DELÍRIOS DE UM IDIOTA SÓ ACEITOS NO BRASIL…

Mark Weisbrot, doutor em economia pela Universidade de Michigan, é diretor de um tal Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas, que fica em Washington. Isso quer dizer que… Isso não quer dizer nada! Quer dizer apenas que ele não tem importância. No Brasil, dão trela ao cara, tanto é que escreve na página 3 da […]

Mark Weisbrot, doutor em economia pela Universidade de Michigan, é diretor de um tal Centro de Pesquisas Econômicas e Políticas, que fica em Washington. Isso quer dizer que… Isso não quer dizer nada! Quer dizer apenas que ele não tem importância. No Brasil, dão trela ao cara, tanto é que escreve na página 3 da Folha de vez em quando. O que Weisbrot é, de verdade, é um rematado idiota. E não será difícil prová-lo.

O texto publicado hoje no jornal tem o seguinte título: “O Brasil deve defender a democracia no Haiti”. Entendo. Dada a situação daquele país, ninguém pode acusar Weisbrot de não ser alguém que se preocupa com o futuro…

Seu primeiro parágrafo segue aquele roteiro conhecido dos homens bons. Ele já deixa claro no primeiro parágrafo que está do lado dos oprimidos — e sempre restará a suposição, evidentemente, de que, se você discorda dele, então pertence ao outro lado. Leiam: “MUITO TEMPO antes do terremoto, a situação do Haiti já era comparável à de muitos sem-teto nas ruas de grandes cidades dos EUA: pobres demais e negros demais para ter os mesmos direitos concretos que outros cidadãos.” Adiante.

O parágrafo seguinte revela quem é a criatura. Divirtam-se:
“Em 2002, quando um golpe militar que teve o apoio dos EUA afastou temporariamente o governo eleito da Venezuela, a maioria dos governos no hemisfério reagiu rapidamente e ajudou a forçar o retorno do governo democrático. Mas, dois anos mais tarde, quando o presidente haitiano democraticamente eleito, Jean-Bertrand Aristide, foi sequestrado pelos Estados Unidos e levado de avião para o exílio na África, a reação foi fraca.”

O moço não é mesmo comovente? Ele acha que o governo da Venezuela é democrático. Este senhor está entre os que consideram que aquele que vence a eleição pode tudo, inclusive se eternizar no poder — desde, evidentemente, que não seja “de direita.” Agora ele vai lembrar quem são os verdadeiros culpados pela tragédia haitiana:

Diferentemente dos dois séculos de saque e pilhagem do Haiti desde sua fundação graças a uma revolta de escravos em 1804, da ocupação brutal por fuzileiros navais dos EUA entre 1915 e 1934 e das incontáveis atrocidades cometidas sob ditaduras auxiliadas e apoiadas por Washington, o golpe de 2004 não pode ser relegado ao esquecimento, visto como nada mais que “história antiga”. Aconteceu há apenas seis anos e é diretamente relacionado ao esforço de ajuda e reconstrução que o presidente Obama está propondo agora.

Como se nota, o povo e os sucessivos governos do Haiti nunca responderam pela sua própria desdita. Os culpados estão sempre alhures. E, se os EUA podem ser acusados, tanto melhor. Haverá uma vasta rede no mundo disposta a aceitar essa “verdade”. A precisão com que o bobalhão lê o passado se revela na precisão com que lê o presente:

Os Estados Unidos, ao lado de Canadá e a França, conspiraram abertamente durante quatro anos para derrubar o governo eleito do Haiti, cortando quase toda a ajuda internacional ao país com o objetivo de destruir sua economia e torná-lo ingovernável. Eles conseguiram.
Para aqueles que se indagam por que não existem instituições governamentais haitianas para ajudar com os esforços de socorro e ajuda às vítimas do terremoto, essa é uma das grandes razões. Ou o porquê de haver 3 milhões de pessoas amontoadas na área atingida pelo terremoto.

Alguém aí tem uma boa hipótese para explicar por que três países — nada menos do que EUA, França e Canadá — se uniriam para conspirar contra o Haiti? Será que se sentiam ameaçados pelo modelo haitiano? Estariam interessados nas riquezas do Haiti? Adiante.

A política dos EUA ao longo dos anos também ajudou a destruir a agricultura haitiana, por exemplo, ao forçar a importação de arroz americano subsidiado e eliminar milhares de plantadores de arroz haitianos.

Isso já é delírio psicopata.

O primeiro governo democrático de Aristide foi derrubado após apenas sete meses, em 1991, por oficiais militares e esquadrões da morte que, mais tarde, se descobriu estarem a soldo da Agência Central de Inteligência dos EUA. Agora Aristide quer retornar a seu país, algo que a maioria dos haitianos reivindica desde sua derrubada.

É mentira! É pura tese conspiratória. É uma invencionice estúpida essa história de que a CIA derrubou o Santo Ariste.

Mas os EUA não o querem ali. E o governo Preval, que é completamente dependente de Washington, decidiu que o partido de Aristide -o maior do Haiti- não será autorizado a concorrer nas próximas eleições (previstas originalmente para fevereiro).

Aristide não volta porque é um delinqüente, um bandido, um ladrão. A sua grande obra no Haiti foi extinguir as Forças Armadas, cercar-se de seus milicianos e manter o país em  permanente guerra civil.

O medo que Washington tem da democracia no Haiti talvez explique o porquê de os Estados Unidos agora estarem enviando 10 mil soldados e priorizando a “segurança”, em lugar das necessidades de vida ou morte dos milhares de pessoas que precisam de atendimento médico urgente.

Expliquem-me pelo amor de Deus: por que os EUA teriam medo da democracia no Haiti? O resto do artigo se perde em especulações ainda mais frouxas. O triste, o lamentável, é que um imbecil como esse, ignorado por qualquer pessoa razoável em seu próprio país, vire autoridade por aqui, a ponto de escrever artigo em jornal.

Mas entendo o fascínio. Afinal, ele é “um deles” falando mal “deles”. E isso, para o nosso complexo de vira-lata, parece irresistível. Afinal, há quem precise da autoridade de “imperialista” para falar mal do “imperialismo”… Lixo intelectual!

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