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17/07/2012

às 7:17

A AIDS e o ódio à razão de certo “libertarismo”. Ou: O melhor remédio contra a AIDS é a mudança de comportamento, mas muitos preferem apostar no homicídio ou no suicídio. Ou: Bento 16 está certo!

Então tá. Já que voltei, né?, por que não comprar mais algumas boas brigas, contra a chamada metafísica influente e as mistificações? Quem quer debater tira o pé do chãããooo
*
É impressionante a disposição de muitos para ler o que não está escrito. Publiquei ontem um post sobre a liberação do remédio Truvada, que pode ajudar a impedir a contaminação pelo vírus da AIDS — embora, está claro, ele não a impeça. Vale dizer: com ou sem Truvada, o sexo de risco continua a ser um… risco! Observei o óbvio: a depender de como se passe a usar o remédio, pode é haver uma elevação do número de pessoas infectadas. Se mais gente decidir correr mais riscos, apostando na efetividade da droga, é o que vai acontecer. Não sou médico nem especialista, mas penso com lógica. E não seria a primeira vez que uma boa intenção daria efeitos contrários ao pretendido.

Uma das maiores autoridades mundiais no estudo das formas de contágio da AIDS é o médico e antropólogo Edward C. Green. Ele já foi diretor do Projeto de Investigação e Prevenção da AIDS (APRP, na sigla em inglês), do Centro de Estudos Sobre População e Desenvolvimento de Harvard. Hoje, está no Departamento de População e Saúde Reprodutiva da Universidade Johns Hopkins. Pois é… Green deixou muita gente irritada em 2010 quando, cientista que é, endossou uma afirmação do papa Bento 16 sobre a AIDS. Escrevi sobre o assunto à época. Relembro e avanço.

Numa visita a Camarões, um dos países que sofrem com o flagelo da AIDS na África, o papa afirmou que a distribuição maciça de camisinhas não era o melhor programa de combate à doença. Afirmou que o problema poderia até se agravar. A estupidez militante logo entendeu, ou fingiu entender, que Sua Santidade contestara a eficiência do preservativo para barrar a transmissão do vírus. Bento 16 não tratava desse assunto, mas de coisa mais ampla. Referia-se a políticas públicas de combate à expansão da doença. Se elas não estiverem atreladas a uma mudança de comportamento, não haverá a redução desejada nos casos de contaminação. Apanhou de todo lado. De todo mundo. No Brasil, noticiou-se a coisa com ares de escândalo. Os valentes nem mesmo investigaram os números no país — a contaminação continua alta e EM ALTA em alguns grupos — e no mundo. Adiante.

Em entrevista, então, aos sites National Review Online Ilsussidiario.net, Green afirma que as evidências que existem apontam que a distribuição em massa de camisinha não é eficiente para reduzir a contaminação na África. Na verdade, ao NRO, ele afirmou que não havia uma relação consistente entre tal política e a diminuição da contaminação. Ao Ilsussidiario, assumiu claramente a posição do papa —  e, notem bem!, ele fala como cientista, como estudioso, não como religioso: “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da AIDS. Não sabemos todas as razões. Em parte, isso pode acontecer por causa do que chamamos ‘risco compensação’”. Literalmente, nas palavras ditas ao NRO: “Quando alguém usa uma tecnologia de redução de risco, frequentemente perde o benefício (dessa redução) correndo mais riscos do que aquele que não a usa”. Entenderam o ponto, senhores radicais ou ditos libertários, que preferem pôr a opinião acima da razão e da lógica?

Nem se trata de debater se a camisinha é, em si, eficaz ou não ou de estabelecer a sua porcentagem de segurança. Quando se diz que a AIDS é uma doença associada a comportamentos de risco, não se está diante de uma questão de gosto, mas de uma questão de fato. O mau uso de uma tecnologia de redução de risco conduz a uma maior exposição ao… risco! Compreenderam, ou preciso desenhar? Todas as propagandas feitas pelo Ministério da Saúde no Brasil estimulando o uso da camisinha, por exemplo, tratavam e tratam o sexo irresponsável — muitas vezes, com desconhecidos — como se fosse coisa corriqueira. Numa delas, um sujeito acordava assustado, no meio da noite, olhava um estranho que dormia a seu lado e só suspirava aliviado quando via o invólucro aberto de uma camisinha. Sei. Quem nem sequer se lembra com quem foi pra cama ou se usou ou não o preservativo escolheu a segurança ou o risco?

Pois é… Green afirma também que o chamado programa ABC — abstinência, fidelidade e, sim, camisinha (se necessário), que está em curso em Uganda — tem-se mostrado muito mais eficiente para diminuir a contaminação. E diz que o grande fator para a queda é a redução de parceiros sexuais. Que coisa, não?

NÃO É MESMO INCRÍVEL QUE SEXO MAIS RESPONSÁVEL CONTRIBUA PRA DIMINUIR OS CASOS DE CONTAMINAÇÃO? Pois é… Critico as campanhas de combate à AIDS no Brasil desde o site  Primeira Leitura, como sabem. E, aqui, desde o primeiro dia. Há textos às pencas no arquivo. A petralhada que se pensa cheia de veneno e picardia erótica gritava: “Você quer impor seu padrão religioso ao país…”. Ou então: “Você não gosta de sexo…”. Pois é. Vai ver Harvard e, agora, a Johns Hopkins escolheram um idiota católico e sexofóbico para dirigir o programa…

Bento 16 apanhou que deu gosto. E apanhou pelo que não disse — e ele jamais disse que a camisinha facilita a contaminação de um indivíduo em particular — e pelo que disse: a AIDS é, sim, uma doença associada ao comportamento de risco e, pois, às escolhas individuais. Sem que se mude esse comportamento (o que não quer dizer um gay deixar de ser gay, por exemplo), nada feito. Pois é… O mundo moderno não aceita que as pessoas possam ter escolhas. Como já escrevi aqui certa feita, transformaram a camisinha numa nova ética. E, como tal, ela é de uma escandalosa ineficiência.

O caso dos contraceptivos
O combate a doenças associadas a comportamento pode passar por lugares insuspeitados. Em novembro do ano passado, o New York Times publicou uma
reportagem sobre pesquisa divulgada na revista médica Lancet dando conta de que, em alguns países africanos, o número de infectadas pelo vírus da AIDS era muito maior num grupo de mulheres que usavam um contraceptivo injetável  do que no daquelas que não usavam. O levantamento foi feito com casais de Botsuana, África do Sul, Zâmbia, Quênia, Ruanda e Tanzânia. A proporção era de 6,61 por 100 contra 3,78 por 110; no caso dos maridos, de 2,61 por 100 contra 1,51 por 100.

As razões não estavam claras, diziam os cientistas. Especulava-se sobre a possibilidade de o hormônio injetável causar mudanças no sistema imunológico, na lubrificação vaginal etc. Cientistas, muitas vezes, não gostam de pensar hipóteses que vão além dos bichinhos, humores corporais, proteínas, essas coisas… A minha hipótese, bem aqui à distância, é que o tal hormônio injetável, aplicado a cada três meses, dava a muitas mulheres a garantia na não concepção, um fator a mais — e não é preciso ser muito bidu para descobrir por quê — a estimular o sexo despreocupado. Isso deve ter induzido uma elevação do número de parceiros, com sexo desprotegido. O resultado se fez sentir na elevação brutal da contaminação.

Não se constatou aumento significativo num grupo que tomava comprimidos diários. Isso elimina a minha hipótese? Ao contrário: reforça. A mulher que se lembra de tomar diariamente um contraceptivo estabelece um compromisso maior com o controle da sua sexualidade do que aquela que toma uma injeção a cada três meses.

A AIDS ainda não tem cura, mas o contágio, ah, esse tem, sim! O melhor remédio chama-se “comportamento”. Os médicos não falam isso porque têm medo de cair na rede de difamação dos grupos militantes. Mas fatos são fatos. Os militantes podem até se achar donos da causa, mas não são donos da verdade.

Texto publicado originalmente às 5h58
Por Reinaldo Azevedo

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130 Comentários

  1. Sara

    -

    26/07/2012 às 20:53

    Muito bom o seu artigo.
    O que falta nas pessoas é uma boa base na Educação, lideres que sejam exemplos para a sociedade, mas infelizmente aqui no Brasil como também em outros países são poucos lideres que são serios.

    BRASIL ABRI OS OLHOS PARA DEUS
    PORQUE FELIZ A NAÇÃO QUE CUJO DEUS É O SENHOR (!!

    #ACORDAPOVO

  2. ABREU

    -

    23/07/2012 às 12:38

    Torna-se cada vez mais chato conviver numa sociedade onde já não há respeito às ideias lógicas. A Igreja é sempre tachada e atacada muitas vezes sem razoabilidade alguma quando o que está no fundo é só preconceito e discriminação porque se trata de uma palavra (muitas vezes também lógica, principalmente, lógica humana) deste ou daquele religioso. Pois bem, por mais que se haja certo peso da história de certa intolerância, dogmatismo ou pensamento estreito, como se costumam dizer, vale uma purificação da mesma, na forma de afastar dos mais recentes pensamentos o que se acusou ou se acusa a Igreja hoje. Na realidade, ela não é tratada da mesma forma pela sociedade “inteligente” de nosso tempo? Ou seja, de maneira intolerante, dogmática e de pesamento estreito? Isto é preconceito e discriminação. Penso que de humanidade, a Igreja bimilenar, entende.

  3. mauro

    -

    18/07/2012 às 17:26

    realmente o que vc. disse tem toda a razão, tenho um amigo que sempre falava “se todo mundo agora usa camisinha porque eu tenho que usar???a parceira que eu pego provavelmente não tem nada. é isso , quanto mais produto sendo lançado mais negligente vai ficando a pessoa.

  4. Renato

    -

    18/07/2012 às 17:17

    Como gostam de fazer de cobaias os africanos, não ? Na índia é mais discreto….

  5. Néder

    -

    18/07/2012 às 11:07

    Parábens por seu artigo. Os dados apresentados são suficientes para verificar que a campanha de sexo livre, seja com quem for, desde que use camisinha é uma furada, são incontestáveis. A quadrilha petralha e alguns movimentos “suspeitos” não qerem fazer uma campanha séria, pois querem não a prevenção, mais libertinagem…

  6. VALENTI

    -

    18/07/2012 às 11:04

    Meu caro Eduardo Pozzobon 17/07/2012 às 20:02
    Cada um deveria fazer o que a natureza nos indica!
    Ela é sábia(tem seus ciclos cósmicos e independe da nossa existência).
    E PORISSO DIGO: MUDEMOS AS FRASES FEITAS É MELHOR DIZER:
    PRESERVE O HOMEM RESPEITANDO A NATUREZA

  7. lvdovicvs

    -

    18/07/2012 às 5:01

    Caro Reinaldo
    Sou médico e endosso tudo o que voce disse, em especial o que o Papa disse. Saudações.

  8. Camila

    -

    18/07/2012 às 0:16

    Senhor(a) Silva (imagino que esse seja seu sobrenome).

    Critiquei especificamente a parte do texto que trata sobre as conclusões dadas pelos cientistas sobre a questão do anticoncepcional injetável, no sentido de que o jornalismo nacional comete muitos desfavores com relação aos pesquisadores. Por ser este um blog aberto à respostas, pensei em escrever especificamente sobre essa parte e a hipótese de que as mulheres usuárias de contraceptivos injetáveis poderiam ser mais promíscuas, hipótese dada pelo próprio Reinaldo: “A mulher que se lembra de tomar diariamente um contraceptivo estabelece um compromisso maior com o controle da sua sexualidade do que aquela que toma uma injeção a cada três meses.”. Usei o próprio artigo citado pelo autor para refutar esta hipótese e como um comentário com relação à parte “Cientistas, muitas vezes, não gostam de pensar hipóteses que vão além dos bichinhos, humores corporais, proteínas, essas coisas…”. Disse, e repito, posso ter interpretado de maneira errônea a intenção do Reinaldo com relação a esta frase, mas a maior parte da população pensa “que algumas pesquisas ou conclusões são inúteis”. Concordo plenamente que sem educação adequada, certos índices de contaminação podem não ser alterados ou podem piorar devido à “sensação de segurança”, mas achei que o trecho que trata dos pesquisadores poderia causar má interpretação, com relação à abordagem dos pesquisadores, não só por mim como eventualmente por outras pessoas. Quis mostrar que pareceu ingênua a hipótese de que mulheres que usam contraceptivo injetável poderia ter mais relações “fora do relacionamento” mas os pesquisadores não pensaram nisso.

  9. Glauco

    -

    17/07/2012 às 22:36

    Primeiro, será que a maioria da população está incluída em “a esmagadora maioria dos viciados em sexo”?

