
    Pelos jornais, revistas, rádios, televisão e internet dá a sensação de um grande crime cometido por D.José e o que ele fez foi defender a vida de inocentes que foram barbaramente assassinados.
    Vamos centrar as criticas em quem praticou o crime e não ficar cruxificando outro que é o que muitos querem para desviar a atenção do crime que realmente foi praticado.
    Médico é para salvar a vida e nunca acabar com ela.

  21. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    Realmente o Arcebispo de Olinda “colocou o dedo na ferida” das abortistas e daqueles de dentro da Igreja são cultuadores de uma religião onde tudo se perdoa e tudo se ama, independente se há arrependimento ou não.

    D. José Sobrinho é odiado há muito tempo pelos comunistas e pelo seguidores hereges da Teologia da Libertação e já colocou até a prefeita de Olinda (do PCB) para correr da fila da comunhão.
    Também fechou seminário que ensinava marxismo, despejou padre amasiado, entrou com ação na prefeitura de Recife para evitar a destruição das pilulas do dia seguinte e outros atos heróicos raros nos dias de hoje para bispos e padres que não conseguem sequer condenar as imorais novelas da Globo.

    Dentro da CNBB e dentro do Vaticano (pela ala do “amor tudo pode”), ele é não bem visto. Lembremos que o chefe do depto. do Conselho Pontificio apoiou o ato de D.José.

    Os comunistas de Olinda tem saudades de D.Helder Câmara que tanto os ajudou a desenvolver o PT e a TL dentro da Igreja.

  22. Anônimo disse:

    Pombas,
    Se olharmos a Igreja como um clube recreativo, ou mesmo um condomínio, quem tá dentro do clube ou do condomínio, tem que seguir regras, códigos, manuais, o escambau.
    Quem não tá satisfeito com as regras, vende o título do clube, ou sai do condomínio, se muda.
    Quem não está satisfeito com a Igreja Católica Apostólica Romana, que se mude, vira neo pentecostal, macumbeiro, vodu, etc.
    A Igreja tem as regras dela e o bispo só fez afirmar isto, o que aliás, é o papel dele. Lembrar que existem regras.
    O problema é que neztepaiz regras servem pra que?
    VR 760

  23. Anônimo disse:

    O Vaticano amarelou feio nesse estópria! E aí, vão mudar o Código Canônico também, ou vão ficar ao sabor da opinião pública?

  24. Anônimo disse:

    Anônimo 11:18, No meu modesto entendimento vou tentar te explicar os 10 mandamentos e o arder eternamente no fogo do inferno.
    Qdo Deus (ou um espírito superior) entregou a Moisés os dez mandamentos e falava no fogo eterno do inferno era devido a brutalidade da humanidade da época pois eles viviam a lei de Talião ou seja Olho por olho, dente por dente. Na época de Moisés as pessoas não AMAVAM/RESPEITAVAM a Deus, mas o TEMIAM pq diziam que Deus era um Deus que se irava, castigava, Deus dos exercitos(resumindo tinha sentimentos humanos). Pode vc imaginar Deus recebendo conselho de Moisés? pois isto está no velho testamento. Por aí vc tira como era a situação.
    Aí veio Jesus Cristo que disse: as leis dos profetas prevalecem até João Batista. De agora em diante prevalece a Lei do Reino Divino e acrescentou: AMAI A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO COMO A TI MESMO.
    Por isso meu irmão dê mais atenção ao que disse Jesus, que veio nos esclarecer que Deus é Amor, Justiça e Caridade.
    Não faça aos outros aquilo que não queres que te façam.
    E vc com certeza irá no caminho certo.
    Sei tbm que ser ateu não é ser comunista e muito menos petralha, pois existe ateus melhores que qualquer pessoas que frequentam qualquer religião. Pois apesar de ateus mesmo não conscientes trazem DEUS dentro de si.
    Deus não está aqui, alí ou acolá. Ele está dentro de cada uma de nós. Faça brilhar sua luz disse Jesus Cristo
    Obrigado pela atenção.

  25. Anônimo disse:

    RA:

    Eles não crescem intelectualmente.
    Continuam na aula de massinha 1, e não merecem sequer a progressão continuada.

  26. Anônimo disse:

    Denise, parabéns pelo comentário.
    Perfeito!
    Um abraço

  27. Iguinho disse:

    Se tu fosse Dom José você teria agido como?

  28. Ferreira Jr. disse:

    Eu ainda não consigo ver o erro do bispo de Recife e Olinda. Por que anunciou uma penalidade prevista no Direito Canônico? Por que ousou dizer, com toda a razão, que o aborto é uma conduta moralmente mais grave que o estupro? Por que ousou lembrar o direito à vida dos fetos? Por que ousou contrariar os sacrossantos dogmas do politicamente correto, do secularismo midiático?

