Blogs e Colunistas

04/05/2012

às 7:17

ABANDONO AFETIVO É PURA MANIFESTAÇÃO DE “DIREITO CRIATIVO”! É DEGRADAÇÃO DA CULTURA DEMOCRÁTICA. OU: QUANTO CUSTA O AMOR PATERNO?

Os Cachoeiras e, sobretudo, as cascatas que tomam conta da vida pública acabam nos levando a deixar de lado alguns temas relevantes, que dizem respeito não exatamente à política como jogo do poder, mas à cultura política entendida como uma ética de relação com o outro e com o mundo. Estamos nos tornando um país de fanáticos do sentimentalismo, de pervertidos da reclamação, de ditadores da reparação. Aquele que tiver a sorte, para desdita de muitos, de manejar o aparato do estado impõe, então, o seu fanatismo, a sua perversão, a sua ditadura. E ao arrepio da lei! Lei pra quê? O que importa é “fazer justiça” segundo a metafísica influente.

Em uma decisão inédita, a 3º Turma do STJ reconheceu o direito que tem uma filha, hoje com 38 anos, de receber uma indenização de R$ 200 mil de seu pai. O “crime” dele: “Abandono Afetivo”!!! É inútil procurar essa caracterização em qualquer código. Não existe. Trata-se de um manifestação de “Direito Criativo” — área em que o Brasil desponta para o mundo com farta produção —, formulado com base em umas tantas considerações de ordem subjetiva feitas por juízes. Vocês certamente acompanharam o caso. Um senhor teve uma filha fora do casamento. Depois de uma ação judicial, ela foi legalmente reconhecida e assistida materialmente. Goza de todos os direitos dos demais herdeiros. Mas reclama que não foi devidamente amada quando criança…

A exemplo da Lei da Palmada, a decisão da Justiça constitui uma intromissão absolutamente inadmissível do estado na vida dos indivíduos. Como mensurar se esse pai deu amor demais ou de menos? Como estabelecer um padrão mínimo — garantida a assistência material, que existiu — de dedicação amorosa, de modo que possa ser mensurada num tribunal? O que sabem aqueles juízes das altercações e dificuldades que pai e mãe, numa relação não-familiar, tiveram ao longo da vida? Por que é ele, necessariamente, o vilão da história?

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, argumentou por um caminho curioso:
“O cuidado é fundamental para a formação do menor e do adolescente. Não se discute mais a mensuração do intangível — o amor —, mas, sim, a verificação do cumprimento, descumprimento ou parcial cumprimento de uma obrigação legal: cuidar.”
O pai dispensou, segundo consta, o cuidado que está estabelecido em lei. A filha está reclamando é de falta de amor.

E, ora vejam, contrariando, então, o que diz a ministra, é justamente esse amor que está sendo mensurado. A mulher havia perdido a causa em primeira instância. Recorreu ao Tribunal de Justiça e ganhou, com uma indenização fixada em R$ 415 mil. O STJ reformou a decisão para R$ 200 mil. Fico cá me perguntando: como chegaram àquele primeiro valor? Aqueles R$ 15 mil, em particular, desafiam a minha quietude: o que ele deveria ter feito para que fosse, sei lá, apenas R$ 400 mil? Por que o próprio STJ considerou que o “abandono afetivo” não vale tanto, podendo ficar por R$ 200 mil mesmo?

Este trecho da reportagem do Estadão é espetacular:
“A ministra afirmou que a filha conseguiu constituir família e ter uma vida profissional. ‘Entretanto, mesmo assim, não se pode negar que tenha havido sofrimento, mágoa e tristeza, e esses sentimentos ainda persistam, por ser considerada filha de segunda classe’, disse Nancy.”
Entendi. Ela recebeu o devido aporte material, leva uma vida normal, constituiu família, tudo nos conformes. Mas sobrou “a dor”. Ora, Val Marchiori já nos ensinou em “Mulheres Ricas”, certo? Não há dor que o dinheiro não cure… Relooouuu!!

Ineditismo por ineditismo, por que essa filha, que é herdeira do pai (como os irmãos), não recorreu à Justiça para obter, então, um mea-culpa, um pedido de desculpas, um reconhecimento público da falta de cuidado amoroso, um abraço? Não! Nada disso! Existe um preço para a falta de amor! Era R$ 415 mil, mas pode ficar por R$ 200 mil.

No mérito, o caso é, parece-me, eticamente escandaloso. Mas também é uma aberração jurídica. O Judiciário brasileiro acaba de legislar, mais uma vez, criando o crime do “abandono afetivo”? Cadê a lei, santo Deus? Não há! Eis aí. Vivemos o que chamo a era dos fanáticos do sentimentalismo — juízes, agora, acham que podem pôr um preço nas sensações e subjetivismos. Vivemos a era das perversões da cultura da reclamação: basta que o “oprimido” saia por aí proclamando a sua dor para gerar solidariedade automática. Com sorte, encontra pela frente os ditadores da reparação, que resolverão, como costumo dizer, fazer justiça com a própria toga.

Está criada a jurisprudência, embora a decisão não seja vinculante. Cabe a cada juiz decidir. Mas adivinhem só… Nesse caso, pobre pai!, ele é culpado antes mesmo de qualquer juízo objetivo. Afinal, teve uma filha fora do casamento, só reconhecida depois de uma ação judicial, com quem ele não conviveu — embora tenha cumprido todas as obrigações QUE AS LEIS EXISTENTES LHE IMPUNHAM. Ele só não sabia que estava na mira de uma lei desconhecida porque… simplesmente inexistente!

