03/09/2012
às 22:48O debate desta segunda na VEJA.com. Ou: A oposição em greve
Tags: Mensalão
03/09/2012
às 22:48Tags: Mensalão
03/09/2012
às 21:19Por Pâmela Oliveira, na VEJA.com:
A crise que atinge a Cruz Vermelha no Brasil, revelada por VEJA, ganhou tons ainda mais dramáticos no último mês. Além da descoberta de novas fraudes – reportagem do jornal Folha de S. Paulo traz novas denúncias de desvios, desta vez em Santa Catarina –, a primeira funcionária a denunciar irregularidades na organização e suas filiais recebeu ameaças de morte. Letícia Del Ciampo, que preside desde fevereiro a Cruz Vermelha em Petrópolis, na região serrana do Rio, entregou ao Ministério Público um dossiê em que revela um escandaloso esquema de desvio de doações e dinheiro público. Fora do estado, Letícia afirmou nesta segunda-feira ao site de VEJA que por três vezes encontrou bilhetes ameaçadores no para-brisa de seu carro, depois de ter feito as denúncias. Ela também recebeu várias ligações anônimas, com intimidações.
“Os bilhetes diziam para eu ficar quieta porque eles sabiam onde eu estava. Deixaram no carro perto da minha casa e no centro do Rio. Ou seja, eles estavam me seguindo e queriam que eu soubesse disso. No telefone, por mais de uma vez, uma voz masculina perguntou se eu não temia pela minha vida, e que eu deveria temer” contou Letícia. “Em uma das ligações, o homem me ameaçava dizendo para eu ter cuidado, que eles conhecem muita gente importante e que eu seria a única prejudicada com essas denúncias. Chegou a dizer que sabia que meu marido estava viajando e que eu estava sozinha”, lembrou ela.
Letícia registrou as ameaças na delegacia de Polícia Civil da Barra da Tijuca (16ª DP). A outra providência que tomou foi a de contratar um advogado para pedir proteção policial. Os advogados Guilherme Nitzsche e Rafael Costa estão preparando o pedido, que será levado ao Ministério Público Federal.
A funcionária da Cruz Vermelha afirma que não pretende desistir das denúncias “até ver todos os responsáveis presos”. “Não vou pisar no Rio sem proteção porque sei que estou correndo risco de vida nesse momento. Quando voltar, eu quero estar protegida”, afirmou.
Foi a partir da denúncia de Letícia que o Ministério Público tomou conhecimento das irregularidades. O dinheiro arrecadado em campanhas no Brasil, para tragédias como a chuva na região serrana fluminense, a fome na Somália e o terremoto no Japão, não chegou a quem deveria. No ano passado, a Cruz Vermelha Brasileira organizou três grandes campanhas nacionais de arrecadação para esses episódios. VEJA apurou que os valores levantados não foram aplicados em nenhum daqueles locais. Nos três casos, as doações foram encaminhadas para contas bancárias da entidade no Banco do Brasil em São Luís, no Maranhão, estado onde reside o presidente nacional da Cruz Vermelha, Walmir Moreira Serra Júnior. A irmã de Serra Júnior, Carmen Serra, é quem comanda a filial da Cruz Vermelha maranhense. Os irmãos Serra passaram a manter as contas em sigilo, e nem o alto escalão internacional da entidade tem informações sobre o montante depositado ou sobre as movimentações.
Santa Catarina
Nesta segunda-feira, o jornal Folha de S. Paulo publicou reportagem sobre desvio de verbas envolvendo a filial da Cruz Vermelha no Rio Grande do Sul. A prefeitura de Balneário Camboriú, em Santa Caterina, cancelou o contrato que previa repasse de 82 milhões de reais para administração do hospital Ruth Cardoso. Do total repassado pela prefeitura à entidade, cerca de 100 mil reais foram parar nas mãos do Instituto Interamericano de Desenvolvimento Humano (Humanus), de São Luís do Maranhão. O Humanus já esteve registrado em nome da mãe do vice-presidente nacional da Cruz Vermelha, Anderson Marcelo Choucino. O dinheiro, diz o jornal, teria sido usado para quitar dívidas com agências de viagens e repassados á filial maranhense da Cruz Vermelha.
Tags: Cruz Vermelha
03/09/2012
às 19:20Estamos ao vivo, até aproximadamente 20h15, aqui: http://veja.abril.com.br/ao-vivo/ ; eu, Augusto Nunes e Marco Antonio Villa conversamos sobre o sessão de hoje do julgamento do Mensalão.
03/09/2012
às 18:12Daqui a pouco, tão logo termine a sessão do STF, começa o debate na VEJA.com. Estou indo pra lá. Procurem o link neste post ali pelas 19h. E comecem a considerar: a situação de José Genoino está se complicando muito. Falo mais a respeito depois.
Tags: Banco Rural, Ricardo Lewandowski
03/09/2012
às 18:10O voto de Ricardo Lewandowski — a exemplo do de Joaquim Barbosa — quer dizer uma coisa apenas: os empréstimos não existiram, eram fraudulentos. Atenção! O mensalão tinha três fontes de receita: o dinheiro do Visanet (do Banco do Brasil), o dinheiro do Rural e o dinheiro do BMG. Esse último caso (ver post) está sendo julgado na primeira instância da Justiça Federal, em Minas. Os outros dois estão no Supremo. Por unanimidade, o STF já decidiu que houve transferência ilegal de recursos do Banco do Brasil para Marcos Valério. Agora, com o voto de Lewandowski — e deve haver bem pouca discordância —, fica evidente que o STF deve considerar que outra fonte do mensalão, o Rural, derivava também de uma trapaça.
Tags: Banco Rural, Ricardo Lewandowski
03/09/2012
às 18:04Por Leslie Leitão, na VEJA.com:
As estratégias de campanha dos candidatos mais bem posicionados nas pesquisas eleitorais na corrida para a prefeitura do Rio estão na mira do Ministério Público Eleitoral. Para o procurador regional eleitoral do Rio, Maurício da Rocha Ribeiro, as aventuras olímpicas do prefeito Eduardo Paes (PMDB), que tenta a reeleição, e os eventos festivos do deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, cruzam a linha do que é aceitável em uma campanha.
Rocha Ribeiro já irritou o prefeito, quando fez críticas à apresentação do jogador holandês Clarence Seedorf no Palácio da Cidade. A Justiça Eleitoral considerou que o prefeito não cometeu abuso. O alvo mais recente foi o candidato do PSOL, que tem apoio de um time de celebridades e vem usando na campanha imagens de artistas de peso. Uma agenda em especial preocupa o procurador: o show que vai juntar Caetano Veloso e Chico Buarque no próximo dia 11, no Teatro Oi Casa Grande. Os dois farão uma apresentação declarando apoio à campanha do segundo colocado nas pesquisas.
Por decisão da Justiça Eleitoral, Marcelo Freixo não poderá estar presente. Ao site de VEJA, o candidato manifestou sua decepção. Para o procurador, no entanto, a medida deveria ser mais radical. Rocha Ribeiro afirmou que, além de Freixo não poder aparecer, o evento não deveria ser anunciado como show de apoio ao PSOL. “O show pode acontecer, mas não pode ser anunciado como um show para a campanha do candidato, porque isso caracteriza um showmício, que é proibido”, disse.
Paes
Rocha Ribeiro encaminhou para a promotora de fiscalização de propaganda do Ministério Público Estadual, Daniela Moreira Rocha, o material publicado a partir da chegada de Paes ao Rio, vindo de Londres com a bandeira olímpica. “Foi ridículo aquilo. Peguei tudo, inclusive o que ele ficou tuitando ao longo do fim de semana, quase dizendo que iria erradicar a fome no Rio de Janeiro, e enviei o material para a fiscalização. Foi uma situação tão escancarada que, no dia seguinte, quando a bandeira foi para o Complexo do Alemão, ele nem foi: colocou o Cabral (governador Sergio Cabral) para fazer campanha para ele”, disse.
Paes participou da cerimônia de encerramento dos Jogos Olímpicos de 2012, no último dia 13 de agosto, recebeu a bandeira oficial das mãos do presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Jacques Rogge, e percorreu áreas da cidade com o símbolo da Olimpíada. Foi também a Brasília, para uma cerimônia com a presidente Dilma Rousseff, na companhia de dois heróis olímpicos, os irmãos Esquiva e Yamaguchi Falcão, prata e bronze no boxe.
Desde o mês passado, Paes e Rocha Ribeiro têm trocado farpas. O prefeito chegou a ameaçar denunciar o procurador ao Conselho Nacional do Ministério Público e o chamou de “atabalhoado” e “equivocado”, em razão das críticas que recebera depois da apresentação do jogador Seedorf e na inauguração de um conjunto de residências populares, na zona norte da capital.
Tags: eleição no Rio, Eleições 2012
03/09/2012
às 18:01Na VEJA.com:
A balança comercial brasileira registrou superávit de 3,227 bilhões de dólares em agosto, segundo divulgou nesta segunda-feira o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O saldo é fruto de exportações de 22,382 bilhões de dólares e de importações que totalizaram 19,155 bilhões de dólares no período. O resultado é 17% inferior ao do mesmo período do ano passado – porém, trata-se do melhor resultado mensal de 2012. Até então, o maior saldo havia sido verificado em maio, ficando em 2,9 bilhões de dólares. Em agosto de 2011, o superávit comercial havia marcado 3,893 bilhões de dólares.
No acumulado do ano, a queda é ainda mais expressiva. O saldo da balança recuou 34% em relação aos oito primeiros meses de 2011, ficando em 13,172 bilhões de dólares. As exportações somaram 160,6 bilhões de dólares no período (queda de 3,7% em relação ao ano passado), enquanto as importações ficaram em 147,4 bilhões de dólares (queda de 0,5% em relação a 2011).
Os números do MDIC evidenciam que, em 2012, apesar das inúmeras medidas protecionistas anunciadas pelo governo entre a segunda metade de 2011 e o início de 2012 , com o objetivo de frear o ritmo das importações, a queda dos importados foi proporcionalmente menor do que a das exportações. Na comparação de doze meses, houve queda de 19% no superávit comercial (que ficou em 22,98 bilhões de reais).
Tags: balança comercial
03/09/2012
às 17:58Já está claro: Lewandowski acaba de afirmar que está comprovada a materialidade da culpa da ré Kátia Rabello.
Tags: Banco Rural, Ricardo Lewandowski
03/09/2012
às 17:54Ricardo Lewandowski acaba de elogiar o trabalho da defesa dos diretores do Rural, mas já deixou claro que vai divergir. Assim, parece que vai mesmo rejeitar a argumentação dos defensores e, pois, condenar os réus. Lewandowski destaca agora que Marcos Valério atuava como um facilitador de negócios do Banco Rural junto ao próprio governo. E lembra depoimento da própria Kátia Rabello, dona do Rural, nesse sentido. Chama a atenção para o fato de que diretores da instituição financeira se encontraram com representantes do Banco Central — encontro patrocinado por Valério, que estava presente.
03/09/2012
às 17:49Ricardo LewandowskI observa que, embora as empresas de Valério e o PT não amortizassem os empréstimos, conforme seria o necessário, a classificação de risco das operações de crédito continuava a mesma. Mais: o banco também não aumentava a provisão para o risco de um eventual calote. É bem verdade que, ao fazer essas observações, ele cita perícias feitas pela Polícia Federal.
A defesa dos diretores do Banco Rural alega que os empréstimos foram feitos por José Dumont e Júnia Rabello, ex-diretores do banco que já morreram. Como culpado morto não cumpre pena…
Joaquim Barbosa, o relator, desqualificou essa alegação mostrando as muitas vezes em que os réus atuaram para rolar a dívida e deixaram de tomar providências para que ela fosse paga.
Tags: Banco Rural, Ricardo Lewandowski
03/09/2012
às 17:42Eu não sei qual será o voto do ministro Ricardo Lewandowski no caso do Banco Rural. A menos que dê um “triplo salto carpado hermenêutico”, como diria o ministro Ayres Britto, vai condenar todo mundo. Até agora, está fazendo picadinho das explicações apresentadas pelo Banco Rural. Acusou simulação de empréstimos, maquiagem de dados, desprezo a medidas prudenciais na concessão de empréstimos etc.
Como poderia dar um cavalo de pau na argumentação e inocentar todo mundo, isso não sei. Tudo indica que as duas maiores estrelas do julgamento (entre os advogados), Márcio Thomaz Bastos e José Carlos Dias, verão seus respectivos clientes condenados.
Tags: Banco Rural, Ricardo Lewandowski
03/09/2012
às 17:35O candidato de Edir Macedo à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno (PRB), é mesmo um homem singular. Circula na Internet um vídeo em que ele, quando “repórter”, apalpa o seio de uma mulher numa “reportagem” sobre Carnaval.
Em qualquer democracia do mundo, por óbvio, vídeos assim ganham destaque em campanha, ora essa! O que ele queria? No entanto, o rapaz está reclamando. Acha que baixaria é a circulação do vídeo, não a coisa em si. Segundo ele, estava trabalhando. Entendi. Como se sabe, nada há de mais comum do que repórteres saírem por aí apalpando os seios de mulheres diante das câmeras… Agora Russomanno se diz preocupado com as criancinhas… Ah,bom! Ele também se acha proibido para menores.
Segue reportagem de José Ernesto Credendio, na Folha Online:
O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, reclamou nesta segunda-feira (3) da difusão na internet de imagens, gravadas na época em que era somente repórter de TV, em que aparece apalpando o seio de uma mulher no Carnaval.
No vídeo, que pode ser acessado no Youtube, Russomanno está fazendo a cobertura do Carnaval pela TV Gazeta no início dos anos 1990. “E que gatinha, meu Deus do céu. Muita mulher é você. Ai meu coração”, diz à mulher, identificada como Katia Dias. Entusiasmado, o candidato a prefeito abraça a mulher e, em seguida, apalpa um seio dela, que tenta se proteger da pegada indiscreta.
Ao dar entrevista após uma caminhada na Vila Mariana (zona sul de São Paulo), Russomanno defendeu seu trabalho e disse que apenas fazia cobertura de TV. “Eu sempre atuei como repórter e fiz o meu trabalho da melhor maneira possível. Sou profissional, cobria os bailes de carnaval, são fitas para maiores de 18 anos de idade, das coisas que aconteciam nos bailes”, disse.
Em seguida, ele reclamou da exposição dos vídeos, o que chamou de estratégia “de esgoto”. “É triste ver que põem na rede social, em que crianças acessam. São pessoas que não têm um pingo de responsabilidade. É muito triste que eles não respeitem as crianças”, disse.
Esse rapaz ainda não se elegeu a nenhum cargo executivo e já tem uma penca de explicações a dar. Sua performance é fruto da depredação da inteligência que toma conta da imprensa paulistana nesta campanha. Delinquência intelectual e política como a que está em curso, noto, nunca vi.
Tags: Eleições 2012, Prefeitura de SP, Russomanno
03/09/2012
às 16:23O relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, condenou Kátia Rabello, dona do Banco Rural, e três diretores da instituição por gestão fraudulenta: o ex-vice-presidente João Roberto Salgado, o vice-presidente Vinícius Samarane e a ex-vice-presidente Ayanna Tenório. A pena para esse crime é de 3 a 12 anos de prisão.
Segundo o ministro, eles participaram de ações para simular empréstimos inexistentes ao PT e às empresas de Marcos Valério e assinaram documentos para endossar as fraudes, como a renovação dos supostos empréstimos, a despeito do mau comportamento do devedor, que não arcava com suas obrigações.
Barbosa desqualificou um laudo apresentado pela defesa assegurando que as operações realmente existiram: “Tais acusados procuram distorcer o sentido e o alcance dos laudos da Polícia Federal. Diante dessa manobra defensiva, o laudo foi realizado a pedido da defesa após a contabilidade de Valério e do Rural ter sido fraudada e alterada. Tal fato, essa operação ilícita, foi verificada por outros laudos da Polícia Federal”.
Depois do intervalo, será a vez do revisor, Ricardo Lewandowski. Para os petistas, é essencial assegurar que os empréstimos realmente existiram porque isso daria origem legal a pelo menos uma parte do dinheiro do mensalão — já que outra, a que teve origem no Banco do Brasil, foi considerada ilegal por unanimidade.
Tags: Banco Rural, Mensalão
03/09/2012
às 15:53Tenho afirmado aqui amiúde que o governo Dilma é ruim de serviço. Até se pode dar de barato que tenta economizar dinheiro aqui e ali, sem sucesso. Mas essa incompetência específica nem é o seu principal defeito. Antes de mais nada, o governo não sabe gastar, não tem projeto. Tanto é assim que está no ar uma campanha patética para que as Prefeituras Brasil afora procurem o Ministério da Educação para instalar cobertura de quadras. Como se vê, em vez de um programa, parece existir um guichê de solicitações… Não é assim que se implementam programas, é evidente.
Abaixo, há trecho de uma reportagem de Dyelle Menezes, do site Contas Abertas. O governo utilizou pouco mais de um quarto dos recursos destinados a ações de prevenção de desastres. Já sabemos o que isso significa: a repetição de tragédias. Quando ocorrerem, o governo já sabe a quem culpar: prefeitos e governos de estado que não teriam pedido o dinheiro… Leiam:
A história é antiga e se repete de ano em ano: desastres naturais provocados por fortes chuvas ou secas causam mortes em diversas cidades do país. Para atenuar essas catástrofes, o governo federal possui o programa Gestão de Risco e Resposta a Desastres, que prevê aplicações de R$ 3,5 bilhões em 2012. Contudo, apenas 26,4% dos recursos, o que corresponde a R$ 936,3 milhões, foram desembolsados até o último dia 23 de agosto. O valor inclui os restos a pagar, ou seja, compromissos assumidos em anos anteriores, mas não pagos no exercício.
Para Edmildo Moreno Sobral, especialista em planejamento e gestão em Defesa Civil, as ações preventivas não são prioridade para os gestores municipais, já que, para executá-las, deveriam ser elaborados projetos de engenharia, planos de trabalho e licitações. “A cultura arraigada entre os políticos é a de que é melhor esperar acontecer [o desastre] e decretar situação de emergência para dispensar licitação e receber maior volume de recursos”, afirma.
O programa engloba seis ministérios: Ciência e Tecnologia, Integração Nacional, Defesa, Meio Ambiente, Minas e Energia e Cidades. São 36 ações de apoio a sistemas de drenagem urbana, implantação de centros de monitoramento e alerta, contenção de cheias e mapeamento de risco. A Pasta das Cidades, no entanto, é a que coordena as grandes obras no setor com o orçamento previsto de R$ 1,2 milhão para este ano. Entretanto, apenas R$ 79,4 milhões foram desembolsados.
Ações importantes como a de “apoio a sistemas de drenagem urbana sustentável e de manejo de águas pluviais em municípios com população superior a 50 mil habitantes ou integrantes de regiões integradas de desenvolvimento econômico” e “apoio ao planejamento e execução de obras de contenção de encostas em áreas” desembolsaram menos de 10% do planejado. As duas iniciativas somam recursos de R$ 1,2 milhão para este ano.
Segundo assessoria do órgão, as obras demandam mais de 12 meses para serem executadas, existindo a necessidade de prever no seu orçamento recursos para execução futura. “Desta forma, toda a execução financeira realizada neste ano pela Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental foi viabilizada com recursos inscritos como restos a pagar de exercícios anteriores”.
O Ministério das Cidades esclareceu que todos os recursos da Lei Orçamentária Anual de 2012 serão empenhados até o fim do presente exercício, mas serão desembolsados apenas na medida em que as obras forem executadas, como determina a legislação.
Para Sobral, a repetição dos desastres é tragédias anunciadas e os cenários são sempre os mesmos, nas encostas e áreas inundáveis. “Como os municípios não apresentam projetos de obras preventivas ou minimizadoras dos desastres nessas localidades, a cada período chuvoso iremos ver mortos e desabrigados em municípios grandes e pequenos”, conclui.
(…)
Tags: desastres naturais, Governo Dilma
03/09/2012
às 15:41Deus Meu!
As Farc anunciam num vídeo que, de fato, estão negociando a paz com o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos. Um grupo de delinquentes canta um RAP tratando da negociação. Assistam. Na sequência, leiam texto publicado no jornal O Globo.
Em meio a negociações para alcançar um diálogo de paz na Colômbia, jornais locais revelaram um vídeo que teria sido publicado no site das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no qual a organização chama o presidente Juan Manuel Santos de burguês, “canta” sua ida para a mesa de negociações e critica os Estados Unidos e o Brasil. O vídeo começa como os demais do grupo, com uma declaração do chefe máximo do grupo, Timoleón Jimenez, conhecido como Timochenko. Mas depois guerrilheiros na selva cantam um rap sobre as conversas de paz em Havana, numa cena no mínimo inusitada. “Chegamos à mesa de negociação sem rancores nem arrogâncias”, declara Timochenko na abertura do vídeo.
Durante a música, os guerrilheiros mencionam as importantes baixas que as Farc sofreram nos últimos anos, assim como a extradição de vários insurgentes para os EUA. Os rebeldes também atacam o Brasil, que facilitou a logística para a libertação de civis e militares que o grupo mantinha como reféns. O governo brasileiro é criticado por vender aeronaves Super Tucano para Bogotá, usadas no combate ao grupo.
Apesar das declarações de Timochenko no início do vídeo, os guerrilheiros chamam Santos de burguês , arrogante e debocham dele, dizendo que o presidente precisou pedir ajuda a Fidel Castro para lidar com as Farc. “Eu vou para Havana, esta vez para conversar com o burguês que nos procurava, mas não pode nos derrotar”, cantam os guerrilheiros no chamado “Vídeo para a paz”.
Enquanto isso, o país se prepara para uma semana importante para o processo de paz, anunciado por Santos há uma semana. Nos próximos dias, as Farc devem fazer um pronunciamento sobre sua disposição em negociar com o governo colombiano. Segundo fontes, o primeiro encontro entre autoridades de Bogotá e os rebeldes aconteceria no próximo dia 5 de outubro, em Oslo.
03/09/2012
às 15:21Vejam vocês! O candidato do governador Eduardo Campos (PSB) à Prefeitura de Recife, Geraldo Júlio, já aparece à frente de Humberto Costa (PT), candidato de Luiz Inácio Apedeuta da Silva. Leiam o que informa Fábio Guibu, na Folha Online. Volto em seguida.
O candidato do PSB à Prefeitura de Recife, Geraldo Júlio, ultrapassou o petista Humberto Costa e, pela primeira vez, lidera a corrida eleitoral na capital pernambucana, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (03). De acordo com o levantamento, Júlio, candidato apoiado pelo governador de Pernambuco Eduardo Campos, passou de 16% para 33% das intenções de voto, entre a pesquisa divulgada no dia 16 de agosto e a desta segunda. No mesmo período, o candidato petista caiu de 32% para 25%. Em terceiro lugar aparece agora Daniel Coelho (PSDB), com 15%, cinco pontos percentuais acima do que indicava a pesquisa anterior.
O candidato do DEM, Mendonça Filho, que ocupou o segundo lugar nos três primeiros levantamentos, perdeu oito pontos percentuais e caiu para a quarta colocação. Ele tem agora 8% das intenções de voto, segundo o Ibope. Esteves Jacinto (PRTB), Edna Costa (PPL) e Roberto Numeriano (PCB) foram citados por 1% dos entrevistados cada um. Jair Pedro (PSTU) não pontuou. Votos em branco ou nulos somam 8%. Entre os entrevistados, 8% não souberam opinar ou não responderam.
A pesquisa Ibope foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de Pernambuco”. Foram ouvidas 805 pessoas entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco, sob o número 00094/2012.
Voltei
Escrevi um texto nesta manhã sobre o que chamei “greve da oposição” e comentei a disposição do governador Eduardo Campos (PSB) de ganhar musculatura. Pra quê? Lembrando o poeta, também pernambucano, Ascenso Ferreira, certamente NÃO SERÁ “pra nada”. Se não tentar voo solo em 2014, pode ousar em 2018. Os petistas já estão em franco trabalho de queimação de Campos, afirmando que ele vai se juntar ao PSDB.
“Está dizendo que se juntar aos tucanos é ‘queimação’, Reinaldo?” Na boca de petistas, obviamente, é. Nas franjas da campanha, os chefões petistas, a começar de Lula, tentam caracterizar Campos como um traidor. A operação parece meio desastrada. O governador ainda é relativamente desconhecido do grande eleitorado fora de Pernambuco. Em seu próprio estado, a ação está dando com os burros nas águas do Capibaribe. No establishment político, dá-se o contrário do pretendido: cresce a fama do chefão do PSB de político hábil, que está sabendo enfrentar a máquina petista.
Em Recife, como vocês podem notar, aconteceu com Geraldo Júlio, depois de duas semanas de campanha, o que os petistas esperavam que fosse acontecer com Fernando Haddad em São Paulo: a disparada do candidato. E bastou, para tanto, que um político relativamente desconhecido fosse identificado com Eduardo Campos.
Lula, com a arrogância costumeira, referiu-se ao governador em tom de ameaça: “Eu vou enfrentá-lo em Recife”. Como se vê, está enfrentando e perdendo. Se continuar a crescer nesse ritmo, não é impossível Júlio ser eleito no primeiro turno, embora seja difícil. A simples derrota já seria uma humilhação para os petistas.
O clima está ficando pesado entre os dois partidos. O PSB também tem o candidato favorito em Belo Horizonte. Márcio Lacerda lidera a corrida com 46% das intenções de voto, contra o petista Patrus Ananias, que tem 30%. Lacerda, do PSB, é também aliado de Aécio Neves, potencial candidato à sucessão de Dilma.
Numa entrevista publicada no Estadão de hoje, Rui Falcão, presidente do PT, já começa a tratar Campos como um adversário, sugerindo que ele está sendo desleal. O petismo começou a enfrentar concorrência no âmbito do próprio governismo, o que faz sentido, especialmente quando a oposição está em greve (ver texto desta manhã). Observe-se, finalmente, que Humberto Costa não é um qualquer do PT. É membro do núcleo duro do partido. Foi líder da legenda no Senado e ministro — desastrado! — da Saúde no primeiro mandato de Lula.
Tags: eleição em Recife, Eleições 2012, Geraldo Júlio, Humberto Costa
03/09/2012
às 14:41Na VEJA.com:
Os advogados de Paulo Maluf sofreram uma derrota na Justiça de Jersey e a Corte Real da ilha rejeitou mais uma tentativa de adiar o julgamento em relação ao destino do dinheiro que está congelado em contas no paraíso fiscal. Para a Corte, a iniciativa dos advogados de Maluf de apresentar um recurso era “tático” e concorda com a versão dos advogados da prefeitura de São Paulo de que os argumentos para pedir o adiamento seriam “cínicos”.
Há cerca de um mês, a Corte concluiu as audiências em torno do caso aberto pela prefeitura de São Paulo para reaver o dinheiro que Maluf teria desviado das obras da Avenida Águas Espraiadas e que estariam no paraíso fiscal. O julgamento permitiu que, pela primeira vez em uma década, documentos fossem liberados mostrando que a família de Maluf administrou contas no exterior, algo que o ex-prefeito sempre negou.
Os advogados de defesa admitiram que Maluf era beneficiário dessas contas, enquanto seu filho Flávio era diretor de uma das empresas para onde o dinheiro era enviado. Uma decisão deve ser tomada nos próximos meses. Mas, enquanto isso, a Corte tem sido obrigada a se pronunciar sobre tentativas dos advogados de Maluf de impedir que uma decisão seja anunciada.
Em uma decisão tomada em 22 de agosto e divulgada agora, a Corte revela como os advogados do ex-prefeito tentaram, já em 4 de julho, incluir novos elementos ao processo e, assim, pedir que a audiência fosse adiada. Uma primeira decisão rejeitou o pedido. Mas os advogados de Maluf voltaram a insistir com a tese e apelar da decisão. Uma vez mais a corte a rejeitou, no dia 28 de agosto. Os advogados de Maluf insistiam em mudar algumas de suas respostas que haviam dado no processo, dois anos depois que elas foram entregues ao juiz, o que atrasaria o andamento do caso.
Entre os motivos da rejeição, a Corte estima que as explicações que os advogados de Maluf gostariam de incluir poderiam ter sido apresentadas “durante as audiências”. O que os advogados de Maluf queriam incluir, segundo os documentos da Corte, seriam “declarações legais de advogado”P.G. de M. Lopes”. O jurista, ainda segundo a Corte, seria um sócio do escritório Leite Tosto e Barros Advogados, justamente quem fala em nome de Maluf no Brasil.
Há um mês, esse mesmo escritório rejeitou a informação de que os advogados que estavam presentes em Jersey representavam Maluf. No mais recente documento, a corte relembra que, já em 2009, o mesmo Lopes tentou “sem sucesso desafiar a jurisdição da corte”. Isso provaria que ele já conhecia o dossiê desde então.
Outra tentativa da defesa de Maluf foi a de provar que a prefeitura de São Paulo não poderia ser parte do processo. Isso porque, se alguém teve algum prejuízo com o desvio de dinheiro, essa seria a Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), e não a Prefeitura. A Corte relembrou em sua decisão desta semana que essa não foi a posição dos advogados de Maluf, nem em respostas dadas em novembro de 2010 e nem em março de 2011. “O objetivo e efeito de emendar (a resposta) seria permitir que a defesa alegasse que a única pessoa que poderia dizer que sofreu alguma perda é a Emurb e que a Prefeitura não tem lugar nessa ação”, indicou os juízes, na decisão.
“Diante da falta de explicação para essa tentativa de último minuto de mudar sua posição original em relação à Emurb, não é difícil de ver porque os advogados da acusação convidam à Corte a concluir que o pedido não é mais que uma tentativa cínica de impedir o julgamento”, indicaram os juízes, que sustentaram a tese de que a iniciativa foi tomada por “motivos táticos. “Por todos esses motivos, os pedidos (de inclusão de novas informações) foram recusadas”, concluiu o documento.
Nas próximas semanas, a Corte deve se pronunciar sobre o dinheiro de Maluf na ilha e se os recursos devem ou não voltar aos cofres públicos em São Paulo.
Tags: Eleição em SP, Eleições 2012, Paulo Maluf
03/09/2012
às 14:38Na VEJA.com:
O candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, José Serra, gastou os primeiros minutos da propaganda eleitoral na TV nesta segunda-feira para dizer que, se eleito, vai cumprir os quatro anos de mandato e que só deixou o cargo de prefeito em 2006 para evitar que o governo do estado caísse “nas mãos do PT”.
Esta foi a primeira vez que Serra usa o programa na TV para prometer que não renunciará para disputar outro cargo. Em março de 2006, ele deixou a prefeitura com um ano e três meses de mandato para se candidatar ao governo paulista. A renúncia de Serra com menos de meio mandato tem sido explorada pelos adversários nesta eleição, em especial pela campanha de Fernando Haddad (PT).
Serra começou o programa dizendo que tem sido questionado por eleitores na rua se cumprirá todo o mandato e que queria “esclarecer essa questão”. “Sim, vou ficar o mandato inteiro. Vou dar o melhor de mim e fazer muito por São Paulo”, afirmou.
O tucano disse ainda que só deixou a cadeira de prefeito por causa do PT. “Em 2006, o estado estava ameaçado de cair nas mãos do PT, jogando fora a recuperação que fizemos desde o governo Franco Montoro”, disse. ”Por isso fui para a disputa de governador. Você me entendeu, me apoiou e me elegeu no primeiro turno”, completou Serra.
Antes, o tucano afirmou que, quando assumiu a prefeitura após a gestão da petista Marta Suplicy (2001-2004), a cidade estava falida e que, como governador, pôde fazer mais pelos paulistanos. “Eu me orgulho de ter sido o governador que mais investiu na cidade.”
Segundo ele, hoje “a situação é bem diferente”. “O momento é outro na minha vida e na vida da cidade. O governador Geraldo Alckmin tem mais dois anos de mandato e ainda pode se reeleger. Quero ser prefeito para ficar quatro anos no mandato”, afirmou.
Tags: Eleições 2012, Prefeitura de SP, Serra
03/09/2012
às 14:30Na VEJA.com:
Depois do resultado fraco do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre, o mercado diminuiu ainda mais a projeção para o crescimento econômico este ano, passando-a de 1,73% para 1,64% no relatório Focus desta semana, produzido pelo Banco Central (BC) e divulgado nesta segunda-feira. Esta é a quinta semana seguida que os economistas ouvidos pela BC rebaixam essa projeção.
Para 2013, porém, a expectativa continua em 4%. Na sexta-feira, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) informou que o PIB brasileiro cresceu 0,4% no segundo trimestre, resultado pouco melhor do que o apresentado nos primeiros três meses – de 0,1%, em dados revisados, mas ainda pouco para sustentar um crescimento acima de 2% este ano.
A indústria foi a principal responsável pelo PIB baixo no segundo trimestre. Segundo economistas ouvidos para o Focus, a produção industrial brasileira deve continuar a preocupar: eles pioraram suas projeções para o indicador neste ano, passando-o de retração de 1,55% esperado na semana passada para -1,78% no relatório desta semana.
Preços e juros
Os economistas ouvidos pelo BC para o documento desta semana também elevaram novamente a previsão para a inflação este ano, passando de 5,19% na semana anterior para 5,20% agora – esta é a oitava semana consecutiva que a projeção para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) sobe. Há um mês, a previsão para a inflação era de 5%. Para 2013, os analistas projetam IPCA em 5,51% ante 5,50% da semana passada.
O mercado acredita ainda que há espaço para mais um corte de juros básicos. Os analistas esperam que a Selic feche o ano em 7,25% – 0,25 ponto percentual menor do que a atual taxa de 7,5% ao ano. Na quarta-feira passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) cortou em 0,5 ponto percentual a taxa – a nona vez que o Comitê rebaixa a Selic.
Tags: crescimento, economia
03/09/2012
às 6:10— A oposição está em greve no Brasil há sete anos! Ela, sim, tem potencial para levar o país à breca!;
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