    O que o bispo em questão deveria fazer? Ficar quieto? Sim, ficar quieto, mas por qual motivo? Medo da patrulha secular-ateísta da mídia, do beautiful people? Consideração pela menina, uma das vítimas do ocorrido? Mas a menina não foi objeto das penalidades anunciadas e, pelo que eu sei, recebeu toda a solidariedade da Igreja do Recife e de D. José.

    Não entendo, Reinaldo, simplesmente não entendo suas reservas - a as do Cardeal Fisichella também - à atuação de D. José no caso. Não vejo como, no caso, D. José, enquanto um Princípe da Igreja, poderia atuar de forma diferente. Não vejo por qual motivo ou razão ele não deveria anunciar a penalidade imposta pelo CDC.

    “Vós sois o sal da terra. Se o sal perde o sabor, com que lhe será restituído o sabor? Para nada mais serve senão para ser lançado fora e calcado pelos homens.
    14. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha
    15. nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa.
    16. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt., 5, 13-16).

    Desculpe, Reinaldo, mas acredito que vc está analisando essa questão mais pelo ponto de vista do mundo do que pelo ponto de vista da Igreja.

  29. Anônimo disse:

    Olavo de Carvalho, como sempre, foi direto ao ponto: que dizem as (e os) feministas do namorado da mãe da vítima? Tanto combateram a fidelidade conjugal e promoveram a liberação sexual, que há milhares de namorados de jovens mães engravidando suas filhas adolescentes. Ninguém sabe porque não há excomunhão.

  30. Anônimo disse:

    Qum lê o artigo em italiano de Rino Fisichella não pode concordar que ele “afirma que os médicos que praticaram o aborto na menina de 9 anos não mereciam a excomunhão”. O artigo da BBC força a interpretação do texto do prelado, juntando o último parágrafo do texto com uma reflexão sábia sobre as dificuldades dos profissionais de saúde em lidar com casos limites.

    Monsenhor Fisichella recorda apenas que a situação dada não é tão simples quanto àquela de abortos rotineiros praticados a cada minuto em clínicas pobres ou de luxo.

    Esses médicos estão sim excomungados, e Dom Fisichella fala isso também.

    Caso os médicos se sintam atingidos pelo arrependimento, e sendo católicos, nãos lhes bastará recorrer a um padre para pedir perdão terão que conversar com um Bispo, pois excomungados não podem receber qualquer Sacramento. Aí sim, o bispo poderá avaliar os dramas de consciência que enfretaram para confortá-los em seu arrependimento; reintegrando-os ao seio da Igreja.

    Como escreveu muito bem o Pe. Henrique no poste das 7:46 am, não parece que aqueles médicos estão se importando muito com a excomunhão.

    “São outros que merecem a excomunhão e nosso perdão, não os que lhe permitiram viver e a ajudarão a recuperar a esperança e a confiança, apesar da presença do mal e da maldade de muitos”. Com essa frase Dom Fisichella não absolve os médicos da excomunhão canônica, pois não sabe, nem poderia saber, qual era realmente suas intenções. Uma coisa é certa, os praticantes do aborto não permitiram que os filhos de Carmem vivessem para que um dia pudessem ter esperanças e confiança de conseguirem juntos com aqueles de boa vontade eliminar a maldade no mundo.

  31. Luis Eduardo disse:

    Gosto de seu pensamento político, mas quanto ao episódio do Bispo de Olinda, minha visão é outra.
    Esta sua colocação de que quem discorda do Bispo está demonizando, é pura retórica.
    O fato central é que dom José Cardoso Sobrinho pisou na jaca com os dois pés ao vir a público de forma precipitada para firmar uma posição conservadora e inoportuna. Está apenas arcando com as conseqüências de seu gesto equivocado.
    Impressionou-me ainda a entrevista da Veja, onde fica evidente a falta de envolvimento mais profundo do Bispo com o caso. Sequer soube dizer os nomes dos familiares e da própria menina. Ou seja, condenou sem conhecer as circunstâncias dos fatos. É lamentável que religiosos fundamentalistas, como dom José Cardoso Sobrinho, tentem se apossar de nossa Santa Igreja Católica. Ainda bem que são minoritários.