    Porque as políticas públicas não poderiam incluir as mudanças comportamentais além do uso de preservativo?
    o estado deixaria de ser laico por isso? Tem dado resultado além de Uganda, no Cambodja e na Tailândia.Além de ser a base do programa de prevenção dos Estados Unidos da América que também é laico. Além disso alguém pode me explicar como uma campanha baseada apenas no preservativo pode impedir o crescimento da prevalência de HPV? Lembre-se que o preservativo não é eficaz na prevenção deste. O Hpv não é um vírus inócuo. Vale a pena ler:”Levantamento do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), ligado à Secretaria de Estado da Saúde e à Faculdade de Medicina da USP, 30% dos pacientes operados em decorrência de tumores que afetavam a região da cabeça e pescoço, desenvolveram o câncer em decorrência de infecção pelo papiloma vírus humano (HPV)”(leia o resto emhttp://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2011/09/26/30-dos-casos-de-cancer-de-boca-estao-ligados-ao-hpv.htm).
    Ou ainda: “O tabaco, substância presente no cigarro, e o consumo de bebidas alcoólicas sempre foram apontados como um dos principais fatores para desenvolvimento de câncer na região da garganta. Pois agora cientistas afirmam que o sexo oral ocupa o topo da lista entre os comportamentos de risco.
    Pesquisa realizada pela Universidade do Estado de Ohio, nos Estados Unidos, descobriu que o vírus HPV atualmente é a principal causa da doença em pessoas com menos de 50 anos. ”
    Somem-se a isso os casos de câncer de colo uterino, ânus e reto, câncer de pênis,etc.
    Alguém pode dizer:”-Mas tem a vacina!”. É verdade, mas além dela não estar incluída no calendário vacinal do MS, ser de alto custo, ela trabalha com poucos sorotipos( apenas os mais comuns associados à oncogênese) e percebe-se q é possível que com o tempo novos sorotipos do vírus sejam evidenciados como sendo tb oncogênicos.
    Enfim, a inclusão de uma política inclusiva abordando além do preservativo, medidas comportamentais(como já é feita nas camapanhas de prevenção da diabetes,hipertensão arterial,coronariopatias) poderia realmente chegar a resultados mais promissores.

    Me respondam uma dúvida: porque se fala em mudança do estilo de vida para prevenção de doenças como hipertensão e diabetes e não se pode abordar mudanças de estilo de vida(comportamentais)na prevenção da AIDS/DST’s? Só não venham me dizer que também não funcionam!!Ou que cada um tem a liberdade de comer o que quiser e que não admite intromissão do estado ou orientação o de quaisquer outras instituições…

  10. Osmar Rezende

    -

    17/07/2012 às 21:40

    O jornalista não leva em conta que a humanidade está diante de sua segunda explosão sexual – a primeira foi na década de 60/70. O sexo até compensa a frieza destes novos tempos abarrotados de tecnologias. A juventude, sobretudo, está praticando sexo muito cedo, sem preparo algum – se é que seja necessário estar preparado para um ato tão natural. Além do mais, o autor se esqueceu de conferir outros números: se o uso da camisinha banalizou o sexo, imagine sem ela, a quantas estariam as taxas de infectados… Portanto, não adianta querer impor abstinência ou fidelidade nesta algura do comportamento global. Sexo faz parte do dia a dia, seja com quem for, como for, e isto não é promiscuidade; é evolução, queiram ou não os simpáticos de Bento XVI. Finalizando, CAMISINHA SEMPRE!!! ou até que a vacina cheque.

  11. Guerra

    -

    17/07/2012 às 20:42

    O Asno está absolutamente correto. O Asno dando lição! Quer perder o dedo, irmão? Ponha-o na tábua e meta o facão nele! Quer assumir o risco de matar ou morrer? Saia a 100/h na Av. Paulista! Não sendo em mergulho, caso se lance do 1° andar, você não morrerá; do 2°, o risco aparecerá; do 3°, provavelmente; do 4°, muito provavelmente; do 5° em diante, sem sombra de dúvida!
    A regra é a mesma com a AIDS, meu irmão. Quanto mais parceiros conhecidos, mais arriscado. Quantos mais parceiros desconhecidos, mais arriscado ainda. Com preservativo, na primeira hipótese, a segurança é acentuada. Na segunda, é relativa. E quanto maior o número de parceiros desconhecidos, mais relativa vai ficando, até transformar-se em certeza de contágio.
    Simples assim, entendeu? Ou, como diz o mestre Reinaldo, preciso desenhar? É a regra do quanto mais melhor ou pior, dependendo do quê!
    O Papa não fez nenhuma prédica. Apenas exercitou uma lógica bem rudimentar, medida que as multidões de cabeçudos continuam a exigir.

  12. Marco

    -

    17/07/2012 às 20:14

    Caro Reinaldo.
    Sua voz é fundamental para combater a estupidez que ameaça tomar o país mas esses agumentos são realmente infelizes. Quando nem se falava em aids, o mundo não virou uma orgia por causa dos contraceptivos e ninguém vai deixar de se arriscar no sexo inseguro por se achar protegido por um remédio qualquer. O que pode combater a aids é a informação pois, acredite, tem muita gente nova que não sabe dos verdadeiros riscos nek como se prevenir corretamente.Querer combater a doença querendudar

  13. Eduardo Pozzobon

    -

    17/07/2012 às 20:02

    Meu caro Valenti, cada um faz o que bem quer de seus orifícios.

  14. Eduardo Pozzobon

    -

    17/07/2012 às 20:00

    Só para acrescentar o comentário anterior, sou médico e trabalho com HIV/AIDS desde o inicio dos anos 90. Há 16 anos trabalho com adolescentes soropositivos em um hospital público do estado. As opiniões que aqui expressei forma baseadas nestes anos de experiência e estudo. Concordo plenamente que as camphas de prevenção são inóquas e inadequadas pois só centram em datas festivas e sempre sugerem que o sexo é, na maioria das vezes, casual e sem compromisso. Não há nada de errado em propor a abstinência, que faz parte das ações que visam a prevenção do HIV. O uso da camisinha é apenas um dos elos desta cadeia de prevenção.

  15. Silva

    -

    17/07/2012 às 19:50

    Qualquer pessoa que fale contra a depravação será taxado de religioso fanático Reinaldo, mesmo que ele não diga uma virgula sobre sua crença e mostre os números(fatos) como você fez. Por isso admiro sua coragem.

  16. Eduardo Pozzobon

    -

    17/07/2012 às 19:46

    Caro Reinaldo, concordo sua afirmativa que nada melhor do que a informação/educação para evitar a transmissão da AIDS, mas até aí estamos chovendo no molhado já que, nada melhor do que este binômio para combater ou defender o que quer que seja, não é mesmo? Não há dúvidas que o preservativo é um método bastante eficaz na prevenção da transmissão da AIDS e de outras tantas doenças sexualmente transmissíveis. Isto está mais do que provado. Em relação à AIDS, especificamente, há um trabalho feito na Tailândia, no início dos anos 90, que demonstrou a tese. Naquela ocasião, a incidência de casos de HIV estava explodindo naquele país. Foi feita uma campnha maciça de EDUCAÇÃO e estímulo ao uso de PRESERVATIVO. A população sentinela utilizada foi a de recrutas do exército (homens, jovens e com hormônios em ebulição, ou seja uma população em risco alto de transmissão). Foi a drástica a redução da transmissão. Com o advento do coquetel e meados daquela década houve um relaxamento das autoridades e a incidência voltou a crescer no final dos anos 90. Há também entre os adolescentes, vários trabalhos publicados que demonstram que os adolescentes que recebem educação sexual e sobre o uso de preservativos iniciam sua vida sexual mais tardiamente e, obviamente, usam mais preservativos que os que não receberam a educação. Seria um raciocínio MEDIEVAL supor que o acesso à informação e aos meios de prevenir a infecção (preservativo, por exemplo) levariam a um “BOOM”de libertinagem desenfreada. Não se trata de jogar camisinhas de helicóptero em cima da população pra todo mundo siar fazendo sexo sem critérios.Seria o mesmo que despejar livros em cima de analfabetos, mas após educar as pessoas sobre os riscos do sexo inseguro e o uso correto do preservativo, não há dúvidas que funciona. Há ainda um fator complicador. Quase todo mundo tem intelecto para entender que o preservativo previne a infecção pelo HIV se corretamente usado. Ocorre, que o sexo não é exatamente uma atividade intelectual, mas a expressão mais genuína do nosso lado animal, então só através da educação maciça e continuada e da mudança de hábitos, pode haver resultados. Creio que a maioria das ditas falhas da camisinha vem do não ou mau uso da mesma. A eficácia para previnir a graavidez é da ordem de 95% e é mais fácil engravidar do que pegar AIDS. Por fim, não esqueçamos uma das grnades frases do mestre Millôr:”Usar camisinha é jamais ter que pedir perdão”.

  17. VALENTI

    -

    17/07/2012 às 19:30

    Não há o que discutir preconceito a realidade nua e crue é que: Aquilo tanto do homem quanto da mulher é sair os escremntos , a natureza não quiz que fosse porta de entrada.
    A vagina tem acidez pra eliminar uma certa quantidade de agents nocivos, foi feita de3sse jeito pela natureza, nem porisso élocal pra entrar corpo estranho.
    O Homem(masculino e feminimo sabe que vai morrer e tem o poder de se auto imolar e destruir seu próprio habitat, infelizmente a natureza ou a evolução das espécies nos dotou disso.
    O resto é consequência!

  18. André

    -

    17/07/2012 às 19:27

    Parabéns para “O Asno” das 18:22h.
    Excelente texto!

  19. Jackson

    -

    17/07/2012 às 19:06

    Há pessoas que têm um comportamento naturalmente virtuoso porque abraçaram uma fé religiosa. Esta também é uma maneira de mudar de comportamento. Ótimo.
    Mas não podemos nos esquecer de que as pessoas não são iguais; elas têm diferentes níveis de espiritualidade e, além disso, não ter uma fé religiosa não é uma falha de caráter. Daí que, aquilo que para uns é naturalmente uma solução, não pode ser imposto a outros, como um remédio que se compra na farmácia.

  20. Jackson

    -

    17/07/2012 às 18:43

    Dizer que a mudança de comportamento é a solução eficaz contra a AIDS é uma daquelas verdades inconvenientes. Seria o desejável, mas acho que não é factível, pelo menos para a esmagadora maioria dos viciados em sexo. Isto requer tratamento psicológico, uso de medicamentos, ou terapias mais “lights”, como yoga e meditação. É um longo caminho. Por outro lado, não se pode obrigar ninguém a buscar um tratamento, qualquer que seja.
    Aliás, a mudança de comportamento também é a solução eficaz para uma série de problemas de saúde e de violência. Pensemos nos danos causados à saúde pelo álcool, pelo cigarro, pelas drogas. O uso excessivo de álcool, além de ser capaz de levar à morte o próprio usuário, é uma das causas dos graves acidentes de trânsito e de discussões e brigas, que resultam em morte.
    É mais fácil pregar a mudança de comportamengto dos outros do que de nós mesmos. É provável que muita gente certinha, daquelas que nunca pulam a cerca, não veja nada demais em se entupir de nicotina ou se afogar no álcool.
    Prezamos muito a liberdade individual sem a necessária contrapartida da responsabilidade.
    Um soropositivo, conhecedor desta situação, que contamina uma pessoa, deveria ser considerado um criminoso. Um motorista bêbado, que mata no trânsito, deveria ser considerado um criminoso.
    A liberdade individual termina onde começa a liberdade do outro. Esse desequilíbrio entre liberdade e responsabilidade, em nossas sociedades, precisa ser corrigido, ou então estaremos criando as condições para que as pessoas se sintam estimuladas a fazer justiça com as próprias mãos.

  21. O Asno

    -

    17/07/2012 às 18:22

    aliás,
    eLLes floreiam este assunto,
    sobredouram,
    fazem de tudo para justificar o injustificável…
    justificar o imponderável…
    não conseguiram ainda… nunca conseguirão…
    constroem e desconstroem teses, hipóteses…
    fazem conjecturas…
    culpam os governos,
    culpam as pessoas,
    culpam os parceiros,
    culpam as religiões,
    culpam os religiosos,
    culpam o “sistema” (aliás, o “sistema” serve para ser culpado de tudo),
    culpam os fundamentalistas…
    porém
    eLLes continuam bem promíscuos…
    porém
    eLLes continuam contaminando e sendo contaminados…
    eLLes acham
    que o prazer deLLes está acima de qualquer cousa,
    e
    então a natureza lhes mostra exatamente o contrário,
    porque a natureza não aceita excesso algum,
    não importando credo, raça, etnia, cor, quão culto é, etc…
    as leis da
    natureza somente acatam o equilíbrio das atitudes…
    até
    se alguém tomar muita água morre… morre afogado…
    aliás,
    eLLes nunca visitam hospitais para ver a desgraça das famílias e dos outros “ploglessistas” que estão acamados e infectados por DSTs …
    ao
    contrário dos “ploglessistas”,
    quem realmente visita hospitais e presídios para ajudar os “ploglessistas” quando estão doentes, infectados e contaminados por DSTs, inclusive por AIDS,
    somente
    são exatamente os religiosos de todos os credos que não optaram pelo sexo promíscuo nem pela sodomia…
    inclusive
    os religiosos fundamentalistas que eLLes esfoliam…
    e
    nenhum religioso convicto vai deixar de praticar o bem porque eLLes chamam o mal de bem, e porque o bem eLLes chamam de mal…
    agora
    esse tema é igualzinho ao tema das drogas…
    tipo assim:
    se
    as pessoas não tomam drogas ilícitas,
    então as pessoas não compram drogas ilícitas…
    se
    as pessoas não tomam e não compram drogas ilícitas,
    então o traficante não vende drogas ilícitas…
    se
    o traficante não consegue vender drogas ilícitas porque não tem quem compre, então o traficante muda de ramo…
    se
    não há mais drogas ilícitas no mercado porque o traficante deixou de vendê-las, porque ninguém as compra, então o problema da droga deixa de existir…
    simples assim, viu?
    Bem “simpres” assim… “simpres” assim… “simpres” assim…
    eLLes não gostam de “simpricidade”…
    Concorda não? Sério que ôce não concorda?
    Sei… entendo… claro… claríssimo… ôce tem razão…
    então assim,
    não
    importa se você é religioso fundamentalista ou não,
    não
    importa se você é “ploglessista” ou não,
    não
    importa se você é adepto da sodomia ou não,
    nada
    dessas cousas importa para a natureza,
    porque a natureza está estabelecida sob leis absolutamente imutáveis…
    o
    que importa é o seguinte:
    se
    você fizer sexo promíscuo ou for adepto da sodomia, mesmo que, ainda que, usando várias camisinhas, anti-virais, retro-virais, truva, truvadas, a probabilidade matemática dos bichos pegarem você e infectá-lo por DSTs é altíssima…
    em brevíssima síntese:
    os únicos remédios para as DSTs e para a AIDS,
    ainda
    são fidelidade e COMIDA CASEIRA, viu?
    Fidelidade e comida caseira… fidelidade e comida caseira…
    gostou não, foi? Gostou não? Sério que não gostou?
    Então tá… então tá… então tá…
    eu
    nem sou papista, mas ainda acho que o pronunciamento do papa está total e absolutamente correto, viu?
    Tá correto… tá correto… tá correto sim…
    “ploblema” seu se achar o contrário… “ploblema” seu…
    o
    resto é conversa para dormitar bovinos e alevinos…
    adespois vorto para dizer mais asnices, viu?
    adespois vorto…

