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AINDA A INTIMIDAÇÃO DO JORNALISMO

Sobre o último post da madrugada, aquele em que destrincho o método do complexo PTtrobras de intimidação de jornalistas, muita gente pergunta por que entrar nesse debate. Em primeiro lugar, porque aquilo que aponto é verdade demonstrável. Em segundo lugar, e não menos importante, porque, no dia em que só restar em pé a imprensa […]

Sobre o último post da madrugada, aquele em que destrincho o método do complexo PTtrobras de intimidação de jornalistas, muita gente pergunta por que entrar nesse debate. Em primeiro lugar, porque aquilo que aponto é verdade demonstrável. Em segundo lugar, e não menos importante, porque, no dia em que só restar em pé a imprensa a serviço do poder, a democracia já terá ido para o brejo, ainda que sua morte não se dê por um ato de força.

Aliás, este é o espírito dos novos tempos. Os observadores atentos têm de começar a se preocupar é com esta nova realidade, que já tomou corpo na América Latina e, por incrível que pareça, começa a contaminar democracias sólidas da Europa e, evidentemente, Estados Unidos. Qual nova realidade? A SATANIZAÇÃO DA DIVERGÊNCIA.

Os políticos, partidos, movimentos sociais, ONGs e congêneres que alegam ter a procuração do “povo” ou que dizem falar em nome de um futuro glorioso, chamando a si mesmos, claro!, de “progressistas”, ousam ser os novos ditadores. Praticam censura, patrulha e intimidação em nome de suas utopias. E estão sempre, eles sim, agarrados a teorias conspiratórias, coisa de que acusam seus adversários.

Vejam a resposta brucutu do Blog da Petrobras àquela reportagem da Folha. Logo de cara, atribui má-fé ao texto. A reportagem teria a intenção de demonstrar que a Petrobras faz negócios com empresas que têm dívidas com a União. MENTIRA! Essa é a intenção que foi atribuída ao trabalho jornalístico. A reportagem demonstra que, no caso abordado, isso aconteceu – além de todas as outras esquisitices.

“Mas a empresa não tem o direito de se defender?” Tem, sim. Mas não pode tratar a verdade como mentira e a mentira como verdade, num trabalho óbvio de intimidação. Uma coisa é dar explicações, gostemos delas ou não. Outra, diversa, é usar a linguagem para enrolar o distinto público. Sempre entendi que uma boa assessoria busca convencer quem não está convencido por meio de ângulos eventualmente novos, não considerados pelo outro. Sempre acreditei que a trapaça intelectual não faz parte do jogo. O objetivo de uma assessoria de comunicação não é profissionalizar a mentira.

Ademais, mesmo tendo baixado o tom, a agressividade do blog é de lascar! Usa a palavra “errado (a)” para se referir a jornais, revistas e jornalistas como quem diz “hoje é terça-feira”, ignorando o que se diz para combater com virulência o que não foi dito.

Só pra constar
Ah, sim: a Petrobras disse que uma das “Protemps” (não deixa de ser engraçado tratar a empresa no plural…), a única com a qual manteria relações hoje, não está na lista dos devedores. Pois é… Está, sim.

Logo, a informação está, ela sim, errada no método e também no mérito.

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