  32. Anônimo disse:

    Olá Reinaldo. Tenho acompanhado seu blog para saber qual é sua opinião sobre o caso. Confirmo que você, antes do Monsenhor Rino Fisichella, já havia comentado e criticado a forma precipitada de dom José veio a imprensa.
    Meu caro, é flagrante a maquiagem que os meios de imprensa fazem. Veja como tem sido as chamadas das máterias e reportagens. Elas vem com um fundo de verdade mascarada e tendenciosa. Quando a mídia é unânime em um caso -e contra a Igreja tem sido a muito tempo- fico com medo da lavagem cerebral que isso causa nos leitores.
    Hoje para se ter uma opinião basta ler uma reportagem e sair falando asneiras. As pessoas acham que os meios de comunicação é uma espécie de deusa verdade, que existe para nos mostra a realidade.
    Imprensa brasileira e mundial: vocês são um vergonha! Queremos fatos, não ideologias camufladas!

  33. Anônimo disse:

    Prezados,

    A Igreja não excomunga todos os que pecam, mesmo pela prática da maioria dos pecados graves, justamente porque quer mostrar a grande misericórida de Deus ao pecador. P. ex., um estuprador arrependido sinceramente que recorra ao Sacramento da Penitência recebe de todo sacerdote o perdão de seu pecado.

    A excomunhão é um processo, por assim dizer, adequado ao seu tempo. A milenar Igreja Católica adapta a mensagem da Fé ao tempo e aos lugares onde prega.

    Seu código de Direito, chamado canônico, se adapta conforme os costumes e às necessidades culturais de pregação do Evangelho. A Fé e a doutrina moral, porém são as mesmas desde o tempo dos Apóstolos, visto que “devem passar o céu e a terra, mas não passarão as minhas palavras” afirmou Jesus.

    Todos os pecados têm perdão, até mesmo aqueles que determinam a excomunhão. Porém, a Igreja para chamar à consciência de todos a gravidade especial de certas faltas exige um processo mais delicado e cuidadoso para distribuir o Sacramento da Penitência caso o pecador se arrependa

  34. Eduardo disse:

    Não adianta, Reinaldo.
    Os tontos-maCUTs nunca poderiam entender o que você escreveu.

    “Cítara? Paulino? RinchRinchRinch! (tonto-maCUT ri assim). O reinaldo fica escrevendo palavra que não existe e até diz que não é mais corintiano só para defender o bispo!”

    Mas acho que até os tontos-maCUTs podem entender este outro texto seu, mais claro para eles:

    “Já defendi aqui, e fui muito criticado por alguns católicos, que ameaçaram, vamos dizer, cassar a minha “licença” para me dizer parte dessa comunidade, a lei vigente no Brasil, que permite o aborto legal em casos de estupro e risco de vida para a mãe. Aquela pobre menina de Pernambuco reúne essas duas condições.
    NESSE CASOS, ADMITO TAL PROCEDIMENTO NÃO COM O FUROR MILITANTE. MAS COM DOR.”

  35. Sandra disse:

    “Serão a compreensão e a caridade o motor dos que atacam o arcebispo de Olinda e Recife? NÃO! TRATA-SE DE UMA AGENDA. A menina é mero pretexto.”

    É verdade, Reinaldo. Porém, como dizia meu pai, o respeito vem de cima. O exemplo também. A compreensão e caridade, idem.
    Achei que o Bispo acreditava que salvaria as três vidas. Mas essa frase:

    “Então, não é lícito, para salvar uma vida, eliminar a vida de dois inocentes. O fim não justifica os meios”

    me chocou.

    As crianças só tem valor para o Bispo enquanto estão dentro do útero? Depois que nascerem, podem ser maltratadas, estupradas e morrerem?
    Os grupos pró-legalização estão apenas usando a menina, e o arcebispo fez o que?

    Por outro lado, o Monsenhor Fisichella bateu um bolão. E falou exatamente o que você já tinha dito.

  36. Blog de um Brasileiro disse:

    Concordo com o que vc disse sem tirar uma vírgula.
    Antes mesmo de tudo isso escrevi algo em meu blog sobre a demonização da igreja católica e o oportunismo de alguns grupos.

    As pessoas tem grande capacidade de fazer generalizações de acordo com a conveniência. E essas generalizações colocam um manto negro em cima do real sentido e motivo das coisas.

    Não sou católico mas também não acho justo apedrejar sem raciocinar.

  37. Anônimo disse:

    Reinaldo você está CERTÍSSIMO, ontem quando li essa argumentação do Vaticano em relação a tudo o que aconteceu aqui no Brasil pensei, veja, É A MESMA DEFENDIDA POR REINALDO desde o inicio do MASSACRE CONTRA a Igreja COMO UM TODO e do bispo em particular, até quando diz que isso depõe contra a seriedade da Igreja e sua misericórdia diante de tanto infortúnio. O quê você disse lá atrás? Qualquer “entendido” da religião está criticando a Igreja e FALTOU ao bispo pensar PRIMEIRO no PERDÃO, que é à doutrina da igreja. Eu não gosto muito de citar à Bíblia por que parece crente MALA mas, está lá quando Jesus diz aos seus algozes, “Pai perdoai, eles não sabem o que fazem”, foi de cabeça mas o sentido é esse. Aqui não me refiro aos médicos e nem ao estuprador porque TODOS sabiam o que faziam para o bem ou para o mal, mas ao PERDÃO, MISERICÓRDIA que sempre ouvimos em qualquer pregação quando vamos à missa.

