Apesar do caos, entidades apostam num futuro virtuoso para o país

Vinte e três associações empresariais publicam na imprensa um manifesto em defesa das reformas

O que há de gente querendo apagar a luz no Brasil, convenham, é uma coisa fabulosa. Há, sim, o risco de perder, vamos dizer, o fio da história. É preciso combater a corrupção, punir a bandidagem etc. Mas o país tem de avançar.

Por isso aplaudo um anúncio publicado hoje nos jornais com a assinatura de 23 entidades.

Trata justamente da necessidade e urgência das reformas. O título não poderia ser mais feliz: “Reformar para mudar”. Sim, senhores! São as reformas, nunca as revoluções, que mudam o mundo para melhor. Temos essa oportunidade.

Leiam o texto, seguido pelos signatários.

*

REFORMAR PARA MUDAR

Sem a adoção de medidas concretas, o futuro das próximas gerações estará comprometido.

A sociedade defende mudanças. Quer a afirmação de valores éticos (na política, nos negócios, na vida). Quer a modernização de regras e modelos; eliminar engessamentos; ter perspectivas; fluir; prosperar.

Para o desencadeamento dessas mudanças, dois caminhos que começam a ser trilhados merecem nosso decidido apoio.

A reforma da Previdência é um deles. A população envelhece. A taxa de natalidade cai. Pura aritmética: se nada for feito, em breve, nossos filhos e netos não terão direito a qualquer benefício.

O outro é o da modernização da legislação trabalhista. A relação capital/trabalho amadureceu, evoluiu. Os empregados de hoje sabem se organizar, dialogar e negociar com seus empregadores.

Para respeitar essa capacidade, ao invés de subestimá-la, é preciso atualizar a velha CLT; adaptá-la à realidade; romper paradigmas; garantir segurança jurídica ao acordado. E, assim, ampliar a oferta de empregos para nós, nossos filhos e netos.

Como entidades representativas da indústria, comércio e serviços, apoiamos a realização dessas reformas.

Elas representam o início do processo de restauração do Brasil, abrindo espaço para que os próximos governos não temam fazer o que é necessário. Abandonem o populismo e assumam a responsabilidade de cuidar deste País, protegendo seus habitantes.

Basta de adiar o indispensável; de negar o inadiável.

Só com desenvolvimento econômico e criação de empregos teremos a redução da pobreza e os avanços sociais que tanto desejamos.

Coragem, brasileiros. O melhor está por vir!

Porque esta Nação merece (e pode) ser grande.

*

Aabic – Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo

Abecip – Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança

Abrainc – Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias

Abrasce – Associação Brasileira de Shopping Centers

ACSP – Associação Comercial de São Paulo

ADIT Brasil – Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil

ADVB – Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil

Aelo – Associação das Empresas de Loteamento e Desenvolvimento Urbano

Alshop – Associação Brasileira de Lojistas de Shopping

Apeop – Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas

AsBea – Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura

CBIC – Câmara Brasileira da Indústria da Construção

Cofeci-Creci – Conselho Federal dos Corretores de Imóveis

Deconcic – Fiesp – Departamento da Indústria da Construção da Fiesp

Facesp – Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo

Fecomercio – Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo

Fiabci-Brasil – Federação Internacional Imobiliária

IE – Instituto de Engenharia

Sciesp – Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo

Secovi-SP – Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo

SindusCon-SP – Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo

Sinaenco – Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva

Sobratema – Associação Brasileira de Tecnologia para Construção e Mineração

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  1. Talvez a velocidade das reformas esteja incompatível com a situação atual de um Congresso com boa parte envolvida em problemas policiais e com um governo igualmente envolvida e que ascendeu ao poder através de um impeachment. A desconfiança entre governantes e governados faz com que os governados sejam presas fáceis de qualquer discurso anti-governo. O governo deveria apresentar estas reformas de uma forma mais didática. Já ouvi dizer que tais reformas são um remédio amargo para evitar amputações futuras.

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  2. O melhor cenário possível seria: se é preciso mudar mesmo, que mude de uma vez (a previdência, a CLT, a legislação eleitoral, etc), mas uma mudança por tempo indeterminado, não apenas uma reforminha. A insegurança jurídica não é pior do que não mudar nada?

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  3. Definitivamente Louco

    Já deixamos de ser o país do futuro, e nos tornamos um país sem futuro.

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