  22. Silva

    -

    17/07/2012 às 18:10

    Sra. Camila(16:53h). Não entendi bem o seu raciocínio, usando artigo de revista médica reproduzindo parte de uma pesquisa,para chegar à conclusão sobre “interpretações negativas” de algumas pessoas. Poderia explicar melhor pois está muito confusa a sua conclusão? Obrigado,

  23. Camila

    -

    17/07/2012 às 16:53

    Uma declaração na própria revista Lancet – tirando a já citada no próprio artigo de que mulheres usando contraceptivo oral não tiveram aumentados os riscos de infecção por HIV – contraria a sua hipótese de que as mulheres usando o contraceptivo injetável seriam mais promíscuas e teriam menos cuidado:

    “In The Lancet Infectious Diseases, Renee Heffron and colleagues4 report, from a study of nearly 3800 HIV-1 serodiscordant couples from seven African countries, that women using hormonal contraception, primarily DMPA, had a two-times increased risk of acquiring HIV. Women who were HIV-infected at the beginning of the study and using injectable contraception were also twice as likely to transmit the infection to their uninfected male partners and had higher genital HIV RNA concentrations, a potential mechanism for increased HIV transmission.4 This study adds to the growing body of observational evidence that DMPA might increase women’s risk of acquiring and transmitting HIV.”

    Aparentemente é algo fisiológico mesmo, por menos que algumas pessoas gostem. Outras partes ainda reforçam esse argumento:

    “A separate analysis by the same study team suggests that pregnancy itself might increase risk of HIV transmission.”

    “These human data are supported by data from macaques, suggesting that DMPA increases both the risk of simian immundeficiency virus and levels of viraemia after infection.”

    Claro que o efeito “posso ser mais promíscua porque possuo menos risco de engravidar” não pode ser atribuído aos macacos analisados. Não somente isso, o trabalho original publicado na Lancet apresenta informações de que mulheres soropositivas (o estudo trata de transmissão de mulheres para seus parceiros “fixos”, não para qualquer pessoa) apresentam 9% de “sexo fora do relacionamento” para que usam contraceptivos, contra 12% para as que não usam qualquer contraceptivo. Novamente a sua hipótese, embora lógica, parece contra a realidade apresentada no trabalho, pois as mulheres que usam contraceptivos parecem ter mais cuidados, mesmo quando já são soropositivas.

    Disse isso porque, novamente, embora pela lógica a abstinência ou “alteração no comportamento” seja a melhor forma de prevenir (embora não se possa ignorar o fato de que como animais, isso jamais será 100% efetivo pois muitos “escaparão” para cumprir suas vontades hormonais), a seguinte frase ” Especulava-se sobre a possibilidade de o hormônio injetável causar mudanças no sistema imunológico, na lubrificação vaginal etc. Cientistas, muitas vezes, não gostam de pensar hipóteses que vão além dos bichinhos, humores corporais, proteínas, essas coisas…”

    Essa frase é um desfavor para os cientistas, já deixados no segundo plano na sociedade brasileira. Como um grupo que analisa questões sociais, seria quase infantil, do ponto de vista científico, ignorar justamente as possibilidades sociais nas pesquisas. Esta frase deu a impressão – talvez errônea da minha parte, mas que pode ser assim interpretada por diversas pessoas – que os cientistas em geral não pensam “fora da caixinha” em hipótese alguma.

    A “especulação” não vei “de graça”. Foi realizada justamente pelo fato de que o uso do contraceptivo injetável aumenta o índice de RNA viral na região vaginal, um indicativo de que há mais vírus nessa região, do que o contraceptivo oral (66% para o primeiro contra 58% para este último).

    Aliás, um trecho publicado na revista mostra por que essa questão é tão importante para estudos sociais:

    “The question of hormonal contraceptive use and risk of HIV acquisition remains unanswered after more than two decades. Active promotion of DMPA in areas with high HIV incidence could be contributing to the HIV epidemic in sub-Saharan Africa, which would be tragic. Conversely, limiting one of the most highly used effective methods of contraception in sub-Saharan Africa would probably contribute to increased maternal mortality and morbidity and more low birthweight babies and orphans—an equally tragic result.”

    Essa questão não é puramente uma “briga” desta ou daquela “visão política” ou questões religiosas. Talvez o próprio Papa devesse prestar atenção nestas questões para evitar interpretações negativas.

  24. Ade

    -

    17/07/2012 às 16:28

    ‘quem usa não pega quem não usa pega’preservativo não é vacina.a única vacina contra qualquer DST é “Todas as coisas me são lícitas,mas nem todas as coisas me convém:Todas as coisas me são lícitas mas eu não me deixarei dominar por nenhuma “.è um Cristão que disse isto mas serve de lema para qualquer pessoa sendo ela ateu ou não ,homem,mulher,homossexual que tenha alguma massa cinzenta.

  25. Muito Silple

    -

    17/07/2012 às 16:27

    Já que o Sr. Paulo Enéas quer ciência é ciência que terá.

    Premissa 1 – O HIV é transmitido por via sexual.
    Premissa 2 – O preservativo não é 100% eficaz.

    Conclusão ÓBVIA: mesmo entre aqueles que utilizam preservativos em todas as relações o número de parceiros será diretamente proporcional ao risco de transmissão do HIV.

    Outra informação para o nobre comentarista:

    O preservativo não protege de maneira eficaz contra diversas outras DSTs. Por exemplo, estamos assistindo a um aumento assustador dos casos de sífilis.

    Por fim, toda escolha humana envolve um aspecto moral. Quando o governo divulga propagandas no carnaval estimulando o sexo com desconhecidos, isso envolve uma questão moral, ou não? O que incomoda o Sr. é a moral cristã.

  26. Andre Fausto

    -

    17/07/2012 às 16:17

    Sr. Paulo Enéas,

    Apesar de razoavelmente escrito, seu texto está eivado de erros. Comento apenas dois:
    O Sr. diz “4. É fato cientifico que o uso de preservativo reduz enormemente o risco de contagio. É tambem fato cientifico que o risco de contrair AIDS nao está relacionado ao numero de parceiros ou parceiras sexuais, mas sim a pratica do sexo com ou sem camisinha.”
    Quanto a este ponto seguem algumas colocações:
    1 – a medicina baseada em evidências costuma fazer uma distinção entre eficiência (resultados em condições ideais) e eficácia (resultado em condições reais). Por exemplo: um remédio para vermes que precise ser tomado 12 vezes por dia durante 20 dias pode mostrar eficiência em um estudo clínico bem controlado, mas provavelmente não será eficaz, pois as pessoas no mundo real dificilmente conseguirão utilizar a medicação na posologia adequada. É óbvio que o uso de camisinha reduz a chance de contágio em uma relação específica, mas a experiência tem demonstrado que políticas centradas no estímulo ao uso de preservativos são pouco eficazes por que, na vida real, as pessoas frequentemente deixam esse método de lado, seja por qual motivo for.
    2 – Não sendo a proteção oferecida pelo preservativo igual a cem porcento, é óbvio que o risco de contágio pelo HIV também possui relação direta com o número de parceiros mesmo entre aqueles que utilizam preservativo em todas as relações.
    Mais para frente o Sr. diz:
    “A critica que fiz ao texto de Reinaldo Azevedo, de quem sou admirador no campo do debate politico, é que a afirmacao de que “O melhor remedio contra a AIDS é a mudanca de comportamento” é uma afirmacao cientificamente ERRADA e se constitui em uma falacia, pelo motivo que expus acima”.
    Seguem as minhas considerações:
    1. Quem utilizou uma falácia foi o Sr., e ela se chama “non sequitur”, pois as conclusões as quais o Sr chega não decorrem de maneira nenhuma das premissas colocadas.
    2. Como você pode dizer que a conclusão é cientificamente errada? Você é capaz de citar algum estudo que comparou as duas estratégias (centrada na camisinha x centrada em comportamento)? O exemplo de Uganda não vele como evidência científica? O fracasso retumbante das políticas públicas brasileiras fundamentadas na distribuição de camisinha não dizem nada?

    POR FIM, LANÇO UM DESAFIO AO SENHOR E A QUALQUER UM QUE QUISER AJUDÁ-LO.

    Se o comportamento não é o principal fator de risco, então a incidência de HIV deveria ser semelhante entre pessoas que se mantiveram virgens até o casamento e que após este se mantiveram fiéis ao parceiro e naquelas que tiveram múltiplos parceiros em relações fortuitas. Você acredita mesmo nisso?

  27. capitão

    -

    17/07/2012 às 16:10

    REI
    O pf, das 15h32, o acusa de má-fé intelectual, linha 16. É o ensaboado que ofende em seguida.

    Reinaldox na cascuda!

  28. Guerra

    -

    17/07/2012 às 16:02

    Sr. Paulo Eneas, o critério consistente na redução do número de parceiros nada tem de religioso. Em face da Igreja Católica, que, em sua opinião, meteu o bico no que não lhe diz respeito, a redução de parceiros sexuais é simplesmente proibida. Com efeito, aos solteiros, ela ensina a abstenção sexual. Aos casados, o sexo exclusivamente conjugal. Como, então, poderia falar em redução de parceiros sexuais? Se sua recomendação fosse ouvida, a AIDS simplesmente inexistiria!
    O pronunciamento do Papa, longe da estupidez com que o senhor o vê, atendeu a princípio lógico-científico, não religioso. Suas observações apenas revelam um posicionamento anti-religioso, mais precisamente, anti-católico. Tão anti-católico que não lhe permite raciocinar. Leva-o ao ponto de sustentar que a melhor escolha dos parceiros é irrelevante no combate à AIDS, quando, no continente mais afetado pelo mal, Uganda desmente sua tese e causa inveja aos vizinhos devastados pela promiscuidade.

  29. Sô Sampa

    -

    17/07/2012 às 15:59

    Rei,
    Dá uma olhada nessa entrevista…o figura coloca a culpa no avanço da AIDS nos religiosos e diz a pressão dos grupos religiosos ameaça o estado laico…pior mesmo é ver os comentários, parece que só existam ateus no país;
    http://blogs.estadao.com.br/roldao-arruda/no-brasil-pressoes-de-religiosos-sobre-o-governo-ja-ameacam-cararater-laico-do-estado-diz-representante-do-unaids/?fb_comment_id=fbc_10151096618259808_24802347_10151096775449808#f1283d067c

  30. Silva

    -

    17/07/2012 às 15:51

    “Carolice moralista’! Mais uma jogada para intimidar as condutas de saúde pública verdadeiras! Lavar as mãos,tomar banho, não urinar nem evacuar no chão, fidelidade conjugal,não fazer sexo com qualquer um que apareça,usar luvas ao lidar com pessoas feridas e sangrando,não fazer sexo oral com o primeiro/a que se apresente,não ter vários “parceiros sexuais”, não compartilhar seringas e agulhas com muitos ao se drogar, não prosseguir na relação sexual se não tiver a camisinha por perto por esquecimento,encher os serviços médicos públicos de pacientes com AIDS cujo tratamento é caríssimo por imperativo ideológico,etc. são carolices moralistas ou são condutas de Saúde Pública associados?

  31. pf

    -

    17/07/2012 às 15:32

    Reinaldox na cascuda!

  32. Affonso Sampaio

    -

    17/07/2012 às 15:25

    Reinaldo,não sou católico,sou espírita;mas assino em baixo tudo que aqui disseste.É a natureza ensinando ao homem a ser responsável perante a vida; não se violam as leis divinas impunemente; e as leis da natureza são coincidentes às leis divinas.

  33. Steve Ling

    -

    17/07/2012 às 15:15

    Muitos praticantes da pederastia se dizem mais evoluidos o interessante é que quando se tornam soro positivos eles estão participando da seleção natural.

  34. Alexandre

    -

    17/07/2012 às 15:15

    Não entrarei no mérito agora, Reinaldo. O texto fora bem elaborado. Tenho críticas. Não irei tecê-las. No momento estou preocupadíssimo com os meus afazeres(encontro-me desempregado; estudo para concurso do TCE-RJ). Adoraria concordar e refutar algumas observações expostas na sua dissertação. Mas para isso deve-se ter um conhecimento aprofundado da causa. Não quero parecer mais um palpiteiro. Destarte, visível a forma como muitos descrevem suas opiniões sem nenhum fundamento lógico. E, porventura, ótimo tema para o ENEM deste ano. Não é à toa a enumeração textual deste blog. Começa com um texto polêmico sobre AIDS e, logo abaixo, termina encadeado a um texto referente ao despreparo intelectual dos discentes nas Universidades brasileiras, em especial as públicas federais. Parabéns pelo encadeamento. Estamos felizes pela sua volta, Reinaldo. Bons trabalhos. Continuarei fiel ao blog. Saudações cordiais e bom início de semestre.

