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16/11/2010

às 19:07

A grande herança de Fernando Haddad na educação é o “Sertanejo Universitário”

Falei abaixo da solidão da meninada que protesta contra o baguncismo do Enem. Há mais a dizer sobre o trabalho dos gigantes que comandam o Ministério da Educação.

A prova, que não foi criada no governo Lula!, foi pensada como um instrumento de avaliação do ensino médio, com o objetivo de orientar políticas públicas que o qualificassem. Isso, como se sabe, não aconteceu. Prova única, transformou-se no vestibular das faculdades federais e de outras que, eventualmente, venham a aderir ao exame. Na prática, o MEC só estatizou o vestibular. Mas com grandes perdas — já volto a esse particular.

Como instrumento de avaliação da qualidade do ensino, o Enem deveria se fazer seguir de políticas públicas de qualificação do ensino médio, o que, é evidente, não está acontecendo — até porque a interferência do governo federal na área é pequena. Mas isso não o impediria de atuar. Se fosse o caso, convocasse um fórum dos estados e iniciasse um processo de a) unificação efetiva dos currículos; b) qualificação dos professores; c) estabelecimento de metas objetivas de melhoria da escola pública. Não se teria resultado da noite para o dia. A continuidade de uma política sustentada nesse tripé surtiria efeitos no médio prazo. Nada disso está em curso.

Fernando Haddad preferiu deixar a sua “grande marca” na Educação — além da criação do “Sertanejo Universitário”, que vem a ser “a estética do ProUni”, como bem define Dona Reinalda: o fim do vestibular. E como ele decidiu pôr um termo a esse atraso? Ora, criando um megavestibular de quase quatro milhões de estudantes, com uma única prova por ano. Mas o fez com um diferencial: se as federais conseguiam aplicar vestibulares com razoável eficiência, o Enem de Haddad é um primor de incompetência.

A única maneira razoável de esse tipo de exame representar a eliminação do vestibular no seu formato tradicional seria a realização de “Enems” cumulativos. Alunos do primeiro , do segundo e do terceiro anos fariam provas com currículos específicos de seus respectivos níveis. Somam-se os pontos ao fim de três anos (e três provas) e se chega ao resultado. O Enem tem de ser cumulativo. Não ignoro que seria preciso realizar três séries de provas por ano e que eles não conseguem fazer nem mesmo uma… O fato de que sejam incompetentes não quer dizer que inexista o certo.

A forma atual não consegue nem mascarar as ditas “injustiças” do antigo modelo — deixo claro que esse papo de “injustiça” em ensino superior é uma conversa asinina, mas vá lá… Tudo está como era dantes, com uma ligeira diferença: não creio que tenha existido vestibular de universidade federal tão ruim quanto tem sido o Enem. Não havia lido ainda as provas. Eu o fiz hoje — no caso, a azul. Por isso demorei um pouco para voltar aqui. É de assustar! As questões se dividem em blocos de nomes modernosos e pomposos:
1 - Ciências Humanas e Suas Tecnologias;
2 - Ciências da Natureza e Suas Tecnologias;
3 - Linguagem e Códigos e Suas Tecnologias;
4 - Matemática e Suas Tecnologias;
5 - Redação

Os itens 1 e 4, que somam 90 das 134 questões, são um primor de proselitismo e de obviedade estúpida, cobrando do aluno não mais do que a capacidade de interpretar textos de quatro ou cinco linhas, desde que ele seja “ideologicamente sadio”. Falarei a respeito da prova com mais cuidado em outro post. As “Ciências da Natureza e Suas Tecnologias” escaparam do furor “companheiro”.  Já havia apontado esta tendência no Enem em anos anteriores. Agora, acabou o disfarce: mais da metade da prova — incluindo a redação — está mais para um teste ideológico do que para um teste de conhecimento. Vocês verão exemplos gritantes.

Assim, ao se converter em megavestibular — e com essas características —, pautando as escolas do país inteiro, que passam a se orientar por ele, o Enem contribui é para confundir as referências das poucas escolas que conseguiam ministrar um conteúdo organizado. Ninguém mais precisa ensinar gramática, literatura, geografia, história, essas bobagens. Basta que o professor dedique seu tempo à formação de idiotas politicamente corretos. Isso resolve mais da metade da prova. Não pensem que “Matemática e Suas Tecnologias” sejam o bom exemplo do Enem. Há questões constrangedoras, como verificar se o aluno sabe quanto é 9,8% de 250 mil…

A herança de Haddad na educação irá muito além do “Sertanejo Universitário”… Em livros escritos antes de ser ministro, esse valente demonstrava sincero interesse em destruir o capitalismo. Vai ver esteja tentando pôr suas idéias na prática.