    Ps - Reinaldo nem leve em conta o que PETRALHA diz, JUNTOS TODOS, computamos UM NEURÔNIO, aí não dá nem pra saída.

  38. Anônimo disse:

    Tio Rei: esse pessoal que só lê Malevides, Incomparato e Emirados Sáderes não possui capacidade intelectual para entender o que você escreve.

  39. Anônimo disse:

    Nenhum religioso até hoje conseguiu me explicar de forma convincente somente uma das tantas incongruencias que o Vaticano proclamou:

    1. Deus é amor, mas fez, atravéz de homens, 10 Mandamentos para serem OBEDECIDOS, caso contrário irão “arder eternamente no Inferno”. E olha que Deus é amor.

    Tá, sou analfabeto e tal, alguém poderia me “iluminar” de uma vez por todas?

    P.S.: ateu não significa ser “comunista”. Até agora tendo sido bastante ateu, mas gosto das coisas materiais, do divertimento, etc, que só o Capitalismo nos proporciona.

  40. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    na cultura da exclusão, as pessoas não conseguem entender que condenar o aborto não significa dignificar o estupro;
    como não conseguem entender que a Igreja condena o erro e não o errado…

    filigranas da espiritualidade ou as filigranas que fazem um espírito…

  41. Antonio Augusto Carvalho disse:

    Esta gente é, em sua totalidade, ladra! Sempre foram. A diferença é que antes não conseguiam roubar, agora conseguem. Esta a razão de sempre agir desta forma. Quando não roubam dinheiro, roubam as palavras.

  42. Anônimo disse:

    Existe em Recife movimentos que endeusam o D.Helder e infernizam o D.José. Esses grupos se auto proclamam progressistas e até quando da posse de Bento XVI faziam severas criticas sem ainda o conhecer. Esse ódio é caracterizado pela idéia de liberdade total: liberdade pra aborto, pra divorcio, afinal pra tudo que a igreja combate. Querem mudar a igreja e não se adaptar a mesma. São escancaradamente PT e até campanha fazem dentro da igreja. Se vestem de vermelho e se proclamam como igreja nova. O padre da igreja das Fronteiras onde D.Helder se estabelecia, só sabe falar de bem sobre o Dom (que é como se refere a D.Helder) e esquece de pregar o que manda a igreja e o que o próprio D.Helder pregava. Transforma essa igreja em palco político partidário e político contra a própria igreja. Esse padre tem até preguiça de pregar e algumas vezes deixa de fazer ou manda algum desses politizados falar. Até criticas ao Pai Nosso já foi feita, pois a igreja teria mudado o “perdoai as nossas dividas” pór “nossas ofensas” por causa do FMI. Cito esses fatos para mostrar o clima e a ignorância que existe, esquecem o que D.Helder pregava e passam a idolatra-lo como a um deus, mas sem mencionar e seguir seus ensinamentos, deturpando como se ele tivesse sido um agitador e lutador contra a própria igreja, o que não é verdade. Toda essa idolatria é transformada em ódio contra D.José, que combate o que não é aceito pela igreja. Esse ódio já contaminou a própria imprensa e tudo é levado para o lado de desmerecer sua imagem, por mais correto que ele haja. Qualquer um que ler o que a imprensa relata, passar a ter uma falsa visão sobre esse humilde bispo e daí pode ser a origem desse artigo do Osservatore Romano. A igreja em Pernambuco lutou pra salvar três vidas e isso ninguém relata. Qual foi o esforço dos atuadores desse processo de aborto para salvar as três vidas? Nenhum! São carniceiros e queriam o que conseguiram. Não querem oposição à suas ações e quem tentou impedir é levado ao ridículo pelo clima hostil que enfrenta. Por que palavras estão incomodando mais que a ação de assassinato de dois inocentes?! Essa é a grande forma para desviar as atenções dos assassinos, que saem de cena como heróis. A medicina existe para salvar vidas e por que os médicos não agiram como deviam? Com mais dois meses as duas crianças podiam nascer e será que a medicina desses médicos é tão incapaz para permitir isso?! Ninguém quer comentar sobre a defesa da vida, mas sabem criticar quem combateu esses assassinatos.

