Blogs e Colunistas

04/05/2012

às 7:17

ABANDONO AFETIVO É PURA MANIFESTAÇÃO DE “DIREITO CRIATIVO”! É DEGRADAÇÃO DA CULTURA DEMOCRÁTICA. OU: QUANTO CUSTA O AMOR PATERNO?

Os Cachoeiras e, sobretudo, as cascatas que tomam conta da vida pública acabam nos levando a deixar de lado alguns temas relevantes, que dizem respeito não exatamente à política como jogo do poder, mas à cultura política entendida como uma ética de relação com o outro e com o mundo. Estamos nos tornando um país de fanáticos do sentimentalismo, de pervertidos da reclamação, de ditadores da reparação. Aquele que tiver a sorte, para desdita de muitos, de manejar o aparato do estado impõe, então, o seu fanatismo, a sua perversão, a sua ditadura. E ao arrepio da lei! Lei pra quê? O que importa é “fazer justiça” segundo a metafísica influente.

Em uma decisão inédita, a 3º Turma do STJ reconheceu o direito que tem uma filha, hoje com 38 anos, de receber uma indenização de R$ 200 mil de seu pai. O “crime” dele: “Abandono Afetivo”!!! É inútil procurar essa caracterização em qualquer código. Não existe. Trata-se de um manifestação de “Direito Criativo” — área em que o Brasil desponta para o mundo com farta produção —, formulado com base em umas tantas considerações de ordem subjetiva feitas por juízes. Vocês certamente acompanharam o caso. Um senhor teve uma filha fora do casamento. Depois de uma ação judicial, ela foi legalmente reconhecida e assistida materialmente. Goza de todos os direitos dos demais herdeiros. Mas reclama que não foi devidamente amada quando criança…

A exemplo da Lei da Palmada, a decisão da Justiça constitui uma intromissão absolutamente inadmissível do estado na vida dos indivíduos. Como mensurar se esse pai deu amor demais ou de menos? Como estabelecer um padrão mínimo — garantida a assistência material, que existiu — de dedicação amorosa, de modo que possa ser mensurada num tribunal? O que sabem aqueles juízes das altercações e dificuldades que pai e mãe, numa relação não-familiar, tiveram ao longo da vida? Por que é ele, necessariamente, o vilão da história?

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, argumentou por um caminho curioso:
“O cuidado é fundamental para a formação do menor e do adolescente. Não se discute mais a mensuração do intangível — o amor —, mas, sim, a verificação do cumprimento, descumprimento ou parcial cumprimento de uma obrigação legal: cuidar.”
O pai dispensou, segundo consta, o cuidado que está estabelecido em lei. A filha está reclamando é de falta de amor.

E, ora vejam, contrariando, então, o que diz a ministra, é justamente esse amor que está sendo mensurado. A mulher havia perdido a causa em primeira instância. Recorreu ao Tribunal de Justiça e ganhou, com uma indenização fixada em R$ 415 mil. O STJ reformou a decisão para R$ 200 mil. Fico cá me perguntando: como chegaram àquele primeiro valor? Aqueles R$ 15 mil, em particular, desafiam a minha quietude: o que ele deveria ter feito para que fosse, sei lá, apenas R$ 400 mil? Por que o próprio STJ considerou que o “abandono afetivo” não vale tanto, podendo ficar por R$ 200 mil mesmo?

Este trecho da reportagem do Estadão é espetacular:
“A ministra afirmou que a filha conseguiu constituir família e ter uma vida profissional. ‘Entretanto, mesmo assim, não se pode negar que tenha havido sofrimento, mágoa e tristeza, e esses sentimentos ainda persistam, por ser considerada filha de segunda classe’, disse Nancy.”
Entendi. Ela recebeu o devido aporte material, leva uma vida normal, constituiu família, tudo nos conformes. Mas sobrou “a dor”. Ora, Val Marchiori já nos ensinou em “Mulheres Ricas”, certo? Não há dor que o dinheiro não cure… Relooouuu!!

Ineditismo por ineditismo, por que essa filha, que é herdeira do pai (como os irmãos), não recorreu à Justiça para obter, então, um mea-culpa, um pedido de desculpas, um reconhecimento público da falta de cuidado amoroso, um abraço? Não! Nada disso! Existe um preço para a falta de amor! Era R$ 415 mil, mas pode ficar por R$ 200 mil.

No mérito, o caso é, parece-me, eticamente escandaloso. Mas também é uma aberração jurídica. O Judiciário brasileiro acaba de legislar, mais uma vez, criando o crime do “abandono afetivo”? Cadê a lei, santo Deus? Não há! Eis aí. Vivemos o que chamo a era dos fanáticos do sentimentalismo — juízes, agora, acham que podem pôr um preço nas sensações e subjetivismos. Vivemos a era das perversões da cultura da reclamação: basta que o “oprimido” saia por aí proclamando a sua dor para gerar solidariedade automática. Com sorte, encontra pela frente os ditadores da reparação, que resolverão, como costumo dizer, fazer justiça com a própria toga.

Está criada a jurisprudência, embora a decisão não seja vinculante. Cabe a cada juiz decidir. Mas adivinhem só… Nesse caso, pobre pai!, ele é culpado antes mesmo de qualquer juízo objetivo. Afinal, teve uma filha fora do casamento, só reconhecida depois de uma ação judicial, com quem ele não conviveu — embora tenha cumprido todas as obrigações QUE AS LEIS EXISTENTES LHE IMPUNHAM. Ele só não sabia que estava na mira de uma lei desconhecida porque… simplesmente inexistente!

Quanto tempo vai demorar para que quiproquós familiares comecem a lotar a Justiça ainda mais do que hoje? Quanto serão os filhos, mesmo frutos de uniões estáveis e vivendo sob o teto familiar, que alegarão, a depender dos conflitos, esse tal “abandono afetivo”? Não havendo lei, pode-se acusar qualquer coisa: “Olhe, quero dizer que o meu pai (ou mãe) me sufoca”… Pobre pai! Em breve, estará impedido de exercer, digo com ironia, até aquele papel que Freud lhe reserva, não é? Não poderá mais ser o saudável repressor, a quem cumpre dizer que os limites existem.  Quem sabe chegue o dia em que o parricida alegará no tribunal que só cumpriu seu gesto tresloucado porque seu aparelho psíquico, malformado pelo morto, não operou a necessária interdição, e a morte simbólica de Laio na disputa por Jocasta se fez física,  pelas mãos de um Édipo que era, sei lá, contador…

Uma perguntinha à ministra Nancy Andrighi e a seus colegas: esse valor pelo “abandono afetivo” foi estabelecido, suponho, com base na condição financeira do pai, certo? Um homem muito pobre seria condenado a compensar a subjetividade ferida da filha com um pão com mortadela? O “abandono efetivo” de Eike Batista custaria R$ 200 milhões, em vez de R$ 200 mil? Havendo boas respostas, juro que publico. O pai disse que vai recorrer ao Supremo. Considerando o que se anda fazendo por lá ultimamente, corre o risco de a indenização sair pelo dobro. Ou o nosso Supremo não tem protagonizado cenas explícitas de “Direito Criativo”?

