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A queda do Muro: os sete minutos que abalaram o mundo

segunda-feira, 9 de novembro de 2009 | 13:45

No especial da Dicta&Contradicta, há um relato de Daniel Johnson, filho do historiador inglês Paul Johnson. À época, era correspondente do Daily Telegraph. Estava lá e viu tudo. Mais do que isso: acabou sendo personagem da história. É o que ele conta em “Sete minutos que abalaram o mundo”. Paul relata a sua participação, ainda que um tanto involuntária, na queda do muro.

Numa entrevista coletiva de Gunter Schabowski, então porta-voz do Comitê Central do Partido Comunista da Alemanha Oriental, há exatos 20 anos, Daniel acabou fazendo uma das perguntas fatais. A entrevista havia sido organizada para anunciar que alemães orientais poderiam viajar para a Alemanha Ocidental. Mas deu tudo errado. Ou melhor: deu tudo certo. Seguem trechos do artigo:

(…)
Vinte anos depois, tamanho acontecimento parece um milagre grande demais para acreditar. E, no entanto, eu estava lá. Como correspondente internacional do Daily Telegraph para a Alemanha, de 1987 até o verão de 1989, e para então chamada Europa Oriental, pelo resto do ano, assisti de camarote aos eventos que culminaram com a queda do muro de Berlim e a Revolução de Veludo em Praga. Mas os jornalistas não apenas relatam e comentam os eventos: às vezes, têm o seu papel nos fatos, ainda que pequeno. Ser um espectador daquele período foi um privilégio raro. Ser uma nota de rodapé na História, sobretudo na História feita na Berlim Oriental naquela noite de novembro, foi uma epifania extraordinária que apenas agora começo a apreciar. De fato, na sua nova e fabulosa obra 1989 - O ano que mudou o mundo - A verdadeira história da queda do muro de Berlim (Jorge Zahar, Rio de Janeiro, 2009), Michael Meyer (então editor-chefe da Newsweek e testemunha ocular dos acontecimentos) cita o meu nome numa nota de rodapé, dando-me generosamente “um tanto de crédito na derrubada do muro”. Há quem mereça muito mais crédito, de Reagan e Gorbachev aos próprios berlinenses orientais. Pode ser que haja, porém, algum interesse na história de um inglês que se viu no lugar certo, na hora certa, para participar da História da Alemanha (e da Europa). History is now and England (”A História é aqui e a Inglaterra”): este verso de “Little Gidding”, o último dos Quatro Quartetos, serviu para mim na Alemanha de 1989 como para T. S. Eliot na Inglaterra de 1942.

(…)
Outra pergunta: “Isso também se aplica à Berlim Ocidental?” Schabowski confirmou que também estava permitido cruzar a fronteira para a Berlim Ocidental - uma outra surpresa, pois Berlim ainda era governada pelos quatro poderes. Naquele momento, a coletiva transformou-se num pandemônio, com repórteres apressando-se em divulgar aquilo ao mundo. E, contudo, o significado do anúncio de Schabowski era totalmente ambíguo. Ninguém sabia o que aquilo queria dizer, tanto com relação às consequências práticas e imediatas - os alemães orientais poderiam simplesmente ir embora? - como com relação ao seu significado histórico mais profundo. Sobretudo, ninguém falou do muro.