  35. Paulo Eneas

    -

    17/07/2012 às 15:09

    Sr. Lugger e Sr. Silva
    Nao sei se entendi plenamente seus comentarios, mas apenas quero salientar o seguinte:
    1. Entendo que as pessoas adultas podem e devem ter todo direito e liberdade de levar a vida sexual que bem entenderem, sem ter que prestar contas ou dar satisfacao e menos ainda sem estar sujeitas a qualquer tipo de patrulhamento e coacao de quem quer que seja: de outros individuos, do estado, de igrejas, etc.

    2. Nao reconheco e nao concedo autoridade ou procuracao ou legitimidade a nenhum individuo ou instituicao, principalmente igrejas, para determinar que parametros de comportamento sexual sao aceitaveis e corretos e quais aqueles que sao promiscuos ou condenaveis.

    3. No que se refere a AIDS, entendo que o poder publico deve pautar suas acoes com base na objetividade cientifica e nao se apegando a este ou aquele parametro moral porque, no que se refere a vida sexual, os parametros morais sao relativos.

    4. É fato cientifico que o uso de preservativo reduz enormemente o risco de contagio. É tambem fato cientifico que o risco de contrair AIDS nao está relacionado ao numero de parceiros ou parceiras sexuais, mas sim a pratica do sexo com ou sem camisinha.

    5. A critica que fiz ao texto de Reinaldo Azevedo, de quem sou admirador no campo do debate politico, é que a afirmacao de que “O melhor remedio contra a AIDS é a mudanca de comportamento” é uma afirmacao cientificamente ERRADA e se constitui em uma falacia, pelo motivo que expus acima.

    6. Se uma pessoa quer orientar sua vida sexual segundo os preceitos da religiao que ela adota, que o faça, é um direito dela. Mas é um direito tambem desta pessoa ser informada pelo Estado laico que a melhor maneira desta pessoa se proteger contra a AIDS nao é tendo vida sexual segundo sua crenca religiosa, seja ela qual for, mas sim praticando sexo seguro, pois é isto que a ciencia demonstrou ate agora, acima de qualquer duvida razoavel.

  36. Antonio

    -

    17/07/2012 às 15:08

    “O mundo moderno não aceita que as pessoas possam ter escolhas.” Tempos sombrios querem para nós os tais “evoluídos”, não?

  37. AC

    -

    17/07/2012 às 14:48

    Gostaria de ler seu comentário sobre a matéria da Veja Online a respeito da consciência animal.

  38. Jota Bê

    -

    17/07/2012 às 14:47

    Tio Rei
    Vc já ouviu este texto do repórter da RECORD?
    http://www.youtube.com/embed/PDPJVEFkqBc?rel=0

  39. Giulia d'Amore

    -

    17/07/2012 às 14:47

    Hummmm. Ainda aguardo sua manifestação sobre a entrevista da sra. Roseana Malta, ex-Collor de Melo. Apenas por curiosidade mesmo… ;)

  40. Rodrigo

    -

    17/07/2012 às 14:40

    Endosso sua opinião, Reinaldo.

  41. Prof. Geraldinho Corrêa

    -

    17/07/2012 às 14:38

    caro Reinaldo Azevedo. Peço sua ajuda para tornar o mais público possível o absurdo que alguns (graças a Deus cada vez menos)padres tem feito na subserviência “sacana” e adesão ao projeto do PT. Veja os links e se puder, escreva sobre. Sou Católico Apostólico Romano e não quero ver minha Igreja empesteada pelo mal do século (o marxismo hipócrita!). Obrigado. Abaixo os links:

    http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/07/16/interna_politica,306204/patrus-faz-campanha-em-altar-de-igreja-e-pede-votos-durante-a-missa.shtml

    e

    http://www.youtube.com/watch?v=y03s-y8eg1g

  42. capitão

    -

    17/07/2012 às 14:27

    DESENHA PRO HAROLDO.

    Reinaldo, explica pro Haroldo, o primeiro, às 6h15, desenhe pra ele, porque a camisinha é insegura se usada com excesso de confiança. Ele pede para você desenhar. Ele não entendeu o risco embutido na multiplicação de parceiros sexuais.

  43. capitão

    -

    17/07/2012 às 14:21

    OFF-TOPIC.LIBERDADE DE EXPRESSÃO NA VENEZUELA

    O Estadão publicou matéria informando que a Ong (Human Rights Watch) constatou, após quatro anos de estudos!, que a Venezuela limitou a liberdade de expressão. Notícias desse tipo me incomodam muito. Há anos, mesmo nos tempos da ditadura, a imprensa fazia essas verificações ela mesma. Hoje, uma ong (meio esquerdista, para dizer o menos) leva quatro anos para desconfiar de algo errado na terra do Chapolim de Caracas.
    Você, o Olavo de Carvalho, a Graça Salgueiro e outros poucos blogueiros dizem isso há anos! E há muita coisa publicada em ornais de língua espanhola que os ornais no Brasil nem abordam, sobre tais temas.
    É uma pena que uma entidade como a ANj não tenha como tema de campanha, em todos os veículos impressos do Brasil a ela associados, a questão da liberdade de expressão em geral, especialmente e regional. Seria um grande serviço ao povo.
    Tenho a impressão de que os dirigentes da ANJ vivem no mundo do Marketing, e que seus diretores nada têm a ver com o exercício do Jornalismo, nem exercem qualquer mando sobre as redações.
    A falta de liberdade de expressão, ou restrições a ela, deveria ser item obrigatório, sessão permanente nos veículos de comunicação, para manter o público alerta e bem informado.
    Aqui vai parte da nota do Estadão:
    “WASHINGTON – Quatro anos depois de publicar o relatório “Uma Década sob Chávez”, a organização Human Rights Watch (HRW) constatou em novo relatório ter se tornado “ainda mais precária” a situação dos direitos humanos na Venezuela. O documento, divulgado há pouco em Washington, constata não ter havido recuo no controle do presidente venezuelano, Hugo Chávez, sobre o Congresso e a

    Suprema Corte de Justiça. Desde 2008, ao contrário, Chávez ampliou os poderes de seu governo para “limitar a liberdade de expressão e punir os seus críticos” e para desconsiderar a autoridade do sistema interamericano de direitos humanos.

    O texto “Apertando o Cerco: Concentração e Abuso de Poder na Venezuela de Chávez”, com 133 páginas, destaca seis casos considerados pela HRW como flagrante abuso de poder de Chávez e de seus colaboradores. “Para juízes, jornalistas, emissoras e defensores dos direitos humanos, em particular, as ações do governo enviaram uma clara mensagem: o presidente e seus seguidores estão dispostos e capazes de punir as pessoas que desafiarem ou obstruírem seus objetivos políticos”, assinala o documento.”

  44. marcos moraes

    -

    17/07/2012 às 14:18

    Pior vc não sabe (duvido…)! Faça um pesquisa sobre sexo oral, HPV e cancer na gargnta, principalmente entre adolescentes. Parece que com medo de Aids, via pirú-xoxota, a garotada resolveu cair de boca e… epidemia!

    MAM

  45. Eronildo

    -

    17/07/2012 às 14:14

    “O melhor remédio contra a AIDS é a mudança de comportamento, mas muitos preferem apostar no homicídio ou no suicídio” Reinaldo

    Não há nenhuma outra maneira mais eficaz, preventiva, que esta. Mas, ninguém ouvirá falar sobre isso. Nenhum alerta será dado, nenhuma orientação preventiva deste jaez, por parte dos governos, nos milhões que saem dos cofres públicos para propaganda na área de saúde. A propaganda girará sempre em torno do:

    AIDS. Corra o risco, mas se previna!
    (nós, do governo, bancaremos com o suporte).

    Citando Raul Seixas:

    “Tem gente que passa a vida inteira travando inútil luta com os galhos, sem saber que é lá no tronco que tá o coringa do baralho.”

  46. Ricardo M. P. Frota

    -

    17/07/2012 às 14:14

    Sim, Reinaldo! Perfeitas colocações! Pílulas contraceptivas não protegem contra a doença e sim contra fecundação… e podem levar as pessoas a se esquecerem das doenças pelo alívio de evitarem a concepção! E, me perece sensato a idéia de que a camisinha, apesar de um método praticamente seguro, não impede de que as pessoas deixem de serem promiscuas! Promiscuidade=grupo de risco!

  47. Tarso

    -

    17/07/2012 às 14:13

    Bem, não sei e na verdade pouco me interessam os hábitos sexuais da galera.
    Mas há duas mãos aí em relação à possibilidade de contaminação. Eu (e qualquer um) não sou apenas uma possível vítima, mas também um possível contaminador.
    O que posso dizer é que, em função do casamento, eu mudei meu comportamento sexual.
    Embora seja muito remoto, sei que sempre haverá o risco matemático de eu me contaminar, afinal uma aventura romântica de minha esposa hoje é improvável e parece impossível, mas quem sabe com os anos…?
    Porém, o risco de eu contaminar minha esposa é ZERO.

  48. shirleyjonesc@yahoo.com.br

    -

    17/07/2012 às 14:11

    Adorei os argumentos,o melhor foi seu bom humor!

  49. Angelo Costa

    -

    17/07/2012 às 14:02

    Prezado Reinaldo
    Uma só palavra: Perfeito.
    Quem não entendeu o artigo, como alguns comentários aqui postados, deve voltar urgente para a escola e apreder a ler.
    Abs.

  50. nei Brasil em retiro espiritual

    -

    17/07/2012 às 13:52

    Homossexualismo é vício.
    A virtude é liberdadora, lembrem-se de Herculano e Pompéia!
    Chega de pornografia! Quem come pedra sabe o c…que tem!

  51. nei Brasil em retiro espiritual

    -

    17/07/2012 às 13:48

    Chega de veadagem.
    Até o Guarujá quer mudar o nome da Via…Dagge!!!! sobrenome de um prefeito!

  52. Wilker Delgado

    -

    17/07/2012 às 13:46

    Os ‘libertinários’ do von mises e outros liberais de fim de semana invadiram seu blog. Meu Deus! Liberdade de tudo, menos de pensar diferente!

  53. Esperança

    -

    17/07/2012 às 13:39

    Efeito devastador – Candidato imposto pelo ex-presidente Luiz Inácio da Silva para concorrer à prefeitura paulistana, o petista Fernando Haddad tem circulado pela maior cidade brasileira, a qual não conhece, como se fosse a derradeira solução para os problemas da capital dos paulistas. Ex-ministro da Educação, Haddad é o que pode se chamar de homenagem ao fracasso em termos de gestão pública.

    No período em que esteve à frente da Educação, o então ministro foi alvejado por escândalos que comprometeram a credibilidade do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Falta de segurança nos processos de feitura e distribuição das provas permitiu o vazamento de questões, o que provocou um sem fim de problemas aos inscritos. Sem saber como explicar o fracasso, Fernando Haddad se valeu de conversa fiada, que como tal não convenceu.

    A greve dos professores federais, que já dura dois meses e alcançou recorde de adesão, é outro legado de Fernando Haddad, o candidato que com as bênçãos do padrinho Lula conquistou o apoio de ninguém menos que o enrolado Paulo Salim Maluf.

    Como o Brasil insiste em ser o país da piada pronta, a presidente Dilma Rousseff preferiu substituir Fernando Haddad por Aloizio Mercadante, que enquanto senador nada fez pelo estado de São Paulo. Enquanto engrossava as fileiras da oposição, Mercadante foi um ferrenho defensor dos trabalhadores, inclusive dos professores, aos quais hoje ele dá as costas.

    Costurada com a companheira Miriam Belchior, ministra do Planejamento, a proposta de reajuste dos professores federais, que tem como base um plano de carreira, foi rejeitada solenemente pela categoria.

    É preciso saber o que Lula pretende ao lançar um incompetente para comandar o cotidiano da sexta maior cidade do planeta.

  54. Míriam Martinho

    -

    17/07/2012 às 13:37

    Por mera coincidência a lógica do Reinaldo combina com a visão católica sobre sexo. E sexo despreocupado é o melhor porque gente preocupada não consegue relaxar e fazer bom sexo, né mesmo?
    O impulso sexual é natural, portanto, abstinência vai contra a natureza humana. Fidelidade é um compromisso entre os que estão numa relação estável, algo que nem todos estão nem querem estar.
    Sexo responsável é usar camisinha ou qualquer outro método contraceptivo, não sair por aí enchendo a cara ou tomando outras coisas que turvem o raciocínio das pessoas na hora de fazer sexo. Tudo mais é carolice moralista.

  55. Jair Bolsonaro

    -

    17/07/2012 às 13:28

    A AIDS é culpa dos petralhas!

  56. wagner

    -

    17/07/2012 às 13:14

    Caro Reinaldo, esse artigo realmente é uma obra prima. A grande verdade esclarecida no encerramento – ‘Os médicos não falam isso porque têm medo de cair na rede de difamação dos grupos militantes.’ – é de arrepiar.

  57. Curioso

    -

    17/07/2012 às 13:12

    Caro Reinaldo.
    Na verdade, este não é um comentário sobre o post, mas uma curiosidade minha.
    Vi em um blog que a Deputada Nice Lobão tirou 82 licenças médicas em 2011, trabalhando somente 19 dos 101 dias de trabalho na Câmara, porém recebeu seus vencimentos integralmente.
    Não sei se a informação é verdadeira, mas acho que se for merecia algum destaque (ainda mais por se tratar de esposa de ministro e mãe de senador).
    Abraços.

  58. Justin

    -

    17/07/2012 às 13:11

    “Fatos são fatos.” E o fato é que a política de saúde adotada no Brasil para combater a AIDS dá resultado. A prova é que não há uma epidemia fora de controle aqui, como na África. E isso prova que abstinência ou monogamia não são as únicas possíveis escolhas ao se discutir como o Estado deve responder à doença. Independente da opinião do Reinaldo.