Caminhando para o encerramento, pergunto: a filha vitoriosa troca os R$ 200 mil por um abraço e por um pedido de desculpas?

O assunto parece besta? Mas não é! A rigor, acreditem, é mais importante do que essa canalha que vive assaltando o dinheiro público. A cada pouco, há uma! Precisamos é metê-las na cadeia. Ou bem se tem um estado de direito funcionando, que proteja a coletividade e os indivíduos, a nação e o estado, ou ficamos à mercê do indeterminado. Se podemos ser punidos por um crime que não está tipificado e obrigados a fazer alguma coisa em razão de uma lei que não existe, então estamos numa ditadura. Ainda que uma ditadura exercida, com freqüência, por alguns juízes.

Por Reinaldo Azevedo

Deixe o seu comentário

Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.

» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA

Envie um comentário

O seu endereço de email não será publicado.

489 Comentários

  • RODRIGO VITORINO

    -

    20/9/2014 às 7:05 pm

    Tudo bem entendo tudo isso mais vamos lá eu tenho 30 anos de idade sou um homem que procurei lutar na vida para ser uma pessoa respeitada e de bem. Mais eu cresci sem ter uma mãe presente pois meu pai me deixou eu tinha 6 meses de idade e a minha senhora mãe saio para trabalhar e me dar o sustento com muita dificuldade fora que ele era um mostro batia na minha mãe no qual, ela gravida de 7 meses ele chegou em casa alcoolizado e deu uma surra nela o que acarretou que ela teve uma hemorragia e quase me perdeu isso me causou um sentimento de muita tristeza e ao mesmo tempo vontade de vencer e de dar o melhor para a minha mãe, minha esposa e filha no qual eu tenho hoje .
    A vida da muitas voltas a 1 ano atrás eu busquei o nome
    dele pelas redes sociais e o descobrir no Paraná de uma empresa que era dele e tinha o nome dele, eu resolvi ir lá e o rastreei e o reconheci pelas fotos que minha mãe tinha e depois de muita conversa ele confessou que me registrou e era meu pai, no Paraná ele é empresário tem uma vida muito boa e mais um casal de filhos que são formados e tiveram todo o apoio dele e eu não e então eu dei meu telefone, e-mail e contatos para mantermos uma relação e fui embora para o rio de janeiro e se passando 7 a 8 dias ele me passou um e mail dizendo que na queria vinculo algum para não comprometer a família dele e simplesmente me desconsiderou e eu tinha mil razões para julga-lo mais fui na paz e ele não teve a mínima simplesmente frio, isso é somente um pouco é ai o que a justiça pode me dizer acerca disso pois hoje eu procuro dar a minha filha e esposa o que eu não tive.

  • Milene Reis

    -

    3/9/2014 às 10:22 pm

    Era isso que eu precisava saber, minha filha é portadora de Glaucoma e Catarata , eu e pai nos separamos há 8 meses, e ele enganando ela dizendo que voltaria, mas arrumou uma vagabunda e ela tá tentando se matar, já fugiu, e tendo uns ataques! Ele não a procura mais!Amanhã estou entrando contra Paulo ABANDONO AFETIVO

  • franklin tavares

    -

    28/8/2014 às 9:26 am

    Concordo com todas as letras, pontos, vírgulas e o raciocínio perfeito de Reinaldo Azevedo. Sou apenas um Bacharel em Direito, porém tenho total habilitação para um bom discernimento lógico e ponderado. Parabéns! Vou ficar na torcida para que a “turma” do STF não tenha lá os seus ensaios, discursos com base em devaneios…

  • TELMA MARIA

    -

    12/8/2014 às 9:39 am

    Discordo em gênero, número e grau. Interessante como a maioria dos que concordam, são do sexo masculino…ora, ora, não poderia ser diferente!
    Vamos lá…uma Mulher que vive uma gravidez indesejada, sofre com depressão pré e pós parto, e ainda assim, é obrigada, imposta pela vida a aceitar e amar a criança. De certa forma, ela não tem escolha, tem que assumir as consequências da “Irresponsabilidade” sozinha, isso é justo?? Óbvio que não. Pois se neste caso, o amor de Mãe é gerado forçadamente, com certeza o Pai também é capaz desta proeza! A maioria das Leis costumam ser marxistas, como por exemplo, sobre as visitas, o Juiz determina dias, mas o “Cara” não é obrigado a pegar o filho…outra injustiça! Deveria sim ser obrigado, pois o amor, nasce também com o convívio, além disso, a Mãe deve descansar. Não é fácil perder noites e mais noites, ter que trabalhar, estudar e cuidar dos pequenos. Por isso, para os Pais que não querem saber dos filhos, a Lei e indenizações do Abandono Afetivo, ainda é pouco! Inclusive o processo deveria poder ser gerado pela própria Mãe. Sobre as visitas, a Guarda compartilhada na prática, é completamente diferente da teoria. É inútil!

  • rosicleia

    -

    10/8/2014 às 1:26 am

    O pior acontece quando um pai resolve cuidar de um filho que nao é o seu. Meu pai se quer me registrou, me ignorou e foi criar filhos que não os seus proprios.

  • Eduardo

    -

    23/7/2014 às 1:50 am

    JAN:

    você tem de entender que v. é filho por acidente (igual a mim). Seu pai teve uma rápida e fortuita relação com sua mãe e você veio, indesejado. Os filhos que ele teve no casamento são os que ele planejou ter com a mulher que quis para ser mãe de seus filhos. De você ele só tem o desprezo.

    Acontece, rapaz. É um fato da vida que acontece a milênios. Conheci um caso agora a pouco de um rapaz que conheceu uma moça pelo Tinder (aplicativo de relacionamento para smartphones) e a engravidou no primeiro encontro! Segundo ele, por irresponsabilidade dela (disse que poderiam ter relação desprotegida e ele acreditou). Quais as consequencias disso para a criança? É de se esperar que esse pai queira alguma coisa com a criança que está por vir? Lógico que nenhuma. Ele mal a conhece. Nem sabe seu nome direito. Não quis nada com ela além de um encontro sexual. Cabe a mãe dessa criança ter uma conversa franca com esse filho e explicar o ocorrido e fazer todo o possível para que isso não afete sua mente.