Por Reinaldo Azevedo

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65 Comentários

  1. Gabriel Birkhann

    -

    08/06/2011 às 20:03

    ENEM=
    É NEM agora NEM nunca

  2. Rapaz das brasílicas highlands

    -

    18/11/2010 às 17:40

    “Sertanejo universitário, sua herança”… kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  3. Rapaz das brasílicas highlands

    -

    18/11/2010 às 17:26

    É, e agora gozo virou “O caralho e suas tecnologias”…

  4. Pedro Couto

    -

    18/11/2010 às 2:37

    A bagunça começou com a inclusão de Cotas disso e daquilo. Dai prá cá só deturpou com o ensino. Tambem vai querer o que? O Professor ganha uma merreca em comparação a outras profissões. Portanto não tem estímulo necessário para desenvolver a sua Profissão. O governo mente que paga bem e o Professor mente que ensina, pois o próprio regulamento exige que não haja repetência! Então vai empurrando com a barriga até o dia que Deus quizer. Fazer o que? Não adianta reclamar!…

  5. Palavras-Chavezzz

    -

    17/11/2010 às 20:53

    Daqui a pouco vão incluir uma tal “entrevista” no vestibularzão das massas criado pelo PT. Essa porcaria que existe aí é criação do PT. Além da redação, vai servir para os “intelectuais” da quadrilha escolherem só os companheiros em potencial e extirparem aqueles que causarem neles a “sensação” de tendência “neoliberal”.
    A propósito, durante as aulas do doutorado em psicologia na UnB, perguntei seguidamente qual o significado de “neoliberal”, repetido à exaustão (afinal, infelizmente, do liberalismo econômico não nos aproximamos ainda, nem antes dos petralhas). Como resposta, olhares emblemáticos, beirando o desprezo, dirigidos a esta aluna provocadora, defensora dos interesses das classes dominantes… Simplesmente esse tal neoliberalismo não passa de um palavrão em esquerdês. Um conceito assim, “subjetivo”, quase “quântico” (sim, pessoas esclarecidas, a corja intelectualóide se vale da física quântica para tentar explicar que a realidade é sempre “simbólica” kkkkk!). Física quântica! É sério, eles pensam nas relações econômicas do átomo pra dentro! Juro quer é verdade, não ouvi só dez vezes, não! Candidatos às universidades federais decorem já as palavras-Chavezzz se quiserem ter chance. E falem sobre física quântica que dá um ar de vanguarda marxista sócio-histórica qualitativamente simbólica na luta contra a globalização neoliberal imbricada no imperialismo dominante das massas excluídas…

  6. TX

    -

    17/11/2010 às 20:10

    Meu filho está se preparando para a escola técnica federal. Veja alguns itens do conteúdo programático de Geografia do vestibulinho daquela escola:

    - as multinacionais e as desigualdades socioeconômicas;

    O que uma coisa tem a ver com a outra? Há multinacionais americanas em todos os países desenvolvidos, inclusive nos países lideres no IDH.

    - a divisão internacional do trabalho;

    Tema que serve apenas para culpar o resto do mundo pelos problemas dos países subdesenvolvidos. Nunca li nada sério sobre isso. É, essencialmente, choro e teoria conspiratória.

    - a reorganização da economia internacionalizada e as politicas neoliberais;

    Por que esses dois temas aparecem juntos? Qual a relação? Sugerir que o neoliberalismo - termo usado apenas de forma pejorativa recentemente - é imposição da “economia internacionalizada”?

  7. ALBERTO SANTO ANDRE

    -

    17/11/2010 às 20:08

    SEGUNDO GUSTAVO ICHOSPE ,O BRASIL DOS 55 PAISES AVALIADOS EM EDUCACAO, OCUPA A POSICAO DE NUMERO 52 ,FICANDO NO MESMO PATAMAR QUE ZIMBABUE NA AFRICA ,UM PAIS QUE VIVE EM GUERRA,

  8. Li

    -

    17/11/2010 às 18:58

    Um primor as questões de História da última prova de vestibular da UFF. Uma delas era sobre …….. bolsa família. Juro. É verdade. Eles perderam a vergonha. A prova do ano passado também foi indecente. Tinha uma foto de Yeda Crusius maltratando os indefesos professores, tinha ilustrações associando o muro construído por Israel ao muro contruído pelos nazistas em Varsóvia, tinha oprimido por todos os lados. Uma verdadeira orgia ideológica. Não sei mais como preparar meus alunos para o vestibular da UFF.

  9. Roberto

    -

    17/11/2010 às 18:16

    Já conheci diversas pessoas com diploma universitário dos mais variados cursos, formados inclusive em universidades federais, que simplesmente não saberiam dizer quanto é 9,8% de 250 mil…

  10. Adriano

    -

    17/11/2010 às 15:11

    Sabe onde começa o desastre? Na universidade mesmo. Freqüentei 3 semanas, no início do ano, do curso de Matemática de uma particular. A quantidade de vigarice que era ministrada ali, nas aulas de pedagogia, para doutrinar os alunos, era uma coisa inimaginável. Ataques gratuitos a FHC e ao “neoliberalismo” eram constantes nos textos das apostilas. Louvores eram dados a Paulo Freire e toda sua vagabundagem filopetista. Ataques gratuitos das professoras destas matérias contra tudo o que dá certo nesta área aqui em SP: dois professores por sala, meritocracia… Depois os formados repetem todas essas asneiras em sala de aula para seus alunos e o círculo se fecha.

  11. João Batista

    -

    17/11/2010 às 14:18

    O Ministro Fernando Haddad disse, em entrevista, que é preciso acabar com o vestibular, tendo em vista a precariedade deste sistema de seleção. Não entendi nada.
    Por acaso o Enem não é um vestibular?
    Se mudar o nome resolve, então vamos chamar vestibular de qualificar, ou manipular, ou superar, ou, quem sabe, bagunçar; pronto, tá resolvido!.

