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Arquivo de 15 de Setembro de 2012

15/09/2012

às 21:50

E PETRALHA DESTA VEZ NÃO GRITA: “CADÊ O ÁUDIO?” AH, GRITA, VAI… TIO REI QUER OUVIR!

Ué… Que estranho!!! Desta vez a esgotosfera não está pedindo o áudio com a entrevista de Marcos Valério. Por quê? Será que a canalha, desta vez, sabe mais do que eu?

Peçam o áudio, vai!!!

Leitores deste blog, deem início a esta corrente:
“Petralhas, peçam o áudio com a entrevista do Valério!”

Pô, desse jeito eu não faço “O País dos Petralhas III”…

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 20:55

Perigo! Na segunda, Barbosa começa a votar o gigantesco item VI da denúncia; nele estão Dirceu, Genoino e Delúbio

Na segunda-feira, o relator do processo do mensalão, ministro Joaquim Barbosa, começa a votar o Capítulo VI da denúncia. É aquele em que José Dirceu é acusado de corrupção ativa. Também são réus nesse item José Genoino e Delúbio Soares. É o maior e mais intrincado dos capítulos (íntegra da síntese da denúncia aqui). Se os ministros não tomarem cuidado — muito especialmente Ayres Britto e Barbosa), é por aí que o julgamento começa a desandar. Afinal, as patranhas e tentativas de melar o processo têm como único objetivo salvar a pele de José Dirceu, nem que isso implique empurrar a coisa toda para as calendas.

É evidente que sessões extras deveriam ser marcadas. Mas há ministros que resistem. Marco Aurélio Mello, por exemplo, se opõe porque diz ser um “julgamento como qualquer outro”. Já Ricardo Lewandowski é contra porque, bem…, ele é contra porque é Ricardo Lewandowski. Ponto final.

Os crimes estão configurados. O dinheiro do mensalão, já está decidido pela Justiça, circulou num ambiente em que vicejaram, vamos ver: peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta. E olhem que o tribunal, certamente, está julgando só uma parcela mínima da dinheirama movimentada pela quadrilha. Segundo o delegado da PF que investigou o caso, Luiz Flávio Zampronha, o volume é muito maior, o que é confirmado pelo próprio Marcos Valério em conversas com seus interlocutores: pelos menos R$ 350 milhões, assegura o publicitário.

Britto havia conseguido uma espécie de compromisso informal com os ministros de resolver um capítulo por semana da denúncia. A ser assim, este Capítulo VI poderia encerrar o quarto (de um total de sete ou oito, a depender como se leia a denúncia) do julgamento: já se votaram, na sequência, o III, o V e o IV.

Se vai haver chicana procrastinatória, isso eu não sei. Que o clima é propício, ah, isso é. O ideal é que Barbosa se esforce para esgotar seu voto na sessão de segunda, sem deixar nada para quarta, mas acho difícil. É claro que isso poderia não ser o suficiente para conter a loquacidade de Lewandowski também a uma única sessão. O ministro revisor sabe que o Brasil está de olho nele e em seu senso de Justiça. Na sessão passada, Dias Tóffoli demorou uma hora e meia para concordar com Barbosa no voto sobre oito réus e discordar em apenas dois. Só o caso Geiza Dias, a funcionária “mequetrefe”, lhe custou bem uns 40 minutos. Imaginem quanto pode ocupar Dirceu, que não é, no que concerne ao poder ao menos, um “mequetrefe”…

Sim, queridos! Na segunda começa a fase mais perigosa do julgamento. Que pelo menos oito ministros do Supremo tenham claro que eles estão contribuindo para aumentar a esperança da população numa justiça eficaz e… justa! Cumpre não ceder a provocações, não cair em armadilhas, não se deixar capturar por chicanas. Segue o item VI da síntese da denúncia, com os réus e os respectivos crimes de que são acusados. Só para registro: sempre que o texto se referir ao “1º réu”, trata-se de Dirceu; o “2º” é José Genoino, e o 3º é Delúbio Soares. No pé do texto, publico o nome de todos réus e seus respectivos números na denúncia. Ah, sim: Dirceu também está no Capítulo II, acusado de “formação de quadrilha”.

*

Recebemos, ainda, a denúncia, no que diz respeito aos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, quadrilha e lavagem de dinheiro narrados no Capítulo VI da inicial acusatória, consubstanciados na suposta “compra de apoio político”. Relativamente aos crimes de corrupção passiva narrados nos subcapítulos VI.1 a VI.4, consideramos haver indícios de autoria e materialidade das condutas narradas pelo Procurador-Geral da República, e autorizamos o início da ação penal contra os réus PEDRO CORRÊA (18º denunciado), JOSÉ JANENE (19º denunciado – falecido), PEDRO HENRY (20º denunciado), JOÃO CLÁUDIO GENU (21º)denunciado), VALDEMAR COSTA NETO (25º denunciado), JACINTO LAMAS (26º denunciado), BISPO RODRIGUES (28º denunciado), ROBERTO JEFFERSON (29º denunciado), EMERSON PALMIERI (30º denunciado), ROMEU QUEIROZ (31º denunciado) e JOSÉ BORBA (32º denunciado), considerando o seguinte:

CAPÍTULO VI DA DENÚNCIA. CORRUPÇÃO PASSIVA. PROPINA EM TROCA DE APOIO POLÍTICO. ENQUADRAMENTO TÍPICO DA CONDUTA. DESTINAÇÃO ALEGADAMENTE LÍCITA DOS RECURSOS RECEBIDOS. IRRELEVÂNCIA. RESPONSABILIDADE OBJETIVA. INEXISTÊNCIA. CONDUTAS DEVIDAMENTE INDIVIDUALIZADAS. EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE. DENÚNCIA RECEBIDA. 1. A denúncia é pródiga em demonstrar que a expressão “apoio político” refere-se direta e concretamente à atuação dos denunciados na qualidade de parlamentares, assessores e colaboradores, remetendo-se às votações em plenário. Este, portanto, é o ato de ofício da alçada dos acusados, que os teriam praticado em troca de vantagem financeira indevida.

2. Basta, para a caracterização da tipicidade da conduta, que os Deputados tenham recebido a vantagem financeira em razão de seu cargo, nos termos do art. 317 do Código Penal. É irrelevante a destinação lícita eventualmente dada pelos acusados ao numerário recebido, pois tal conduta consistiria em mero exaurimento do crime anterior.

3. A alegação de que o Procurador-Geral da República atribuiu responsabilidade objetiva aos acusados, em razão da ausência de individualização de suas condutas, é improcedente. A denúncia narrou a suposta participação de todos os acusados nos crimes em tese praticados, possibilitando-lhes o amplo exercício do direito de defesa.

4. Existência de fartos indícios de autoria e materialidade do crime de corrupção passiva, como demonstram os depoimentos constantes dos autos.

5. Denúncia recebida em relação ao 18º, 19º, 20º, 21º, 25º, 26º, 28º, 29º, 30°, 31º e 32º acusados, pela suposta prática do crime de corrupção passiva, definido no art. 317 do Código Penal.