    O que me chateia nisso tudo é que você dá importância a isso! Você fez a escolha de ser depressivo e com problemas de relacionamento. Estrututou sua vida em torno de uma pessoa que não gosta de você e que nunca lhe quis. Nossa, cara, olhe para trás e veja o que você fez a si mesmo. Está movendo todos os esforços que pode em vão.

    Eu te pergunto: se esse cara fosse um, sei lá, um pobretão, um alcoolatra, um zé ninguém, você teria dado tanta importância? Será que o fato de ele ser rico influenciou sua cabeça? Afinal, olhou para si e se comparou a seus irmãos. Acredite, influencia. O fato de meu pai não ser rico e ter mais 7 filhos, inconscientemente me fez não dar tanta importância a isso. Acho que se fosse rico eu teria ido atrás. É de se pensar….

    Você está fazendo umas escolhas erradas em sua vida, rapaz. Se cuida. Viva a vida. Ser depressivo é muito fácil. É só não fazer nada. Ser feliz dá trabalho!

  • maria Eulalia

    -

    17/7/2014 às 6:37 pm

    a falta de amor,a ausência de um pai na infância não se paga com dinheiro, mas todos tem que ter a consciência de que botar filho no mundo não é como trocar de roupa, tem que ter responsabilidade pensar na criança não só em si próprio, so quem foi criada sem pai sabe o buraco que fica dentro de cada um, a vida tem que seguir em frente é o jeito nimguem vai parar de viver porque não tem um pai. mas é muito difícil, principalmente quando chega o dia dos pais e voce não tem um, nem para entregar o cartãozinho que é feito na escola por isso é bem feito que todos que abandonassem seus filhos fossem obrigados a pagar uma indenização alta para os filhos, para poder amenizar os anos de necessidade financeira e sentimental que a pessoa passou.

  • osmar alves da silva

    -

    16/7/2014 às 9:51 pm

    Ha coisas na justiça, que até DEUS, duvida. amor se paga com amor e não com bufunfa. o amor não tem preço, só o amor paga. Eu também, discordo de muitras coisas e procedimentos, que ao meu ver, não traz nenhum bem a ninguem. parabens por assim penbsar, o mundo precisa de gente que nem voce.

  • andreia de souza correa

    -

    11/7/2014 às 10:46 am

    amor de pai eu nunca tive

  • andreia de souza correa

    -

    11/7/2014 às 10:45 am

    eu só quero saber o que eu fis para o meu pai não querê saber nem da minha pessoa se eu ligo ele só fala que não pode me ajudar mais os meus irmão ele paga escola partícula e viagem com afamilia no final do ano em quanto estou limpam do privada para sustentar meu filho e meus estudo .para que ele me féis em tão se não me ama mais mesmo assim eu gosto dele

  • Cris

    -

    7/7/2014 às 3:12 pm

    Desculpe-me Sr. Reinaldo Azevedo, mas certamente o sr. nunca deve ter sido menosprezado, tratado de forma diferente dos outros filhos, quando criança e até na vida adulta.
    O depoimento do Jan postado aqui nos comentários é tocante e mostra exatamente um caso onde cabe indenização por abandono afetivo.
    Eu também fui abandonada, abandonada não meu pai nunca sequer falou comigo, minha mãe, não tinha muitas condições financeiras, trabalhava como doméstica e em troca recebia da família para a qual trabalhava só comida e moradia (na casa em que trabalhava).Trabalho escravo mesmo
    A dona da casa onde minha mãe trabalhava conhecia pessoas no judiciário e entrou na justiça para ele me registrar e ele alegou na minha cara que eu não era filha dele feito o exame de DNA veio o resultado positivo para paternidade.
    Mesmo assim, a dona da casa onde minha mãe trabalha fez um acordo com ele e ele nunca pagou pensão, minha mãe não tinha instrução e não sabia correr atras dos meus direitos como filha.
    Lembro de uma vez que pedi uma boneca para ele e ele enviou uma caixa fechada com algo que parecia solto dentro da caixa, fiquei feliz por pensar que seria duas bonecas, mas quando abrir, foi decepcionante a caixa estava aberta e a boneca era de plástico, usada e com os braços quebrados, senti-me muito mal.
    Sempre que minha mãe foi procura-lo para nos ajudar ele disse que não podia, ele teve duas outras filhas uma delas engravidou bem cedo e e ele sempre manteve as filhas e depois a neta, mas comigo ele sequer falava.
    Quando tive que fazer faculdade comecei uma faculdade particular, mas passava por muitos constrangimentos pois só recebia 360 reais de um estágio que fazia e não conseguia pagar a mensalidade, minha mãe o procurou e ele disse que não ajudaria, todos os dias eu ia para a faculdade chorando, tive que parar a faculdade.
    Foram anos muito difíceis, minha mãe chorava de um lado eu do outro,era muito dificíl eu olhava para minha mãe e doía na alma,minha mãe trabalhava dia e noite para que pudéssemos comer e dormir na casa daquelas pessoas, sabia que tinha que ajudá-la, no auge da minha loucura e dos meus 18 anos; prometi a Deus que se eu não passasse na universidade federal cometeria suicídio (que doideira) mas isso me fez estudar feito louca e graças a Deus eu estudei muito e consegui passar no curso mais concorrido no meu Estado, passei para direito na Universidade Federal.

    Meu genitor nunca foi presente em minha vida e a única coisa que tive dele foi desprezo, indiferença, tratou-me como se eu fosse um nada, como se eu não existisse e isso é muito ruim.
    Agora respondo a sua pergunta a filha não deveria jamais trocar os 200 mil por um pedido de desculpas ou por um abraço, exatamente por que as desculpas não seria sinceras e o pedido de desculpas falso. Falso como tudo o que esse filho recebeu do pai a vida toda.
    Concordo plenamente com estas indenizações, isso serve de exemplo para que canalhas não saiam por ai colocando filhos no mundo e agindo como se eles não existissem. Deixando que sofram sem amor, sem palavras de força quando precisam sem orientação para os problemas da vida, os pais tem o dever de orientam, educar e dar amor. se não querem ter responsabilidades não tenham filhos.
    Não estou generalizando como o autor fez no texto para defender seu ponto de vista alegando que todos os filhos vão querer processar seus pais por falta de amor, mas há casos que há muito mais, há falta de amor, indiferença, desprezo, a pessoa diz não para você para coisas simples como um abraço, um afago,uma orientação sobre os caminhos da vida, não quer nem saber das suas qualidades ou defeitos (simplesmente te ignora), mas para os outros filhos faz tudo. Isso dói muito e faz a diferença na vida de uma pessoa.