Quanto tempo vai demorar para que quiproquós familiares comecem a lotar a Justiça ainda mais do que hoje? Quanto serão os filhos, mesmo frutos de uniões estáveis e vivendo sob o teto familiar, que alegarão, a depender dos conflitos, esse tal “abandono afetivo”? Não havendo lei, pode-se acusar qualquer coisa: “Olhe, quero dizer que o meu pai (ou mãe) me sufoca”… Pobre pai! Em breve, estará impedido de exercer, digo com ironia, até aquele papel que Freud lhe reserva, não é? Não poderá mais ser o saudável repressor, a quem cumpre dizer que os limites existem.  Quem sabe chegue o dia em que o parricida alegará no tribunal que só cumpriu seu gesto tresloucado porque seu aparelho psíquico, malformado pelo morto, não operou a necessária interdição, e a morte simbólica de Laio na disputa por Jocasta se fez física,  pelas mãos de um Édipo que era, sei lá, contador…

Uma perguntinha à ministra Nancy Andrighi e a seus colegas: esse valor pelo “abandono afetivo” foi estabelecido, suponho, com base na condição financeira do pai, certo? Um homem muito pobre seria condenado a compensar a subjetividade ferida da filha com um pão com mortadela? O “abandono efetivo” de Eike Batista custaria R$ 200 milhões, em vez de R$ 200 mil? Havendo boas respostas, juro que publico. O pai disse que vai recorrer ao Supremo. Considerando o que se anda fazendo por lá ultimamente, corre o risco de a indenização sair pelo dobro. Ou o nosso Supremo não tem protagonizado cenas explícitas de “Direito Criativo”?

Caminhando para o encerramento, pergunto: a filha vitoriosa troca os R$ 200 mil por um abraço e por um pedido de desculpas?

O assunto parece besta? Mas não é! A rigor, acreditem, é mais importante do que essa canalha que vive assaltando o dinheiro público. A cada pouco, há uma! Precisamos é metê-las na cadeia. Ou bem se tem um estado de direito funcionando, que proteja a coletividade e os indivíduos, a nação e o estado, ou ficamos à mercê do indeterminado. Se podemos ser punidos por um crime que não está tipificado e obrigados a fazer alguma coisa em razão de uma lei que não existe, então estamos numa ditadura. Ainda que uma ditadura exercida, com freqüência, por alguns juízes.

Por Reinaldo Azevedo

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

Envie um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

512 Comentários

  • fernanda

    -

    16/4/2015 às 9:12 pm

    É fácil falar mais quem passa por isso é que sabe, tem que acontecer isso, para que sintam na pele o que nós passamos a vida toda. Têm é que ficarem felizes de em algum momento da vida finalmente, estarem ajudando seus filhos, reparando o que se omitiram em fazer, na maioria dos casos os filhos que procuram para revindicarem o reconhecimento paternal, o que não se vê é um pai entrando na justiça para reconhecer um filho. Esses são os valores da maioria da sociedade brasileira, e principalmente dos homens.

  • aninha

    -

    6/4/2015 às 11:51 am

    Meu filho tem dez anos, nasceu em 20/01/2005 e seu pai casou-se com outra pessoa em 26/12/2004, na epoca ficavamos como se diz hoje, nao era namoro mas era constante e muito. O pai nao me amola em nada, cumpri suas obrigações paternas referente a pensao alimenticia ( a qual ele me levou na justiça para regularizar), tenho a guarda do meu filho q sempre morou comigo. A avó paterna faleceu, e hoje meu filho tem um irmao de 9 anos, o pai nao pega meu filho conforme a regularização de visita, chega a ficar mais de anos sem pega-lo. O filho fruto do casamento dele com outra pessoa ira de certa forma usufruir do dinheiro de herança, existe jurusprudencia para tal, sem falar que ele sofre de abandono afetivo tb.

  • Renato fabio Pereira de carvalho

    -

    4/4/2015 às 11:51 am

    Minha mãe teve um caso com meu pai fora do casamento dele!minha mae me criou sozinha depois de 25 anos eu mesmo encontrei o encontrei tenho direito em algo Ou não ?

  • cinthia luppi

    -

    25/3/2015 às 2:41 pm

    concordo com tudo e ainda digo mais,tive meu pai ao meu lado por 35 anos,nunca ele me deu um carinho ou disse que me ama,nem por isso tive problema algum,comecei a trabalhar com 12 anos ,hoje aos 42 continuo trabalhando,mente vazia so procura problemas e frescurada,se sentisse falta de afeto mesmo,nao aceitaria dinheiro,afeto minha mae e irmãos me davam de sobra.

  • jose cadio

    -

    8/3/2015 às 1:01 pm

    E a constituicao nao diz que os pais sao obrigados a prover filhos de amor?tem que pagar mesmo se pos no mundo tem que assumir.Que comentario absurdo ,se essa providencia virar moda os pais vao entender que o que fazem é errado.

  • Aline Gomes

    -

    2/3/2015 às 12:53 am

    Talvez esse 200 mil cubra esse 200 mil que tal pai fora obrigado a pagar … Deveriam sim lotar tribunais todos os filhos que fossem abandonados pelos seus pais … Discordo Do Reinaldo Azevedo por ainda chamar de ditadores as pessoas que tentam de alguma forma reparar o mal que um abandono causa … Se for mensurado amor com o dinheiro taí uma forma de mexer com a consciência humana, pq quem sabe isso não sirva de exemplo pra esse homens irresponsáveis que o que abandonam seus filhos e deixam a própria vida fazer o resto … Tirania e este discurso machista , que olhou pro õnus que este senhor tera que arcar … Pensou no que a mãe passou … o quanto ela teve que renunciar para criar a filha sozinha … Pelas leis da natureza precisa de um macho e uma fêmea para formar um novo ser … A responsabilidade e dos dois … Assim como somos multados por ultrapassar uma velocidade com nossos veículos , como somos cobrados por mil impostos , temos que ser responsáveis por aquilos que colocamos no mundo … Parabéns juíz ditador que combateu um pai tirano !!!!

  • Iara

    -

    21/2/2015 às 4:29 pm

    Para quem tem pai e mãe presente é muito fácil julgar liminar da juíza. Eu tive pai ausente, porém sabia da minha existência e onde eu morava, mas nunca teve interesse de saber se eu estava bem. A a juíza tem que aliviar pra ele, porque?

  • lucas

    -

    2/2/2015 às 12:54 pm

    Eu tenho 16 anos e meu pai nunca me registrou, nunca me deu nada e não quer registrar ??? O que posso fazer ?

