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Arquivo de 19 de Maio de 2012

19/05/2012

às 18:01

300 mil cristãos, no mínimo, fazem “Marcha para Jesus”, no Rio, sob a liderança de Silas Malafaia

Marcha para Jesus reuniu milhares de fiéis no Centro do Rio (Foto: Alexandre Durão/ G1)

Marcha para Jesus reuniu milhares de fiéis no Centro do Rio (Foto: Alexandre Durão/ G1)

Por Bernardo Tabak, no Portal G1:
A Marcha para Jesus do Rio de Janeiro começou às 14h40 deste sábado, com sete trios elétricos e milhares de fiéis percorrendo ruas e avenidas do Centro da cidade. O percurso começou na Central do Brasil e se estende até a Cinelândia. Neste ano, de acordo com o pastor Silas Malafaia, a marcha ressalta os temas: as liberdades de expressão e religiosa, a vida e a família tradicional.

Os fiéis e os trios, onde se apresentam diversos cantores e grupos evangélicos, percorrem as avenidas Presidente Vargas e Rio Branco, além da Praça Mahatma Gandhi, na Cinelândia. No início da festa gospel houve chuva de papel picado e explosão de fogos de artifício.

“O bacana desta marcha é ser uma festa do povo evangélico de tudo que é igreja. Não tem gente só da minha igreja, mas de várias, e todos os fiéis estão com muita vibração”, ressaltou Malafaia, que participa há 17 anos da Marcha para Jesus.

Este ano, de acordo com organizadores, mais de 300 ônibus trouxeram evangélicos de vários bairros do Rio, da Baixada Fluminense e das regiões dos Lagos e Serrana.

Discurso e orações
Ao longo do trajeto, um grito cantado por milhares de fiéis ecoou no Centro do Rio: “Governador, autoridades, é Jesus Cristo quem comanda essa cidade”. Durante o percurso, membros de igrejas evangélicas fizeram discursos contra a corrupção, adultério, pedofilia e prostituição.

Na chegada à Cinelândia, o pastor Silas Malafaia criticou o Projeto de Lei 122, que criminaliza atos discriminatórios contra homossexuais. Apesar de ser contrário ao projeto que tramita no Congresso Nacional, o pastor enfatizou que “não tem nada contra a prática do homossexualismo” e que “cada um segue o que quer ser”.

“A marcha está fazendo um protesto contra a PL 122, a dita lei da homofobia, mas que, para nós é uma lei do privilégio. É uma lei para botar mordaça na sociedade para ninguém expressar opinião contra os homossexuais. Esse projeto de lei fere a constituição afirmando que, se um homossexual se sentir constrangido, filosoficamente ou ideologicamente, pode levar a pessoa que o constrangeu a pegar cinco anos de cadeia”, falou Malafaia.

Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 17:55

250 maconheiros dão início a marcha na avenida Paulista

Leiam texto no Estadão Online. O título é meu, claro!

Por Gheisa Lessa:
Integrantes da Marcha da Maconha saem em passeata, por volta das 15h30 deste sábado, 19, ocupando apenas a calçada da Avenida Paulista, no sentido Consolação, segundo informações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os manifestantes ocuparam vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), a partir das 13h deste sábado, de acordo com a Polícia Militar. Os agentes ainda não têm um número exato de pessoas no local. A Marcha protesta pela legalização da maconha no País.

Cerca de 250 pessoas iniciaram a concentração no Masp, na Avenida Paulista, por volta das 13h e às 14h30 os organizadores do evento começaram a se revezar em discursos sobre o consumo, as consequências, os males e as vantagens da droga. Todos os membros da manifestação aguardavam sentados o momento da passeata. Segundo a Polícia Militar, o grupo sai em passeata pela Avenida Paulista em direção à Praça da República.

O porta-voz da PM, Genivaldo Antônio, destaca que a Polícia Militar decidiu, em reunião com os organizadores do evento, que o consumo da droga deve ser evitado durante a Marcha. As ordens da polícia é de intervir caso algum manifestante for flagrando fazendo uso da droga. Os organizadores do evento esperam que cerca de 5 mil pessoas compareçam na Avenida Paulista para o protesto.

Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 17:39

Record: R$ 100 milhões de prejuízo em 2012; Macedo sob pressão na emissora e na igreja, que perde fiéis e espaço para concorrente

Leiam uma nota de Lauro Jardim, na VEJA desta semana. Voltei.