Na prática dos crimes de corrupção passiva, consideramos haver indícios de que os réus acima mencionados teriam praticado crimes de lavagem de dinheiro, com a co-autoria ou participação dos réus ENIVALDO QUADRADO (22º denunciado), BRENO FISCHBERG (23º denunciado), CARLOS ALBERTO QUAGLIA (24º denunciado) e ANTÔNIO LAMAS (27º denunciado). Assim resumiu a ementa:

CAPÍTULO VI DA DENÚNCIA. LAVAGEM DE DINHEIRO. OCULTAÇÃO E DISSIMULAÇÃO DA ORIGEM, MOVIMENTAÇÃO, LOCALIZAÇÃO E PROPRIEDADE DE VALORES. RECEBIMENTO DE MILHARES DE REAIS EM ESPÉCIE. UTILIZAÇÃO DE INTERPOSTA PESSOA. TIPICIDADE DA CONDUTA. MERO EXAURIMENTO DO CRIME ANTERIOR. IMPROCEDÊNCIA. CRIMES AUTÔNOMOS. EXISTÊNCIA DE INDÍCIOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE. DENÚNCIA RECEBIDA.

1. São improcedentes as alegações de que a origem e a destinação dos montantes recebidos pelos acusados não foram dissimuladas e de que tais recebimentos configurariam mero exaurimento do crime de corrupção passiva. Os acusados receberam elevadas quantias em espécie, em alguns casos milhões de reais, sem qualquer registro formal em contabilidade ou transação bancária. Em muitos casos utilizaram-se de pessoas não conhecidas do grande público e de empresas de propriedade de alguns dos denunciados, aparentemente voltadas para a prática do crime de lavagem de dinheiro, as quais foram encarregadas de receber os valores destinados à compra do apoio político. Com isto, logrou-se ocultar a movimentação, localização e propriedade das vultosas quantias em espécie, bem como dissimular a origem de tais recursos, tendo em vista os diversos intermediários que se colocavam entre os supostos corruptores e os destinatários finais dos valores.

2. A tipificação do crime de lavagem de dinheiro, autônomo em relação ao crime precedente, é incompatível, no caso em análise, com o entendimento de que teria havido mero exaurimento do crime anterior, de corrupção passiva.

3. Existência de inúmeros depoimentos e documentos nos autos que conferem justa causa à acusação, trazendo indícios de autoria e materialidade contra os acusados.

4. Denúncia recebida contra 18º, 19º, 20º, 21º, 22º, 23º, 24º, 25º, 26º, 27º, 28º, 29º, 30º, 31º e 32º acusados.

Além disso, os réus PEDRO CORRÊA (18º denunciado), JOSÉ JANENE (19º denunciado – falecido), PEDRO HENRY (20º denunciado), JOÃO CLÁUDIO GENU (21º denunciado), ENIVALDO QUADRADO (22º denunciado), BRENO FISCHBERG (23º denunciado), CARLOS ALBERTO QUAGLIA (24º denunciado), VALDEMAR COSTA NETO (25º denunciado), JACINTO LAMAS (26º denunciado), ANTÔNIO LAMAS (27º denunciado) teriam praticado crimes de formação de quadrilha, segundo indícios de autoria e materialidade analisados por esta Corte, que considerou haver provas mínimas dos crimes, verbis:

CAPÍTULO VI DA DENÚNCIA. FORMAÇÃO DE “QUADRILHAS AUTÔNOMAS”. EXISTÊNCIA DE MERO CONCURSO DE AGENTES. TESE INSUBSISTENTE. CONFORMAÇÃO TÍPICA DOS FATOS NARRADOS AO ARTIGO 288 DO CÓDIGO PENAL. ASSOCIAÇÃO ESTÁVEL FORMADA, EM TESE, PARA O FIM DE COMETER VÁRIOS CRIMES DE LAVAGEM DE DINHEIRO E CORRUPÇÃO PASSIVA, AO LONGO DO TEMPO. DELAÇÃO PREMIADA. AUSÊNCIA DE DENÚNCIA CONTRA DOIS ENVOLVIDOS. PRINCÍPIO DA INDIVISIVILIDADE. AÇÃO PENAL PÚBLICA. INAPLICABILIDADE. MÍNIMO DE QUATRO AGENTES. NARRATIVA FÁTICA. TIPICIDADE EM TESE CONFIGURADA. EXISTENTES INDÍCIOS DE AUTORIA E MATERIALIDADE. DENÚNCIA RECEBIDA.

1. Não procede a alegação da defesa no sentido de que teria havido mero concurso de agentes para a prática, em tese, dos demais crimes narrados na denúncia (lavagem de dinheiro e, em alguns casos, corrupção passiva). Os fatos, como narrados pelo Procurador-Geral da República, demonstram a existência de uma associação prévia, consolidada ao longo tempo, reunindo os requisitos estabilidade e finalidade voltada para a prática de crimes, além da união de desígnios entre os acusados.

2. Também não procede a alegação de que a ausência de acusação contra dois supostos envolvidos – beneficiados por acordo de delação premiada – conduziria à rejeição da denúncia, por violação ao princípio da indivisibilidade da ação penal. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido da inaplicabilidade de tal princípio à ação penal pública, o que, aliás, se depreende da própria leitura do artigo 48 do Código de Processo Penal. Precedentes.

3. O fato de terem sido denunciados apenas três dentre os cinco supostamente envolvidos no crime de formação de quadrilha (capítulo VI.2 da denúncia) não conduz à inviabilidade da inicial acusatória, pois, para análise da tipicidade, devem ser considerados os fatos tal como narrados, os quais, in casu, preenchem claramente os requisitos estipulados no artigo 41 do Código de Processo Penal, e constituem crime, em tese.

4. Existentes indícios de autoria e materialidade do crime, suficientes para dar início à ação penal. 5. Denúncia recebida contra 18°, 19°, 20°, 21°, 22°, 23°, 24°, 25°, 26° e 27° acusados, pela suposta prática do crime definido no art. 288 do Código Penal.

Por outro lado, os crimes de corrupção ativa teriam sido praticados pelos réus do núcleo central e do núcleo publicitário da quadrilha narrada no item II da denúncia, quais sejam, JOSÉ DIRCEU (1º denunciado), JOSÉ GENOÍNO (2º denunciado), DELÚBIO SOARES (3º denunciado), SÍLVIO PEREIRA (4º denunciado), MARCOS VALÉRIO (5º denunciado), RAMON HOLLERBACH (6º denunciado), CRISTIANO PAZ (7º denunciado), ROGÉRIO TOLENTINO (8º denunciado), SIMONE VASCONCELOS (9º denunciada), GEIZA DIAS (10º denunciada), e ainda pelo réu ANDERSON ADAUTO (37º denunciado), relativamente aos réus ROBERTO JEFFERSON e ROMEU QUEIROZ. Eis a ementa:

CAPÍTULO VI DA DENÚNCIA. CORRUPÇÃO ATIVA. ATO DE OFÍCIO. VOTO DOS PARLAMENTARES. TIPICIDADE, EM TESE, DAS CONDUTAS. COMPLEXIDADE DOS FATOS. INDIVIDUALIZAÇÃO SUFICIENTE AO EXERCÍCIO DO DIREITO DE DEFESA. CONCURSO DE VÁRIOS AGENTES. TEORIA DO DOMÍNIO DO FATO. DIVISÃO DE TAREFAS. OBEDIÊNCIA AO ARTIGO 41 DO CPP. EXISTÊNCIA DE JUSTA CAUSA. DENÚNCIA RECEBIDA.