  43. thuma disse:

    Sir Reinaldo, você não acha que dá muito valor a que “os outros” dizem
    a seu respeito? o bispo exagerou e é
    só! Deixe a raia miuda falarem até cansarem, aí eles param.

  44. Kk disse:

    Não dei pitaco até agora porque achava tudo muuuito confuso (sabe, aquela coisa pessoal, de alcance de cada um).
    Não tinha capturado completamente o que escreveste, sabia que gente tão brilhante como tu, os senores bispos e outras autoridades não poderiam estar confusos como eu ou tão equivocados quanto os julgava.
    Agora, lendo mais estes escritos, eu consigo compreender teu posicionamento e também do bispo.
    Que bom. Adoro quando compreendo alguma coisa, me sinto renovada, acrescentada com o pensamento dos outros embora isso não queira dizer que, necessariamente, concorde com ele.
    Grande e grato abraço de Kk

  45. Márcio disse:

    Rei, mas é inegável que a Igreja tem ensaiado um recuo nessa história, o que me parece negativo pq não vai nem satisfazer os críticos e vai decepcionar os que apoiaram desde o começo.
    Além do que, toda essa história é estapafúrdia. O médico já havia sido excomungado por outro aborto, ele é um militante da causa, não alguém que se sentiu compelido por essa história em particular. E a mãe… sorry, mas nenhuma simpatia por alguém que deixa as duas filhas serem estupradas por 3 anos.
    Ademais, o Bispo não foi apressado em excomungar, ele alertou antes do aborto para avisar, tentando evitar o aborto. Queriam que ele fosse mais prudente e avisasse só depois, com o problema já feito?

  46. Nicão disse:

    Finalmente, alguém naquele museu do Vaticano com vergonha na cara, pelo menos!
    Se bem que o estrago psicológico na menina, aprontado por esse amalucado dom José “não sei o que lá”, pelo jeito, vai acompanhá-la pelo resto da vida.
    Para não deixar a vergonha na cara do Mosenhor Fisichella parecer mais um teatrinho, a exemplo dos que foram protagonizados por altas autoridades da Igreja no caso dos padres pedófilos, esse dom José deveria, no mínimo ser afastado das suas funções de arcebispo.
    Além disso, os atingidos, os médicos e a mãe da menina deveriam processá-lo por danos morais!
    Justifico: Apesar da religião ser uma opção de cunho moral, é indiscutível o poder que tem os representantes da Igreja Católica, quando emitem uma opinião pública, principalmente, como no caso, envolvendo uma criança.
    Já que estamos falando nisso Reinaldão, como é que ficou o caso daquele padreco da “crakolândia”? Aquele que “defende” os meninos de rua.

  47. ORLANDO MARTORI disse:

    A IGREJA CATÓLICA ACHOU O CAMINHO DAS PEDRAS,PARA MANTER-SE EM EVIDENCIA NA MIDIA MUNDIAL.
    PEGARAM A FATALIDADE DA POBRE MENINA,PARA TRANSFORMAR O ASSUNTO EM UMA VERDADEIRA” ÓPERA BUFA”,POIS DE UM LADO UM ARCEPISBO
    DE FALA MANSA E PENSAMENTO MEDIOCRE
    E ULTRAPASSADO LANÇA A POBRE MENINA,SUA FAMILIA E OS MÉDICOS QUE
    A ATENDERAM,NAS PROFUNDEZAS DOS INFÉRNOS,TIPICO DOS ARROGANTES DA
    IGREJA,PORÉM O PAPA BENTO XVI,AO
    SABER DA REPERCUSÃO INTERNACIONAL DO CASO,ELEVA TODOS AOS CÉUS.
    QUEM SABE UM DIA AINDA TEREMOS UMA
    IGREJA CATÓLICA,QUE SAIBA PERDOAR,
    QUE TENHA AMOR PARA COM A DOR ALHEIA,ENFIM UMA IGREJA QUE APRENDA A SEGUIR A DOUTRINA E OS
    ENSINAMENTOS DE JESUS.
    PORÉM ATÉ ESSE DIA CHEGAR,AINDA TEREMOS QUE ATURAR UMA IGREJA ARROGANTE,PRECONCEITUOSA,DITATORIAL.

  48. Anônimo disse:

    100% de acordo!

    Reinaldo -

    São posts como esse que me fazem acompanhar com fidelidade o seu blog.

    Você costuma ser mal interpretado por vários leitores apressados e/ou pouco informados sobre a realidade da Igreja. Isso me consola porque alguns comentários meus também têm sido analisados de modo bem parcial, criticados integralmente sem que o crítico preste atenção no ponto mais relevante das palavras que escrevi.Em português existe um verbo que define essa leitura infeliz: TRESLER.