  • Cristina

    -

    26/1/2015 às 9:03 am

    Sou contra indenização, porém a favor de punição. Quando se coloca filho neste mundo deve-se ter compromisso com ele.
    Existe vários meios de prevenção, pode-se evitar filhos indesejáveis, porém se são gerados, devem ser cuidados. Responsáveis por crianças se as abandonam devem ser punidos, como a lei da pensão, se não paga vai preso. Na ausência do cuidador. se não cuida vai preso. Deveria valer só até os dezoito anos,depois disso é desnecessário pois a vida ja cuidou.
    Penas correspondentes ao tempo da ausência, comprovadas legalmente com registros de visitação.Desta forma expressa “obrigação”, alguns podem até não concordar, mas seria um compromisso com o ser humano que chega a este mundo e não é atirado a própria sorte. Temos o poder de escolha, só não podemos escolher colocar um ser no mundo para se virar sozinho. Tenho certeza que diminuiriam expressivamente os casos de abandono financeiro e moral, mesmo que por cultura alguns ainda se descuidassem, contudo muitas situações de traumas e sofrimentos seriam evitados.
    Penso a grande maioria dos seres humanos só pensam nas consequências de determinados atos, se isso lhe custarem algumas perdas. Esta é a minha opinião.

  • juju25

    -

    23/1/2015 às 4:52 pm

    Eu concordo com o juiz que deu a indenização. Todos pai tem que amar os filhos…se esse abandono não doeu na consciência desse pai então que doa no bolso…

  • vanessa

    -

    18/1/2015 às 2:34 pm

    Concordo com o texto. Disseram que as pessoas estão cada vez mais frias, mas por outro lado estão cada vez mais interesseiras, incrível como o dinheiro compra tudo em absoluto. A suposta lei brasileira protege tanto um grupo de pessoas, que os espertos aproveitam. E desde quando impor por lei amor é benéfico para alguém? Como disseram, mãe tem q amar por obrigação por que pai nao pode?. Existem milhares de mães que não nutrem um pingo de sentimento pela cria, mas não abrem mão deles por serem seu sustento. Criam mal, deixam com avos parentes vizinhos para cair no mundo . Mas se a criança tiver um problema psicológico é culpa do pai que não deu amor. Esse assunto é tão vasto quanto complicado. Acho absurda a quantidade de pessoas depressivas hoje em dia, e elas culpam tudo, menos a si mesmas pela vida que levaram. Conheço pessoas que foram abandonadas pela mae e o pai era alcoólatra, e são pessoas boas, que venceram na vida, batalharam. E também as que foram criadas com amor, cuidado com pais morando juntos e hj são delinquentes. Qual a desculpa para esse filho ser assim?
    as pessoas investem em querer desvendar tanto o comportamento alheio que esquecem de viver,e esquecem que ninguém é obrigado a amar ninguém. Nao concordo com multas e indenização para qualquer um onde envolva sentimento. Seja quem for, na idade que for. Imagine so, logo terá uma tabela dos valores de multa por falta de amor. O dinheiro fácil para algumas pessoas é instigante.

  • vanessa

    -

    9/1/2015 às 3:39 pm

    Não se compra amor,carinho e a presença de um pai,isso deveria ser espontâneo,mas existem homens canalhas q nao conseguem ver o qto é dificil pra um filho ser rejeitado e ter q conviver com sua ausência.Acho corretissima a decisão da juíza de punir este canalha q negou sua presença para a filha e muito admirada li está reportagem q se mostra contra esta decisão,já q vivemos em um pais de tão poucos valores onde a crianças são abandonadas todos os dias,vamos nos posicioanar contra a decisão e depois reclamamos em nossas casas luxuosas sobre marginais,deliquentes,pessimos pais,etc….HIPÓCRITAS

  • Saiure Rodrigues de Jesus

    -

    26/12/2014 às 1:30 pm

    Olá, tenho um duvida!

    Tenho 23 anos, estou cursando o terceiro ano de ciências contábeis!! Nunca tive contato com meu pai, minha mãe nunca me deu detalhe sobre ele e tal. Em 2012 com muita procura e com apenas o primeiro nome dele e de um irmão dele “MEU TIO”.Encontrei ele em uma rede social, fiquei feliz que só, descobri que tem dois filhos e que morava a 5 anos no CANADA ! Na hora adicionei ele meus “IRMÃOS” esposa e tal, mandei mensagem porque na epoca era dia do pais. Sabe que eu obtive desse senhor SILENCIO ISSO MESMO, silencio porque silencio será que sou alguma estranha pra ele?! Desprezo e silencio a uma PESSOA que só pensava encontra um pai para dar um abraço e saber se estava VIVO.
    Ele me trouxe muitas duvidas e alem disso descobrir que parti de mim e de uma pessoa sem caráter . Não tenho ele em meu registro de nascimento, minha mãe não cobrou nada dele por medo de me perde ! Ele disse a ela que só me assumiria se ela me desse a ele recém nascida, e claro não concordo e veio embora pra São Paulo comigo.
    Morei durante 15 anos da minha vida numa pequena casa em uma comunidade daqui de São Paulo. Estudo graças a “FIES, programa do govero” minha mãe tem eu já maior de idade e outros 3 filhos de outros casamentos, e hoje moramos de aluguel, eu e ela mais um irmao meu sustentamos a casa.
    Por fim gostaria de saber eu tenho direito de receber algo desse Sr. ?? Alem do abandono afetivo, anos em atraso e logo em seguida quando o encontro o desprezo.
    Moro em São Paulo de aluguei, sem carteira registrada atualmente e com faculdade financiada.
    Agora mesmo em dez/2014 ele está em Recife e Salvador. Mandei novamente uma mensagem pra o próprio pelo facebook onde o próprio me ignorou novamente, estou com ego ferido nunca quis nada dele, pensava que minha mãe nao o queria por perto. Porque ele se esconde tanto assim de mim, que medo é esse, sou algum MONSTRO. algumas pessoas da familia dele me reconhece e falam comigo.

    Tenho direito de algo?

  • Andrea Carla

    -

    24/12/2014 às 12:59 am

    Não acho justo, essa obrigação de fazer, quando se há um caso extraconjugal, em que gerou essa criança sendo reconhecida legalmente, e recebendo todos os direitos como os benefícios de pensões… consta que o genitor deixou de ver a crinça por se tratar de muitas confusões que a genitora trouxe para seu relacioamento (casado), gostaria de saber se mesmo assim, tendo todos esses direitos, é obrigado a comparecer ao crescimento da criança… haja vista, que tem várias ocorrencias policiais em desfavor da mãe que alemeja, n o bem estar da criança, mas sim infernizar um relacionamento do casal

  • Carlos

    -

    20/12/2014 às 7:34 pm

    Engraçado senhor Reinaldo Azevedo, acata-se dano moral por qq banalidade, até noiva rejeitada que são adultos e capazes e escolheu tal pessoa pq quis, já uma criança que nunca pede p nascer e para a qual o cuidado é essencial, não caberia? Isso sim é o fim do mundo! è por essas e outras que há tantos delinquentes por aí, as estatísticas provam que a maioria não teve pai presente. Se isso virasse lei quem sabe se pensasse melhor antes de se conceber um filho. Sou totalmente a favor de que se forme jurisprudência nesse sentido, pois se esse covardes fogem da responsabilidade que arquem com o bolso!!!!!!!!!

