Comuno-fascistóides 2 – Lula e o discurso onde cabe uma ditadura

“Eu acho que, na democracia, é assim: a gente submete aquilo que a gente acredita ao povo, e o povo decide, e a gente acata o resultado. Porque, senão, não é democracia”. É Lula, ontem, ao fazer a defesa de Hugo Chávez (ler posts abaixo). Na verdade, ao fazer a defesa do próprio terceiro mandato […]

“Eu acho que, na democracia, é assim: a gente submete aquilo que a gente acredita ao povo, e o povo decide, e a gente acata o resultado. Porque, senão, não é democracia”.

É Lula, ontem, ao fazer a defesa de Hugo Chávez (ler posts abaixo). Na verdade, ao fazer a defesa do próprio terceiro mandato e de uma democracia plebiscitária. É o que cabe direitinho na frase. De fato, cabe mais coisa ali. Inclusive a ditadura.

É evidente que Lula ou não sabe o que é democracia ou não aceita os seus princípios. Ou, o que é mais provável, trata-se de uma combinação das duas coisas. O regime democrático também se pauta pela estrita observância das leis e por alguns princípios consolidados em instituições. Ademais, traz consigo um conjunto de valores. A consulta popular, não custa notar, é apenas um dos aspectos do regime democrático.

E se a “população” optasse pelo linchamento de bandidos, amputação de membros ou coisa pior? Será ou não a vontade democrática? Aí dirá o advogado Fábio Konder Comparato, petista e fã de plebiscitos: “Mas isso não é possível porque fere cláusulas pétreas da Constituição”. E quem fez as “cláusulas pétreas”? Foi a “democracia direta”? É evidente que não. Na frase de Lula também cabe a obsolescência do Congresso. Pra quê? O povo decide.

Bem, meus caros: eu e vocês já cansamos de abrir os jornais e dar de cara com articulistas que censuram severamente o que chamam “a direita” no Brasil. Os mais ousados afirmam que Lula nada tem de chavista. E que “venezuelanos” mesmo, por aqui, são setores da oposição.

Eis aí. Tudo bem-pesado, desde o governo Figueiredo, eu não via uma definição do poder perfeitamente compatível com uma ditadura. Mas jamais se esqueçam: para boa parte dos analistas, o perigo no Brasil e na América Latina é a “direita”. A esquerda só quer o nosso bem.

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