    Um abraço muito solidário -

    Bobby

  49. Anônimo disse:

    Reinaldo,
    Vc foi tão claro que nem foi necessário desenhar. Desde o primeiro instante - leitor bom/caráter - entendeu o seu recado. Vc está “gastando muita vela com defunto ruim”. Manda esse pessoal ir “lamber sabão!”

  50. Anônimo disse:

    À margem de um poema de Drummond

    Reinaldo –

    [O texto a seguir foi-me estimulado pela leitura do comentário de um muito inteligente leitor do seu blog, porém pouco informado sobre a Igreja e sua miraculosa história]

    Ensinam-nos os doutos que a comunicação humana pode ser efetuada por um destes quatro discursos: o Poético, o Retórico, o Dialético e o Lógico. Ensinam ainda que, dos quatro, o mais preciso, o mais eficaz é o lógico, aquele que é usado freqüentemente, e com grande intensidade, pelos matemáticos, pelos cientistas e pelos engenheiros.

    Em que pese essa “supremacia”, digamos assim, do discurso lógico, isso não impede que o discurso poético possa eventualmente despertar a intuição de um leitor ou ouvinte, mais atento, para uma essencial realidade. Como um possível exemplo dessa possibilidade eu citaria o poema “O Homem, as Viagens”, de Carlos Drummond de Andrade.

    Não sei se já leram esses versos do grande poeta moderno brasileiro. Para mim pelo menos, o referido poema faz uma sutil referência ao indiscutível, ao prodigioso acervo de realizações que a ciência e a tecnologia conseguiram produzir no mundo durante, pelo menos, os últimos cinco ou seis séculos.

    Ora, essa tênue referência talvez possa nos ajudar a lembrarmos que a função precípua da Inteligência não é a de fazer coisas assombrosas, sem dúvida alguma úteis para o bem da humanidade; porém, sim, sua essencial e primeira tarefa é a de contemplar a Verdade e a Beleza.

    Essa contemplação, quando realizada de modo correto, de repente pode nos despertar o senso da Eternidade, para a qual fomos criados . No mesmo poema que me levou a fazer este comentário, Drummond fala sobre a inquietude do coração humano. Essa inquietude não existe nos animais irracionais. Ela é um “privilégio” nosso.

    Termino, pois, com uma oportuna citação do grande Doutor da Igreja, Santo Agostinho:

    Feciste nos ad Te, et inquietum est cor nostrum donec requiescat in Te. .

    Cordialmente –

    Pascal.
    P S – Sou ligado à área da engenharia.

  51. Anônimo disse:

    Os comunistas ateus tomaram conta do Vaticano! Socorro Reinaldo!

  52. Francisco Razzo disse:

    Caro Reinaldo.
    Creio que somado ao “analfabetismo moral” está o analfabetismo puro e simples. A boa Lógica faz uma diferença brutal em ética! E tem muita gente que constrói toda sua moralidade a fim de justificar suas mentiras. Há sempre um pretexto distorcionista, uma miopia desmedida do carater que faz a voz levantar no jogo e buscar, de qualquer maneira, a vitória aos gritos.

    Teu comentário revela o núcleo dessa doença de espírito, dessa desordem moral:

    “Serão a compreensão e a caridade o motor dos que atacam o arcebispo de Olinda e Recife? NÃO! TRATA-SE DE UMA AGENDA. A menina é mero pretexto.”

    Um forte abraço
    Francisco

  53. Leomabar disse:

    Bom, eu então sou adepto do caminho do rigor.
    Eu tinha dito em um comentário do post sobre a entrevista do Bispo, que é inadmissível o questionamento de Dogmas da Igreja(sobretudo por católicos), que são sim as Leis de Deus e todos que o fizeram estão e errados.
    E disse também da ausência do dom da oratória do Bispo, o que reitero, não
    tira seus méritos.
    Mas acho que você, Reinaldo não publicou o meu comentário, não faz mal.
    Ah, eu também fiz um comentário, que você publicou sobre o petralha que chamou de merd… os que veem o que está acontecendo na nossa economia (foi dirigido a você na verdade), e eu disse que bost.. em forma humana são todos os comunistas e que o lugar deles era Cuba e similares. Resolvi relembrar esse comentário porque ainda estava postando como anônimo embora tivesse assinado.
    Saudações aos direitistas que aqui frequentam !!!!!

  54. Anônimo disse:

    Reinaldo, mas eu lamento dizer que o Mons. Fisichella, que expressa a sua mesmissima opinião, está equivocado.