  • Pierry Sanchez Rodriguez

    -

    19/12/2014 às 1:30 am

    Se eu pudesse adotaria todos que contaram suas agrurias aqui nesta materia deste blog, pois aprendi com o sofrimento da minha vida pessoal desde que nasci e hoje tenho 38 anos de vida sou Papaizão de 2 lindas e maravilhosas filinhas de 4 e 5 aninhos de idade que tenho o maioe carinho afeto, compreensao, harmonia, paz e felicidade e sonho que este ideal que eu consegui tornar realidade possa se propagar pelas novas gerações, desejo o melhor possivel para todos vocês jovens e adultos sofridos que como eu fui no passado hoje aprendi a ser feliz com um abelhinha coletando o polen numa flor os sorrisnho de minhas filhas e a manutencao de minha Pagina que sou criador e mantenedor facebook.com/psicobomsenso pode pesquisar na busca do facebook psicobomsenso que lah tenho ideias revolucionarias para mudar e tentar corrigir oser humanos de todas origens e classes sociais, culturas visando a FELICIDADE PLENA e a PAZ UNIVERSAL um grande ideal mas conto com pessoas como voces que sofreram pelo que eu sofri mas hoje superei e quero ajudar gratuitamente ;/ voluntariamente atraves da divulgacacao de informacoes de psicologia infantil, psicologia em geral, ciencia etc, att Pierry SAnchez Rodriguez

  • Almira

    -

    1/12/2014 às 4:02 pm

    No meu caso o meu filho é quem quer tirar o nome do pai biologico e colocar do padastro que o criou desde pequeno. Já que eu padastro só temos ele de filho.Oque devo fazer? onde começar?

  • Silvano Loureiro

    -

    22/11/2014 às 3:30 pm

    Nossa! Algumas pessoas aqui conseguem ser tão parciais que se esquecem de avaliar a situação como um todo. Há bem pouco tempo atrás os filhos também tinham OBRIGAÇÕES. Deviam respeito e amor aos pais também. Tantos são os pais que, apesar de darem o equilibrado afeto e tentarem mostrar o melhor caminho aos filhos, acabam ainda sendo acusados do contrário por filhos idiotas, mimados e cheios de vontades egoístas. Só o fato de cuidar destas pessoas até a adolescência ou maturidade não significa já um sacrifício ou dedicação? O que esses jovenzinhos querem mais? A total submissão e devoção dos pais? Será que a paternidade ou a maternidade significa a morte de si a favor de outro? Isto é justo ou moral?
    Claro que há casos de abandono e/ou violência reais e que deveriam ser tratados como tal. Mas daí julgar caprichos afetivos dos filhos como abandono afetivo por parte dos pais já é estupidez.
    O artigo é muito bom e coloca o problema da mensuração do afeto. Fica a pergunta: o afeto sempre deve ser proporcional à vontade de quem o recebe?

  • Greice Kelly

    -

    6/11/2014 às 2:26 pm

    Sou total a favor. Passei por isso por parte dos meus pais biologicos, nenhun deles nunca ajudaram financeiramente quanto mais no afetivo, tenho uma magoa muito grande ai fui criada por meus avós materno, recentemente perdi os dois a herança dos dois será dividida só pelos filhos legalmente. Minhas tias decidiram me incluir na repartição mas minha mãe biologica não concordou.

  • PATY

    -

    31/10/2014 às 3:14 pm

    pai de verdade não abandona filho,pai de verdade ama,educa e encaminha seus filhos para a vida e ponto!

  • Sisi

    -

    17/10/2014 às 6:47 pm

    Hum… será que não causaria mais danos a ela se o pai estivesse lá apenas porquê o juiz o obrigou a ir? Será que os danos não seriam maiores se ele estivesse lá? Já pensou: uma criança crescer sendo desprezada pelo pai que é obrigado a vê-la? Isso traria mais traumas à criança!! Ninguém pode obrigar alguém a amar o outro.

  • julia

    -

    25/9/2014 às 3:38 am

    Sou totalmente a favor a decisão da desembargadora Nancy. Certa de quem sofre é a criança, adolescente e que estas marcas vão perpetuar pelo resto da vida. Trazendo sérios prejuízos para o abandonado.

  • Vanessa Lumertz

    -

    23/9/2014 às 11:16 am

    Abandono Afetivo deveria sim ser crime.
    Se uma criança/adolescente não precisasse de ambos cuidados (pai e mãe), porque precisaría de ambos para ser concebido?
    Precisamos de um pai e uma mãe para sermos concebidos, assim como precisamos de ambos para nossa formação intelectual, afetiva…
    Se um pai ou mãe priva seu filho de ter essas figuras em sua vida, ele ou ela devem ser punidos sim.
    Tem mãe que abandona também.
    Qualquer outro crime é perdoado com um abraço e pedido de desculpas?

  • RODRIGO VITORINO

    -

    20/9/2014 às 7:05 pm

    Tudo bem entendo tudo isso mais vamos lá eu tenho 30 anos de idade sou um homem que procurei lutar na vida para ser uma pessoa respeitada e de bem. Mais eu cresci sem ter uma mãe presente pois meu pai me deixou eu tinha 6 meses de idade e a minha senhora mãe saio para trabalhar e me dar o sustento com muita dificuldade fora que ele era um mostro batia na minha mãe no qual, ela gravida de 7 meses ele chegou em casa alcoolizado e deu uma surra nela o que acarretou que ela teve uma hemorragia e quase me perdeu isso me causou um sentimento de muita tristeza e ao mesmo tempo vontade de vencer e de dar o melhor para a minha mãe, minha esposa e filha no qual eu tenho hoje .
    A vida da muitas voltas a 1 ano atrás eu busquei o nome
    dele pelas redes sociais e o descobrir no Paraná de uma empresa que era dele e tinha o nome dele, eu resolvi ir lá e o rastreei e o reconheci pelas fotos que minha mãe tinha e depois de muita conversa ele confessou que me registrou e era meu pai, no Paraná ele é empresário tem uma vida muito boa e mais um casal de filhos que são formados e tiveram todo o apoio dele e eu não e então eu dei meu telefone, e-mail e contatos para mantermos uma relação e fui embora para o rio de janeiro e se passando 7 a 8 dias ele me passou um e mail dizendo que na queria vinculo algum para não comprometer a família dele e simplesmente me desconsiderou e eu tinha mil razões para julga-lo mais fui na paz e ele não teve a mínima simplesmente frio, isso é somente um pouco é ai o que a justiça pode me dizer acerca disso pois hoje eu procuro dar a minha filha e esposa o que eu não tive.