1. O “ato de ofício” mencionado no tipo legal do art. 333 do Código Penal seria, no caso dos autos, principalmente o voto dos parlamentares acusados de corrupção passiva, além do apoio paralelo de outros funcionários públicos, que trabalhavam a serviço desses parlamentares.

2. As condutas tipificadas no artigo 333 do Código Penal, supostamente praticadas pelo 1º, o 2º, o 3º, o 4º, o 5º, o 6º, o 7º, o 8º, o 9º e o 10º denunciados, teriam sido praticadas mediante uma divisão de tarefas, detalhadamente narrada na denúncia, de modo que cada suposto autor praticasse uma fração dos atos executórios do iter criminis. O que deve ser exposto na denúncia, em atendimento ao que determina o artigo 41 do Código de Processo penal, é de que forma cada um dos denunciados teria contribuído para a suposta consumação do delito, ou seja, qual papel cada um teria desempenhado na execução do crime.

3. Assim, o denominado “núcleo político partidário” teria interesse na compra do apoio político que criaria as condições para que o grupo que se sagrou majoritário nas eleições se perpetuasse no poder, ao passo que os denunciado do dito “núcleo publicitário” se beneficiariam de um percentual do numerário que seria entregue aos beneficiários finais do suposto esquema de repasses.

4. Condutas devidamente individualizadas na denúncia.

5. Existência de base probatória mínima, suficiente para dar início à ação penal.

6. Relativamente ao 37º acusado, há imputação específica, no capítulo VI.3 da denúncia, também devidamente individualizada, demonstrando sua atuação na prática, em tese,do crime de corrupção ativa, tendo por sujeitos “passivos” (ou corrompidos) o 29° e o 31º acusados.

7. Existência de indícios de que o 37º denunciado teria, realmente, participado do oferecimento ou promessa de vantagem indevida a funcionários públicos (parlamentares federais), para motivá-los a praticar ato de ofício (votar a favor de projetos de interesse do governo federal).

8. Denúncia recebida contra o 1º, o 2º, o 3º, o 4º, o 5º, o 6º, o 7º, o 8º, a 9ª, a 10º e o 37º acusados, pela suposta prática do crime definido no art. 333 do Código Penal.

*
Os réus, seus respectivos números na denúncia e os crimes de que são acusados:

1)  JOSÉ  DIRCEU:  crimes  de  formação  de  quadrilha  e  corrupção ativa;
2) JOSÉ GENOÍNO: crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa;
3) DELÚBIO SOARES: crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa;
4) SÍLVIO PEREIRA: crime de formação de quadrilha;
5) MARCOS VALÉRIO: crimes de formação de quadrilha, peculato,
lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas; 6)  RAMON  HOLLERBACH:  crimes  de  formação  de  quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas;
7) CRISTIANO PAZ:  crimes de  formação de quadrilha,  peculato, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas;
8)  ROGÉRIO  TOLENTINO:  crimes  de  formação  de  quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção ativa;
9)  SIMONE  VASCONCELOS:  crimes  de  formação  de  quadrilha, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas;
10)  GEIZA DIAS:  crimes  de  formação  de  quadrilha,  lavagem  de dinheiro, corrupção ativa e evasão de divisas;
11) KÁTIA RABELLO: crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituição financeira e evasão de divisas;
12) JOSÉ ROBERTO SALGADO: crimes de formação de quadrilha,lavagem  de  dinheiro,  gestão  fraudulenta  de  instituição  financeira  e evasão de divisas;
13)  VINÍCIUS  SAMARANE:  crimes  de  formação  de  quadrilha, lavagem  de  dinheiro,  gestão  fraudulenta  de  instituição  financeira  e evasão de divisas;
14) AYANNA TENÓRIO: crimes de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira;
15) JOÃO PAULO CUNHA: crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato;
16) LUIZ GUSHIKEN: crime de peculato;
17) HENRIQUE PIZZOLATO: crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato;
18) PEDRO CORRÊA: crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
19)  JOSÉ  JANENE:  crimes  de  formação  de  quadrilha,  corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
20)PEDRO  HENRY:  crimes  de  formação  de  quadrilha,  corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
21)  JOÃO  CLÁUDIO  GENU:  crimes  de  formação  de  quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
22) ENIVALDO QUADRADO: crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro;
23)  BRENO  FISCHBERG:  crimes  de  formação  de  quadrilha  e lavagem de dinheiro;
24)  CARLOS  ALBERTO  QUAGLIA:  crimes  de  formação  de quadrilha e lavagem de dinheiro;
25) VALDEMAR COSTA NETO: crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
26) JACINTO LAMAS: crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
27) ANTÔNIO LAMAS: crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro;
28) CARLOS ALBERTO RODRIGUES (BISPO RODRIGUES): crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
29) ROBERTO JEFFERSON: crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
30) EMERSON PALMIERI: crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
31) ROMEU QUEIROZ: crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro;
32)  JOSÉ  BORBA:  crimes  de  corrupção  passiva  e  lavagem  de dinheiro;
33) PAULO ROCHA: crime de lavagem de dinheiro;
34) ANITA LEOCÁDIA: crime de lavagem de dinheiro;
35) LUIZ CARLOS DA SILVA (PROFESSOR LUIZINHO): crime de lavagem de dinheiro;
36) JOÃO MAGNO: crime de lavagem de dinheiro;
37) ANDERSON ADAUTO: crime de corrupção ativa e lavagem de dinheiro;
38) JOSÉ LUIZ ALVES: crime de lavagem de dinheiro;
39)  JOSÉ  EDUARDO  DE  MENDONÇA  (DUDA  MENDONÇA): crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro;
40) ZILMAR FERNANDES: crimes de evasão de divisas e lavagem de dinheiro

 

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 19:36

Petistas agora tentam rifar Marcos Valério. Líder do partido diz que publicitário “sabe que vai ser preso”

Leiam trecho de reportagem no Globo Online:

(…)
O líder do PT na Câmara, deputado Jilmar Tatto, classificou de “ato de desespero” as declarações atribuídas a Marcos Valério. Segundo ele, o empresário estaria tentando envolver o nome do ex-presidente Lula no mensalão porque “sabe que vai parar na cadeia”. Ainda de acordo com o deputado, o assunto deve ter um “tratamento corriqueiro” pelo PT. “Esse tipo de ação é um ato de desespero de quem está no banco dos réus, de quem sabe que vai ser preso, de quem sabe que vai parar na cadeia”, disse Tatto, referindo-se às condenações de Valério no Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com Tatto, a direção do partido não deve entrar com uma ação contra as denúncias que teriam sido feitas por Valério. “Nem conversei com o presidente do PT (Rui Falcão). Mas, com certeza, esse assunto vai ter um tratamento corriqueiro”, disse. Para Haddad, comportamento de réus do mensalão é imprevisível

De acordo com a Veja, Valério tem dito que Lula era o chefe do mensalão. O candidato do PT à prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, rebateu as acusações. O ex-ministro da Educação afirmou que Valério adota um “comportamento normal” às pessoas que sofrem processos dessa natureza, mas ele teme “um comportamento imprevisível” com o andamento do julgamento do mensalão, no Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda de acordo com o petista, o empresário deve estar fragilizado perante a família, e, por isso, apresenta “recorrentemente versões diferentes”. “Existe um comportamento normal dessas pessoas que sofrem processos dessa natureza, de apresentar cada vez uma versão diferente. Isso acontece com as pessoas mais fragilizadas, que vão mudando as versões recorrentemente. Ele (Marcos Valério) está num momento difícil”, disse haddad, depois de uma carreata na Zona Norte da cidade.

Segundo ele, as denúncias publicadas na revista não devem afetar sua campanha. “A população tem compreensão de que se alguém se desviou do rumo certo, as acusações (sobre ela) têm que ser apuradas e julgadas”. Para o petista, no entanto, o comportamento dos envolvidos no esquema ainda deve render polêmica. “O comportamento dos condenados será imprevisível a partir de agora, tudo pode acontecer. Tem muita coisa em jogo na vida dele: mulher, filhos, parentes. É um momento de abalo psicológico muito forte”.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 19:13

Serra diz que relatos da relação de Lula com mensalão devem ser investigados

Por Daniela Lima, na Folha:
O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, defendeu na tarde deste sábado (15) que o “Ministério Público e a Justiça” investiguem os relatos publicados pela revista “Veja” de que o ex-presidente Lula chefiava o esquema do mensalão. O empresário Marcos Valério, operador do esquema, acusou Lula de chefiar o mensalão e disse que o PT usou R$ 350 milhões no esquema.

“Elas [as declarações] mostram a gravidade daquilo que aconteceu no Brasil. Mostram onde chegou a vida pública brasileira e a necessidade de que tudo isso continue sendo aprofundado. Até como satisfação a ser dada à nossa população”, afirmou Serra, questionado sobre o assunto. Sem citar o ex-presidente, o tucano ressaltou que “todos os novos elementos” apontados pela revista devem ser investigados. ”Agora tem mais elementos, elementos que já se anunciavam, elementos novos que devem, sim, ser investigados. Tudo o que é levantado na entrevista deve ser investigado.”

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 18:38

Advogado de Dirceu solta os cachorros contra a VEJA. Ou: Chupe bala, Juquinha; não dê bola, não dê bala nem fale!

O nome dele é José Luís de Oliveira Lima. O apelido entre advogados e, muito especialmente, jornalistas amigos, para quem ele vive passando “offs”, é “Juca”. Trata-se do defensor de José Dirceu. Teve um desempenho medíocre na corte. Embora saia por aí a sugerir — sempre em off, para seus amiguinhos da imprensa — que os réus do mensalão tiveram cerceado seu direito de defesa, quando lhe foi dado falar sobre o seu cliente, não conseguiu ir além de 45 minutos, embora dispusesse de uma hora.

Havia feito um cursinho intensivo para ver se o orador medíocre se agigantava como o tribuno da plebe rude petista. Em vão. Perdeu-se, tropeçou nas palavras, viajou em alguns anacolutos. Não! Não estou a criticá-lo só porque é advogado de defesa. Elogiei o desempenho de alguns, embora não concordasse com a tese. Adiante.

Reportagem de capa da VEJA desta semana informa que Marcos Valério sustenta que o mensalão movimentou R$ 350 milhões e que o chefão da operação era Lula, tendo Dirceu como seu lugar-tenente. Juquinha não gostou. Ui, ui, ui… E se saiu com esta, segundo a Folha:
“Assim como fez quando invadiu o quarto de hotel do meu cliente, a revista vem com ataques”.

Se a Folha não errou e se ele falou isso mesmo, Dirceu contratou como advogado um irresponsável, um falastrão. A informação é mentirosa. VEJA não invadiu o quartel de Dirceu porcaria nenhuma! A investigação sobre o caso foi arquivada. Juquinha aceita ou não as decisões da Justiça? Adiante.

O advogado de Dirceu fez ainda um outro juízo especioso, indicando que, apesar de todas as amizades que cultiva no meio jornalístico e de ser um emérito plantador de notas em colunas de fofoca — ou por isso mesmo —, nada entende de jornalismo. Disse ainda sobre a reportagem de VEJA:
“É no mínimo estranho que, na véspera do início do julgamento do meu cliente e próximo do primeiro turno da eleição municipal, a revista ‘Veja’ venha com matéria leviana, desprovida de fatos, depoimentos e documentos”.

Huuummm… Juquinha acha que uma reportagem só pode ser publicada se não houver cliente seu sendo julgado ou se o PT não estiver disputando eleição. Sendo assim, o jornalismo deveria suspender suas atividades em anos pares e só atuar no ímpares — mas só na hipótese de não haver um petista enrolado com a Justiça, o que, tudo indica, será hipótese cada vez mais rara.

Quanto a seu juízo sobre a reportagem, dizer o quê? Talvez a VEJA só devesse ter publicado o texto se houvesse um memorando assinado por Lula e Dirceu, em três vias, dando ordens para que se executassem as operações do mensalão. Isso seria, então, o tal “documento”. Vejam que curioso: essa foi a tese de defesa que Juca levou ao tribunal. Ela poderia ser resumida mais ou menos assim: a despeito das evidências da atuação de seu cliente em várias etapas do mensalão, não há o que ele chama “provas”. E a que ele chama “provas”? Documentos! Parece ainda não ter ouvido as lições ministradas por vários ministros decentes do STF alertando que, quanto mais se sobe na hierarquia da ação criminosa, menos documentos existem. Juquinha deve ter faltado às aulas em que se ensinou — e se debateu — o chamado “domínio do fato”.

Esse falastrão tem todo o direito de defender o seu cliente. Isso é parte do jogo democrático. Mas não tem o direito de mentir nem é juiz da imprensa — no máximo, pode arbitrar sobre o trabalho de certo colunismo — às vezes da versão “calunismo”— que lhe dá trela e lhe serve de porta-voz.

Juquinha, pra mim, ainda é nome de bala, e os versinhos de propaganda deveriam servir ao advogado de Dirceu, quando o assunto é imprensa, como um norte ético:

Juquinha, quando tá chupando bala, não fala;
Não fala, não dá bola nem dá bala.

