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Eu? Confiar na oposição? Vocês só podem estar brincando!

Alguns leitores estão me confundindo, acreditando que estou a depositar esperanças excessivas nas oposições, especialmente no PSDB. Eu não deposito esperança em ninguém. Confiança tampouco n— só em mim mesmo e em mais uma meia-dúzia. A questão não é essa. Definitivamente, não é. As oposições me interessam como um elemento, vamos lá, institucional. Se elas […]

Alguns leitores estão me confundindo, acreditando que estou a depositar esperanças excessivas nas oposições, especialmente no PSDB. Eu não deposito esperança em ninguém. Confiança tampouco n— só em mim mesmo e em mais uma meia-dúzia. A questão não é essa. Definitivamente, não é.

As oposições me interessam como um elemento, vamos lá, institucional. Se elas deixam de fazer o seu trabalho — vigiar o governo e apresentar alternativas —-, ele passa a falar sozinho, o que é ruim para a democracia e, sim!, para a vida das pessoas, como evidencia a tragédia do Rio de Janeiro.

Querem ver? Dilma anunciou hoje a construção de 6 mil casas para desabrigados do Rio pelo programa Minhas Casa, Minha Vida. Mas não deu prazo! Há pouco mais de dois anos, ela própria fez saber que o governo financiaria um milhão de casas Brasil afora. Inicialmente, prometeu-se tudo para 2010. Duvidei — está em arquivo. Dias depois, Lula afirmou que não havia data certa para cumprir a meta. Bem, sem data, escrevi, dá para prometer 100 milhões! Desde o início do programa até agora, o “Minha Casa, Minha Vida”  entregou pouco mais de 10% das residências. Na eleição de 2010, a petista dobrou a aposta: mais 2 milhões, como se aquele primeiro milhão já fosse realidade.

Dilma falava hoje a empresários da construção civil, grandes interessados no programa, é claro. Eles também prometeram casas — 2 mil. Sem prazo. Aliás, uma pessoa com um mínimo de raciocínio matemático se espanta, não? Ou o governo, com 6 mil, entrega um número pífio, ou os empresários, com 2 mil, um número espantoso.

As democracias precisam de oposição para que se mantenha a racionalidade do processo político. Eu não confio demais na que temos, não. Na verdade, eu a lastimo.

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