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Professor que deu alcance teórico ao terrorismo divulga duas mentiras sobre a USP

sexta-feira, 12 de junho de 2009 | 18:21

Dona Reinalda, que me empurrou para o bom conservadorismo — quando eu a conheci, há 25 anos, ainda tinha algumas tentações esquerdopatas, mas ela me curou — chamou a minha atenção para um artigo publicado hoje na Folha, de autoria de Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da USP. Título: “A universidade não é caso de polícia”. A minha orientadora ideológica jogou o jornal sobre a mesa e ordenou: “Diga a esse sujeito que universidade também não é caso de bandido”. Graaande Dona Reinalda! É ela mandar, e eu escrevo. Safatle é conhecido deste blog. Volto ao passado daqui a pouco. Quero agora me centrar no seu artigo.

A ação dos delinqüentes na USP é inaceitável. A Polícia está lá obedecendo a uma ordem judicial e, como resta evidente, é a agredida, não a agressora. Logo, este senhor não tem como defender a desordem. Assim, o que lhe resta? Recorrer à mentira. É chocante que um professor de filosofia de 38 anos tenha de mentir para defender o indefensável. Ele, é verdade, já fez coisa bem pior. Primeiro ao artigo:

MENTIRA UM
Leiam o que ele escreve:
“Contudo, o que vimos até agora foi uma polícia que entrou pela primeira vez no campus armada com metralhadoras, quando a ação padrão deveria ser, nessas situações, agir desarmada. Quem tem uma metralhadora nas mãos imagina que porventura poderá usá-la. Mas contra quem? Contra nossos alunos? E quem decidirá o momento de usá-la?”

É mentira! A polícia não portava metralhadora coisa nenhuma. Em nenhum momento essa arma foi usada como instrumento de dissuasão ou contenção do tumulto. Bem, mas ele botou a mentira em letra impressa. Os sites e blogs da rede esquerdopata já o espalharam. A falsa metralhadora será incorporada à argumentação. Safatle se diz estudioso de Lacan. Deveria escrever um ensaio sobre o papel da mentira na “lacanagem”.

MENTIRA DOIS
Melhor seria começar explicando qual racionalidade justifica que a universidade mais importante do país, responsável por parte significativa da pesquisa nacional, tenha salários menores que os de uma universidade federal em qualquer Estado brasileiro.

Às vezes, sim; às vezes, não. Seria preciso um levantamento minucioso. Quando se trata de professor-doutor titular ou professor-adjunto, com doutorado, ambos em regime de dedicação exclusiva, as federais levam alguma vantagem:
Titular:
Na USP – R$ 9.642,00
Nas federais – R$ 10.446,81
Adjunto
Na USP – R$ 6.707,00
Nas federais – R$ 6.722,85

Mas atenção. Fala-se aí de salários sem a incorporação de benefícios decorrentes do tempo de serviço. As estaduais de São Paulo pagam, por exemplo, um salário-base superior às federais. A depender do caso, entram penduricalhos que ora põem as federais em vantagem, ora as estaduais. Como digo lá, “às vezes, sim; às vezes, não”. Sustentar que a USP paga menos do que as federais é ater-se a uma realidade de planilha, que nada tem a ver com os fatos.

Mais adiante, escreve ele:
Por fim, contrariamente a certa ideia que um anti-intelectualismo militante gosta de veicular nestes momentos, vários alunos alvos de balas de borracha são extremamente dedicados em seus cursos, participam sistematicamente de colóquios e programas de pesquisa, apresentam “papers” em congressos e podem ser constantemente encontrados em nossas bibliotecas.

Antiintelectualista é depredar a universidade. Vamos lá: apresentem-se, então, os líderes da baderna com sua dedicada ficha escolar. Quero ver. Dito assim, fica fácil. No artigo, Safatle recorre a um estratagema comum a alguns petralhas que pretendem ter seus comentários publicados aqui: “ó, não sou petralha, mas…” Diz ele que não faz parte do movimento sindical nem participa de assembléias. E daí? Isso não torna as suas mentiras mais legítimas do que a dos sindicalistas. Ademais, ser sindicalizado e participar de protestos não é crime nenhum. A questão é como fazê-lo.

Velho conhecido
Mas este é Vladimir Safatle. Já falei sobre ele aqui, talvez vocês se lembrem. Reproduzo abaixo o artigo. Para quem tentou dar alcance teórico ao terrorismo, como ele fez, recorrer a duas mentiras para justificar uma opinião é pinto. Segue um post meu de 13 de janeiro. Naquela vez, ele escreveu no Estadão. Agora, na Folha. Sei que o post fica longuíssimo, mas é importante.
*

CRUZANDO A LINHA: O “ESTADÃO” PUBLICA TEXTO QUE FAZ A DEFESA DO TERRORISMO COMO PRINCÍPIO POLÍTICO. NADA SERÁ COMO ANTES

terça-feira, 13 de janeiro de 2009 | 15:45

Aconteceu no dia 11 de janeiro do Ano da Graça de 2009. O Estado de S. Paulo — jornal de tradição e glórias mil, cujo apreço pelas liberdades públicas custou a seus comandantes o exílio e a mais odienta perseguição política — publicou, enfim, um artigo que faz a defesa teórico-filosófica do terrorismo. É UM MARCO NA IMPRENSA BRASILEIRA. Assim, o editor do jornal-símbolo da luta contra AS DITADURAS que permitiu tal publicação cruzou a linha do que, até então, entendíamos eu e muitos outros, era impossível. ALGO SE QUEBROU PARA SEMPRE. Agora, é bem possível que, no Estadão, TUDO SEJA PERMITIDO. E, se é no Estadão, devemos temer que outros veículos sigam o seu mau exemplo. JÁ É PERMITIDO, NOS ESPAÇOS QUE AS ESQUERDAS DO COMPLEXO PUCUSP CHAMAM “IMPRENSA BURGUESA”, DEFENDER AS VIRTUDES DA VIOLÊNCIA E DA MORTE COMO EXERCÍCIO CRIATIVO.

Ah, mas do que estou falando, hein, leitor?

No domingo, no Caderno Dois do Estadão, Valdimir Safatle, professor de filosofia da USP, assina uma resenha de duas coletâneas de textos organizadas por Slavoj Zizek: um volume reúne textos do grande humanista Mao Tse-Tung, aquele que matou 70 milhões de pessoas enquanto no poder (Sobre a Prática e a Contradição). Outro traz textos de Robespierre (Virtude e Terror). Safatle não quis ficar atrás dos resenhados, seja o autor da coletânea, sejam os autores dos textos originais, e fez a sua própria apologia do terrorismo. Não é de hoje que ele tem uma particular (na USP, nem tanto) compreensão do terrorismo, como demonstrarei daqui a pouco. Para quem não conhece, Zizek é um sociólogo e filósofo esloveno, autor de vários livros traduzidos no Brasil, e uma das referências dos radicais de esquerda. Quer-se um renovador do pensamento marxista, operando no que seria a interface (argh!) entre o marxismo e psicanálise. Mas vamos à resenha de Safatle, que segue em vermelho, com comentários meus, em azul.

