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10/01/2012

às 17:54

A droga da imprensa. Ou: Por que eu tenho de pagar pelo tratamento de quem decidiu consumir droga sem me consultar?

Não é raro que alguns leitores tentem jogar Milton Friedman contra mim. Um dos ícones do liberalismo se dizia favorável à descriminação de todas as drogas. Para ele, trata-se de uma questão individual. Consome quem quer, e o Estado não tem o direito de se meter. Acho que sou um liberal — um liberal-conservador em muitos aspectos — , e não me sinto obrigado a concordar com ele ou com qualquer outro. Costumo dizer que nenhum estado é tão autoritário a ponto de proibir o suicídio. Se a droga fosse apenas matéria de foro íntimo, não seria eu a recomendar que se proibisse, então, essa forma particular de… suicídio — uma questão que considero grave, mas que diz respeito a outro campo da experiência, que não o legal; evito-o agora para não abrir outra vereda no texto. Acho a opinião de Friedman — emitida num tempo pré-crack, diga-se — simplista porque desconsidera que o consumo de determinadas substâncias traz consigo um conjunto de valores, de práticas e de “saberes” (ainda que maléficos) que tem óbvias implicações sociais. Consumir ou não consumir droga, sem dúvida, nasce de uma decisão pessoal. Mas há implicações que são coletivas.

De toda sorte, as considerações daquele notável economista liberal servem de instrução ao pensamento e ajudam a orientar as nossas escolhas. Todos acompanhamos a simpatia mais do que indiscreta da imprensa brasileira, com raras exceções, pelas marchas da maconha. Ora, se eu não fosse aquele que diz tudo sem receio de aborrecer, não escreveria o que vou escrever agora. Mas não me importa que alguns tantos fiquem chateados. A simpatia da imprensa pelas tais marchas deriva do fato de que os jornalistas não formam exatamente o grupo profissional mais avesso ao consumo, digamos, recreativo de algumas substâncias proibidas. Os jornalistas, como os artistas, integram as categorias do, como chamarei?, laxismo em matéria de costumes. Mais do que pelo laxismo, têm certa atração pela transgressão. Não é por acaso que as matérias contra o tabaco se multipliquem na imprensa (e está correto; a substância é realmente nociva, diz este fumante), na mesma proporção em que crescem os textos que fazem proselitismo em favor da descriminação de outras drogas. Sigamos.

Aos laxistas e liberais, juntam-se aqueles — e é aí que entra, por exemplo, FHC, abraçado a um estupendo equívoco — que consideram que as drogas devam ser descriminadas porque a repressão teria se mostrado ineficiente e contraproducente. Trata-se de um raciocínio torto, que nasce de uma lógica manca: “Se a repressão não é eficiente, por que não testar os efeitos da completa liberação?”, como se o conhecimento que temos do inferno da proibição nos desse a experiência prévia do inferno da liberação — e não nos dá! Ora, as cracolândias no Brasil ou as áreas de Amsterdã em que o consumo de drogas é liberado fornecem pistas de como seria um mundo em que essas substâncias circulassem livremente. Insisto neste aspecto: o crack testa — e reprova — as opiniões dos liberais como Friedman, dos laxistas e dos que se querem, como FHC nesse caso, apenas pragmáticos.

Essas correntes todas se juntam contra o Estado quando este decide fazer aquilo que lhe compete fazer: aplicar a lei. Por qualquer ângulo que se queira, mesmo com uma legislação “drogofílica” como a nossa (ainda falarei a respeito em outro post), a existência de cracolândias é inaceitável. E é em momentos assim que a confusão de valores e de referências e que a ausência de um princípio organizador do pensamento se revelam de maneira dramática. Acompanhem o que segue. Vamos ver se há falhas lógicas no que escrevo.

Ora, se, vá lá, liberais e laxistas acreditam que a droga é uma questão de foro íntimo; se é verdade que ela diz respeito a escolhas individuais; se é verdade que o estado não tem o direito de se meter nas opções feitas pelos indivíduos, então é preciso sustentar o que deriva de todas essas premissas: esse mesmo estado e essa mesma sociedade não têm obrigação nenhuma de arcar com o custo da escolha, certo? Se os indivíduos que vão fumar um baseado, cheirar uma carreira ou acender um cachimbo não nos devem satisfações, por que nós lhes deveríamos, então, o tratamento quando mergulham na abjeção? É sensato que, na hora de consumir a substância, o sujeito evoque, sei lá, o que considera seus direitos fundamentais, mas se apresente como um caso clínico quando o seu prazer se transforma na sua desgraça? Se o consumo, no fim das contas, é só uma questão de moral privada, que não venham, então, defender que é um imperativo ético do estado, de toda a sociedade, tratar o viciado. ORA, ELE NÃO É, ENTÃO, UM DOENTE, MAS APENAS UM HOMEM LIVRE. E um fundamento da liberdade individual é arcar com o custo das escolhas, em vez de transferi-los para os ombros de terceiros. Mais: ele consuma, então, o que quiser, mas sem sitiar áreas públicas. Se o fizer, polícia!  Alguma falha no que escrevo aqui?

No parágrafo anterior, não respondi ao que chamei “os pragmáticos”. A falha de seu raciocínio não é menor. Em vez da repressão, dizem eles, é preciso fazer um trabalho de prevenção, descriminando o consumo e dispensando tratamento aos viciados. Seria exato se os viciados constituíssem uma categoria natural ou fossem uma decorrência da árvore da vida, como os infantes e os velhos, que merecem proteção especial. Mas os viciados, eu também acho, fizeram uma escolha primitiva: consumir a substância. Se os serviços públicos de saúde já são hoje um desastre — e são mais ou menos ineficientes no mundo inteiro, é bom destacar, porque são muito caros —, podemos imaginar as conseqüências de uma descriminação ampla das drogas. Atenção! Eu defendo, sim, que haja tratamento nos limites do que comporta o Orçamento — não seria, por exemplo, a minha prioridade e ainda direi, em outro texto, por quê —, mas reivindico que o Estado tem o direito e a obrigação de reprimir o tráfico e, atenção!, também o consumo de drogas. A legislação brasileira, nesse particular, também é uma droga!

Mas o que querem, afinal, setores da imprensa?
Leio a cobertura de determinados veículos e me pergunto: “Mas o que querem, afinal, determinados setores da imprensa, pautados pelo laxismo e pelo suposto pragmatismo (liberais quase não há mais…)? De fato, gostariam de uma ampla descriminação das drogas, desde que o estado arcasse com os custos das escolhas. No fim das contas, a maioria que não consome drogas, que se dedica com afinco ao trabalho, que dá duro para educar os filhos e para tentar melhorar de vida, deveria suportar os custos das escolhas dos que decidiram, como se diz, enfiar o pé na jaca. SERIAM SERES PLENOS DE DIREITO QUANDO BUSCAM O SEU PRAZER, MAS APENAS VÍTIMAS QUANDO A DROGA LHES CORRÓI AS ENTRANHAS E O FUTURO.

As minhas convicções mais profundas me impedem de negar ajuda a quem, afinal, precisa de ajuda, ainda que tenha cometido muitas faltas. Mas eu reivindico, sim, o direito de a sociedade, que pagará a conta, dizer qual é a sua vontade.

Finalmente, a Defensoria Pública
Dispenso algumas palavras, caminhando para o encerramento, para a Defensoria Pública. Eu ainda não entendi, e talvez alguns dos representantes desse órgão pudessem me explicar, por que os que optaram pelo crime despertam mais o interesse e a compaixão dos defensores do que os homens comuns, os que trabalham para encher os cofres do estado, de onde sai o salário — boníssimo salário, diga-se, equivalente ao de seus congêneres em países ricos — que paga esses profissionais.

Posso não ter achado em minha pesquisa — e, estando errado, corrijo-me —, mas não encontrei nenhuma ação desses profissionais em defesa dos moradores do Centro de São Paulo, que estavam sitiados pelo narcotráfico e pelos viciados. Está em curso no país uma perversa inversão quando se trata de órgãos que, na origem, deveriam defender o interesse coletivo ou os cidadãos, como é o caso de Ministério Público e Defensoria. Não é raro que a atenção desses profissionais se volte justamente para os grupos de exceção, para o que chamam “minorias”, para as ditas “vítimas do sistema”, deixando ao léu o homem comum.

É preciso, sim, impedir que o estado cometa arbitrariedades, na Cracolândia ou em qualquer outro lugar. Mas que fique claro: os que ocupavam aquela região não estavam exercendo um direito, mas solapando o direito de terceiros.

Por Reinaldo Azevedo

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221 Comentários

  1. marcos

    -

    08/06/2012 às 12:49

    Mais uma questão: como fica então o tratamento dos fumantes de tabaco? É a mesmíssima lógica! Turma fuma por décadas e morre por conta disso. Estamos pagando essa conta. Que fazer? Proibir o tabaco? Acho que a solução que encontramos é a melhor: altos impostos e restrição à publicidade. No meu ver, isso seria uma boa abordagem para as outras drogas. Abs

  2. marcos

    -

    08/06/2012 às 12:37

    Caro Reinaldo, e o gasto absurdo que ja pagamos nessa Guerra idiota e sem fim? Sim, Guerra tem que acabar um dia. Quando acabará essa? Quando prendermos as 300 milhoes de pessoas que usam drogas no mundo? O Estado de SP foi o lugar que mais construiu presidios no mundo, nos ultimos 10 anos. Nao falta entusiasmo para prender. Ja temos a terceira população carcerária do mundo, atras de China e EUA. Quanto custa um preso para a sociedade? Quanto custa o aparato repressivo. Procure na internet o video em que a Ann Coulter eh contra a descriminalização. Ela eh uma conservadora sem miolo. Vc nao. Pensa com propriedade. Tenho certeza que em breve mudara sua opinão. Os fatos sao ensurdecedores. Abs

  3. contribuintecompulsória

    -

    16/01/2012 às 20:29

    Parabéns, Reinaldo!
    Nem preciso dizer mais nada!

  4. Mirian Aline Rubacovi

    -

    13/01/2012 às 17:14

    as drogas destroem o livre arbítrio a vontade a empatia o centro moral do cérebro e é o livre arbítrio que nos faz humanos o drogado nem sabe quem é onde está o que faz não pensa só age não raro agressivamente e é dessa agressividade sem limites que os não drogados devem ser protegidos.

  5. Guilherme

    -

    12/01/2012 às 18:46

    Devemos respeitar as diferenças, ser tolerantes com os que pensam de outro modo, mas ninguém deve a ajustar a sociedade inteira em favor de uma ínfima minoria.

    As lesões a pessoas e bens juridicos alheios acontece toda vez que alguém compra drogas, pois o dinheiro vai pro traficante, que compra armas, que assaltam, assassinam e seqüestram a população.

    O Estado deve ser minimamente intervencionista, mas os que defendem a legalização das drogas são em sua imensa maioria marxistas que querem que o governo faça tudo pelas pessoas.
    No fim das contas, a maioria que não consome drogas, que se dedica com afinco ao trabalho, que dá duro para educar os filhos e para tentar melhorar de vida, deveria suportar os custos das escolhas dos que decidiram comprar e utilizar drogas, não mudando o fato que isso simplesmente é suportar o narcotráfico, pois ninguém planta maconha no jardim de casa.

    O mais engraçado é o fato do cara pagar o traficante pela droga, mas quando tem uma overdose ou o vício fica forte demais, quer o tratamento de graça, pago pelo governo as custas da população inteira, sendo que o narcotráfico, com o dinheiro desse viciado comete crimes contra nós diariamente.

    Dizem que querem plenos direitos quando buscam seu prazer, mas não querem nenhum dever das conseqüências, quando as drogas destróem o corpo e o futuro, se fazem de vítimas coitadinhas.

  6. Bernardo

    -

    11/01/2012 às 22:43

    Sem dúvida, o melhor artigo que li a respeito do assunto. Parabéns!

  7. Prof. Yuri Brandão (Maceió)

    -

    11/01/2012 às 21:43

    Prezado AZEVEDO:

    Que bom que você voltou. Seus textos fazem falta. Sucesso neste mais um ano de labuta!

    Sobre o bom texto acima, ocorrem-me algumas sinceras questões, sobre as quais não sei se já escreveu (pelo menos não li):

    1. A lógica delineada na postagem se aplicaria aos cidadãos que, por exemplo, decidiram livremente fumar ou comer muita gordura e, depois, apresentaram doenças vasculares ou cardíacas?

    2. A mesma lógica nos autorizaria, se porventura quiséssemos, a negar assistência a quem bebeu e, em consequência disso, ficou doente ou se meteu em acidente, precisou do plano de saúde, aumentou sua alíquota naquele mês e, ao fim e ao cabo, fez recair sobre os ombros dos demais associados um peso que não lhes é justo?

    3. Por que aqueles que decidiram livremente consumir droga e são tão pagadores de tributos quanto os não consumidores não estariam legitimados a cobrar do Estado o que lhe deram por imposição legal?

    4. Se o Estado devesse, em tese, não arcar com os prejuízos advindos das tais escolhas iniciais, não seria razoável admitir também que esse mesmo Estado se recusasse a receber ao menos parte da contribuição tributária do viciado? (Há quem defenda que este pague mais, como acontece com os fumantes, mas aí a história é outra.)

    Essas indagações, que sempre me rondaram, foram agravadas depois de eu ler, tempos atrás, “Ricos e infantis” e “Drogas de vida”, do ótimo João Pereira Coutinho, e “Descascando o abacaxi”, do quase sempre ótimo Hélio Schwartsman.

    Gostaria muito de saber o que você pensa a respeito, Reinaldo.

    Por ora é isso. Abraço

  8. centro-direita

    -

    11/01/2012 às 20:26

    FHC ja falou e eu ja ouvi ao vivo que ele nao defende que ninguem use drogas, porem ,defende a discriminizalização pelo menos da maconha, que é uma droga menos nociva e ainda se presta a medicina. Falácia atribuir a FHC essa fábulo e eu afirmo, como ex-combatente, O MUNDO PERDEU A GUERRA CONTRA AS DROGAS. O que fazer então? palmas pro reinaldo, se quiserem se matar se matem, mas o Estado não deve tirar um real para auxiliar o infeliz do fundo do pço. Fato!

  9. Gustavo

    -

    11/01/2012 às 20:22

    Reinaldo, primeiramente me manifesto como um grande admirador. Quanto à Defensoria Pública, “os que optaram pelo crime despertam mais o interesse e a compaixão dos defensores” porque a nossa Constituição, ao escolher a democracia republicana (no sentido técnico, das teorias normativas da democracia), sem ingressar no mérito de este se tratar do melhor ou pior modelo, a criou como instituição do Estado destinada à assistência jurídica dos necessitados como forma de assegurar a estes a obtenção da prestação jurisdicional, que se expressa, em uma síntese muito apertada, nas garantias contra ameaça ou lesão a direitos. Trata-se de um escolha feita pelo nosso modelo de Constituição. Até determinada época se compreendeu o âmbito da atuação da Defensoria Pública como a atuação em favor dos pobres – função a qual continua inserida dentre as suas atribuições e em que, sem dúvida, as pessoas que vivem na cracolândia se inserem. Hoje, tem-se a defesa dos indivíduos inseridos em grupos, na falta de expressão mais apropriada, “fracos” como a melhor tradução de suas funções. A Constituição, por adotar a democracia republicana, repito, é neutra quanto a preferências subjetivas, de forma que ao Estado incumbe assegurar a todos a representatividade. Solucionar o problema da drogadição – ainda mais quando se está diante de uma situação bastante grave – é inegavelmente uma tarefa complexa e passa, sem dúvida, por uma atuação coordenada do Estado para educação, tratamento e repressão adequados. Os grupos sobre o qual tratamos (usuários e moradores) possuem os seus direitos os quais devem ser tutelados de forma equilibrada. Não se está, de qualquer forma, a defender o “direito” ao uso de drogas conduta, aliás, tipificada como crime, e acredito, sempre aberto a ser convencido do contrário, que os colegas defensores públicos não encaram como direito o uso de drogas, por ora compreendendo tal assertiva como uma interpretação do articulista em relação a suas ações. Todavia, não é possível que todos os órgãos do Estado atuem exclusivamente em favor de determinado grupo. Os cidadãos de bem, que trabalham e pagam os impostos, estes revertendo para o pagamento dos boníssimos subsídios dos Defensores Públicos, que buscam ter para si garantida a segurança pública, a preservação da ordem pública e a sua incolumidade física, devem cobrá-la dos respectivos órgãos (CF, art. 144) e, também, possuem maior acesso aos meios de comunicação cuja liberdade é, também, de todo assegurada. A prática de crimes, e principalmente aquela que causa maior degradação social, deve ser coibida, mas, como referi, sempre se pautando o Estado pelo equilíbrio.

  10. selminha

    -

    11/01/2012 às 18:03

    Reinaldo, você foi perfeito. Assino em baixo. Sugiro você mandar este texto para o FHC. Quem sabe ele reflete melhor e abandona esta idéia estúpida de descriminalização das drogas.

  11. anticorruptos e anticorruptores

    -

    11/01/2012 às 16:42

    Prezado Reinaldo Azevedo, meu PC teve um faniquito e substituiu o “nick” que venho usando aqui (anticorruptos e anticorruptores) pelo meu antigo “nick” (Anti-petralhas).
    É meu o comentário que tem o cabeçalho “Anti-petralhas – 11/01/2012 às 16:31″.

  12. Anti-petralhas

    -

    11/01/2012 às 16:31

    Prezado Reinaldo Azevedo, parabéns por mais um texto fantástico.
    .
    É ridículo: os mesmos canalhas que pretendem a descriminação das drogas, especialmente a da alucinógena maconha, estão pretendendo desmerecer a ação da PM de São Paulo na Cracolândia.
    .
    Hoje à tarde, na Globo News, a estulta Maria Beltrão, apoiada e estimulada por seus estultos convidados, disse explicitamente que a repressão às drogas tem sido correta no RJ porque os viciados cariocas estão sendo encaminhados para tratamento. Disse, também, que estão sobrando 180 vagas no RJ para tratamento de dependentes químicos (DUVIDO!!!!).
    .
    Canalhice pouca é bobagem!! Maria Beltrão continuou sua canalhice (ou seria apenas estultice?) dizendo que a ação na Cracolândia foi errada porque a PM apenas espalhou os viciados na cidade de SP, sem que o governo estadual oferecesse tratamento.
    .
    Na minha opinião, se houver a descriminação do consumo e ou da venda de drogas, o des(governo) federal estimulará a multiplicação dos dependentes químicos, que se espalharão em todos os municípios brasileiros (SEM AJUDA DO GOVERNO DE SP!!!!), incentivarão outras pessoas ao consumo de drogas (inclusive crianças e adolescentes, no mínimo pelo mau exemplo) e desgraçarão suas famílias, outras famílias e suas próprias vidas.