Então, Juquinha, chupa bala e não fale!

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 7:42

LEIAM ABAIXO

REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO: 1) Mensalão movimentou R$ 350 milhões; 2) Lula, com Dirceu de braço direito, era o chefe; 3) presidente recebia pessoalmente doadores clandestinos; 4) publicitário se encontrou no Palácio com Dirceu e Lula várias vezes; 5) Delúbio, o tesoureiro, dormia com frequência no Alvorada;
MAIS VEJA: QUADRILHA QUERIA FUNDAR UM BANCO QUE UNISSE CUT, RURAL E BMG;
Augusto Nunes resenha “O País dos Petralhas II” na VEJA desta semana;
O livro, por Mário Sabino;
Dirceu é o verdadeiro guru de Haddad, afirma Serra;
O preconceito “prafrentex” de setores da imprensa paulistana. Ou: Hostilidade ao dicionário;
ATENÇÃO, ELEITORES DE SALVADOR! LULA FAZ CHANTAGEM E TENTA COMPRAR SEU VOTO! TRATA-OS COMO RAPARIGAS;
A CAPA DE VEJA – TALVEZ A MATÉRIA MAIS EXPLOSIVA DEPOIS DA ENTREVISTA DE PEDRO COLLOR;
Mudaram o avatar do meu Twitter e de mais um monte de gente;
Mais 12 mortos do 4º dia de “protesto” no mundo islâmico tendo como pretexto um filme amador…;
Quando a cobertura jornalística deixa de lado o fato para aderir a uma agenda — em nome do “progressismo”, é claro!;
Homem de Macedo que é chefe da campanha de Russomanno parte do princípio de que os outros são idiotas;
O “País dos Petralhas II” já vai para a segunda impressão;
Como os “progressistas” tornaram viável o candidato Russomanno;
Laranja da Delta no Rio recebeu R$ 174 milhões;
NASCEU! JÁ ESTÁ NAS LIVRARIAS. E OS ENCONTROS MARCADOS;
Volta a circular artigo delinquente de coordenador da campanha de Russomanno que atribui à Igreja Católica os kits gays de Haddad; texto está na página de Edir Macedo;
Igreja Católica ataca Universal e chefe da campanha de Russomanno;
Os números do Ibope em SP e por que Haddad tem mais motivos para se preocupar do que Serra. Ou: Tutelado por Lula, Dilma e Marta, petista empaca. Ou ainda: Esquerdismo é coisa de rico!;
Oriente Médio e Inverno Árabe – Entre uma ditadura amiga e uma ditadura hostil, nenhuma opção é boa, mas só uma é sensata

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 7:29

REVELADOS SEGREDOS EXPLOSIVOS DE VALÉRIO, QUE TEME SER ASSASSINADO: 1) Mensalão movimentou R$ 350 milhões; 2) Lula, com Dirceu de braço direito, era o chefe; 3) presidente recebia pessoalmente doadores clandestinos; 4) publicitário se encontrou no Palácio com Dirceu e Lula várias vezes; 5) Delúbio, o tesoureiro, dormia com frequência no Alvorada

Vocês já viram a capa da revista VEJA. A reportagem traz informações estarrecedoras. O publicitário Marcos Valério sabe que vai para a cadeia — e não será por pouco tempo. E está, obviamente, infeliz e revoltado. Acha que será o principal punido de uma cadeia criminosa que tinha, segundo ele, na chefia, ninguém menos do que Luiz Inácio Lula da Silva, então presidente da República — aquele mesmo que, ao encerrar o segundo mandato, assegurou que iria investigar quem havia inventado essa história de mensalão, “uma mentira”… Reportagem de capa de Rodrigo Rangel, na VEJA desta semana, revela, agora, um Marcos Valério amargo e, como se vê, propenso a falar o que sabe — o que tem feito com alguns amigos. Só que ele está com medo de morrer. Tem certeza de que será assassinado se falar tudo o que sabe. Acho, no entanto, que ele deveria fazê-lo. Os que podem estar interessados na sua morte temem justamente o que ele não contou — e a melhor maneira de preservar o segredo é eliminando-o. Que peça proteção formal ao Estado e preste um serviço aos brasileiros.

Na sessão de quinta-feira do Supremo, num dia em que não temeu em nenhum momento o ridículo, o ministro Dias Toffoli — que vinha tendo uma boa atuação até o julgamento do mensalão (ele decida o que fazer de sua biografia!) — ensaiou uma distinção politicamente pornográfica entre “o valerioduto” (cuja existência ele admitiu, tanto que condenou o empresário) e o “mensalão como chama a imprensa”… Ficou claro que o ministro acha que são coisas distintas, como se o empresário tivesse delinquido, sei lá, apenas por interesse pessoal. A verdade, assegura Valério, é bem outra. Abaixo, seguem trechos da reportagem de VEJA. Reputo como o texto jornalístico mais explosivo publicado no Brasil desde a entrevista de Pedro Collor às Páginas Amarelas da VEJA. Abaixo, uma síntese das sete páginas.

“O CAIXA DO PT FOI DE R$ 350 MILHÕES”
A acusação do Ministério Público Federal sustenta que o mensalão foi abastecido com 55 milhões de reais tomados por empréstimo por Marcos Valério junto aos bancos Rural e BMG, que se somaram a 74 milhões desviados da Visanet, fundo abastecido com dinheiro público e controlado pelo Banco do Brasil. Segundo Marcos Valério, esse valor é subestimado. Ele conta que o caixa real do mensalão era o triplo do descoberto pela polícia e denunciado pelo MP. (…) “Da SM P&B vão achar só os 55 milhões, mas o caixa era muito maior. O caixa do PT foi de 350 milhões de reais, com dinheiro de outras empresas que nada tinham a ver com a SMP&B nem com a DNA”.

(…)

LULA ERA O CHEFE DO ESQUEMA, COM JOSÉ DIRCEU
Lula teria se empenhado pessoalmente na coleta de dinheiro para a engrenagem clandestina, cujos contribuintes tinham algum interesse no governo federal. Tudo corria por fora, sem registros formais, sem deixar nenhum rastro. Muitos empresários, relata Marcos Valério, se reuniam com o presidente, combinavam a contribuição e em seguida despejavam dinheiro no cofre secreto petista. O controle dessa contabilidade cabia ao então tesoureiro do partido, Delúbio Soares, que é réu no processo do mensalão e começa a ser julgado nos próximos dias pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. O papel de Delúbio era, além de ajudar na administração da captação, definir o nome dos políticos que deveriam receber os pagamentos determinados pela cúpula do PT, com o aval do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, acusado no processo como o chefe da quadrilha do mensalão: “Dirceu era o braço direito do Lula, um braço que comandava”.