Invenção do terror que emancipa
Eis o título. Que já não esconde o que pretende. “Terror que emancipa” é, por si mesmo, uma formulação imoral.

Há algum tempo, vemos as livrarias serem palcos de um assalto conservador à cultura. Um desavisado poderia imaginar estar em plena época da Guerra Fria, haja vista a quantidade de livros de propaganda anticomunista, de revisionismo histórico e de divulgação de ideologia conservadora que assolam as prateleiras de filosofia e ciências humanas.
Ainda que houvesse essa grande produção conservadora — é uma mentira! —, reparem que ela seria um “assalto” a “assolar” as prateleiras. Os conservadores, nessa perspectiva, precisam, claro, ser contidos. São uns vândalos. A civilização está, como veremos, com os terroristas e seus defensores.

Estudos sobre o “sanguinário” Lenin convivem harmoniosamente com elogios ao grande passado imperial da nação brasileira, análises sobre a luta milenar entre os “terroristas” e os defensores da modernidade esclarecida e críticas conservadoras à solidão ontológica do homem contemporâneo com direito a citações de Ratzinger. O conjunto pode parecer heteróclito, mas, infelizmente, não é. Eles são peças de um jogo de xadrez cujo objetivo consiste em impor uma extensa agenda conservadora no campo da reflexão e tirar de cena discussões fundamentais para a crítica cultural e sociopolítica produzidas no calor das lutas e revoluções que fizeram a história do século 20.
Viram só? Safatle é do tipo que põe aspas nas palavras para que elas passem a significar o contrário do que significam ou para lhes denunciar a falsidade imanente. Assim, quando ele, ironicamente, se refere ao “sanguinário” Lênin, quer nos dizer que o facínora não era, então, sanguinário. Quando põe aspas em “terroristas”, está dizendo que terroristas não são. Risco mesmo ele vê nos pensadores que citam Ratzinger. Até aqui, vá lá, é a delinqüência intelectual de sempre das esquerdas. E NOTEM QUE ELE AINDA NÃO DISSE NADA DOS LIVROS QUE SE PROPÔS A RESENHAR. Que se danem os livros! Ele tem uma tese, e os volumes servem apenas de pretexto.

Nesse sentido, a tradução, pela Jorge Zahar, de duas coletâneas organizadas por Slavoj Zizek com textos de Mao Tsé-tung (Sobre a Prática e a Contradição) e de Robespierre (Virtude e Terror, tradução de José Maurício Gradel, 236 págs., R$ 39,90) é extremamente bem-vinda. Figura maior da renovação do pensamento de esquerda, com Alain Badiou, Giorgio Agamben, Ernesto Laclau e Judith Butler, Zizek conseguiu renovar as articulações entre psicanálise e marxismo através de recursos sistemáticos à Jacques Lacan e às figuras maiores do idealismo alemão (Hegel, Schelling, além de uma versão peculiar do sujeito transcendental kantiano). Esse projeto, traçado desde seu O Mais Sublime dos Histéricos: Hegel com Lacan (Zahar), publicado entre nós no início dos anos 90, foi sendo paulatinamente aprofundado até chegar à maturidade com seus dois livros principais: The Ticklish Subject e Visão em Paralaxe (Boitempo).
Nesse ponto, Safatle enche lingüiça (a minha, ainda com trema…), engrolando um fácil falar difícil, prática que se estende ao parágrafo seguinte, e omite um dado essencial: Zizek é um “filósofo” empenhado na reabilitação do comunismo — excluindo-se, claro, todos os seus defeitos…

Nesse trajeto, Zizek procurou tirar as consequências de seu projeto filosófico-psicanalítico no campo político. Operação feita por meio da reflexão sobre os problemas legados pela noção de “política revolucionária” em textos de Lenin, Trotsky, Lukács e, agora, Mao e Robespierre lidos à luz da noção de “ato analítico”, de Lacan. Assim, longe de ser uma simples retomada de tais textos e de conceitos como: crítica da democracia formal, ditadura do proletariado, luta de classes, antagonismo social, violência legítima, Zizek procura estabelecer uma articulação original entre política e teoria do sujeito.
A vigarice intelectual não tem limites. Recorre-se a categorias lacanianas, como ficará claro mais adiante, para se justificar a ação terrorista.

Podemos dizer isso porque se trata de interrogar o sentido da ação revolucionária no interior do projeto moderno de reconhecimento das exigências de uma subjetividade que não pode ser compreendida nos quadros normativos do humanismo.
Tirado o glacê da linguagem supostamente filosófica — é só texto ruim mesmo —, Safatle se prepara para elevar o terrorismo à categoria das ações respeitáveis. E quem o contestar estará, fatalmente, limitado pelo “quadros normativos do humanismo”. Assim, leitor amigo, ao pensar o 11 de Setembro (e já conto o que Safatle escreveu a respeito) ou as ações do Hamas, esqueça o velho humanismo, seja menos conservador. Pense grande!!!

Ou seja, Zizek quer mostrar como os fatos decisivos da história política mundial desde a Revolução Francesa foram animados pelo advento de uma noção de subjetividade que não podia mais ser definida através da substancialização de atributos do “humano” e cujos interesses não permitiam ser compreendidos através da lógica utilitarista da maximização do prazer e do afastamento do desprazer.
Ah, bom! Vamos parar com essa bobagem de “substancializar” o humano. Devemos é pensar no avanço moral da substancialização da Besta! E chega também dessa história da lógica utilitarista da “maximização do prazer”. Coisa mais ocidental e sem graça! Começo a entender agora a lógica interna do “martírio” dos atentados terroristas. Ali, sim, há pessoas que foram muito além da “substancialização do humano”, né?, apontado as virtudes libertadoras do sofrimento.

Ao contrário, a partir da Revolução Francesa, sobe à cena do político uma subjetividade “inumana” por recusar toda e qualquer figura normativa e pedagógica do homem, por recusar de maneira “terrorista” os hábitos e costumes, por não se reconhecer mais em natureza e em determinação substancial alguma.
Como vocês sabem, este escrevinhador já deixou cravado neste blog que a Revolução Francesa transformou a morte em teoria política e atribuiu virtudes filosóficas à eliminação do adversário. Jamais imaginei que leria na “imprensa burguesa” a apologia desse procedimento.