  12. Brandão

    -

    17/11/2010 às 13:52

    ————————————————-
    NOVO ENEM: INSTRUMENTO DE ADESTRAMENTO IDEOLÓGICO
    ————————————————-
    A verdade é que o Enem foi redesenhado no governo Lula para passar a ser um grande e poderoso instrumento de adestramento ideológico. Primeiro, o MEC tratou de desmoralizar os vestibulares tradicionais e descentralizados que vinham sendo utilizados pelas universidades federais. Para isso, o ministério passou a adotar o discurso de que aqueles vestibulares seriam arcaicos, por exigirirem dos estudantes simples decoreba dos conteúdos cobrados. Nada mais falso!!! Via de regra, os vestibulares das federais são bons, e isso decorreu de evoluções contínuas, ocorridas ao longo de décadas de uso desse sistema de seleção.
    Para substituir o modelo do vestibular tradicional e descentralizado, o MEC formulou o novo Enem, com a “novidade” de que o modelo teria por foco não a decoreba, mas a capacidade de raciocínio e a visão crítica do estudante. Pura armadilha ideológica!!! Centralizado no MEC, o novo sistema de seleção serve a pautar todas as escolas de ensino médio do país. Ou seja, para que seus estudantes tenham chances de ser aprovados no novo Enem, as escolas terão inescapavelmente de aderir à ideologia esquerdizante do MEC. E que não se duvide de que tudo pode ser ideologizado. Até a Matemática!!!

  13. Rafael

    -

    17/11/2010 às 13:47

    Eu li a prova e fiquei tão enojado que deixei o local de prova no sábado às 13:10.

  14. Zé Nunes

    -

    17/11/2010 às 13:24

    Um partido/governo que tem como sua base sindicatos dentre os quais um de professores que queima livros já diz tudo. O enem é só o espelho. Disse um poeta “uma nação que queima seus livros um dia queimará o seu povo”.

  15. mac z

    -

    17/11/2010 às 11:48

    NÃO PERCA REINALDO!
    O Núcleo de Estudos sobre Trabalho e Educação da UFMG; a Linha de Pesquisa Política, Trabalho e Formação Humana do Programa de Pós-graduação: Conhecimento e Inclusão Social em Educação da UFMG e o Instituto Caio Prado Jr. Minas Gerais criaram o “Ciclo de Conferências Socialismo e Educação” como estratégia de propiciar um espaço de interlocução da produção acadêmico-científica realizada por diferentes pesquisadores. Neste sentido os objetivos do Ciclo de Conferências serão:

    •Fortalecer as linhas de pesquisa que desenvolvem investigações na interface da problemática Socialismo e Educação.
    •Proporcionar a discussão e reflexão sobre o atual estágio das pesquisas sobre o tema.
    •Promover intercâmbio de experiências e pesquisas na área, possibilitando congregar pesquisadores e estudiosos de diferentes instituições.
    •Propiciar aos participantes um espaço para a problematização e elaboração de novos conhecimentos e campos de análise para suas investigações.
    •Incentivar a produção e socialização de pesquisas e resultados sobre o tema proposto.

    http://www.revistageral.com/ccse/

  16. Mario Alberto Cruz Ribeiro

    -

    17/11/2010 às 10:53

    Grande Reinaldo Azevedo,sou professor ,atualmente aposentado ,no RS,as questões na area de Historia,Geografia,Português,são todas ideologicas,ja fui fiscal de prova,tche e um absurdo,mas que fazer,os caras tão no poder e fazem o que qerem .

  17. Lupini

    -

    17/11/2010 às 10:47

    Reinaldão;

    eu estava aguardando sua manifestação sobre o exame. Apenas para conhecer a realidade e poder falar com conhecimento de causa, inscreví-me e particpei deste exame ENEM (prova amarela).
    O que você diz sobre o baixíssimo nivel exigido, pela ideologia dominante, é real. Como pai, com minha caçula (21 anos neste feriado) formando-se agora, creio ter feito o possível para isolar todos eles desta idiotizia reinante. Como os demais filhos, esta também irá fazer seus cursos de pós no exterior, de preferência em país capitalista que preza o mérito pessoal. Nada de turminha para descobrir o sentido da vida, para fazer um mundo novo.
    Parabéns pela análise.
    Tristeza pelo futuro desta juventude.

  18. mac z

    -

    17/11/2010 às 10:36

    O que mais assusta é saber o perfil dos médicos e engenheiros de 2025. Aliás, a engenharia brasileira está à beira da irrelevância: como a maioria tem dificuldades enormes em matemática, o campo fica entregue a quem quiser.

  19. mac z

    -

    17/11/2010 às 10:32

    Só vou discordar da sua crítica à questão de calcular quanto é 9,8% de 250 mil: pelo menos uns 70% dos “estudantes” chegam à universidade sem saber o que isso significa.

  20. JOÃO EUDES

    -

    17/11/2010 às 10:12

    Caro Reinaldo, esse monumental ministro, queria destruir o capitalismo começando pela educação? Olha que ele consegue.