“O bispo Macedo foi informado recentemente de que o prejuízo estimado para a Record será de cerca de 100 milhões de reais em 2012. A previsão é da própria diretoria da emissora. No ano passado, o vermelho foi de R$ 60 milhões de reais, depois de sete anos no azul”

Voltei
E os números são esses mesmo com a Igreja Universal do Reino de Deus sendo um dos principais “clientes” da emissora, “comprando” horários noturnos por um preço que ninguém mais pagaria, muito acima do que cobram as demais emissoras pelo mesmo horário — incluindo a Globo, líder de audiência. Não é preciso ter má vontade para entender que isso pode caracterizar uma forma de subsídio da emissora pela igreja, o que é ilegal, já que os recursos de entidades religiosas são isentos de impostos.

A Record tem investido há muito tempo num núcleo de dramaturgia. O que parecia ser uma tática esperta — imitar a Globo — tem-se mostrado contraproducente: é caro e nunca consegue chegar lá. Atende mais à vaidade e a uma obsessão do que a um plano de negócios. A Record não percebeu, por exemplo, os caminhos sutis pelos quais se operaram mudanças na emissora líder. Querem um exemplo?

A Globo tem hoje duas novelas no ar — a das 19h e a das 21h — que trazem a classe C para a ribalta. Fez isso sem apelar para o popularesco. O que há de eventualmente estereotipado evita, no entanto, o grotesco. Os dramas humanos, no fim das contas, são sempre os mesmos. É preciso ver com que roupagem e com que linguagem chegam ao público. O chato de perseguir obsessivamente quem está na frente é não saber nunca que rumo o outro pode tomar.

A Record também investiu numa área semelhante ao jornalismo. O item nº 1 da imprensa é credibilidade, o que, por várias razões, a emissora não conseguiu, levando ao ar, muitas vezes, coisas parecidas com reportagens, que poderiam ser veiculadas em qualquer um desses blogs de aluguel que andam por aí, onde o ódio substitui o compromisso com os fatos. Muito dinheiro gasto para pouco retorno. A criação do canal exclusivo de notícias, a Record News, foi um dos maiores fiascos da história da televisão no Brasil.

Na seara propriamente religiosa, a Igreja Universal do Reino de Deus, de Macedo, enfrenta o crescimento espantoso da Igreja Mundial do Poder, liderada por Valdemiro Santiago, que saiu das hostes macedianas para ter o seu próprio empreendimento. Enquanto a Universal, vamos dizer assim, “aburguesou-se” um tanto e descobriu as atrações da vida mundana na Record — com suas quase-peladas e seus quase-pelados do reality show “A Fazenda” —, Santiago decidiu recuperar a linguagem primitiva da Universal, falando “aos simples”. No meio evangélico, há um consenso: Valdemiro cresce na seara de Macedo, daí a existência de uma verdadeira guerra entre ambos — e é o dono da Universal e da Record que está na defensiva.

Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 16:48

CAMPANHA PATRIÓTICA: “Conta tudo, Cavendish”. Ou: Os recados que o empresário mandou a políticos e a outras empreiteiras

Temos de dar início a uma campanha de natureza patriótica. Ela pode ser assim sintetizada: “Conta tudo, Cavendish!”.

Estou me referindo, claro!, a Fernando Cavendish, o dono da construtora Delta. O que parecia ser, inicialmente, um caso grave de associação de um político — Demóstenes Torres — com um contraventor — Carlinhos Cachoeira — está se revelando uma das mais fabulosas arquiteturas jamais descobertas de:
a) financiamento ilegal de campanha:
b) superfaturamento de obra;
c) compra — pura e simples — de parlamentares;
d) pagamento de propina.

A teia é extensa, intricada e cobre praticamente todo o território nacional, nas três esferas de administração: municipal, estadual e federal — nesta, em particular, há contratos de R$ 4 bilhões. Depois que José Dirceu — apontado pela Procuradoria Geral da República como o “chefe da quadrilha do mensalão” — prestou consultoria à Delta, a empresa teve um crescimento espetacular. Em parceria com Cachoeira (ainda não se conhecem detalhes dessa associação), tem-se uma certeza: o esquema é ecumênico, suprapartidário.

Lula e a ala mensaleira (ou a seu serviço) do PT imaginaram, inicialmente, que uma “CPI do Cachoeira” — E ELA É NECESSÁRIA, SIM, SE TRABALHAR DIREITO — reunia elementos para destruir a oposição, macular figuras do Supremo, pôr sob suspeita a Procuradoria Geral da República e intimidar a imprensa. Jornalistas que faziam o seu trabalho de apuração dos fatos ou tiveram conversas grampeadas ou seus nomes citados pelo contraventor e auxiliares. Foi o bastante para criar o mito, a farsa, a escandalosa falácia, de que o jornalismo estaria envolvido com o crime.

