Alô, maioria silenciosa da USP: até ontem, PCO, LER-QI e outros delírios tentavam seqüestrar os estudantes; agora o PT também entrou na jogada! Começou a campanha eleitoral de 2012. Por isso outra eleição é tão importante: a do DCE

Post aberto a todos os brasileiros, mas especialmente à maioria silenciosa da USP. Façam, senhores estudantes de verdade, com que a instituição volte a pertencer à maioria democrática! Livrem-se de seus seqüestradores! Alguns leitores dizem que estou escrevendo demais sobre a USP, um tema de São Paulo. Não, meus caros! Estou escrevendo sobre uma questão […]

Post aberto a todos os brasileiros, mas especialmente à maioria silenciosa da USP. Façam, senhores estudantes de verdade, com que a instituição volte a pertencer à maioria democrática! Livrem-se de seus seqüestradores!

Alguns leitores dizem que estou escrevendo demais sobre a USP, um tema de São Paulo. Não, meus caros! Estou escrevendo sobre uma questão nacional — o seqüestro das universidades públicas brasileiras por dinossauros de esquerda — e um modo de fazer política, que tem custado caro ao país, em particular à educação. Muito bem: depois de tudo, os ditos “estudantes” da USP fizeram ontem à noite uma assembléia geral e decidiram, àquela moda antidemocrática tão característica, decretar “greve geral”. Pondo as coisas nos seus devidos termos: a USP tem 89 mil alunos. Segundo os próprios líderes do “movimento”, 2 mil participaram da votação — ou 2,2%. Mais ou menos a metade (1,1%!!!) apoiou a paralisação; outro tanto se opôs. Como não dava para contar, fez-se o que se queria fazer: declarar a USP em greve. A pauta é longa: não-punição dos baderneiros presos ontem, saída do reitor João Grandino Rodas (!), fim do convênio com a PM e vai por aí.

O mais importante, neste momento, é outra coisa: agora o PT aderiu ao movimento e decidiu explorá-lo politicamente de modo aberto. A senha foi dada ontem por Fernando Haddad, ministro da (des)Educação e pré-candidato do partido à Prefeitura de São Paulo. Nos fóruns de professores e alunos, o partido comandava a festa. A “discussão” chegava a ser asquerosa. Posts abaixo, publico a mensagem que recebi de um docente da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) contando como os terroristas atuam no corpo docente. É um troço espantoso!

Muito bem! O que os petistas andavam dizendo nos tais fóruns de debates? Espertos, achavam imprudente apoiar as invasões (do prédio da FFLCH e depois da Reitoria) e a palavra de ordem “fora PM” porque têm clareza de que a maioria dos estudantes é favorável ao policialmente do campus. Mas viam nos Remelentos & Malfadinhas um bom começo da luta política — inclusive a político-eleitoral. Sua estratégia inicial era convencer os extremistas a deixar o prédio para, como eles diziam, “reunir forças” para fazer um grande movimento no ano que vem. Essa era a receita até a invasão da Reitoria. Foi aí que eles tiveram de aderir a um Plano B.

Quando o prédio da administração central foi invadido, ficou claro às cobras criadas da universidade que só haveria desocupação com o auxílio da PM. Nas palavras de um vagabundo que ajuda a perverter jovens disfarçando-se de professor, “temos a chance de jogar nas costas do Rodas e do Alckmin a ‘invasão’ (SIC) da USP pela PM e acabar com o marasmo”. Em suma: os petistas descobriram que os porra-loucas que hoje os acusam de “direitistas” (imaginem vocês! ) e “reacionários” poderiam lhes ser úteis. Ora, quem não faz acordo nem com petista não vai querer ouvir justamente a voz da razão e abandonar o prédio, certo? A partir da invasão da reitoria, os petistas passaram a contar os dias e depois as horas para que a Polícia Militar restabelecesse a ordem no Cidade Universitária.

É claro que a coisa não saiu exatamente como eles esperavam — nem como a extrema esquerda queria. Contavam com algumas bocas arrebentadas, alguns narizes quebrados, algumas testas sangrando. Não se viu nada disso! A Polícia Militar atuou com método, serenidade, correção, profissionalismo, de modo que as acusações de violência são de um ridículo atroz. Violentos, por ali, só os colecionadores de coquetéis molotov.