  21. HERANÇA MALDITA

    -

    17/11/2010 às 9:51

    Entendo,muito bem, o que diz Ana Paula Catarino(20:34).As escolas públicas fornecem todo o material escolar aos alunos.Certo! Ai dos governantes, se demoram na entrega! A imprensa abutre, vigilante, indignada não perdoa a “imcompetência da oposição inimiga dos pobres”. Porem, nada se fala sobre o não uso da maior parte dos recursos que desperdiçados pois cadernos, mochilas,lápis,canetas genéricos,feios para os padrões estético-consumistas da atualidade não condiz com as exigências dos alunos.O que acho mais grave, é que os alunos não usam os uniformes. Quem quizer comprovar vá para a porta de uma escola como por exemplo a Padre Machado aqui na Vila Mariana.Eu mesma já comprovei conversando com os alunos.O vestuário(bermuda,camiseta amassada que com certeza serve de pijama tambem)é literalmente sujo, rôto,compondo com uma chinela rasteirinha havaiana para os pezinhos encardidos. Todos recebem uniformes, mas, não há nada que demonstre um esforço da escola boazinha em passar valores de respeito aos recursos públicos, disciplina/higiene aos futuros cidadãos “conscientes” que herdarão o novo mundo maravilhoso dos construtores das falsas utopias aos quais, nem foi ensinado não jogar lixo no chão.É por isto que eles têm como esporte favorito quebrarem as escolas. Penso: deve ter uma lógica nisto.Os alunos não podem ser contrariados pois a escola seria chata e afugentaria os alunos.É melhor deixa-los à vontade e não ter estatísticas de escolaridade minguadas com a evasão escolar.Já trabalhei em local em que se usava lápis, canetas, cadernos de escola pública levados pelos pais dos alunos.Melhor que jogar no lixo.Respeitar os limites do aluno para eles é justamente não mostrar os limites.

  22. Paulo Silva

    -

    17/11/2010 às 9:07

    BOM REINALDO, SEM FALAR QUE, PARA NÃO DAR A RESPOSTA ERRADA, ERA RESPONDER O QUE ELES QUERIAM POR “CERTA”. COMO OS DIREITOS “U-MANOS” DOS MANOS.É PRA ACABAR!!!

  23. wesley stahl

    -

    17/11/2010 às 9:01

    Não foi só na educação foi tb na saude acho que nos ultimos 12 anos foi os piores ministros nessa area só fizeram lambança.

  24. ney

    -

    17/11/2010 às 8:13

    O ENEM demonstra o quanto este país tem que correr, como o diabo corre da cruz, desta onda estatizante do petismo. A incompetência, irresponsabilidade e corrupção aflorada na gestão destas provas, como o viés ideológico nojento em parte das questões, deixam claro que não contribui em nada para a necessidade prioritária de uma educação de qualidade, que o Brasil precisa imprimir de imediato, se quiser almejar algum futuro de prosperidade.

  25. Marcus Meyer

    -

    17/11/2010 às 8:11

    Este Haddad é apenas uma das facetas mais patéticas deste governo. Chega a dar pena a sua falta de qualidade no raciocínio. É só um boçal no lugar errado, na hora errada!

  26. luciano

    -

    17/11/2010 às 6:37

    É impressionante, eles estão conseguindo corroer também a qualidade das nossas excelentes universidades federais. Ao aplicar provas da qualidade do ensino médio público incentivam o ingresso de estudantes mau qualificados que por sua vez deterioram o nível do ensino superior. Estudei em universidade federal e mesmo dentro da universidade esse tipo de diferença de qualidade já existe, imaginem quando um montante de estudantes de cotas e de escolas públicas aumentar. Por exemplo, uma mesma matéria oferecida a dois cursos de engenharia é muito mais puxada quando dada ao curso aonde o vestibular ou concorrência é maior, ou seja, aonde os alunos tiveram que estudar mais para entrar. Não é preconceito, é constatação. Os professores são obrigados a baixar o nível para que não haja um contingente alto de reprovação. Sou contra cotas e a esse novo Enem, sou sim a favor na melhora fundamental do ensino básico e médio, para que daqui a 10 anos ou mais, se necessário, tenhamos cabeças pensantes de todas as classes sociais. O que vejo infelizmente é uma manobra para se manter o controle das massas gratificando apenas àqueles que tem afinidade com o partido. O futuro do Brasil nunca sairá da venda de commodities agrárias para a indústria, ficaremos presos nesse mar de ignorância se alguém não ajeitar o nosso rumo.

  27. Pedro

    -

    17/11/2010 às 4:17

    Olá, Reinaldo
    Estou no 3º Ano em um dos melhores colégios do Rio de Janeiro(http://www.deaaz.com.br/). Durante todo o ano, tivemos aula com um professor de redação que, sinceramente, duvido que exista alguém melhor, o Prof. Bruno Rabin(google it). Ele nos ensinou a estruturação de um texto dissertativo-argumentativo, deu aulas de Eixos Temáticos(onde se discutia diversas visões sobre certo assunto, como por exemplo, “Ciência e Tecnologia”, “Juventude”, “Violência e Barbárie”, “Imagens do Brasil e do Brasileiro”…), além de aulas preparativas para certo estilo de banca - UFRJ valorizando marcas de autoria, PUC priorizando o pensamento organizado, etc - .
    Enfim, nas aulas preparativas para o ENEM, ficou muito clara a ideia de uma redação-fórmula, ou seja, algo que basicamente impede um pensamento original do candidato. É fundamental uma letra ótima e foi sempre enfatizado que o principal é o seu texto “parecer bom” mais do que seja, de fato. Chega-se ao extremo de negar todas as outras aulas de redação anteriores para treinarmos um texto não-original, politicamente correto, didático, vocabulário simples, em suma: A fórmula para uma boa nota na redação do ENEM é um texto aparentemente bom!
    A redação do ENEM é simplista e tosca. Meu professor, aliás, fez o enem de 2008 sem compromisso e tirou 9, pois perdeu 1 ponto no quesito “Direitos Humanos” por ter defendido - testando a banca - uma proposta de defesa do meio ambiente através da internacionalização da Amazônia! Por mais polêmica que possa parecer a ideia, é ainda mais absurdo um EXAME FEDERAL reprimir um candidato simplesmente por sua proposta não ser, digamos, patriota…
    Neste ano fiz esse ENEM atrapalhado, não sofri grandes problemas com a prova, mas na redação eu me decepcionei: Estava me coçando para defender uma ideia de “humanização” do trabalho(Bônus, qualificações, possibilidades de ascensão na empresa) que não ferisse rigorosamente a lógica de mercado capitalista. Entretanto, fiquei com medo do (in)corretor “não estar de bom humor”, e preferi não ousar: produzi um texto marxista, politicamente corretíssimo, e - é claro - com vocabulário simples e letra boa(o escaneamento em massa das redações prejudica a qualidade do que está escrito)… E o pior, tenho a certeza de que embora tenha feito uma redação “feijão-com-arroz” que, conlcui-se logicamente que é um 9-10 em potencial no ENEM, ainda posso dar o azar da minha redação cair nas mãos de uma pessoa antiética, de má vontade, que nem ao menos leia o meu texto. Sim, isso é verdade, e chocante.
    Um tema que poderia ser interessante(discutir a relação entre trabalho e dignidade humana) se torna um simples trilho para uma redação pouco original e desinteressante. Felizmente(será?), eu cumpri tais requisitos: interpretei um estereótipo de professor de “História” e segui em frente em meu artigo, digno de editorial de revista chapa-branca. (Aliás, talvez você se interesse em ler alguns críticas no blog do meu professor, que colocarei o link no próximo comentário.)