Assim, se Zizek pode olhar para Robespierre e dizer que “o passado terrorista deve ser aceito como nosso”,
O escambau! O passado terrorista de Robespierre é o passado do marxismo — porque lá está sua semente e de quantos defendam o terrorismo.

não se trata de fazer apologia voluntarista da violência política, mas de insistir que o verdadeiro problema político legado desde o advento da modernidade é: como construir estruturas institucionais universalizantes capazes de dar conta de exigências de reconhecimento de sujeitos não-substanciais que tendem a se manifestar como pura potência disruptiva e negativa? Diga-se de passagem, um problema apontado de maneira clara pela primeira vez por Hegel já em suas leituras sobre (e a coincidência não é aqui casual) o terror jacobino.
O recurso a Hegel é vigarice intelectual. A única maneira de “construir estruturas institucionais universalizantes” (como Safatle consegue emprestar aparência de profundidade à defesa do terror, não!?) que abarquem o terrorismo é aceitá-lo como coisa legítima e, quem sabe?, exaltá-lo como prática criativa da política.

A sagacidade de Zizek, apoiando-se aqui em reflexões de Alain Badiou, consistiu em mostrar como essa experiência disruptiva inscrita na essência da conduta do sujeito foi o motor da nossa história recente.
Entenderam? O motor de nossa história recente foi o terrorismo.

História revolucionária na qual se imbricam violência, criação, destruição, procura e que, principalmente, não pode ser lida apenas como uma sequência de lutas pela redistribuição de riquezas e de generalização de direitos.
Vejam que haveria uma certa gratuidade quase poética no terrorismo. Ele nem mesmo quer redistribuir rendas ou direitos. Quer apenas se exercer.

Recalcar esta história, como se fosse questão de uma sucessão de catástrofes (o comunismo, o terror, as ilusões de ruptura do modernismo, etc.), como se o tempo devesse ser avaliado a partir da contagem de mortos ou, para falar com Habermas, como se este impulso não passasse de uma estetização da violência e do excesso com consequências políticas nefastas é, no fundo, dirá Zizek, maneira de entificar uma política limitada pelo respeito a princípios formais gerais que, simplesmente, não conseguem mais dar efetividade alguma ao que um dia esteve contido na ideia de democracia.
É o trecho que, uma vez compreendido, pede que tomemos Dramin. Mortos? Que importância tem isso? Ver apenas os efeitos negativos do terrorismo? Que visão mais limitada e estreita da realidade! Ora, não vamos “entificar” (suponho que a estrovenga signifique “transformar num ente”) essa bobagem de respeitar princípios formais gerais. Eles já não dão mais conta da realidade. Notem o truque: se a gente considerar que o terrorismo não cabe no que se entende por democracia, o caminho é, então, mudar o que se entende por democracia, preservando a prática terrorista. Nesse caso, a “idéia de democracia” só passará a ter virtudes se incorporar a prática terrorista.

Princípios que não têm força para impedir, por exemplo, processos como a generalização do estado de exceção como prática “normal” de governo. Maneira de, no limite, reduzir a política a uma “assustadora reunião de homens assustados” unidos não mais pela possibilidade de “reinventar a ordem da vida cotidiana”, mas apenas pelo medo. Medo em relação ao crime, ao terrorismo, aos imigrantes, ao Estado excessivo com seus impostos, às catástrofes ecológicas.
Notem que Safatle é um crítico do “estado de exceção” — realmente um horror, né? Ele viria do quê? Ora, do “medo”, inclusive medo do terror. Besteira! Não devemos temer os terroristas. Devemos chamá-los para “reinventar a ordem da vida cotidiana”.

É claro que há uma série de questões em aberto no interior do projeto de Zizek. Por exemplo, há momentos dos textos onde ocorre certa sobreposição problemática entre violência popular contra o Estado com seu aparato legal e violência estatal, mesmo que esse Estado seja fruto de processos revolucionários. No entanto, há articulações extremamente bem-sucedidas, como a crítica à peculiar ruptura permanente da Revolução Cultural de Mao por ela ter, no fundo, preparado o caminho para a transformação da China em plataforma principal do capitalismo contemporâneo, desterritorializado e autotransgressor. Nesses e em vários outros momentos, Zizek demonstra até onde vai sua capacidade de apreender a complexidade da aposta política na “reinvenção de um terror que emancipa”.
Nunca antes neste mundo alguém havia enxergado virtudes na revolução cultural chinesa. Parece que Zizek, para encanto de Safatle, conseguiu. E, oh surpresa!, ela teria aberto as portas para o capitalismo chinês! Haja vigarice dialética! Haja sem-vergonhice histórica.

Não é de hoje
Safatle e o terrorismo foram um binômio realmente explosivo no que concerne ao pensamento.

No dia 16 de setembro de 2001, ele publicou no Correio Braziliense um artigo sobre os atentados terroristas contra os Estados Unidos. Foi capaz de escrever coisas como:
“Verdade seja dita: a terça-feira negra mostrou como a ação política mais adequada para a nossa época é o terrorismo. Ele é o que resta quando reduzimos a dimensão do conflito social à lógica do espetáculo. Ele é a política reduzida ao formato de tela plana. A opinião pública norte-americana nunca tinha se dado conta da gravidade da situação no Oriente Médio até o momento no qual as imagens espetaculares da catástrofe começaram a chegar às suas casas. Neste sentido, o ataque teve eficiência absoluta. A pergunta que fica no ar é: se a opinião pública norte-americana não tinha consciência do problema geopolítico mais grave da atualidade, então em que mundo ela estava? Certamente, em um mundo só sensível ao império das imagens.”

Observem que, segundo seu raciocínio delinqüente, os atentados nascem da “situação do Oriente Médio” (provavelmente a existência de Israel…). Mais: segundo ele, os atos podem ter tido efeito didático para aqueles americanos alienados…
E quem eram os verdadeiros culpados pelos atentados terroristas? Safatle também não tinha a menor dúvida:
“Desde há muito vemos um esforço absurdo em despolitizar o conflito no Oriente Médio a fim de transformá-lo em uma luta religiosa que tem suas raízes na pedrada que David acertou na cabeça de Golias. Um conflito eminentemente político e historicamente determinado, resultante de um processo desastroso de descolonização que transformou o povo palestino em uma massa de refugiados, virou a luta da Civilização contra a barbárie fundamentalista. Durante décadas os EUA e a Europa fingiram ignorar a Lei internacional, promulgada pela ONU. Lei capaz de resolver politicamente o problema da constituição de um Estado palestino e dar assim o mínimo de estabilidade à região.”

Eis Safatle! Até então, eu imaginava que sua simpatia pela prática terrorista era específica e aplicada, ou seja: gostava do terrorismo islâmico. Não! A sua resenha prova que ele vê virtudes filosóficas no terrorismo
tout court.

Que se note: ninguém deu bola para seu texto. Posto na página eletrônica do jornal, ninguém se interessou em comentá-lo. Isso não quer dizer nada: cruzou-se a linha. Quem avaliou o que ele escreveu e considerou que aquilo ficava bem no Estadão estabeleceu um novo marco no jornal.

E não é assim mesmo que Safatle quer que o terrorismo seja visto? Fora dos limites formais do humanismo? Tudo indica que também o Estadão deva ignorar, doravante, limites formais. E a produção intelectual do terrorismo terá, finalmente, lugar num grande jornal brasileiro. Em nome da pluralidade, né?