  • Jan

    -

    1/7/2014 às 12:47 am

    A cada dia que passa as pessoas ficam mais e mais frias, são tão calculistas que não dão conta do quanto uma rejeição pode prejudicar um ser humano.
    Fui rejeitado desde criança, meu pai nem ao menos me registrou, cresci cobrando o vazio que senti. Eu o vi pela primeira vez quando tinha uns 12 anos, ele casado com mais 2 filhos e como criança inocenente achei o maximo. Enquanto criança nunca encherguei nada. Um dia minha mãe ligou para cobrar dele minha paternidade e pedir para que ele me ajudasse entao me lembro que estava na casa dele e escutei ele perguntando minha mãe se ela tinha certeza que eu era filho dele, sendo assim quando voltei p casa escutei isso por muito tempo dentro da minha cabeça. Minha mãe entrou com processo de paternidade e eramos muito pobres então não tinhamos condições de pagar um exame de dna, se fossemos esperar o estado não saberiamos quanto tempo esperariamos pelo exame. O Juiz determinou que meu pai pagasse ja que era contra e que caso minha mae perdesse teria que pagar com juros o exame. Hj entendi o que ele fez. Eu tinha de 15 psra 16 anos, ele pagou o exame em 12 vezes, quando estava fazendo 17 anos chegou por correspondência o exame. 99,9999 % que eu era filho dele. O Juiz estimulou uma pensão que durou mais um ano. Eu morava em outra cidade e em minhas visitas a ele me lembro perfeitamente dele me deixando na rodoviaria sozinho com o dinheiro da passagem e do lanche. Isso foi por volta dos meus 13 ate 17. Nunca me senti bem vindo e quando acordei pra vida consegui enchergar que realmente eu não era bem vindo. Ele nunca teve assunto comigo e sempre com a expressão fechada.
    Meus redimentos na escola eram mínimos, não conseguia focar em estudos, era rebelde, enfim…
    Com 19 anos tive uma oportunidade de ir para Irlanda trabalhar em um frigorífico e pedi ajuda a ele para comprar a passagem, recebi um d os maiores sermões de minha vida, insisti por varias vezes, e então me lembro das palavras dele perfeitamente: * vou psgar sua passagem mas nunca mais me peça nada, é a última vez que te dou alguma coisa. *
    Fui embora e com tres meses liguei para lhe devolver o dinheiro, ele não quiz receber. Tentei de todas as formas chamar a atenção dele mais ele nunca deu atenção, fui motivo de criticas para ele e a esposa dele que nunca teve simpatia por mim.
    Resumindo, hj tenho 33 anos, meus irmãos por parte dele são bem sucedidos, um formou em engenharia elétrica e o outro esta para formar em administração. Meu pai é um empresário de sucesso, tem uma empresa de terra planagem, ele e a esposa nunca deixaram os filhos deles padecerem em nada, dizem que eles sofreram muit, mais nunca se interessaram no que eu passei. Fui pedir emprego a ele que me questionou de que eu tralharia, como se eu não tivesse competência ou qualificação para trabalhar na empresa dele, disse pra eu pegar meu dinheiro e montar um buteco wue eu sobreviveria, que esta velho e que a empresa é para os meninos dele. Fui e embora em prantos e ate hj não consigo esquecer as palavras dele. Ele disse que nao sabe como eu sobrevivi ate hoje. Entrei com um processo recentemente do qual o advogado pediu uma varredura de todos os bens dele, foram colocados todos em nome da mulher, eles estão preparando a anos para que eu não tenha parte em nada. Parei com o processo porque não aguentei de tanta angústia, estou tentando entender até hj o pq disso tudo. Se eu somar tudo que ele fez por mim em minha vida incluindo a pensão não soma R$10.000,00.
    Fazer teorias ou espor uma opinião desprovida de senso a realidade alheia é facil, estar na pele é bem diferente. 33 anos e ainda sinto um buraco dentro do peito, não tenho a confiança que as pessoas tem umas nas outras, não consigo ter amizades para passear como muitos fazem, minha cabeça é bloqueada, tenho surtos de angústia do nada, no trabalho, sempre me sinto rejeitado, tenho vontade de voltar a ser criança, la pelo menos não sentia isso tão forte, não sabia distinguir uma pessoa boa de uma ruim.
    É isso. :-/

  • Regiane Nogueira

    -

    14/6/2014 às 10:13 am

    Adorei tudo isso que Reinaldo Azevedo falou.Ele me deixou num estado de êxtase.Me deixou mais esperançosa por uma aceitação que espero do meu enteado:desculpar seu pai,pois ele(enteado) não soube realmente os fatos.Acho que as pessoas mudam quando a maturidade chega.Repensamos sobre atos e a vida,assim quando se reconhece o erro verdadeiramente acho que perdoar é o melhor a fazer,assim podendo conhecer mais os pais.Nada melhor que perdoar e curtir novos membros da família,irmãs,por exemplo.

  • vera lucia marvila

    -

    3/6/2014 às 1:37 am

    Estou desesperada o pai da minha neta está fazendo exatamente isso com ela e a menina está desenvolvendo vários distúrbios emocionais o que devo fazer legalmente para obriga lo a dar afeto a filha por favor me ajude ela só tem 12 anos

  • Leticia

    -

    27/5/2014 às 3:17 pm

    É fácil falar quando não se passa pela situação. Eu e minhas irmãs fomos abandonas há 6 anos pelo nosso pai. Ele se casou novamente e nem no nosso aniversario ele liga mais. E quando ligamos ele não atende. Isso nos trouxe tanto transtorno psicológico que você nem imagina. Minha irmã quase se matou, entrou em depressão, eu tenho problema para dormir até hoje. E isso pode sim ser enquadrado no dano moral, o que dá direito a indenização. INDENIZAÇÃO DANOS MORAIS – RELAÇÃO PATERNO-FILIAL – 7 PRINCÍPIO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA – PRINCÍPIO DA AFETIVIDADE. A dor sofrida pelo filho, em virtude do abandono paterno, que o privou do direito à convivência, ao amparo afetivo, moral e psíquico, deve ser indenizável, com fulcro no princípio da dignidade da pessoa humana (Acórdão do Tribunal de Alçada de Minas Gerais – AC nº 408.550-5, de 01.04.2004 7ª Câmara Cível). Uma outra solução seria ajustar na justiça, com o pai, encontros periodicos para começar uma nova convivência.