    Eu não entendo que “compreensão” é essa que esclarece. Muito ao contrário: o que esclareceu foi a intervenção do arcebispo, que deu a conhecer ao Brasil todo a lei e a doutrina da Igreja. Agora ninguém vai poder dizer que não sabe o que a Igreja ensina. Essa também é a função dos bispos.

    E você está esquecendo de uma coisa: esse não foi o primeiro aborto realizado por esses médicos. Era um procedimento corriqueiro na vida deles. A declaração da excomunhão chamou-os à ordem. Havia pelo menos um que se declarava católico praticante. Dom José fez evidentemente um bem a esses médicos, que agora tem a oportunidade de meditar nos seus crimes e procurar se arrepender.

    Você diz que a urgência confundiu, e a “compreensão”(leia-se omissão) esclareceria. Mas veja que se nós pensamos nos católicos é exatamente o contrário. A urgência esclarece e a compreensão os confundiria, pois eles sentiriam a omissão da liderança e o vazio da autoridade diante de um crime bárbaro.

    A “compreensão” só “esclarece” os anti-católicos, que raciossimiam. Os que não compreenderam o ato de dom josé não conseguem nem entender porque o aborto é mais grave que o estupro.

    Os católicos verdadeiros ficaram muito mais esclarecidos com a declaração da excomunhão do que estariam com a omissão de dom José.

    E É BOM LEMBRAR QUE MONS. RINO FISICHELLA É UM PROGRESSISTA DA PIOR ESPÉCIE. ISSO DIZ MUITA COISA.

  55. Anônimo disse:

    Reinaldo disse:
    “E uma observação importante. É incorreto afirmar que o “Vaticano critica excomunhão”. Por enquanto, quem critica é Monsenhor Rino Fisichella. É uma voz da Igreja, não “a” Igreja.”

    Aí, eu lhe pergunto:
    Quem aplicou a excomunhão “automática” foi a Igreja ou foi o tal do Dom José Cardoso Sobrinho, arcebispo de Olinda e Recife?

  56. Anônimo disse:

    É óbvio que o Sr. Fisichella está tentando minimizar os prejuízos que a declaração de Dom José causou à Santa Madre Igreja Católica. É claro também que ele não pode dizer isto com todas as letras, queimando o filme do padre por completo. Assim, utiliza a técnica do “Se você não pode convencê-los, confunda-os”. Para tanto, usa a argumentação dúbia, dizendo que a excomunhão é corretíssima, mas não deveria ser aplicada. Assim, ele agrada a todos!
    É claro que o Papa, tendo chegado ao lugar que chegou, por sua habilidade política, não será louco de se pronunciar de maneira a se comprometer, no caso. Ele não se colocaria em uma posição de onde não seria possível retroceder.
    Dele, o que se poderia esperar é apenas uma declaração do tipo: “Meus irmãos… nossa Igreja não é nem contra, nem a favor… mito pelo contrário!!!

  57. Anônimo disse:

    E o notório Temporão aproveitou a marola para dizer que “a questão do aborto continua aberta”.
    É um excremento, mesmo.

  58. Anônimo disse:

    Reinaldo,

    O artigo de Dom Rino Fisichella, Arcebispo Presidente da Pontifícia Academia pela Vida, em Roma é importante porque é do Arcebispo nomeado pelo Santo Padre exatamente para tratar das questões ligas à bioética e à defesa da vida humana. Além do mais, mostra como lidar com casos como os de Pernambuco. Note, no artigo, o bom senso, os princípios cristãos e a inteligente aplicação dos princípios da moral católica. No entanto, o artigo tem alguns problemas sérios quando analisa concretamente o caso de Recife porque desconhece alguns detalhes importantes.
    1. Dom Rino Fisichella é felicíssimo ao expressar a complexidade do caso e ao mostrar que, em situações assim, a primeira preocupação dos pastores da Igreja deve ser externar claramente a profunda solidariedade com as vítimas e com quem se encontra ante o drama de ter que tomar decisões extremas, revelando, assim, o amor, a misericórdia a ternura de Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele é perfeito ao mostrar isso.

    2. Também é muitíssimo feliz em mostrar que é preciso estar atento à consciência do médico: não se trata somente de olhar o ato externo, mas reconhecer o drama que, em situações complexas assim, pode ser vivenciada pelos profissionais de saúde – valeria o mesmo para os profissionais do direito, como um juiz. Isto chega mesmo a atenuar, em casos de real drama moral do médico, a pena de excomunhão. O próprio Código Canônico fala num drama de consciência, numa decisão tomada sob pressão psicológica, que podem atenuar a culpa e, portanto, a pena.