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79 comentários em “Professor que deu alcance teórico ao terrorismo divulga duas mentiras sobre a USP”

  1. Ricardo disse:

    Depois desse texto dissecado criteriosamente fica claro cada vez mais que os “intelectuais” brasileiros são, em sua maioria, nada mais nada menos do que meros filhotes de intelectuais europeus de esquerda. Estou certo ou não, Reinaldo?

    Parece que a intelligentsia rendeu bons frutos na América Latina, reduto de marginais que apenas repetem abobrinhas ideológicas do lado de lá do continente.

  2. polimático disse:

    Reinaldo,

    Desconfio que o comentário imediatamente anterior ao meu neste post:

    “http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/21705/”

    foi aprovado sem uma análise cuidadosa.

    Abraço, Rossi

    REINALDO RESPONDE
    Já era!

  3. Anônim@ disse:

    Impressiona-me a quantidade de leitores que dizem não conseguir compreender o que o professor Safatle escreve. Só compreendem após os seu comentários - não traduções, note-se bem? Então aí um problema maior que o de esquerda/direita - que a meu ver nem está colocado. Há o problema da educação e capacidade de compreensão de textos. Lamentável.

  4. Melusina disse:

    O que vocês estão esperando? Indicação imediata do Sr. Safatle para o próximo prêmio Ignobel 2009 em Filosofia!
    http://improbable.com/ig/
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_ganhadores_do_Pr%C3%AAmio_IgNobel

  5. William disse:

    Reinaldo, de fato tivemos metralhadoras no campus. Foi na invasão anterior da PM, aquela para “desbloquear o acesso ao prédio da reitoria”. Essa eu ví.

    Uma observação: engraçado como alguns leitores daqui confessam não saber ler.

  6. Maurício disse:

    Ele mesmo criou uma brecha no Estatuto do Sintusp:

    Art 1o. - O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo, das Fundações, Unidades de Ensino, Museus, Centros de Pesquisa e Estudo …

    Art. 8º - O associado desempregado manterá seus direitos, salvo o de ser votado, pelo período de três meses contados da data de rescisão do contrato de trabalho na CTPS.

    Art. 9º - O associado demitido por motivos políticos reconhecidos em Assembléia Geral da Categoria, terá mantido seus direitos sindicais previstos neste Estatuto até decisão em contrário de Assembléia Geral da Categoria.

  7. Maurício disse:

    Reinaldo, se Claudionor Brandão é EX-funcionário da USP, como pode continuar sendo diretor do Sintusp? Não faz sentido.

  8. Victor Castro disse:

    http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1110816-EI6580,00.html

    Pois é, Reinaldo, o Claudionor Brandão já defendeu publicamente o fim do Estado de Israel. Tá no link.

    Impressionante como petralhas e terroristas se completam e se entendem…

  9. Macuco disse:

    Reinaldo. Este cara é professor ou é o ordenança da crocoDilma?

  10. CABEÇA disse:

    REI,
    OLHA O PAPO DO CARA… SEI QUE NÃO GOSTAS DE REGIONALISMOS, NEM EU, MAS VEJA: O ESQUERDOPATA ACHA, NO FUNDO DA ALMA, QUE UM PROFESSOR DA USP TEM QUE GANHAR MAIS QUE UM CONGÊNERE DA FEDERAL DO RIO, DO RIO GRANDE DO SUL, DE MINAS OU MESMO DO PIAUÍ. POR QUÊ? SÓ OLHA PRO UMBIGO, NÃO CONHECE A QUALIFICAÇÃO E O QUE É FEITO NOS OUTROS ESTADOS! MAS QUE IDIOTA…

  11. Marcos F disse:

    Durma-se com um barulho deste!
    Na USP, quando um paspalho desse tipo, durante uma sessão de doutorando, começa a falar essas coisas, os pais e mães se espaventam, e o doutorando se diverte - “Não liga, ele sempre faz piada na aula”.

    Como dizia o Millor: “É…”

  12. O Amor nos Salvará! (e ja esta começando...) disse:

    Mas Reinaldo, como que alguem poderia comentar alguma coisa, se NINGUEM consegue entender o que o traste esta falando? Falando serio, apesar de ser entao a segunda vez que leio, so vou entendendo conforme voce vai comentando.
    Acho que sou muito tapada, pois so consigo entender uns 10% de tao ilustre e rebuscado estilo escrivinhadoristico.
    Resumindo, o que se pode tirar de essencial do texto, em nossa condiçao de simples leitores, é realmente a apologia ao terror.
    …Bom, ja é o que basta ne……
    Devia ir pra forca, ja q gosta tanto da dita revoluçao francesa!
    Ô peste!
    Nani

  13. Eliel Santos disse:

    Ei rei, se os responsáveis pela educação da “nata” científica brasileira diz uma besteira desta, o que podemos esperar do futuro do Brasil, se é que este país tem futuro?

  14. Fullanus disse:

    Só uma palavra final sobre essa porcaria que o tal Safatle escreveu. Qualquer texto de “direita” é superior a isso simplesmente porque é escrito para ser entendido. Qualquer escritor pode transmitir idéias complexas e profundas utilizando-se de um vocabulário claro e direto. Autores marxistas, contudo, escrevem para impressionar seus pares. Quanto mais aprofundarem-se na “transubstancialidade eidética do inefável”, mais respeito acadêmico agariarão. É uma raça de farsantes.

  15. Mariazinha disse:

    Esse cara deve ter ficado extasiado quando o Hugorilla proibiu o consumo de Coca-cola Zero na Venezuela em mais uma demonstração de delírio esquizofrenico perante o imperialismo yankee. É triste envelhecer fazendo papel de idiota.

  16. Coruja ? disse:

    Caro Paranaense atônito,

    Não chequei o dado no site do CNPq e não sei quantas orientações esse cara fez na Academia a que pertence (creiam-me, deve haver uma “Academia” especial para este tipo de gente - e não é do tipo que se pensa ou de fazer ginástica).

    Entendo que quanto menos alunos orientados por esse imbecil, melhor. Deveria haver uma meta no CNPq de “não-orientação” do jovens pós-graduandos por celerados como o tal Safatle. Melhor um vagabundo intelectual - como dizer? - vagabundeando, que militando na “Academia”.

  17. Diego disse:

    Mas esse cara é ruim de ler… Um texto que só você mesmo pra conseguir entender. Deve ser por isso que ninguem comentou no original, ninguém entendeu nada. O cara cansa na escrita

  18. Vuglies disse:

    Reinaldo,
    Vale lembrar que os professores da USP, al’em dos sala’rios bem altos, incorporam a bolsa pesquisa do CNPq que ‘e uma quantia consideravel que eleva em muito os seus proventos. Tem professor la’ que alem do salario ganha bolsa de pesquisa para fazer pesquisa no pais, mas vai tomar dados la’ na ITALIA e com passagem aerea paga pela FAPESP… Estao reclamando de que ? Bando de malandros!