(…)

VALÉRIO SE ENCONTROU COM LULA NO PALÁCIO DO PLANALTO VÁRIAS VEZES
A narrativa de Valério coloca Lula não apenas como sabedor do que se passava, mas no comando da operação. Valério não esconde que se encontrou com Lula diversas vezes no Palácio do Planalto. Ele faz outra revelação: “Do Zé ao Lula era só descer a escada. Isso se faz sem marcar. Ele dizia vamos lá embaixo, vamos”. O Zé é o ex-ministro José Dirceu, cujo gabinete ficava no 4º andar do Palácio do Planalto, um andar acima do gabinete presidencial. (…) Marcos Valério reafirma que Dirceu não pode nem deve ser absolvido pelo Supremo Tribunal, mas faz uma sombria ressalva. “Não podem condenar apenas os mequetrefes. Só não sobrou para o Lula porque eu, o Delúbio e o Zé não falamos”, disse, na semana passada, em Belo Horizonte. Indagado, o ex-presidente não respondeu.

(…)

PAULO OKAMOTTO, ESCALADO PARA SILENCIAR VALÉRIO, TERIA AGREDIDO FISICAMENTE A MULHER DO PUBLICITÁRIO
“Eu não falo com todo mundo no PT. O meu contato com o PT era o Paulo Okamotto”, disse Valério em uma conversa reservada dias atrás. É o próprio Valério quem explica a missão de Okamotto: “O papel dele era tentar me acalmar”. O empresário conta que conheceu o Japonês, como o petista é chamado, no ápice do escândalo. Valério diz que, na véspera de seu primeiro depoimento à CPI que investigava o mensalão, Okamotto o procurou. “A conversa foi na casa de uma funcionária minha. Era para dizer o que eu não devia falar na CPI”, relembra. O pedido era óbvio. Okamotto queria evitar que Valério implicasse Lula no escândalo. Deu certo durante muito tempo. Em troca do silêncio de Valério, o PT, por intermédio de Okamotto, prometia dinheiro e proteção. A relação se tornaria duradoura, mas nunca foi pacífica. Em momentos de dificuldade, Okamotto era sempre procurado. Quando Valério foi preso pela primeira vez, sua mulher viajou a São Paulo com a filha para falar com Okamotto. Renilda Santiago queria que o assessor de Lula desse um jeito de tirar seu marido da cadeia. Disse que ele estava preso injustamente e que o PT precisava resolver a situação. A reação de Okamotto causa revolta em Valério até hoje. “Ele deu um safanão na minha esposa. Ela foi correndo para o banheiro, chorando.”

O PT PROMETEU A VALÉRIO QUE RETARDARIA AO MÁXIMO O JULGAMENTO NO STF
O empresário jura que nunca recebeu nada do PT. Já a promessa de proteção, segundo Valério, girava em torno de um esforço que o partido faria para retardar o julgamento do mensalão no Supremo e, em último caso, tentar amenizar a sua pena. “Prometeram não exatamente absolver, mas diziam: ‘Vamos segurar, vamos isso, vamos aquilo’… Amenizar”, conta. Por muito tempo, Marcos Valério acreditou que daria certo. Procurado, Okamotto não se pronunciou.

“O DELÚBIO DORMIA NO PALÁCIO DA ALVORADA”
Nos tempos em que gozava da intimidade do poder em Brasília, Marcos Valério diz guardar muitas lembranças. Algumas revelam a desenvoltura com que personagens centrais do mensalão transitavam no coração do governo Lula antes da eclosão do maior escândalo de corrupção da história política do país. Valério lembra das vezes em que Delúbio Soares, seu interlocutor frequente até a descoberta do esquema, participava de animados encontros à noite no Palácio da Alvorada, que não raro servia de pernoite para o ex-tesoureiro petista. “O Delúbio dormia no Alvorada. Ele e a mulher dele iam jogar baralho com Lula à noite. Alguma vez isso ficou registrado lá dentro? Quando você quer encontrar (alguém), você encontra, e sem registro.” O operador do mensalão deixa transparecer que ele próprio foi a uma dessas reuniões noturnas no Alvorada. Sobre sua aproximação com o PT, Valério conta que, diferentemente do que os petistas dizem há sete anos, ele conheceu Delúbio durante a campanha de 2002. Quem apresentou a ele o petista foi Cristiano Paz, seu ex-sócio, que intermediava uma doação à campanha de Lula.

(…)

EMPRÉSTIMOS DO RURAL FORAM FEITOS COM AVAL DE LULA E DIRCEU
“O banco ia emprestar dinheiro para uma agência quebrada?” Os ministros do STF já consideraram fraudulentos os empréstimos concedidos pelo Banco Rural às agências de publicidade que abasteceram o mensalão. Para Valério, a decisão do Rural de liberar o dinheiro — com garantias fajutas e José Genoino e Delúbio Soares como fiadores — não foi um favor a ele, mas ao governo Lula. “Você acha que chegou lá o Marcos Valério com duas agências quebradas e pediu: ‘Me empresta aí 30 milhões de reais pra eu dar pro PT’? O que um dono de banco ia responder?” Valério se lembra sempre de José Augusto Dumont, então presidente do Rural. “O Zé Augusto, que não era bobo, falou assim: ‘Pra você eu não empresto’. Eu respondi: ‘Vai lá e conversa com o Delúbio’. ”A partir daí a solução foi encaminhada. Os empréstimos, diz Valério, não existiriam sem o aval de Lula e Dirceu. “Se você é um banqueiro, você nega um pedido do presidente da República?”

(…)

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 7:25

MAIS VEJA: QUADRILHA QUERIA FUNDAR UM BANCO QUE UNISSE CUT, RURAL E BMG

A VEJA desta semana está mesmo de deixar petralha de cabelo arrepiado. A revista traz uma entrevista com o Lucas da Silva Roque, ex-superintendente do Banco Rural em Brasília. Ele foi um dos principais colaboradores nas investigações da Polícia Federal destinadas a desbaratar a quadrilha do mensalão. Foi ele quem revelou onde estavam os recibos que mostraram quais políticos receberam dinheiro para votar com o governo Lula no Congresso. Leiam trecho, por Hugo Marques:

*
Nesta entrevista, Roque conta que pagou um preço alto por agir de forma correta e relata um plano ambicioso urdido pela cúpula da instituição financeira em parceria com José Dirceu. Eles queriam montar um banco popular, do qual Rural e BMG seriam sócios, para conceder empréstimos consignados aos aposentados. Um negócio companheiro e bilionário.
(…)
Quais eram os planos da cúpula do Banco Rural e dos petistas?
Eles tinham um projeto de montar um banco popular com a CUT. Juntariam o Banco Rural, o BMG, a CUT. Era um projeto com capital de 1 bilhão de reais. Quem capitaneava esse projeto? Eram os bandidos do mensalão. Como o PT não tinha cultura bancária, o Rural e o BMG seriam sócios. Um banco privado com a participação da CUT, que direcionaria todos os beneficiários do INSS para tomar dinheiro em empréstimos consignados nessa instituição popular. Quando o mensalão estourou, o projeto foi abortado.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 7:23

Augusto Nunes resenha “O País dos Petralhas II” na VEJA desta semana

Sim, Augusto é meu amigo, todo mundo sabe. Mas temos o mesmo compromisso: não assinamos aquilo em que não acreditamos. Como, então, não ficar feliz? Segue trecho da resenha que ele escreveu na VEJA desta semana.