  • amanda

    -

    9/5/2014 às 1:30 pm

    Bom dia! Eu gostaria de saber se a avó pode pagar pensão alimentícia para uma neta? Na verdade a história é a seguinte… Eu moro com meus avós paternos desde 8 meses de nascida, acontece que o meu avó morreu quando eu tinha 13 anos, então ficamos só eu e minha vó, sendo que quem recebe o dinheiro da minha avó é minha tia e agora tenho 24 anos e minha avó por motivos de saúde foi morar com ela e eu fiquei aqui na casa dela morando sozinha, eu dependo da minha avó financeiramente e agora mais ainda, pois fui demitida de meu emprego e estou a 1 ano de terminar meu curso na faculdade, a minha tia não tem deixado a minha avó me ajudar nem a fazer as comprar daqui de casa e eu não sei o que faço, pois estou desesperada porque emprego não tá fácil e eu não quero parar meu curso agora que já estou na reta final, me ajudem, não sei o que devo fazer??? aguardo a resposta de vocês.

    atenciosamente,

  • Anônimo

    -

    7/5/2014 às 10:45 am

    Senhores(as), bom dia.

    Esse é um caso que merece uma atenção especial por parte da sociedade. Na atualidade observa-se o abandono afetivo, como algo criado. O que como foi colocado por um de nossos amigos, que ´deu a entender que ser PAI ou mesmo MÃE é poder pagar.
    Entretanto, Esquece ele que o ser humano não nasce sabendo e com todos os controles sobre seu desenvolvimento. A necessidade de um apoio moral, afetivos antes de mais nada, deve ser levado em conta para o desenvolvimento de um ser humano bem desenvolvido, inclusive civil e moralmente.
    Gostaria de ressaltar que o ganho dessa senhora precisa ser vista não pelo preço da idenização, até por que o valor estabelecido não paga todo o sofrimento e sentimento de abandono sofrido por ela.

    Parabéns a Justiça Brasileira.

  • lana

    -

    2/5/2014 às 1:06 pm

    então qual seria a solução?

  • Cleide

    -

    21/4/2014 às 1:28 am

    Concordo o pai tem que ser presente, sofro isto na pele pois minha filha foi totalmente abandonada pelo pai, e já era uma criança calada,hoje é bem pior passa aniversário, natal pascoa e outras datas comemorativas e nem um oi. quando do mesmo podia dar uma pensão melhor queria a guarda e me pro sessor, hoje briga na justiça pra dar 130 reais, e fica ai minha opinião… Uma futura adulta com uma história de um pai pode se falar que é órfã de pai vivo neste caso falta mesmo é a presença. Pelo dinheiro … Sem palavras.

  • Aida

    -

    15/4/2014 às 3:02 pm

    Concordo que o ideal é apoio moral, afetivo. Mas se os inúteis não são capazes de serem pais…amor não se pode cobrar, mas dinheiro pode! Ao menos que se mexa onde mais se importam…suas contas bancárias, pq fazer é fácil! E vamos combinar, que sofrer com grana pra tratamento é bem melhor do q sofrer sem ter nada! Se ajudou a prejudicar, q ajude a tratar!Assim, pode ser q pensem mil vezes antes de jogar vidas por aí!

  • Ricardo

    -

    10/4/2014 às 9:08 pm

    Concordo com o autor. A maioria das mulheres só recorrem a justiça para receber pensões quando os “ex” possuem condições financeiras razoáveis.Depois que passam a receber o dinheiro deixam o filho por conta de seus pais,avós da criança, e saem para rua de novo atrás de amores. Elas mesmo não se dedicam, não cuidam como sugerem que o pai deveria ter cuidado, mas dinheiro sempre querem mais. O filho somente serve para elas pegarem dinheiro no final do mês. Claro que tem exceções, mas de uma forma geral, é isso!

  • Adami

    -

    30/3/2014 às 10:00 pm

    Muitas vezes, onde dói mais em um pai ausente é exatamente o bolso! Meu ex nunca procura a filha, hoje com 17 anos, foi somente após 15 anos eu solicitar a pensão que ele começou a perturbar. Tudo pq eu mexi com o bolso dele. Hj minha filha mora com os avós paternos e a pensão vai para minha conta, no segundo mês que ela estava com eles, o pai dela me liga pra me “lembrar” de fazer a transferência para o pai dele. Ele nunca ligou nem pra saber se a filha estava bem enquanto morava comigo! Tem pessoas que merecem sim levar um belo de um processo! E eu estou pensando bem nisso! Detalhe: ele pensa em ter filho com a atual esposa…será que merece?!

  • Hosana

    -

    21/3/2014 às 5:33 pm

    Minha sogra se separou do marido dela há muitos anos, pq ele bebia e batia nela com mas eles tiveram 2 filhos……e ele nunca mais procurou os filhos mal pagava a pensão ate fome deixou passar, só não dormiram na rua pq amigos da epoca ajudou. Hoje o pai do meu marido esta com 51 anos e esta muito debilitado devido a bebida meu marido hj tem 29 anos e minha cunhada com 26 e só 26 anos depois q lembraram q os dois existe…eles querem sim ajudar mais somente na parte financeira mais a filha dele do segundo casamento quer q minha cunha leve ele pra casa dela….ela tem que levar mesmo ou só ajuda financeira basta….e sem contar q esta filha dele ate na justiça ja entrou pra conseguir pensão pra ele, não estamos recusando ajuda financeira sonão queremos ter q por dentro de nossa casa um homem estranho.

  • Maria das Dores

    -

    10/2/2014 às 3:51 pm

    Estou passando pela fase mais difícil da minha vida.A esposa de um sobrinho do meu marido faleceu deixou uma criança, comecei a ajudar a cuidar e quando ela tinha 5 meses,ele a deixou de vez na minha casa.Combinamos que ela ficaria a semana comigo e os finais de semana com ele, só que ele nunca pegava ela, durante 10 meses ele só a pegou 1 vez.O tempo foi passando e ela ficando comigo e a mãe que ela conhece sou eu.E no meio de tudo isso a criança tem uma pensão que hoje é o meio de sobrevivência dele.E dia 25/01/2014 ele pegou a criança na minha casa e disse que iria fazer uma viagem com ela de uns 15 dias, deixei ele é o pai.Resultado de tudo é que ele não volta mais, hoje sofro demais e a criança tambem. Será se a justiça me daria algum direito de lutar pelo bem dessa criança?