  19. Melusina disse:

    O Sr. Safatle pensa que a USP é território livre? O Sr. Safatle viu metralhadoras? Seria ele um daqueles uspianos que aparece para dar aulas e em greve deixa de freqüentá-la?
    Dizer que os alunos são bolsistas de iniciação científica e, portanto, não merecem encontrar a polícia no campus significa que os demais (que não são bolsistas), tudo ok? Alunos bolsistas são obrigados a apresentar resumos ao assinar o contrato que regulamenta a cessão da bolsa. Nada mais do ue obrigação.
    Quanto aos salários, por que os uspianos não podem ter salários menores do que os professores das federais? Humilhação salarial?

  20. rbg disse:

    (…) Isso vai bem mais longe do que calúnias e maledicências. Reside e se manifesta explicitamente no assassino que se imola para matar dezenas de inocentes num templo, incluindo entre as vítimas mulheres e crianças… e se dirá que é por idealismo, pela fé, porque seu Deus quis assim, porque terá em compensação o paraíso para si e seus descendentes (…) Ninguém me diga que o criminoso agiu apenas movido pelas circunstâncias, de resto é uma boa pessoa…”

    OBS: Considero os textos de Lya Luft melodramáticos; no entanto, “A sordidez humana” é impecável.

  21. rbg disse:

    Há um texto interessante, de Lya Luft, publicado na revista Veja de 20 de maio de 2009. O texto, intitulado “A sordidez humana”, é uma cacetada na cabeça de relativistas morais legitimadores do terrorismo como o senhor Safatle. Segue abaixo alguns trechos:

    “Detestamos o bem do outro. O porco em nós exulta e sufoca o anjo, quando conseguimos despertar sobre alguém suspeitas e desconfianças, lançar alguma calúnia ou requentar calúnias que já estavam esquecidas: mas como pode o outro se dar bem, ver seu trabalho reconhecido, ter admiração e aplauso, quando nos refocilamos na nossa nulidade? Nada disso! Queremos provocar sangue, cheirar fezes, causar medo, queremos a fogueira (…) (continua)

  22. ODRACIR SOLECNOCSAV disse:

    ISSO É RESINA (NUNCA VERNIZ) E CASCA VIPERINA, TANTO NA INTELECÇÃO COMO NA AÇÃO, FRANCAMENTE, AQUISIÇÃO COGNITIVA NÃO FOI POSSÍVEL AOS ESQUERDOFRÊNICOS, SOBRA A DIÁTESE GRITANTE… AO TERROR VAGABUNDOS…

  23. Fullanus disse:

    Reinaldo,
    Não dá pra ler essa merda toda até o fim não. Olavo de Carvalho está certíssimo. Você não pode falar de lógica ou argumentar com essa gente. Deve é mandá-la tomar no c*.
    Sobre o pensamento conservador, o simples fato de alguém defender valores ocidentais cristãos e o estado de direito, é um assalto à cultura. Mas note-se que essa petralhada tem orgasmos quando se trata de preservar qualquer ritual esotérico africano, qualquer ritual de índios borocoxós com as bundas de fora. Aí é tudo muito bonito e progressita…

  24. Gabriel H. S. disse:

    Fora o fato de ser totalmente imoral esses textos desse Safatle, eles são nojentissimamente pedantes, de dar sono. Quebrei meu teclado batendo com a testa nele. Não tem como ler um período sem ter que voltar a ele novamente.

    O Safatle é um sujeito que deve ter visto o Laranja Mecânica e exclamado excitado: “Isso sim que é um mundo justo e maravilhoso, em que a violência de um espancamento ‘desviolentiza-se’ ao confundir-se com um gostoso balé!”.

  25. claudião disse:

    acompanho voce todo dia,faça um comentario a respeito do que escreveu,clóvis rossi na folha,se me permite,à mim causou ancia chega a ser nojento,até falar destes doenteque acham que podem dirigir a mente e a vontade alheia para implantar um terrorimo no nosso pais comente por favor

  26. Sua professora disse:

    3. Só com muito diálogo, muito ensinamento, muita coragem é que
    será possível sanar a tolerância que nos tornou reféns das minorias.
    4. Há saudosismo por não terem sofrido na ditadura(nem eram nascidos), há culpa por não serem operários (embora não queriam trabalhar), há desorientação mas também muita boa vontade e honestidade.
    5. COMO PROFESSORES devemos dialogar com todas as tendências, sem demonizar aquela que não é de nossa preferência, como você faz e como excita seu leitor a fazer.
    6. COMO PROFESSORES não escolhemos quem é negro e quem é branco, quem é radical ou conservador. Fazê-lo e desqualificar o oponente, isso sim, é AUTORITARISMO.

  27. Sua Professora disse:

    O que está em jogo na USP é um patrimônio público notável, que não pode ser apreciado por esses apaixonados e supérfluos ataques da “direita correta” contra a “esquerda desprezível”. Serve de desafôgo mas não para compreender a situação.
    1. A FFLCH não é o “reduto vermelho” que vocês tanto atacam.Simplesmente, ela está imobilizada por algo que, desde sua criação, foi seu maior mérito: a tolerância. Isso deu espaço a grupelhos radicais e será dificilíssimo fazer valer a voz da maioria.
    2. A voz da maioria é dinâmica e intelectualmente inquieta mas ordeira e preza a ordem constituída; lutou por ela.

  28. Anonimo disse:

    Preciso deixar um exemplo bem prático da vigarice política que reina nas nossas ditas universidades públicas, que é o seguinte: o MEC mandou milhões para a UFPA e o que as ditas forças políticas, inclusive movimento estudantil, foi que, apesas do campus não ter casas de estudantes, fosse feito um auditório dos mais luxuoso, para mil pessoas sentadas. E por quê? Sem casa de estudantes esse podem sair berrando e ganhar voto de otário dizendo que vão lutar por melhores condições para aluno carente.

  29. Sua professora disse:

    Reinaldo,
    infelizmente seu blog parece ter se tornado espaço para grosserias e expansões de pessoas sem o menor tino sobre convívio e comuncação públicos. Entre galhofas, gracinhas e escritos que apenas os autores podem achar inteligentes, é difícil achar algo que seja real contribuição ao assunto.
    A greve da USP não é algo fácil de ser entendido e servir para acirrar os ânimos ou propiciar efusões de ódio não é, a meu ver, um serviço público e você nãod everia se prestar a ele.
    O que está em jogo é um patrimônio público notável, que não pode ser apreciado por esses apaixonados e supérfluos ataques da “direita correta” contra a “esquerda desprez

  30. Anonimo disse:

    A maior vigarice que sempre esteve presente em todas as universidades públicas, a qual esse poderia usar contra a reitora, nem esse e nem ninguém diz nada. Essa é a históra de docente firar ex docente e ex-pesquisador para assumir cargo administativo e passar o dia assinando ofício. Enquanto não se construir um corpo funcional para tocar o administrativo em todos os níveis, os problemas mais urgentes da universidade pública não serão objeto de preocupação.