  28. Pedro

    -

    17/11/2010 às 3:45

    Olá, Reinaldo
    Estou no 3º Ano em um dos melhores colégios do Rio de Janeiro(http://www.deaaz.com.br/). Durante todo o ano, tivemos aula com um professor de redação que, sinceramente, duvido que exista alguém melhor, o Prof. Bruno Rabin(google it). Ele nos ensinou a estruturação de um texto dissertativo-argumentativo, deu aulas de Eixos Temáticos(onde se discutia diversas visões sobre certo assunto, como por exemplo, “Ciência e Tecnologia”, “Juventude”, “Violência e Barbárie”, “Imagens do Brasil e do Brasileiro”…), além de aulas preparativas para certo estilo de banca - UFRJ valorizando marcas de autoria, PUC priorizando o pensamento organizado, etc - .
    Enfim, nas aulas preparativas para o ENEM, ficou muito clara a ideia de uma redação-fórmula, ou seja, algo que basicamente impede um pensamento independente do candidato. É necessária uma letra boa e, foi sempre enfatizado que o principal é o seu texto “parecer bom” mais do que seja, de fato. Chega-se ao extremo de negar todas as outras aulas de redação anteriores para treinarmos um texto não-original, politicamente correto, didático, vocabulário simples, em suma: A fórmula para uma boa nota na redação do ENEM é um texto “bonitinho”!
    Como pode uma instituição que se diz contra as “injustiças” do vestibular tradicional

  29. Marcos/Recife

    -

    17/11/2010 às 1:39

    Reinaldo,

    Sugiro Tiririca ou Seu Creison-son-son-son para Sinistro da Educação!

    Acho que fica no mesmo nível interjegrural do FerroNoEnenando HaDADEDIDODU!

    Caso não! Pode ficar com a PresídioDentessss Dilmáapior! Pelo menos nós saberemos que a Deseducação Brasileira continuará indo para mesma fossa!

  30. PaunoSalimMaluko

    -

    17/11/2010 às 1:28

    haddad propos a grande solução: ele pretende dobrar os erros, dobrar as despesas, dobrar a confusão e mostrar que tem o dobro da incompetencia, é incapaz de fazer uma coisa certo e quer fazer duas, ideológicamente já estão plantando a idéia de dois presidentes, uma que foi eleita e o outro que não quer sair ele realmente é o dobro do que existe de pior e isso sendo um só.

  31. Brava gente!!!

    -

    17/11/2010 às 0:52

    Nem mesmo o movimento Escola Sem Partido conseguiu evitar isso.
    Ensinar, hoje, é um perigo. Em sala de aula, somos patrulhados pelos próprios alunos (ou por seus pais, dependendo do nível em que atuamos) e por colegas incapazes de utilizar minimamente o raciocínio lógico.
    A possibilidade de perder o emprego é o de menos. Preocupa-me, mais, a perda da democracia.
    O ENEM, como tudo em que o PT mete a mão, foi totalmente desvirtuado em seu propósito. E as falcatruas em torno do exame são um absurdo: no ano passado, além do vazamento das provas, muitos alunos foram escaladas para fazerem as provas em locais até 300 km distantes de suas residências. Não sei quem ganha com isso, mas sei que não somos nós que, ao contrário, como contribuintes estamos pagando pela lambança.
    Entretanto, é fato, o ENEM está aí. Os alunos que foram prejudicados sofreram, sim, danos morais, posto que muitos deles dependem desses resultados para ingressar no ensino superior, por mais mequetrefe que a prova do ENEM seja como pretenso substituto dos vestibulares.
    Essa conversa de que o ENEM promove a diminuição das desigualdades sociais é pura balela. O que assistimos é a educação piorar a cada dia, numa perda galopante de qualidade.
    Nada mais democrático do que a ignorância.