A VERDADE E OS RECADOS
Não! O jornalismo, felizmente, estava e está limpo nessa história! Mas o establishment político se mostra gravemente comprometido com o esquema Delta-Cachoeira. E está ocorrendo o óbvio: manobras, das mais escancaradas às mais sutis, estão em curso para limitar o poder explosivo que, descobriu-se, tem a CPI.

Cavendish não é do tipo dado a rompantes, mas mandou seus recados por intermédio de interlocutores. Reportagem de VEJA desta semana, de Otávio Cabral e Daniel Pereira, trata do assunto. Leiam um trecho. Volto em seguida.

(…)
Nos bastidores, Cavendish tem falado. E muito. Ele usou interlocutores de sua confiança para divulgar suas mensagens. Uma delas foi endereçada aos políticos. Seus soldados espalharam a versão de que a empreiteira destinou cerca de 100 milhões de reais nos últimos anos para o financiamento de campanhas eleitorais — e que o dinheiro, obviamente, percorreu o bom e velho escaninho dos “recursos não contabilizados”. Uma informação preciosa dessas deveria excitar o ânimo investigativo da CPI do Cachoeira. Os mensageiros de Cavendish também procuraram solidariedade na iniciativa privada. A arma foi ressaltar que o caixa dois da Delta, que serviu para financiar campanhas, segue um modelo idêntico ao de outras empreiteiras, inclusive usando os mesmos parceiros para forjar serviços e notas fiscais frias. A mensagem é: se atingida de morte, a Delta reagiria alvejando gente graúda. Como o navio nazista Bismarck, a Delta afundaria atirando. Faria, assim, um bem enorme ao interesse coletivo, mas seria mortal aos interesses privados. Os mensageiros de Cavendish têm espalhado que a mesma empresa fornecedora de notas frias da qual sua construtora se servia abastecia outras duas grandes empreiteiras.
(…)
Lula patrocinou a criação da CPI do Cachoeira ao considerá-la uma oportunidade de desqualificar instituições que descobriram, divulgaram e investigaram o esquema do mensalão, como a imprensa, o Ministério Público, o Judiciário e a oposição. Logo após a abertura da CPI, Fernando Cavendish passou a negociar a empresa com o grupo J&F, cujos donos eram parceiros preferenciais do governo Lula. A venda foi orquestrada pelo ex-presidente. O papel de Henrique Meirelles, presidente do Banco Central nos oito anos de mandato do petista e atual CEO do J&F, na manobra ainda não está claro. Meirelles não comenta, mas sabe-se que ele, desde os tempos de BC, não assina nada que não tenha a chancela de seus advogados particulares.

O J&F tem 35% de suas ações nas mãos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Mais que isso. Tomou emprestados mais de 6 bilhões de reais no banco. É, portanto, uma empresa semiestatal. Por meio de assessores, a presidente Dilma Rousseff deixou claro que seu governo não apoia a encampação da Delta pelo grupo J&F. A contrariedade de Dilma foi explicitada pela decisão das estatais de tirar a Delta de obras do Dnit e da Petrobras. Dilma determinou à Controladoria-Geral da União (CGU) que declare a empreiteira inidônea e, portanto, proibida de fechar contratos com a União. “O governo fará tudo o que estiver a seu alcance para esse negócio não sair”, diz um auxiliar da presidente.
(…)
Leia a íntegra na revista e veja quadro com os negócios da Delta Brasil afora.

Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 5:57

LEIAM ABAIXO

Lewandowski, o “mensalão ainda este ano” e o que está em jogo: a reputação do próprio Supremo;
Não tenho mais dúvida: no caso da apreensão de jornais do PR no Rio, o que se tem é um caso escancarado de censura aplicada pela Justiça Eleitoral. Decisão é inconstitucional;
Zé Dirceu, acreditem!, já se apresenta como o sucessor de Lula; por isso precisa desesperadamente ser absolvido no Supremo. Isso explica a tramoia contra a imprensa, o Judiciário e a Procuradoria-Geral da República;
Membros da CPI querem Vaccarezza fora da comissão;
Câmara ensaia absolvição de deputados;
Um patético Momento – “Também sou candidato do Lula e da Dilma”, diz Chalita;
Pimentel omitiu carona em voo para Roma; documentos não condizem com a sua versão;
Militares articulam comissão paralela;
Reação econômica será mais lenta que o previsto, diz BC;
Declaração preocupante de Lewandowski: “Julgamento do mensalão ocorrerá neste ano”. Neste ano???;
Justiça quebra sigilo bancário e fiscal de ex-presidente do TJ-SP;
Staff de Dilma tentou convencer manifestantes da Unifesp a não usarem nariz de palhaço;
Lula vai fazer campanha eleitoral antecipada em favor de Haddad no “Programa do Ratinho”. É o caso de acionar a Justiça Eleitoral, não?;
Justiça Eleitoral manda recolher jornais do PR-RJ, ligado a Garotinho, com fotos de Cabral em Paris. Decisão de jeito de censura, cara de censura, corpo de censura, membros de censura…;
Torpedo de Vaccarezza para Cabral está sendo comparado à “Dança da Pizza” de deputada petista, em 2006;
A divulgação do salário dos servidores e o debate errado;
Agência Brasil corrige texto pela segunda vez, mas faltou a admissão explícita do erro;
O Metrô de SP – o discurso vergonhoso de Marta, que compara acidente no Metrô em SP a atentados terroristas de Madri e Londres. Que ninguém tome suas palavras como sugestão, não é mesmo?;
Vaccarezza tenta negar o óbvio: proteção a Cabral;
“Tantos mistérios pra desvendar/ nas manhãs que abrem teu coração”;
Da série “Diálogos Pertinentes”. Ou: Amor é fogo que arde sem se ver…;
“VOCÊ É NOSSO. NÓS SOMOS TEU. E O BRASIL É DA GENTE!” OU: PRENDAM OS MORDOMOS DE SEMPRE!;
Vaccarezza para Cabral: “A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso, e nós somos teu”;
Agência Brasil reconhece que errou em notícia que cita a VEJA e, ao tentar corrigir o texto, erra de novo. Aguarda-se nova correção;
Em gravações, Cachoeira acerta com um auxiliar e com um diretor da Delta negócios que ficariam no nome da construtora;
Grupo de Cachoeira pediu ajuda a Protógenes, apontam gravações;
“PT quer tirar casquinha” de acidente no metrô, diz Alckmin

Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 5:43

Lewandowski, o “mensalão ainda este ano” e o que está em jogo: a reputação do próprio Supremo

O ministro Ricardo Lewandowski, do STF, revisor do processo do mensalão — sem que ele entregue o seu trabalho, não pode haver o julgamento —, deu ontem uma péssima declaração. Segundo ele, o processo será julgado “ainda neste ano”. O que quer dizer “este ano”? Novembro, por exemplo? Todos sabem, e Luiz Inácio Lula da Silva não escondeu isso de ninguém, que o PT “exige” que o julgamento se dê depois das eleições de outubro — na verdade, gente graúda do PT tem assegurado em conversas privadas que vai ficar mesmo para 2013. Estaria “tudo certo”!

Houve um primeiro momento de indignação de parcelas consideráveis da opinião pública, que não entendem a demora do ministro. Afinal, ele não está com um processo novo nas mãos. A poeira assentou um pouco, e Lewandowski se saiu com a estranha conversa de ontem.

Entranha por quê? Vocês sabem que Tio Rei não deixa vocês na mão, né? No dia 20 de março (há exatos dois meses), expliquei aqui tudo direitinho, num texto intitulado Mensalão — José Dirceu, acusado de “formação de quadrilha”, está de olho no ritmo de trabalho de Lewandowski. E nós também!. Transcrevo um trecho em azul. Volto depois:

Por que é preciso que esse processo seja julgado no primeiro semestre? Cezar Peluso, que preside o tribunal até 18 de abril — no dia 19, assume o ministro Ayres Britto, que ficará pouco tempo no cargo (já chego lá) —, faz 70 anos no dia 3 de setembro e, por lei, tem de deixar a Corte. A escolha da ministra Rosa Weber — que levou quatro longos meses — já deixou claro não se tratar de um procedimento muito simples. É consenso que um processo com essa importância terá de contar com os 11 membros do tribunal. Assim, caso o mensalão não seja julgado até agosto, terá de ser adiado ainda mais. Duvido que se tenha o tribunal completo até as eleições de outubro. E pronto! O desejo nada secreto do PT estará se cumprindo.
Mas não é só: caso fique tudo para depois das eleições, aí será  a vez de o próprio Ayres Britto, que faz 70 anos no dia 18 de novembro, se aposentar. De novo, então, voltará a questão: “Temos de ter o tribunal completo… Por que não se deixa tudo para 2013?” E assim vamos seguindo para as calendas…
Estima-se que o julgamento não dure menos de um mês. São 38 réus. O advogado de cada um deles tem uma hora para fazer a defesa de seu cliente — ou seja, 38 horas apenas de sustentação oral da defesa. Não se sabe se o recesso de julho terá de ser ou não suspenso — porque Lewandowski, até agora, não dá pistas do que tem em mente. Dá-se de barato que só as sessões plenárias das quartas e quintas serão insuficientes para dar conta do recado até, reitero, o fim de agosto, quando Peluso deixa o tribunal.