  • Milene Reis

    -

    3/9/2014 às 10:22 pm

    Era isso que eu precisava saber, minha filha é portadora de Glaucoma e Catarata , eu e pai nos separamos há 8 meses, e ele enganando ela dizendo que voltaria, mas arrumou uma vagabunda e ela tá tentando se matar, já fugiu, e tendo uns ataques! Ele não a procura mais!Amanhã estou entrando contra Paulo ABANDONO AFETIVO

  • franklin tavares

    -

    28/8/2014 às 9:26 am

    Concordo com todas as letras, pontos, vírgulas e o raciocínio perfeito de Reinaldo Azevedo. Sou apenas um Bacharel em Direito, porém tenho total habilitação para um bom discernimento lógico e ponderado. Parabéns! Vou ficar na torcida para que a “turma” do STF não tenha lá os seus ensaios, discursos com base em devaneios…

  • TELMA MARIA

    -

    12/8/2014 às 9:39 am

    Discordo em gênero, número e grau. Interessante como a maioria dos que concordam, são do sexo masculino…ora, ora, não poderia ser diferente!
    Vamos lá…uma Mulher que vive uma gravidez indesejada, sofre com depressão pré e pós parto, e ainda assim, é obrigada, imposta pela vida a aceitar e amar a criança. De certa forma, ela não tem escolha, tem que assumir as consequências da “Irresponsabilidade” sozinha, isso é justo?? Óbvio que não. Pois se neste caso, o amor de Mãe é gerado forçadamente, com certeza o Pai também é capaz desta proeza! A maioria das Leis costumam ser marxistas, como por exemplo, sobre as visitas, o Juiz determina dias, mas o “Cara” não é obrigado a pegar o filho…outra injustiça! Deveria sim ser obrigado, pois o amor, nasce também com o convívio, além disso, a Mãe deve descansar. Não é fácil perder noites e mais noites, ter que trabalhar, estudar e cuidar dos pequenos. Por isso, para os Pais que não querem saber dos filhos, a Lei e indenizações do Abandono Afetivo, ainda é pouco! Inclusive o processo deveria poder ser gerado pela própria Mãe. Sobre as visitas, a Guarda compartilhada na prática, é completamente diferente da teoria. É inútil!

  • rosicleia

    -

    10/8/2014 às 1:26 am

    O pior acontece quando um pai resolve cuidar de um filho que nao é o seu. Meu pai se quer me registrou, me ignorou e foi criar filhos que não os seus proprios.

  • Eduardo

    -

    23/7/2014 às 1:50 am

    JAN:

    você tem de entender que v. é filho por acidente (igual a mim). Seu pai teve uma rápida e fortuita relação com sua mãe e você veio, indesejado. Os filhos que ele teve no casamento são os que ele planejou ter com a mulher que quis para ser mãe de seus filhos. De você ele só tem o desprezo.

    Acontece, rapaz. É um fato da vida que acontece a milênios. Conheci um caso agora a pouco de um rapaz que conheceu uma moça pelo Tinder (aplicativo de relacionamento para smartphones) e a engravidou no primeiro encontro! Segundo ele, por irresponsabilidade dela (disse que poderiam ter relação desprotegida e ele acreditou). Quais as consequencias disso para a criança? É de se esperar que esse pai queira alguma coisa com a criança que está por vir? Lógico que nenhuma. Ele mal a conhece. Nem sabe seu nome direito. Não quis nada com ela além de um encontro sexual. Cabe a mãe dessa criança ter uma conversa franca com esse filho e explicar o ocorrido e fazer todo o possível para que isso não afete sua mente.

    O que me chateia nisso tudo é que você dá importância a isso! Você fez a escolha de ser depressivo e com problemas de relacionamento. Estrututou sua vida em torno de uma pessoa que não gosta de você e que nunca lhe quis. Nossa, cara, olhe para trás e veja o que você fez a si mesmo. Está movendo todos os esforços que pode em vão.

    Eu te pergunto: se esse cara fosse um, sei lá, um pobretão, um alcoolatra, um zé ninguém, você teria dado tanta importância? Será que o fato de ele ser rico influenciou sua cabeça? Afinal, olhou para si e se comparou a seus irmãos. Acredite, influencia. O fato de meu pai não ser rico e ter mais 7 filhos, inconscientemente me fez não dar tanta importância a isso. Acho que se fosse rico eu teria ido atrás. É de se pensar….

    Você está fazendo umas escolhas erradas em sua vida, rapaz. Se cuida. Viva a vida. Ser depressivo é muito fácil. É só não fazer nada. Ser feliz dá trabalho!

  • maria Eulalia

    -

    17/7/2014 às 6:37 pm

    a falta de amor,a ausência de um pai na infância não se paga com dinheiro, mas todos tem que ter a consciência de que botar filho no mundo não é como trocar de roupa, tem que ter responsabilidade pensar na criança não só em si próprio, so quem foi criada sem pai sabe o buraco que fica dentro de cada um, a vida tem que seguir em frente é o jeito nimguem vai parar de viver porque não tem um pai. mas é muito difícil, principalmente quando chega o dia dos pais e voce não tem um, nem para entregar o cartãozinho que é feito na escola por isso é bem feito que todos que abandonassem seus filhos fossem obrigados a pagar uma indenização alta para os filhos, para poder amenizar os anos de necessidade financeira e sentimental que a pessoa passou.

