Beira-Mar: ainda no comando de um negócio milionário. E agora é candidato a acadêmico também!

Prender bandido é garantia de que ele pare de molestar a sociedade? Não é, não! Também é preciso haver leis e procedimentos que o impeçam de continuar na atividade criminosa. A VEJA desta semana traz na capa, sobre a foto de Fernandinho Beira-Mar, as palavras: “Preso e ainda no comando”. Reportagem de Laura Dinis demonstra […]

Prender bandido é garantia de que ele pare de molestar a sociedade? Não é, não! Também é preciso haver leis e procedimentos que o impeçam de continuar na atividade criminosa. A VEJA desta semana traz na capa, sobre a foto de Fernandinho Beira-Mar, as palavras: “Preso e ainda no comando”. Reportagem de Laura Dinis demonstra que Beira-Mar, chefão do Comando Vermelho, trancafiado há mais de 10 anos em presídio de segurança máxima, continua a ser o mais poderoso líder do tráfico de drogas no país. De sua cela, informa Laura, manda comprar e vender droga, seqüestrar e matar. Tudo isso com direito a Rivotril, para não ter insônia, creme de barbear especial e, claro!, visita íntima — ao menos até a mulher, Jaqueline, ser presa.

Está no presídio federal de Catanduvas, no Paraná. Brechas legais permitem que continue a traficar droga do Paraguai para o Brasil. Também ele, a exemplo de Marcola, do PCC, é candidato a bandido intelectual. Já leu mais do que alguns professores da USP, que não pegam num livro nem sob ameaça de Regime Disciplinar Diferenciado. Leiam um trecho da reportagem:

“Em Catanduvas, onde se encontra desde o ano passado, Beira-Mar, quando não está ocupado com os negócios nem ordenando quebra de cadeias (como fez em Bangu l, em 2002) ou ataques de vandalismo (como os que resultaram no incêndio de 96 carros no Rio em 2010), recebe advogados e visitas da irmã Alessandra. Também lê bastante. Entre novembro e dezembro, dedicou seu tempo a seis volumes: “Lições Preliminares de Direito, de Miguel Reale; “1822”, de Laurentino Gomes; “Uma Breve História do Século XX”, de Geoffrey Blainey; “História do Brasil – Uma Interpretação”, de Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota; “A Montanha e o Rio”, de Da Chen; e “Praticando o Poder do Agora”, de Eckhart Tolle. Neste ano, planeja voltar a estudar. Ele decidiu fazer um curso por correspondência sobre execução penal pela Faculdade Internacional de Cursos Livres e já está com o primeiro livro na cela.

O traficante sabe que, ao menos nos próximos vinte anos, continuará vendo o sol nascer quadrado. Diante do fato consumado, esforça-se para viver da melhor forma possível dentro da estrutura que montou – e que, além de casa, comida e roupa lavada, inclui poder e dinheiro. Nada mau para um bandido. Já para a sociedade, não seria exagero dizer que tanto faz Beira-Mar preso como Beira-Mar livre. O mal que ele produz, até agora, o estado foi incapaz de aprisionar.”

Leiam a íntegra da reportagem na VEJA desta semana. É impressionante!

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