Voltei
Entenderam o busílis? Se o julgamento não se der até setembro, Peluso tem de sair, e começa a novela para a indicação do substituto. Em novembro, é a vez de Britto. Mas não é só isso. Eu não sei qual é o voto de Peluso, mas boa parte dos petistas diz saber: eles o consideram um voto certo pela condenação da maioria dos acusados. Logo, preferem esperar que deixe o Supremo. Quando Lewandowski afirma que o julgamento se dará ainda neste ano, pode estar pensando em, sei lá, novembro, com Peluso já substituído e Britto eventualmente fora do tribunal. Embora, em muitos aspectos, ele seja o ministro mais à esquerda do plantel, os petistas  não “confiam” muito no seu voto também…

Conclamemos, com o devido respeito, o ministro Lewandwski a concluir a sua revisão e a realizar logo o julgamento do mensalão. A procrastinação fica parecendo combinação de resultado, ainda que não seja. Os mensaleiros já tentaram jogar lama no Supremo o que chega. É hora de pensar também na reputação do tribunal, uma instituição que tem de ficar a salvo de chicanas. As instituições contam com Vossa Excelência, ministro Lewandowski!

Ai de um país que restar com um bando impune e uma Suprema Corte desmoralizada!

 

 

Texto publicado originalmente às 4h28 deste sábado
Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 5:33

Não tenho mais dúvida: no caso da apreensão de jornais do PR no Rio, o que se tem é um caso escancarado de censura aplicada pela Justiça Eleitoral. Decisão é inconstitucional

Escrevi um post às 21h58 desta sexta sobre a apreensão, determinada pela Justiça Eleitoral do Rio, de um jornal do PR do estado, sob o comando do deputado Anthony Garotinho. O material traz as fotos da intrépida trupe cabralina em suas folias parisienses, procura ligar o governador ao escândalo da Delta e tenta envolver, de quebra, o prefeito Eduardo Paes. Afirmei que não conhecia o material, mas que sentia no ar o fedor da censura. Muito bem. Leitores me enviam a reprodução digital do jornal. Se eu tinha alguma dúvida sobre ser ou não censura, ela se dissipou totalmente: É CENSURA!!! E é também lamentável. Parece que juízes eleitorais não se inteiraram da decisão do Supremo a respeito.

Sim, o material segue o estilo Garotinho: linguagem agressiva, acusações contundentes, contrastes com certo apelo populista… E daí? Foi feito para o seus partidários. Se Cabral e Paes não gostaram, e duvido que tenham gostado, têm as Justiças criminal e cível à sua disposição. O QUE NÃO É POSSÍVEL É A JUSTIÇA ELEITORAL MANDAR RECOLHER O JORNAL SOB O PRETEXTO DE QUE É CAMPANHA ANTECIPADA. Suponho que Garotinho, ora vejam!, está se articulando para tentar impedir que Paes de reeleja neste ano e para impedir que Cabral faça o sucessor em 2014. Assim fazem as oposições, não? É do jogo!

Se o padrão no Rio ou em qualquer lugar for o empregado pela juíza, quem está no governo ficará lá pelos próximos 200 anos. Afinal, como a campanha não começou, o governador pode, por exemplo, levar o prefeito para inaugurações. Campanha eleitoral antecipada, meritíssima??? Além de aplicar uma censura que considero inconstitucional, a juíza Ana Paula Pontes Cardoso, da 192ª zona eleitoral, está impedindo a oposição de fazer oposição. E isso é um péssimo precedente.

A Justiça Eleitoral no Brasil não pode ser uma espécie de AI-5 dos direitos fundamentais. Até porque, reitero, ela tem se mostrado impotente para impedir que o governante de turno use o mandato para cuidar da própria reeleição ou da eleição de um aliado. Se há crimes no jornal de Garotinho, que sejam punidos. A Justiça Eleitoral decidir ter a tutela da liberdade de expressão, com recolhimento de jornal, aí não! Até porque o material não toca em eleição. “Ah, mas estão pensando nisso!” Não me digam! Só faltava a oposição estar apostando na vitória da situação…

Texto publicado originalmente às 2h30 deste sábado
Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 5:31

Zé Dirceu, acreditem!, já se apresenta como o sucessor de Lula; por isso precisa desesperadamente ser absolvido no Supremo. Isso explica a tramoia contra a imprensa, o Judiciário e a Procuradoria-Geral da República

Mandam-me aqui um link de um desses delírios que andam por aí. Não é de todo imprestável. Trata-se de um site que funciona como porta-voz do José Dirceu — uma coisa, assim, de parceria mesmo, semelhante à relação entre Carlinhos Cachoeira e a Delta…

O texto trata José Dirceu como o homem mais importante do PT depois de Lula!!! Como não sai nada ali que não conte com a aprovação do Zé, isso é que ele pensa de si mesmo e o que anda espalhando na praça.

Viram só? Acreditem em mim! No dia 11 deste mês, publiquei aqui um post intitulado “José Dirceu, acreditem!, prevê massas nas ruas se for condenado pelo STF!!! Ou: na raiz da pantomima do Zé está a briga pelo espólio do PT. A lenta sucessão no partido já começou“. Nesse texto, eu indagava por que Lula e Dirceu estavam tão desesperados para centrar fogo na imprensa e melar o processo do mensalão. E respondi (volto depois):
“Lula e Dirceu se uniram nessa batalha por motivos diferentes. O primeiro não quer que seu governo fique com a marca de ter protagonizado o maior escândalo da história republicana. Se for superado, será pelo próprio petismo – algo me diz que, bem investigada, as relações do governo federal com a Delta pode disputar o primeiro lugar. Lula já reescreveu o passado, fez com o presente o que bem quis – porque boa parte da crítica política houve por bem suspender o juízo – e agora pretende aprisionar o futuro. Tem alma de ditador, mas contida por uma institucionalidade que nunca foi de seu agrado. De todo modo, está de olho na história.
Dirceu não! Dirceu está mesmo é de olho num, como direi, futuro mais próximo, que já começa a ser presente.  Lula, é fato, perdeu muito de seu vigor. Ainda que venha a recobrar  a saúde possível, já não é mais aquela força da natureza. Poucos se deram conta de que o PT começa a ensaiar os primeiros passos da sucessão – não sucessão formal, claro! Esta é irrelevante. O partido começa a dar os primeiros passos em busca da nova força unificadora. A máquina é gigantesca, e esse é um processo muito lento.”

Voltei
Viram só? O Zé já se apresenta como o sucessor de Lula. Afinal, o que acontece com o “mais importante” depois do primeiro quando esse primeiro começa a sair de cena?

O Zé sabe que, para que isso seja possível (não que seja fácil; há setores do próprio petismo que o abominam), ele não pode contar com o peso de uma condenação nas costas. A primeira condição é não ser um condenado. Daí a campanha de difamação contra a imprensa, o STF e a Procuradoria-Geral da República.

Tudo está mais claro que nunca! E, vocês sabem, descobri primeiro, certo?

Texto publicado originalmente às 20h20 desta sexta
Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 5:14

Membros da CPI querem Vaccarezza fora da comissão

Por Eugênia Lopes e Denise Madueño, no Estadão:
Surpreendidos com o flagrante da troca de mensagens via celular entre Cândido Vaccarezza (PT-SP) e o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), integrantes da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira defenderam ontem o afastamento do deputado petista, ex-líder do governo, do colegiado.

O comportamento de Vaccarezza, de tentar blindar Cabral na CPI, irritou os aliados, em especial os petistas que, em conversas reservadas, consideraram “insustentável” a permanência do ex-líder do governo como um dos integrantes da comissão. O envio da mensagem, em que o parlamentar avisa ao governador que a relação entre o PT e o PMDB pode azedar na CPI, mas insinua que ele será protegido, foi flagrado por um cinegrafista da emissora SBT anteontem.

A CPI decidiu não convocar para depoimento nenhum dos governadores que supostamente teriam ligações com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ao poupar governadores, instalou-se uma suspeita de clima de “pizza” na CPI.

O PT não vai, no entanto, pedir a cabeça de Vaccarezza em praça pública. Apesar de irritadas, lideranças do partido adotaram uma postura de defesa de Vaccarezza. Esperam que o próprio deputado decida deixar a CPI. “Espero que no bom senso dele ele avalie o que é melhor”, resumiu o líder do PT no Senado, Walter Pinheiro (BA).

Publicamente, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), também defendeu Vaccarezza, tentando minimizar a troca de mensagens entre o deputado e o governador peemedebista. “A mensagem é a opinião que ele (Vaccarezza) pode ter. Não é motivo (de substituição na CPI), porque a opinião dele não tem efeito prático nenhum. O Cabral não está sendo objeto de convocação. É mais uma prestação de serviço de forma desnecessária”, disse o líder petista. “Não vejo razão para ele sair”, emendou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP), que tem feito dobradinha com Vaccarezza na CPI.

Mas enquanto o PT evita apregoar o desejo de ver Vaccarezza fora da CPI, o mesmo não ocorre com outros integrantes da Comissão. “A CPI não é o Vaccarezza”, observou o deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). “Mas há a violação do princípio da impessoalidade. Acho que ele pode se declarar impedido de participar da CPI”, defendeu.

Assim como o PT, o PMDB tentou minimizar o flagra da troca de mensagens entre Vaccarezza e Cabral. “Não tem nada contra o Cabral: não tem uma gravação em que ele aparece, não tem um malfeito dele. O Cabral não passa nem de raspão pela CPI”, disse o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN).

Os governistas calcam a defesa em torno de Cabral na falta de qualquer prova ou ligação direta entre o peemedebista e Cachoeira.

O próprio Vaccarezza rebate as acusações de que estaria blindando Cabral com o argumento de que não há nada contra o governador. E aproveita para atacar o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), que, segundo investigações da Polícia Federal, teria ligações com o esquema de Cachoeira. “Não estou blindando o Cabral porque ele não faz parte dos investigados.”
(…)

Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 4:55

Câmara ensaia absolvição de deputados

Por Erich Decat, na Folha:
Os relatores responsáveis por avaliar a relação dos deputados Rubens Otoni (PT-GO), Sandes Júnior (PP-GO) e Carlos Alberto Leréia (PSDB-GO) com Carlinhos Cachoeira sinalizam para o arquivamento das investigações, o que eliminaria a abertura de um processo de cassação.

Evandro Milhomen (PC do B-AP), Maurício Quintella (PR-AL) e Jerônimo Georgen (PP-RS) integram o grupo que vai avaliar os deputados. Eles deverão entregar um parecer conjunto até o final do mês. Responsável pelo caso de Sandes Júnior, Quintella disse ter questionado os delegados das operações Vegas e Monte Carlo sobre a participação de Sandes Júnior. “O da Vegas me disse que ele recebeu apenas um telefone Nextel e que não havia indícios de crime. O da Monte Carlo disse que no caso dele nem Nextel tinha.” Citado em diálogo com Cachoeira, Sandes Júnior é alvo de inquérito aberto no STF.

Relator do caso de Otoni, Milhomen diz que não encontrou indícios contra o colega: “Eles não apresentaram nem a gravação”, disse, sobre vídeo em que Otoni aparece discutindo com Cachoeira pagamento de R$ 100 mil. Georgen diz que aguarda acesso aos documentos de Leréia.

Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 4:50

Um patético momento — “Também sou candidato do Lula e da Dilma”, diz Chalita

Por Débora Álvares, no Estadão:
No dia em que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceram pela primeira vez juntos em São Paulo em um evento público ao lado do pré-candidato do PT à Prefeitura, Fernando Haddad, o peemedebista Gabriel Chalita procurou vincular também sua pré-candidatura aos apoiadores do concorrente.

Chalita tem a expectativa de se tornar uma espécie de “plano B” do Planalto e de Lula na eleição paulistana caso a candidatura de Haddad não decole.

Carinho. “O presidente Lula tem me tratado com muito carinho e disse que também sou candidato dele. A presidente Dilma diz a mesma coisa”, disse Chalita ontem, após uma reunião com a direção da Associação Paulista de Medicina, em que ouviu demandas e sugestões para melhorar a saúde da capital paulista.

O peemedebista, que tem como principal apoiador o vice-presidente da República, Michel Temer, reconhece a importância política de Lula e Dilma. “A presidente Dilma tem uma aprovação fantástica hoje e o presidente Lula também. São figuras fundamentais na política brasileira.” Apesar disso, Chalita afirma não acreditar que a presença deles ao lado do concorrente petista seja determinante para o rumo das eleições de outubro.

“As pessoas podem respeitar os apoiadores e eles são importantes, mas acho que não é isso o que vai definir a eleição em São Paulo”, disse. “O que vai ser determinante é a empatia do eleitor com um dos candidatos, é a visão de quem terá mais competência para cuidar do dia a dia da cidade.”

Ainda sem conseguir crescer nas pesquisas, o pré-candidato do PMDB aposta que propagandas de televisão e debates darão a real face da campanha eleitoral. “A população vai começar a enxergar quem tem a cara de São Paulo e quem vai resolver os problemas da cidade.”
(…)

Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 4:44

Pimentel omitiu carona em voo para Roma; documentos não condizem com a sua versão

Na Folha:
Em documento oficial, o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, omitiu ter pego carona em avião fretado pelo empresário João Dória Jr. em viagem oficial à Itália, em outubro de 2011. Relatório público de despesas disponível no site do ministério afirma que o trajeto de Sofia (Bulgária) a Roma foi feito em “veículo oficial”, e não em avião privado.

O documento contraria a versão do ministro, que diz ter consultado a Comissão de Ética Pública da Presidência antes de aceitar a carona. O uso do avião fretado também não constou da agenda pública de Pimentel.

Segundo o Código de Conduta da Alta Administração Federal, ele poderia participar de seminários com remuneração e transporte pagos pelos organizadores, mas teria de tornar pública essa informação, o que não ocorreu. A oposição apresentou representação contra o ministro à Comissão de Ética Pública da Presidência. “Não houve informação alguma sobre publicidade do pagamento das despesas. A conduta do representado, que, confessadamente, teria se deslocado em frete aéreo financiado por particulares para fins de atendimento de interesses também particulares, parece ir de encontro ao que dispõe o código ético”, disse o líder do PSDB no Senado, Alvaro Dias (PR).

A viagem do ministro à Europa começou em 1º de outubro de 2011, quando ele chegou à Bulgária na comitiva da presidente Dilma Rousseff. Cinco dias depois, foi para Roma no avião fretado e, no dia 7, palestrou em seminário do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), de Dória Jr. No dia 8, pegou voo comercial, custeado pela União, para voltar ao Brasil. O caso foi revelado anteontem pelo site “Terra Magazine”. Pela semana de trabalho na Europa, o ministro recebeu R$ 5.593 em diárias para despesas de hospedagem e alimentação.
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Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 4:42

Militares articulam comissão paralela

Na Folha:
Militares reformados das três forças resolveram se unir para acompanhar os trabalhos da Comissão da Verdade, instituída pela presidente Dilma Rousseff. Uma comissão paralela foi criada pelo Clube Naval para acompanhar os trabalhos da Comissão da Verdade. A cada parecer da comissão do governo, o grupo pretende dar sua versão sobre o tema. “Escolhemos oficiais e sócios que participam do dia a dia do clube. Decidimos formar um grupo para acompanhar os trabalhos da comissão e as discrepâncias em relação à nossa verdade”, disse o almirante Ricardo da Veiga Cabral, do Clube Naval.

Sete militares reformados da Marinha foram escolhidos para integrar o grupo que acompanhará os trabalhos da Comissão da Verdade. Todos tem formação em direito. Em reunião, na quinta-feira, na sede do Clube da Aeronáutica, no centro do Rio, os presidentes dos clubes militares apoiaram a iniciativa do Clube Naval de criar uma comissão paralela. Além do almirante Cabral, os presidentes do Clube Militar, general Renato Tibau da Costa e da Aeronáutica, o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista assinaram uma nota em que relatam a visão dos militares sobre a comissão federal. Na nota, afirmam que as famílias dos militares “são totalmente desamparadas e ignoradas pelo Estado, enquanto que às famílias dos antigos militantes tudo é concedido. Honrarias, pensões indenizações”.
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Por Reinaldo Azevedo

19/05/2012

às 4:39

Reação econômica será mais lenta que o previsto, diz BC

Por Gustavo Patu e Maeli Prado, na Folha:
A economia brasileira encolheu em março pelo terceiro mês consecutivo, e o desempenho no primeiro trimestre foi ainda mais fraco do que esperavam analistas e investidores. Divulgados ontem, os novos dados do índice de atividade econômica do Banco Central mantêm em tendência de queda as projeções do governo e do mercado para o crescimento da renda nacional neste ano.O BC apurou uma expansão de apenas 0,15% no primeiro trimestre, na comparação com os últimos três meses do ano passado. As apostas de bancos e consultorias, que já não eram otimistas, variavam em torno de 0,5%.

A taxa só não foi negativa graças a um efeito estatístico -os números ruins de outubro derrubaram o resultado médio do quarto trimestre de 2011. Na comparação direta entre março e dezembro, há uma queda de 0,98%. O índice estima o ritmo da economia a partir de indicadores disponíveis sobre indústria, serviços, agricultura, consumo e investimentos. Por isso, serve como uma prévia do resultado trimestral do Produto Interno Bruto, que será divulgado dentro de duas semanas pelo IBGE.
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Por Reinaldo Azevedo

 

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