  13. Renato A. Azevedo

    -

    11/01/2012 às 15:51

    Caríssimo Reinaldo, que bom que voltou das férias! Mais um texto de uma lucidez impressionante, parabéns! É mesmo deplorável que os defensores públicos não defendam… o público que lhes paga os polpudos salários!
    Grande abraço

  14. Rafael

    -

    11/01/2012 às 15:33

    Vc diz: “E um fundamento da liberdade individual é arcar com o custo das escolhas, em vez de transferi-los para os ombros de terceiros. Mais: ele consuma, então, o que quiser, mas sem sitiar áreas públicas”. Isso vale para fumantes, bêbados e outros que não levem uma vida ‘saudável’? Se sim, posso concordar com o seu raciocínio.

  15. ocidental

    -

    11/01/2012 às 15:08

    errata :’elogiam e cultivam’

  16. ocidental

    -

    11/01/2012 às 15:06

    Devemos aceitar a contingência ,isto é,devemos aceitar que somos seres humanos limitados pela natureza e pelo destino.Seres humanos devem ser educados para ficar longe de drogas e de tudo o que seja pernicioso.Mas é muito difícil essa educação,porque os pais-mesmo os mais atentos e sábios- não detêm controle integral e durante o tempo todo sobre seus filhos. O Estado interfere permissivamente,declarando que ‘ o céu é o limite’. Sofrer frustrações tornou-se sinônimo de ‘injustiças sociais’ . Ter coisas,possuir coisas tornou-se sinônimo de ‘felicidade sobre a Terra’,quando sabemos que temos de sofrer frustrações -e o tempo todo – com sabedoria e paciência,se quisermos sobreviver e progredir ,e que nunca poderemos possuir tudo,que mesmo que possuíssemos quase tudo,ainda poderíamos ser infelizes,se não soubéssemos colocar nossa alegria de viver em valores mais espirituais e eternos.Por fim ,essa idéia de que ‘não podemos sofrer’, de que ‘uma criança não pode ser contrariada’ está nos levando ao caos. Sofrer faz parte de nossas humanas vidas,sofrer até nos torna mais fortes. O que não conseguimos tolerar é a injustiça, o raciocínio torto, o termos que sofrer só porque alguma ‘otoridade’ declarou que o ‘outro ‘ tem o direito divino de nos impingir sofrimentos.É o caso das cracolândias,é o caso das invasões da USP ,são as invasões das fazendas e propriedades…Se fÕssemoas seguir essas idéias e atitudes,todos nós, o inferno estaria instalado.A sorte dessas ‘otoridades’ é que temos paciência ,juízo,sabedoria,noção de justiça e direito..porque se não tivéssemos,elas -as ‘ otoridades’seriam as primeiras a serem invadidas,defenestradas, vandalizadas…São as leis,a hierarquia , a sociedade organizada, o poder de polícia, as religiões, as boas escolas, o Estado bem ocupado por bons estadistas, a Constituição e os códigos, a fiscalização e a punição,sim senhores, que trouxeram o mundo e a civilização até aqui . É só observarmos os países mais civilizados e que seguem tais valores. Mas ninguém,nem mesmo os países mais civilizados,está imune aos ataques da natureza humana.Só que alguns os combatem e outros,como Banânia, os elogia e cutiva.

  17. Geneuronios

    -

    11/01/2012 às 14:16

    Se coletarem a URINA de motoristas e fizerem o teste de COCAÍNA (pela internet custa R$ 15,00 a unidade de teste) que dá o resultado em TRES MINUTOS, vai dar MUITA gente POSITIVO !!!

  18. Geneuronios

    -

    11/01/2012 às 14:08

    As pessoas que usam drogam NÃO estão nas suas faculdades mentais normais. Não conseguem se controlar quando estão na fissura. As NEUROCIÊNCIAS precisam evoluir muito para encontrar técnicas medicamentosas ou invasivas para CURAR a dependência química. Não é assunto para sociólogos, assistentes sociais,etc. Deve ser tratado por quem entende do Mecanismo de Recompensa do corpo(cérebro incluso). Esqueçam alma, espírito, fôro individual, livre-arbítrio,etc. Somos química e eletrecidade.
    Filosofia, Religião, etc não ajudam muito.

  19. ocidental

    -

    11/01/2012 às 14:07

    “O liberalismo moderno sofre de contradições não resolvidas.Exalta o individualismo e a liberdade , e sua ala radical condena as ordens sociais como opressivas. Por outro lado espera que o governo seja o provedor material de todos,um feito só alcançável mediante a expansão da autoridade de uma burocracia inchada. Em outras palavras, o liberalismo define o governo como um pai tirano,mas exige que ele aja como uma mãe que amamenta.”(Camille Paglia ,em Personas Sexuais,1992,pag. 14)

  20. Fernando

    -

    11/01/2012 às 14:04

    Pois, então, que se negue o atendimento aos que vão aos hospitais com as artérias entupidas de gordura, obesos, ou com o pulmão preto de tanto tabaco fumado na vida! Nós pagamos, igualmente, por seus vícios destrutivos!

  21. José do Norte

    -

    11/01/2012 às 14:01

    A revolução cultural já está consolidada, Reinaldo. Agora cabe a nomenklatura administrar o sistema.

  22. Marcos

    -

    11/01/2012 às 13:32

    Não sei se é falta de instrução ou condição financeira que deu origem a cracolandia, só sei que é fácil ter teorias sociais olhando de fora e fazer criticas quando alguém resolve fazer alguma coisa. Acho que devemos mandar todo mundo pra maconholandia e cocainolandia la na USP, ai todo mundo estuda e moda de tipo de entorpecente. Os criminosos sempre terão a razão. Fique boquiaberto ao ver um policial, que é um cidadão como outro qualquer, que só faz essa porra de serviço pq tem que sobreviver e é visto como bandido, ser condenado em rede nacional pq perdeu a paciência com um maconheirinho, todos virão oq o policil faz mas n mostrarão oq o maconheirinho faz pra que ele perdesse a paciência. Eu no lugar do policial tinha era dado um tiro na cara do filho da puta, sinal de que ele é bem preparado psicologicamente. A impressa só condena cidadão de bem e transforma bandido em vítima.

  23. Se-Gyn

    -

    11/01/2012 às 13:32

    É um artigo fantástico, que merece ser passado adiante, pela análise sensata e brilhante da questão. Parabéns Reinaldo.

    A questão de fundo é mesmo esta. O que se quer é libertinagem para usufruto individual. E a conta do exercício da liberdade improdutiva, suicida e criminosa, vai para quem escolheu o caminho reto…

  24. Josi

    -

    11/01/2012 às 13:09

    Excelente texto!

  25. Eduardo Leite

    -

    11/01/2012 às 13:03

    … Eu concordo e tenho o mesmo ponto de vista nessa questão da liberação. Acredito não ser o caminho. Mas sobre a questão de escolhas e conseqüências, deveríamos nós abdicar do cuidado do estado no tratamento dos problemas decorrentes de nossa opção pelos excessos? Sou viciado em carne processada, gordura e açúcar e você, pelo que lembro, é viciado em nicotina…

  26. demiane

    -

    11/01/2012 às 12:45

    Reinaldo, mais uma vez um texto completo, cheio de lucidez e lógica.

  27. Augusto

    -

    11/01/2012 às 12:28

    Palavras de um simpatizante do Liberalismo:

    O teorema é simples: se a liberdade de qualquer indivíduo termina onde começa a liberdade do outro, então todo viciado passa a ser assunto de polícia quando intervém na liberdade alheia (furto, assalto, violência contra pedestes, familiares, etc).

    Considero a frase: “(…) ele consuma, então, o que quiser, mas sem sitiar áreas públicas. Se o fizer, polícia!”

    Exatamente. Reinaldo só não atenta para uma coisa: é possível – segundo as políticas sociais liberais – oferecer tratamento e trabalho ao viciado; trabalho que venha a custear seu próprio tratamento.

    Quando FHC fala de regulamentar áreas de consumo, de um lado traz a essas pessoas a possibilidade de satisfazerem suas próprias necessidades num lugar onde o Estado poderá ter controle e estrutura para ofertar tratamento e reprimir comportamentos que transbordem para a invasão da liberdade alheia.
    No atual modelo, as cracolândias são encorajadas pois a repressão não tem sido suficiente para conter o ímpeto irracional da busca de um viciado ou de um curioso, por mais intensa que a repressão venha a ser. O medo da agressão policial não tem sido suficiente para matar os fatores de origem dos dependentes. Mesmo estatísticas apenas apontam variações, mas quando se observa as formas de combate dadas pelo mundo (países ricos e pobres) esta conclusão é óbvia.
    As cracolândias migram e mudam de território, mas sobrevivem de alguma maneira. Em contrapartida, não é verdade que existe tratamento da questão a CUSTO ZERO – como o texto deixa no ar.
    A imensa carga de efetivos na perseguição desses perdidos gera um custo social enorme para os contribuintes. De qualquer forma, o Estado sempre vai gastar com eles e é o que vem acontecendo no presente – nas ações no centro de São Paulo.

    Um indivíduo – eu ou um jornalista – pode admitir tratar dependentes por sentimento humanitário (por motivos cristãos ou de outra matriz ideológica), mas o Estado deve ter uma razão (de racional) na hora de optar por uma postura diante do problema de saúde pública. O atual modelo nem resolve o problema dos efeitos da escolha individual pelo vício e tem sido muito ineficiente quanto ao problema da prevenção e tratamento de viciados.
    Há experiências que corroboram para a pertinência das práticas regulamentadoras. O próprio FHC citou Portugal e os números deles obviamente são melhores que no Brasil, apesar dos contextos sociais bastante distintos.

    Enfim, da forma como está, nem se é fiel a uma filosofia nem a outra. Continuamos costurando alguns valores morais, alguma medida administrativa específica de uma Gestão, uma política de esquerda, tudo combinado e mantendo as cracolândias – de ricos (certas universidades) e pobres.

    Se o objetivo é onerar o menos possível o contribuinte que trabalha – motor do país – a discussão sobre trabalho de presos e viciados me parece pertinente. Só não entendo o motivo de ainda não ser estimulada – sequer em debate.

  28. marco

    -

    11/01/2012 às 12:21

    será que é porque vive em uma sociedade??? descriminada#descriminalizada

  29. jeferson

    -

    11/01/2012 às 11:25

    Entao a mesma lógica deve ser aplicada a você que é fumante, quando ficar doente com cancer ou outros problemas relacionados ao fumo ??? Ou a alcoolatras ? Pq o fumo e o alcool podem ser liberados e ter tratamento do Estado e as demais drogas nao ? Por favor se voce realmente se importa com o que escreve, responda !

  30. Antonio Sergio

    -

    11/01/2012 às 11:03

    A correlação das Drogas com o Jogo de apostas e o mesmo, o Estado coíbe o jogo ilegal mais vicia a população com Jogos de apostas “Federais”, qual o argumento que justifica essa atitude? Os Jogos patrocinados pela Caixa são honestos na apuração? e dai, conheço amigos que deixam de comer para jogar na Mega Sena, Loto e todo aquele pacote de jogos “legais”.
    Por que o Estado pode levar alguns a ruína em seus jogos e os Patronos das Escolas de samba não? Para onde vai parar a arrecadação do Estado que paga somente 48% do que arrecada? No jogo do bicho sabemos que o lucro sustenta corruptos e atividades ilegais, será que o lucro do jogos do Federais não e o mesmo?

  31. Sylvio Carvalho

    -

    11/01/2012 às 10:37

    Matou a pau. Nada mais a dizer. Feliz 2012, Reinaldo!

  32. armando césar

    -

    11/01/2012 às 9:48

    “o consumo de determinadas substâncias traz consigo um conjunto de valores, de práticas e de “saberes” (ainda que maléficos) que tem óbvias implicações sociais.”

    Muito interessante. Poderia exemplificar um pouco?

  33. J. Carlos

    -

    11/01/2012 às 9:04

    Reinaldo, no geral concordo com você, mas aqui está difícil. Certamente não tenho pena dos viciados e zumbis da cracolândia. Mas se vamos negar tratamento público a eles, qual a diferença de negá-lo para quem ‘decidiu’ fumar e destruir sua saúde, para quem ‘decidu’ dirigir embriagado e se acidentou, ou até para quem ‘decidiu’ pular de um prédio, se estrebuchou mas não morreu?

  34. Darazoom

    -

    11/01/2012 às 8:47

    Mais um post primoroso, já comecei a concordar desde o título. Então concordo cem por cento.
    David

  35. Denize

    -

    11/01/2012 às 7:54

    Para o André Barros, (23:27)

    O Reinaldo nao defendeu que se negue o tratamento aos viciados por que eles decidiram pelo consumo da droga. O que ele disse foi que se essa decisao fosse algo unicamente de foro íntimo entao os viciados deveriam arcar pelos custos de suas escolhas. Como nao é, e a sociedade paga por essas escolhas ditas idividuais, entao a maioria tem o direito de decidir se quer ou nao liberar o consumo. O texto nao defende a negacao de tratamento ao usuário (se bem que esse tratamento nao deva ser a prioridade do sistema de saúde) e sim que as drogas continuem proibidas.

  36. Heitor

    -

    11/01/2012 às 6:39

    O problema da droga é tão grave que mesmo eu, morando em zona rural, vejo a orda de gente dependente ao redor sem sequer sair de casa. Eles gritam dentro de suas casas de felicidade quando a droga chega, vejo que famílias adotam traficantes que passam a ser convivas em suas residências. O bairro é tomado de criminosos e baderneiros. É o apocalipse do bairro.

  37. Heitor

    -

    11/01/2012 às 6:29

    O que restará no código penal que consiga punir alguém?

  38. Heitor

    -

    11/01/2012 às 6:27

    Posso citar um exemplo onde o erro de descriminar a maconha leva a impunidade de um criminoso. Alguém serve bolo de maconha a gente desavisada, por pura sacangem. Vão reclamar para quem disto?

  39. esther correa

    -

    11/01/2012 às 4:18

    Tio
    Perfeito!

  40. Cássio Peixoto

    -

    11/01/2012 às 3:52

    Caro Reinaldo,

    conheço sua opinião sobre drogas ilegais, porém seu texto acima me parece um pouco paradoxal. Você é contra que o estado arque com o tratamento de pessoas com câncer de pulmão, doenças cardiovasculares, cirrose hepática, acidentes ou transtornos psiquiátricos causados pelo tabagismo ou alcoolismo?
    Citando seu texto: “no fim das contas, a maioria que não consome “álcool ou cigarro” (texto original: drogas), que se dedica com afinco ao trabalho, que dá duro para educar os filhos e para tentar melhorar de vida, deveria suportar os custos das escolhas dos que decidiram, como se diz, enfiar o pé na jaca”.
    O texto acima leva à crêr que você é a favor da imposição de alguma forma de compensação à sociedade, que arca diretamente com os custos sociais (saúde, segurança) consequentes ao uso de drogas legais ou ilegais. Ou seja, pagamento de impostos (legalização?).

  41. Henrique Araujo

    -

    11/01/2012 às 2:20

    Creio ser óbvia a preferência por drogas “legais”. São disparadamente as mais consumidas no mundo e, provavelmente, as que mais causam prejuízos, na forma de absenteísmo do trabalho, acidentes e deterioração da saúde da população em geral.
    Uma outra constatação não tão óbvia, a julgar pelos comentários, é que a imensa maioria dos usuários de drogas não é dependente, ao contrário daquelas minorias de zumbis que vivem pelas cracolândias. Ou seja, eles têm total consciência do que estão fazendo.
    Eu confesso que, lá pelos anos 1980, namorei a ideia da liberação total. O motivo, além do exposto acima: todo o imenso esforço – devidamente acompanhado de monstruosas despesas – das forças de segurança para combater o tráfico sempre teve resultado pífio. No entanto, até hoje não sei o que é mais vantajoso: liberar (e cobrar impostos) ou reprimir.
    Não podemos nos esquecer que, no passado, já foi adotada uma outra abordagem: execução sumária dos usuários. Se eu não estiver muito enganado, a China adotou esse método, ao ver-se em desespero pela enorme quantidade de viciados em ópio e derivados. Uma outra figura importante nessa luta foi o sultão otomano Murad IV, do século 17. (Confesso que, até hoje, tenho certa simpatia por essa ideia, mas não espalhem.)
    Mas eu creio que deve existir uma forma de cobrar dos drogados o custo por eles imposto à sociedade. Os impostos mais elevados são uma possível solução. Acho também que uma recente decisão do Supremo está corretíssima: o simples fato de dirigir sob efeito de droga já é um crime, sem que seja necessária a provocação de um “sinistro”. (Na verdade, não conheço os detalhes da decisão.)

  42. misael

    -

    11/01/2012 às 1:24

    Como sempre REI, mais uam vez PERFEITO!
    “Se a consequência de uma escolha individual gera um custo coletivo esta escolha não pode ser mais só individual.”
    “Os jornalistas, como os artistas, integram as categorias do, como chamarei?, laxismo em matéria de costumes.”
    São duas frases carregadas de lógica, que dizem tudo:
    A primeira é um direto de DIREITA e a segunda é um direto de ESQUERDA!

  43. BOB

    -

    11/01/2012 às 1:19

    Mal posso esperar para ver o tal “churrascão da solidariedade” marcado para acontecer na cracolândia…

  44. Avelino Taveiros

    -

    11/01/2012 às 0:57

    Sobre o comentário de André Barros (10/01/2012 às 23:27)

    Neste mundo com sete bilhões de habitantes, a sobrevivência do ser humano passou a ser uma questão de SUSTENTABILIDADE.
    Entre outras hipóteses de viabilidade, não é sustentável uma sociedade onde quem produz paga pela assistência médica de quem, no exercício do seu direito de livre arbítrio, DECIDIU NÃO PRODUZIR E VIVER À MARGEM DA LEI.
    Por enquanto estamos discutindo isso pela Internet. Chegará o dia em que teremos de optar por regras sustentáveis de convivência social ou defender fisicamente a nossa sobrevivência, como nos primórdios da civilização – a lei do mais forte.
    Não se esqueça de que o que permitiu o surgimento do chamado “welfare state” foi a abundância de recursos. O que vai acontecer quando a ausência de boas práticas de sustentabilidade provocar escassez?

    Quem viver verá…
    Mas do jeito que as coisas vão, é pouco provável que alguém viva para para ver e contar a história.

  45. -

    11/01/2012 às 0:47

    Quando que li o “estadinho” de hoje pensei que fosse o “gramna”. Reportagem parcial, ridícula, tentando de todas as formas prejudicar a operação na cracolândia, necessária somente porque o desgoverno federal deixa as fronteiras escancaradas para a cocaína, bem como porque a lei de tóxicos, sancionada por lulla, abrandou a punição a usuários e traficantes, transformando o brasil no 2o maior mercado consumuidor de cocaína do mundo. Vou cancelar a assinatura. Os Mesquitas de antigamente devem estar envergonhados.