  31. Miler disse:

    Texto de fôlego o seu. Acho que foi seu recorde de caracteres num post assim, argumentativo.
    Nunca havia visto posições tão extremadas como a de Safatle. Pudera: disputar título de extremismo com o PSOL. Ao menos, esse é articulado, domina o idioma. Difícil mesmo é ver aquele editor da Boitempo, Emir Sader, cometer atentados contra a língua portuguesa, tal como “Getulho Vargas”. Legítimo casamento entre extremismo e burrice, esquerdismo com QI de ameba maconheira. Acho que até o “Evangelho da Bondade” fica ruim associado à burrice.

  32. HECKLER & KOCH MR 7.62 disse:

    Vladimir Safatle é daqueles professores que lêem alemão na sala de aula, e que não aceitam alunos medíocres. Como Olgária Mattos e Marilena Chauí, é exemplo de quem não socializa sequer o conhecimento científico. Quem quiser conhecê-los, que desdobre o cérebro. Claro, a ciência exige esforço e dedicação, mas eu me pergunto se eles gostariam que alunos tentassem arrancar conhecimento à força, o que os nobres intelectuais achariam. O grande problema é que Vladimir não está no alvo dos delinquentes, e assim, ele nãoé almejado pela violência arbitrária dos baderneiros. Se Vladimir não gosta de quem usa metralhadora, por que ele não escree contra o PCC?

  33. Anonimo disse:

    Caso comece acreditando tal qual diz Safatle, que entre os brutos que estavam acuando os soldados que estavam ali cumprindo uma ordem da justiça, tenha alguns dos melhores alunos da USP, porquanto tem bolsa do CNPq. Isso quer dizer que além de todo curso, o povo ainda sustenta esse sujeito até com o chopp. Mais isso não é mais safatle, é safadeza da pior marca.

  34. CaféPequeno disse:

    E no fim das contas você e dona Reinalda deram um ótimo caldo.
    Parabéns dona Reinalda, por ter tirado o Reinaldo do limbo.

  35. jbc disse:

    Caro Reinaldo,

    Jorge Muram que oferece seu comentário sabe das coisas.

    Qual é a produção do “caboco”? Talvez ele nem deva ganhar e sim pagar, afinal quem atrapalha deve pagar.

  36. Q.O.® disse:

    Até os orientais já se adaptaram e cederam à superioridade em vários campos dos costumes, das ciências e das artes ocidentais “capitalistas”.

    http://www.youtube.com/watch?v=zqc0yp1riC4&feature=related

    Agora…petistas, cutistas, esquerdistas, sindicalistas, leninistas, trotskystas, socialistas, comunistas e obamistas não têm jeito.

    São como as zebras, indomáveis não por causa da selvageria intrínseca, mas pela falta de tutano mesmo (ou pedigree).

  37. David disse:

    Caro Rei,

    Depois de conhecer o que esse senhor anda fazendo por aí entendo porque a USP paga menos.

    Abraços

  38. Leticia disse:

    Além de tudo, os pitacos do sr. Vladimir - “a polícia entrou com metralhadoras” - é de uma desinformação e alheamento sobre a vida da cidade que não tem limites.
    A PM decidiu, faz tempo, usar apenas armas não letais em tais tipos de confronto. Menos Zizek, mais informação local, pascácio!

  39. "Global Capitalista #4" disse:

    (emoldurado pela noite, Luminoso - piscando alternadamente, em neon)

    “no C A R I B Ã O

    Já em Cartaz

    ‘Prófi Safatlão e seus Safatlinhos’

    Uma Explosão de Sucesso

    no Show-Atentado do ano:

    ‘Lacanagem Disruptora’ “

  40. André Costa disse:

    Olha Reinaldo,
    No meu contracheque de outubro/2008 (o mais recente que tenho a mão no momento) indica que o salário bruto de um professor de universidade federal adjunto (significa com doutorado) nível I (início de carreira) no regime dedicação exclusiva é de R$ 6630,24. Os descontos (INSS + IR) são de R$ 1756,00, isto perfaz um salário líquido de R$ 4874,24. Não sei quanto é na USP, mas sempre ouvi dizer no meio acadêmico que era bem superior para o mesmo nível. De qualquer forma, estas comparações não se aplicam tão diretamente porque deve-se considerar os descontos, o regime de previdência e o regime de progressão funcional.

  41. palm tree disse:

    Dona Reinalda rules!

  42. Marcelo Filipov disse:

    Prezado Reinaldo Azevedo…

    Após ler o que nosso caro “amigo” Vladimir Safatle escreveu, fico assustado, pois o currículo Lattes do cidadão é exemplar. Muitas participações em defesas de mestrado e doutorado. Vários alunos de mestrado e doutorado sob sua tutela e um excelente nível de publicações.

    Infelizmente, mal caratismo e má fé não escolhe QI. Até bons profissionais podem ser acometidos deste mal.

    Abraços,

  43. Jorge Marum disse:

    Ainda com relação ao salário, seria interessante verificar quantas aulas os velhos catedráticos dão efetivmente para ganhar o que ganham. Quem estudou na USP sabe do que eu estou falando…

  44. rbg disse:

    “… projeto moderno de reconhecimento das exigências de uma subjetividade que não pode ser compreendida nos quadros normativos do humanismo.”
    É bem provável que os homens das cavernas tivessem mais noção do significado das palavras Honra e Respeito. Desde os tempos das cavernas, respeito mútuo permitia que homens convivessem em harmonia; honra era o sentimento que os levava a enfrentar seus inimigos cara a cara. Provavelmente, para esse senhor, um país democrático matar para defender seu território e proteger seus cidadãos deve ser algo moralmente inaceitável; enquanto ações como explodir ônibus escolares e se explodir em Cafés lotados tratam-se apenas de “luta de resistência”.

  45. APA disse:

    Se Lacan para psicanalistas ja é bastante complicado imagina nessa como diria “mis pos-moderna de ideologia com extremismo…o cara pretende ser chiquerrimo, nao é? poisbem que saudades do PT quando era radical…será que nao é saudades mesmo…? agora puro fisiologismo, conservadorismo, e outras praticas analogas…os cara (sic) devem estar mexendo no baú em busca de algum fundamento para seu vazio existencial, me explico? deve ser dificil nao é mesmo..ai que entra a psicanalise…coitada
    ruim é ter que engolir essa vigarice…no pais dos petralha (sic) tudo será posivel essa é a nova ordem… haja Lacan..
    APA

  46. Rafael-Z. disse:

    Reinaldo,
    a terceira citação do Safatle está no lugar errado - ela deveria estar depois do parágrafo seguinte, no qual você ainda fala sobre o salário na USP e nas federais.