  32. igor

    -

    17/11/2010 às 0:44

    Caro Reinaldo,

    Imagine a base cognitiva para entrar no curso de Medicina. Imagine o tipo de seleção para que essa base seja avaliada. Agora pense - caso o ENEM continue essa vergonha - como será a qualidade dos futuros profissionais. Se antes com os cursinhos o aluno era “forçado” a possuir mais conhecimento, hoje o aluno que sabe que um leão não come alface passa nessa prova. Que ÓTIMO MÉDICO ELE SERÁ! Lamentável, desde o 1 dia em que o ENEM foi imposto.

  33. fervoroso

    -

    17/11/2010 às 0:34

    É minha gente, eu sempre pensei que talvez o Brasil iria andar mas, honestamente, acho que este pais não tem mais nenhum futuro.Enquanto no Japão eles tiraram amostras de um asteroide , nos EUA eles estão planejando um elevador espacial,para levar cargas economicamente ao espaço, planejando uma futura viagem à Marte, criaram uma universidade exclusivamente dedicada a nanotecnologia, que custou 6 bilhoes de dolares,nos temos o cara , a coroa e um ministro da educação…e um povo; coitado, é realmente desalentador. Imaginem se eles realmente conseguirem implantar o sistema socialista no brasil se estamos 200 anos atras deles iremos ficar como?

  34. maria

    -

    16/11/2010 às 23:53

    Tem que abrir a caixa preta das comissões de avaliação do Mec.Qual a razão dessa profusão de faculdades de fachada, Verdadeiras arapucas que recebem cotas do prouni. Sem falar das humilhações que Universidades sérias passam na mão desses doutores vermelhos. Tratam os colegas Doutores que trabalham nas Universidades particulares como sub-categoria. O pecado é não ser docente de uma Federal. Quero ver quem tem coragem de mexer nesse vespeiro.

  35. abelardo

    -

    16/11/2010 às 23:45

    Li referência a adaptação de currículo de escolas privadas para prepararem seus alunos visando melhores resultados no enem. Lavagem cerebral em curso.

  36. Theófanes Oliveira

    -

    16/11/2010 às 23:16

    A UnB realiza o PAS há mais de quinze anos, se não me engano, com avbsoluto sucesso: o programa realiza provas no 1º, 2º e 3º anos do ensino médio. A soma dos pontos obtidos levam os melhores direto para a UnB. Já que queria transformar o Enem num ‘vestibulazão’, por que não utilizou a expertise da UnB? E olha que se trata de uma universidade pública, não causaria nenhuma ‘vergonha’ aos sábios de Haddad…

  37. Emmanuel

    -

    16/11/2010 às 22:50

    Embora a prova de ciências naturais tenha sido menos eivada de ideologia o nível foi muito baixo, muito elementar(como em todas as outras provas,por sinal)

  38. Nilber

    -

    16/11/2010 às 22:08

    Caro Reinaldo
    Ha muito tempo venho acompanhando as provas desse Enem. Sempre teve esse vies ideologico que vc observou agora. Olhe os testes anteriores e vc vai poder verificar as questoes com ideais de esquerda. Por isso mesmo, apesar de achar que as melhores escolas sao as federais, nao vou deixar minhas filhas fazerem esse teste. Elas vao fazer para as universidades catolicas e outras que mantem o vestibular proprio delas.

  39. Willian

    -

    16/11/2010 às 21:50

    Muitos dos que defendem a ideia do atual governo de criar novas universidades sem estrutura e um “vestibular” inusitado argumentam que esta é a melhor forma de democratizar o ensino, em busca da igualdade social. Não importa se as novas “Federais” são uma porcaria ou não. O que importa é ter universidade em todo lugar.

    Acredito que a ampliação de vagas modifica a pirâmide social, como tem acontecido em SP - onde o número de vagas em ETECs e FATECs mudou a vida de muitos jovens. Mas não se pode dimiuir a qualidade dos cursos superiores para ajudar as pessoas a conseguir diploma. Pelo contrário. Deve-se investir na qualidade do ensino fundamental a fim de preparar melhores cabeças para o ensino médio.

  40. João Fernando

    -

    16/11/2010 às 21:39

    Não sei porquê precisa de todo esse interesse do Haddad para destruir o capitalismo.
    É só esperar.
    Tudo o que é ruim se destrói sozinho.
    Basta ver o Comunismo.
    Não precisou ninguém ter tido interesse em destruí-lo.
    Ele se autodestruiu.
    Ainda tem uns saudosistas de plantão tentando reinventá-lo.
    Como é uma coisa ruim é uma missão quase impossível.
    Se o capitalismo for tão ruim assim como esses saudosistas do comunismo pensam, basta esperar que um dia ele se autodestruirá e aí eles ficarão felizes para sempre, mesmo que não tenham conseguido reerguer o comunismo.

  41. andre carvalho

    -

    16/11/2010 às 21:23

    Já fiz o enem na forma idealizada na gestão FHC e na atual CONgestão…esse ano quando comecei a fazer a prova,me senti um imbecil,não testando minha capacidade de raciocínio,mais a capacidade de me tornar um de “cumpanheiro amestrado”…

  42. graça

    -

    16/11/2010 às 21:16

    Reinaldo, se vc tiver tempo dê uma olhadinha nas questoes de historia, sao as vermelhas, da prova da uff.Feita no domingo dia 14. Na maioria falava-se de politica. Mas existem respostas em que duas delas estariam corretas. Meu filho precisava de 33 pontos para ir para a proxima fase e conseguiu fazer 46, mas zerou historia e está fora. Estou muito chateada e desiludida inclusive com o ENEM que nao confio.Espero que me responda, obrigada.