  46. André Antunes

    -

    11/01/2012 às 0:32

    O problema dessa abordagem, se me permite discordar, é que, no limite, o estado poderia também querer proibir as pessoas de comer bacon (a obesidade, afinal, também é um problema de saúde pública e ninguém é obrigado a arcar com as escolhas dos gordos…). O que parece mais grave é, como você mesmo já demonstrou, termos um exército de zumbis, com cognição e volição sequestradas pelas drogas, sitiando a sociedade, assaltando e assassinando para satisfazer seus vícios.

  47. Raskol:- Uma alopração, um caso esquecido.

    -

    11/01/2012 às 0:23

    Achei interessante repetir o texto abaixo de Burrão, das 18:52 sobre o aloprado Goldfarb que saiu arrepiando, atirando e roubando. O texto do colega abaixo põe uma luz sobre essa suposta “alopração”.
    ======================================
    Burrão, – 10/01/2012 às 18:52

    Um individuo de nome michel goldfarb costa “surtou” dia desses e de posse de um colete balístico e uma pistola 380 causou pânico em são paulo baleando pessoas e roubando varios automoveis causando inúmeros acidentes.Fonte G1.
    O advogado dele,segundo reportagem do G1,DR.NICOLAU AUM JR disse a policia que ainda não viu o seu cliente mais que irá apresenta-lo.
    TJSP: 1ª Vara Criminal-SP
    Doutor Vinícius de Toledo Pizza Peluzo,Juiz de Direito- Titular de Praia Grande faz saber que os RÉUS EDSON CHOLBI DO NASCIMENTO(filho do pelé),fulano.ciclano,beltrano….e NICOLAU AUN JR em associação para o crime etc e tal foram encontrado de posse da QUADRILHA dos referidos 1.830,5gr de COCAÍNA,243,86 KILOS DE COCAÍNA,uma 12(escopeta)6 METRALHADORAS,DOZE PISTOLAS e uma porrada de munição.E o nóia paga com a vida.
    ===============================
    Tem muita sujeira sob o tapete dos marajás.

  48. Raskol:- Texto impecável! Nota 10.

    -

    11/01/2012 às 0:17

    Seu texto é impecável. Concordo em gênero, número e grau.
    Como a imprensa seria chata sem sua inteligência e bom senso!

  49. Horand Araguaia

    -

    10/01/2012 às 23:56

    Caro Reinaldo: como sempre repasso (os que estou completamente identificado e plenamente de acôrdo )

    A droga da impArgos De Moraes Machado
    Uma análise clara e objetiva sôbre a opção do individuo pelo consumo de drogas e como a visão de jornalistas, numa abordagem equivocada, induz a sociedade à ter uma informação distorcida do que é o crack e daqueles que por vontade propria optaram por seu uso

  50. André Barros

    -

    10/01/2012 às 23:27

    Sobre o comentário de Avelino Taveiros – 10/01/2012 às 21:06
    Não conheço no mundo um sistema de saúde que faça triagem de ordem subjetiva ou moral entre os pacientes que procuram atendimento. Normalmente a separação é entre os que pagam e os que não pagam. No Brasil era assim antes de 1988, quando os brasileiros eram separados entre segurados do INPS e indigentes. A opção da sociedade brasileira, na constituinte, foi pela universalização, a exemplo do que ocorre em outros poucos países, como o Canadá. Para mudar essa opção, é preciso mudar a constituição; simples assim.
    Pela lógica da triagem, seria preciso, por exemplo, julgar a responsabilidade por um acidente de trânsito antes de socorrer os feridos. Algo como o juiz chegar antes do paramédico e da ambulância. Isso é bom quando ocorre com os outros. Sentindo o problema na própria pele, duvido que alguém defenda essa ideia.
    Não há dúvida, porém, que o cotidiano dos serviços de saúde no país é marcado por preconceitos e estigmatizações de pacientes, principalmente se o problema envolve transtornos de ordem psiquiátrica, o que só aumenta o sofrimento do paciente e de sua família.
    Por outro lado, uma pessoa que provocou um acidente de carro em estado de embriaguez e que veio a ficar inválida não deveria fazer jus a uma aposentadoria por invalidez. Por incrível que pareça, o governo está estudando uma forma de tornar isso realidade, para o que conta com o meu apoio.
    Agora, pensar num sistema de saúde que só atenda aos cidadãos “responsáveis e cumpridores da lei” é um pensamento que só posso achar pueril. Quem vai julgar? Quem vai receber essa delegação de superioridade moral? Como se farão escolhas em um campo tão subjetivo?
    Admiro a capacidade de argumentação do Reinaldo Azevedo, que é rara no Brasil. Porém, talvez por essa inteligência rara, algumas vezes ele se arvora a estratégias argumentativas dignas daqueles power points infames que circulam pela internet. Logo ele, que é tão apegado aos argumentos de legalidade, faz parecer que o país não tem leis explícitas e duras de proibição às drogas e, o que é pior, uma constituição que ampara qualquer cidadão, repito qualquer cidadão, em seu direito à assistência à saúde. Tanto é assim, que proliferam sentenças judiciais que obrigam governos a fornecer tratamentos muitas vezes experimentais, mas que são vistos pelo paciente e sua família como única chance de sobrevivência.
    Não me posiciono no maniqueísmo político que a discussão gera e acho que os comerciantes e moradores da região devem ter assegurados seus direito à segurança e bem-estar. Por outro lado, não concordo que aqueles cidadãos em situação de penúria sejam relegados à própria sorte porque fizeram uma opção individual de se drogar e foram dominados pelo vício. Se lei bastasse, não haveria homicídios, corrupção, exploração e tantos outros males. A punição do crime por si só não resolve o problema inteiro, por mais que possa ajudar a resolvê-lo. Meu apego à liberdade individual me faz um liberal e não estou aqui advogando tal ou qual política de governo. Procuro ser responsável pelos meus atos, mas isso não me dá autoridade para julgar as opções do outro. Querer que o sistema de saúde julgue a quem atender, em minha opinião, é uma posição tão obscurantista quanto a que criou as cidades-leprosários no século passado. É como querer acabar com o problema da fome exterminando os famintos. E isso, pelo menos no meu catecismo, não corresponde a nenhum valor de solidariedade cristã, que ¬– ao menos ao que declara, comunga o articulista.

  51. Maria Amelia de Oliveira Nogueira

    -

    10/01/2012 às 23:22

    Caro Reinaldo
    Vou ser sincera. Ainda não tenho opinião formada a respeito do assunto. Seu ponto de vista é, como sempre, bastante objetivo, claro e incisivo. Fico em dúvida, entretanto, olhando aquela horda de zumbis perambulando pela cidade, e me pergunto se esses indivíduos tiveram alguma vez na vida livre arbítrio. Se, realmente, escolheram ser viciados. Se, para eles, trata-se de uma questão de foro íntimo. Se o Estado não é responsável pelo seu nível social, cultural e de educação. Pessoas como você, eu e as economicamente e socialmente viáveis, carregam consigo valores que lhes foram, de alguma forma transmitidos. Será que foi o que ocorreu com a grande maioria dessa massa de viciados? A eles também lhes foram transmitidos valores. Mas quais?
    Lembro–me de uma situação, há alguns anos atrás, quando uma menina de seus 12 anos, em estado final de gravidez, pedia esmolas num farol no final da Av. Juscelino Kubitschek, aqui em São Paulo. Parecia embriagada, não sei. Parei a me perguntar o que seria dessa menina e de seu filho. Quais as perspectivas que ela e a criança teriam. Isso foi há uns 15 anos atrás. Essa criança, hoje, é um adolescente. Talvez esteja rondando na cracolândia. Foram crianças, cuidando de crianças, há pelo menos umas três gerações, sem que ninguém fizesse nada para impedir esse processo infernal. Nem o Estado cuidou para que houvesse uma quebra dele.
    Como podemos cobrar livre arbítrio dessas pessoas? É como se elas tivessem outra opção ou pudessem perceber que existiriam outras alternativas. Você já tentou conversar com uma pessoas dessas? elas nem sequer falam mais a nossa língua.
    Continuo tentando entender. Continuo buscando uma resposta justa.
    Saiba que você sempre colabora nas respostas a essas questões tão aflitivas de nosso país. Mesmo que possamos divergir em alguns pontos. Pior seria não tentarmos entendê-las.
    Apesar do assunto ser tão pesado e desalentador, desejo a você um feliz 2012.

  52. cuidado com a patrulha

    -

    10/01/2012 às 23:21

    Num arranca-rabo com a Telefonica, minha esposa pratica-
    mente teve de fazer sua auto-defesa (estávamos sendo rou-
    bados pela empresa)perante o juiz, pois, o tal “Defensor
    Público” sequer abriu a boca.

  53. Marcelo Rocha

    -

    10/01/2012 às 23:20

    Irretocável. Ainda bem que você sempre volta das férias!!!

  54. jucival

    -

    10/01/2012 às 23:11

    Caro Reinaldo e demais leitores feliz 2012!
    creio que o buraco , se me permitem , e mais em baixo , o problema e o TU, o TU entupido de cachaca e onde tudo comeca! Varios estudos demonstram que a porta de entrada para as drogas pessdas e o alcool e em nossa sociedade muito encorajado por alguns pais o fato de o filhao ja mandar ver na cervejinha aos 15 ; aos 20 ja ta alcoolatra! sem contar a enormidade de acidentes causados pelos motoristas com ( la vem ele ) o TU cheio de cachaca que provocam acidentes ceifando milhares de vidas por ano, vivemos uma guerra no transito, nao e preciso ser Phd para se comprovar isto, sou medico, estou cansado de ver sujeitos no vigor da vida produtiva que vai viver o resto da vida sequelado as custas da previdencia , ou seja, dos impostos pagos pelos que trabalham por causa do TU cheio de cachaca. Resumindo o crack e uma feridinha no dedinho mindinho do leproso em fase terminal, merecem tratamento, obvio que sim mas nao se pode fechar os olhos para um problema que e muito maior e que talvez esteja na raiz disso tudo. O combate rigoroso ao habito de dirigir embriagado e o consumo de bebida por menores, as cidades onde foram adotado o toque de recolher para os menores tiveram o indice de acidentes diminuidos, menor bebado na rua de madrugada nao pode estar rezando…quer encher o TU que faca em casa , de preferencia arme o barraco junto com mamita e papito, quer descer a porrada fique a vontade…nao saia pra rua pra atacar inocentes.

    PS so a titulo de curiosidade o cancer de colo uterino mata 20 mil mulheres no Brasil todos os anos, dispomos de vacina ha alguns anos, mas elas morrem com dor quietas em seus leitos de hospital , nao estao esqualidas a vista nas ruas…colocadas lado a lado parecem um usuario de crack caquetico, mas policia na rua , com cavalo show pirotecnico, helicoptero, podiam chamar os blue man ou o cirque de soleil , traz voto, ainda mais em ano de eleicao, vai ver to variando, pode ser so coincidencia…Ahh!! esqueci por recomendacao medica, tive 3 AVCs to proibido de fumar e encher o TU, juro que estou sobrevivendo!
    E fdp e a mae!

  55. DIZ

    -

    10/01/2012 às 23:09

    É crack quem privatiza o lucro e democratiza o prejuizo ???

  56. Paula Costa

    -

    10/01/2012 às 23:08

    Amado tio Rei,
    Há, ainda, outro argumento, não considerado por vc neste seu belíssimo texto, tão cristalinamente lógico: a descriminalização das drogas encontraria, no dia seguinte, um mercado fornecedor já montado, constituído pelos traficantes q hoje agem criminosamente e tendo as FARC no monopólio da produção e distribuição na América. É ingenuidade acreditar q nossos esquerdistas não tenham isso em mente, especialmente qdo se considera q os marginais são considerados os novos agentes da revolução comunista.

  57. Law

    -

    10/01/2012 às 23:02

    Mr. R. Azevedo:
    Here in America we use to say “Money talks and bullshit walks”, as far as idiot and illiterate liberals use money as a false reason to back their usual (lack of)solid arguments up. Based on my own experience on the Big Apple’s zero tolerance policy imposed by Mayor Mr Giuliani up from 1993, when drugs are the problem’s core I dare adapt the American saying into “Repression talks and bullshit walks”. Sorry but I’ve read a lot of bullshit on this issue on the brazilian press since this operation began but I’ve finally found here something worth reading! I congratulate and thank you for your brilliant post!

  58. pan

    -

    10/01/2012 às 22:52

    Reinaldo, há muito também questiono a dedicação exacerbada, a prontidão e porque não dizer, a paixão, a que se entregam os membros do Ministério Público e da Defensoria Pública na defesa de minorias que praticam ações não totalmente saudáveis à coletividade. A Defensoria Pública, então, é paternal. Para esta, todos os infratores são fruto de uma dívida social, e se acham os encarregados de resgatá-la.

  59. Papai Sabetudo

    -

    10/01/2012 às 22:49

    O que é que esses membros do Ministério Público consideram como “desastrosa”? Queriam o quê? Que chegassem dando tapinhas nas costas dos viciados e os convidassem para se retirarem dali? É bom não perder de vista que os “craqueiros” estão ali cometendo vários ilícitos: consumindo drogas letais, concorrendo objetivamente com o tráfico de drogas, ocupando ilegalmente um espaço que é de todos. O estágio de alguns deles, senão de todos, é terminal. Ora, para grandes males, grandes remédios!

  60. WEIMAR

    -

    10/01/2012 às 22:47

    OK, Alexandre, você afirma que nossa Constituição tem a solução legal para a questão. Não volto a ler a Constituição há muito tempo e não será agora que voltarei. Acredito em você. Mas não é essa a questão levantada no post do Reinaldo. Não importa o que diga o direito vigente. É da lei, não é da lei, pouco importa! O que importa é como deva ser a melhor lei, o direito futuro (de lege ferenda, se ainda me lembro do que se diz nos tribunais), com base na melhor moral e nos princípios do melhor Direito.

    É disso que tratam o Reinaldo e, lembrado aqui no blog, o saudoso M. Friedman.

    Seu bom comentário às 18:22 não é exatamente uma discordância do que diz o Reinaldo. Pode ser visto como um adendo, mas sem uma evidente discordância com a essência do post do Reinaldo.

    Um abraço,

    Weimar

  61. Leandro Domingues

    -

    10/01/2012 às 22:42

    Philipe Pereira – Muito bom o link que vc postou .
    Só faltava essa agora , quer dizer que ser contra o uso de drogas é ser preconceituoso ? depois que inventaram isso , agora qualquer coisa é preconceito , já não se pode oipniar nada que vc é preconceituoso .
    Ser contra às drogas é preconceito ? Brincadeira mesmo .
    Ô tio rei , e aquele texto que você ia fazer sobre os direitos humanos ??? Tá devendo ele hein ?

  62. Pedro Salles

    -

    10/01/2012 às 22:39

    Caro Reinaldo,
    Feliz 2012, muita saúde e felicidades em 2012!
    Acho que faltou comentar que os cidadãos que “exercem o direito” ao uso de drogas estão financiando o trafico de armas e muitos deles acabam cometendo crimes violentos para conseguir pagar as dividas com os traficantes. Do jeito que coisa anda, daqui ha alguns anos vão estar propondo a “bolsa crack” ou o vale-coca para “universalizar o direito ao pó” ….

  63. gilpb

    -

    10/01/2012 às 22:35

    Dois comentários.
    Nunca ,em nenhum lugar no mundo nenhuma polícia zerou algum tipo de crime. Todos eles sobrevivem até hoje.
    Portanto alegar q a polícia não acaba com o tráfico de drogas éjustificativa hipócrita.
    Quanto ao título, eu endosso e acrescento q é totalmente pertinente no caso de aborto.Não me convidaram para participar e querem que eu,pelos impostos que pago,arque com os custos das consequencias indesejáveis do prazer,

  64. Incisiva

    -

    10/01/2012 às 22:35

    Concordo com Mino Neto, das 22:18.
    O texto está um primor de lucidez e RESPONSABILIDADE!
    Este é o Reinaldo que conhecemos e que merece nossos aplausos.
    Cirúrgico!!!!!!!!!!

  65. Antonio Carlos

    -

    10/01/2012 às 22:31

    Prezado Reinaldo Azevedo. Boa noite.
    Concordo plenamente com o seu discurso. Não havia refletido sobre o tema sob o ângulo que Vc sugere, mas realmente é um dado a ser considerado. Também não concordo com a descriminação do consumo. Afinal como impedir o comerciante de oferecer um produto, cujo consumo é livremente permitido?

  66. saüdade

    -

    10/01/2012 às 22:21

    Reinaldo, concordo com a linha de pensamento esposado em seu texto, sou, na verdade, por assim dizer, até mais radical, pois penso que uma narcorepressão eficaz deve inevitavelmente passar pela aplicação de penas duras para o porte e uso de drogas (significa dizer: fazer o drogadito que sustenta o crime organizado comer cadeia por uns bons anos). FHC deve ignorar países como Indonésia, Arábia Saudita quando diz que repressão não funciona nunca.
    Seja como for, há um porém que, segundo entendo, sua argumentação deveria ter enfrentado: Muitos dos que se dizem a favor da liberação das drogas acham que o tratamento dos viciados poderia ser pago com o imposto recolhido do consumo, argumento semelhante ao que justifica disponibilizar o SUS para fumantes com câncer.

  67. alberto

    -

    10/01/2012 às 22:19

    Ao Eudardo 21:02 – Já ouví esse papinho de uma médica. Os impostos que pagamos pelo cigarro, por mês, equivalem praticamente a um plano de saúde. Para a maioria, até precisar de atençào médica, são pelo menos, 40-50 anos de “contribuição”. São bilhões de reais que vão parar no cofre do governo. O cigarro é um excelente negócio para o governo. Até você se beneficia disso. E ainda reclama? Reclame do governo. O que o governo faz com esse dinheirão? O cigarro não altera o comportamento das pessoas, o trabalho, não é causa de crimes e assassinatos, de destruição da familia, de acidentes de trânsito etc. Diferentemente do álcool que ninguém lembra, e das drogas.

  68. MINO NETO

    -

    10/01/2012 às 22:18

    “As minhas convicções mais profundas me impedem de negar ajuda a quem, afinal, precisa de ajuda, ainda que tenha cometido muitas faltas. Mas eu reivindico, sim, o direito de a sociedade, que pagará a conta, dizer qual é a sua vontade.”
    .
    SEM MEDO DE ERRAR, REINALDO AZEVEDO, É A FONTE DE MAIOR LUCIDEZ NESSE PAIS!