  47. Norma disse:

    Sr. Reinaldo,

    Depois de ver a entrevista de um cidadão que disse ser ex-DIRETOR do Banco do Brasil e arrastava no castelhado para responder, pensei cá com meus botões se nos EUA ou em qualquer outra instituição pública estrangeira, é admitido para ocupar cargo relevante na instituição estrangeiros que nem se expressar direito no idioma local sabem.Tenho certeza que isto jamais acontecerá, não é? Quem será que nomeou o tal para diretor do Banco do Brasil?O senhor assitiu a entrevista do secretário mangabeira Unger na Band ,domingo p.p.?Os desmandos e outras situações sem nexo que acontecem no país é obra da secretária ocupada por ele. A “metralhadora” agora está direcionada p/o sul.

  48. Robes Mendes disse:

    Quantos foram os sujeitos substanciais assassinados pelas ditaduras comunistas?

    Se contar os diretamente dessubstanciados por formas diretas de chacina e genocídio, estima-se em algo próximo de 100 milhões. Se contarmos os indiretamente, a coisa supera a casa de 200 milhões.

    E quantos foram os sujeitos substanciais presos, torturados, escravizados, chacinados, vilipendiados, etc em todos os campos de concentração e de trabalhos forçados em todas as ditaduras comunistas?

    Somente pelo Gulag - que começou com de 179.000, em 1930, e terminou com 2.468.524 em 1953- devem ter passado substanciais 10 milhões de escravos.

  49. guido furioso não vendo graça disse:

    Mas esses caras não entenderam que Zizek é um comediante?

  50. indio guarani disse:

    Quero perguntar ao doutor filósofo da usp se estourar a cara de petista vagabundo, ladrão e sem vergonha também é legitimo como luta politica? Talvez uma bomba e tres mil petistas mortos faça a população brasileira acordar para o problema de sermos governados pelos piores corruptos do país?

  51. Ratoeira disse:

    Um comentário à fala do “psor”, que não sabe nada de Brasil, principalmente de esferas federal e estaduais. Os professores de escolas federais ganham mais, sim, E PODERIAM GANHAR AINDA MAIS QUE OS PROFESSORES DE ESTADUAIS, POIS TÊM O GORDO ORÇAMENTO DA UNIÃO POR DETRÁS DELES! Essa é a diferença, “psor”, em termos de salários. Em termos de salários, não é a impôrtância da faculdade, infelizmente, que conta, MAS A VERBA DISPONÍVEL. Vá estudar um pouco, antes de dizer tamanhas estultices!

    É claro que os professores da USP deveriam ganhar mais. Dela e de todas as universidades estaduais em São Paulo. Mas não queira comparar com as federais, pois, lá, a realidade orçamentária é outra.

  52. J. BRASIL disse:

    A disciplina escolar tem que ser mais rígida. Se esses tipos pudessem ser punidos com exclusão à escola pública, talvez pensassem mais um pouco antes da doidera.

    A lei tem que ser rígida e cumprida.

  53. Paranaense atônito disse:

    Vamos pesquisar o curriculo Lattes do tal professor. Como andará sua produção? Quantos livros? Quanto orientados? Entrem no site do CNPq.

  54. Dante, disse:

    Recomendo ao professor Vladimir Safatle, apreciador de malabarismos pirotécnicos nos eixos heliocêntricos das redes neurais, que troque cartas com o, também, professor Mangabeira Unger. Eles iam adoram. E quando desejassem publicar as “epístolas” poderiam recorrer a algum “pastelão” por aí, que publicasse o que ninguém vai ler. ( O cidadão deve se achar o supra sumo da sabedoria e da linguistica ). Dá dó, mas não deixa de ser pernicioso.

  55. Luiz Guilherme disse:

    Dona Reinalda

    Meus parabéns, a lógica do Safatle segue a lógica Shigaliov, em os Demônios de Dostoievski:” começando pela liberdade ilimitada, cheguei ao despotismo ilimitado”

    Um grande Abraço

    Luiz Guilherme

  56. Elcio disse:

    Um comentário paralelo (desviando um pouco do assunto do post) sobre salário: um acadêmico iniciante ganha 7.500,00 de dinheiro público. Não é pouco. É mais do que ganha um delegado de polícia iniciante. É salário de europeu. Imagine aí quanto ganham os cardeais politiqueiros. Conheço o padrão. Não vou falar. Deixa pra lá. Se eleito governador, faria duas coisas: acabaria com a autonomia e estipularia uma cobrança dos alunos. Acabava a mamata. E depois teria de me esconder atrás de uma parede de tonton macoutes para me proteger. É difícil mexer com esta gente.

  57. Ricardo disse:

    realmente, é um delinqüente mentiroso! Nenhum policial portava metralhadora! Os procedimentos adotados (CDC - controle de distúrbio civil) ocorreram dentro da estrita legalidade e com o uso da força necessária. A PMSP novamente está de parabéns! É um tropa bem adestrada, disciplinada e profissional.
    Essa conversinha de polícia “truculente”, “burguesa” etc já encheu o saco!

  58. telma calil disse:

    Ainda bem que existe Dna Reinalda.Senão , hoje , estaríamos com um a menos na brigada contra essa xaropada de esquerda .É por isso que alguns comentários nossos , têm sido editados no Estadão. excluindo , veja só , : { vigaristas , roubalheiras ] , a primeira referida ao Minc , segunda á Petrobrás ,quando do adiamento da CPI .Ao apedeuta então , nem se fala , e até o Mantega tem sido preservado nos comentários .O bloguista em questão, pediu que não se falasse de política em seus artigos , sempre com conotação política , . Só permitem a desmoralização do povo de direita. A petralhada está nadando de braçada por lá. E olha que até de um mês para trás , eram bem imparciais .Tem explicação?

  59. rodrigo disse:

    Reinaldo, os salários da USP e federal dependen do regime de trabalho e do cargo.

    Um iniciante na USP, geralmente na categoria MS-3, RDIDP (regime de dedicação integral à docência e pesquisa) com o cargo de Professor Doutor percebe R$ 6.325,31. Na universidade federal, presumo que o cargo equivalente seja o de Professor Assistente DE, com salário de R$ 4.442,60.

    O professor Adjunto da Federal deve equivaler ao de prof. Associado na USP. Os salários são, respectivamente, R$ 6.722,85 e R$ 6.325,31 x (1 + 20%) = R$ 7.590,37.

    Tenho os editais dos concursos comigo, mas não sei como carregá-los. Um dos links é http://www.usp.br/feaecon/media/fck/File/EDITALFEA9-2009Doutor-EAE-Org%20Indust.pdf

  60. Alan Sam disse:

    O maior post de todos os tempos. Calma aí, Reinaldo, eu leio bem devagaaaar.

    O que será que se passa na cabeça de um terrorista quando vê um intelectual desses oferecendo apoio?

  61. Seixas disse:

    Esse senhor Safatle anda meio afastado das bibliotecas da USP. Seria bom postarem no programa de mensagens da Al-Qaeda eletrônica meu testemunho: em meus anos de graduação em Direito, nos três durante os quais fui à biblioteca todos os dias, ali não entrou qualquer dos alunos baderneiros que apoiavam greves nem para usar o banheiro. NENHUM, em TRÊS ANOS. Na biblioteca da FFLCH, que de vez em quando frequentava, as raras oportunidades de encontro com os terroristas nativos ocorreram no hall das revistas.

  62. luvergara disse:

    Como não é caso de polícia? Só mesmo alguns esquerdiotas pra afirmar isso.

    Então quer dizer que mauricinhos e patys sem-noção-da-realidade-querendo-parecer-intelectuais-só-que-sendo-um-bando-de-zumbis-seguidores-de-esquerdopatas-imbecis podem quebrar, agredir, impedir o livre-arbítrio dos que não compartilham de suas pseudo-ideias e ficar por isso mesmo?

    Eles querem o quê? Que aplaudamos esses atos que demonstram falta de inteligência, de noção de certo e errado, de civilidade?

    O que é pior: um professor que mente para defender um ato indefensável ou um professor que manipula alguns alunos incapazes de ter ideias próprias?

  63. gabriel disse:

    Esse Safatle sofre de uma doença de “pura potência disruptiva e negativa” que exige o “reconhecimento de sujeitos não-substanciais” e que utilizem o instrumento do “terror jacobino” como remédio.

    Você, reinaldo, nem tanto, mas D. reinalda anda “impossível” hehehehe

    abraços.

  64. Doutor em início de carreira disse:

    Reinaldo,
    Não sei qual é o salário de um doutor em início de carreira nas universidades federais, mas nas estaduais paulistas, certamente não é de R$ 7.600,00. A remuneração é exatamente R$ 6.707,77, para aqueles que, com o título de Doutor, ingressam no regime MS3 de 40 horas do sistema RDIDP (Regime de Dedicação Integral à Docência e Pesquisa). Esse valor é válido para as três estaduais (USP, Unicamp e Unesp). Com os descontos (IR, IAMSPE, SPPREV), o líquido fica em torno de R$ 4.900,00. Esses e outros dados relativos aos salários de professores em diferentes níveis nas estaduais de SP podem ser visualizados no seguinte endereço: http://www.dgrh.unicamp.br/tab_doc_ms37_mai2009.shtml

  65. André disse:

    USP: greve, conservadorismo e Ideologia
    A greve de professores e a manifestação de estudantes da USP ganhou destaque na mídia nessa semana. Tanto professores quanto estudantes protestam contra a implementação do ‘Programa de Educação à Distância”. Esse programa é alvo de críticas de alguns especialistas em educação, por acreditarem que uma educação de qualidade precisa ser presencial. Além disso, para muitos pedagogos, esse projeto tem como interesses principais a redução na contratação de professores (desemprego) e a terceirização das atividades docentes.

  66. Cris disse:

    Se bem que acho que o nome tem a ver. O cara recebe o nome de Vladimir. Quer mais o quê? Tem outro Vladmir que entra aqui que é tal e qual.
    Moral da história: nomes podem trazer enormes prejuízos mentais à criança. Traumas insuperáveis. Neguinho já cresce pensando que nome é destino e, pronto!, arruína a própria vida.

  67. Cris disse:

    Graaaaaaaaaande Dona Rainha!

    Tá vendo? Agora é que eu entendi mais ainda porquê o Rei te adora tanto! Você salvu-lhe a vida! Já imaginou? Hoje ele estaria lá, chinelo de dedo e cabelão (hein?), charfundando e grunhindo “O povo unido..”. Eca.

    Safadli? Uh. Rei, entenda: esquerdopatas e comunistóides nascem com “pobrema”. 38 anos ainda é a infãncia deles. Adolescem lá pelos 55. E lá pelos 77/80, tornam-se, enfim, adultos. Esse Vladimir é só uma criancinha! Cê viu o Dallari? Pois é Ele já está quaaaase adulto! (se bem que desconfio que a correção do texto hoje na Folha foi por culpa. Sabe, a filhinha viajou a passeio com o NOSSO dinherinho, coisa e tal….maaal, né?)

  68. Paulo Melo disse:

    Que Safadlo!

  69. Ataide disse:

    Reinaldo. Outro dia tive que recorrer à TV pois meu PC estava no conserto, e ao liga-la me deparei, num canal ao acaso, com um programa de nome “Observatório da Imprensa”. Um senhor aí de uns 70 o apresentava. Quando vi (tava na cara) que era um esquerdopata logo desliguei a TV e fui dormir… Mas, serviu pra que eu entendesse uma coisa: O seu blog é o verdadeiro observatório da imprensa, assim como também o é, o trabalho de Diogo mainardi e de outros nomes de profissionais sérios que estão surgindo. Parabéns!

  70. Coruja disse:

    Salário pago pelo contribuinte a mais um “douto-idiota” como esse tal Safatle é somente mais um desperdício. Grave é confinar jovens de 17 a 25 anos em uma sala de aula com esse imbecil.

  71. Adalberto Saquarema disse:

    Rapaz,esse cara acredita no que fala! E quantos não serão levados por ele em seu pensamento fomentador do terrorismo como nova arma contra o estado enfraquecido?Só faltou ele falar que apóia o “projeto político do Macedão”…

  72. Paulo Briguet disse:

    Reinaldo:
    Eu não sei o que é melhor: o azul-vermelho com esse inacreditável Safatle ou o título sugerido por Dona Reinalda. Saudações ao casal.

  73. Gaucho disse:

    Sempre as heroinas mulheres , para nos tirarem da bobeira. Este grande humanista o professor Vladimir safado, deve ser uma mistura de Tarso com Mangabeira.

  74. Sandra disse:

    “Diga a esse sujeito que universidade também não é caso de bandido”

    GENIAL, DONA REINALDA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  75. Conheço-essa-gente disse:

    Desde que os estudantes passaram a votar em eleição de reitor, ninguém mais tem controle disciplinar na universidade. O calouro bobão já entra no campus se achando o máximo.

  76. tia cê disse:

    Dona Reinalda está com tudo, parabéns Reinaldo.

  77. estação pacheco disse:

    prezados,

    sou ciclista, estava pedalando na av. prof almeida prado passou uma moto com dois caras , encostaram e roubaram um oculos . falta segurança , ciclista hoje em dia só anda em turma.

  78. J.Freire disse:

    Reinaldo,
    parabéns D. Reinalda. Essa alma sebosa, vigarista, uma pessoa sem qualificação, opinar sobre coisas séria? A imprensa publicar o que esse cretino pensa, mostra muito bem o fundo do poço do jornalismo.

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