  43. Willian

    -

    16/11/2010 às 21:10

    Reinaldo,
    Por mais ridículas que sejam as perguntas de História e Geografia do ENEM, acredite, muita gente não consegue responde-las.
    No primeiro dia, O INEP elabora uma prova gigantesca e cansativa - como se isso medisse a capacidade do aluno. No segundo dia, além das 90 questões ainda tem a redação. Se a pessoa dedica um tempo razoável para elaborar uma redação com pé e cabeça, o tempo voa e não dá mais para responder as ridículas questões de Matemática.
    Resultado: várias questões fáceis deixam de ser respondidas se o aluno quiser fazer uma boa redação.

  44. ARGH!... e essa gente capaz de tudo

    -

    16/11/2010 às 21:01

    Fico imaginando como serão os conteudos dos testes dos alunos daquelas faculdades criadas só para alunos do campo (sem terra e outros). Pura ideologia esquerdopata ou esquerdopatia ideológica. Nossa!

  45. Paulo Tadeu

    -

    16/11/2010 às 20:58

    Ministro Fernando Haddad, até o Tiririca sabe que não é “CABEÇÁRIO”.
    Ou será que o senhor estava pensando no deleite que haverá na exposição da coleção de cabeças cortadas e expostas ao público quando o stalinismo estiver implantado no Brasil?

  46. Blumenau

    -

    16/11/2010 às 20:55

    Rei.
    Eh…vida de gado.Povo marcado.Povo infeliz.
    E muitas siglas,nomes fúteis,tudo pra manter o gado ocupado.Triste futuro nas escolas do faz de conta.
    E o povo culto?os concientes,não dá pra fazer nada?
    E o Brasil vai se desmontar feito uma abóbora podre,em breve.

  47. claudio martins

    -

    16/11/2010 às 20:55

    modestamente , acho essa minha ideia excelente : eliminar a gráfica do processo . assim como nas eleições já existe a urna eletrônica - ‘virtual’ seria mais adequado - em cada seção , no enem e similares haveria a gráfica virtual : uma impressora local . o aluno ou encarregado digita o código e imprime a prova na hora .
    resolveria de uma vez por todas o problema do sigilo além de impedir adulteração , roubo , erros de impressão , etc . o programa poderia gerar diferentes arquivos ao reorganizar a ordem das questões na hora da impressão . isso impediria a cola .
    é moderno . é uma ideia . abrs

  48. P R I

    -

    16/11/2010 às 20:43

    Por isso infelizmente levará mesmo várias décadas pra se conseguir criar uma geração de novos professores que possa ensinar os alunos sem enfiar essas idéias esquerdopatas na cabeça deles. Pobres coitados esses jovens brasileiros, se acham tão inteligentes por serem modernosos votando na esquerda… Tão manipulados por professores que aprenderam a repetir as idiotices da Marilena Chaui e da cumpanheirada. Senhor tende piedade de nós!

  49. Ana Paula Catarino

    -

    16/11/2010 às 20:34

    A situação caótica começa já dentro das salas de aula. Fiz, há alguns anos, o magistério e posso dizer que o curso tinha de tudo, menos bom senso. Pelo que ouço, as faculdades de pedagogia seguem o mesmo caminho. Tinhamos que dar carinho ao aluno, suprir suas necessidades emocionais, formar cidadãos conscientes, falávamos o tempo todo em respeitar o limite do aluno e erámos proibidos de corrigir , para não inibir sua forma de expressão. Pergunta: Como um analfabeto funcional pode ser um cidadão consciente? Como um aluno que não consegue entender um texto de 4 linhas poder ser um cidadão crítico? Eu ouvia essas bobagens em meados de 1990. Imagine então o que ouvem os alunos hoje em dia, com esses fanáticos no poder? Tabuada??? O que é isso?

  50. Roberto

    -

    16/11/2010 às 20:31

    Reinaldo,
    Incompetência pura e simples desse senhor que se diz Ministro.
    Quanto à prova…é de uma idiotice geral…QUANDO SERÁ QUE O GOVERNO VAI TOMAR VERGONHA NA CARA E DEIXAR QUE O ENSINO SEJA REALMENTE A NOSSA ALAVANCA PARA O FUTURO?
    Estamos perdendo o bonde da história nessa área…depois não vamos reclamar dos coreanos, indianos, chineses,etc. tomando nossos empregos por pura falta de competências de nossa população.
    FORA HADAD!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  51. Zé Costa

    -

    16/11/2010 às 20:28

    Reinaldo, sou professor de história aqui em Brasília. Acredite, Reinaldo, sofro e muitas vezes fracasso na minha luta para ensinar história ao alunos e não fazer proselitismo socialista. Meu coordenador é um petista enrustido, os colegas da disciplina e das áreas afins, Filosofia e Sociologia, são militantes empedernidos. Difícil, mas continuo na luta pelo amor à verdade.

    Desculpe o desabafo, mas nessa campanha eleitoral, fui advertido de forma subterrânea porque, segundo me acusaram, falava mal do governo Lula em sala de aula. Qual o meu crime? Mostrar com números que as privatizações modernizaram o país. Que o Bolsa Família, como política de transferência de renda nasceu no governo FHC; que o PT foi contra a todas as medidas que fortaleceram a nossa economia, a começar pelo plano real. Falando isso em sala, no contexto da Nova República, fui acusado de fazer campanha política em sala e advertido por isso, pode?