  69. MACUNAÍMAS S/A

    -

    10/01/2012 às 22:17

    Suas considerações sobre o assunto são inequívocas. Este tipo de raciocínio, “consome quem quer”, pode ser aceito em pessoas viciadas, com pouca formação intelectual e moral, jamais em pensadores. A sublime arte do pensamento requer regras e disciplina para que transcenda ao óbvio. Quem respeita o pensamento, respeita a vida. Quem pensa desta forma não é pensador. No máximo pode ser tratado como um discípulo obscuro de Darwin, pois usa droga como forma de seleção natural, sem contar com as imensas perdas de material humano, crianças vitimadas, mal formadas física e mentalmente, abandonadas. Pessoas vagando sem rumo que fatalmente atingirão a cidadãos que produzem ao país. A esquerda brasileira, hoje forte e franca manipuladora de boa parte da mídia, talvez almejem uma nova guerra do ópio para impulsionar as Narcofarcs e dominar toda América do Sul. Pelo menos até conseguirem mudar o regime, já que em nenhum país comunista as drogas são tratadas de outra forma que a prisão e execução sumárias.

  70. aNTONIO

    -

    10/01/2012 às 22:04

    AS DROGAS SE LIBERADAS, LEVARAO O POVO BRASILEIRO AO INFERNO . QUEM VIVER VERÁ!

  71. Felipe Goltz

    -

    10/01/2012 às 22:00

    Reinaldo,
    Às vezes discordo de suas opiniões políticas, mas devo admitir – e não o faço com vergonha, pelo contrário – que a sua postura perante temas de ordem moral, como este das drogas ou do aborto, por exemplo, é simplesmente exemplar e extremamente corajosa. Dá gosto saber que se a Espanha tem um Juan Arias, nós temos um congênere ainda de maior valor no Brasil. Neste país infestado de pseudo-jornalistas bocós como Paulo Henrique Amorim e revistas de pé quebrado como Carta Capital e IstoÉ, é um alento ter em VEJA e em seus jornalistas – você, Augusto Nunes, Caio Blinder, Ricardo Setti… – uma espécie de porto seguro da razão e do bom senso. A isto sim chamo de “jornalismo revolucionário”, que, como você sabe melhor do ninguém, corresponde a nadar contra a maré do informacionismo e opinionismo vigaristas e altamente deletérios para a sociedade, os quais vicejam tão altaneiros nestes tempos difíceis de esquerdas no poder no Brasil. Estas últimas hão de cair de podres com suas opiniões libertárias, mas pessoas com você devem permancer.
    Valeu pelo artigo

  72. Alexandre

    -

    10/01/2012 às 21:57

    Excelente ponderacao Reinaldo. Tambem nao entendo o Ministerio Publico, Procuradoria, marcha da maconha, marcha do orgulho gay, etc….Sempre as minorias. Porque as pessoas no Brasil nao se unem para combater a corrupcao, a saude publica precaria, educacao precaria, enem, pressionar STF para julgar mensalao, para exigir o fim do voto obrigatorio, para exigir o voto distrital? Eu sei o porque: porque o povo brasileiro nao tem objetivo nenhum, e um povo mediocre, que se contenta com os bolsas esmola, com a classe de politicos e governantes que estao ai, entao dai se puderen pender para o crime, para a lascivia para se darem bem ou ter um prazer diferente, que va.

  73. José Figueredo

    -

    10/01/2012 às 21:56

    Pois é povo.O ser humano sobrevive de idéias.Umas boas,outras nem tanto.O conjunto das más é que leva à construção de “PENITENCIÁRIAS”.Geralmente são destinados para lá só os elementos de idéias severamente “RUINS”.É uma pena,estas pessoas bem que poderiam estarem sendo útil à “SOCIEDADE” e não o contrário;oneram-na pesadamente.Ter vícios,usar drogas, é uma péssima idéia,mas quem as tem deve ser responsabilizado por tê-las.O câncer do tabaco(por exemplo,xii,mexi com o Rei) aniquila o viciado;se a seguradora souber do vicio,dobra o prêmio do seguro.Os não usuários é que pagam a fatura do sistema de saúde pública.Ninguém pode se dar ao luxo de ignorar o preço de se ter más idéias.As boas idéias muita vezes são propositadamente esculachadas por ferirem interesses escusos.Usar seres humanos como bucha de canhão é o mais degradante de todos os escusos interesses.

  74. Alexandre Souto

    -

    10/01/2012 às 21:44

    WEIMAR – 10/01/2012 às 19:24 – A saúde é uma obrigação do Estado de acordo com a Constituíção e eu acho sim que deve tratar o usuário, mas acho também que ele deve ficar em cana pq é cúmplice do traficante. Comprou drogas 10X tem que cumprir 10 penas. Se houvesse um rigor forte com o usuário a maioria não daria a primeira tragada. A propósito, o fato do usuário se tratar em cana não o libera de trabalhar no presídio, trabalho duro tb é um bom remédio contra as drogas.

    Desculpa se não me estendo mais sobre o assunto mas estou com uma mão fraturada.

  75. fontana

    -

    10/01/2012 às 21:43

    A Cracolândia é um protótipo de uma Sociedade livre para o consumo de qualquer tipo de droga, que o PT está vendendo a patente e os INTELEQUITUAIS estão comprando. Da maneira que as coisas estão se manifestando, só a realização das previsões dos Maias para resolver a situação.

  76. Barba

    -

    10/01/2012 às 21:41

    Não existe no Brasil de meu Deus, um jornalista que pudesse ou tivesse tamanha capacidade de expor com tamanha maestria um assunto que é tão caro a tantas famílias brasileiras, como você, Reinaldo Azevedo. simplesmente brilhante! Parabéns!

  77. Leandro Domingues

    -

    10/01/2012 às 21:39

    Não tem porque legalizar maconha em um país como o Brasil.
    Teriam que existir locais próprios para o consumo da droga, logo o governo teria que gastar muito com fiscalização .
    Um cigarro de maconha é barato, cerca de R$1,00 ou R$2,00 , com a droga legalizada , teriam impostos sobre a maconha , o cigarro de maconha poderia chegar à custar até R$ 5,00 ou R$ 6,00 reais , se o usuário paga R$ 1,00 para o traficante, porque ele pagaria R$5,00 para o governo ???
    E outra coisa, a maconha não significa muita coisa para o tráfico, eles lucram com muitas outras coisas incluindo armas ilegais, sequestros,contrabando,fornecimento de serviços aos moradores , taxas de proteção ,bailes funk …
    É só pensar um pouco, o cigarro é legalizado ? É . Continua existindo contrabando e tráfico de cigarros ? Continua, todo ano são toneladas e toneladas de cigarros falsificados aprendidos .
    Se legalizar resolvesse alguma coisa , não existiriam os famosos cigarros do Paraguai , pois o cigarro é uma droga legalizada e continua existindo tráfico de cigarros falsos.
    Parece que o Brasil está se especializando em resolver os problemas da forma mais estúpida possível .
    Os vestibulares estão ruins , cria-se o ENEM .
    O governo não consegue diminuir a desigualdade e nem que os cidadãos sejam produtivos para si mesmos e para a sociedade , cria-se o bolsa família .
    Não consegue acabar com o narcotráfico, legaliza ás drogas .
    Não consegue acabar com os cigarros do Paraguai, legaliza também os cigarros do Paraguai .
    Só falta legalizar a corrupção também . ( não estamos conseguindo acabar com a corrupção , isso é algo simples de se resolver , vamos legaliza-la )

  78. Ângelo Comisso

    -

    10/01/2012 às 21:34

    Reinaldo,
    Nos seus textos relacionados à natureza humana, gosto de analisar os comentários, que acredito não devem ser de Petralhas, que divergem principalmente da sua lógica sobre o assunto. Porém, na maioria desses comentários, eles discordam de afirmações que não estão no seu texto.

  79. renata

    -

    10/01/2012 às 21:32

    Dia desses andei lendo um senhor inconsolado com a atuação da PM/SP nesse episódio da cracolândia. Não fosse ele um inveterado petista e baba ovo do governo lullista, diria até que o homi tava cheirando crack junto com os maloqueiros zumbis, tal era a revolta do sujeito contra ação do governo paulista.

  80. GPS

    -

    10/01/2012 às 21:29

    Brilhante Reinaldo, passei o dia com este questionamento em minha cabeça, um texto perfeito. Temo porem que não exista mais esperanças,a cidade de SP,o estado de SP, graças a essa imprensa vendida, cairão nas garras do PT, Kassaab é um vendido, Alckmin lambe as botas de Dilma como um governador da situação e o que leva em troca, ataques e mais ataques, digo bem feito, mas é uma pena, a ultima trincheira já é do PT.
    Outra coisa, você assistiu a vergonhosa edição do JN, pensei que estava assistindo uma emissora estatal ou a Record, deram voz ao meliante que se fazia passar por aluno, só faltou ele pedir o impeachment do governador, não resta mais esperanças!!!!!!

  81. Rubem

    -

    10/01/2012 às 21:14

    Reinaldo, você se supera a cada dia. Que texto brilhante! Nesse assunto, eu era da ala dos “pragmáticos”, aquela do FHC. Mudei completamente de opinião. Seus argumentos, realmente, desmontam completamente a ideia da descriminalização. É muito bom encontrar alguém que pensa diferente d’agente – e melhor ainda é reconhecer, como nesse caso, que o oponente tem razão. Parabéns. Siga em frente. Não se deixe abater por essa baixaria toda que ronda a internet, na qual 90% do público não entende o que lê (e, pior ainda, não entende nem sequer o que escreve). Abraço.

  82. Leandro Domingues

    -

    10/01/2012 às 21:14

    É sempre a mesma história, quando o individuo quer consumir a droga, ele chama o estado de paternalista, autoritário e blá blá blá ,mas quando ele tem uma overdose ele quer que o tal estado paternalista ( protetor ) cuide para que ele fique vivo . Oras bolas , ele quer ou não um estado que proteja o cidadão ?
    Entendi, quando é para bular a lei e as liberdades coletivas ( isso inclui muita coisa , drogas , desrespeito no trânsito , etc ) porque o individuo acha sua liberdade individual é melhor do que às liberdades coletivas , então ele é contra o estado protetor .
    Mas quando ele tem uma overdose , ou capota o carro porque estava à quase 200 km , e necessita urgentemente dos serviços pagos pelas pessoas que respeitam às liberdades coletivas , ele é a favor do estado protetor .
    Isso é bem parecido com o comunismo . ” Odeio o capitalismo , mas não abro mão dos benefícios que ele proporciona” ou o usuário de drogas . ” odeio o estado que protege os cidadãos , mas adoro quando ele me socorre ”
    Parece engraçado , mas é trágico …

  83. Brunatto

    -

    10/01/2012 às 21:13

    Lugar de dependente é hospital,de traficante é cadeia,e de quem defende liberação das drogas deveria ser cadeia também.

  84. JCarvalho

    -

    10/01/2012 às 21:12

    “Acho a opinião de Friedman — emitida num tempo pré-crack, diga-se ”

    Assim não, RA…

  85. wilson

    -

    10/01/2012 às 21:07

    Parabéns, Reinaldo!
    Caminhamos para um ser o país de direitos de minorias. Não é culpa das instituições, apenas. Maior parcela de culpa tem quem paga impostos, não reivindica seus direitos básicos; cala-se perante as maiores arbitrariedades. Critica sem medida a falta de projeto e corrupção desse governo, mas não move uma palha de fato para exigir nas ruas ou ir além das palavras. A verdade é que o Brasil é um país de fracos. A classe média, que paga a maior parte dos impostos, vive hoje pra consumir, consumir… Nessa toada, as minorias ou o sistema, ou ambos, acabarão tomando pilhando a “fartura” que lhe resta. Acorda Brasil!!!

  86. Rejane uai

    -

    10/01/2012 às 21:07

    Enfim o Brasil volta a ter coerência nas notícias com a sua volta.
    Você fez e faz falta nesse país abandonado pela imprensa, nesse país onde a imprensa acha que está lidando com medíocres.
    Já não aguentamos mais ouvir falar sobre o morro do alemão, o morro do …. das comunidades pacificadas, até parece que é verdade. UFA! Aja paciência, dar a notícia é uma coisa, fazer lavagem cerebral aí não, aí é negligenciar nossa inteligência.
    Parabéns pelos excelentes textos, pela excelente redação, pelo respeito ao povo brasileiro.

  87. Avelino Taveiros

    -

    10/01/2012 às 21:06

    Gostaria de fazer um reparo ao comentário do Sr. André Barros (10/01/2012 às 19:56)
    Abre aspas
    A resposta à pergunta do título do post está na lei, mais exatamente nos artigos 196 e 198, da seção II (da Saúde), do capítulo II (da Seguridade Social), do título VIII (da ordem Social), da Constituição Federal em vigor.
    Prover saúde como dever do Estado é direito de todos…
    Fecha aspas
    É preciso levar em conta que a Seguridade Social não passa de um seguro que, em tese, todos pagam para se proteger contra eventuais “sinistros”. Portanto, é bom lembrar que o setor de seguros (com a aprovação, apoio e incentivo da SUSEP) estabelece restrições ao pagamento de benefícios aos segurados ou seus beneficiários que contribuírem para a ocorrência do sinistro (ex.: os beneficiários não se beneficiam do seguro em caso de suicídio do segurado).
    Da mesma forma, a obrigação do estado de prover saúde deve (ou pelo menos deveria) levar em conta a participação do cidadão na ocorrência do motivo que culminou com a necessidade de atendimento.
    Acho que isso poderia nortear a discussão da “obrigação” do estado de prover saúde para aqueles que, no exercício do direito de escolha, optaram por praticar atos que sabidamente provocariam e finalmente provocaram o agravamento da sua saúde.

  88. Eduardo

    -

    10/01/2012 às 21:02

    Seguindo este raciocínio o Estado não deveria tratar de pessoas com câncer de pulmão e/ou com cirrose hepática, doenças oriundas do tabaco e álcool, que apesar da legalidade causam doenças que levam o consumidor à morte. Entendo que o mais importante é trabalhar na prevenção, impedindo que a droga entre no país e chegue facilmente aos consumidore, bem como informando sobre os malefícios do consumo compulsivo.

  89. Daniel M

    -

    10/01/2012 às 21:02

    Apolo,

    Largue o baseado e releia o texto. Voce nao entendeu nada.

  90. celeraman+

    -

    10/01/2012 às 20:55

    – Doutor, o paciente já está pronto!
    – Sim, mais um minuto apenas para terminar meu café e este baseadinho e começaremos a cirurgia!
    .
    [Nóóimm! Cai o pano]

  91. Nelson® - São Paulo

    -

    10/01/2012 às 20:49

    O que você chama de laxismo eu chamo de “laxante ideológico”. O resultado só poderia ser caganeira mental.

  92. Avelino Taveiros

    -

    10/01/2012 às 20:44

    Reinaldo:
    A propósito do título deste post (A Droga da Imprensa), gostaria de chamar a atenção para o artigo publicado na edição de hoje (10/01) do jornal Agora São Paulo, do grupo Folha de São Paulo (link para o artigo: http://www.agora.uol.com.br/saopaulo/ult10103u1032192.shtml).
    O jornal, além de considerar como líquida e certa a obrigação do estado de prestar assistência médica aos usuários de crack (obrigação essa questionada com muita propriedade no seu artigo), critica o fato de os viciados terem que esperar oito horas para receber tratamento.
    Será que o editor que autorizou a publicação desse absurdo sabe quanto tempo de antecedência é necessário para que cidadãos que se disponham a pagar mais de R$1.000 consigam agendar uma consulta particular com médicos como aqueles que atendem personalidades como Lula, Dilma, Temer et alia? Sabe-se muito bem que nas salas de espera desses médicos chega-se com frequência a esperar mais de 5 ou 6 horas por uma consulta (depois de esperar MESES pelo dia da consulta).
    Será que o editor tem idéia de quanto tempo é necessário para que os beneficiários dos planos de saúde pagos para os funcionários do grupo Folha de São Paulo consigam marcar uma simples consulta com os médicos credenciados pelo plano? Chegado o dia marcado para a consulta, será que ele sabe quanto tempo os beneficiários desse plano de saúde têm que esperar pelo atendimento?
    Será que o editor sabe quanto tempo, contado em meses ou dias a partir do momento que o paciente tiver decidido se internar, é necessário para uma internação nas melhores clínicas privadas para tratamento de dependentes químicos?
    Matérias desse tipo servem como “um medidor de nível” da honestidade moral vigente nas redações, quando se trata de criticar administrações que não são do PT. Além de partirem do pressuposto questionável de que o atendimento médico é obrigação do estado, vendem para os leitores a idéia de que o estado (não administrado pelo PT) falha por não conseguir fornecer aquilo que nem mesmo os melhores serviços privados de saúde conseguem fornecer para quem se dispõe a pagar preços estratosféricos.

  93. celeraman+

    -

    10/01/2012 às 20:43

    Haikai
    .
    Um nóia prá chamar de seu,
    prá chamar “desceu”,
    chamar dirceu.

  94. PARTIDO - PÊQUÊPÊ

    -

    10/01/2012 às 20:41

    .
    CARISSIMO REINALDO,
    .
    IMAGINO QUE O MOTIVO POR QUE TERMOS QUE PAGAR PELO TRATAMENTO DOS VICIADOS SEJA O MESMO PELO QUAL TEMOS QUE PAGAR PARA OS XEXELENTOS FICAREM FAZENDO TUDO, MENOS ESTUDAR, NA USP OU QUALQUER OUTRA UNIVERSIDADE PUBLICA NO PAIS. AS DUAS CATEGORIAS ESTAO CADA VEZ MAIS PARECIDAS.
    .
    ACHO , DE CERTA FORMA, ATE JUSTO QUE O ESTADO PAGUE PELO TRATAMENTO, POIS ELE PROIBE SUBSTANCIAS MAS NAO AS COIBE
    .
    SEI QUE VOCE DISCORDA TOTALMENTE DO QUE DIREI A SEGUIR; IMAGINO, DE FORMA MUITO SIMPLISTA, QUE LIBERANDO APENAS AS DROGAS MAIS LEVES, TALVEZ SOBRASSE ENERGIA, TEMPO E DINHEIRO PARA COIBIREM AQUELAS QUE REALMENTE AFETAM A SOCIEDADE, NAO SO EM TERMOS DE TRAFICO E SUAS IMPLICAÇOES , MAS EM TERMOS DE SAUDE FISICA E MENTAL DOS VICIADOS
    .
    MAIS DO QUE PROBLEMA DE SAUDE, ESSA COISA DE CRACK JA VIROU PROBLEMA SOCIOLOGICO
    .
    SAO AMONTOADOS DE ZUMBIS… QUE COISA DEPRIMENTE… COMO ALGUEM DEPOIS DE VER CENAS DA CRACOLANDIA AINDA PODE PENSAR EM EXPERIMENTAR AQUELA PORCARIA NO ÚRTIMO ?
    ?