  59. Marcos A. C. Almeida

    -

    17/07/2012 às 13:00

    Boa tarde a todos. Reinaldo, a petralhada pensa que queremos impor nosso padrão religiosos ao país. Apenas porque somos algo mais conservadores do que eles. Porém o problema aqui é outro. Acho que deveríamos debater até quando esse verdadeiro flaxflu ideológico que você alimenta é bom para a sociedade brasileira e mesmo para nós, conservadores. Esse seu discurso arrogante e sempre de confronto, esse do nós contra eles, o nós contra aquilo que você chama de petralhada, esse tipo de discurso não leva a nada. A não ser a nossa exclusão do debate, pois temos a imagem dos intolerantes e truculentos da direita raivosa. A direita é estigmatizada no país de forma negativa exatamente por esse tipo de preconceito que você alimenta contra a esquerda. Chamar a esquerda de petralhada é tão preconceituoso quanto aqueles que lhe chamam de fascista. Mas veja que você dá a deixa. Que tal um debate mais maduro, adulto e menos raivoso e imaturo? Que tal debatermos o Brasil sem esse eterno confronto que você alimenta? O comportamento diante da AIDS não envolve nenhuma questão ideológica. Se formos falar de comportamento e ideologia o que dizer de berluscone, um conservador da direita italiana que promovia festinhas com adolescentes junto com seus colegas do governo? Ou mesmo os padres pedófilos? Vamos focar no que interessa, sem quastões ideológicas. Isso só será salutar para o debate. Obrigada pelo espaço e um abraço.

  60. JLPM

    -

    17/07/2012 às 12:53

    Usar camisinha REDUZ a chance de se passar/contrair AIDS e doenças venéreas. Isto é um fato. Usar este novo medicamento também , ao que tudo indica.

    Isto não impede que se defenda um comportamento menos promíscuo por aqueles que enxergam a questão pelo lado moral, que é também válido, quero enfatizar.

    Mas uma coisa é julgamento moral e outra coisa é ciência.

    Quando elas se misturam normalmente a lógica sai estilhaçada.

  61. Paulo Eneas

    -

    17/07/2012 às 12:48

    A proposito, notei agora que o titulo da materia “O melhor remedio contra a AIDS é a mudança de comportamento” ja sugere o tipo de abordagem que vem a seguir no texto, mas deixa uma margem para duvida:

    Mudança de comportamento significa o que? Optar pela abstinencia? Optar pela monogamia (ainda que esta nao ofereça garantia alguma se nao for plenamenta pactuada pelas duas partes envolvidas, que o diga as mulheres casadas e fieis que contrairam AIDS de seus maridos)? Acho temerario…

    Entendo que o uso da palavra “comportamento” nesse tipo de discussao mais confunde do que esclarece, pois permite a cada um dar a ela o sentido que mais lhe convem, principalmente quando a discussao entra no terreno das opcoes morais e religiosas.

    Melhor seria um outro termo, mas nao me ocorre nenhum agora. O fato é que orientar a discussao sobre a AIDS em cima da ideia de dizer como as pessoas devem ou nao se comportar é um equivoco, se por “comportamento” se entende as opcoes que a pessoa faz quanto a ter ou nao um ou mais parceiros sexuais ou mesmo de ter algum vida sexual.

    A discussao sobre a AIDS deve se pautar por aquilo que objetivamente existe de informacao cientifica a respeito. E ja ha alguns anos a informacao cientifica a respeito é bem clara e objetiva: “O melhor remedio contra a AIDS é faze sexo com protecao”.

  62. marciano

    -

    17/07/2012 às 12:45

    Lula should stay out of Venezuela’s election
    It’s not easy being a former president. The old joke is that ex-presidents are like Chinese vases: everyone says they are very valuable but no one knows what to do with them. Some, like Bill Clinton, continue with a frenetic flurry of activity, others such as Vladimir Putin, do not actually relinquish power while those such as Silvio Berlusconi seem to treat their post-presidential time as a hiatus before running for office again.

    Recently, the two best known former presidents of Brazil took part, almost simultaneously, in events that clearly illustrate very different ways of living the ex-presidential life. Fernando Henrique Cardoso won the Kluge Prize, one of the world’s most important awards in the social sciences. This $1m prize is awarded by the Library of Congress of the United States and has a nomination and selection process as rigorous as that of the Nobel prizes.

    The jury emphasised that the award recognised Mr Cardoso’s intellectual achievements. Before entering politics he was an internationally recognised sociologist who made pioneering contributions on the relationship of inequality and racism to under-development. He was also the father of the once popular “dependency theory”, which holds that under-development is partly caused by the richest countries as a result of the exploitative relations they established with poor countries. This idea is no longer in favour and Mr Cardoso himself recognises that the world has changed and that its conclusions are no longer valid.

    About the same time that Mr Cardoso was being feted at the US Library of Congress, Luiz Inácio Lula da Silva spoke by video conference to the participants of the Sao Paolo Forum who were meeting in Caracas. The Forum is a gathering of Latin American leftist organisations that meets periodically since it was launched by Mr Lula’s political party, the PT (The Workers Party) back in 1990.

    In his televised address Lula said, “Only thanks to [Hugo] Chavez’s leadership, the people have had extraordinary achievements. The poor were never treated with such respect, affection and dignity. These achievements should be preserved and consolidated. Chavez, count on me, count on the PT, count on the solidarity and support of every leftist militant, every democrat and every Latin American. Your victory is our victory. ”

    It is perfectly legitimate for Mr Lula to express his affection and admiration for Mr Chavez. Affects – like love – are blind and deserve respect. But it is not legitimate for Mr Lula to intervene in another country’s elections. That’s not what democrats do. And Mr Lula knows it. Or he should know it. But he seems oblivious to this and in fact it is not the first time that he bluntly intervenes in Mr Chavez’s favor during a Venezuelan election. In 2008, on the eve of a critical referendum, he also intervened in the process, claiming that Mr Chavez was “the best president the country has had in 100 years”.

    Nor is it legitimate to distort, as Mr Lula did, the Venezuelan reality – especially that of the poor. Mr Chavez has had a devastating effect on Venezuela and the poor are the main victims. It is they who pay the consequences of living in one of the world’s most inflationary economies; they are the ones having to make ends meet with a real wage that has fallen to its 1966 level (yes, 1966). It is they who cannot get jobs unless it is in the public sector and only if they are deemed loyal to the revolution and are willing to display publicly and often their unwavering support for el comandante. It is they who see their sons and daughters killed at one of the highest rates of homicides in the world.

    No wonder, therefore, that in the last parliamentary elections in 2010 more than half of the votes were against Mr Chavez. In Venezuela it is impossible to reach that percentage without the votes of millions of the poorest – the very people that according to Mr Lula are doing better than ever thanks to Mr Chavez. And, finally, it is not legitimate for Lula to applaud and encourage in another country public policies that are diametrically opposite to those he implemented with great success as Brazil’s president.

    In this sense, perhaps Lula would be well advised to do as former president what he did as president: follow Mr Cardoso’s example. After all, Mr Lula knows that his success as president owed a great deal to his decision to continue and even expand his predecessor’s economic and social policies. Mr Lula should take his post-presidential clues from Cardoso and understand that a true democrat does not use his prestige and influence as a former president to improperly intervene in another country’s elections.
    Moisés Naím
    http://blogs.ft.com/the-a-list/2012/07/17/lula-should-stay-out-of-venezuelas-election/#axzz20mR0AC00

  63. marciano

    -

    17/07/2012 às 12:43

    Financial Times
    Lula should stay out of Venezuela’s election, writes Moisés Naím:

    “It is perfectly legitimate for Mr Lula to express his affection and admiration for Mr Chavez. Affects – like love – are blind and deserve respect. But it is not legitimate for Mr Lula to intervene in another country’s elections. That’s not what democrats do. And Mr Lula knows it. Or he should know it.”

  64. Lugger

    -

    17/07/2012 às 12:39

    Paulo Eneas, como falar de assunto que reside justamente na escolha de um maldito individuo se drogar e copular sem proteção e com qualquer um, se falar nas escolhas morais que ele faz? Faremos então uma programação algoritmica da moral humana para torná-la cientifica? Oras bolas, vc não compreende o todo e não a parte, como quer discutir o assunto?

  65. Silva

    -

    17/07/2012 às 12:39

    Quero dar os parabéns ao sr. O Asno ( 12:04). Interessantíssimo o seu comentário.Realidade pura e simples de se entender e infelizmente, de se viver.

  66. Silva

    -

    17/07/2012 às 12:34

    Ao sr. Paulo Eneas (12:06). Desculpe-me, mas dizer que determinados comentários são contaminados pelas concepções morais ou mesmo religiosas é, infelizmente, na melhor das hipóteses, tentar se enganar e enganar as potenciais pessoas em adquirir a AIDS.Dizer que fidelidade conjugal é conduta moral e religiosa e não também prática de saúde pública nesses casos? Você aconselharia um filh/a ou neto/a a “ir em frente” podendo se quiser, levar uma vida promíscua ou libertária porque você, progressista, está liberto das correntes morais e religiosas? Não cheira hipocrisia, colega comentarista? Não creio que seria manobra intimidatória de sua parte,porque julgo estar dialogando certamente com pessoa digna.Obrigado pela atenção.

  67. Carlos Alberto Baccelli

    -

    17/07/2012 às 12:31

    Apenas uma dica para mais uma brilhante matéria. No Estadão tem um vídeo falando do nosso querido Hugo Chaves, principal ditador da AL.
    Um abraço,

  68. André Barros

    -

    17/07/2012 às 12:20

    Reinaldo,

    Seu texto, como se costuma dizer, “bate de costas” com o radicalismo de quem você critica. Concordo que a questão comportamental é chave não só para a Aids como para diversas outras doenças, transmissíveis ou não, bem como para outros problemas de saúde pública como a violência no trânsito ou a obesidade.
    Sim, acredito que a abstinência é um meio muito eficaz de prevenir o contágio por doenças sexualmente transmissíveis (DST), assim como ficar dentro de casa é um ótimo modo de prevenir atropelamentos. Há mesmo aqueles que acreditam na mastectomia como forma de prevenir o câncer de mama, mas, nesse caso, eu não.
    O tema das DST é bem mais complexo por envolver questões comportamentais na mais privada das esferas, que é a sexual, e muito influenciado por questões culturais de cada povo ou nação (no Brasil, é muito mais fácil falar de sexo que em diversos outros países). Tenho várias críticas às campanhas contra a Aids, entre elas a de tratar como gerais comportamentos que são de grupos minoritários (sob risco, concretamente) e a de negligenciar grupos majoritários (também sob risco). Também acho equivocado o confronto deliberado com a Igreja Católica, pois acredito que, se ela pode ser parceira em outros temas de saúde pública, também o pode ser no caso da Aids. Isso não quer dizer, no entanto, que aprove as restrições da Igreja ao uso da camisinha, ao meu ver, baseadas numa ética de controle das consciências individuais calcada na culpa e castigo que esgotou seu papel no mundo atual. Se a revolução sexual do século XX pode evidenciar uma predominância de comportamentos ditos promíscuos (ou pecaminosos), também ajudou a derrubar a família patriarcal nas sociedades ocidentais (grande avanço civilizatório, a meu ver). É o tal movimento pendular das coisas que acaba por atingir um ponto de equilíbrio, para o qual, acredito, a liberdade do indivíduo (do controle da Igreja, do Estado ou dos partidos) seja fundamental.
    Lembro de uma campanha de controle da lepra no Sudão que não obtinha sucesso em sua estratégia de autodetecção. Descobriu-se que, por conta dos hábitos religiosos de lá, não havia o costume de olhar para o próprio corpo desnudado. O programa teve que distribuir espelhos, acredite, e encorajar as pessoas a se autoexaminarem perante eles. Assim mesmo é a camisinha. Se ela é eficaz no combate à transmissão, deve ser produzida em larga escala e ser de fácil acesso a qualquer um. O fato de seu uso contrariar preceitos do Vaticano (que nem sequer são consenso entre as igrejas cristãs) não invalida o papel que ela já teve e ainda pode ter no combate à Aids. Mesmo o mais polêmico cientista seria incapaz de dizer que não houve avanços no combate à Aids, avanços maiores que no combate à malária, por exemplo, que ainda mata um milhão na África todos os anos. Se a Igreja conseguir convencer seu rebanho a combater a Aids pela abstinência ou monogamia, ótimo, tem meu apoio incondicional. Mas isso não resolve o problema por inteiro nem autoriza a negligência ou desprezo àqueles que estão fora do rebanho. E, talvez infelizmente para a manutenção do poder da Igreja, é impossível falar de Aids sem falar de sexo. E isso tem ajudado a humanidade a se deparar com e compreender melhor um fenômeno absolutamente natural (e, portanto, divino) que há séculos vem sendo tratado com muita – não há outra palavra – hipocrisia. A Aids é uma grande chance para a Igreja Católica deixar de tratar liberdade sexual como promiscuidade e, ao mesmo tempo, ter maior tolerância e amor com os “desviantes”, coisa que Pedro, seu fundador, sempre fez mas que foi esquecido com o tempo para desgraça de todos.
    Sempre admiro sua capacidade de argumentação e lógica, mas esse seu texto, infelizmente, condena a camisinha e induz à conclusão de que ela aumenta o contágio por Aids tomando exceções por regras. Pela mesma lógica, um motoboy sem capacete poderia andar em velocidade mais baixa no trânsito, ou seja, a culpa é do capacete! Me lembrou a piada do português e do aquário…

  69. nei Brasil em retiro espiritual

    -

    17/07/2012 às 12:18

    Chega de permissividade! A moral é o esteio da civilização. Chega de laycismo apócrifo.
    Votem pra Deus, voltem pra Deus!
    O maior ladrão é aquele que rouba em nome de Deus!