    Eles, quando satanizam as privatizações, inflam os números do governo Lula, dão aula e eu, porque contesto, doutrino. Às vezes cansa.

  52. Perseus

    -

    16/11/2010 às 20:20

    Esta palavra “tecnologia”, que aparece a toda hora, deve referir-se a com quantos paus se faz uma canoa.
    Que um belo dia - ESTE DIA VIRÁ - os vagabundos do PT haverão de aprender.

  53. Perseus

    -

    16/11/2010 às 20:10

    Que coisa bárbara o que estão fazendo com o ensino no Brasil. Não podemos esquecer-nos de que os nazistas também mexeram EM TUDO à medida que se espalhavam: na geografia, história, organização política, titulações profissionais (criando cargos os mais exdrúxulos), medicina, psicologia, literatura, artes plásticas… bastardizavam tudo onde punham a mão. As mais novas gerações ignoram isto. A ideologia petista está fazendo uma réplica do nazi-socialismo, uma coisa “made in Brazil”. Uma coisa estranha.
    Uma infecção generalizada.

  54. Mariazinha

    -

    16/11/2010 às 20:04

    É verdade que querem incluir no currículo do ensino médio esperanto e cultura cigana? Nossos jovens estão condenados, que pena.

  55. hdrummond

    -

    16/11/2010 às 20:02

    É, quem pôs o nomes dos blocos é maravilhado com a palavra Tecnologia, ne?

  56. elias

    -

    16/11/2010 às 19:59

    É uma tentativa de alienar a massa , convocamos impeachment para tirar essa corja. E as forças armadas, onde fica nessa palhaçada. Impeachment já!

  57. Valeska Garcia

    -

    16/11/2010 às 19:56

    Meu Deus! Elles conseguem acabar com tudo mesmo! FHC jamais imaginava quando criou o ENEM que esculhambariam também com ele, eu suponho! Será possível que este país dorme mesmo em berço esplêndido e em sono profundo que NÃO CONSEGUE ACORDAR?!

  58. Marcos F

    -

    16/11/2010 às 19:45

    Em 66 fiz 3 vestibulares para Economia. Todos muito sérios e dedicados. Por isso, estudávamos tanto - que bom!
    Quem me garante a seriedade neste exame nitidamente partidário? Ecológica e Politicamente correto?
    O Enem virou um RH uspiano. Só passa com cabeça feita.

  59. Anônimo

    -

    16/11/2010 às 19:44

    As universidades e os professores, em sua grande maioria, aplaudem esses desmandos e com evidente interesse na causa, já que dar aula para um bando de energúmenos é mais fácil do que roubar pirulito de criancinha. Como essa gente só se interessa pelos contra-cheques, aplaudem qualquer situação que não exija superação de limites.

  60. Anônimo

    -

    16/11/2010 às 19:41

    Fazer testes ideológicos era praticado na pior época da ditadura militar. Lutamos para exterminar o regime déspota e agora voltamos à mesma situação que nos levou à luta contra aquele sistema. Agora, o PT nos faz o desfavor de nos devolver uma das coisas mais hediondas por gerar atraso em todos os setores da nossa sociedade. Não é atoa que o Olavo de Carvalho faz questão de mencionar sempre o baixíssimo nível dos nossos estudantes em comparação com os estrangeiros. A continuar assim e sem reação da sociedade, acabaremos todos comendo capim.

  61. gaúcha indignada

    -

    16/11/2010 às 19:34

    A “HERANÇA MALDITA” que este Ministro da Educação e todos os seus “cumpanheiros” vão deixar para os estudantes brasileiros é a LAVAGEM CELEBRAL!!! Quando nos livraremos desta GENTALHA e suas DITADURAS!!!

  62. CW

    -

    16/11/2010 às 19:34

    Reinaldo, sou professor de ensino médio e pré vestibular. O que mais me preocupa é o que sendo menos comentado. O Enem hoje não passa de catequização ideológica, que chega deturpar a história. Estão formando adolescente para 1917!Eles não usam nem mensagens subliminares, é escancarado mesmo. E tem coisa pior vindo, está tramitando no congresso uma lei que obriga o ensino, pasme, de ESPERANTO! A língua mais falada na Esperantolândia! Pior do está VAI ficar!!

  63. Vera

    -

    16/11/2010 às 19:31

    Sr. Reinaldo, eu gostaria de ver uma análise detalhada como esta das provas do Colégio Militar, do IME e do ITA. No Colégio Militar eu estudei, e tinhamos sim de fazer a conta de 9,8 de 250mil, se a prova pedisse, e tinha mais, SEM USO DA MÁQUINA. E nunca foi constrangimento nenhum. Por que é hoje?

  64. Anônimo

    -

    16/11/2010 às 19:27

    fernando haddad, o homem do “cabeçário”, é só mais um petralha semi-analfabeto (redundância) com uma caneta na mão e muitas idéias erradas na cabeça.

  65. CLAUDIO/NITERÓI

    -

    16/11/2010 às 19:26

    Resolver esses problemas com a organização do ENEM não vai ser difícil, é uma questão gerencial. Arrumar alguém melhor do que o que está aí, “eles” vão conseguir. O grande problema será acabar com a “ideologização” do ensino, que vem acontecendo há décadas. Já temos uma geração de juízes, promotores e professores, entre outros, com esta formação, mesmo não tendo sido esta a política educacional oficial. Imagine agora, o que nos espera?


 

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