Antes que avance, um particular: “Reinaldo, se as esquerdas, o PT em particular, passaram a apostar na ação da PM, não seria o caso de evitá-la?” Não! Em primeiro lugar, a Polícia Militar tem de cumprir uma determinação judicial. Em segundo lugar, o fato de que oportunistas possam tentar fazer mau uso da aplicação na lei não implica que ela não deva ser aplicada. O interlocutor privilegiado da Justiça e do Executivo há de ser a legalidade, não o crime. Sigamos.

Eleições 2012
Fernando Haddad, pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, todos lemos, foi ouvido ontem pela imprensa paulistana sobre a ação na USP como se falasse apenas na condição de especialista em educação (o que ele não é!), embora tenha se posicionado como político. Fez uma declaração delinqüente, como o que já demonstrei aqui, sugerindo que rigor policial deve ser aplicado aos viciados miseráveis da Cracolândia, mas jamais aos filhinhos de papai que choram nos ombros dos seus progenitores e escondem coquetéis molotov em prédios públicos. Vale dizer: Haddad, o progressista, sugere que dependência química deve ser tratada no porrete, e dependência ideológica, com tapinha no ombro.

Assim como Bebel, a presidente da Apeoesp, usou a greve de professores em favor do PT na eleição presidencial, o que lhe rendeu até multa do TSE, os petistas passam, a partir da agora, a usar os eventos da USP para tentar indispor os tucanos com a opinião pública. Eu espero que as pessoas responsáveis da universidade e que o governador Geraldo Alckmin, que deu uma excelente declaração ontem, tenham claro que a população de São Paulo preza a democracia e a ordem. Não digo que o Jornal Nacional vá, um dia, aplaudir a chegada da PM a uma reitoria invadida por fascistas encapuzados com a alegria tropical com que registrou a chegada da UPP à Mangueira (afinal, na USP, nem se toca samba…), mas estou certo de que chegará a hora em que, mesmo na universidade, crime seja chamado de “crime” e lei de “lei”. Ainda que isso não aconteça, o povo certamente não é bobo e sabe o nome que as coisas têm.

Eleição para o DCE
Nada menos de 87 mil estudantes estão alheios a toda essa confusão. É gente que estuda. Que estuda e trabalha. Querem, sim, mudar o mundo, mas à moda como queremos todos nós: segundo os caminhos da democracia, do estado de direito, da legalidade. No dia 27 de novembro, haverá eleição para o DCE. Hoje, há seis grupos, cinco deles de esquerda. Há uma boa possibilidade de que acabem se formando apenas três: PT, PCdoB e Partido Pátria Livre (ex-MR-8) podem se juntar numa chapa; o PSOL (hoje no DCE), inicialmente contrário à invasão, pode se unir ao PCO (Partido da Causa Operária), Partido Operário Revolucionário (POR), Liga Estratégia Revolucionária-Quarta Internacional (LER-QI) e Movimento Negação da Negação (MNN), os delinqüentes que lideraram a depredação da USP. A chapa já nasce até com nome: “27 de Outubro”, dia em que aqueles três foram flagrados fumando maconha. Vejam vocês! Antigamente, datas importantes para a “causa dos oprimidos” batizavam as organizações, como o Movimento Revolucionário Oito de Outubro, o MR-8 (Che Guevara, o porco fedorento, morreu nesse dia, em 1967); hoje, os maconheiros é que inspiram as causas! E haverá uma terceira chapa, do “Movimento Liberdade USP”, a Reação, que reúne estudantes independentes — ou seja, estudantes de verdade (leia o post abaixo)!

Atenção, maioria silenciosa da USP, que se opõe à baderna e não quer ver a sua universidade assaltada por partidos e correntes que só têm compromisso com seus próprios interesses e delírios: chegou a hora de dar uma resposta a esses celerados, aos estudantes profissionais, aos aproveitadores.

Está nas mãos da maioria silenciosa a opção pelo século 21 ou a adesão aos utopistas do século… 19!

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