  95. Everson Andrade

    -

    10/01/2012 às 20:40

    Acho que são duas cascudas miudinhas e bem limpinhas que passaram às 19:43 e 20:01h.

  96. LMWS

    -

    10/01/2012 às 20:37

    A falha que percebo no seu argumento, Reinaldo é que a discute como se não pudessemos pragmatizar o discurso ético (adotado uma ética utilitarista). O Estado passa a ter obrigação de tratar viciados a partir do momento que arrecada pesadamente com o consumo dos usuários. Isso pressupõe um regime de comércio pesadamente controlado pelo Estado (ninguém planta tabaco). Obviamente, é um discussão que apenas se aplica ao cânhamo. Saudações

  97. Jorge Marum

    -

    10/01/2012 às 20:36

    Caro Reinaldo, concordo com você quanto à proibição das drogas e a responsabilidade dos usuários, que não devem ser tratados como coitadinhos, e sim como adultos que escolheram a vida que levam. Só tenho dúvida quanto ao tratamento, porque, seguindo essa linha de raciocínio, o Estado também não deveria arcar com os custos dos efeitos nocivos do tabaco e do álcool, cujo consumo também deriva do livre-arbítrio do usuário.

  98. Mauricio.

    -

    10/01/2012 às 20:34

    Reinaldo, não sei se você viu a notícia da semana passada. A imprensa não divulgou muito. Eu li somente no Metro Campinas (www.readmetro.com/en/brazil/metro-campinas).

    Veja que interessante: a Holanda vai permitir que somente pessoas residentes lá – holandeses ou estrangeiros – possam consumir droga no país. Os estrangeiros estarão proibidos.

    O que será que os “progressistas” acham disso?

  99. JCarvalho

    -

    10/01/2012 às 20:32

    Marcos Santos
    -

    10/01/2012 às 19:23

    Caro, teu exemplo é perfeito quanto ao avanço do estado sobre as liberdades individuais. Se irreversível eu não sei, mas até onde isso vai?

  100. Adriano

    -

    10/01/2012 às 20:30

    O ideal mesmo seria que não existisse saúde pública, de nenhuma maneira.

  101. ZEBRASIL

    -

    10/01/2012 às 20:30

    Tutelar o indivíduo é uma violência, por mais que nos pareça benéfica ao próprio e/ou o semelhante… Embora em diferentes velocidades as drogas lícitas também cumprem o rito doentio. O crack e assemelhados agem na velocidade da luz, as outras na do bonde… Assim posto, ambos enfermos por diferentes vetores devem gozar do mesmo benefício das redes de saúde… Entendo e compreendo o flagelo; realmente preocupa a inevitável formação de guetos… Mas hierarquizo minha posição. Respeito o raciocínio do jornalista, em “tese”, e onde ele coloca o carro…

  102. Pedrao

    -

    10/01/2012 às 20:28

    Este é um problema de saúde pública e afeta todas as classes sociais.
    Seu artigo, devido ao alto número de leitores e ao fato de você ser um formador de opiniões, é jornalisticamente irresponsável.

  103. osvaldo felix

    -

    10/01/2012 às 20:27

    NÃO ENTENDI,SERÁ QUE O MP E A DEFENSORIA QUEREM TRANSFORMAR SÃO PAULO NO PARAISO DAS DROGAS?

  104. Bruno Ferreira Porto

    -

    10/01/2012 às 20:27

    Apesar de ser totalmente a favor de que se regulamente todas as drogas – que é melhor que deixar na mão de criminosos – concordo que não é um problema de saúde pública. A decisão de se usar uma droga é individual e tomada enquanto se está sóbrio, se o individuo acha que pode arcar com os riscos deve-se responsabilizar por eles também.

  105. Mauro ferreira

    -

    10/01/2012 às 20:25

    vou um pouco mais além: pelo menos no rio de janeiro, precisou o martirio do Tim Lopes para que a imprensa parasse de exaltar chefes do tráfico como benfeitores, justiceiros,líderes contra as forças de repressão.Se achavam acima do bem e do mal, festejando um cineasta que pagou para um traficante sanguinário escrevesse um livro como pretexto para ele deixar o tráfico.

  106. Adriano

    -

    10/01/2012 às 20:25

    Cachorro louco às 20:08.

  107. Adriano

    -

    10/01/2012 às 20:23

    Rafael de Oliveira das 19:08 escreveu: “Talvez você não goste da comparação que farei, mas é o mesmo caso de consumidores inveterados de Fast-Food. Por que neste caso a sociedade tem que se resposabilizar pelo tratamento de problemas sistêmicos que aparecerão no futuro, como hipertensão e diabetes?” Eu respondo: A sociedade não, o Estado; E o Estado só poderia me negar o tratamento se também se negasse a receber o dinheiro dos meus impostos. E eu acho que isso ele não fará.

  108. MariaCosta

    -

    10/01/2012 às 20:23

    Que Brasil mais contraditório hein? Esses governantes atuais só podem estar testando nossos limites-entram na justiça contra implantes de aparelhos auditivos nos 2 ouvidos – e o pior, ganham a causa, porém lutam ardorosamente em apoio a drogados q teve escolhas em até selecionar a droga q melhor lhe apetece. Q absurda a troca de valores!!!

  109. elisa cristina

    -

    10/01/2012 às 20:22

    10/01/2012 – 17h09
    Grupo promove “churrascão de gente diferenciada” na cracolândia, na olha.com
    Tem muita gente que acha que está dando comida aos pombos…
    No Rio, traficantes foram expulsos das comunidades sem um tiro e sem uma prisão, uma maravilha. Em São Paulo, as ruas tomadas pelos consumidores de crac, foram desocupadas pela PM que, segundo alguns, agiu com violência…..Quando é que o governador, o prefeito, o comando da PM vão se manifestar apoiando essa iniciativa???? São Paulo não merece ter suas boas políticas defenestradas dessa maneira!!!! Será que nós, paulistanos, ficaremos de braços cruzados e bocas fechadas diante dessa gente a nos desprestigiar????
    Elisa Cristina

  110. Surfista Prateado

    -

    10/01/2012 às 20:19

    Pegam o pensamento de Friedman pela metade, só a metada que serve a eles… Certamente ele complementaria da mesma forma que você fez… Opta pela droga, tem que abraçar também o que ela traz junto. Sou liberal-conservador, mas acho que o Estado tem que intervir não para ajudar o usuário ou impedi-lo de se drogar, mas sim para proteger o contribuinte da ameaça em potencial que esses drogados representam, cometendo seus crimes para obter mais droga. Estão lá porque escolheram como pessoas livres. É uma “construção”, que fiquem com ela. Esse problema todo começou quando o uso de drogas deixou de ser crime. De lá para cá, o uso explodiu.

  111. Jotinha

    -

    10/01/2012 às 20:18

    Tempos bicudos. São muitos tipos de droga pelo Brasil afora… Mas, a pior delas é a droga da vigarice. Periodicamente consultado se quer continuar consumindo a droga do bandido disfarçado de político, a droga do pilantra camuflado de eleitor diz que sim. E para aumentar o consumo de drogas “nestipaiz” nada como a droga subliminar do subjornalismo: a mãozinha da imprensa “isenta”. E assim, quadrilheiros e seus seguradores de escada, farinhas do mesmo saco, vinhos da mesma pipa, vão tocando o tráfico da vigarice. É isso. O Brasil está consumindo a pior de todas as drogas: a vigarice. Definitivamente, o maior problema “destipaíz” é a droga, a droga do Lula, da Dilma, do Dirceu, do Sarney e dos ícones assemelhados. E nada pior no mundo do que pagar a conta contra a nossa vontade.

  112. JCarvalho

    -

    10/01/2012 às 20:17

    Mas o que importa sobre essa questão de São Paulo é que a lei deve ser cumprida, e o governo tem a obrigação de adotar os procedimentos necessários a este respeito.

    O debate sobre a descriminação não pode substituir a necessidade de manutenção da ordem. Não se trata de alternativas excludentes, pelo contrário. Um eventual afrouxamento na lei sobre entorpecentes deve pressupor que o mesmo eleve a qualidade de vida da população em geral, e não é o que se vê hoje no centro de São Paulo, daí a necessidade da imposição de força por parte dos agentes do estado.

  113. Luiz Fernando

    -

    10/01/2012 às 20:17

    Tudo aquilo que os “especialistas” falam nas TVs é ótimo.Afinal eles não tem responsabilidade alguma pelo que acontece na vida real.

  114. maria aparecida

    -

    10/01/2012 às 20:15

    maravilhosas palavras a sua! parabens! não é a toa que ouvia um pr. malafaia indica-lo… ele realmente teve razão!

  115. Anita

    -

    10/01/2012 às 20:13

    A sociedade, dona do dinheiro público, não pode se responsabilizar pelos vícios individuais. As seguradoras de vida e de saúde submetem os interessados a uma bateria de perguntas para determinar os tipos de cobertura. Ninguém está obrigado a fumar, a beber ou a consumir drogas, mas se o fizer que pague com seu próprio dinheiro a doença contraída por tal motivo. É a teoria do risco a que estamos submetidos, que aprendemos com nossos pais e ensinamos aos nossos filhos.
    FHC, ao defender a liberação da droga sem ônus para os usuários, colide com a opinião de alguns correligionários e por isso fragiliza não apenas o seu partido, mas toda a oposição. Nunca é demais lembrar que na China de Chiang Kai-shek havia locais exclusivos para os viciados consumirem ópio à vontade, vício proibido e os locais lacrados pela República Popular de Mao em 1949.

  116. Mago

    -

    10/01/2012 às 20:10

    Brilhante. Parabéns.

  117. ixe

    -

    10/01/2012 às 20:09

    Os cidadãos de bem de Santa Cecília agradecem a ação da polícia de SP que lhes devolveu o bairro, a vizinhança.
    Tem sido uma polícia exemplar e por isso tanto ódio dos incomPTentes. Infiltrados ou não, a petralhada assiste ao passeio da gestão estadual na segurança pública.

  118. APOLO

    -

    10/01/2012 às 20:08

    Uma pessoa que se confessa ser fumante não tem nenhuma autoridade para comentar sobre drogas.

  119. Madame Hipocrisía,

    -

    10/01/2012 às 20:03

    Irretocável a sua abordagem, caro Reinaldo. Mas, o que mais me incomoda sobre o assunto droga e suas implicações é a constatação de que o atual governo petista é o maior cúmplice pela ação devastadora provocada pela droga e que assola parte mais desprotegida da sociedade. Quando o LULA abraça o irmão índio cocaleiro EVO MORALES; quando entrega de mão-beijada uma refinaria da Petrobrás (e deveria ter sido impichado pela prevaricação!); quando ele financia estrada na Bolívia facilitando escoamento e refino; quando, finalmente, se consente em tirar foto (estampada em todo o mundo) ostentando vistoso colar de folhas de coca; quando o gov.brasileiro nada faz para pressionar a Bolívia a reprimir a produção da cocaína, e nada faz para combater o narcotráfico, e mantem equela excrescência que é a livre-muamba do Paraguais, ELE ENTÃO SE TORNA CÚMPLICE de tamanho desatino. Fico vendo esse trololó sem fim acerca do probrema, e me rendo cada vez mais, que a sociedade só irá se livrar desse mal, quando, efetivamente, se exterminar a produção. Sem produto não há comércio. COM O GOVERNO LULOPETISTA E O GOVERNOS LUGO EVO COCALEIROS de mãos-dadas, está tudo dominado. Só faltava partir para a avenida, com carro alegórico e tudo… e parece que vai acontecer no próximo carná! BUM BUM PRATICUNDUM PRUGURUNDUM…!!!

  120. Setembrino Aparecido de Jesus da SilvaBb

    -

    10/01/2012 às 20:03

    REINALDOXX!!!

  121. JCarvalho

    -

    10/01/2012 às 20:01

    Há problemas críticos com crack na Holanda, Suiça ou Portugal?

    Possivelmente o crack é produto colateral da repressão.

    Eu concordo que não faz sentido repassar à sociedade o custo de uma escolha do indivíduo tal como seu tratamento clínico para se livrar do vício. O problema é que isto pode ser estendido aos alcólatras, fumantes, obesos (aí entra outra subjetividade) e etc. Portanto, mesmo para aqueles que creêm na liberação como o melhor caminho, ou pelo menos como uma alternativa a ser testada, o estado bancar os serviços médicos de viciados não vai contra a lógica.

  122. Paulo

    -

    10/01/2012 às 20:01

    William F. Buckley, um conservador de peso, tambem era a favor da liberacao das drogas. O seu argumento era um pouco mais sutil e pragmatico, mas nao muito diferente, do que o “simplista”, na opiniao de Reinaldo Azevedo, Milton Friedman. Em suma, argumentava que o dano para a populacao em geral causado pela guerra as drogas (por exemplo, violencia urbana, bairros destruidos e marginalizados, prisoes lotadas de traficantes de pequeno porte e outros pequenos crimes associados ao trafico, sistema de justica emperrado com inumeros processos) era muito maior do que o flagelo social da droga. Portanto, Reinaldo, neste caso, simplifica a versao de seus adversarios para enaltecer a sua.

    Alguns links de interesse:
    http://old.nationalreview.com/12feb96h

    ttp://www.youtube.com/watch?v=qDWpdLEbc1s/drug.html

    Um detalhe menor. Milton Friedman nao mudou a sua posicao apos o advento do crack. Pelo contrario, atribuiu a existencia do crack aa “guerra as drogas”, que incentiva a criacao de drogas cada vez mais potentes e “portateis”. De acordo com Friedman, se nao fosse pela “guerra as drogas”, o crack talvez nem existiria,

    http://www.youtube.com/watch?v=nLsCC0LZxkY

  123. Anónimo

    -

    10/01/2012 às 19:58

    Pessoas inteligentes, como Milton Friedman, falam em tese. Revolucionários, como FHC, têm agenda.

  124. André Barros

    -

    10/01/2012 às 19:56

    A resposta à pergunta do título do post está na lei, mais exatamente nos artigos 196 e 198, da seção II (da Saúde), do capítulo II (da Seguridade Social), do título VIII (da ordem Social), da Constituição Federal em vigor.
    Prover saúde como dever do Estado e direito de todos (universalidade) e com atendimento integral (quaisquer doenças ou agravos, idependentemente de suas causas) é certamente um desafio em um país com 200 milhões de pessoas. A questão de quem paga a conta, no entanto, pode servir para despertar a sociedade para a prevenção de determinados problemas evitáveis e, quem sabe, dividir o bolo com um maior sentimento de solidariedade.
    Por concordar com essas premissas legais, espero que o sistema de saúde não rejeite alguém que infartou por que comeu muita gordura ou outrem que quebrou a espinha porque pilotava sua motocicleta em desacordo com a lei de trânsito ou numa atitude por muitos considerada suicida.

  125. LUIS

    -

    10/01/2012 às 19:53

    PARABÉNS REINALDO , IRRETOCÁVEL

  126. Rhyan

    -

    10/01/2012 às 19:51

    Não deveria existir saúde pública, de nenhuma forma. Não só Milton Friedman defendia a descriminalização, Mises e Hayek também.

  127. Marcio Alvarenga

    -

    10/01/2012 às 19:48

    Os que sao favoraveis as drogas, adotem um dos viciados.
    Passei a vida inteira cuidando dos meus. Nao quero pagar pelo dos outros.

  128. Atento

    -

    10/01/2012 às 19:46

    Lógica perfeita, texto antológico.

  129. Observadordepirata

    -

    10/01/2012 às 19:45

    Com a entrada do crack no cenário das drogas , tudo precisa ser repensado nesse sentido. Não existe a menor hipótese de liberação das drogas hoje. Isso é uma mazela social que ainda trará muita dor de cabeça e desgraça à sociedade.

  130. Luciano

    -

    10/01/2012 às 19:43

    REINALDOXX!!!

  131. Matheus

    -

    10/01/2012 às 19:42

    A opiniao do Friedman na realidade nao e pre-crack – na realidade o crack e um dos motivos para Friedman defender a legalizacao das drogas. Na opiniao do economista, o crack so existe devido a proibicao das drogas mais leves, o que encareceu a cocaina e a maconha, fazendo com que o crack se tornasse uma alternativa mais barata. Existe um video no youtube onde Friedman deixa bem claro esta posicao, com argumentos bastante persuasivos: http://www.youtube.com/watch?v=-shwabBMEXQ

  132. Gelson Sandri

    -

    10/01/2012 às 19:36

    pelamordedeus olha que os promotores protetores de bandidos estão fazendo sobre a operação,comente depois,nao precisa publicar meu comentário
    http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/1032475-promotores-abrem-inquerito-para-investigar-acao-na-cracolandia.shtml

  133. M. Dalbosco

    -

    10/01/2012 às 19:34

    “E um fundamento da liberdade individual é arcar com o custo das escolhas, em vez de transferi-los para os ombros de terceiros. Mais: ele consuma, então, o que quiser, mas sem sitiar áreas públicas. Se o fizer, polícia! Alguma falha no que escrevo aqui?”

    NENHUMA! Absolutamente nenhuma, e fico feliz de ver que há pessoas no mainstream jornalístico que entendem a posição liberal, ainda que não concordem com ela. O liberal não defende que a sociedade seja obrigada a arcar com os custos gerados pelos drogados, mas antes, o oposto; até porque a maior parte dos liberais é contra a saúde pública. Como você muito bem observou, a busca pelo alargamento das liberdades individuais parte pelo princípio que o homem livre deve arcar com as consequências das escolhas – livres – que faz. Uma dessas escolhas é consumir drogas – álcool, cigarro, maconha, crack. Os custos gerados à sociedade pelo consumo de álcool e, principalmente, de cigarro, são enormes; e para o liberal, esses custos TAMBÉM devem ser retirados da conta da sociedade. Esses e todos os outros, porque, ao contrário do que normalmente se pensa, não existe “dinheiro público”: existe apenas dinheiro tirado À FORÇA das pessoas. Eu não tenho obrigação de pagar tua gravata, Reinaldo, porque seria obrigado a pagar tua conta do hospital?

    Um outro argumento bastante mencionado pelos defensores da guerra às drogas são as outras externalidades – roubo, mortes, etc. Esse é, com todo respeito, um argumento que não se sustenta. Roubar e matar JÁ SÃO crimes. A punição ao usuário – e também ao traficante, jogado na ilegalidade pela força do Estado – se baseia no fato que o crime PODE VIR a acontecer. E isso é um absurdo completo, abre um leque de possibilidades infinitas, uma mais autoritária que a outra. Tipo querer banir a posse e porte de armas – como continuam tentando fazer no Brasil – porque PODE SER que um desequilibrado mental acabe matando alguém no trânsito.

