Delinqüentes agridem jornalistas na USP; são iguais aos traficantes do Rio que mataram cinegrafista. Cadeia para esses fascistas encapuzados!

A canalha que ocupava a Reitoria agrediu ontem à noite os jornalistas que estavam, e estão, na USP fazendo o seu trabalho. Depois da redemocratização do país, é a primeira vez que representantes da imprensa são agredidos de maneira organizada. Segundo informa a Folha Online, um cinegrafista caiu após ser empurrado, e um fotógrafo teve […]

Grupo de estudantes que ocupa reitoria da USP entra em confronto com membros da imprensa (Eduardo Anizelli/Folhapress)

Grupo de estudantes que ocupa reitoria da USP entra em confronto com membros da imprensa (Eduardo Anizelli/Folhapress)

A canalha que ocupava a Reitoria agrediu ontem à noite os jornalistas que estavam, e estão, na USP fazendo o seu trabalho. Depois da redemocratização do país, é a primeira vez que representantes da imprensa são agredidos de maneira organizada. Segundo informa a Folha Online, um cinegrafista caiu após ser empurrado, e um fotógrafo teve a câmera arrancada e machucou as mãos. Ele foi levado ao hospital. Os invasores jogaram pedras contra os jornalistas. Outro cinegrafista se feriu. Publiquei este post à 1h06 de hoje. Agora acrescento algumas coisas.

No que concerne ao direito de ir e vir, pouca coisa distingue esses delinqüentes encapuzados dos traficantes que mataram Gelson Domingos da Silva, o cinegrafista da Band, na Favela de Antares, no Rio. Os dois grupos se julgam donos do pedaço e se impõem ao arrepio da Constituição e das leis. Magno Carvalho, o chefão do Sintusp, tinha prometido sangue, não?

O lugar de uns e outros é cadeia.

É realmente espantoso o que se passa na USP. Confesso, com certo constrangimento, que também invadi a Reitoria e um edifício do antigo Crusp, que servia, então, à administração do Departamento de Letras — que nem tinha prédio próprio e funcionava nas chamadas “Colméias”, construídas originalmente para ser centro de vivência. Não estou pedindo para eles o que não tive: polícia. Até porque a polícia estava lá. Ainda na ditadura militar, já mitigada, não escondíamos o rosto de ninguém. E olhem que toda luta era, na verdade, uma luta contra justamente a… ditadura.

Eis o busílis. Esses marginais encapuzados estão lutando contra a democracia. Sim, havia “estudantes profissionais” naquele tempo; alguns meliantes que se aboletavam no Crusp já me incomodavam, mas não, não havia nada parecido com o que se vê agora.  Mais: como não nos envergonhávamos dos nossos atos, a imprensa era bem-vinda. Aliás, a presença de jornalistas era, para nós, uma espécie de garantia. Sob a lente dos fotógrafos e das câmeras, talvez a polícia “do governo biônico” de São Paulo nos poupasse.

Esses fascistóides agridem a imprensa e escondem a cara porque odeiam a democracia.

Senhores alunos da USP, haverá eleição para o DCE no fim do mês! Os que querem estudar e respeitam o regime democrático são a esmagadora maioria dos 89 mil alunos da USP. Usem as urnas e ponham para correr esses bandos.

A Universidade de São Paulo foi seqüestrada por uma variante do crime organizado. Libertem-na!

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