  • Anónimo

    -

    10/2/2014 às 12:32 pm

    Acredito que a maioria dos adolescentes que estão nas ruas matando,roubando em fim nas drogas.Um dos pontos principais é o abandono tem filhos com pais e mães dentro de casa mas estão abandonados,o filho muitas vezes espera um conselho um abraço, em fim um gesto de amor e tudo isso pode salvar seu filho de uma grande tragédia. Lucimar 09/02/2014.

  • Sandra

    -

    4/2/2014 às 3:53 pm

    Aqui em Barra Mansa RJ dizem que e muito dificil ganhar esta acao de abandono efetivo

  • Tulio

    -

    1/2/2014 às 6:15 pm

    Oportunismo ?
    Vc sabe p que é viver anos sem conhecer seus avós,tios, primos.Vc sabe o que é ter uma irmã e ela nem saber da sua existência ? vc sabe o que é viver mais de 20 anos tendo visto teu pai 3 vezes ( uma delas pra fazer DNA),passei por cirurgias,minha mãe teve câncer, meu vô se foi,minha vó infartou, tudo entre meus 12 e 14 anos e quem eu tinha ao meu lado ? Ninguém
    Vc acha que eu vou entrar na justiça por oportunismo ? Hj tenho 21 anos,estudo direito em uma Federal e mesmo assim lhe falo a dor que vive não passou.

  • NORMA

    -

    21/1/2014 às 9:12 pm

    Só acho que existe de verdade filhos com grandes traumas na vida justamente causados pelo próprio pai ou mãe, então acho que os verdadeiros causadores de falta de afeto seja punido sim não em indenização mas chamado pela justiça e esclarecer o acontecido pra ver se toma vergonha na cara e seja um pai com mais amor e afeto para não transformar filhos bons em filhos com traumas e mal humorados.

  • luis Oberti Bernardes

    -

    17/1/2014 às 11:25 pm

    Por que nossa justiça é tão cega,minha mulher que tem a guarda provisória dos meus filhos saiu de casa na segunda feira com a nossa filha para ir ao médico e não voltou até agora sexta só três dias depois ela ligou pra dar noticias alegando ter sido ameaçado por mim se nem quando descobri a traição dela não toquei um dedo nela pelo contrario ela me agrediu fisicamente inclusive o filho de 13 anos.
    Sinto que a lei maria da penha favorece as mulheres e não a justiça,pois uma mulher trai o marido e ainda faz falsas denuncias de ameaça usando inclusive parentes e amigos em suas mentiras em beneficio próprio.
    Sem se preocupar com os sentimentos dos filhos e do pai que sofrem com a distancia.Ai eu pergunto pode uma mãe manter uma filha de 7 anos como prisioneira em uma casa estranha longe do convívio do pai e do irmão de 13 anos que ela tanto amo.
    Eu vejo tantos depoimentos dizendo que os interesse dos pais não podem se sobrepor ao das crianças,então porque a lei continua conivente com as mentiras de algumas mulheres que só levar vantagens do marido.
    Peço que me ajudem,pois eu e meus filhos estamos sofrendo muito com esta separação por conta das mentiras da mãe a policia.Meu nome é luis Oberti Bernardes moro em sapucaia do sul rs e estou fazendo um apelo nunca fiquei tanto tempo longe dos meus filhos.A mãe deles esta mentalmente perturbada e sob influência de pessoas mau intencionadas que só querem tirar a nossa casa pra fazer um centro de macumba.Não tenho nada contra a religião dos outros desde que não prejudiquem os meus filhos.estou sendo castigado com a falta da minha filha que esta numa casa onde ela não pode sair no patio,por favor se alguém pode me ajudar antes que fação algo de ruim á ela até mesmo como sacrifício em magia negra.que esta ficando tão comum nos dias de hoje.ela se encontra na rua parati ao lado direito do n 76 no bairro vargas em sapucaia do sul.só não tirei-a dela por conta de uma medida protetiva que o advogado da minha esposa arranjou com as falsas denuncias de ameaças.sendo que quando descobri que estava sendo traído ela é quem me agrediu a mim e meu filho de 13 anos estou implorando ajuda.minha mulher sofre de depressão é bipolar e é extremamente agressiva,principalmente quando é contrariada

  • rose

    -

    3/1/2014 às 6:09 pm

    Faz um favor crie uma lei que obriga homens e mulhres que caso venham a ter um filho sem vinculo afetivo ou que nao tenha interesse em forar familia que caso venha nascer uma crianca e obrigacao de ambas partes darem total apoi atencao e carinho ate sua maior idade caso se decupre cabe a eles pagarem uma multa referente a todos os danos.

  • Francisco

    -

    10/12/2013 às 9:49 pm

    Deixo a vocês o seguinte comentário: Estavamos morando em cidades diferentes, e com o passar do tempo vi a necessidade de estar mais presente na vida do meu filho mesmo ele tendo ainda 1 ano e 5 meses, mesmo assim conversávamos todos os dias pelo skype, eram diversos telefonemas no decorrer do dia para que ele escutasse a minha voz, resolvi por um basta nisto disse para minha ex ou tu vem embora ou nos separamos, ela hesitou em responder então findamos o casamento. Minha Ex simplesmente após o fim do casamento, deixou de colocar meu filho no skype, passou a não querer me atender, tão pouco a passar informações sobre meu filho, começou a fazer viagens fictícias para dificultar que filho e pai se vissem, bom ela me mandou ir a justiça que só assim eu iria conviver com meu filho, eu fui. e a partir dai ela começou inventar mentiras dando ate queixas de que a agredi bem como ameacei sequestrar meu filho. Vejo relatos de mães que sofrem ao ver os filhos sentindo a falta do pai. cheguei a passar 2 meses sem ve-lo por conta destas mentiras dela, mas no dia da audiencia o juiz mandou que ela me entregasse o menino para que pelo menos almoçasse comigo, inacreditáveis 4 horas, pois chorei um monte ao ver o sofrimento de meu filho, a todo instante vinha me abraçar e me dava beijos. Agora fica a pergunta que tipo de mãe é esta que deixa o filho sentir a falta do pai somente pelo prazer de machucar alguem (neste caso eu).

  • mirela

    -

    5/12/2013 às 7:24 am

    QUANTO OPORTUNISMO E PIOR A JUSTIÇA VEM COMPACTUANDO COM ISSO!