    3. Também é louvável a franqueza de reconhecer que o Senhor Arcebispo do Recife poderia ter tratado a questão de um outro modo, pastoralmente muito mais produtivo e correto: seria o caso de, no momento tão dramático, já que o mal do aborto estava feito, não anunciar publicamente a excomunhão – que já era automática -, mas enfatizar a solidariedade para com a vítima e seus familiares e aqueles que estavam feridos e sofridos com toda esta situação. Além do mais, teria sido necessário tratar a questão num horizonte muito mais amplo que o aspecto canônico.

    4. O problemático no artigo de Dom Rino é que ele, não estando aqui, não sabe que, ao que parece, o médico não teve drama de consciência algum, pois faz parte dos que julgam o aborto meramente como uma questão de “saúde pública” – linha do Governo Lula, cantada e decantada em prosa e verso pelo Presidente e seu Ministro da Saúde! O Bispo não sabe também que a menina não corria risco imediato e grave de vida. O aborto foi realizado de modo precipitado, sem grandes questionamentos morais ou dramas de consciência por parte da equipe que atendeu a criaça! Neste sentido, a nota do Regional Nordeste II foi bem clara: “Diante da complexidade do caso, lamentamos que não tenha sido enfrentado com a serenidade, tranqüilidade e o tempo necessário que a situação exigia. Além disso, não concordamos com o desfecho final de eliminar a vida de seres humanos indefesos”. Observe que os Bispos do Nordeste II reconhecem claramente toda a complexidade de que trata Dom Rino. Exatamente por isto, se a equipe médica fosse moralmente qualificada, se tivesse uma consciência de profundo respeito pela vida, teria esperado, teria se prontificado a um estudo mais cuidadoso das implicações morais da decisão a ser tomada. No entanto, não se fez isto: (1) inventou-se que a menina corria risco imediato e grave de vida; (2) afirmou-se que aborto é questão de saúde pública; (3) violentou-se a consciência de mãe da criança e tentou-se violentar a do pai biológico; (4) sequestrou-se a criança para realizar o aborto. Assim sendo, no que diz respeito à equipe médica, o artigo de Dom Rino Fisichella é perfeito ao traçar linhas gerais de conduta, mas não contempla, concretamente, o caso do Recife. Isto se dá po que ele está distante e não conhece as minúcias do caso, tanto que confunde Alagoinha com Recife…

    5. Concl

  59. Hélio Pimentel disse:

    Reinaldo:

    Não é só petralha que acha que você estava errado… mas a gente não tem que concordar com tudo mesmo.

  60. Anônimo disse:

    Tio Rei,

    Imbatível em política e outros assuntos mas, em religião…

    Alguém já disse que “A paixão sectária obumbra a razão”.

    Com certeza, é esse o caso…

  61. Anônimo disse:

    Eu vejo grande má vontade contra vas religiões e o catilicismo em especial. Se o preconceito contra uma raça qualquer, por exempo, pode ser superado por uma circunstância como a convivência forjada por trabalhar junto, estudar junto, morar perto, ou alguma outra possibilidade que não me ocorre agora, pra superar o preconceito contra a percepção de obscurantismo da religião é necessária algo mais do que estar no lugar certo com a pessoa certa. Mais do que circunstâncias fortuitas, isso requer um esforço consciente que os brasileiros não estão dispostos a fazer: abrir um livro.

    E assim a festa da baboseira é jogada nos nossos ouvidos.

  62. D disse:

    Desculpe Reinaldo, mas não sou petralha e ainda sim quis muito saber sobre sua opinião a respeito do caso.

    Respeito sua fé católica, mas não posso conceber que chamem de LEI DE DEUS, um código que excomunga a violência contra o papa, mas nao excomunga a violência contra uma criança.

    Aborto é assassinato. Mas qualquer outro tipo de assassinato não é passível de excomunhão. Criticar um dogma da igreja é.

    Acho que você é inteligente o bastante para perceber que esse tipo de distinção do direito canônico está muito aquém de uma lei divina. É humana.

    Imagine o Universo e toda a sua beleza e candura tendo sido criado por alguém ou algo que não quer comungar com quem comete qualquer tipo de violência contra o papa.

    Vamos ser honestos que a fé não é perfeita e a perfeição não é deste mundo. Sendo assim, dai a César o que é de César ( o direito canônico ) e a Deus o que é de Deus (AMA TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO).

    Denise Rossi

  63. Sandro disse:

    Enquanto o Papa Doc Mullista ceva seus tontos-maCUTs com dinheiro público, o Baby Doc enriquece com seus joguinhos para celular. Brasil: O Haiti é aqui !

  64. Hermés de Azevedo disse:

    “Enquanto a gente pensar que a religião é um luxo e não uma necessidade, nós estamos plantando uma semente de comunismo na geração seguinte. Não é brincadeira!”.
    Luiz Gonzaga de Carvalho

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