  • osmar alves da silva

    -

    16/7/2014 às 9:51 pm

    Ha coisas na justiça, que até DEUS, duvida. amor se paga com amor e não com bufunfa. o amor não tem preço, só o amor paga. Eu também, discordo de muitras coisas e procedimentos, que ao meu ver, não traz nenhum bem a ninguem. parabens por assim penbsar, o mundo precisa de gente que nem voce.

  • andreia de souza correa

    -

    11/7/2014 às 10:46 am

    amor de pai eu nunca tive

  • andreia de souza correa

    -

    11/7/2014 às 10:45 am

    eu só quero saber o que eu fis para o meu pai não querê saber nem da minha pessoa se eu ligo ele só fala que não pode me ajudar mais os meus irmão ele paga escola partícula e viagem com afamilia no final do ano em quanto estou limpam do privada para sustentar meu filho e meus estudo .para que ele me féis em tão se não me ama mais mesmo assim eu gosto dele

  • Cris

    -

    7/7/2014 às 3:12 pm

    Desculpe-me Sr. Reinaldo Azevedo, mas certamente o sr. nunca deve ter sido menosprezado, tratado de forma diferente dos outros filhos, quando criança e até na vida adulta.
    O depoimento do Jan postado aqui nos comentários é tocante e mostra exatamente um caso onde cabe indenização por abandono afetivo.
    Eu também fui abandonada, abandonada não meu pai nunca sequer falou comigo, minha mãe, não tinha muitas condições financeiras, trabalhava como doméstica e em troca recebia da família para a qual trabalhava só comida e moradia (na casa em que trabalhava).Trabalho escravo mesmo
    A dona da casa onde minha mãe trabalhava conhecia pessoas no judiciário e entrou na justiça para ele me registrar e ele alegou na minha cara que eu não era filha dele feito o exame de DNA veio o resultado positivo para paternidade.
    Mesmo assim, a dona da casa onde minha mãe trabalha fez um acordo com ele e ele nunca pagou pensão, minha mãe não tinha instrução e não sabia correr atras dos meus direitos como filha.
    Lembro de uma vez que pedi uma boneca para ele e ele enviou uma caixa fechada com algo que parecia solto dentro da caixa, fiquei feliz por pensar que seria duas bonecas, mas quando abrir, foi decepcionante a caixa estava aberta e a boneca era de plástico, usada e com os braços quebrados, senti-me muito mal.
    Sempre que minha mãe foi procura-lo para nos ajudar ele disse que não podia, ele teve duas outras filhas uma delas engravidou bem cedo e e ele sempre manteve as filhas e depois a neta, mas comigo ele sequer falava.
    Quando tive que fazer faculdade comecei uma faculdade particular, mas passava por muitos constrangimentos pois só recebia 360 reais de um estágio que fazia e não conseguia pagar a mensalidade, minha mãe o procurou e ele disse que não ajudaria, todos os dias eu ia para a faculdade chorando, tive que parar a faculdade.
    Foram anos muito difíceis, minha mãe chorava de um lado eu do outro,era muito dificíl eu olhava para minha mãe e doía na alma,minha mãe trabalhava dia e noite para que pudéssemos comer e dormir na casa daquelas pessoas, sabia que tinha que ajudá-la, no auge da minha loucura e dos meus 18 anos; prometi a Deus que se eu não passasse na universidade federal cometeria suicídio (que doideira) mas isso me fez estudar feito louca e graças a Deus eu estudei muito e consegui passar no curso mais concorrido no meu Estado, passei para direito na Universidade Federal.

    Meu genitor nunca foi presente em minha vida e a única coisa que tive dele foi desprezo, indiferença, tratou-me como se eu fosse um nada, como se eu não existisse e isso é muito ruim.
    Agora respondo a sua pergunta a filha não deveria jamais trocar os 200 mil por um pedido de desculpas ou por um abraço, exatamente por que as desculpas não seria sinceras e o pedido de desculpas falso. Falso como tudo o que esse filho recebeu do pai a vida toda.
    Concordo plenamente com estas indenizações, isso serve de exemplo para que canalhas não saiam por ai colocando filhos no mundo e agindo como se eles não existissem. Deixando que sofram sem amor, sem palavras de força quando precisam sem orientação para os problemas da vida, os pais tem o dever de orientam, educar e dar amor. se não querem ter responsabilidades não tenham filhos.
    Não estou generalizando como o autor fez no texto para defender seu ponto de vista alegando que todos os filhos vão querer processar seus pais por falta de amor, mas há casos que há muito mais, há falta de amor, indiferença, desprezo, a pessoa diz não para você para coisas simples como um abraço, um afago,uma orientação sobre os caminhos da vida, não quer nem saber das suas qualidades ou defeitos (simplesmente te ignora), mas para os outros filhos faz tudo. Isso dói muito e faz a diferença na vida de uma pessoa.