  134. marcos moraes

    -

    10/01/2012 às 19:29

    OK, falou e disse. Mas, antes de vc voltar do descanso Alckmin, Kassab e o cmte. geral da PM de SP disseram que o 2º escalão da PM atropelou e se antecipou À ação integrada que só deveria ter começado lá pra fevereiro.

    Ou tô maluco?

    Se o PT tá ou não tá eu não sei; só sei que os 3 deram mole. Como sempre.

    MAM

  135. Reinaldo

    -

    10/01/2012 às 19:28

    Eu acho a interpretação do von Mises a melhor para essa situação: liberdade significa liberdade de fazer escolhas erradas. Isso, obviamente, desde que um indivíduo não solape a liberdade do outro. E é óbvio (deveria ser, pelo menos) que cada um deve arcar com os custos bem como auferir os proventos de suas opções. É o individualismo que norteia o desenvolvimento da sociedade ocidental desde o advento do capitalismo. Que autoridade natural tem qualquer pessoa para me dizer o que eu devo ou não consumir? Se eu não estou cerceando a liberdade de ninguém, posso fazer o que eu quiser. Essa deveria ser a lógica de atuação do Estado: preservar a propriedade privada no sentido amplo. O que nada mais é do que garantia de poder usufruir seus bens (e o seu corpo é um bem) do modo que o indivíduo achar conveniente.

    É um trade off, analisado em minúcias por outro austríaco, que todo intervencionismo constitui um passo no caminho para a servidão. Saúde é um bem privado e “saúde pública” é um intervencionismo que não se questiona no Brasil. É como se fosse uma lei universal da física. Daí o raciocínio é simples. Se eu fosse gestor de qualquer serviço público de saúde, tentaria minimizar os custos do serviço. Com isso começa aquele “papinho” de prevenção. “Isso é bom pra você. Isso não é bom” e por aí vai. Daqui a pouco o governo está controlando até a quantidade de sal que eu ponho na minha comida. E é lógico que isso é um pontapé no individualismo, que é o pilar das sociedades desenvolvidas.

    A lógica é realmente simples. Se é o governo que presta saúde, ele tem o direito de controlar os hábitos do cidadão e ponto final. E deveria, de fato, controlar melhor, dada a lógica vigente. Se a sociedade quer dar esse poder para o Estado, não pode depois reclamar por liberdade. Liberdade e intervencionismo estatal são incompatíveis.

  136. BRITO

    -

    10/01/2012 às 19:27

    Tio Rei, fuma quem quer! E assume os riscos de fumar quem quer! Por que o MP e a Defensoria Pública têm que se preocupar com “fumantes”?! A função do MP e Da Defensoria é só defender vagabundos que optaram pelo uso de drogas? Eles representam a sociedade para nos defender quando algum de nossos direitos for ultrajado. E as moradores, comerciantes e transeuntes da Cracolândia e adjacências tinham perdido há muito tempo o direito de ir e vir. Agora se preocuparam com os andrajos humanos que perambulam pelas rua helvetias da vida? Então, vamos crucificar igualmente a Força Nacional, a PM do Rio e as Forças Armadas porque invadiram o Complexo do Alemão e a Rocinha (para não me estender muito)visto que esse conjunto de forças que precisa resgatar o espaço público antes da Copa do Mundo e das Olimpíadas espalhou traficantes pela cidade do Rio de Janeiro e adjacências! Onde já se viu ceifar a carreira gloriosa e humanitária de tantos traficantes!? Afinal, eles tinham um trabalho social, davam emprego a muita gente, né não?! Vão se catar! Será que não têm o que fazer?! Por que não procuram defender o direito de crianças desde a creche até o final do Ensino Médio de terem uma escola de qualidade? Por que não vão equadrar na lei esse bando de professores que infestam as escolas, hoje, não dando aula, faltando, e, quando vão, não sabem nem pra si, quanto mais pra ensinar!? Tem muito serviço a ser cumprido dentro da função de procuradores . . . É só procurar!

  137. Beto Saglietti

    -

    10/01/2012 às 19:26

    Perfeito, Tio Rei, mais uma vez!
    Estou espantado com a reação negativa da imprensa quanto a retomada da cracolândia pelo Poder Público. Pode até ter sido desastrada ou com pouca eficiência mas era necessária há anos! Que bom que resolveram agir. Era vergonhoso ver aquele bando de zumbis perabulando pelas ruas do centro de São Paulo, uma das regiões mais bonitas da cidade – não fosse a degradação. E agora que se esboça uma melhora, a imprensa desce o sarrafo?! Qual a intenção? Desmoralizar o governo e a polícia estadual para municiar e lançar o inepto Haddad para prefeito? Ou fazer o discurso “hipponga” de sexo, drogas e rock’n'roll, bem ao estilo “prafrentex” dos jornalistas deste Brasil varonil (que, em muitos casos, como você bem disse, querem ser vistos como artistas). O que está havendo afinal?

  138. Ataíde

    -

    10/01/2012 às 19:26

    Não sei se lembram aquela história do “vai transar?, o governo te dá a camisinha, etc, etc”. Alguns “comunistas” brasileiros (alguns espertos eleitores de pt e companheiros) contam (so-nham) sim, com relação a viciados, é com um pacote completo. Claro, um bom regime socialista deixaria esse pessoal se drogar à vontade, destinando-lhes abrigos e proteção,etc. Numa segunda fase, viriam as campanhas para comprar (fornecer) a droga aos “doentes”. E, numa terceira e última fase, quando a família (alguns casos) já estivesse horrorizada, quando o cara se tornasse um inútil sob todo ponto vista… Bem, aí viria uma ajudinha para fazê-lo desencarnar, descansar, etc. Ou seja, se o próprio crack não fizer o serviço completo, nada que não possa ser completado num (realmente) bom hospital do socialismo. É isso. Um viciado não serve aos propósitos do socialismo, se implantado. Serve para ajudar a causa, como se vê. De resto, concordo com você.

  139. ana soriano

    -

    10/01/2012 às 19:24

    Perfeito Reinaldo.
    Quantos são os que sustentam a máquina cada vez mais
    voraz do Estado?
    Políticos corruptos, guerrilheiros indenizados, filhas solteiras de militares, aposentadorias no teto para os privilegiados, financiamento para a Bethânia, tratamento para maconheiros…
    Minha cada vez menos reajustada aposentadoria não me permite nem um baseado de consolo. Mesmo não sendo de meu feitio , às vezes da vontade de desistir e ser mais um pária desta sociedade. Ainda bem que depois da dura jornada de trabalho tenho como lenitivo um artigo tão bem construído. Obrigado.

  140. WEIMAR

    -

    10/01/2012 às 19:24

    A lógica do Alexandre Souto, 18:22, é estranha. Ele levanta uma hipótese (“se o Estado é responsável pela saúde do cidadão”), deixando implícito que o Estado seja sempre responsável pela saúde do cidadão, em quaisquer circunstâncias, para dizer que o Estado “deve tratar a todos sem distinção” e, com isso, discordar da “visão” do Reinaldo.

    Ora, dentro da hipótese que ele levanta, a questão já fica decidida e não haverá discordância. Vejamos:

    Questão: Se a saúde for pública e universal em quaisquer condições, o Estado deve tratar da saúde dos viciados em drogas? LÓGICO!, a resposta já está contida na pergunta!

    Weimar

  141. Marcos Santos

    -

    10/01/2012 às 19:23

    Eu sempre achei que a opinião do Friedman, um liberal radical, pressupunha isso mesmo: a liberdade total, com a totalidade das suas consequências. A mim, me parecer óbvio que se o Estado vai pagar o meu tratamento, pode me impedir de usar drogas, pode me obrigar a usar cinto de segurança no meu carro, pode cobrar um importo mais alto no cigarro que eu fumo, pode enfiar um capacete na minha cabeça quando eu subo na minha moto. Nesse contexto, irreversível no meu modo de ver, não dá pra tomar como simplista uma opinião liberal e teórica.

  142. Rodrigo

    -

    10/01/2012 às 19:22

    Finalmente, a Defensoria Pública…

    Iiiiih… Matou a pau, Rei! Quero ver os “doutos” sairem desta saia justa!

  143. acon

    -

    10/01/2012 às 19:22

    Na mosca!

  144. Everson Andrade

    -

    10/01/2012 às 19:14

    … para completar a receita de como transformar a juventude em drogados/traficantes ou drogadfas/prostituídas,
    ?… a panela onde ferve o mingau da permissividade, é uma sociedade que ocupa a 84ª posição no IDH – Índice de Desenvolvimento Humano, com jovens com baixa escolaridade, baixa formação cultural, baixa qualificação profissional e baixa alto estima.

  145. Uber

    -

    10/01/2012 às 19:12

    Bem-vindo de volta, Reinaldo!
    Então você não entendeu os motivos da Defensoria Pública?
    Como não achou resposta em suas pesquisas?
    Eles devem pensar igual a um certo promotor de Pinheiros que o inspirou a escrever este post: http://t.co/SrJX2HWR

  146. dórius

    -

    10/01/2012 às 19:10

    Desde quando o PT, essa praga maldita, chegou ao poder, os valores são subvertidos. Tudo o que não presta eles defendem através da imprensa comprada. Sou totalmente a favor do seu comentário no que se refere ao livre arbítrio que os drogados têm de consumirem droga. Por que nós, que pagamos impostos escorchantes, temos de arcar com o ônus despendidos nos tratamentos a esses caras que por livre escolha preferem buscar o suicídio??
    E não venham dizer que falo isso porque não senti na pele este drama, não! Criei dois filhos, hoje, cidadãos, homens de bem, mas do meu jeito, ali, com rédea curta, sabendo tudo, acompanhando tudo de perto. Não tiveram moleza,não. Na adolescência tiveram amizade com jovens criados livres como um pássaros, pertencentes a boas famílias, mas pagaram caro pela escolha que fizeram. Hoje, muitos deles estão mortos, outros internados em clínicas especializadas, e outros ainda, perdidos nas ruas, vivendo das migalhas dadas pela comiseração pública, feitos zumbis, cadáveres ambulantes.
    Fazer o quê?? Escolha é escolha.

  147. Morais

    -

    10/01/2012 às 19:10

    Como sempre, Azevedo, na mosca.
    Você deveria ser nomeado nosso Defensor ou Ministério Público vitalício. Cabe uma observação. Os milhões que estamos gastando com estes programas (e tantas outras roubalheiras) estão saindo dos empréstimos via taxa Selic e outras dívidas. O certo é que a canalha está afundando o Brasil mas eles já estão com os dinheiros escondidos em paraísos fiscais. Portanto, caro Reinaldo, o estrago é bam maior que nós pensamos. Abs.

  148. Heber Pai

    -

    10/01/2012 às 19:08

    Vamos lá: Por que será da orquestração, até entre concorrentes de midia e economicos graficas?Qual seria o interesse nisso? Quem são estes jornalista , redatores e seus séquios que geram estas noticia sobre a cracolandia e consumo de drogas no Brasil[alias a maioria das reportagens muito similares a amadores sem qualquer formação jornalistica]? Se tratarmos como causa social , é uma tremenda mentira , pois emprego está por ai dando sopa. Se tratarmos como caso de saude publica, vem o caso do livre arbitrio, ou seja o homem livre.Se tratarmos como violencia a sociedade e o é , pq tanto esperneio desta midia , ao que parece envolvida , ou os seus funcionários, num gigantesco lamaçal?Se conpararmos a violencia, pq então estes orgãos colocam em pleno destaque uma luta violenta como é a tal UFC {MMA} ? Seria a farta distribuição de dinheiro , a qual a maioria destas fontes de midia tanto precisam? Seria um jornalismo propagandistico marron?Talvez , neste caso Franklimn Martins, vade de retro, tenha razão. Alias, seria de bom tema, que o nobre comentarista, usa-se um pouco deste seu espaço, para comentar sobre este esporte de marginalia violencia chamado MMA {UFC}? Vai dar pano pra manga.Mas cuidado, pode comprar briga com mafiosos.

  149. Rafael de Oliveira

    -

    10/01/2012 às 19:08

    Primeiro: custos por custos, quanto é gasto com a repressão? Gaste-se então com o tratamento dos viciados, com a educação anti-drogas e com outras abordagens.
    Segundo: O ser humano não é uma máquina e assim está susceptível ao mundo que o cerca.
    A decisão pelo uso de drogas ilícitas é multifatorial, como tambem acontece com outras drogas lícitas, e não “8 ou 80″ como você escreve.
    Talvez você não goste da comparação que farei, mas é o mesmo caso de consumidores inveterados de Fast-Food. Por que neste caso a sociedade tem que se resposabilizar pelo tratamento de problemas sistêmicos que aparecerão no futuro, como hipertensão e diabetes? Foi uma escolha individual, certo?
    Concordo com os trechos:
    “As minhas convicções mais profundas me impedem de negar ajuda a quem, afinal, precisa de ajuda, ainda que tenha cometido muitas faltas. Mas eu reivindico, sim, o direito de a sociedade, que pagará a conta, dizer qual é a sua vontade.”

    “Mais: ele consuma, então, o que quiser, mas sem sitiar áreas públicas. Se o fizer, polícia!”

    Sou seu leitor assiduo e concordando ou descordando sempre lerei seus textos.

    Abraco

  150. João Lavador.

    -

    10/01/2012 às 19:06

    No meu entendimento: Não faltam casos de esposas que deixaram seus maridos por causa do simples cigarro e de maridos que deixaram esposas por esse mesmo motivo, porque entenderam que não compensava ser fumante passivo nesse caso.Também há casos de esposas que mesmo sendo comprovadamente fumantes passivas, deliberaram que o esposo faz valer a pena. Da mesma maneira , homens que mesmo sendo comprovadamente fumantes passivos deliberaram que as esposas valem o sacrifício!Oh preciosa liberdade minha! Esses, evidentemente são casos privados e/ou egoístas! Caso totalmente adverso da relação: limpo-estado-drogado-traficante! Na relação desses quatro protagonistas não cabe tolerancia entre esses entes. O que cabe é a aplicação dos princípios semitas quais sejam: 1- tudo me é permitido mas nem tudo me convem; 2-Em relações formais, para todo direito deve haver obrigação de igual peso;3-a Terra continua a girar é porque ainda existem inocentes sobre ela e não inocentes ainda continuam a viver porque a terra ainda está a girar(esse dito demonstra o poder de ser inocente!)4-Já não é semita , é do Paul maccartney: “viva e deixe morrer”( quem quiser morrer, claro!)”LIVE AND LET DIE!” 5- DE mim mesmo se quero liberdade então: minhas escolhas, minhas consequencias!

  151. Jorge Chequer

    -

    10/01/2012 às 19:05

    O indivíduo é livre para endividar-se
    e cabe a ele sanar a sua dívida.

  152. indignada

    -

    10/01/2012 às 19:05

    REINALDO, BOM TÊ-LO DE VOLTA.
    QUANTO AO SEU TEXTO CONCORDO COM NÚMERO, GÊNERO E GRAU. A BAGUNÇA COMEÇOU QUANDO RESOLVERAM NÃO PENALIZAR O USUÁRIO E TAXÁ-LO DE “DOENTE”, “DEPENDENTE”, E OUTROS ENTES. ASSIM FICA FÁCIL. E OS FILHOS GERADOS DESTES DEPENDENTES COM A PROSTITUIÇÃO, COM O NÃO SABER O QUE ESTÃO FAZENDO, FILHOS TROCADOS POR PEDRAS. O CONSELHO TUTELAR QUE O DIGA. É UM AMONTOADO DE CRIANÇAS SEM PAIS, VÍTIMAS DO CRACK E SEM FUTURO, POIS NINGUÉM QUER ADOTÁ-LAS. SÃO OS CHAMADOS “FILHOS DO CRACK”. POIS É, E A DILMA CONTINUA A PROMETER.
    BEM FAZ O ESTADO DE SÃO PAULO FAZER A LIMPEZA QUE A MUITO DEVERIA TER SIDO FEITA SEM ESPERAR PELA AÇÃO “PROMETIDA” DO PLANALTO. OS PAULISTANOS NÃO TEM QUE CAIR NO CONTO DO VIGÁRIO.

  153. Sandra

    -

    10/01/2012 às 19:04

    Colegas dos outros estados, não se esqueçam: Em abril o governo federal fará uma mega-operação que acabará com as cracolândias. E já que reclamou da operação em São Paulo, certamente fará algo muito melhor. Podemos assistir, cobrar e comparar!

  154. Papai Sabetudo

    -

    10/01/2012 às 19:02

    Laxismo é um substantivo novo para mim, o que só vem demonstrar o quanto é rico o nosso idioma. De repente, parece que a população brasileira aderiu a essa prática tão perniciosa, – a do laxismo – ao ponto de se pensar que não se pode viver sem cometer um pouco desse “pecado venial”! Se o laxismo é “tendência a fugir ao dever e à lei, com base em razões pouco ou mal fundamentadas”, a impressão que se tem é de que todos caíram na farra, – refiro-me a boa parte da população brasileira, – impulsionados pelo ambiente favorável decorrente do clima de impunidade que grassa no país.
    Quanto ao “post”, o raciocínio está perfeito. Vamos pensar assim: todos os “habitués” da Cracolândia podem fumar o seu craque até morrer, mas em outro lugar, numa ermida, por exemplo, e, serão responsabilizados pelos excessos cometidos, vale dizer. O tratamento de saúde quando solicitado ou compulsoriamente necessário será realizado da forma como decidir a sociedade. A praça é do povo. Não pode ser solapada pelos viciados.

  155. jorge gaúcho

    -

    10/01/2012 às 19:01

    Pouquíssimos drogados que utilizam crack são recuperados plenamente e somente com isolamento quase completo é que podem ser desintoxicados.

  156. Everson Andrade

    -

    10/01/2012 às 19:01

    Receita para ter um filho drogado e traficante, ou uma filha drogada e prostituída:
    1º O cidadão (pai/mãe) não dá exemplos positivos. Não transmite ética (nem sabe o que é isso). Não corrige pequenos erros do garboso infante e se acha um baluarte da liberdade;
    2º O cidadão (pai/mãe) acha bonito, concorda e até encaminha o filho a tanger o corpo com tatuagens enormes em braços, pernas, pescoço, costas, peito, nádegas… e a colocar alargadores nas orelhas e nariz, colocar piercing na testa, na língua, nas partes pudentas;
    3º O cidadão (pai/mãe) defende, aceita e até dá uma motocicleta para o filho, para que ele se enturme com outros motoqueiros;
    4º O cidadão(pai/mãe) acha lindo a sensualidade de adolescentes com micro saias no funck, como atrações à parte no no carnaval, incentivando o turismo sensual ou perambulando por aí, na garupa de uma moto;
    5º O cidadão (pai/mãe) se acha progressista ao defender a descriminalização da venda de drogas, acha maravilhoso uso de drogas liberado, e já descriminalizado… e ver tantos jovens, moças e rapazes pelas baladas bebendo e dando o que é seu do jeito que lhes aprouver…
    … e depois, querem que esses jovens se tornem o quê?
    6º Os jovens bebem e se drogam, matam e morrem às centenas de milhares, todos os anos, há décadas, nas estradas, ruas e avenidas do Brasil, onde vigora a mais absoluta impunidade.

    O Brasil tem 500 mil jovens encarcerados e 2 milhões de outros jovens envolvidos com o crime em todas as cidades do Brasil. O Brasil tem centenas de milhares de meninas e mulheres prostitutas e prostituídas… para custearem o consumo de drogas.

    … e ninguém quer mudar de atitude. Os petralhas mais cínicos se defendem dizendo que isso não tem solução porque é um problema que vem desde o governo anterior, uma herança maldita. Enquanto isso, as cracolândias estão em todos os grandes e médios centros urbanos e os zumbis estão se espalhando rapidamente pelas pequenas cidades e vilarejos.
    Dominar uma juventude assim, é tão fácil quanto ganhar o voto de mendigos e favelados.

  157. Sandra

    -

    10/01/2012 às 19:00

    O que está dando errado não é a repressão. Se existisse repressão, não haveria cracolândias, traficantes não dariam mega-festas em suas mansões,… O que está dando errado é o liberou geral.

  158. jorge gaúcho

    -

    10/01/2012 às 19:00

    O que vale mais para o Brasil, um drogado irrecuperável ou uma criança que vai ser abortada?

  159. Mariazinha

    -

    10/01/2012 às 19:00

    É esse o cerne da questão: por que euzinha, pobre contribuinte, tenho que arcar com as consequências de uma escolha imbecil? O sujeito se torna um zumbi por vontade própria e a sociedade tem que arcar com o tratamento já que ele é um “doentinho”? Sugiro que os apaixonados pelos noiados levem pelo menos um viciado em crack para casa para ver o que é a realidade. Aqui no sul houve um caso muito triste de uma mãe que acabou matando o filho viciado em crack para se defender do mesmo.

  160. jorge gaúcho

    -

    10/01/2012 às 18:58

    Os corruPTos esquerdo-bananeiros já arranjaram um cavalo de batalha ai em SP, agora vão tentar fazer parecer que SP é o lugar do Brasil com a maior incidência percentual do mundo de drogados que são “covardemente” punidos e perseguidos. 9Dedos, a sexóloga e o “fazedor” de ENENS furados vão aparecer na TV e dizer que se lembram dos tempos dos campos de concentração da “ditadura” nos quais eles passaram no mínimo uns 200 anos sendo torturado todos os dias! Aqui no RS fizeram isto com a governadora Yeda. Trancaram judicialmente por diversas vezes obras com denúncias infundadas e impediram a conclusão de grandes barragens para irrigação que diminuiriam muito os prejuízos com estiagens, que agora chegaram com força descomunal. Somente uma das barragens de irrigação que já estaria pronta, Taquarembó, acumularia 120 milhões de m³ de água, mas agora somente acumula poeira e o gado ao redor está morrendo de sede. Este é o legítimo terrorismo petista, agora sofremos aqui no RS pela irresponsável e incomedida capacidade que eles tem de não permitir que qualquer um não petista faça algo de bom e os não petistas tem coisas que não fazem parte do vocabulário deles, vergonha na cara, vontade de trabalhar, inteligência e competência a favor da democracia e, portanto, a favor do Brasil como um todo e não somente a favor de um partido e dos ikes batistas da vida. .

  161. Renata

    -

    10/01/2012 às 18:57

    Gostaria de saber o que os promotores e defensores achariam se a cracolândia estivesse na rua ou no condomínio onde eles moram…

  162. Jorge Silva

    -

    10/01/2012 às 18:56

    Hugo Dart das 18:11h, existem as exceções, mas no geral jornalistas, artistas, publicitários, etc, são muito liberais em relação aos costumes. Eu tenho uns dois conhecidos (ex-colegas do segundo grau) que são jornalistas e, digamos, que embora eles nunca usaram ou experimentaram alguma droga, são a favor da legalização da maconha. Dizem que muitos amigos deles já experimentaram um cigarro de maconha pelo menos uma vez na vida, e que no tempo de faculdade era até comum.

  163. Uther Pendragon

    -

    10/01/2012 às 18:56

    Reinaldo. como sempre admiro seu raciocínio, a perfeição dos seus argumentos, mas acho que faltou um. A liberação das drogas e sua venda, obviamente seriam taxadas com um imposto e aí é que mora o perigo! Imagine mais uma fonte de renda pra petralhada mamar. Na verdade eu até acho que deveria liberar mesmo, sob o regime do cada um que se dane sozinho. Optou por consumir drogas, dane-se. Ficou vivciado, dane-se. Cometeu algum tipo de crime em decorrência do uso de drogas, pena de morte! Doa a quem doer é o que penso. Quem opta por este vício é problema dele, assim como eu também fumante me dano sozinho com meu cigarro. Acho que isso deveria se estender ao jogo também, se o cara que acabar com seu dinheiro, vida, família por causa do jogo, dane-se ele também. O Estado não tem que cuidar de párias optativos, os que escolhem se danar por conta própria. O estado temde cuidar dos cidadãos de bem que trabalham e contribuem para manter as tetas abastecidas para a petralhada mamar. quanto a defensoria pública a lógica é a seguinte, defender os coitadinhos dá mais visibilidade e talvez votos, no caso dos que se candidatam a cargos eletivos e não são poucos. Lembra dos aproveitadores do procon? Quando esse órgão surgiu em várias capitais, principalmente, os seus representates foram eleitos porque a imprensa dáva-lhes visibilidades. Cansei de ver Russomano em São Paulo, Maria Lúcia Sacarpelli em Belo Horizonte e outros mais vociferando contra os que não cumpriam o código. Isto não é errado, se daí não auferiessem lucros eleitoreiros. Defensoria Pública e Ministério Público são hoje a vitrine dos oportunistas que estão de olho nas rechonchudas tetas mantidas pelo nosso imposto.

  164. raddad, o BONECO do lula

    -

    10/01/2012 às 18:56

    … Bravo, Azevedo. Estou contigo. Porque eu que não fumo, não bebo, não jogo, não pesco, não….não…….tenho que bancar o tratamento de viciados ???????
    Na hora de fiscalizar querem um Estado mínimo. Na hora de resolver os problemas sociais querem um Estado presente e paternalista.

  165. Rogério Morais ( SP )

    -

    10/01/2012 às 18:54

    Sob o manto da hipocrisia, criaram a figura do “traficante”, onde “esquecem propositadamente” que grande parte dos que traficam são também usuários!
    Ao viciado que consome e faz “o negócio” girar nada acontece, apenas compreensão, apoio…

  166. Maria

    -

    10/01/2012 às 18:54

  167. ilmarnasc

    -

    10/01/2012 às 18:54

    É verdade Rei.Não vejo defensores público defender trabalhador.Só vejo o defensor,defender,bandidos e maconheiros.E dizem que a pessoa é livre pra usar um baseado.E que não temos nada a ver com isso.Querem liberar.E querem que o estado cuide dos viciados.É muito engraçado!Não temos nada a ver com os vícios deles,mas,temos que pagar pelo tratamento.Não!Não devemos pagar pelo tratamento.Se querem fumar até morrer,que fumem!Mas que paguem pelas consequências disso.A polícia tem que combater o tráfico e o consumo das drogas…

  168. Sergio Hora

    -

    10/01/2012 às 18:53

    Perfeito, como sempre. A maioria, de algum tempo para cá, que se dane. Um dia você já disse que do jeito que as coisas iam, quem estava se tornando minoria mesmo era o homem branco, heterossexual e católico. Nada mais profético. E, pelo que se vê, o que trabalha, não cheira, não cachimba, não se pica…

  169. andre martins de andrade junior

    -

    10/01/2012 às 18:53

    SEU COMENTÁRIO E PENSAMENTO ESTÃO MUITO CORRETOS.Só não entendo porque a nossa legislação é tão carinhosa com os distribuidores e passadores das drogas.Caso a legislação punisse esses malditos de forma definitiva do convívio com a sociedade[punições vitalícias,ou penas ,para cumprir, de 30a 40 anos],em uma década restariam poucos soltos e haveria redução no consumo e interesse pela droga.As punições no Brasil são ridículas e cheias de benefícios imorais[como visitas e visitas íntimas e pagamento à esposa para sustentar os filhos e a própria].Parece que os legisladores temem que ,um dia, eles venham a ser presos ou seus filhos…

  170. Renata

    -

    10/01/2012 às 18:52

    Acredito que toda a contradição existente na mesma classe que defende a proibição do tabaco e a descriminalização das drogas ilícitas tem a ver muito mais com a questão da transgressão, do prazer secreto naquilo que é proibido só por ser proibido, e no sem-gracismo do que é permitido. Muito mais do que por questões sociais ou de saúde, já que as implicações sociais e de saúde que o consumo de drogas traz também valem para tabaco e álcool, pois estas substâncias também viciam, destroem a saúde e, no caso do álcool, também levam a alterações de comportamento e tomadas de atitudes nocivas, acabando com a vida familiar e profissional dos usuários. Ainda que não tão rápido como o crack, o que é um agravante no caso, mas lá na frente acabam com a pessoa, sim. Como fica, então? Deve-se proibir essas substâncias e outras lícitas (como remédios controlados) também, por questão de coerência? Aposto o salário de um ano que, se isso acontecesse, a militância correria pras ruas pra defender a liberalização. Concordo que é tudo questão de foro íntimo, independente da substância. Então, que as consequências e o tratamento também sejam de iniciativa individual, independente da substância, lícita ou ilícita. Fumar, beber e tomar xarope com codeína também são escolhas. Só comer, respirar e ir ao banheiro é que não.

  171. Burrão

    -

    10/01/2012 às 18:52

    Um individuo de nome michel goldfarb costa “surtou” dia desses e de posse de um colete balístico e uma pistola 380 causou pânico em são paulo baleando pessoas e roubando varios automoveis causando inúmeros acidentes.Fonte G1.
    O advogado dele,segundo reportagem do G1,DR.NICOLAU AUM JR disse a policia que ainda não viu o seu cliente mais que irá apresenta-lo.
    TJSP: 1ª Vara Criminal-SP
    Doutor Vinícius de Toledo Pizza Peluzo,Juiz de Direito- Titular de Praia Grande faz saber que os RÉUS EDSON CHOLBI DO NASCIMENTO(filho do pelé),fulano.ciclano,beltrano….e NICOLAU AUN JR em associação para o crime etc e tal foram encontrado de posse da QUADRILHA dos referidos 1.830,5gr de COCAÍNA,243,86 KILOS DE COCAÍNA,uma 12(escopeta)6 METRALHADORAS,DOZE PISTOLAS e uma porrada de munição.E o nóia paga com a vida.

  172. Artur

    -

    10/01/2012 às 18:51

    POR FAVOR o dep do psol chama o papa de genocida e a midia globo folha e etc crucificam o papa pq ele falou mal do casamento gay

    REynaldo vc pode ate ser a favor do casamento gay mas não é justo a declaração do dep do psol e de defensores da “desconstrução de heteronormatividade”

    achoq vc devia falar deste assunto aki no blog

    a constituição permite q um cidadão (dep ou não) chame ouacuse um papa de de genocida em potencial sem o ser ?

  173. dario celebrone

    -

    10/01/2012 às 18:50

    O MP está fazendo acusações várias e típicas de sua militância contra as ações das autoridades de SP na cracolândia. Claro, nenhuma acusação, por exemplo, de omissão quanto a ter permitido que a situação chegasse ao ponto atual…
    Recomeçam as agitações na USP. Aparentemente sempre haverá um policial militar incauto para deixar-se enredar.
    A campanha eleitoral para a prefeitura de SP, portanto, já está nas ruas, e, ao que tudo indica, será vencida pelo candidato do PT, aprofundando ainda mais a tragédia de cidadania em que o Brasil mergulhou.

  174. José Brasil

    -

    10/01/2012 às 18:50

    Perfeito Reinaldo, um lixo está o jornalismo e entra no mundo da droga quem quer!!!

  175. SidneyCWB

    -

    10/01/2012 às 18:50

    Na última vez que estive em São Paulo presenciei o que o Reinaldo escreveu. Por motivos que não vem ao caso explicar, acabei tendo de passar uma noite num hotel perto da cracolândia. Após o jantar estava saindo para dar uma caminhada e comprar cigarros (he, he, he…) quando o atendente da portaria do hotel me chamou perguntando se precisava de um táxi. Respondi que não, que iria só caminhar, no que ele me alertou: “-Se eu fosse o senhor não sairia por aqui a pé à noite. É muito perigoso.” Diante de minha argumentação de que só iria “ali” comprar cigaros ele insistiu me aconselhando a não sair pois por ali existiam muitos drogados que poderiam me assaltar. Quer dizer, eu não pude sair pois havia um “toque de recolher” não oficial na região. E o pior disso tudo é que em quase todas as cidades estão acontecendo esses problemas e todos nós estamos nos acostumando com essa falta de liberdade e achando tudo isso natural. Triste, muito triste tudo isso…

  176. Augusto Nasser

    -

    10/01/2012 às 18:49

    Os liberais e libertários que defendem a legalização das drogas normalmente são contra a existência de um sistema público de saúde. Defendem, justamente, que todos sejam responsáveis por suas escolhas.

    Os que defendem que os viciados tenham acesso ao sistema público de saúde normalmente defendem também que os recursos necessários para os cuidados desse grupo venham da taxação das drogas legalizadas.

    Pode-se até discordar dessa posição, mas incoerente ela não é.

    Os incoerentes são justamente os defensores da legalização vindos da esquerda. Enquanto para os liberais e libertários as drogas são uma questão de liberdade (e responsabilidade) individual, para a esquerda são uma questão de saúde pública. Por isso a incoerência de querer que a sociedade arque com os custos de escolhas individuais irresponsáveis.

  177. Daniel Ramires Dangelo

    -

    10/01/2012 às 18:45

    Na verdade, além de vc e de mim, o viciado em drogas (como o fumante)também paga o próprio tratamento, uma vez que paga seus impostos (obviamente desconsiderando os indigentes).

    Dessa forma acho que é, sim, questão de foro intimo de cada um.

  178. Luiz

    -

    10/01/2012 às 18:42

    Quem é contra a ação da Polícia na Cracolândia, deve fazer como diz a Prof Helena(18.19). Se cada um levar para casa e cuidar de um viciado em crack, resolvido estará o problema. Todos que são a favor do uso de crack na rua, não o seriam, se o consumo ocorresse à porta de sua casa ou na sua rua…

  179. Diana

    -

    10/01/2012 às 18:41

    Se os indivíduos que vão fumar um baseado, cheirar uma carreira ou acender um cachimbo não nos devem satisfações, por que nós lhes deveríamos, então, o tratamento quando mergulham na abjeção? Precisa dizer + alguma coisa? EXCELENTE post, como sempre…

  180. Pedro Luiz

    -

    10/01/2012 às 18:40

    Sou trabalhador, classe média, pai de família (3 filhos), tento fazer tudo direitinho nas minhas escolhas, dou um duro desgraçado para pagar os compromissos e procuro respeitar os outros nas suas escolhas. A impressão que tenho é que levo o Brasil nas costas. Que para cada adulto responsável igual a mim existe um exército de delinquentes, drogados, estelionatários, adultos infantilizados e parasitas do Estado. Não tem quem aguente, Porca Miséria!

  181. Drakko

    -

    10/01/2012 às 18:40

    São textos como esse que me fazem acompanhar o blog há seis anos e não apenas sua beleza física, senhor Reinaldo Azevedo.
    Rsrsrsrs!!!

  182. Livre

    -

    10/01/2012 às 18:39

    Não sou um grande conhecedor da temática, mas a argumentação acima desenvolvida certamente me parece bastante respeitável.

    PS. Não estaria sobrando um ‘se’ em “que se da’ duro”?

    MODERADOR AGRADECE: CORRIGIDO!

  183. Marcos F

    -

    10/01/2012 às 18:38

    Santa Cecilia, em São Paulo – acreditem Srs. da Defensoria Pública – é um bairro familiar, típico de uma verdadeira classe média, do estilo dos funcionários públicos sob vossa rica batuta.
    Pois bem: seu filhos, seus pais, estão sendo atacados à rua, por “restos de gente” que lhes exigem um real, para comprar mais pedras de crack, para tornar seu dia mais infernal.
    Nas calçadas, dormem meninos arrasados pela droga, em plena Av. São João – um dia, a mais bonita avenida da cidade.
    O bairro perdeu seu valor, histórico e patrimonial, por causa de 700 pessoas que a Fiocruz não consegue listar, mas que o Vereador Floriano Pesaro e sua turma conhece pelo nome, que o Andrea Matarazzo – candidato à Prefeitura contra o Haddad do PT – já lhes ajudou em muito.
    Estão mentindo à população. Querem acabar com São Paulo.
    Não dessa vez.
    Parabéns Reinaldo pela lição de lógica.CQD!

  184. Rogério Morais ( SP )

    -

    10/01/2012 às 18:36

    Ou seja, na “lógica” dessa gente
    - sou responsável por drogados(ops! perdão, no eufemismo, dependentes químicos…), mesmo nunca tendo usado e sendo contra drogas…?
    - sou responsável por inconsequentes que fazem uso irresponsável dos automóveis…?
    - sou responsável por adolescentes criminosos que matam, roubam, estupram… etc ?
    - e além de tudo, me é negado o direito a legítima defesa, pois devo( na visão dessa gente ) morrer quieto, ser passivo, nunca reagir, pois reagindo, posso machucar e/ou tirar a vida de um criminoso que não teve “oportunidade social”…?
    - sou responsável também por pessoas que não querem trabalhar, e estas querem apenas viver dos impostos que eu gero trabalhando…?

  185. brasil 2022

    -

    10/01/2012 às 18:36

    A propaganda de bebida alcoolica deve ser evitada.
    É preciso limpeza, feng shui urbano e pintar de branco, cores alegres, rapidamente aquelas paredes. Mudar a energia do lugar.
    E solidariedade aos interessados, roupas, tirando-os de lá.
    E oração, meditação! Vamos vencer!

  186. Roberto Domingos

    -

    10/01/2012 às 18:35

    Bravo Reinaldo, como sempre de uma lógica impecável.

  187. Ivete Becker

    -

    10/01/2012 às 18:35

    Muito bem! Bravo e Bravíssimo! Melhor posicionamento: Impossível! Vou Compartilhar, vou enviar por E-mail, vou gritar tudo o que aqui está descrito! Obrigada! Muito Obrigada! Benção e Proteção!

  188. Sérgio Melo

    -

    10/01/2012 às 18:34

    Brilhante texto. Brilhante. Traduz perfeitamente o que muitas pessoas pensam e sentem, e muitas vezes não dizem.
    Está tudo aí. Direito de ir e vir, que muito se fala e seu texto diz, vale para quem tem compromisso com a sociedade, os que respeitam a lei, morais inclusive, aquelas que não estão escritas mas que sabemos serem parte de uma coletividade, aquilo que aprendiamos em casa.
    Quem decide experimentar, curtir, não estar nem aí com a opinião da família, dos amigos, da sociedade; Quem acha que infringir a lei para ter prazer pessoal ou para auferir ganhos, atropelando tudo que há de correto numa sociedade, deixa de ser cidadão. E deve perder o direito de ir e vir.

  189. Fabricio

    -

    10/01/2012 às 18:32

    É isto aí, Reinaldo. Estava assistindo ao programa da Sônia Abrão esta tarde, e havia um psiquiatra, que por príncipio todos consideramos entendido (pelo menos) no assunto. O sujeitoo só falou o óbvio, enquanto a apresentadora se esmerava em pedir providências humanizadoras para a horda de viciados que as imagens repetitivamente mostravam em deslocamento.

    -Veja Dr. Fulano, mas para onde eles vão?
    - Pois é Sônia, esta providência não considera os aspectos humanos da questão….
    - Pois é Dr. mas uma providência tinha que ser tomada…
    - Então, mas que abordagens psicoterapeuticas esperar de pessoas como estes policiais, tão espreparados para lidar com esta questão?

    O público do programa não é exatamente o mesmo que consegue entender a profundidade de seu texto,mas eu consigo. O problema é que já estou de saco cheio de ter que conviver na porta da minha casa com esta gente que fez
    escolhas erradas,que usou e abusou de seus direitos e vive agredindo os meus. Polícia,cadeia, clínicas, centros de tratamento,falsos pastores, padres milagrosos,rabinos misteriosos,juntem-se e venham ao socorro do Brasil. E de mim.

  190. Fabio

    -

    10/01/2012 às 18:32

    Resposta ao LG:

    Na minha concepção filosófica, eu não tenhoa menor obrigação de pagar pelos teus problemas de saúde decorrentes do uso do cigarro. Voce é livre para fumar e livre para morrer de cancer do pulmão.

    E indo mais longe, não me sinto responsável por nenhuma outra pessoa que não eu e minha família. Cada um é responsável por si. O serviço de saúde é um serviço como outro qualquer e cada um deve providenciar para si o quanto for necessário. Ah não tem dinheiro pra pagar? Pois os mais pobres pagam até 54% de sua renda em imposto. O responsável por isso é uma instituição chamada estado.

  191. C.Clem

    -

    10/01/2012 às 18:31

    Reinaldo
    Você é uma droga. Suas férias custam a passar. Já estou esperando o próximo texto. Será que já sou um dependente?

  192. osmar

    -

    10/01/2012 às 18:31

    Perfeito,é tudo o que sempre pensei.

  193. brasileiro de LUTO

    -

    10/01/2012 às 18:31

    Reianldo, você arrebentou!!!!!!!!!!!!!!!!!
    -
    -
    Faço minhas as suas palavras…. esses Órgãos, como os dos DH, ONGs,OAB, Pastorais, e outros estão sempre do lado errado… . Como conseguem ver as coisas as avesas?????
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    -
    PERFEITO: ” “Finalmente, a Defensoria Pública
    Dispenso algumas palavras, caminhando para o encerramento, para a Defensoria Pública. Eu ainda não entendi, e talvez alguns dos representantes desse órgão pudessem me explicar, por que os que optaram pelo crime despertam mais o interesse e a compaixão dos defensores do que os homens comuns, os que trabalham para encher os cofres do estado, de onde sai o salário — boníssimo salário, diga-se, equivalente ao de seus congêneres em países ricos — que paga esses profissionais.
    Posso não ter achado em minha pesquisa — e, estando errado, corrijo-me —, mas não encontrei nenhuma ação desses profissionais em defesa dos moradores do Centro de São Paulo, que estavam sitiados pelo narcotráfico e pelos viciados. Está em curso no país uma perversa inversão quando se trata de órgãos que, na origem, deveriam defender o interesse coletivo ou os cidadãos, como é o caso de Ministério Público e Defensoria. Não é raro que a atenção desses profissionais se volte justamente para os grupos de exceção, para o que chamam “minorias”, para as ditas “vítimas do sistema”, deixando ao léu o homem comum.” ”
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    Essa gente vê racismo, dsicriminação, repressão, e tudo mais dos modismos atuais, por todo lado….
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    Viu o caso da música do Tiririca???????????
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    Viu o caso do PM, só proque o “estudante” é negro ou cosia assism, logo dizem que é racismo…… VALE RESSALTAR QUE O CÓDIGO RACIAL não foia provado como queriam os “especialistas”, se fosse… coitados de nós, brancos ou desbotados, amarelos, vermelhos e descolorados….. sou moreno ou pardo,s eui lá, mas se for para me processar, passarei a ser BRANCO AZEDO. Olha a discrinminação, mas essa não vale para os especialistas, os brancos não estão no grupo de risco, no grupo dos discriminados, dos que sofrem racismo….
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    HOJE, É UM PERIGO ALGUÉM TER ALGUÉM PROBLEMA, POR MAIS SIMPLES QUE SEJA, COM um gay, um afrodescendente, uma mulher, um indio, deve ter mais protegidos por aí….. DISCRIMINAÇÃO, RACISMO, MACHISMOS,etc, etc…
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    ELES CONSEGUIRAM ESTRAGAR O QUE SE TINHA DE BOM NESSE PAÍS… a convivência, que tinah seus problemas, como tem todas as familias, todos os setores da vida profisisonal, MAS tudo se resolvia sem maselas, sem justiça, ou injustiça, sem a demagogia atual…
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    DESTRUIR O BOM RELACIOANMENTO FAZ PARTE DO “PRANO”… fica maia fácil dominar……. eles sabem que há muita gente, e põe gente nisso, inocente útil, a serviço da causa deles….. a MÍDIA está ai, aquela midia que você reproava, e eu também, e todo cidadão de bem.
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    ”Assim como um camaleão muda de cor assumindo os tons do local onde está, os fracos se deixam moldar, modificando-se conforme a influência dos que os cercam.”
    (Shi-Fu Kleber Farache)
    -
    ”O maturo se modifica para evoluir, o imaturo, para agradar os outros.”
    (Shi-Fu Kleber Farache)

  194. lord darth

    -

    10/01/2012 às 18:30

    Reinaldo,

    Viva o comunismo!
    Viva a igualdade!

    Sei lá se existe estimativa (em numeros), acerca do percentual de pais que espancam seus filhos no Brasil, o que importa mesmo é criminalizar a todos: poderiam fazer leis mais rigorosas para punir os infratores, mas se for assim não há igualdade! È muito mais fácil transformar todos em bandidos a punir os infratores. Por essa lógica punir os traficantes, drogadictos e os espancadores de crianças é uma forma de perpetuar a desigualdade. É a logica desses idiotas: todos são iguais: assaltantes, policiais etc.. Quanto ao caso da agressão do PM André creio que ele estava realmente despreparado para a situação! então: por que a xuxa e a princesa da suécia não poderiam ter ido lá para o campus da usp, e resolver esse empecilho, para que nos ensinar a lidar como manter adolescentes pertubados sob controle. Conseguiriam elas desocupar o prédio? isso é ridículo!

  195. Jorge Silva

    -

    10/01/2012 às 18:30

    Na mosca!

  196. Saulo Siqueira

    -

    10/01/2012 às 18:29

    Rei, ótimo texto, parabéns. Assim que terminei de ler o seu post, li em outro site que promoteres de São Paulo qualificam a ação na cracolândia como “desastrosa” (sic), que atrapalhou um plano que estava sendo executado pela promotoria e que foi instaurado um inquerito civil para apurar a responsabilidade pela operação. Pois é. Vai aparecer muita gente dizendo que tinha projeto para solucionar o problema. Essa eu não engulo. Agora, estão tentando dizer que a atuação da policia teve motivação unicamente politica, para evitar uma intervenção do governo federal na região, o que não pode ser feito sem concordancia do Estado. O texto é do jornalista AFONSO BENITES(folha.com).

  197. aNTONIO

    -

    10/01/2012 às 18:28

    VICIADOS : SERES PLENOS DE DIREITO QUANDO BUSCAM O SEU PRAZER, MAS APENAS V Í T I M A S QUANDO A DROGA LHES CORROÍ AS ENTRANHAS E O FUTURO.
    =Diagnóstico perfeito meu caro Reinaldo !

  198. Fernando Bordallo

    -

    10/01/2012 às 18:28

    Quando ouço algum “intelectual” da estatura de FHC dizer que a maconha (e outras drogas) devem ser discriminalizadas, pois restou comprovado que o combate ao consumo de drogas tem se mostrado ineficaz, fico espantado com a visão curta e até idiota desses “çábios”. Ora, desde que o Brasil é Brasil existem órgãos públicos, polícias e Ministério Público e o escambau para combater a prática corruPTa dos “Bezerras” da vida… e cada dia mais a malandragem e a corrupção se acentua. Então, pela lógica de FHC e outros geômetras da quadratura do círculo, que seja descrimanlizada a corrupção, pois o combate a ela tem-se mostrado ineficaz. Na mesma escala e no mesmo diapasão, deve-se decriminalizar a a prostituição infanto-juvenil, o lenocínio, o turismo sexual, o crime de concussão etc, pois a prática tem mostrado que, mesmo sendo reprimidos, cada dia aumentam mais… Acaba, não, mundão!!! Com opositores ao lullo-petismo igual a FHC, essas ratazanas prenhas só saem do poder quando acabarem de roer todo o queijo nacional…

  199. Osmar Bsb

    -

    10/01/2012 às 18:23

    Lógica, gramatical e moralmente perfeito, Reinaldo. Parabéns!

  200. Alexandre Souto

    -

    10/01/2012 às 18:22

    Caro Reinaldo,

    Eu discordo um pouco da tua visão a respeito do tratamento dos drogados, se o Estado é responsável pela saúde do cidadão deve tratar a todos sem distinção.

    A diferença para mim é considerar o drogado uma vítima do tráfico quando na verdade ele é um cúmplice, não existe a venda da droga sem o devido comprador, ele chega a ser um agente mais ativo que o próprio traficante.

    A mim parece mais lógico uma política de repressão ao usuário como método eficaz de combate às drogas, se aquele descolado da Vila Madalena corre um risco real e provável de perder sua liberdade, a licença de trabalho, a carreira e a família ao acender um baseado ou cheirar uma carreira ele pensará 1000 vezes antes de experimentar.

    Lembro também que ninguém nasce drogado e quando começa raramente é pelo crack, ele só chega nessa droga quando perde totalmente o discernimento depois de passar por drogas mais leves, geralmente a maconha.

    Se uma política de repressão forte evitar que um grande número de pessoas tente a sua primeira viagem porque ainda são capazes de compreender que podem perder tudo o que tem a queda do número de zumbis do crack é consequência lógica.

    Portanto que o Estado trate os usuários se ele se propõe a universalizar a saúde, mas que os trate enquanto esses mesmos usuários paguem na cadeia sua dívida com a sociedade pela cumplicidade no tráfico de drogas, juntos dos seus respectivos traficantes obviamente.

    Quando o Estado fizer uma lei anti drogas onde quem tem a perder corre o risco iminente de efetivamente perder – o usuário – e fizer com que se cumpra rigorosamente a estrutura do tráfico se quebrará na base. Não adianta ameaçar com leis o traficante, ele simplesmente não liga.

  201. Anônimo de Todo Dia

    -

    10/01/2012 às 18:19

    Hugo Dart das 18:11h, como tudo na vida possui exceção, se as generalizações forem impedidas, na prática estará se impedindo de se falar ou escrever sobre qualquer tema. Seria a censura perfeita.

  202. Prof Helena

    -

    10/01/2012 às 18:19

    Reinaldo, desculpe, mas vou usar seu blog para um recadinho: promotores, jornalistas e quem mais não gostou da ação da polícia, façam o favor, cada um leve um drogado para casa. Fazer apologia é fácil, então tomem uma atitude e mostrem sua “humanidade” na prática.

  203. Célio

    -

    10/01/2012 às 18:19

    Esses idiotas devem achar que Amsterdã é o máximo… Uma cidade difícil de se andar sem tornar-se um maconheiro passivo. Quem viaja para lá precisa conhecer bem os bairros, para escolher um hotel ‘non-smoking’, absolutamente livre de toda aquela fedentina desgraçada. Do contrário vai dormir fumando um baseado.

  204. Fabio

    -

    10/01/2012 às 18:18

    FINALMENTE uma boa discussão sobre a questão do direito de propriedade sobre o próprio corpo! Desde já agradeço à esta corajosa abordagem da questão feita no Brasil. Tio Rei, o senhor é um exemplo de honestidade intelectual. Mesmo discordando nesse ponto em específico, sou obrigado a te dar crédito. E não estou fazendo favor algum, apenas justiça à sua competência profissional.

    Agora considerando o assunto em questão: “se é verdade que o estado não tem o direito de se meter nas opções feitas pelos indivíduos, então é preciso sustentar o que deriva de todas essas premissas: esse mesmo estado e essa mesma sociedade não têm obrigação nenhuma de arcar com o custo da escolha, certo?”

    Exatamente. A saúde pública é a próxima coisa que deveria acabar. Começando por negar tratamento a quem se emporcalha com drogas, seguindo pela lenta privatização e desregulamentação do sistema de saúde juntamente com a diminuição da carga tributária absurda que pagamos.

    A saúde pública já é um sistema de cooperação mútua forçada, que para ser sustentado invade a propriedade privada alheia. E esse sistema forçado não pode ser usado para justificar mais e mais violações dos direitos individuais, pois senão entramos numa dinâmica autofágica: intervenções geram mais intervenções, ad infinitum. E o final é um sistema totalitário.

    Abraços tio Rei.

  205. Elouquisa

    -

    10/01/2012 às 18:17

    Mais uma vez escreve um texto irretocável!Porque o Ministério Público não se mexe quando um pai de família morre nas mãos de um drogado?Porque as autoridades não se mexem quando uma criança é morta arrastada por um carro com adolescentes drogados dirigindo?Porque o santo Ministério Público não se mexe quando uma mãe de família é espancada por ladrões noiados dentro do seu lar?Porque as autoridades do nosso país não querem saber nem respeitar a opinião da maioria dos brasileiros a respeito do assunto?O Brasil vai se afundando na inversão de valores!Quem viver verá!

  206. Anônimo de Todo Dia

    -

    10/01/2012 às 18:16

    Sou contra as drogas, mas tenho receio deste argumento do custo do tratamento para a sociedade, afinal o mesmo arqumento pode ser utilizado para proibir o cigarro, a cerveja, a picanha gorda, o biscoito açucarado…

  207. Daniel

    -

    10/01/2012 às 18:15

    Ora, muitos ganham a vida parasitando a miséria dessa gente perdida nas cracolândias do país. Não largam o osso nem com balde de água fria. Uns urubus, tratados como especialistas pelos jornalões. PS: bom retorno, Reinaldo.

  208. Fernando de Souza

    -

    10/01/2012 às 18:15

    “Por que eu tenho que pagar pelo tratamento de quem decidiu consumir droga sem me consultar?”. A pergunta é perfeita à medida que resume uma questão crucial: a população que trabalha duro e não se envolve com drogas não pode ser chamada a colaborar financeiramente com os altos custos de tratamento daqueles que um dia optaram pelo “barato” das drogas. E vale lembrar: quando o governo anuncia o investimento de milhões em campanhas contra as drogas, esses recursos saíram do meu, do seu, dos nossos salários, conquistados sob uma rotina a cada dia mais pesada. E pior: poderiam estar sendo utilizados para melhorar a caótica estrutura da rede de saúde que atende a doentes de todo tipo – estes sim merecedores de cuidados.

  209. Wellington Alves

    -

    10/01/2012 às 18:14

    O problema não é a pessoa ser livre pra usar, mas não ter dinheiro pra sustentar o vício e começar a roubar e a matar em nome do vício!

  210. Elcio

    -

    10/01/2012 às 18:13

    Defensores públicos não querem pagar a contribuição da OAB porque entendem que não são advogados na essência. Mas são. Tanto quanto eu ou outro “colega”.
    Enquanto isso, filas se formam em fóruns estado afora, repletas de cidadãos de baixa renda que necessitam de atendimento jurídico. Se não fosse o convênio com a OAB, a situação estaria para lá de crítica.

  211. Eduardo Pedroso

    -

    10/01/2012 às 18:11

    Reinaldo, vc é o único defensor público em nossa sociedade. E falo isso, infelizmente, sem ironia. Longa vida!

  212. Hugo Dart

    -

    10/01/2012 às 18:11

    Concordo com o que diz o texto, exceto as generalizações do segundo parágrafo . Meus oito anos de vida no teatro em nada afetaram minha completa rejeição às drogas. Além disso, como sempre tive atenção às pessoas com quem me associava, nunca tive o desprazer de presenciar qualquer caso de consumo desses venenos.

  213. Edson Da Silva Paim

    -

    10/01/2012 às 18:10

    O direito de ir e vir não há no Brasil

  214. Rolando

    -

    10/01/2012 às 18:09

    Na minha opinião esse tipo de promotor e defensor público acha que o crime e a violência é um direito humano desde que exercido por certas pessoas.

  215. observador

    -

    10/01/2012 às 18:09

    Posição cristalina e implacável, como sempre. Qualquer indivíduo que saiba ler, e que tenha apreendido, de uma forma ou de outra, os princípios que definem o que é o raciocínio correto (em resumo, a Lógica) tende a concordar com a maioria de seus argumentos. Com o tempo, isso pode fazer um sujeito acordar do “sono dogmático” em que uma educação esquerdizante o colocou (não posso negar que tenha acontecido comigo!). Eu acredito ser essa a razão pela qual o nosso Azevedo é tão odiado pela esquerda.

  216. Ronaldo

    -

    10/01/2012 às 18:07

    Na mosca!

  217. Parole, parole, parole...

    -

    10/01/2012 às 18:07

    O suicidio de um solipsista eh genocidio…

  218. LG

    -

    10/01/2012 às 18:04

    Eu, fumante, devo ser rejeitado como paciente pelo SUS?

  219. toninho malvadeza

    -

    10/01/2012 às 18:03

    Concordo plenamente tio rei.Também não admito ver os impostos que pago,serem gastos com uma mulher que resolve matar seu próprio filho através de aborto.

 

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