  70. Paulo Eneas

    -

    17/07/2012 às 12:06

    A maior parte dos comentarios estao infelizmente contaminados pelas concepcoes morais ou mesmo religiosas que cada um adota em relacao a sexualidade.

    E confesso nao ter entendido onde de fato o Reinaldo quer chegar. De fato, a AIDS está associada a comportamento de risco. E comportamento de risco significa ter diferentes parceiros ou parceiras sexuais? Segundo entendo, nao necessariamente.

    Comportamento de risco é optar por fazer sexo sem protecao, seja com parceiro fixo ou diferentes parceiros. É sabido do numero expressivo de mulheres casadas que foram contaminadas pelo virus da AIDS. Oras, mulheres casadas em tese tem parceiro sexual fixo (o marido) e nao estao portanto no grupo de pessoas com “comportamento de risco”, se por comportamento de risco se entende a opcao de ter distintos parceiros sexuais.

    Acho um equivoco tentar trazer para o campo das opcoes morais um tema tao serio de saude publica. Insistir na ideia de que comportamento de risco está associado a ter distintos parceiros sexuais é, a meu ver, um erro cientifico e um tipo de patrulhamento sobre um tema que diz respeito a escolhas que um individuo pode e deve fazer livremente, sem ingerencia de ninguem, muito menos do estado.

    É preciso que a informacao seja clara e objetiva, isenta de opcoes morais e religiosas: comportameno de risco no que se refere a AIDS nao tem relacao alguma com o numero de parceiros que a pessoa opta livremente por ter e sim na forma como ela pratica sexo, se com protecao ou sem protecao. Qualquer abordagem que avance alem deste ponto simplesmente entra no campo das opcoes morais e religiosas e tende a resvalar para um tipo de patrulhamento, seja de esquerda ou de direita, que nao pode ser aceito.

  71. Rodrigo

    -

    17/07/2012 às 12:06

    Fiquei contente em ver que não sou o único que gostaria do ‘desenho’ anexado ao texto, rsrs

    E por mais que concorde com a questão de o governo utilizar-se de abordagens diferentes para a prevenção da AIDS (batendo na tecla do comportamento, por exemplo), caberá a cada indivíduo decidir como agir frente às situações sexuais que lhe dizem respeito. Então, usar várias abordagens nos programas de prevenção pode ser um caminho, pois o Brasil é extremamente plural (basta ler os comentários abaixo), carecendo de atenção em vários pontos…

  72. O Asno

    -

    17/07/2012 às 12:04

    o
    papa está total e absolutamente certo.
    O
    fato do papa ser lider duma religião,
    não “quiguinifica” dizer
    que tudo que o papa disser está errado.
    “In casu”,
    o papa está total e absolutamente certo.
    Trata-se
    essencialmente duma questão científica, que envolve vários ramos das ciências, inclusive a matemática e a estatística.
    Se
    muitos fazem sexo livre, a probabilidade do contágio de DSTs aumenta exponencialmente.
    Se
    ninguém faz sexo livre e somente come COMIDA CASEIRA,
    então
    a probabilidade do contágio de DSTs é exatamente ZERO.
    Simples assim, viu?
    Simples assim… simples assim… simples assim…
    ocorre
    que no mundo real o número dos que gostam de COMIDA CASEIRA é reduzidíssimo, matematicamente é ínfimo, inexpressivo, desprezível…
    por isto o bicho pegou…
    por isto o bicho pega…
    por isto o bicho vai continuar a pegar, viu?
    Concorda não?
    Sei… entendo… claro… ôce tem razão…
    agora,
    nem camisinha,
    nem truva,
    nem truvada,
    nem anti-virais,
    nem também retro-virais evitam o contágio da AIDS.
    É sabença geral, aqui e alhures,
    que
    camisinha estoura… camisinha fica fora do prazo de validade… por isto o papa tem razão…
    camisinha jamais foi e será método absolutamente anti-contraceptivo…
    o papa tem razão… o papa tem razão…
    o
    sexo promíscuo, a sodomia, tudo absolutamente dissociado do amor e do compromisso sério,
    sempre foram e sempre serão os responsáveis pelo contágio das DSTs.
    Os
    virus somente respeitam uma barreira: o vidro…
    até mesmo em porcelas os virus acham poros e lugar para se socarem…
    imagine numa camisinha, ou pior, sem camisinha com a tal da truvada…
    agora
    esses afoitos, desrespeitosos, amantes de si mesmos, arrogantes, petulantes, blasfemadores,
    quando
    pegam de verdade uma DST perdem toda a afoitesa…
    ficam bem mansinhos, passam a falar pouco, e quando falam, falam baixo, perdem a arrogância, a petulância…
    ficam irreconhecíveis sem se parecerem com o que foram: arautos da promiscuidade.
    Uma
    cousa é eLLes antes da DST… bem afoitos e arrogantes…
    outra
    cousa é eLLes com a DST nos hospitais…
    tá duvidando?
    Vá num hospital fazer uma visita prá ver…
    vá… vá… vá…
    ei!
    eLLes chamam o mal de bem…
    eLLes chamam o bem de mal…
    eLLes não são democráticos… nunca foram…
    jamais serão…
    mas
    a morte é absolutamente democrática…
    adespois vorto para dizer mais burrices…
    adespois vorto…

  73. Adriana

    -

    17/07/2012 às 12:04

    Parabéns pelo texto! Concordo plenamente com o Reinaldo. Infelizmente as pessoas se tornaram vítimas de si mesmas por não quererem a mudança de habitos. Vale lembrar que não se trata de religião, trata-se de responsabilidade e respeito pela própria vida humana.

  74. Rodrigo

    -

    17/07/2012 às 12:03

    Obviamente, quis dizer “vírus” no meu comentário anterior, e não “virús”. rsrs

  75. Observadordepirata

    -

    17/07/2012 às 11:59

    Caro Reinaldo, olha a que ponto chegamos:
    Jovens infratores poderão ter visitas íntimas

    RIO – O Departamento Geral de Ações Socioeducativas (Novo Degase), órgão responsável pelo atendimento a jovens infratores no estado, criou na semana passada um grupo de trabalho para a implementação de visitas íntimas nas unidades de internação de adolescentes. A expectativa é que, até o fim do ano, o serviço já esteja sendo oferecido na Escola João Luiz Alves, no Centro de Atendimento Intensivo da Baixada e nos educandários Santo Expedito e Santos Dumont. Entre os profissionais que estão trabalhando na composição do modelo a ser aplicado, há dois representantes da Secretaria de Direitos Humanos, que ficarão responsáveis por garantir que o direito seja estendido também aos internos homossexuais.
    Fonte – O Globo

  76. Rodrigo

    -

    17/07/2012 às 11:59

    “O que nós vemos de fato é uma associação entre o crescimento do uso da camisinha e um aumento da AIDS.”
    Isso é absolutamente IMPOSSÍVEL, devido à eficácia da camisinha e a dificuldade de transmissão do virús. A probabilidade de contaminação por um único ato sexual nesses casos beira o 1/10000000. Acredito que o especialista gostaria de dizer que as campanhas para o uso de camisinha estimulam a prática de sexo de forma promíscua, mas como as pessoas não usam a camisinha, acaba havendo uma elevação no número de contágios.

  77. Igor Ramos

    -

    17/07/2012 às 11:50

    Sensato, Tio Rei! :)

  78. João

    -

    17/07/2012 às 11:45

    ” O melhor remédio chama-se “comportamento”.”

    Não é, porque não se pode controlar o comportamento alheio

    A muoher (ou o homem) pode ser casada(o) e fiel, mas nunca vai poder saber com certeza se o marido (ou a mulher) também é. E por aí vai. Aids se pega dos outros, por isso seu próprio comportamento nunca será, jamais será uma forma eficiente de evitar o contágio.

  79. Alves

    -

    17/07/2012 às 11:28

    Caro Reinaldo, parabéns pela sua matéria. Sem filosofar aqui, mas sendo rápido objetivo e sincero quero lhe dizer que a melhor maneira de se evitar a AIDs é sim,a boa formação familiar cristã. Eu como evangélico tive uma educação dos meus pais diante das palavras da Biblia e dos caminhos de Deus, e com isso eu só tenho que agradecer por Deus ter me dado uma família estruturada cristã que me ensinou o domínio próprio me desviando do campo da libertinagem e sexo impróprio. O governo gosta de fazer essas campanhas de sexo com camisinha, mas a minha velha mãe e minha igreja já me ensinaram que sexo significa casamento. A pessoa só tem o direito de fazer sexo com o cônjuje e, tudo o que desentoa dessa lei cristã cai nisso que hoje estamos vendo: AIDs, doenças sexuais transmissíveis, aborto,tristeza, infelicidade, crianças de rua, separação de cônjujes etc… Todas as campanha de prevenção feitas pelo governo ou por entidades não deram resultados 100% satisfatórios , mas a velha receita Bíblia de uma família estruturada em principios cristãos, essa sim dá resultado 100% seguro.

  80. viva galt!

    -

    17/07/2012 às 11:26

    Reinaldo, o progressimo militante nessa área é um tentativo de teorizar um campo unificado. O prazer tem de ser total, sem sacrifício. A beleza

    É como o médico receitar um remédio que tem contra indicação com álcool. Então se libera apenas uma tacinha de vinho por dia. Em pouco tempo, essa taça vira uma e meia, duas, três, até acabar com o efeito do remédio.
    É como andar com revólver e se sentir protegido de assalto, sem verificar os riscos de seu uso. Toda proteção leva o cérebro a alargar o prazer ou o benefício que o sujeito deixa de usufruir pela abstenção. Ninguém quer sacrifício

  81. Chris-SP

    -

    17/07/2012 às 11:26

    Caro Reinaldo,
    Você voltou com a corda toda! Parabéns pelo texto e pelo bom senso em analisar o assunto AIDS. Realmente, se não houver mudança comportamental (o que, aliás, vale para tudo), o mundo estará perdido.
    Agora veja a falta de responsabilidade na notícia que vai abaixo, publicada pelo Uol.

    ARSENAL DE REMÉDIOS PODERÁ AJUDAR A ACABAR COM A AIDS, AFIRMA OMS
    Trinta anos depois da epidemia de Aids, ainda não foi encontrada uma cura para a doença, mas um crescente arsenal de remédios poderá, algum dia, ajudar a por fim a novas infecções, afirmou o diretor do departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde, Gottfried Hirnschall.
    (…)
    Os remédios antirretrovirais podem reduzir o risco de que as pessoas infectadas transmitam o vírus e evitar que as pessoas saudáveis sejam infectadas através de relações sexuais com parceiros com HIV, apesar dessas novas possibilidades gerarem controvérsia.
    Segue…
    http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2012/07/17/arsenal-de-remedios-podera-ajudar-a-acabar-com-a-aids-afirma-oms.htm
    Sem mais comentarios. Um abraço

  82. Chris-SP

    -

    17/07/2012 às 11:26

    Caro Reinaldo,
    Você voltou com a corda toda! Parabéns pelo texto e pelo bom senso em analisar o assunto AIDS. Realmente, se não houver mudança comportamental (o que, aliás, vale para tudo), o mundo estará perdido.
    Agora veja a falta de responsabilidade na notícia que vai abaixo, publicada pelo Uol.

    ARSENAL DE REMÉDIOS PODERÁ AJUDAR A ACABAR COM A AIDS, AFIRMA OMS
    Trinta anos depois da epidemia de Aids, ainda não foi encontrada uma cura para a doença, mas um crescente arsenal de remédios poderá, algum dia, ajudar a por fim a novas infecções, afirmou o diretor do departamento de HIV/Aids da Organização Mundial da Saúde, Gottfried Hirnschall.
    (…)
    Os remédios antirretrovirais podem reduzir o risco de que as pessoas infectadas transmitam o vírus e evitar que as pessoas saudáveis sejam infectadas através de relações sexuais com parceiros com HIV, apesar dessas novas possibilidades gerarem controvérsia.
    Segue…
    http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/afp/2012/07/17/arsenal-de-remedios-podera-ajudar-a-acabar-com-a-aids-afirma-oms.htm
    Sem mais comentarios. Um abraço

  83. camões

    -

    17/07/2012 às 11:13

    Pesquisa feita pelo Ibope dá ideia do tamanho da briga comprada pelo neo-presidenciável Eduardo Campos. Refugado por ele, Humberto Costa (PT) lidera a corrida pela prefeitura de Recife com 40% das intenções de voto. Geraldo Júlio (PSB), o candidato fabricado pelo governador segura a lanterna com 5%.

    Ao riscar o chão e bater no peito, Eduardo Campos condenou-se a uma de duas alternativas: ou eletrifica o seu ‘poste’ ou terá o fio desligado da tomada de 2014. Para que suas pretensões nacionais fiquem em pé, precisa repetir no município a mágica operada por Lula no país, em 2010.

    Com seus 5%, o pupilo do governador aparece na pesquisa em quarto lugar, atrás do deputado federal Mendonça Filho (DEM), com 20%; e do deputado estadual Daniel Coelho (PSDB), com 9%.

  84. Legalista

    -

    17/07/2012 às 11:03

    A frase ”preferem pôr a opinião acima da razão e da lógica” valeu o post (não serei audacioso a dizer que somente isso valeu, por favor!); mas não pude deixar de trazer essa frase para várias situações da nossa vida. E principalmente em Política e na relação profissional (com o chefe) são os momentos onde encontramos diariamente tais comportamentos. Belo texto, tio Rei!