  • Jan

    -

    1/7/2014 às 12:47 am

    A cada dia que passa as pessoas ficam mais e mais frias, são tão calculistas que não dão conta do quanto uma rejeição pode prejudicar um ser humano.
    Fui rejeitado desde criança, meu pai nem ao menos me registrou, cresci cobrando o vazio que senti. Eu o vi pela primeira vez quando tinha uns 12 anos, ele casado com mais 2 filhos e como criança inocenente achei o maximo. Enquanto criança nunca encherguei nada. Um dia minha mãe ligou para cobrar dele minha paternidade e pedir para que ele me ajudasse entao me lembro que estava na casa dele e escutei ele perguntando minha mãe se ela tinha certeza que eu era filho dele, sendo assim quando voltei p casa escutei isso por muito tempo dentro da minha cabeça. Minha mãe entrou com processo de paternidade e eramos muito pobres então não tinhamos condições de pagar um exame de dna, se fossemos esperar o estado não saberiamos quanto tempo esperariamos pelo exame. O Juiz determinou que meu pai pagasse ja que era contra e que caso minha mae perdesse teria que pagar com juros o exame. Hj entendi o que ele fez. Eu tinha de 15 psra 16 anos, ele pagou o exame em 12 vezes, quando estava fazendo 17 anos chegou por correspondência o exame. 99,9999 % que eu era filho dele. O Juiz estimulou uma pensão que durou mais um ano. Eu morava em outra cidade e em minhas visitas a ele me lembro perfeitamente dele me deixando na rodoviaria sozinho com o dinheiro da passagem e do lanche. Isso foi por volta dos meus 13 ate 17. Nunca me senti bem vindo e quando acordei pra vida consegui enchergar que realmente eu não era bem vindo. Ele nunca teve assunto comigo e sempre com a expressão fechada.
    Meus redimentos na escola eram mínimos, não conseguia focar em estudos, era rebelde, enfim…
    Com 19 anos tive uma oportunidade de ir para Irlanda trabalhar em um frigorífico e pedi ajuda a ele para comprar a passagem, recebi um d os maiores sermões de minha vida, insisti por varias vezes, e então me lembro das palavras dele perfeitamente: * vou psgar sua passagem mas nunca mais me peça nada, é a última vez que te dou alguma coisa. *
    Fui embora e com tres meses liguei para lhe devolver o dinheiro, ele não quiz receber. Tentei de todas as formas chamar a atenção dele mais ele nunca deu atenção, fui motivo de criticas para ele e a esposa dele que nunca teve simpatia por mim.
    Resumindo, hj tenho 33 anos, meus irmãos por parte dele são bem sucedidos, um formou em engenharia elétrica e o outro esta para formar em administração. Meu pai é um empresário de sucesso, tem uma empresa de terra planagem, ele e a esposa nunca deixaram os filhos deles padecerem em nada, dizem que eles sofreram muit, mais nunca se interessaram no que eu passei. Fui pedir emprego a ele que me questionou de que eu tralharia, como se eu não tivesse competência ou qualificação para trabalhar na empresa dele, disse pra eu pegar meu dinheiro e montar um buteco wue eu sobreviveria, que esta velho e que a empresa é para os meninos dele. Fui e embora em prantos e ate hj não consigo esquecer as palavras dele. Ele disse que nao sabe como eu sobrevivi ate hoje. Entrei com um processo recentemente do qual o advogado pediu uma varredura de todos os bens dele, foram colocados todos em nome da mulher, eles estão preparando a anos para que eu não tenha parte em nada. Parei com o processo porque não aguentei de tanta angústia, estou tentando entender até hj o pq disso tudo. Se eu somar tudo que ele fez por mim em minha vida incluindo a pensão não soma R$10.000,00.
    Fazer teorias ou espor uma opinião desprovida de senso a realidade alheia é facil, estar na pele é bem diferente. 33 anos e ainda sinto um buraco dentro do peito, não tenho a confiança que as pessoas tem umas nas outras, não consigo ter amizades para passear como muitos fazem, minha cabeça é bloqueada, tenho surtos de angústia do nada, no trabalho, sempre me sinto rejeitado, tenho vontade de voltar a ser criança, la pelo menos não sentia isso tão forte, não sabia distinguir uma pessoa boa de uma ruim.
    É isso. :-/

  • Regiane Nogueira

    -

    14/6/2014 às 10:13 am

    Adorei tudo isso que Reinaldo Azevedo falou.Ele me deixou num estado de êxtase.Me deixou mais esperançosa por uma aceitação que espero do meu enteado:desculpar seu pai,pois ele(enteado) não soube realmente os fatos.Acho que as pessoas mudam quando a maturidade chega.Repensamos sobre atos e a vida,assim quando se reconhece o erro verdadeiramente acho que perdoar é o melhor a fazer,assim podendo conhecer mais os pais.Nada melhor que perdoar e curtir novos membros da família,irmãs,por exemplo.

  • vera lucia marvila

    -

    3/6/2014 às 1:37 am

    Estou desesperada o pai da minha neta está fazendo exatamente isso com ela e a menina está desenvolvendo vários distúrbios emocionais o que devo fazer legalmente para obriga lo a dar afeto a filha por favor me ajude ela só tem 12 anos

  • Leticia

    -

    27/5/2014 às 3:17 pm

    É fácil falar quando não se passa pela situação. Eu e minhas irmãs fomos abandonas há 6 anos pelo nosso pai. Ele se casou novamente e nem no nosso aniversario ele liga mais. E quando ligamos ele não atende. Isso nos trouxe tanto transtorno psicológico que você nem imagina. Minha irmã quase se matou, entrou em depressão, eu tenho problema para dormir até hoje. E isso pode sim ser enquadrado no dano moral, o que dá direito a indenização. INDENIZAÇÃO DANOS MORAIS – RELAÇÃO PATERNO-FILIAL – 7 PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA – PRINCÍPIO DA AFETIVIDADE. A dor sofrida pelo filho, em virtude do abandono paterno, que o privou do direito à convivência, ao amparo afetivo, moral e psíquico, deve ser indenizável, com fulcro no princípio da dignidade da pessoa humana (Acórdão do Tribunal de Alçada de Minas Gerais – AC nº 408.550-5, de 01.04.2004 7ª Câmara Cível). Uma outra solução seria ajustar na justiça, com o pai, encontros periodicos para começar uma nova convivência.

  • amanda

    -

    9/5/2014 às 1:30 pm

    Bom dia! Eu gostaria de saber se a avó pode pagar pensão alimentícia para uma neta? Na verdade a história é a seguinte… Eu moro com meus avós paternos desde 8 meses de nascida, acontece que o meu avó morreu quando eu tinha 13 anos, então ficamos só eu e minha vó, sendo que quem recebe o dinheiro da minha avó é minha tia e agora tenho 24 anos e minha avó por motivos de saúde foi morar com ela e eu fiquei aqui na casa dela morando sozinha, eu dependo da minha avó financeiramente e agora mais ainda, pois fui demitida de meu emprego e estou a 1 ano de terminar meu curso na faculdade, a minha tia não tem deixado a minha avó me ajudar nem a fazer as comprar daqui de casa e eu não sei o que faço, pois estou desesperada porque emprego não tá fácil e eu não quero parar meu curso agora que já estou na reta final, me ajudem, não sei o que devo fazer??? aguardo a resposta de vocês.

    atenciosamente,

  • Anônimo

    -

    7/5/2014 às 10:45 am

    Senhores(as), bom dia.