Era agora 6:58 da tarde. Um jovem ansioso e magro de doer, vestido com um antigo terno de tweed levantou-se, com o microfone na mão. Fiz a pergunta mais óbvia que veio à minha mente: “Herr Schabowski, was wird mit der Berliner Mauer jetzt geschehen?” (”Senhor Schabowski, o que acontecerá ao muro de Berlim agora?) Centenas de milhares de alemães de ambos os lados do muro estavam assistindo: eles também queriam a resposta. Schabowski parecia desconcertado. Ele anunciou que essa seria a última pergunta. Repetiu-me a pergunta para si mesmo e acrescentou que “A permeabilidade do muro pelo nosso lado ainda não resolve exclusivamente a questão acerca do significado dessa fronteira fortificada da RDA”. Era algo muito alemão refletir sobre o significado do muro de Berlim naquele momento. Mas aí é que estava a dificuldade. Agora que tinha usado as palavras fatais “muro de Berlim”, Schabowski poderia ter aproveitado a oportunidade para dizer que a abertura do muro naquela noite não estava em questão. Poderia ter explicado qual seria a razão da existência do muro agora que as pessoas não seriam mais alvejadas ao tentarem passá-lo. Em vez disso, hesitou. Tropeçava nas próprias palavras. Divagava sobre paz e desarmamento por dois dos minutos mais longos de sua vida. Mas não respondeu a pergunta porque não tinha resposta. Um muro entre as duas metades de um país poderia não ter “sentido” se as pessoas pudessem transitar livremente. Era o fim. E quando Schabowski terminou um pouco depois das 7 da noite, todos sabiam. O Pfennig caiu.
(…)
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36 comentários em “A queda do Muro: os sete minutos que abalaram o mundo”

  1. Míriam disse:

    Li no Portal Vermelho http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia=119014&id_secao=9 É mole?!

    Com a retirada das tropas soviéticas da Europa Oriental, nos anos 80, ocorreu a restauração capitalista nas repúblicas do Leste Europeu, membros da União Soviética. Cabe notar que, com a retirada das tropas soviéticas, os povos da Europa ficaram à mercê do imperialismo norte-americano e europeu, antes havia mais segurança e paz. …. Os alemães de hoje e os europeus em geral devem sua existência ao socialismo soviético, que os libertou do nazi-fascismo e os alimentou e abrigou até os anos 90. A Europa, pequeno canto da Ásia, ligada à antiga comuna russa, necessita de novas revoluções.

  2. Julia disse:

    A cena de Adeus Lenin: A velha moribunda, comuna fanática, deitada na cama, espantada com a visão que teve quando conseguiu abrir a janela, os Mercedes e os BMW circulando em meio à berlim oriental, demonstrando o qual obsoletos eram os amados trabantes. O filho, para esconder da mãe que o muro ruíra, disse para ela: “Mãe, o nosso governo permitiu a vinda dos alemães ocidentais para cá, e eles estão invadindo o lado oriental em massa, porque não aguentavam mais aquela vida fútil”. Antológico, a cena do século XX.

  3. Julia disse:

    Coberto de razão o comentário lançado as às 4:58 pm. Até o estadao entrou nessa, pinçando um absurdo aqui e outro ali para fazer contraponto à felicidade geral dos ex-subjados da cortina de ferro pela queda do muro. Puro despeito e recalque de jornalista comuna. Aliás, para tudo isso, bastariam duas respostas, a duas singelas perguntas. Quantos norte-americanos fugiram, a nado, para cuba? Quantos alemães ocidentais buscaram fugir para a Alemanha Oriental? Ninguém, para as duas respostas. Isso me lembra uma das cenas mais hilárias do impagável Adeus Lenin.

  4. Julia disse:

    Talvez agora vocês entendam o porquê da tal campanha do desarmamento… cidades livres, e povo ordeiro desarmado, para a ação das SA´s bolivariana (MST et caterva). Plano perfeito, mas que nunca dará certo, pois, como diria o genial garrincha, só faltou combinar com os russos. Os Estados centrais têm policiais bem armadas e bem preparadas para enfrentar a guerrilha. Bem por isso, essa guerrilha covarde nunca irá além de ações esparsas.

  5. Emilio disse:

    A trilha musical de hoje não pode ser outra: Sinfonia No.9 de Beethoven, regencia de Leonard Bernstein no Natal de 1989 (Ode a Liberdade)

    http://www.youtube.com/watch?v=imv2M64t_og&feature=PlayList&p=158D15CCC3EC4B6D&playnext=1&playnext_from=PL&index=6

  6. Alexandre Fonseca disse:

    O muro e a divisão das Alemanhas são minha pedra de toque sempre que alguém vem me cantar as glórias do socialismo. A razão é simples: trata-se do experimento perfeito, um “sistema” estanque e isento de variáveis que pudesse afetar os resultados produzidos ao longo de décadas. De um lado o socialismo, de outro o capitalismo, com o mesmo povo, a mesma cultura, a mesma geografia. Minha pergunta também sempre é a mesma: qual era exatamente a função do muro?

  7. Siará Grande disse:

    Certamente o Presidente Lula, o Hugo Chavez e todas as autoridades bollivarianas estão neste momento em Berlim para comemorar os 20 anos do nascer sol da liberdade e do fim do pesadelo comunista na Europa.

    Afinal, o Presidente Lula, o Hugo Chavez e todas as autoridades bollivarianas são representantes da liberdade e da democracia na América.

  8. PAULO BOCCATO disse:

    MO MAIS ,JOAO PAULO SEGUNDO E REAGAN JOGARAM PESADO, PUBLICA E ABERTAMENTE CONTRA O COMUNISMO…E (AO MENOS NAQUELA EPOCA) VENCERAM !!!!!

    E COMO FAZEM FALTA.

  9. PAULO BOCCATO disse:

    MARGARETH TATCHER TEMIA ISTO SIM, ERA NA MAOS DE QUEM FICARIAM OS ARSENAIS NUCLEARES DESTAS QUE VIRIAM A SER AS EX-REPUBLICAS DA URSS !

    ELA CONHECIA A REALIDADE DOS BALCÃS…DOS “QUISTÃOS” DA VIDA…DO PERIGO ISLAMICO AVANÇANDO SEM OPOSIÇÃO DO OCIDENTE CRISTAO NA AFRICA “LIVRE DO JUGO DO HOMEM BRANCO”…E POR AI VAI !

    ELA SABIA POR EXPERIENCIA ANTERIOR , QUE QUANDO A EUROPA SE RETIROU DE SUAS EX-COLONIAS AFRICANAS, DEU NO QUE DEU…A INGLATERRA , DO MODO QUE ABRIU MAO DA INDIA, DEU NO QUE DEU…A UNICA DIFERENÇA É QUE A METRALHADORA QUE FICARIA NA MAO DO ‘LIDER TRIBAL’ DESTA FEITA DISPARAVA QUILOTONS !

    ESTE ERA O TEMOR , TANTO QUE FOI PRECISO UMA REUNIAO DOS ‘BIG´S’ DEPOIS.

  10. José Laudir Vefago disse:

    Eu sempre me emociono quando vejo as pessoas lutando (pacificamente) por liberdade, particularmente na queda do murro. Como o Daniel Johnson, aqui outro herói anônimo, por Roger Cohen do NYT:
    http://www.youtube.com/watch?v=rW9CwWv9gpk&feature=PlayList&p=8BDB0961C1CEF286&playnext=1&playnext_from=PL&index=6
    Para quem não domina muito bem o inglês, tem legendado no Flávio Gomes (colunista de automobilismo do IG. Estranho né!), http://colunistas.ig.com.br/flaviogomes/. Role a página que tá no último terço do blog.

  11. Rose Perito disse:

    Sugestões para quem se interessa pelo assunto da RDA:

    1. Livro “Stasilandia - como funcionava a polícia secreta alemã”. Autora : Anna Funder - Companhia das Letras, 2008.

    Por ocasião da queda do muro, a STASI (polícia secreta alemã) possuia 97 mil funcionários e 173 mil informantes para uma população de 17 milhões de pessoas.
    Considerando-se também os ‘informais’, calcula-se que 1 a cada 6 cidadãos alemães trabalhava para a Stasi.

    2. Filme “A Vida dos Outros” (Alemanha, 2006) - Oscar de filme estrangeiro de 2007.

    Espião da Stasi passa a admirar e proteger seu investigado, um intelectual casado com atriz popular, ambos acusados de infiéis às idéias comunistas.

  12. Capitão disse:

    STASI.

    Ministerium für Staatssicherheit (Ministério para a Segurança do Estado), ou Stasi, para os íntimos ou suas vítimas, foi um dos serviços mais odiados pelos alemães orientais.
    O funcionamento da Stasi mostra a vrdadeira face dos regimes totalitários. A leitura de um livro como Stasilândia, de Anna Funder, publicado no Brasil, deveria servir de vacina contra os sonhos totalitários de uns, verdadeiro pesadelo para suas vítimas.
    Chávez já começou a montar algo assim na Venezuela; Cuba já vive desse modo há 50 anos. No Brasil a polícia do Estado, digo a PF, não parece, muitas vezes, saber a quem serve.
    Estes são tempos de reflexão.

  13. Rovison disse:

    O impressionante é que apesar das décadas de comunismo na URSS e países do Leste que comprovaram a completa ineficiência e incompatibilidade daquele sistema com liberdade e respeito aos direitos individuais, há aqui no Brasil e em vários países latinoamericanos defensores da utopia socialista. Inclusive, há um partido comunista aqui no Brasil cujo nome combina socialismo e liberdade. Só pode ser piada isso. É IMPOSSÍVEL existir qualquer tipo de liberdade em um país socialista. São duas coisas mutuamente excludentes. Qualquer forma de organização econômica e social que preconize concentração de poder nas mãos do estado é por definição um sistema totalitário e antidemocrático.

  14. Capitão disse:

    O MURO DO LADO DE CÁ DO ATLÂNTICO.

    É duro de acreditar, mas o que vemos é a tentativa de reconstrução do muro aqui na América Latina. Quando ninguém tem saudade do muro alemão, e da Guerra Fria, os imbecis bolivarianos e nazi-comunistas ficam cheios de vontade de isolar os nossos povos sob o tacão totalitário de pequenos ditadores ridículos. É irônico, mas uma pequena República de Bananas como Honduras é que sinaliza a estupidez da aventura chave-lulista & Cia. O que mostra que os bananas somos nós, Honduras, embora só e isolada é um farol para a Democracia.

  15. Viuvas Stalinistas disse:

    Algumas viuvas da falecida União Soviética dependuradas nas tetas de redações de jornais e TVs brasileiras pouco ligadas à liberdade e à democracia, ainda informam a queda do muro de Berlim como alguma coisa ruim que aconteceu para o povo da ex-Alemanha Oriental. Le-se nitidamente, nas entrelinhas de noticiarios dessa gente, a respeito da queda do muro, e, especialmente alguns da Globo News, a mágoa pela derrota do regime que eles adoram: o comunismo.

  16. Brasileira disse:

    O muro da vergonha veio abaixo para alívio do mundo inteiro. Era o fim da guerra fria sem disparar um só tiro de canhão.
    Infelizmente, após 20 anos alguns governantes da América Latina insistem em erguer este muro da vergonha com suas ideologias ultrapassadas e seu socialismo autoritário.

  17. MARCOS MATIAS disse:

    Verdade é que Berlim tem muito que ensinar,
    Vimos o que o “muro” produziu…
    Temos que mandar essa “rataíada” socialista, se LASCAR!
    Não tem nada de bom no “mundo” comunista não!
    Acorda Serra, Aécio o senado te espera…
    Unamos-nos para livrar o País do PT, demoremos não!
    Com esse PT “beiramar” chegará a ‘”preso político”,
    Vai ganhar fortuna sem traficar,
    Vai virar “éroi” como Lula, o ridículo!
    Cadê o Capitão Nascimento do Bope?
    Vamos mostrar a Lula a dor de um parto “fósp”!
    É um tiro só: Na urna, o PT perderá o “ibope”…
    Não dá para como está, continuar…
    “Nuncaantesnestepaiz” um bicho com a língua presa,
    Mandou tanto doutor se lascar!
    Então para que “diprôma” se ser analfabeto se chega a presidência?
    Responda a imprensa, MP, OAB, Congresso…
    Quem for “HOMEM” neste País: RECOBRE A CONSCIÊNCIA!

  18. Ex-petista disse:

    .
    Enquanto isso, nos anos 2000… um bando de vagabundos esquece a História e recria o inferno comunista na América Latina.

  19. Anouk disse:

    Reinaldao,

    A queda do muro só aconteceu por causa da coragem e determinacao do povo alemao-oriental na luta pela democracia.

    Sem dúvida, a maior revolucao civilizada de todos os tempos.

  20. Esperança disse:

    Lula quer TIRAR GENÉRICO E DAR BOLSA-FUNERAL
    Sendo que o GENÉRICO, foi um dos MAIORES LEGADOS do governador José Serra com Ministro da Sáude.
    “Sem a participação da agência no processo de concessão, os consumidores não terão mais a segurança de que o medicamento que chegará ás farmácias não vai fazer mal à saúde de quem for usá-lo”. O governo, além disso, a facilitar a emissão de novos registros do INPI, sem anuência prévia da ANVISA, vai provocar o aumento de novas patentes. Quanto mais patentes emitidas, menor a possibilidade de surgirem novos MEDICAMENTOS GENÉRICOS. Isto não são ATOS DE NAZISMO? Tirar a vida das pessoas que dependem de remédios para sobreviver? comente este caso.

  21. Esperança disse:

    Reinaldo, gostaria que você comentasse, desculpe estar saindo do tema, mas quando Lula comparou o PSDB a Hitler, e ele não imaginou que o verdadeiro Hitler é ele, que quer dizimar os mais probres ,aqueles que depende de remédio continuo para sobreviver, acabo de ouvir o senador Papaléo Paes, dizer que Lula quer acabar com o genéricos, se baseando no parecer da AGU ,á época comandada por José Antõnio Toffoli, hoje ministro do Supremo , que retira da ANVISA a atribuição de aprovar previamente as concessões de patentes de medicamentos e vai prejudicar duplamente a população do Brasil, passando a ser controlado pelo INPI, sendo que o genérico foi um dos MAIORES LEGADOS do governador José Serra.

  22. Pablo Lopes disse:

    Embora tenha ocorrido no século vinte, acho que este foi o fato inaugural do século 21; pelo que representou em termos de avanço e modernização da sociedade mundial. Muito já se escreveu, e muito ainda se escreverá sobre a derrocada do comunismo, porém me chama a atenção que o fato culminante deste processo - a queda do muro - tenha sido precipitada por uma trapalhada das autoridades alemãs. Não poderia haver final mais justo para esta ideologia, pois ela foi, desde o início, um conjusto lamentável de erros e trapalhadas.

    Em tempo: Vera L. (3:06 pm), a KGB da Alemanha Oriental chamava-se Stazi.

    Um abraço.

  23. Robes Mendes disse:

    O Muro de Berlim - não só a obra física de concreto em si mesma, mas a sua finalidade, a razão de sua construção, o que simboliza - é a prova definitiva e inconteste do absurdo que significa o marxismo.

    A construção de uma barreira de concreto, destinada a impedir, sob pena de morte, que as pessoas fugissem do ” paraíso” que os deuses da História reservavam p/ elas mesmas, é a suprema contradição: o Muro não era p/ impedir que os não privilegiados entrassem no ” reino de deus aqui na terra”- mas, sim, que fugissem dele!!!

    Mas ele não foi - e não é- só de Berlim : ele ainda é de Cuba e da Coréia do Norte, como foi de todos os demais infernos coletivistas, e como será em todos os lugares onde se instale qualquer forma de impedir o livre -arbítrio, qualquer forma de coletivismo que, fora do estado de direito e dos princípios democráticos universais, se sobreponha ao mais essencial de todos os direitos humanos: a LIBERDADE INDIVIDUAL!!

    O de concreto caiu. Mas outros ainda resistem. E outros ainda estão sendo construídos aqui e ali

  24. Pedro Erik disse:

    Sensacional!!

    Nesse momento, precisamos saudar tanta gente que lutou contra o comunista. Em especial, Reagan e Joao Paulo II. O capitalismo e o cristianismo.

    Abraço,
    Pedro Erik

  25. Paulo disse:

    Fenomenal a pergunta, simples como tudo que é da maior eficiência. Deve ter sido uma cena memorável.

  26. Vera L. disse:

    Reinaldo penso que a queda do Muro representa antes de tudo LIBERDADE, mas aí vi o programa “Sem Fronteiras”, foi bem interessante, mas o que me chamou atenção foi o depoimento de um rapaz que tem alguma função na parte de comunicação, quando perguntado se sentia saudades da RDA disse que sentia saudades da amizade, conversas, as pessoas conversavam mais. No mesmo programa mostrou que a KGB da RDA(tem um nome que me foge agora) era muito mais eficiente que a da Rússia, depois da queda do muro houve muita mágoa porque pessoas próximas espionavam umas as outras. Veja, essas mesmas pessoas tão “afáveis” podiam sair dali de dedurar você e esse moço sente falta da “amizade”.

  27. Luiz disse:

    Mister R. Hoje todos querem ser o pai dessa criança, mas a verdade é que o muro foi derrubado não por uma ideologia, ou por um partido, ou por um País, ou mesmo por repórterea.

    O muro foi derrubado pelos indivíduos, os moradores de Berlim tanto de um lado quanto do outro que não aguentavam mais aquela aberração enqunato chegava o novo milênio.

    Os personagens famosos foram apenas bonecos nas mãos da vontade do indivíduo, no desespero por liberdade.

  28. alimped disse:

    Quem relatou foi Daniel, filho do historiador, não?

  29. Mário Soares - Portugal disse:

    E os nosso bolivarianos lullo-petistas não aprenderam nada com a história e insistem na esquerdopatia. Querem ressuscitar (e dar outros nomes, tipo socialismo do século XXI) o defunto socialista-comunista-totalitário, já decomposto. Têm muros no cérebro, que os impedem de alcançar a verdade!

    Pela liberdade,
    pela democracia,
    pelo estado de direito,

    FORA LULLA.
    FORA PT.

  30. Pão com Manteiga disse:

    Sobre o Muro de Berlim e as “delícias” do comunismo: ver filme “A Vida dos Outros”.

  31. tonazzi disse:

    os alemães foram responsáveis por uma das maiores atrocidades da humanidade nos tempos modernos. Espero que eles tenham aprendido a lição.

  32. Pão com Manteiga disse:

    Reinaldo, o artigo de Ascher e este aqui falam na “participação” de Reagan na queda do muro (Ascher ainda cita Margareth Thatcher). Se possível, gostaria que você abordasse a participação de Reagan e Thatcher no texto que escreverá, pois na escola (na onda da defromação ideológica apontada abaixo por você), sempre que o ex-presidente e a Dama de Ferro eram citados nas aulas de História, tais citações não eram nada… lisonjeiras!

  33. PAULO BOCCATO disse:

    RONALD REAGAN :

    “SENHOR GORBATCHEV; DERRUBE ESTE MURO !”

    …QUE FALTA FAZ (UM REAGAN, NAO O MURO!!)…

  34. William disse:

    Pequena correção: conforme nota do prórpio site da Dicta, o texto não foi escrito exclusivamente para a revista, mas foi publicado originalmente em http://standpointmag.co.uk/seven-minutes-that-shook-the-world-features-november-09-daniel-johnson-berlin-wall

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