  85. sergio longman

    -

    17/07/2012 às 11:02

    De pleno acordo. Pena que somente poucos tenha a sua coragem.

  86. Renato

    -

    17/07/2012 às 10:59

    não entendo o que o que você escreveu tem a ver com o libertarismo.

  87. Sandra

    -

    17/07/2012 às 10:58

    Que ódio tenho quando acabo de dar um ENTER e percebo um erro de concordância medonho no meu comentário…

  88. megaron

    -

    17/07/2012 às 10:58

    O sexo é um dos comportamentos humanos que exige o maior grau de responsabilidade. Banalizado e incentivado como vem sendo diminui tanto homem como mulher que perdem a sua humanidade para se tornarem quase como uma raça de bonobos não havendo método ou medicamento que possa evitar a explosão de doenças sexuais, além de milhões de gravidez indesejadas com o consequente aborto (assassinato) de milhões de fetos (seres humanos) indefesos. Somos atualmente quase sete bilhões de “homo-sapiens” mas apenas poucos milhões (milhares?) de “seres humanos”.

  89. Sandra

    -

    17/07/2012 às 10:53

    Lembro-me que, da outra vez que você discutiu sobre o tema, houve uma analogia com uso do cinto de segurança. Ninguém discute que o cinto aumenta a segurança, mas imagine uma campanha: “Quando for dirigir a 200 km/h, use o cinto de segurança”. Gente que nunca pensou em guiar nesta velocidade vai achar que é seguro, desde que esteja de cinto, e quem já era suficientemente louco para arriscar sua vida dirigindo em alta velocidade e sem cinto não vai, num instalo, ter esta preocupação adicional com sua segurança.
    Aí, se surgisse alguma estatística dizendo que o número de mortes no trânsito aumenta com o uso do cinto, apareceriam os revoltados dizendo que divulgar ou discutir tal pesquisa seria uma irresponsabilidade, que se deve usar o cinto… Claro que se deve! O que não se deve é dirigir a 200 km/h!

  90. zéfélix da cambada

    -

    17/07/2012 às 10:53

    Resumindo: LÓGICA, BOM SENSO e EDUCAÇÃO. Infelizmente, é exatamente o que falta a essa turba.

  91. Camila

    -

    17/07/2012 às 10:52

    Eutou de pé,Parabens!

  92. Neik Ferreira

    -

    17/07/2012 às 10:52

    Aids: Informação é a vacina, Prevenção é a cura.

  93. formiga atômica

    -

    17/07/2012 às 10:46

    Reinaldo, aproveita a levantada de bola para debater o ESTATUTO DA DIVERSIDADE e encarar os executores desta violência contra as famílias brasileiras. Nós, as mães que estamos informadas a respeito, precisamos de sua ajuda. Somos pessoas que trabalham, não temos tempo para passar o dia a fazer articulação política, precisamos pagar nossas contas, cuidar da casa e dos filhos, não temos recursos para ficar viajando para BSB e pelo Brasil para defender a sociedade em audiências públicas e etc. A situação já passou o limite democrático e medidas estão sendo implentadas pelo Executivo como numa tirania. Veja , por exemplo, os tais comitês estaduais para a perseguição àqueles que não concordam com a doutrinação sexual do Governo que foi anunicada há cerca de duas semanas. Pesquise sobre o debate ravíssimo que está acontecendo e revelando o tal “Conselho Federal de Psicologia” como um centro soviético para imposição de políticas do grupo dominante. Que bom que voltou, as mães brasileiras precisam de sua ajuda.

  94. Malafaia

    -

    17/07/2012 às 10:44

    O senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) protocolou na noite desta segunda-feira um requerimento pedindo uma nova convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga as relações de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

    Perillo já depôs à CPI em 12 de junho, quando negou ter relações com Cachoeira, preso pela Polícia Federal acusado de chefiar uma rede ilegal de jogos de azar. No entanto, reportagem da revista “Época” revelou que a PF teria um relatório sigiloso comprovando que o esquema do contraventor repassou dinheiro ao governador goiano.

    A ideia inicial era de que Randolfe se reunisse com outros membros da CPI nesta noite para discutir a estratégia de reconvocação de Perillo. No entanto, por considerar “grave” a denúncia, o senador decidiu apresentar o requerimento

  95. pedro

    -

    17/07/2012 às 10:34

    O truvada é realmente eficiente, reduz em até 90% o risco de transmissão. Dentro da cultura de várias comunidades africanas, os homens não aceitam o uso da camisinha e forçam suas mulheres a não usar, inclusive chegam a pensar que fazer sexo com uma mulher virgem lhe garantem a cura. Também é grande o número de transmissão vertical. Logico que com todos esses problemas a mera distribuição de camisinha não é tão eficaz. O Brasil tem atacado com todas as frentes, testes para gestantes, tratamento com coquetel e distribuição de camisinha, sendo nosso modelo exemplar, desde da época do Serra no Ministério, acredito que é uma conquista da sociedade e não pertence a nenhum partido politico ou presidente.

  96. ROUBÔZINHO PETRALHA

    -

    17/07/2012 às 10:33

    Vai que é tua , reinaldão !

    Beltrame participa de debate sobre pacificação de favelas em NY

    Secretário de Segurança Pública diz que cineastas de ‘5X Pacificação’ são exemplos de que horizontes se abriram com UPPs
    FERNANDA GODOY – CORRESPONDENTE
    Publicado:
    17/07/12 – 1h32
    Atualizado:
    17/07/12 – 2h52

    Comentários: 8
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    NOVA YORK. Co-estrelando um debate sobre a pacificação das favelas do Rio com quatro diretores do filme “5X Pacificação”, exibido nesta segunda-feira no festival Premiere Brasil, no MoMA (Museu de Arte Moderna de Nova York), o secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, usou os cineastas como exemplos de que os horizontes se abriram com a implementação das UPPs. Rodrigo Felha, Luciano Vidigal, Wagner Novais e Cadu Barcellos, com idades entre 25 e 32 anos, dirigem os curtas que compõem o documentário, produzido por Cacá Diegues e Renata de Almeida Magalhães.
    Assista ao trailer de ‘5X Pacificação’
    - O bonito é que agora esses quatro ou cinco são referências para outros jovens, estão mostrando outros horizontes para pessoas que acham que o mundo termina no fim do muro da favela. O apelo desse projeto não é mais simplesmente a polícia, é o segundo passo, é haver um verdadeiro tsunami de ações sociais – disse Beltrame a uma plateia de cerca de 100 americanos e brasileiros que vivem em Nova York, em um auditório na sede do “New York Times”.
    Cacá Diegues acrescentou que surgiram 606 candidatos a cineastas, a maioria moradores de favelas, que gostariam de participar do projeto. Um dos diretores do “5X Favela” original, em 1962, quando era um universitário cinéfilo de classe média, Diegues pilotou, como produtor, em 2010, “5X Favela – agora por nós mesmos”.
    - Foi emocionante, quando terminamos o “5X Favela – agora por nós mesmos” ver que eles (os jovens diretores) propuseram um documentário sobre as UPPs.
    Em uma intervenção que definiu como “pragmática e realista”, Beltrame reconheceu que as ações sociais nas comunidades pacificadas não estão acontecendo com a velocidade desejada. Ele considerou um sinal positivo que a sociedade comece a cobrar mais do governo, exigindo a construção de escolas e postos de saúde, por exemplo.
    - O que as UPPs fizeram foi criar um ambiente em que não existe mais a desculpa (da violência) para não entrar na favela. Então, as pessoas começam a perguntar por que não se põe uma escola em tal lugar. Só não venham cobrar isso do secretário de Segurança – disse Beltrame.
    O secretário concordou com o comentário de Wagner Novais, que afirmou que a pacificação colocou “um pepino nas mãos do Estado”, com um aumento da demanda por serviços. E, apesar do esforço para demarcar o que está sob sua alçada, foi “dedurado” pelos cineastas, que contaram que recorrem a Beltrame para tudo.
    - Tenho 70 alunos de um grupo de teatro infantil na Cidade de Deus. Dez deles me chamam de pai. Um desses meninos tinha um sonho de aprender a tocar violino, foi o Beltrame quem nos ajudou a realizar esse sonho – contou Rodrigo Felha.
    Dos quatro cineastas, nenhum tem pai. Todos citaram as mães como a referência essencial, a pessoa cujo sacrifício permitiu que eles estudassem e tivessem hoje uma carreira. Luciano Vidigal contou que o encontro com o cinema foi decisivo em sua vida.
    - A arte é poderosa. A arte me deu força para tirar meu irmão do tráfico -disse.
    Veterano do cinema, com filmes que marcaram época, como “Bye-bye, Brasil”, Cacá Diegues relembrou o “turismo social” que fez como um dos cinco diretores do “5X Favela” original, em 62, e as imensas dificuldades para filmar nas comunidades nos anos 80, sob vigilância direta do tráfico, tendo até que submeter previamente o roteiro.
    - Nos últimos 20 anos era assim, mas hoje já há favelas em que não é preciso pedir autorização a ninguém – completou.

    Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/beltrame-participa-de-debate-sobre-pacificacao-de-favelas-em-ny-5495104#ixzz20t1PY100
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  97. nei Brasil em retiro espiritual

    -

    17/07/2012 às 10:30

    Nós precisamos voltar a Deus e à religião!
    Chega dessa Sodoma e Gomorrá midiática!
    Chega de hipocrisia, viu….R. Globo!
    Sua Santidade tem razão, lógico, mais oração!
    A maioria moral precisa reagir! Diga não!

  98. Fernando

    -

    17/07/2012 às 10:28

    Cabe ao estado informar e manter políticas públicas de saúde.
    Quanto à prática sexual, isto é problema meu!

    Também não gosto do pt f*#$@ a minha vida!

  99. marcos coimbra alves

    -

    17/07/2012 às 10:18

    O que me parece interessante é o caso tomado com exemplo: q África e o Cameroon (não se fala Camarões há algum tempo) como o máximo do máximo do exemplo de combate à aids por meio da abstinência sexual. Ou seja, estamos falando de casos extremos onde impera a pobreza, a falta de informação, ausência total de educação científica, de gente que não tem perspectivas de melhoria de vida, enfim, estamos falando de um desastre humanitário. Tamanha é a desinformação na África que pastores e padres falam que o “bichinho” da aids passa pelos poros da camisinha. Fato absurdo, uma vez que o vírus nem o sexo se fazem no vácuo. Tem gente querendo emplacar coias absurdas como essa nas tais igrejas evangélicas de fundo de quintal que são a expressão máxima do absurdo em igorância. Mas voltando aos tais casos extremos. Não vejo, nessa discussão que você levanta, colocado o exemplo dos países desenvolvidos (Europa e EUA), onde a população hetero e homossexual pratica sexo casual à vontade e onde não houve incremento significativo da contaminação. Ou seja, a questão é sim de comportamento e cuidado, cuidado em usar camisinha, mas não necessariamente adotar a abstinência como método. Aliás, proposta totalmente inviável para quem tem o mínimo de formação e gosta de curtir a vida de maneira responsável. São razões mais do que óbvias, convenhamos.

  100. Paula Lutero

    -

    17/07/2012 às 10:14

    Para o Haroldo:
    Não sei desenhar. Então aqui vai: A relação com camisinha será insegura quando pessoas, como você, acharem que estão TOTALMENTE seguras usando camisinha. É, como foi dito, comportamento de ”’RISCO””. }Leia três vezes o texto, reflita sobre a palavra RISCO. Aí você compara por analogia, exemplo: quanto mais uma pessoa atravessa uma ponte quebrada, maior a chance de ela se espatifar no chão.
    Entendeu querido.

  101. Ian

    -

    17/07/2012 às 10:13

    O comportamento sexual seria problema de cada um, se o individuo promíscuo (independente de orientação sexual) q se infecta se tratasse às suas custas. Mas isso nao ocorre. Qdo alguem se infecta c HIV mesmo sendo rico vai se tratar às custas do Estado, ou melhor, às custas de toda sociedade e diga-se de passagem é um tratamento caríssimo e pro resto da vida (ate descobrirem a cura). Nao acho certo todos bancarem pelo comportamento de gente irresponsavel q assumiram riscos conscientes, e coloca-se aí tb quem nao regula alimentação, fumantes e usuarios de alcool e outras drogas. Pelo q vi em outras reportagens, esta pílula nao substitui a camisinha. É apenas um “plus” na proteção sobretudo das pessoas q se relacionam c soropositivos ou q trabalham c sexo.

  102. Ade

    -

    17/07/2012 às 10:12

    propaganda sub-reptícia das drogas, bebidas,maconha,prostituição ,pedofilia.è quando o governo tem lei do bafômetro mas não faz nada para que se beba menos.é quando o governo comunista do pt faz a rede cegonha mas com a intenção de transformar em rede de aborto.

  103. BHDESACOCHEIO

    -

    17/07/2012 às 10:08

    Vou contar um fato. Em Santos-SP existe um hospital, com equipe médica própria, que faz pesquisa acompanhanda de tratamento junto a população com AIDS. Esta equipe, acreditem se quiser, incentivam os casais portadores de AIDS a terem filhos. Segundo eles este fato incentivaria a redução de discriminação aos indivíduos portadores de AIDS. Eu fiz uma análise estatística dos dados de uma pesquisa realizada por tal hospital. Os dados são estarrecedores (com cumplicidade de uma equipe médica PROGRESSISTA).

  104. matosão

    -

    17/07/2012 às 10:03

    Caro Reinaldo, parabéns pelo artigo, mais uma vez arrebentastes! É claro que vão aparecer alguns adeptos do apeDELTA que não vão entender e necessitam de um desenho como você falou, he he he! Sempre acreditei também que o controle da AIDS passa pelo comportamento. É isso aí, um abraço e bom dia.