    PROCURA UM SERVIÇO NINGUÉM MAIS VAI QUERER BASTA PROCESSAR UM PAI QUE DEU ANGU E FEIJÃO DURANTE VINTE E TANTOS ANOS..

    PARA OS QUE CONCORDAM COM ISSO SÃO PETISTAS, COMUNISTAS_ VULGO MINISTRA DO STJ

  • MAIZ

    -

    24/11/2013 às 8:15 pm

    FALA ASSIM PORQUE NÃO SABE A DOR DE SER REJEITADO PELO PRÓPRIO PAI E OS TRAUMAS QUE A PESSOA CARREGA POR TODA A VIDA. ESSA LEI TEM QUE SER APROVADA SIM

  • Josiane

    -

    16/11/2013 às 12:10 am

    Quero uma luz, como defender uma criança de um pai que diz que quer ver, mas nos dias determinados pela justiça mente dizendo que vai trabalhar, só pra não ficar com a criança. Como a justiça não tira o direito de um pai desse. Quero proteger a minha filha desse sofrimento. O que eu posso fazer quanto a isso, nenhum advogado me da esperanças. Se alguem poder me ajudar…

  • luiza

    -

    29/9/2013 às 10:37 am

    porque entao se a mae abondona um filho e descriminada, torna-se sem valor por todos. agora. quando um pai abandona um filho ainda sendo gerado na barriga da mae.o filho nasce a mae pede por misiricordia para o pai ve-la .,a criança fica doente mae anuncia ao pai ele nao se importa, diz porque voce nao cuido esta doente,… e nesse tempo o pai está onde nos bares bebendo,com mulhers para nao dizer o tipo de mulheres.o pai esta nas festas eventos nas baladas e a mae enquanto isso esta no hospital sozinha com sua filha nos braços entre a vida e a morte tudo isso passei.esses 200 mil nao e nada perto do que a justiça divina ira fazer cadeia e o minimo por um pai que nao quer saber de um filho. um ser tao fragil indefeso que nao tem culpa de vir ao mundo ,quando minha filha foi gerada foi de comum acordo nao veio por acaso.a minha vontade e de chamar esse ser de animal mas como aqui nao posso dizer palavroes.ainda nos encontaremos nos tribunais e so questao de tempo.ja pedi implorei ,orei, para esse pai ver sua propia filha .quato esse critico ai do texto.certamente nao foi abandonado pelo seu pai.nao sabe o qunato doi isso.acho bom se colocar no lugar dos outros um pouco tomara que seja aprovada o mais rapido possivel essa lei.ja que nao quer dar amor por bem ,terá que dar por mal.sem contar que a justiça divina nao falha .o castigo sobrevirá e biblico e pode tudo passar mas as palavras do criador nao passara.eu confio muito em deus .e na justiça parabens a juiza que condenou esse pai a pagar.

  • marcia

    -

    15/8/2013 às 10:15 am

    eu acho que dar indenisaçao nao resolve o pai das minhas filhas nao quer ver elas porque a outra mulher nao deixa eu nao quero dinheiro eu que ele vai pra cadeia e fique sosinho la que nem eledeixa elas aqui so que eu quero

  • jean

    -

    7/8/2013 às 11:39 pm

    … Filho não é um objeto que se adquire, larga num canto e pronto. É um ser humano que PRECISA de afeição e carinho. Esse cara é um babaca além de ignorante jurídico.

  • Ariane

    -

    18/7/2013 às 2:17 pm

    E detalhe… a esposa traída deveria pedir indenização para o marido e para o outra (mãe da moça que pediu o reparo), pois ela possivelmente sofreu danos emocionais e os dois que fabricaram a moça em questão sabiam que estavam magoando outras pessoas como adultério.

  • Ariane

    -

    18/7/2013 às 2:12 pm

    E quando a mulher foi abandonada pelo marido ou cujo marido não lhe dirige a palavra? E a traição? Pelo que eu saiba, não cabe indenização por conta de traição, mas e o prejuízo emocional? Conheço mulheres que entraram em depressão profunda após a traição.Se for possível indenização no caso acima, também será possível em outros casos… Não pode haver dois pesos e dua medidas.

  • thais

    -

    6/7/2013 às 9:17 pm

    Não tenho nenhum afeto com o meu pai.Ele nunca quis saber de mim,pouco se importa.Minha mãe entrou na justiça para receber pensão,ele pagou por alguns meses e depois parou.Isso já faz 5 anos,em dezembro eu completo 19 anos.Ainda posso receber o dinheiro que ele deixou de pagar?

  • Alexandra

    -

    20/6/2013 às 7:02 am

    Nao tenho qualquer relacao com a minha mae , por varios motivos , e acontece que ela quando nos ve na rua; a mim e a minha filha vem sempre falar a minha filha mesmo contra minha vontade , a minha filha entre outros problemas e autista e nao a conhece nem percebe porque e que aquela pessoa lhe fala . Que posso fazer para que isso nao se repita? Obrigada.

  • Carolina

    -

    4/6/2013 às 11:15 am

    Cabe corrigir o autor em alguns aspectos, especialmente quanto a esfera civil, a qual não cria crimes, nem sequer os aprecia. Responsabilidade civil é justamente para indenizar danos ocorridos, independentemente de serem lícitos ou ilícitos.
    Creio que falta conhecimento e respaldo jurídico ao autor desta matéria.
    A questão do amor em momento algum foi posta em mérito, e sim o cuidado.
    Infelizmente a nossa realidade protege e enaltece os homens que têm filhos (extraconjugais ou não) deixando-os apenas com a responsabilidade material por uma vida que criaram. À mãe, em contrapartida, cabe dar todo o suporte. Mas claro.. o homem não quis isto. E a mãe poderia ter “tirado” se quisesse. Foi apenas um caso único que “deu” no filho indesejado. Pensão alimentícia não supre as necessidades de um filho. A questão não é o amor, e sim a responsabilidade pela criação. Que é devida a qualquer dos pais.