*
Milhares de frequentadores do blog político mais movimentado do Brasil desconfiam há muito tempo que não existe apenas um Reinaldo Azevedo. É difícil admitir que um único par de mãos produza tantos textos sem oscilações de qualidade, ou que a mesma cabeça reflita sempre com brilho sobre assuntos tão distintos. A suspeita ameaça virar certeza ao fim da leitura de “O País dos Petralhas II” (Record, 433 páginas; 32,90 reais). “O inimigo agora é o mesmo”, avisa no subtítulo essa coletânea de artigos publicados entre 2009 e 2012 no site de VEJA ou na edição impressa da revista. Mas o adversário se desdobra em numerosas tribos e sub-raças, e para enfrentar a nação lulopetista — com sucesso — parecem entrar em combate, simultaneamente, muitos Reinaldos Azevedos. Engano. A forma e o conteúdo atestam que todos convivem num cérebro só, mas singularmente plural.

Favorecido pela divisão por temas, O País dos Petralhas II deixa claro que, conforme a tropa a enfrentar, a missão de derrotá-la é confiada à versão mais familiarizada com a área conflagrada. O cristão movido pela fé genuína, por exemplo, é quem trata de atacar os defensores do aborto ou resistir ao que chama de “cristofobia”, fenômeno que fez do catolicismo “a religião mais perseguida” no maior país católico do mundo (habitado por gente que descumpre aplicadamente todos os Dez Mandamentos e vai à missa como quem sobe ao cadafalso). O pensador sem patrões nem arreios cuida das “milícias do pensamento”, ou de racistas homiziados na esgotosfera. E todas as versões se juntam na guerra sem tréguas ao chefe dos petralhas — o “Apedeuta”, o “Aiatolula”, o nome da doença que devasta o Brasil.

“Percebi, com satisfação, que os textos estão unidos por um propósito: a defesa dos fundamentos da democracia política, das liberdades individuais e da economia de mercado, frequentemente assediadas por um estado que se pretende um Leviatã meio carnavalizado ou por um carnaval de patrulheiros ideológicos que mal escondem sua algazarra autoritária”, registra o autor já na introdução, que celebra num dos parágrafos, sem nenhum escorregão demagógico, a influência exercida pelos leitores sobre o que pensa e escreve. Faz sentido. A página eletrônica no site de VEJA é acessada entre 100 000 e 150 000 vezes por dia — e já atingiu 243 640. Essa imensidão de seguidores o tornou “uma pessoa melhor”.

(…)
Leiam a íntegra na edição impressa. Abaixo, republico os convite para o lançamento em São Paulo, na Livraria Cultura. Conto, como sempre, com vocês!

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 7:21

O livro, por Mario Sabino

Mario Sabino escreve em sua página uma nota sobre O País dos Petralhas II”.

O jornalista de internet mais influente do Brasil está com livro novo na praça: “O País dos Petralhas  II – O inimigo agora é o mesmo”. Nele, você pode encontrar de maneira organizada os melhores artigos de Reinaldo dos últimos quatro anos. Acho graça quando detratores dizem que eu, na condição de redator-chefe de VEJA, pautava Reinaldo e até mesmo escrevia textos assinados pelo jornalista incansável. Quisera eu ser tão rápido e brilhante na reflexão e na escrita quanto ele. Você pode não concordar com Reinaldo em tudo (eu, por exemplo, “só” concordo com meu amigo em 90%), mas não há como negar a sua cultura política e literária, o seu talento na arte da argumentação e a sua capacidade de pinçar dos jornais aspectos da realidade aparentemente irrelevantes e transformá-los em notícias na sua devida dimensão. O Reinaldo que escreveu esse segundo o livro sobre “o país dos petralhas” está bem mais magro do que o que escreveu o primeiro tomo (para o alívio de sua família e amigos, sempre preocupados com as consequências engordativas de seu estilo de vida). A robustez de suas análises, no entanto, continua a mesma. “O País dos Petralhas II”  é imprescindível para compreender um momento crucial da realidade brasileira.
*
Segue convite para o lançamento no Rio
 

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 7:15

Dirceu é o verdadeiro guru de Haddad, afirma Serra

Leia trechos da sabatina com José Serra, realizada ontem pela Folha:

Dirceu guru de Haddad
Serra disse que o ex-ministro José Dirceu é “guru” de Fernando Haddad. Ele citou o mensalão e disse não se constranger em falar do caso mesmo tendo um dos réus, o deputado Valdemar Costa Neto (PR), entre seus aliados. “Todo mundo sabe que mensalão é PT. Sinceramente, querer comparar uma eventual influência [de Valdemar] a uma influência do Delúbio, do Zé Dirceu, que é orientador da campanha do Haddad…”, afirmou. “Esse aqui [Dirceu] é o verdadeiro dirigente, organizador, guru, ideólogo de todo esse pessoal, inclusive do Haddad.” Durante sabatina da Record News e do R7, Haddad chamou de “exploração barata” a fala de Serra e afirmou que conhece Dirceu porque ele é dirigente do PT.

Marta ministra
O candidato criticou a nomeação da ex-prefeita Marta Suplicy (PT)para o Ministério da Cultura, depois da adesão dela à campanha de Haddad. “Demitir uma ministra e nomear outra só para apoiar um candidato eu acho um excesso. Usar o governo como se fosse patrimônio privado é para lá de arcaico.”
(…)
Renúncia em 2006
Repetindo que cumprirá o mandato se eleito, o candidato repisou o discurso de que deixou o cargo em 2006 para impedir que o PT ganhasse o governo do Estado. “Pelo panorama que se apresentava, o PT levaria o governo. Fui pressionado a sair. E tive mais votos para governador na cidade do que tive para prefeito.”
(…)
Russomanno
Apesar de ter evitado críticas diretas ao líder nas pesquisas, Serra disse que não consegue entender as propostas de Russomanno. “Estou fazendo debate de propostas, não ataques. Com o Russomanno, tenho dificuldade porque nem sei direito o que propõe. Ele disse que aumentaria [o efetivo] para 20 mil guardas metropolitanos. Isso custaria mais R$ 1 bilhão e levaria sete, oito anos.”
(…)
Evangélicos
O candidato assumiu o empenho em se aproximar de igrejas evangélicas, às quais têm visitado com frequência. “Tenho me aproximado de todo tipo de comunidade. Das religiosas e não religiosas. Os evangélicos são uma comunidade importante e muito diversificada.”
(…)
Ação da Rota
Questionado sobre a ação da Rota que resultou na morte de nove pessoas, Serra apoiou a operação. “A polícia foi reprimir uma reunião e, num enfrentamento armado, matou. Os que reagiram morreram. O ideal é que não tivesse acontecido. Mas vai fazer o quê? Deixar o crime prosperar?”