  105. valenti

    -

    17/07/2012 às 9:57

    Esse remédio vai ter o mesmo destino da PÍLULA DO DIA SEGUINTE: O que seria usado apenas por um descuido extemporâneo tá vendendo muito sem receita e Médicos afirmam que É UMA BOMBA HORMONAL de consequências perigosas pros USUÁRIOS que viraram ETERNOS DESCUIDADOS.

  106. Ade

    -

    17/07/2012 às 9:54

    lembro de lula atirando camisinhas ao público do sambódromo e, o mesmo aplicado ás drogas, se estivessem liberadas, é certo que ele jogaria cigarros de maconha. o estado não manda no …. de ninguém também não pode estimular um comportamento suicida com seringas e camisinhas de graça. dinheiro jogado fora e vidas desperdiçadas.A função do estado de esquerda é calar sua boca e chamá-lo de reacinário ,conservador e com cinismo te chamar de assassino.

  107. Cactus

    -

    17/07/2012 às 9:52

    Está em curso uma série de manifestação de mulheres que se dizem vadias, ou sei lá o quê, muito provavelmente pagas por ONGs, ou seja, por nossos impostos, que se utilizam da mostragem do seio em público para aderir a uma causa geralmente esdrúxula e sem sentido com esta atitude. Na verdade está em implante a indecência, a imoralidade e a falta de vergonha, para que a população vá se acostumando com o que está vindo aí, o Baphomet, que se trata de um ser abominável com os seios a mostra. Se perceberem, tudo gira em torno disto.

  108. bereta

    -

    17/07/2012 às 9:50

    Estabelecendo analogia, caminhávamos para a quase cura da AIDS e o PT fez o grande favor de furar a camisinha. Hoje a AIDS da ignorância, da sede de poder, da corrupção, do levar vantagem em tudo, da mistificação, da falta de vergonha na cara, da companheirada, da cachaçada para soluções que não podem ser tomadas em palácio, tudo isso está em acelerado crescimento. Curva exponencial, diria eu. Graças a ideologia do atraso, atravessamos o deserto das idéias, a sequidão do progresso, a avalanche da mediocridade, o tsunami da impunidade. Sim, o pt, como já disse alguém, na falta de algo melhor, rema para trás. Aliás, é de ré que quase sempre se contrai AIDS. Mesmo os heterossexuais são passíveis de contaminação. Miasmas voam pelos ares e se infiltram na mente das pessoas. Só a educação, muita educação, como disse Gustavo Ioschpe na Veja desta semana, para a obtenção de uma possível cura, ou, quem sabe, da interrpção da epidemia. São tantos os agentes causadores, disseminados pelo país (vide ações dos petralhas) que se torna quase impossível a erradicação do mal. Até mesmo doutos senhores se deixam contaminar. Lamentável.

  109. bereta

    -

    17/07/2012 às 9:50

    Estabelecendo analogia, caminhávamos para a quase cura da AIDS e o PT fez o grande favor de furar a camisinha. Hoje a AIDS da ignorância, da sede de poder, da corrupção, do levar vantagem em tudo, da mistificação, da falta de vergonha na cara, da companheirada, da cachaçada para soluções que não podem ser tomadas em palácio, tudo isso está em acelerado crescimento. Curva exponencial, diria eu. Graças a ideologia do atraso, atravessamos o deserto das idéias, a sequidão do progresso, a avalanche da mediocridade, o tsunami da impunidade. Sim, o pt, como já disse alguém, na falta de algo melhor, rema para trás. Aliás, é de ré que quase sempre se contrai AIDS. Mesmo os heterossexuais são passíveis de contaminação. Miasmas voam pelos ares e se infiltram na mente das pessoas. Só a educação, muita educação, como disse Gustavo Ioschpe na Veja desta semana, para a obtenção de uma possível cura, ou, quem sabe, da interrpção da epidemia. São tantos os agentes causadores, disseminados pelo país (vide ações dos petralhas) que se torna quase impossível a erradicação do mal. Até mesmo doutos senhores se deixam contaminar. Lamentável.

  110. Anónimo

    -

    17/07/2012 às 9:50

    lembro de lula atirando camisinhas ao público do sambódromo e, o mesmo aplicado ás drogas, se estivessem liberadas, é certo que ele jogaria cigarros de maconha. o estado não manda no …. de ninguém também não pode estimular um comportamento suicida com seringas e camisinhas de graça. dinheiro jogado fora e vidas desperdiçadas.A função do estado de esquerda é calar sua boca e chamá-lo de reacinário ,conservador e com cinismo te chamar de assassino.

  111. LC

    -

    17/07/2012 às 9:24

    Reinaldo,
    Entendo sua opinião e a influência da religião sobre ela.
    Mas com saúde não podemos pensar com utopias e faz-de-contas.
    A religião é muito fundamentada em hipocrisias, sendo a fidelidade, o sexo após o casamento e a abstinência sexual exemplos. Na vida real, terrena, isso não existe.
    Fazer as esposas e os maridos acreditarem nisso é condená-los a contaminação do HIV, pois deixarão de prevenir-se com o preservativo.

  112. Anónimo

    -

    17/07/2012 às 9:18

    Caro Haroldo, acidentes acontecem. Comparada com mudança comportamental a camisinha é sim, relativamente, mais insegura.

  113. Juliano Correa

    -

    17/07/2012 às 9:17

    Caro Haroldo,
    Você pode admitir que o problema de como cada um vai se comportar seja opção pessoal e não atribuição do Estado. Mas de qualquer maneira, se o contágio está ligado ao comportamento, cabe ao Estado indicar qual é o comportamento que envolve menos riscos, ainda que o sujeito prefira viver como os personagens das campanhas atuais em favor do uso do preservativo. Da mesma forma, deve-se usar o cinto de segurança, mas de nada adiantará se o sujeito sair dirigindo por aí ao dobro da velocidade, ultrapassando pela direita e pela esquerda.

  114. Sandra

    -

    17/07/2012 às 9:03

    Olha… O cara está numa cama com quem não conhece, bebeu tanto que nem se lembra do que fez… MAS USOU CAMISINHA!!!
    Sexo com quem nunca se viu mais gordo nem mais magro e, principalmente, com garotas e garotos de programa, é perigoso. Tanto que todo mundo conhece alguém, principalmente gay (eu conheço uns três) que morreram nessas circunstâncias. A AIDS é só um dos riscos.
    E um grupo de médicos e políticos diz que pode, desde que se use camisinha, e o Papa é que é linchado?

  115. J Carvalho

    -

    17/07/2012 às 9:00

    Reinaldo sempre brilhante. Parabens pela materia!

  116. Bruno

    -

    17/07/2012 às 9:00

    Reinaldo, bom dia! só a titulo de informação, a famosa CURA da Aids ja existe a muito tempo.. e PATENTEADA, MAS POR PRESSAO DOS LABORATORIOS GRANDES NÃO PODEM SER FORNECIDOS. segue abaixo alguns links e espero que goste, nao precisa divulgar meu comentário, mas gostaria que desse a devida atenção e segue tb meu email caso tenha alguma dúvida.

    http://vivendopositivo.wordpress.com/

    http://www.compassion-response.net/08Treatments/05Imusil.htm

    http://rexresearch.com/antelman/silverox.htm

  117. MARIZE

    -

    17/07/2012 às 8:59

    A TURMA DO ESGOTO, ESTÁ EM FESTA.ENTRA NO ESGOTO, SAI DO ESGOTO. E TOMA DE AIDS.

  118. Rapha Feres

    -

    17/07/2012 às 8:48

    Reinaldo,
    Concordo com seus argumento e com os do Papa com uma ressalva, eles são válidos para a África, em locais onde a AIDS é praticamente uma epidemia (6,6% de contágio… puxa vida). Concordo que lá deve-se evitar o risco a todo custo, pois esse é muito alto.
    Talvez no Brasil, onde o risco é bem menor, a camisinha seja uma boa opção. Creio que na Africa, como o risco é bem maior, programas para diminuição de parceiros tenham aceitação da população, mas onde o risco é bem menor, seja mais efetivo diminuir a possiblidade de contágio durante o ato.

  119. Uber

    -

    17/07/2012 às 8:45

    E há mais um problema, a liberação sem controle do Truvada pode desenvolver vírus mais resistentes!

  120. Silva

    -

    17/07/2012 às 8:44

    Pois é, Reinaldo.É incrível como os “ideólogos” e os bilionários donos da indústria do erotismo e sexo profissionalizado têm mais voz do que a da razão e a lógica humanitária. Ninguém está proibindo sexo, pelo contrário, a Igreja Católica estimula muito o sexo entre os esposos. O que se verifica é o aumento do sexo completamente prostituído substituindo o sexo dentro do lar. Casais com pouco tempo de casados com marido e mulher atraentes sexualmente mas já cheio de traições e busca desenfreada de prazer em outro lugar. Outro problema sério são de jovens cada vez mais cedo tendo relações sexuais de todo o tipo possível e imaginário. A desculpa dos machistas é que o jovem não pode viver sem sexo, não pode esperar até o matrimônio por gerar problemas mentais. Absurdo! Os próprios pais estimulam que o filhinho vá procurar a filha da empregada da vizinha para esse fim, ou então, mais fácil ainda com a namoradinha ainda adolescente e os ideólogos aplaudem.Quando casa procura sexualmente a mulher por pouco tempo, preferindo em pouco tempo sair em busca das profissionais do sexo movimentando a indústria do sexo.Grandes eventos internacionais lotam os locais de grupos de prostitutas (masculina também) de todo o valor monetário. Há competição até com as da localidade. Vai falar sobre isso é logo atacado imediata e ferozmente como aconteceu com o Papa Bento XVI. As vítimas da AIDS atuais e futuras que se danem e aproveitam a ingenuidade delas para injetar falsas esperanças com remédios “milagrosos”. Coragem, Reinaldo para focar o assunto como você tem corajosamente feito. Os adúlteros homo ou heterossexuais, os que praticam o sexo de forma aviltante e estúpida estão sendo usados e manipulados por aqueles estimuladores do caos e do lucro enorme e fácil. Esclareçamos a juventude com coragem.

  121. Zaid

    -

    17/07/2012 às 8:34

    Sabe quem são esses “muitos que têm disposição para ler o que não está escrito”? São o produto da “Universidade da Era Apedeuta”, que você destacou no post das 7:10.

  122. Leonardo

    -

    17/07/2012 às 8:32

    Não sei se entendi errado, mas quer dizer, então, que a camisinha não tem serventia alguma? Se for isso, é preciso mudar o foco das propagandas para a questão do comportamento e “…” para os grupos militantes.

  123. Clayton André

    -

    17/07/2012 às 8:30

    O que é realmente espantoso, é quando a falácia cai por terra por base nos dados científicos. A pecentagem da redução do risco de contágio (com o uso do Truvada) entre homossexuais é bem menor do que entre heterossexuais. Por ai se pode supor como sem o Truvada o índice de contágio na comunidade gay é ainda espantosamente maior do que em qualquer outro grupo, mas isso vem sendo omitido em nome do “politicamente correto” para o implemento de políticas gayzistas. O fato é que o comportamento homossexual influi em maiores riscos. Nesse sentido um governo que envia kit-gay para as escolas e um presidente que se ufanou de ser filmado despejando preservatidos à multidão durante o carnaval é o exemplo da mais pura irresponsabilidade!

  124. Marcia

    -

    17/07/2012 às 8:25

    O Comentário do Silas foi certeiro. A meu ver, este governo vem incentivando as relações promíscuas.

  125. Alex Dominguez

    -

    17/07/2012 às 7:49

    E os gayzistas ainda querem espalhar o estilo de vida deles até nas escolas. é claro que o assunto AIDS não é assunto para eles pq ajudaria de tirar as máscaras da hipocrisia destes militantes perversos !

  126. Silas

    -

    17/07/2012 às 7:45

    Caro Rei,
    Haroldo(17/07/2012 às 6:15)escreveu:”A função do Estado é divulgar uma forma de se prevenir a doença(a camisinha). Como cada um vai se comportar é problema do indivíduo e não é da conta do Estado.” Concordo 100%! O problema é que o que era “problema do indivíduo”, ou seja, uma escolha do indivíduo, torna-se problema da sociedade na forma de gastos (altíssimos)com os infectados.

  127. Luciano

    -

    17/07/2012 às 7:41

    Caro Reinaldo, faltou ainda dizer o óbvio. Supondo que esse remédio seja milagroso, o que não o é, o seu uso contribui para o aumento do contágio de outras DSTs.

  128. Fausto

    -

    17/07/2012 às 7:18

    Como o Haroldo, eu também pensei no desenho. Acontece que nosso Reinaldo está sempre a estimular uma análise mais profunda, uma parcela maior de desafio. Fiquei pensando nas nossas idiossincrasias…

  129. O Fim do Muro de Berlim

    -

    17/07/2012 às 7:12

    Já viram jegues, bovinos e esquerdopatas terem um comportamento racional e civilizado?

  130. Haroldo

    -

    17/07/2012 às 6:15

    Quando você perguntou “quer que eu desenhe?” juro que pensei “quero”. Li tudo e não ficou claro para mim quando que uma relação com camisinha será insegura. Sou um liberal (no sentido político e econômico) e costumo fechar com o que você escreve, mas não aqui. Concordo que o Estado não deve incentivar práticas sexuais – sejam elas promíscuas (como temos hoje) ou “responsáveis” (como você quer). A função do Estado é divulgar uma forma de se prevenir a doença(a camisinha). Como cada um vai se comportar é problema do indivíduo e não é da conta do Estado.

 

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