A reação petralha ao caso Miriam Dutra dispensa exame de DNA: a paternidade é conhecida

FHC assumiu a paternidade de Tomás, mantém com ele uma relação típica para o caso, ainda que dois exames de DNA comprovem que o rapaz não é seu filho. E isso evidencia um caráter superior, não o contrário. O rapaz lhe teria telefonado em solidariedade nesta quinta. Mas isso importa menos

A pistolagem intelectual e política do PT é algo sem-par na história brasileira. Nesta quinta, aconteceu o óbvio e o esperado, depois que Miriam Dutra resolveu ser, na prática, queira ou não, peça de propaganda da tentativa de Lula de sair do fundo do poço. Parlamentares petistas resolveram equiparar FHC ao chefão petista.

O mais entusiasmado, ora vejam, foi o advogado Wadih Damous, ex-presidente da OAB-RJ e uma espécie de porta-voz de Lula. Da tribuna, sem medo do ridículo e evidenciando a que extremos de delinquência caiu a Ordem em passado recente, e lá continua, ele disparou:
“E agora? Vai abrir investigação? O [Rodrigo] Janot [chefe do Ministério Público Federal] vai abrir inquérito? Se fosse o Lula, já estavam na rua pedindo a prisão dele”, disse.

Se o advogado Damous, não o chicaneiro, disser o que o Ministério Público Federal tem de investigar, eu publico. Mas ele sabe que nada há a fazer nesse caso.  Ainda que fosse verdade que o ex-presidente pagou uma pensão à jornalista por intermédio de uma empresa, a própria Miriam, que recebeu a bufunfa, afirmou que a grana era do pai de seu filho, que filho dele não era… Sem querer ser jocoso, que o rapaz não merece. É vítima dessa baixaria.

Mas há mais. FHC assumiu a paternidade de Tomás, mantém com ele uma relação típica para o caso, ainda que dois exames de DNA comprovem que o rapaz não é seu filho. E isso evidencia um caráter superior, não o contrário. O jovem lhe teria telefonado em solidariedade nesta quinta. Mas isso importa menos.

O assanhamento dos petralhas parece indicar que, com efeito, a operação toda obedeceu, vamos dizer, a um comando inteligente. E Miriam Dutra resolveu se prestar a esse papel. Quem tem as informações plenas sobre passado e presente desta senhora não se surpreende.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), aquele iluminado que pediu à Universidade Federal de Santa Maria que fornecesse a lista de alunos e professores judeus da instituição (ele é um humanista…), raciocinou com a aquela peculiar inteligência:
“Por que razão o Ministério Público Federal não se manifesta, a Polícia Federal não faz nada, onde está o [Sergio] Moro, o xerife da Lava Jato?”.

É pura pistolagem moral e intelectual. Manifestar-se sobre o quê? Ele queria um pronunciamento do Ministério Público antes mesmo de qualquer inquérito — isso no caso de haver motivos para um. Mas não há. A propósito: ele esperava que o juiz Sergio Moro dissesse o quê?

A reação desses caras, lamento, parece indicar que esse é um caso de paternidade comprovada. Nem é preciso fazer DNA para saber de quem é a mão que balança o berço.

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