    Esse é um caso que merece uma atenção especial por parte da sociedade. Na atualidade observa-se o abandono afetivo, como algo criado. O que como foi colocado por um de nossos amigos, que ´deu a entender que ser PAI ou mesmo MÃE é poder pagar.
    Entretanto, Esquece ele que o ser humano não nasce sabendo e com todos os controles sobre seu desenvolvimento. A necessidade de um apoio moral, afetivos antes de mais nada, deve ser levado em conta para o desenvolvimento de um ser humano bem desenvolvido, inclusive civil e moralmente.
    Gostaria de ressaltar que o ganho dessa senhora precisa ser vista não pelo preço da idenização, até por que o valor estabelecido não paga todo o sofrimento e sentimento de abandono sofrido por ela.

    Parabéns a Justiça Brasileira.

  • lana

    -

    2/5/2014 às 1:06 pm

    então qual seria a solução?

  • Cleide

    -

    21/4/2014 às 1:28 am

    Concordo o pai tem que ser presente, sofro isto na pele pois minha filha foi totalmente abandonada pelo pai, e já era uma criança calada,hoje é bem pior passa aniversário, natal pascoa e outras datas comemorativas e nem um oi. quando do mesmo podia dar uma pensão melhor queria a guarda e me pro sessor, hoje briga na justiça pra dar 130 reais, e fica ai minha opinião… Uma futura adulta com uma história de um pai pode se falar que é órfã de pai vivo neste caso falta mesmo é a presença. Pelo dinheiro … Sem palavras.

  • Aida

    -

    15/4/2014 às 3:02 pm

    Concordo que o ideal é apoio moral, afetivo. Mas se os inúteis não são capazes de serem pais…amor não se pode cobrar, mas dinheiro pode! Ao menos que se mexa onde mais se importam…suas contas bancárias, pq fazer é fácil! E vamos combinar, que sofrer com grana pra tratamento é bem melhor do q sofrer sem ter nada! Se ajudou a prejudicar, q ajude a tratar!Assim, pode ser q pensem mil vezes antes de jogar vidas por aí!

  • Ricardo

    -

    10/4/2014 às 9:08 pm

    Concordo com o autor. A maioria das mulheres só recorrem a justiça para receber pensões quando os “ex” possuem condições financeiras razoáveis.Depois que passam a receber o dinheiro deixam o filho por conta de seus pais,avós da criança, e saem para rua de novo atrás de amores. Elas mesmo não se dedicam, não cuidam como sugerem que o pai deveria ter cuidado, mas dinheiro sempre querem mais. O filho somente serve para elas pegarem dinheiro no final do mês. Claro que tem exceções, mas de uma forma geral, é isso!

  • Adami

    -

    30/3/2014 às 10:00 pm

    Muitas vezes, onde dói mais em um pai ausente é exatamente o bolso! Meu ex nunca procura a filha, hoje com 17 anos, foi somente após 15 anos eu solicitar a pensão que ele começou a perturbar. Tudo pq eu mexi com o bolso dele. Hj minha filha mora com os avós paternos e a pensão vai para minha conta, no segundo mês que ela estava com eles, o pai dela me liga pra me “lembrar” de fazer a transferência para o pai dele. Ele nunca ligou nem pra saber se a filha estava bem enquanto morava comigo! Tem pessoas que merecem sim levar um belo de um processo! E eu estou pensando bem nisso! Detalhe: ele pensa em ter filho com a atual esposa…será que merece?!

  • Hosana

    -

    21/3/2014 às 5:33 pm

    Minha sogra se separou do marido dela há muitos anos, pq ele bebia e batia nela com mas eles tiveram 2 filhos……e ele nunca mais procurou os filhos mal pagava a pensão ate fome deixou passar, só não dormiram na rua pq amigos da epoca ajudou. Hoje o pai do meu marido esta com 51 anos e esta muito debilitado devido a bebida meu marido hj tem 29 anos e minha cunhada com 26 e só 26 anos depois q lembraram q os dois existe…eles querem sim ajudar mais somente na parte financeira mais a filha dele do segundo casamento quer q minha cunha leve ele pra casa dela….ela tem que levar mesmo ou só ajuda financeira basta….e sem contar q esta filha dele ate na justiça ja entrou pra conseguir pensão pra ele, não estamos recusando ajuda financeira sonão queremos ter q por dentro de nossa casa um homem estranho.

  • Maria das Dores

    -

    10/2/2014 às 3:51 pm

    Estou passando pela fase mais difícil da minha vida.A esposa de um sobrinho do meu marido faleceu deixou uma criança, comecei a ajudar a cuidar e quando ela tinha 5 meses,ele a deixou de vez na minha casa.Combinamos que ela ficaria a semana comigo e os finais de semana com ele, só que ele nunca pegava ela, durante 10 meses ele só a pegou 1 vez.O tempo foi passando e ela ficando comigo e a mãe que ela conhece sou eu.E no meio de tudo isso a criança tem uma pensão que hoje é o meio de sobrevivência dele.E dia 25/01/2014 ele pegou a criança na minha casa e disse que iria fazer uma viagem com ela de uns 15 dias, deixei ele é o pai.Resultado de tudo é que ele não volta mais, hoje sofro demais e a criança tambem. Será se a justiça me daria algum direito de lutar pelo bem dessa criança?

  • Anónimo

    -

    10/2/2014 às 12:32 pm

    Acredito que a maioria dos adolescentes que estão nas ruas matando,roubando em fim nas drogas.Um dos pontos principais é o abandono tem filhos com pais e mães dentro de casa mas estão abandonados,o filho muitas vezes espera um conselho um abraço, em fim um gesto de amor e tudo isso pode salvar seu filho de uma grande tragédia. Lucimar 09/02/2014.

  • Sandra

    -

    4/2/2014 às 3:53 pm

    Aqui em Barra Mansa RJ dizem que e muito dificil ganhar esta acao de abandono efetivo

  • Tulio

    -

    1/2/2014 às 6:15 pm

    Oportunismo ?
    Vc sabe p que é viver anos sem conhecer seus avós,tios, primos.Vc sabe o que é ter uma irmã e ela nem saber da sua existência ? vc sabe o que é viver mais de 20 anos tendo visto teu pai 3 vezes ( uma delas pra fazer DNA),passei por cirurgias,minha mãe teve câncer, meu vô se foi,minha vó infartou, tudo entre meus 12 e 14 anos e quem eu tinha ao meu lado ? Ninguém
    Vc acha que eu vou entrar na justiça por oportunismo ? Hj tenho 21 anos,estudo direito em uma Federal e mesmo assim lhe falo a dor que vive não passou.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados