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19/03/2010

às 17:15

A LÍNGUA PORTUGUESA E A LÍNGUA DA EMBROMAÇÃO

(leia primeiro o post abaixo)

O mais importante na nota da Procuradoria da República em São Paulo é o seu conteúdo, que desmoralizo no post abaixo. Mas a forma também é relevante. Afinal, a função de uma “Assessoria de Comunicação” é “comunicar”. Ter o domínio da língua, para alguém dessa área, é tão importante quanto é para um cirurgião saber “costurar” um abdômen depois de abri-lo. Se o máximo de alfabetização a que a área de imprensa da Procuradoria conseguiu chegar está revelado na nota, estamos feitos. “Nunca antes da história destepaiz” tanta ignorância se revelou em tão poucas linhas.

Suponho que um redator qualquer escreveu a estrovenga. Responsável que é, o sr. Marcelo Oliveira, chefe da área, deve ter lido. E certamente pensou: “Está ótimo!”. E o troço foi ao ar. Como o sr. Oliveira está lá para cuidar da comunicação, não para fazer política, sugiro que ele seja demitido e que seja contratado em seu lugar alguém com algum domínio da “Bela”, já que a nossa língua, sob os seus cuidados, é apenas “Inculta”.

Que importância tem isso? Reitero: não é mais importante do que o conteúdo da nota. Mas revela um estado de coisas. Revela um país em que as pessoas se qualificam para cargos menos por suas habilidades do que por suas afinidades eletivas. Às barbaridades.

Há muitas, mas a maior delas está aqui:
São sobre essas operações de lavagem de dinheiro que trata o processo, que tramita normalmente perante à 2ª Vara Federal. A última movimentação processual constante é de fevereiro de 2010.
Não vou entrar em tecnicalidades gramaticais. Como todos vocês sabem, se é para usar essa construção abstrusa, o correto é: “É DESSAS operações (…) que trata”. Há um erro estúpido de concordância e outro de regência que evidenciam o que costumo chamar de analfabetismo de terceiro grau. O “povo” não cometeria tal erro porque não estaria preocupado em “falar direito”. Se Marcelo seguisse o mestre Lula, não teria caído nessa roubada. Pragmático, o Demiurgo do Brasil, na dúvida, opta logo pelo mais simples.

Atenção, Tio Rei ajuda:
O CERTO:
Marcelo, é dessas regras de gramática que lhe falei!
O ERRADO
Marcelo, são dessas regras de gramática que lhe falei.

Isso, Marcelo, é como o conteúdo de sua nota: parece ser uma coisa, mas é outra.

Outras bobagens graves
O corretor Lúcio Bolonha Funaro responde a ação penal 2008.61.81.007930-6, na 2ª Vara Federal Criminal de São Paulo, especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro.
Errado! O certo éà ação penal 2008.61.81.007930-6”. A ação está especificada. Há uma crase aí, e o acento grave é obrigatório.

Entretanto, tanto na documentação remetida pela PGR à São Paulo, que embasou a denúncia, quanto na própria acusação…
Deixarei de lado o seu “Entretanto, tanto” porque gosto não se aprende nem se ensina. Vamos ao que é possível:
Errado! O certo é “a São Paulo”.

O que é uma crase, leitor amigo? Ah, é a contração, a fusão, de suas vogais idênticas. Por exemplo: “Eu vou à Alemanha”. A gente põe aquele acento grave no “a” para indicar que houve a fusão de duas vogais “a”:
“Eu vou a + a Alemanha = Eu vou à Alemanha”.

A palavra “Alemanha” vem acompanhada do artigo “a”. Agora note, senhor Marcelo:
“Eu vou a Cuba”.
Não há crase — e, pois nem o acento grave.

Se bem que vou mudar o exemplo. Prefiro este:
“O senhor vai a Cuba” — eu prefiro ficar por aqui… Voltemos:
“O senhor vai a + Cuba = O senhor vai a Cuba”.

A palavra “Cuba” não vem acompanhada do artigo “a”.

É o que acontece com São Paulo!
“Documentação remetida a + São Paulo = documentação remetida a São Paulo”.
São Paulo não vem, nem poderia, acompanhado do artigo feminino “a”.

Atenção?
Nunca há crase antes de São Paulo? Referindo-me a cidade, por exemplo, eu poderia dizer:
“Marcelo foi remetido à São Paulo que ama a língua portuguesa”.
Temos:
“Marcelo foi remetido a + a São Paulo que ama a língua portuguesa”
Note que, nesse caso, estou me referindo a uma São Paulo em particular, àquela parcela das pessoas da cidade que ama a língua portuguesa. Aliás, eu lhe recomendo essa São Paulo. Pelo visto, o senhor conhece só aquela que a odeia.

A propósito: sentiu ali? Escrevi “àquela parcela”. Por quê?
“Estou me referindo a + aquela = estou me referindo àquela

Há uma outra construção podre de chique a que o senhor pode recorrer:
“Ele escreveu uma nota à Marcelo”

Observe:
Neste caso, estou afirmando:
“Ele escreveu uma nota à moda de Marcelo”. É como alguém dizer:
“Comi um pato à Marcelo”

Encerro
Esses não são os únicos pecados da texto, não! Mas fico nas coisas mais óbvias.

Reitero: a nota que ofende a língua portuguesa acaba contribuindo, com a sua redação oblíqua, para ofender a verdade. E isso, sem dúvida, é o mais grave. Os motivos estão explicitados no post abaixo.

Por Reinaldo Azevedo

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67 Comentários

  1. Marcio M.

    -

    22/03/2010 às 21:05

    Sensacional Reinaldão!!!!!!!!!!!!!
    De hoje em diante, o “Dôuto” Marcelo vai mandar suas notinhas para você dar, digamos, uma revisada…

  2. antonio

    -

    20/03/2010 às 17:25

    Não sou expert em gramática da língua portuguesa, mas esses erros nâo cometo>
    Qual o salário que esse cidadão recebe para escrever tão mal?
    Reinaldo, vc deve cobrar pela aula de gramática.

  3. Ricardo Magalhães

    -

    20/03/2010 às 16:58

    Professor, obrigado pela aula. Excelente!

  4. João Galego

    -

    20/03/2010 às 16:09

    Reinaldo,

    De fato, o padrão normativo exige que o complemento de “responder”, na acepção com que esse verbo é empregado no documento da Procuradoria, seja preposicionado. Mas o emprego do sinal indicativo da crase não se deve ao fato de a “ação” ser especificada. Um termo pode ser especificado e, ainda assim, dispensar a presença de um artigo definido. Considere-se o exemplo: “…responde a inquérito penal aberto na 2ª Vara Criminal…”. Nesse caso, o substantivo “inquérito” é especificado pelo termo “aberto pelo Ministério Público” e, ainda assim, o artigo definido masculino pode ser dispensado. A necessidade do artigo definido na construção em questão se deve ao fato de a ação penal ter um referente definido, discursivamente bem delimitado, indicado pelo registro numérico que se segue ao adjetivo “penal”. A presença do artigo e a consequente crase se devem, portanto, ao caráter definido do complemento verbal, e não à indicação da especificidade da ação.

    REINALDO RESPONDE

    Ok. Não creio que negue o que o disse. Não acho que o “inquérito aberto etc…” seja a especificação a que me referi. Fosse o inquérito nº XX, e crase seria necessária. De todo modo, acho a sua explicação melhor, mais técnica.
    abs,
    Reinaldo

  5. Edna/RS

    -

    20/03/2010 às 14:53

    Caríssimo Rei:
    Leitores que compartilham tuas idéias, já disseram tudo. E o fizeram muitíssimo bem. Quanto ao(s) que não compartilham, vieram fazer o quê, aqui?
    Haja paciência!
    Abraços!

  6. Sherlock

    -

    20/03/2010 às 11:53

    Rei,

    Mais um exemplo de concordância (pra ver se eu aprendi):
    É das maracutaias do PT que trata o processo do mensalão.

    Gostei! Outro:
    É dos desvios de dinheiro dos mutuários que trata o processo contra a Roubocoop.

    Aprendi? Acho que sim.

    Bom, pelo visto a nota foi escrita à Apedeuta (hehe)! E a correção ortográfica foi feita pela Bebel (que não é a prima da Lady Kate!).

    Abraço.

  7. leta

    -

    20/03/2010 às 11:34

    Reinaldo, há um outro macete que os professores usam em relação aos nomes de localidade.
    Assim: “-Estou na , crase há; estou em , crase não há”.
    “Estou em Belo Horizonte; vou a Belo Horizonte”; “estou na Alemanha; vou à Alemanha”.
    Parabéns por nos estimular a amar nossa língua portuguesa.

  8. Sandra

    -

    20/03/2010 às 11:01

    Não sobrou ninguém competente do outro lado?

  9. Gustavo

    -

    19/03/2010 às 23:43

    Tem um macete,que é idiota, mas que os professores usam com os alunos. No caso de nomes de localidades eles usam o seguinte macete:
    “-Volta da, crase há; Volto de, crase pra que?”
    No documento da procuradoria, isso se aplica no termo “São Paulo”. Aplicando-se essa regra simples, ficaria assim:”Volto DE São Paulo”, ou seja, não há crase.
    Isso os alunos aprendem no 1 ano do “ginásio”. E o cara da comunicação da procuradoria não sabe…..

  10. Maschio

    -

    19/03/2010 às 23:43

    Meu Caro Reinaldo
    Genial!, Genial!
    Uma bela aula!
    Pena que esse cidadão não consiga acompanhar uma aula com esse nível de sofisticação.
    Na verdade ele nem tenta, se tentasse teria, como diria Olavo de Carvalho, uma “congestão mental” e fatalmente morreria.
    A cultura é mortal para os petralhas é como a Luz do Sol para os vermes. Eles primeiro se contorcem depois secam e morrem.

  11. Quitéria

    -

    19/03/2010 às 23:40

    Minha solidariedade a você. Além de ensinar sobre lógica, ética e moral, ainda se vê obrigado a ensinar as regras mais elementares de uso da língua portuguesa a quem deveria ter obrigação de conhecer. “Nunca antes nesse país” se viu coisa igual.
    E o pior é que meu pobre salário não chega aos pés daquele que essa criatura recebe.

  12. celeraman+

    -

    19/03/2010 às 23:38

    Há duas coisas realmente imperdíveis, ao menos para mim, neste blog: as aulas de língua portuguesa explícitas e as aulas de lógica elementar [nem tanto] implícitas. Ou vice-versa e como queiram!

    Melhor ainda quando se misturam em vermelhos e azuis.

  13. anônimo

    -

    19/03/2010 às 23:15

    Qual é a surpresa ?

    Reinaldo -

    Num país cujo presidente se gaba de nunca ter lido um livro, como esperar que as pessoas, mormente as ligadas ao governo, tenham apreço pelo uso correto do idioma pátrio?

  14. flávio magalhães

    -

    19/03/2010 às 23:05

    Aaaamooooo!!!! Adoro quando você dá chibatada nesses analfas e usa seus nomes nos exemplos. “Comi um pato à Marcelo” foi o ápice da ironia ou estou vendo orelhas em cabeça de pato? Hahahahaha, me divirto muito com você, Reinaldo.

  15. Cris Azevedo

    -

    19/03/2010 às 22:59

    Ex-petista
    março 19, 2010 às 5:30 pm

    Assisti a esta BARBARIDADE! Diga: o que esperar de um país que tem gente que pensa assim?!

  16. Adriano Franceschini

    -

    19/03/2010 às 22:46

    Reinaldo!

    O que você acha de escrever um livro falando dos erros da Patrulha Petralha de Plantão? Depois de cada erro você faz os comentários e as correções gramaticais. Um livro de coletânea dos erros daqueles que se sentem no direito de lhe sacanear, e a todos nós, com comentários “bondosos” e “bem” escritos. Dê a eles uma chance de contrituir verdadeiramente com a educação. Acredito que será divertido e educativo. O que você acha de lançar o desafio no blog para o título do livro?

    Leio seus comentários TODOS os dias. Penso que aprendo mais sobre política com eles do que com as aulas que tive na faculdade.

    Vida longa e muita saúde!

    Um forte abraço!

  17. Alberto Oliveira

    -

    19/03/2010 às 22:44

    Reinaldo
    Pura perda de tempo, os petralhas não lerão o teu post, pois são analfabetos. Alguém conhece um petralha que saiba ler e escrever?
    ou pelo menos que seja honesto?

  18. LIMA

    -

    19/03/2010 às 22:40

    REINALDO.

    VOCE ARREBENTOU. COMO NÃO TENHO PENA DE PETRALHA, ESTOU VIBRANDO. FERRO NELES.

  19. J.B.CRUZ

    -

    19/03/2010 às 22:39

    REINALDO: Depois desta aula de gramática, essa turma que é abibolada, agora vai endoidar de vêz..Não Temos Govêrno, temos ämigos no poder¨..Lula tem uma virtude que não podemos ignorar.LEALDADE..Aos amigos mesmo estando errados, tudo. Aos adversários, nada…Lembram-se dadefesa enérgica que ele f~ez de ARRUDA dizendo que äs imagens não fala por sí¨, quando até um burro calçado de chuteiras sabia que o governador estava errado? Pois é!!.

  20. evandro condé

    -

    19/03/2010 às 22:22

    Embora não compartilhe de suas idéias, gosto de seu português (a eterna dúvida: com ou sem acento). Mas como tocou no assunto, por favor me esclareça :
    1) Como fica a escolha do artigo e da preposição quando vamos a algum estado ou cidade? Exemplo: Eu vou ao Rio, a São Paulo, ao Ceará, a Pernambuco, etc.
    2) Por que quem nasce no Ceará é Cearense e em Pernambuco (olha aí de novo o no e o em) é pernambucano? Quem nasce em São Paulo é paulista e em Minas é mineiro? e por aí vai.

  21. Cida Fraga

    -

    19/03/2010 às 22:12

    Eu ajudo ele a entender: Aprendi a por crase antes de nome de lugares com um versinho que um professor ensinou:
    ” Se quando venho, venho DA
    na volta craseio o A”
    Portanto o rapaz deve ter vindo DA São Paulo e não DE São Paulo… rss
    Ensina o versinho a ele pois está regrinha nunca me deixou na mão… rss
    A outra básica não precisa - qualquer um que gostede escrever conhece. rss

  22. Pedro Couto

    -

    19/03/2010 às 21:48

    Será que estamos diante de mais um caso sem solução, como os de Celso Daniel e Toninho do PT.

  23. leo l

    -

    19/03/2010 às 21:47

    Rei.
    Esta é do ótimo humorista gaúcho, André Damasceno.
    “Perguntaram ao lulla: - Presidente, por que o Sr. fala “uz cumpanhero, uz trabaiadô”? Resposta: -”é uma maneira singulá que eu tenho de falá uz prurá”.

  24. a-fã

    -

    19/03/2010 às 20:47

    “CERTO JORNALSIMO A FAVOR DE LULA”

    mais um dia de digitação equivocada . me disponho para a revisão . parece que tenho um radar para isso aqui . minha visão já é atraída imediatamente para o erro .

    será má vontade minha ? mas eu não sou petralha . nem nada .

    anarquista , talvez , mas com essa nova mania de dar de cara com erros de digitação justo no blog do RA …

    já é um porre na estrada reta , imagine com essas curvas fechadas …

  25. maria

    -

    19/03/2010 às 20:26

    E o “perante à 2ª Vara Federal”? Não seria “perante a 2ª Vara Federal”?

  26. Frederic

    -

    19/03/2010 às 20:22

    Esses petralhas nem escrever direito conseguem…
    Os erros são tão graves que invalidam tal documento.
    Ponto pro Tio Reina!

  27. PILINCHO

    -

    19/03/2010 às 20:14

    Barbaridade, Reinaldo!

    Essa foi uma sova dada de relho-trançado e de mango, no lombo do vivente. O discípulo inculto do Apedeuta saiu do prumo. Agora, entortou de vez. Só de bengala, daqui para a frente

    Rei, o bagual certamente freqüentou as dependências do Sindicato da Bebel. Só pode ser essa a explicação mais plausível. Lá eles ensinam como não deve ser ensinado nas escolas. Lá eles ministram aulas de terrorismo explícito.

    Que coisa de louco, Rei, o que fizeram com a nossa pátria?

  28. ricardo

    -

    19/03/2010 às 19:41

    e conseguem passar em concurso publico?

  29. Claudio Anti-lulismo e petismo

    -

    19/03/2010 às 19:33

    A crase gera crise existencial e de riso em minha respeitabilíssima pessoa assim que releio o que escrevo. Hahahaha!!!
    Valeu a aula grátis Reinaldox.

  30. J. Carino

    -

    19/03/2010 às 19:22

    Muito bem, Tio Rei! Está ensinando bem. Já pode até se filiar ao SPP - Sindicato Petralha de Professores de São Paulo.

  31. magda

    -

    19/03/2010 às 19:20

    Reinaldo, os erros de crase foram de lascar!
    Em que língua se comunica esse senhor, que exerce a função de chefe da Assessoria de Comunicação da Procuradoria da República em São Paulo?
    Certamente não é na língua portuguesa !!!!!!
    Essas coisas se aprende na escola, pelo menos foi onde me ensinaram, onde estudei e aprendi.
    E a leitura ajuda bastante.
    Que vergonha tantos erros para alguém dessa área.
    A linguagem escrita - que deve ser correta - é a ferramenta de trabalho nessa atividade. Esse senhor já mostrou que não tem habilitação para a função!

  32. Camada von Ozonio

    -

    19/03/2010 às 19:17

    QUEM MATA É ASSASSINO.

  33. Garganta

    -

    19/03/2010 às 19:07

    Caro Reinaldo,

    De fato, o desrespeito à língua é candente…

    Obrigado por escrever diariamente artigos que respeitam a língua portuguesa, Reinaldo. Sou muito grato, acredite.

    Com os melhores cumprimentos,

    Garganta.

  34. Marcelo Machado

    -

    19/03/2010 às 19:05

    Presumo que esse cara seja funcionário público do Ministério Público Federal. Se for, deve ganhar um bom salário para escrevinhar essas porcarias.

  35. pernambucano

    -

    19/03/2010 às 18:57

    Leo 5:45 pm - Sensacional. Brilhante. Você pode ser escalado para substituir o grande REI, cujo texto é magnifico.

  36. IP

    -

    19/03/2010 às 18:52

    Creio que não foi abordado o “perante à 2ª Vara Federal.
    Não poderia haver crase, pois “perante” é uma preposição.

  37. Luiz Nelson Lot

    -

    19/03/2010 às 18:49

    Reinaldo, você é fantástico!

  38. Eduardo/MG

    -

    19/03/2010 às 18:42

    Culpa da Bebel que o alfabetizou!

  39. Lena

    -

    19/03/2010 às 18:28

    Definitivamente você não existe!!

    Tenho notado que PSDB e DEM são seus leitores assíduos!! Que bom:-) Que bom seria se houvesse pelo menos 20 Reinaldos neste país! Acho que não teríamos chegado a este ponto!

  40. HOH-POA

    -

    19/03/2010 às 18:27

    Reinaldo

    Admiro muito a eterna persistência dos que primam pela qualidade na fala/escrita da nossa língua.
    Do jeito que vai, está condenada à zorra total.
    A maioria das pessoas está estuprando (alguns preferem dizer “estrupando”) prá valer a língua. E o pior: pessoas ilustres também o fazem.
    Exemplos (de erros e pessoas)? Teríamos uma lista longa.
    Eu também erro e procuro me corrigir. De tanto ler/ouvir erros, se não nos policiamos, caímos no erro.

    Mas, sinceramente, às vezes dá vontade de mandar tudo às favas.

    Abraço !

  41. Fernando

    -

    19/03/2010 às 18:26

    Rei… você acha que o chefe dele vai ligar pra isso?

  42. DuraLexSedLex

    -

    19/03/2010 às 18:22

    Caríssimo.
    Saudade dos tempos que eu detestava as aulas de gramática da lingua portuguesa. Detestava, mas aprendi algumas coisas…

  43. PoPa

    -

    19/03/2010 às 18:18

    Caro Chefe. Ontem, eu estava escutando a Voz do Brasil (é, sou eu) e ouvi uma gravação do cara, falando mais ou menos assim, sobre a ONU: … FALTA atores nesta negociação. O interessante foi o destaque dado por ele na palavra “falta”, com força, seguida de uma leve pausa. Dramático! E, por isso, coloquei as maiúsculas, não pelo erro de concordância. Não sei se ele fez isto para ressaltar que está pouco se importando com a língua ou se era para… sei lá! O que poderia ser?

  44. Chacon

    -

    19/03/2010 às 18:17

    Quando você disse que o texto continha erros de português, comecei a procurar e até que encontrei, e olha que nao sou exemplo… Quando bati o olho naquele “entretanto tanto”, disse: argghhh.

    Mas eu imagino que Marcelo não esquentou a cabeça com isso não, acredito que ele vá perder o sono se perguntando: “mas por que logo Cuba não leva crase, se a Alemanha leva? Seria coisa do Imperialismo?”

    Boa noite e abraço.

  45. Anônimo

    -

    19/03/2010 às 18:16

    Serra fala pela primeira vez como candidato

    No programa de Luiz Datena “Acontece São Paulo”, que acaba de entrar no ar pela Rede Bandeirantes de Televisão, pela primeira vez o governador José Serra (PSDB), de São Paulo, fala como candidato a presidente da República.

    Datena tratou Serra como candidato - e Serra abandonou as ressalvas e os cuidados habituais e respondeu às perguntas como candidato.

    A certa altura da entrevista, que durou 25 minutos, quando Datena citou Lula, Serra respondeu: “Lula não é candidato. Somos eu e Dilma. O eleitor fará a comparação entre nós dois”.

    Serra admitiu com todas as letras que a estratégia dele de campanha repousará na comparação com Dilma. E citou todos os cargos que ocupou até hoje: deputado, senador, ministro duas vezes, prefeito de São Paulo e finalmente governador.

    Datena perguna a Serra se ele é mais forte do que Dilma.

    - É meio pretencioso me comparar. É coisa que a população vai decidir. A população vai escolher em função de como são os candidatos. Quem é mais capaz de garantir as coisas boas e melhorá-las, e quem é capaz de enfrentrar os problemas. Pesa o passado. O que cada um fez. E o povão vai resolver bem como sempre fez.

    Serra completa hoje 68 anos de idade.

    No programa de Datena no fim da tarde, a entrevista será repetida em rede nacional.

    Atualização das 14h30

    - Enquanto eu estiver no governo eu não vou fazer campanha. A campanha deve ser lançada no começo de abril.

    - A coisa de vice é para muito mais adiante [quando perguntado se Aécio Neves ainda poderia vir a ser o vice dele]. Só vai ser resolvido no fim de maio. Por enquanto, meu meu nome aparece na frente, mas é pesquisa. Pesquisa é uma foto do momento.

    - Eu tenho uma história, o pessoal vai conhecer a história, a história dela [Dilma], das outras, da Marina que é uma pessoa de muitos méritos. E vai julgar.

    - A campanha eleitoral acelera depois da Copa do Mundo. Que é quando a população começa a ficar ligada. É muito cedo para começar antes. E aí você prejudica o trabalho que está fazendo.

    - Não estou demorando [para lançar a campanha]. Tem seis meses depois para fazer campanha eleitoral.

    - Não me assusta [a diferença de cinco pontos percentuais para Dilma, segundo a mais recente pesquisa do Ibope] por que eu estava prevendo pelo grau de exposição dela.

  46. Eduardo Gonçalves

    -

    19/03/2010 às 18:15

    Vamos abrir uma campanha para nomear uma professora de peso para o Sr Marcelo e está em evidência neste momento em SP tentando ,isso tentando enganar alguns gatos pingados de sua competência a frente se um sindicato que se diz a favor da plena educação que todos os cérebros são iguais e não pode haver diferenças salariais para os que tem cérebro e não toma conhecimento de sua existência e por isso devemos nomear a BEBEL como a professora de português do Sr Marcelo e como eles fazem parte do mesmo nível cerebral nada mais justo e por isso nunca mais vote no 13 dá azar e faça como Jose Eduardo Cardoso nem se candidatou porque o partido dele não quer mudanças de caráter e honestidade .

  47. Amapoula

    -

    19/03/2010 às 18:02

    Rei, será que ele vai entender sua explicação? Deve ser demais para ele! Meu professor de português no ginasial nos ensinou um macetinho que nunca mais esqueci: se vou a e volto de, crase não há, mas se vou a e volto da, crase há. Um beijão!

  48. Fernando

    -

    19/03/2010 às 18:02

    Credo, que tunda!
    Fiquei envergonhado por ele.

  49. Telma

    -

    19/03/2010 às 18:01

    Olá

    E vocês acham que algum petralha conseguiu entender o que o grande Reinaldo “desenhou”. Nem assim.
    Eles estão com a indisfarçável cara de ponto de interrogação, pensando(sic): “U qui qui eli quis dizer? Num intindi.”

  50. Denny Doherty

    -

    19/03/2010 às 18:00

    Caro Rei, Uma pessoa só, por mais alerta que esteja, não consegue pegar todos os erros petralhas. Tento colaborar: deixaste passar esta:”perante “à” 2ª Vara Federal.” Ai, ai, ai! Força, Reinaldo! “Haje” saco!

  51. PTralhas em Pânico

    -

    19/03/2010 às 17:59

    Com um MEC desses, dirigido por PTralhas, a educação básica onde a maioria dos professores são pagos para fazer política, e com as faculdades recheadas de comunas… “ESTE É UM PAÍS DE TOLOS”.
    Fernando Pessoa, Olavo Bilac, José de Alencar (o escritor), Camões e tantos outros, devem estar tomando umas lá em cima, confabulando e torcendo, para que o pesadelo que assola “eztepaíz”, termine logo, antes que o estrago seja irreversível.

  52. Leticia

    -

    19/03/2010 às 17:57

    Não que se defenda um uso puro da língua, porque todo mundo tem lá seus pecados.

    Mas o universo de acordãos e notas e requerimentos em juridiquês não é lá muito conhecido por seu apuro gramatical, não? Só do que lembro de ter lido, desenvolvi um carinho especial por “jazido perpétuo”, “monocárpica juíza” (e sua colega “monocromática”), “ministério púbico”, “jurisprudência interativa” (supermoderna!), “o juiz não tem o cordão de”. Tudo isso para, no final, “o réu ser absorvido”.

    E você já pula para o olimpo da crase, Reinaldo?

  53. psbolivar

    -

    19/03/2010 às 17:57

    o fato eh que esse carinha eh figura conhecida no mercado.

    e estao acusando o sujeito de dar um carater politico aos rolos em q sempre se meteu.

  54. Telma

    -

    19/03/2010 às 17:55

    Olá

    E vocês acham que algum petralha sequer entende o que está sendo “desenhado” ? Estão lendo o post do grande Reinaldo e, com a indisfarçavel cara de ponto de interrogação, pensando:
    “O qui qui essi homi tá falano? Num intindi.

  55. Lucaveira

    -

    19/03/2010 às 17:53

    Meu caro Reinaldo, tenha mais carinho pelo rapaz.
    Êle simplesmente está procurando a bela, pois a inculta êle já encontrou.

  56. Garcia

    -

    19/03/2010 às 17:52

    Tadinho, Reinaldo!!! Ele bem tentou aprender, mas os professores estavam atrás do trio elétrico da Bebel….

  57. Newton

    -

    19/03/2010 às 17:47

    Uma cena veio a minha cabeça. Um juiz de gravata borboleta no meio do ringue erguendo a mão de Reinaldo Azevedo, de cara limpa sem vestigios do combate. Enquanto no chão, com o nariz quebrado e evidentes sinais da sova que levou, esta o Sr. Marcelo.

    Ri muito.

  58. Samuel Pavan

    -

    19/03/2010 às 17:45

    Tio Rei pode ser definido com um “Defensor Multifuncional”: defende a democracia, defende a ética, defende a justiça, defende a moral, defende a “Inculta & Bela”… rs

    Se eu fosse o Presidente deste País “Inculto & Belo” criaria o cargo de Defensor Multifuncional-Geral da República, e nomearia Reinaldo Azevedo para ocupá-lo vitaliciamente.

  59. leo

    -

    19/03/2010 às 17:45

    Nota ao Jornalista Reinaldo Azevedo

    Prezado Jornalista.

    Quero dizer ào senhor que voços testos tambem naõ rezistem á um ezame maiz aprofundado da língua portugeza, como podem ser vistos no poste em que o senhor tenta me dezancar.
    Entretanto, tanto açim, exclaresso que depoiz que o noço prezidente subiu ào poder, nós podemos colocar os assentos onde bem entendermos.
    A d maiz, às esplicações dadas foram sufissientes para exclaresser e ensserrar o açunto em questaõ.

  60. PTralhas em Pânico

    -

    19/03/2010 às 17:41

    Amigo Reinaldo, essa pequena amostra do atropelamento da lingua portuguesa, é resultado de que o PT, não escolhe ninguém pela competência e sim para preencher apenas a vaga. Sempre que alguma “autoridade” PTralha, seja federal, estadual ou minicipal, vem a público dar explicação sobre alguma coisa, pode tapar os ouvidos que as barbaridades gramaticais e coloquiais sobre a nossa lingua, são terriveis. Essa in-cultura, é o reflexo de uma idiotice cantada em verso e prosa pelo “professor” (deles) maior, de que para ser presidente, não precisa estudar. O resultado é esse. Todo PTralha, é analfabeto e se expressa errado. Eles se identificam, qd falam, qd escrevem e qd inventam esquemas…

  61. rosana

    -

    19/03/2010 às 17:40

    Reinaldo,

    Morri de rir!
    Esse pessoal deve ficar corado com as suas aulas de gramática.
    Mas tenho uma novidade bem interessante (nem tao nova assim): as aulas de gramatica normativa foram substituidas pela *pedagogia da oralidade* e algumas (nao todas) idéias equivocadas sobre o letramento.Resumindo: Ensina-se cada vez menos gramática.Nossa bela e inculta língua me parece cada vez mais abandonada. Que inveja da França!!!
    abs

  62. Lobinho

    -

    19/03/2010 às 17:39

    Tio,

    A crase é a arapuca mais eficiente para pegar jacus.

  63. Chega de PTralhismo...

    -

    19/03/2010 às 17:38

    Intervenção em Brasília já –por Kennedy Alencar-hoje na FolhadeSão Paulo. 18/03/2010 O PTista roxo pregando a interveção pró PT.

    Os PTralhas não ganharam a eleição em Brasília, mas tão locos pra tomar o poder pela via da intervenção. O povo não vota no PT (como disse o Dep. do Paraná) “ainda bem que essa praga aqui não cresce, esse partido do Diabo.” Em Brasília o PT só chega ao poder por golpe, por ditadura, por imposição. Nuca pelo voto democrático. O Alencar da Folha podia ser candidato dos Ptralhas, assim não ficaria nos enganando todo dia.

  64. Ex-petista

    -

    19/03/2010 às 17:30

    Noutro dia, numa entrevista à televisão, um lingüista (!!!) disse que falar “pobrema”, “poblema”, “menas” etc. é correto, desde que todos os interlocutores do grupo falem o mesmo dialeto. Nunca soube da existência do erradês no Brasil, hehe. A fala do cara me soa assim: “Já que grande parte dos brasileiros fala errado, não vamos consertar o erro. Vamos legitimá-lo.”

    Pra mim, “pobrema” e “poblema” vão ser sempre erros.

  65. João

    -

    19/03/2010 às 17:27

    Impressionante…

  66. Celinha

    -

    19/03/2010 às 17:24

    Reinaldo, vc matou a pau. (Neste caso sem crase porque palavra masculina não leva crase)!
    Tem muito coleguinha necessitando de um cursinho de gramática. Agora, se é pago com nosso suado imposto tem que tomar jeito e fazer valer o rico salarinho. Abraços!


 

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