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 7:09

O preconceito “prafrentex” de setores da imprensa paulistana. Ou: Hostilidade ao dicionário

Setores da imprensa paulistana, sempre tão zelosos em combater o preconceito, passaram a achar, no entanto, que tachar Serra de velho — afinal, ele tem 70 anos — é sinal de modernidade e até de inteligência.

Muito bem. Leio no jornal o seguinte trecho da sabatina de ontem:
Imagem de conservador
A colunista Barbara Gancia disse que o candidato assumiu posições conservadoras na eleição presidencial de 2010, quando o aborto se tornou um dos temas da campanha. Serra rechaçou.”Estou longe disso”, disse.
“A Dilma [Rousseff] foi perguntada se era a favor do aborto e disse que sim. Depois, na campanha, disse que não. Foi cobrada. E quem a cobrou mais foi a mais ‘prafrentex’ da campanha, Marina [Silva]. Não há nada mais conservador e reacionário no Brasil do que o PT.”

Voltei
Os jornalistas há haviam se referido à sua idade e coisa e tal. Ele respondeu. Mas alguém houve por bem fazer um gracejo que ficasse sem resposta. Leiam o que escreveu o jornal. Volto depois.

Mais velho dos postulantes à Prefeitura de São Paulo, Serra, 70, usou uma gíria dos anos 1970 na sabatina Folha/UOL: “prafrentex”, sinônimo de “pessoa moderninha”.
Em 2010, ele já havia lançado mão de “numa nice”, dos anos 80. O tucano vem tentando se apresentar como um candidato “prafrentex”: adotou figurino menos formal em eventos e diz ter “ideias novas”, para rebater o slogan de renovação adotado pela campanha do adversário Fernando Haddad (PT), 49.

Voltei
Entendi. Serra “diz ter ideias novas” para (conjunção que indica finalidade, propósito) “rebater o slogan de renovação” de Haddad. Não fosse isso, talvez ele se contentasse com as velhas mesmo, não é?

Não há nada de errado nem de velho com o “prafrentex” no contexto em que foi empregado. A restrição é só ignorância e hostilidade ao dicionário. Nos três que tenho aqui — Houaiss (há link na home da Folha, diga-se), Aurélio e Sacconi, a palavra está devidamente registrada e quer dizer “pra-frente”, e não “pessoa moderninha”. Isso é invenção de quem redigiu a nota. A sinonímia não é uma questão de gosto. Até porque, como adjetivo de dois gêneros que é, não poderia trazer como sinônimo uma substantivo no feminino, qualificado por outro adjetivo — e ainda no diminutivo. Isso é gramática criativa. Mais: nos três dicionários, indica-se que se trata de uma expressão jocosa ou irônica. É o sentido da fala do candidato.

Mas não é só, não! “Prafrentex” também integra a mais recente edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa” (VOLP) — página 671. Assim, ainda que, na origem, tenha sido uma gíria, agora já foi incorporada. Eu sou mais antigo do que Serra. A maioria das palavras que emprego tem bem mais de 500 anos… Algumas vêm do galaico-português. Mas não! Não disputo com jornalistas campeonato de gírias modernas. De sintaxe, eu topo.

Se é preciso tomar cuidado com o preconceito, mais cuidado é preciso tomar com a ironia.

O redator de tal notinha iluminista deveria levar a sério a sua tese e redigir agora um pequeno tratado demonstrando como o Supremo Tribunal Federal, por exemplo, saiu ganhando com a saída de Cezar Peluso, que fez 70 anos, mas se cobre de glórias quando Dias Toffoli reflete sobre a diferença entre o “valerioduto” e o “mensalão”, a exemplo do que fez na quinta-feira. Já que idade é agora categoria de pensamento, prove-se o valor intrínseco da juventude no direito, na política, na ciência, nas artes e, por que não?, no jornalismo.

PS – Eu bato em muita gente. Mas nunca porque é homem, mulher, gay, branco, preto, velho, novo, culto, ignorante, moderno, conservador… E o “apedeuta”, Reinaldo Azevedo? Nunca critiquei Lula porque ele não estudou. Eu sempre o critiquei pelo orgulho que exibe de não ter estudado.

Acho que é preciso um pouco mais do que ódio ao dicionário para tentar desqualificar Serra. Sim, vou votar nele! Reacionários são o preconceito e a ignorância orgulhosa.

Por Reinaldo Azevedo

15/09/2012

às 7:05

ATENÇÃO, ELEITORES DE SALVADOR! LULA FAZ CHANTAGEM E TENTA COMPRAR SEU VOTO! TRATA-OS COMO RAPARIGAS

Lula, o sem-limites, o papa-instituições, o sem-decoro, foi a Salvador fazer campanha em favor do candidato do PT à Prefeitura, Nelson Pelegrino. Até aí, tudo bem! Atacou, sem citar o nome, o líder na pesquisa, ACM Neto (DEM), que está com 39% das intenções de voto, segundo o Ibope, contra 27% do petista. Ok. Um adversário político afirmar que o outro não é bom faz parte do jogo. Mas Lula, como sempre, vai além do razoável, do legal, do aceitável, do constitucional.

Subiu no palanque e decidiu chantagear os eleitores de Salvador, tratando-os como gente de cabresto ou como raparigas — ou como uma soma das duas coisas. Leiam a sua fala, segundo registro a Folha, referindo-se a ACM Neto:
“Outra mentira daquele cidadão, que me recuso a falar o nome, é que é possível governar sem o governador e a presidente. Não faltará dinheiro com Nelson aqui.”

Vamos ver. Em primeiro lugar, o candidato do DEM não disse que é possível governar “sem o governador e a presidente”. Até porque essa hipótese não existe, já que as três esferas da administração — municipal, estadual e federal — necessariamente se imbricam. O que ele disse é que, na democracia, um prefeito não precisa pertencer ao mesmo partido que está no governo do estado ou do país. Assim, Lula contou uma mentira.

E fez uma chantagem. Ao afirmar “não faltará dinheiro com o Nelson aqui”, também está afirmando: “Faltará dinheiro sem o Nelson aqui”. É uma fala indecorosa e que atenta contra a democracia.

Os soteropolitanos deveriam se tomar dos mesmos brios que hoje movem a população de quase todas as capitais brasileiras — o PT só lidera as pesquisas em Goiânia: ninguém está aceitando essa mania de Lula de sempre dizer o que o povo deve fazer, de dar ordens, de mandar votar nesse e odiar aquele. Na prática, ele se coloca como um coronel das antigas que estivesse comprando os serviços de uma rapariga.

E eleitor não é rapariga, certo, soteropolitanos? A campanha de ACM não deveria esconder essa fala do Apedeuta, não! Ao contrário, deveria levá-la ao ar e perguntar se os eleitores aceitam ser chantageados e comprados. De resto, tranquilizem-se: a conversa de Lula é pura bazófia. 

Por Reinaldo Azevedo

 

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