Avião sumido – Interpol descarta atentado terrorista com base em quê?

Então tá bom. A Interpol está propensa a descartar que o Boeing 777, da Malaysia Airlines, tenha sido vítima de um atentado terrorista. Tomara. Mas descarta por quê? Li, li, li e não consegui entender. O que parece é que uma parte dos indícios não corrobora a possibilidade. Mas e as outras? Volto a duas […]

Então tá bom. A Interpol está propensa a descartar que o Boeing 777, da Malaysia Airlines, tenha sido vítima de um atentado terrorista. Tomara. Mas descarta por quê? Li, li, li e não consegui entender. O que parece é que uma parte dos indícios não corrobora a possibilidade. Mas e as outras?

Volto a duas das questões propostas ontem neste blog pelo leitor Gonçalo Osório. Retomo em seguida:
1) Todo bicho desse porte (imagine: 350 toneladas de peso de decolagem, dependendo do modelo) tem uma coisa chamada ELT — emergency locator transmiter. Como o nome em inglês diz, é um sinal de rádio de emergência, que é acionado sem interferência do piloto e que pode ser captado por outros aviões, navios e satélites. Ninguém captou nada. Como assim? O ELT não funcionou? Não se sabe.

2) O Boeing 777, assim como aquele Airbus da Air France que se acidentou na rota Rio-Paris, dispõe de um treco chamado ACARS (outra sigla em inglês). Para compreensão do leigo, é como a telemetria de carros de Fórmula 1: sensores a bordo detectam tudo o que acontece com motores, equipamentos de navegação, atitude do avião em voo, o escambau, e transmitem a intervalos de segundos essas centenas de informações para o fabricante (a Boeing) e para o operador (a Malaysia). No caso do Air France, por exemplo, sabia-se, durante os sete minutos entre o avião sair da altitude de cruzeiro e se espatifar na água, que várias coisas estavam ocorrendo: não eram defeitos técnicos, mas o ACARS transmitiu a rápida perda de altitude, por exemplo, e as diversas configurações dos computadores de bordo. Cadê as informações do ACARS do B777 da Malaysia? A Boeing e a companhia até agora nada disseram.

Retomo
Tudo indica, então, que o transponder da aeronave estava desligado. Por quê? Com que propósito? Mera falha técnica? Já se sabe que o avião estava fora da rota. Num cenário em que nada se sabe, em que se escreve muitas vezes por dia a palavra “mistério”, um avião fora da rota, com o transponder desligado, é incompatível, por exemplo, com terroristas no comando da aeronave?

Do ponto de vista estritamente lógico, não!

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