  • Ruthi Rocha

    -

    11/5/2013 às 2:03 pm

    Concordo que seja um assunto que tenha que ser muito bem discutido, pois dar preço a determinados tipos de sentimentos é muito complicado. Mas em relação aos direitos dos filhos e as obrigações dos pais, isso está bem claro em nossas leis exclusivamente no ECA.Para mais exclarecimentos: CapítuloII, art.16 V. CapítuloIII, art.19, art.20, art.21, art.22.Esse outro art. faço questão de escreve-lo “Descumprir, dolosa ou culposamente, os deveres inerentes ao “PÁTRIO PODER” ou decorrente de tutela ou quarda, bem assim determinação da autoridade judiciária ou conselho tutelar: Pena – multa de três a vinte salários de referência, aplicando-se o dobro em caso de reincidência” (ECA,Capítulo II-Das infrações administrativas art. 249, 2005.p.56). Bem, vimos que na própria lei existe multa para quem não cumpra seus deveres como genitores,sendo que essa multa fica em poder do Governo aí pode e é justo?

  • Bia

    -

    3/5/2013 às 5:12 pm

    O que a maioria das pessoas não entende é que não se trata de quantificar o amor e sim atribuir responsabilidades (que deveriam estar no consciente coletivo de todos), fui abandonada aos 3 anos, conheço o senhor meu genitor, porém nunca em toda minha vida, vi zelo, preocupação, nunca recebi um telefone de aniversário ou coisa parecida, é justo que ele viva plenamente e eu não, por incapacidade dele de amar/zelar/cuidar qualquer sentimento nobre e inerente a seres humanos normais?

  • maria lucia lopes alves

    -

    26/4/2013 às 8:14 pm

    foi muito bom ter lido esta reportagem`pois a minha filha se encontra na mesma situaçao. foi constatada a paternidade eele ate hoje nao deu amiiniima. ha 43anos atras ele era casado eeu tambem era casada .e hoje ele so vive enganando. agora nao engana mais nao obrigado por ter aberto os nossos olhos…….
    viva dr reinaldo azevedo que deus te abencoe

  • dinarte francelino de moura

    -

    15/2/2013 às 7:48 am

    Dr. Reinaldo azevedo, Gostaria de parabeniza-lo pela coragem de discutir e comentar um assunto de tao importancia, pois se não tomarmos essa atitude que o Senhor tomou, opnde iremos parar com tantas decisões absurdas existentes em nosso meio jurídico, o idela seria fazer uma corrente em todo pais sobre essa materia e aqui faco uma pergunta e um filho que em toda a sua vida só trouxe problemas para os pais, como fica? ele também vai ser reparado pela dano causado pelo filho?, e essa onda de que filho pode roubar do pai que não da nada e pai que rouba do filho pode responder criminalmente? é muito complicado isso, na minha opinião essa lei tem que ser reformulada urgentimente, pois como vai ser do judiciário brasileiro, acho se essa onde pegar, vai ser uma catastrofe no judiciário brasileiro e se for estendida para outros paises o bicho vai pegar e acobra vai fumar, na minha opinião o amor, o carinho, a dedicação, o respeito e etc, isso nao existe valor o tempo e quem diz, parabens Dr. Reinaldo,Dr. Reinaldo por motivos particulares tive que trancar minha matricu-la no curdo de direito no estado onde moro, em Natal/RN, mas gosto de ler materias de direitos como essa do Sr., que sem dúvuda servirápara mutos advogados em todo o pais, mais uma vez parabens

  • Fábio de Oliveira

    -

    12/2/2013 às 5:15 pm

    É um absurdo essas decisões,será que os majistrados não têm noção do que estão fazendo ? Será que eles não despertaram para a realidade que estão lidadndo com vidas,e que uma decisão pode arruinar uma vida ou pior várias vidas….
    Não quero ser machista mas quando comecei a ler já adivinhava que era uma decisão de uma juíza(ministra),não que um juíz não faria isso;Mas é intrigante que na maioria de um pedido de uma mulher no tribunal,caso seje uma outra mulher que julgue,difícilmente será improcedente,mesmo nos casos mais absurdos como este ;É como se houvesse uma complicidade,uma defesa prévia,onde sempre o “homem não presta” ,mas a mulher “é sempre um anjo”,sempre vítima do terrível ,cruel e ditador do Homem;
    Parece até piada…..Eu acredito que um dia ainda vamos fazer um órgão sério ,onde serão analizados com muito rigor as decisões dos magistrados,e serão severamente punidos com rigor decisões que não se enquadra na lei,onde decisões como esta e como muitas outras,como por exemplo a juíza que disse em sua decisão,negando a presunção de inocência:
    -Eu sei que devemos observar a presunção de inocência como o stf nos orienta,mas é que neste caso ,se as vítimas dessem prosseguimento ao caso,ele seria condenado(ela estava se referindo a um caso onde um cidadão ter sido impedido de tomar posse em cargo público,por ter um registro policial,em que alguém o acusou de lesão corporal,…Mas essa suposta pessoa não deu prosseguimento,e foi arquivado; ); Agora observem, a suposta vítma não colocou o caso pra frente,e o estado sequer ajuizou provas,nem mesmo um boletim de ocorrência contra o cidadão foi anexado ao processo,não se sabe a veracidade das acusações,nem se houve a agressão e nem se havia de fato um registro,porque não foi incluso nos autos ,o que havia era somente a palavra do estado,acusando sem prova um cidadão;e mesmo assim a juiza,condenou o cidadão sem sequer ter provas e nem mesmo sentença contra o mesmo,e ainda deu uma de “Mãe Dináh ” adivinhou se virasse um processo ele seria condenado,então de ela rasgou a constituição,com a hipótese de “se” virasse um processo,coisa que não houve ,ela ignorou a relidade dando lugar a a uma ilusão..”Se”.

  • josé s. f. matos

    -

    10/2/2013 às 1:10 am

    Justiça somente à Deus. “O homem tem dominado homem para sua desgraça”.

  • Pnunes

    -

    30/1/2013 às 11:02 pm

    Exelências dos tribunais, vocês são a decisão de uma vida,que cada pai pague um preço justo para um filho que foi abandonado,pessoas sem caráter merecem punição, principalmente aqueles que nunca reconheceram se quer com o sobrenome isso é o mínimo que eles podem fazer, porque não tem nada no mundo que pague a necessidade de uma criança quando necessita de uma assistência emocional e financeira , a cada refeição que falta no prato, a cada passo dado a pé pela falta da passagem de õnibus, pelo pela injustiça da criança reconhecida pelo pai ter um maior direito do que aquele seu irmão paterno,pelo descaso de muitas vezes pela falta de uma ajuda financeira,não ter acesso a uma formação de qualidade, pela frustração de um futuro adulto, Meretissímos, punição para esses mau-caráteres já.

  • Vilma

    -

    28/1/2013 às 9:48 pm

    minha filha abandonou minha neta aqui comigo,quero saber que obrigações ela tem que cumprir.

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados