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Arquivo de 4 de Maio de 2012

04/05/2012

às 22:34

Epidemia de dengue atinge dois municípios do Rio. Ou: Não existe Aedes aegypti em Paris!

Na VEJA Online. Volto em seguida:
Após a secretaria municipal de saúde do Rio anunciar, há dez dias, que a capital vive uma epidemia de dengue, a cidade de Niterói, na região metropolitana, também entrou nesse perigoso estágio. Considera-se epidemia quando a quantidade de pessoas infectadas ultrapassa 300 casos por 100 mil habitantes. Em Niterói, há 384 casos por 100 mil habitantes. De janeiro a abril deste ano, foram notificados 1951 casos da doença na cidade, sendo 167 confirmados- 57 são do tipo 4. Uma pessoa morreu em decorrência da dengue.

Na cidade do Rio, de 1º de janeiro a 21 de abril houve 50.016 casos da doença e 12 mortes. A secretaria de saúde realizou 2.125.322 inspeções neste ano. Durante essas visitas foram eliminados 26,9 bilhões de criadouros do mosquito.

No estado, de janeiro a 28 de abril, foram notificados 76.064 casos suspeitos de dengue. Até o momento, há 13 óbitos confirmados por dengue no estado. Considerando o total de casos graves, o grau de letalidade da dengue está em 5%, segundo a secretaria estadual de saúde. No ano de 2011, nas primeiras 17 semanas epidemiológicas, foram registrados 108.130 casos de dengue no estado do Rio de Janeiro.

Há presença do vírus tipo 1 da dengue em Barra do Piraí, Campos dos Goytacazes, Itaboraí, Mesquita, Niterói, Nova Iguaçu, Resende, Rio de Janeiro, Valença, Vassouras e Silva Jardim. Há notificações do tipo 3 no Rio de Janeiro, e a presença do tipo 4 em Belford Roxo, Japeri, Mesquita, Nilópolis, Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu, Rio de Janeiro, São Gonçalo e São João de Meriti.

Voltei
Estão vendo? E os descontentes de sempre, aquela turma ressentida, ficam criticando a cúpula do governo do Rio por dar uma esticadinha em Paris. Pouca gente entendeu: a Dança do Guardanapo, estrelada por Sérgio Côrtes, secretário de Saúde do Estado, remete a um antigo ritual indígena para espantar mosquito. A prova de que deu certo é que não houve um só registro de Aedes aegypti na capital francesa.

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 20:06

Juiz rejeita ação do PT contra Serra e Kassab

Na Folha Online:
O juiz Henrique Harris Junior, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, rejeitou a representação do Diretório Municipal do PT contra o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o pré-candidato do PSDB a sua sucessão, José Serra, por propaganda eleitoral antecipada. No texto, o partido pedia o pagamento de multa e a “suspensão total” da campanha publicitária “Antes não tinha, agora tem”, da Prefeitura de São Paulo, “a fim de evitar indesejáveis desequilíbrios na eleição”.

O partido fundamentou seu pedido no apoio declarado de Kassab a Serra na disputa de outubro e argumentou que as inserções partidárias do PSDB na última semana –que tinham Serra como protagonista– tratam de temas “idênticos” aos da publicidade da prefeitura. De acordo com o PT, os dois “estão se servindo da publicidade institucional para realizar propaganda eleitoral antecipada”.

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 19:44

“Veta, Dilma!”, diz Camila Pitanga. “Estuda, Camila!”, diz a voz da razão! Ou: Camila à luz de Thomas Mann

camila-pitanga

Sabem aquela cerimônia de entrega da baciada de títulos de “Doutor Honoris Causa” a Lula? A apresentadora do evento foi a atriz Camila Pitanga. Então ficamos assim: um grupo de dirigentes petistas de universidades públicas resolve entregar a distinção máxima a ao chefe do petismo, sob a charmosa condução de uma atriz petista, filha e enteada de petistas. Parafraseando Monteiro Lobato, isento ali não era nem o trinco da porta. Refiro-me àquela cerimônia em que Lula leu um discurso recheado de clamorosas mentiras sobre a educação no país. O país tem pouco mais de 6 milhões de universitários — um milhão em cursos à distância, quase sempre uma picaretagem. Lula afirmou que são 12 milhões. Foi apenas uma das batatadas. Mas volto a Camila.

O escritor alemão Thomas Mann, na novela “Tonio Kröger” — pequeno e grandioso texto —, chega perto de sugerir que a beleza é, por si, uma espécie de pensamento. Ou mesmo que pode tomar o seu lugar, dispensando-o. Era um esteta, embora lembre que o culto ao belo pode conduzir à ruína, como em “Morte em Veneza”… Ô Deus! Tanta coisa boa de que falar em vez de tratar dessa canalha que está por aí… 

Na cerimônia, Camila anunciou que quebraria o protocolo. Olhou para a presidente e mandou ver: “Veta, Dilma!”, aderindo à campanha em favor do veto ao Código Florestal. A governante sorriu apenas.

Temos, como se vê, uma nova especialista em meio ambiente e agricultura: Camila Pitanga. Ela é petista. Não me lembro se estava naquela patacoada contra Belo Monte — acho que não porque o partido não endossava aquilo. Aqueles eram os naturebas verdes, ainda mais desinformados que os naturebas vermelhos.

Ah, vendo Camila, eu me lembro de Thomas Mann e da novela “Tonio Kröger”. Que vontade, não é?, de proclamar que a beleza é mesmo uma categoria de pensamento, quase uma moral! As belas e os belos têm sempre uma enorme vantagem comparativa se souberem administrar  tal ativo. Despertam a nossa tolerância. Só os muito ressentidos se irritam com a beleza. As almas mais exigentes tendem a se quedar encantadas diante da aparição. O que queria Arthur Miller com Marylin Monroe? Apropriar-se do intraduzível. Não suportou.

Muito bem! Camila, com toda a sua lindeza, exortando “Veta, Dilma!” faz-nos supor uma intensa ebulição intelectual, provocada pelo estudo e pela reflexão. Assim, além de toda aquela graça, há a boa causa a engrandecê-la. A “Bela” também se preocupa com o mundo em que se arrastam as feras. Irresistível!

Isto mesmo! “Veta, Dilma!” Expulsa, presidente, para a periferia das cidades milhares de famílias de pequenos agricultores! Não frustra, grande líder, as aspirações ecológicas dessa gente justa!

Como encerro este texto? Assim: “Vai estudar, Camila!” A beleza, como lamentou Cecília Meireles num poema, se extingue, e as pessoas sobrevivem a ela. Já o que se aprende se leva até o fim.

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 18:06

As mentiras escandalosas na entrega do título de “Doutor Honoris Causa” a Lula, agora às baciadas!

Eles criam lá suas mistificações e não esperam, certamente, contar com a anuência de todos, não é? Podem até querê-la e ter ganas de cassar e caçar quem ousa divergir, mas sabem que não terão o que pretendem. Não enquanto o país for uma democracia.

Títulos de “Doutor honoris causa”, agora, se concedem às baciadas. Nesta sexta, em cerimônia no teatro João Caetano, no Rio, Luiz Inácio Lula da Silva (claro!) foi agraciado com a prebenda acadêmica por todas as universidades públicas do Rio: Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Unirio (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), UFF (Universidade Federal Fluminense) e UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro). Chegará o dia em que será preciso fazer a cerimônia num estádio.

Na presença do ex-ministro da Educação Fernando Haddad e do atual, Aloizio Mercadante, Lula lançou ao vento números escandalosamente mentirosos. E foi muito aplaudido. Disse ter criado 14 novas universidades federais. É cascata! Não chegou à metade disso. O resto é divisão de instituições que já existiam ou elevação de status — de faculdade ou campus avançado para universidade. EVIDÊNCIA DA MENTIRA: em 2010, as universidades públicas brasileiras formaram 24 mil estudantes a menos do que em 2004!!!

Mas ainda não era a maior mentira. Segundo informa a Folha, o homem disse ter elevado o número de universitários do país de 6 milhões para 12 milhões. O homem etá no “mundo de Lula”. Haddad ouvia tudo caladinho — e certamente não vai corrigir a batatada, embora seu ministério tenha divulgado o Censo Universitário no fim de 2011. Os números são outros.

Em 2001, havia 3 milhões de estudantes matriculados nas universidades do país; no fim de 2010, eram 6,37 milhões — quase a metade do que Lula alardeou. Atenção! 14,7% desse total (quase um milhão de alunos) estão matriculados na modalidade “ensino à distância” Com raras exceções, esse troço virou, no Brasil, um caça-níqueis ainda mais vantajoso do que instituições de ensino meia-bomba que vendem suas vagas para o ProUni. Não passa de picaretagem! Mas sigamos. A meta do Plano Nacional de Educação, estabelecida em 2000, era chegar a 2010 com 33% dos jovens de 18 a 24 anos na universidade. Segundo o Censo, o governo do Apedeuta ficou bem longe disso: apenas 17,4%. Como? Petistas não acreditam em mim? Faz sentido. Então acreditem nos números postos no portal do MEC, com foto de Fernando Haddad e tudo (aqui).

Como os petistas adoram brincar de arranca-rabo de classes, demonstro pra eles que, se quiser, sou imbatível nesse quesito0—- só que contra as mentiras que eles contam. Lá no Censo, assinadinho pelo senhor Fernando Haddad, consta que as matriculas em cursos noturnos em 2001 representavam 56,1% do total; em 2010, 63,5%. Certo! Nas universidades federais, estudam à noite apenas 30% dos estudantes; nas privadas, 71,8%. Hipótese bastante plausível: pobres estudam em universidade privadas; os ricos, nas federais. Bingo!

O problema do tal ProUni não é a existência do programa em si, é evidente, mas a qualidade do que está sendo oferecido aos pobres com dinheiro público. Mas esse é outro departamento. Que fique aqui o registro: os números que Lula exibiu, sob aplausos comovidos, eram falsos como nota de R$ 3.

A imprensa sabe disso? Acho que sim! O Censo Universitário, feito pela gestão Haddad, não está disponível apenas para este criado de vocês, não é?

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 16:35

Ainda o abandono afetivo e os culpados de sempre

Volto, e creio que voltarei em outros posts, a tratar da filha que processou o pai por “abandono afetivo”. O acórdão do Tribunal de Justiça está aqui. O STJ praticamente o referendou, mudando apenas o valor da inedenização, de R$ 415 mil para R$ 200 mil. A TAPA do STJ é mais baixa do que a TAPA do TJ. O que e a “TAPA”? É a Tabela do Amor Paterno.

Como já disse, acho que o caso constitui uma absurda intromissão do estado na vida privada, além de abrir as portas para o mais escancarado subjetivismo. E, nesse caso, há duas coisas a considerar.

O AI-5 dos direitos individuais
Existe uma expressão no Inciso III do Artigo 1º da Constituição Brasileira que virou pau para toda obra. Eu o chamo de “AI-5″ dos Direitos Individuais. Com base nele, juízes têm feito o que lhes dá na telha. Transcrevo:
Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

III – a dignidade da pessoa humana;

Eis aí. Em nome da “dignidade da pessoa humana”, qualquer sentença é possível, qualquer lei pode ser inventada, qualquer direito pode ser violado. Esse inciso foi muito citado na sessão do Supremo que decidiu sobre o aborto de fetos anencéfalos. A interrupção da gravidez, nesse caso (num ato de reescritura do Código Penal sem o auxílio do Congresso; Supremo legislando) — atendia à tal “dignidade humana”. A mesma “dignidade” que reconhece a união civil de homossexuais, embora a própria Constituição diga que ela se estabelece entre “homem e mulher”. A mesma dignidade que pode suspender qualquer direito…

Que dias estes, não? Criminalizam-se a palmada e a “falta de afeto”, mas se legaliza o assassinato. Tudo em nome da “dignidade humana”!

Discriminação
E há, claro, o que chamo de “metafísica influente”, expressão que tomei de Umberto Eco. O pai, obviamente, é homem — e empresário. Encaixa-se em duas categorias de saída suspeitas. Nem é preciso especular muito para saber que um filho que processasse uma dona de casa por “abandono afetivo” não iria muito longe. Como amor não se impõe, surge a reparação. Como ela iria recompensá-lo? Fazendo bolinhos de chuva?

Os confrontos se dão hoje por categoria. Índios, sem-terra e quilombolas contra fazendeiros? O resultado é pule de dez. Homem contra mulher? Ele que prove não ser culpado. E vocês podem escolher aí, à vontade, as categorias. Muitos juízes, hoje, estão convictos de que seu papel é corrigir não só as injustiças que estão caracterizadas em lei, mas todas as “injustiças do mundo”, o que abre o terreno para a subjetividade. “Já que eles (ou a sociedade) não fizeram, faço eu…”

Ora, não é isso que tem levado o Supremo — na verdade, o Judiciário — a legislar de maneira desbragada? “Já que o Congresso não faz, fazemos nós…” Se a lei não é o limite, qual é o limite?

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 15:37

Gravação sugere caixa 2 de ex-assessores de Agnelo

Por Gabriel Castro, na VEJA Online:
O gigantesco volume de informações divulgado sobre o bando do contraventor Carlinhos Cachoeira revela que a quadrilha montou uma poderosa rede de cooptação de agentes públicos. Ao que tudo indica, o grau de infiltração do grupo era maior em Goiás do que no Distrito Federal. Talvez por isso, distorcendo as informações, petistas passaram a alardear a inocência do petista Agnelo Queiroz e sua equipe. Mas a verdade não é bem assim: em um dos trechos interceptados pela Polícia Federal, Cachoeira e alguns de seus auxiliares comentam um episódio que pode revelar a existência de caixa dois na campanha da coligação petista na capital do país, em 2010.

Os diálogos são de 11 de janeiro de 2011, dez dias depois da posse de Agnelo. Idalberto Matias Araújo, o Dadá, braço direito do contraventor, conta a Carlinhos Cachoeira que Cláudio Monteiro, então chefe de gabinete do governador, estaria irritado com João Carlos Feitoza, o Zunga – ocupante de cargos de segundo escalão no governo distrital. O motivo: Zunga teria desviado recursos de empresários que doaram para “a campanha”. Agora, eles estariam cobrando uma contrapartida, mas foram informados de que o dinheiro havia sumido.

Dadá afirma: “Três empresários que doou para a campanha (…) botou o dinheiro na mão do Zunga, mas o dinheiro não chegou na mão do Cláudio. Aí que é que o cara falou: ‘Eu vou juntar vocês e vou chamar quem pegou o dinheiro, quer ver pra fazer essa acareação, porque o dinheiro não foi para a minha mão’”. Cachoeira responde, referindo-se a Zunga: “É, mala não tem jeito não, né?”

Além de apontar para a existência de caixa dois, o diálogo revela que os doadores estavam cobrando de Cláudio Monteiro uma contrapartida pelas doações. Dadá diz que os três empresários foram “arrochar o Cláudio, querendo as coisas”. A eles, segundo Dadá, Cláudio Monteiro afirmou: “Você vai ser atendido através de quem você entregou o dinheiro”.

Em uma segunda conversa, com outro integrante da quadrilha, Dadá afirma que Zunga poderia ter evitado o constrangimento se negociasse com Monteiro “Não precisa disso, né? Cara, se ele assina com o cara… ‘ó, Cláudio, o cara tá dando tanto, tem jeito de tirar uma ponta para mim?’, o cara vai autorizar, bicho, são tudo amigo, né, cara?”. A afirmação foi feita a Lenine Araújo de Souza. O parceiro de Dadá concorda: “Exatamente, porque tirar escondido é feio demais, né, Chico?”

Outro diálogo entre Dadá e Cachoeira revela ainda que, depois de saber das acusações contra Zunga, o chefe da quadrilha se preocupou com o destino de doações intermediadas pelo bando ao grupo de Zunga: “Aqueles que o Lenine passava e o Zunga pegava lá, será que ele entregou?” Dadá responde afirmativamente.

Baixas
Zunga e Monteiro deixaram o governo após o surgimento das primeiras denúncias mostrando a relação deles com o grupo de Cachoeira. Marcelo Lopes, o “Marcelão”, também perdeu o cargo de assessor da Casa Militar do governo do Distrito Federal. Ele é outro personagem citado nas conversas do bando.

Zunga e Monteiro não foram encontrados, mas em ocasiões anteriores sempre negaram ter atuado em conluio com a quadrilha. A Secretaria de Comunicação do governo do Distrito Federal alega que o diálogo não diz respeito à campanha do governador Agnelo Queiroz. O porta-voz do governo, Ugo Braga, afirmou ao site de VEJA que Cláudio Monteiro foi candidato a deputado distrital e que o diálogo diz respeito a essa campanha. Monteiro ficou em 98º lugar na disputa pelas 24 vagas na Câmara Legislativa.


Leia a transcrição dos diálogos, feita pela Polícia Federal:

11/0112011  18:15:07

DADA: o CHlCÃO, MARCELÃO te contou o negócio do ZUNGA?

CARLINHOS: não, o que é que é?

DADA: três empresários foram atrás do CLAUDIO. Falou que deu “as quantia” na mão do ZUNGA e o dinheiro não apareceu na mão do CLAUDIO. O bicho tá indignado velho.

CARLINHOS: como é que é? Me fala ai de novo.

DADA: três empresários, que doou para a campanha, mas botou o dinheiro na mão do ZUNGA, mas o dinheiro não chegou na mão do CLAUDIO. Aí que é que o cara falou: “eu vou juntar vocês e vou chamar quem pegou o dinheiro, quer ver pra fazer essa acareação, porque o dinheiro não foi para a minha mão”. Falou para os empresários.

CARLINHOS: é, mala não tem jeito não, né?

DADA: rapaz, como é que o cara se suja desse jeito, né bicho? Diz que vai deixar ele lá na Secretaria de … de .. Ele me ligou agora, diz que a … (incompreensível) não está atendendo ele, aí o CLAUDIO falou para o MARCELÃO que vai botar ele na SECRETARIA DE ESPORTES, botar ele lá na assessoria lá. Quer ele bem longe dele. O cara se suja por causa de besteira, nê rapaz? varalzeiro .. não tem jeito não.


11/01/2011 18:16:50

LENINE:LENINE: oi CHICO

DADA: deixa eu te falar, vou te contar aqui uma do ZUNGA cara. O eLADIO está indignado com ele cara (incompreensível) três empresários foram arroxar o CLAUDIO, querendo as coisas: “meu innão, você não me ajudou .. não.” eu entreguei tanto, tanto na mão do ZUNGA ué”. Ai diz que ele vai fazer uma acareação com os empresários e com o ZUNGA. Porque ele disse “ó … não chegou na minha mão não … você vai ser atendido através de quem você entregou o dinheiro”.

LENINE: é mesmo Chico? Você contou isso para o HOMEM?

DADA: contei, contei para o HOMEM, falei. Rapaz não é possível um trem desse … o cara (incompreensivel) não tem jeito não … pois é.” falou isso para o MARCELÃO. Falou “MARCELÃO, não quero ele perto de mim, tá me enchendo o saco para ser o meu segundo. Não vai ser nunca meu segundo, vou botar ele lá na Secretaria de Esportes, lá na assessoria lá … numa chinelagem para ele ficar lá … não quero ele nem passando na minha porta. Desse jeito CHICO … rapaz como é que um cara se suja num negócio por causa de um negócio desse … os caras, bicho, são tudo louco, né?

LENINE: pois é, como é que faz um trem desse, não é não, cara? rapaz .. é foda … ai queimou, vai ficar queimado agora … mais oito anos.

DADA:pois é rapaz, ele me ligou .. eu to sabendo disso desde ontem à noite, ai ele me ligou agora, né, perguntando pelo HOMEM, né, e tal… ele falou assim “E O CLAUDIO?”" “não .. ele tá muito ocupado, não to nem indo lá para não perturbar ele, tô em casa aguardando ele me chamar”, Aí eu falei: “c…, como é que pode um cara ser cara de pau desse jeito?”

LENINE: como é que queima né rapaz? é f…

DADA: Não precisa disso né … cara se ele assina com o cara .. “ó CLAUDIO, o cara tá dando tanto, tem jeito de tirar uma ponta para mim?”, o cara vai autorizar, bicho, são tudo amigo, né cara?

LENINE: exatamente, exatamente, PORQUE TIRAR ESCONDIDO É FEIO DEMAIS, NÉ CHICO!


11/01/2011 18:33:55

DADA: Fala CHICÃO.

CARLINHOS: até o ZUNGA mexe no que não é dele?

DADA: pois é rapaz, fiquei “de cara” com o negócio, rapaz, fiquei “de cara”, entendeu? Aí hoje ele me liga, né e aí eu falei assim:”po bicho, e o CLAUDIO”? … : “não … ele tá muito ocupado, to ficando em casa, eu to esperando ele me chamar”, “mas e aí? você vai ser o que lá no GABINETE?”… “não não sei, acho que não vou ficar lá não. Acho que vou ficar em outro lugar” .. “ah .. então tá bom”. Mas ele desabafou ontem com O MARCELÃO, assim que o CLAUDIO saiu da sala, ele desabafou, bicho … falou pra caramba, falou tudo, bicho, falou até o nome,dos empresários que procurou lá…

CARLINHOS: aqueles que o LENINE passava e o ZUNGA pegava lá, será que ele entregou? Entregou né, porque … ele sabia né … ?

DADA: não … aquele entregou … porque, por três vezes, eu fui lá com o LENINE e o LENINE falou na frente do CLÁUDIO: ”deixei lá pro ZUNGA”. E a última vez, a última parcela, fui eu que entreguei. Aí eu fui lá, o CLÁUDIO tava lá, entendeu? aí, entreguei para ele para o ZUNGA e falei para o CLÁUDIO: “ó CLAUDIO, a última lá lá com o ZUNGA … agora não, lá beleza … e o ZUNGA junto, entendeu? Aí, essa aí ele não deu chapéu não, mas essas outras ele deu.

CARLINHOS: Ah… então lá bom. Excelente.

DADA: Não … ele sabe … o CLAUDIO sabe que aquela lá tá tranquilo … o problema é (incompreensível) … aquela ali foi f…,  bicho, po .. como é que faz um negócio desses, cara? O cara é varalzeiro mesmo, se sujar por causa de bobagem,cara. Na realidade o cara não tem que se sujar por p… nenhuma, nem com pouco nem por muito, mas p… o cara é foda … e amigo, se ele chega pro cara e pede pra tirar a ponta pra ele, o cara ia deixar .. como é que faz um negócio desse.

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 7:29

LEIAM ABAIXO

ABANDONO AFETIVO É PURA MANIFESTAÇÃO DE “DIREITO CRIATIVO”! É DEGRADAÇÃO DA CULTURA DEMOCRÁTICA. OU: QUANTO CUSTA O AMOR PATERNO?;
FIM DA FARSA! Guia espiritual da turma do “aquecimento global” confessa: “ERA ALARMISMO!” Leia, Dilma, antes de se submeter à patrulha no caso do Código Florestal!;
Reportagem põe na boca de Serra o que ele não disse. Ou: A agenda do PT;
“CPI não vai blindar ninguém. Não há tema proibido”;
Cabral vê “zero risco” de ter caído em grampo. E a vaia…;
Produção industrial recua 3% e confirma início de ano fraco;
Servidora do TJ ganha R$ 230 mil “sem motivo”;
Acordo TCE-Assembleia-governo de MG é inconstitucional;
Lula, o fanático da CPI, ao lado de Cabral, o Fauno de Paris. Faz sentido? Faz!!!;
Justiça obriga Garotinho a retirar foto de Jordana Cavendish de blog; decisão é polêmica e esbarra, pura e simplesmente, em censura;
Estado de saúde de Lula deixou muita gente surpresa e apreensiva;
Lula, definitivamente, não perdeu a imodéstia;
A mudança da poupança e o paradoxo da irresponsabilidade bem-sucedida;
Poupança terá correção de 70% da Selic mais TR, dizem fontes;
Demóstenes, Fux e a exigência de salvar mensaleiros para ser ministro do Supremo;
Relator dá aval para cassação de Demóstenes;
POR QUE SE INSTALOU SÓ AGORA A CPI E POR QUE JÁ HÁ MUITA GENTE ARREPENDIDA NA BASE DO GOVERNO;
O CASO PAGOT – Mais uma farsa inventada pelo JEG e pela BESTA contra a VEJA vai por água abaixo

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 7:17

ABANDONO AFETIVO É PURA MANIFESTAÇÃO DE “DIREITO CRIATIVO”! É DEGRADAÇÃO DA CULTURA DEMOCRÁTICA. OU: QUANTO CUSTA O AMOR PATERNO?

Os Cachoeiras e, sobretudo, as cascatas que tomam conta da vida pública acabam nos levando a deixar de lado alguns temas relevantes, que dizem respeito não exatamente à política como jogo do poder, mas à cultura política entendida como uma ética de relação com o outro e com o mundo. Estamos nos tornando um país de fanáticos do sentimentalismo, de pervertidos da reclamação, de ditadores da reparação. Aquele que tiver a sorte, para desdita de muitos, de manejar o aparato do estado impõe, então, o seu fanatismo, a sua perversão, a sua ditadura. E ao arrepio da lei! Lei pra quê? O que importa é “fazer justiça” segundo a metafísica influente.

Em uma decisão inédita, a 3º Turma do STJ reconheceu o direito que tem uma filha, hoje com 38 anos, de receber uma indenização de R$ 200 mil de seu pai. O “crime” dele: “Abandono Afetivo”!!! É inútil procurar essa caracterização em qualquer código. Não existe. Trata-se de um manifestação de “Direito Criativo” — área em que o Brasil desponta para o mundo com farta produção —, formulado com base em umas tantas considerações de ordem subjetiva feitas por juízes. Vocês certamente acompanharam o caso. Um senhor teve uma filha fora do casamento. Depois de uma ação judicial, ela foi legalmente reconhecida e assistida materialmente. Goza de todos os direitos dos demais herdeiros. Mas reclama que não foi devidamente amada quando criança…

A exemplo da Lei da Palmada, a decisão da Justiça constitui uma intromissão absolutamente inadmissível do estado na vida dos indivíduos. Como mensurar se esse pai deu amor demais ou de menos? Como estabelecer um padrão mínimo — garantida a assistência material, que existiu — de dedicação amorosa, de modo que possa ser mensurada num tribunal? O que sabem aqueles juízes das altercações e dificuldades que pai e mãe, numa relação não-familiar, tiveram ao longo da vida? Por que é ele, necessariamente, o vilão da história?

A relatora do caso, ministra Nancy Andrighi, argumentou por um caminho curioso:
“O cuidado é fundamental para a formação do menor e do adolescente. Não se discute mais a mensuração do intangível — o amor —, mas, sim, a verificação do cumprimento, descumprimento ou parcial cumprimento de uma obrigação legal: cuidar.”
O pai dispensou, segundo consta, o cuidado que está estabelecido em lei. A filha está reclamando é de falta de amor.

E, ora vejam, contrariando, então, o que diz a ministra, é justamente esse amor que está sendo mensurado. A mulher havia perdido a causa em primeira instância. Recorreu ao Tribunal de Justiça e ganhou, com uma indenização fixada em R$ 415 mil. O STJ reformou a decisão para R$ 200 mil. Fico cá me perguntando: como chegaram àquele primeiro valor? Aqueles R$ 15 mil, em particular, desafiam a minha quietude: o que ele deveria ter feito para que fosse, sei lá, apenas R$ 400 mil? Por que o próprio STJ considerou que o “abandono afetivo” não vale tanto, podendo ficar por R$ 200 mil mesmo?

Este trecho da reportagem do Estadão é espetacular:
“A ministra afirmou que a filha conseguiu constituir família e ter uma vida profissional. ‘Entretanto, mesmo assim, não se pode negar que tenha havido sofrimento, mágoa e tristeza, e esses sentimentos ainda persistam, por ser considerada filha de segunda classe’, disse Nancy.”
Entendi. Ela recebeu o devido aporte material, leva uma vida normal, constituiu família, tudo nos conformes. Mas sobrou “a dor”. Ora, Val Marchiori já nos ensinou em “Mulheres Ricas”, certo? Não há dor que o dinheiro não cure… Relooouuu!!

Ineditismo por ineditismo, por que essa filha, que é herdeira do pai (como os irmãos), não recorreu à Justiça para obter, então, um mea-culpa, um pedido de desculpas, um reconhecimento público da falta de cuidado amoroso, um abraço? Não! Nada disso! Existe um preço para a falta de amor! Era R$ 415 mil, mas pode ficar por R$ 200 mil.

No mérito, o caso é, parece-me, eticamente escandaloso. Mas também é uma aberração jurídica. O Judiciário brasileiro acaba de legislar, mais uma vez, criando o crime do “abandono afetivo”? Cadê a lei, santo Deus? Não há! Eis aí. Vivemos o que chamo a era dos fanáticos do sentimentalismo — juízes, agora, acham que podem pôr um preço nas sensações e subjetivismos. Vivemos a era das perversões da cultura da reclamação: basta que o “oprimido” saia por aí proclamando a sua dor para gerar solidariedade automática. Com sorte, encontra pela frente os ditadores da reparação, que resolverão, como costumo dizer, fazer justiça com a própria toga.

Está criada a jurisprudência, embora a decisão não seja vinculante. Cabe a cada juiz decidir. Mas adivinhem só… Nesse caso, pobre pai!, ele é culpado antes mesmo de qualquer juízo objetivo. Afinal, teve uma filha fora do casamento, só reconhecida depois de uma ação judicial, com quem ele não conviveu — embora tenha cumprido todas as obrigações QUE AS LEIS EXISTENTES LHE IMPUNHAM. Ele só não sabia que estava na mira de uma lei desconhecida porque… simplesmente inexistente!

Quanto tempo vai demorar para que quiproquós familiares comecem a lotar a Justiça ainda mais do que hoje? Quanto serão os filhos, mesmo frutos de uniões estáveis e vivendo sob o teto familiar, que alegarão, a depender dos conflitos, esse tal “abandono afetivo”? Não havendo lei, pode-se acusar qualquer coisa: “Olhe, quero dizer que o meu pai (ou mãe) me sufoca”… Pobre pai! Em breve, estará impedido de exercer, digo com ironia, até aquele papel que Freud lhe reserva, não é? Não poderá mais ser o saudável repressor, a quem cumpre dizer que os limites existem.  Quem sabe chegue o dia em que o parricida alegará no tribunal que só cumpriu seu gesto tresloucado porque seu aparelho psíquico, malformado pelo morto, não operou a necessária interdição, e a morte simbólica de Laio na disputa por Jocasta se fez física,  pelas mãos de um Édipo que era, sei lá, contador…

Uma perguntinha à ministra Nancy Andrighi e a seus colegas: esse valor pelo “abandono afetivo” foi estabelecido, suponho, com base na condição financeira do pai, certo? Um homem muito pobre seria condenado a compensar a subjetividade ferida da filha com um pão com mortadela? O “abandono efetivo” de Eike Batista custaria R$ 200 milhões, em vez de R$ 200 mil? Havendo boas respostas, juro que publico. O pai disse que vai recorrer ao Supremo. Considerando o que se anda fazendo por lá ultimamente, corre o risco de a indenização sair pelo dobro. Ou o nosso Supremo não tem protagonizado cenas explícitas de “Direito Criativo”?

Caminhando para o encerramento, pergunto: a filha vitoriosa troca os R$ 200 mil por um abraço e por um pedido de desculpas?

O assunto parece besta? Mas não é! A rigor, acreditem, é mais importante do que essa canalha que vive assaltando o dinheiro público. A cada pouco, há uma! Precisamos é metê-las na cadeia. Ou bem se tem um estado de direito funcionando, que proteja a coletividade e os indivíduos, a nação e o estado, ou ficamos à mercê do indeterminado. Se podemos ser punidos por um crime que não está tipificado e obrigados a fazer alguma coisa em razão de uma lei que não existe, então estamos numa ditadura. Ainda que uma ditadura exercida, com freqüência, por alguns juízes.

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 7:15

FIM DA FARSA! Guia espiritual da turma do “aquecimento global” confessa: “ERA ALARMISMO!” Leia, Dilma, antes de se submeter à patrulha no caso do Código Florestal!

James Lovelock, patriarca do "aquecimento global", admite: "Eu estava errado. Não há nada acontecendo ainda"!

James Lovelock, patriarca do "aquecimento global", admite: "Eu estava errado. Não há nada acontecendo ainda"!

Pois é… O que já apanhei neste blog e fora dele por causa daquele tal “aquecimento global”, que virou, depois, “mudança climática”!!! O fato de não ser um especialista na área e de ser, vá lá, um conservador, fazia de mim (faz ainda, para alguns) necessariamente um mau sujeito, um inimigo do bem, da humanidade, do planeta… Vocês sabem: aquelas coisas que a Marina Silva tão bem representa com seu ar telúrico. Há dias, o físico José Goldemberg, um aquecimentista, concedeu uma entrevista ao programa Roda Viva. Mudei de canal quando um jornalista da Folha, não lembro o nome, demonstrou seu inconformismo com o fato de a imprensa dar voz aos “céticos” (não que ele fosse contra o “outro lado”, claro…). Claro! Atenção! O aquecimento global (ou mudança climática) não chega a ser nem uma teoria. Trata-se, ou tratava-se, apenas de uma hipótese. E que foi desmoralizada faz tempo. Ocorre que agora existe uma indústria multibilionária do meio ambiente. Eu vivia reclamando, vocês se lembram, de banco que reciclava papel, mas não baixava o spread, hehe… Antes da Dilma! Adiante.

Às vésperas da tal “Rio+20″ — que leva alguns tontos a cobrar de Dilma o veto ao Código Florestal —, o tal “aquecimento global”, ora chamado de “mudança climática”, sofreu um duro golpe.

Vocês já ouviram falar de James Lovelock? Há aqui um resumo de sua biografia em português. Trata-se de uma espécie de patriarca ou decano da moderna hipótese do aquecimento global (ou da mudança climática). Lançou a chamada Hipótese de Gaia, segundo a qual a Terra seria um superorganismo. Era um verdadeiro fanático da crença — sim, crença — no aquecimento global. Desde que comecei a ler uma coisinha ou outra a respeito, pus a teoria na conta de uma bobagem por uma razão, primariamente, de linguagem: vi que as catástrofes imaginadas eram meras cópias do Apocalipse de São João. Os relatos da Bíblia são mais interessantes. Entre uma religião sem Deus e uma com Deus, prefiro a segunda. Mas vamos ao que interessa. Lovelock caiu fora! Não é mais um apocalíptico. Tornou-se quase um cético. Admite agora: ele e os aquecimentistas erraram, exageraram. A entrevista foi concedida a Ian Johnston, no site msnbc.com. Foi publicada no dia 23 de abril. Foi praticamente escondida. Tivesse alguém com o seu peso anunciando o apocalipse, seria um deus-nos-acuda.

Aos 92, Lovelock admite  ter sido “alarmista” sobre as mudanças climáticas e que outros, como o bobalhão Al Gore (“bobalhão” é meu) também o foram. Sim, ele continua a acreditar que a mudança está acontecendo, mas muito mais lentamente do que se imaginava. Em 2006, para vocês terem um ideia, num artigo para o jornal inglês Independent, ele escreveu que, até 2100, bilhões de pessoas morreriam, e alguns poucos casais conseguiram sobreviver no Ártico, onde o clima seria apenas tolerável. Na entrevista, ele admite que foi longe demais.

Está escrevendo um novo livro, que comporá uma triologia com “Revenge of Gaia: Why the Earth Is Fighting Back – and How We Can Still Save Humanity” e “The Vanishing Face of Gaia: A Final Warning: Enjoy It While You Can”, publicados em português, respectivamente, com os títulos “A Vingança de Gaia” e “Gaia, Alerta Final”. No novo trabalho, mais otimista, ele vai dizer como a humanidade pode ajudar a regular o planeta. O livro também registra a sua mudança de opinião: “O problema é que não sabemos o que o clima está fazendo. A gente achava que sabia há 20 anos. Isso levou a alguns livros alarmistas — o meu inclusive — porque aquilo parecia claro, mas não aconteceu”.

Que bom, né, gente?

“O clima está fazendo suas trapaças de sempre. De fato, nada está acontecendo ainda. Nós deveríamos estar a meio caminho da frigideira. O mundo não aqueceu desde o começo do milênio. A temperatura se mantém constante, quando deveria estar crescendo – o dióxido de carbono está crescendo, sobre isso não há dúvida”. Ele aponta que os filmes “Uma Verdade Inconveniente”, de Al Gore, e “The Weather Makers”, de Tim Flannery são também alarmistas.

Lovelock é um  qualquer, um daqueles que o jornalista que estava no Roda Viva acha que não podem mais ser ouvidos? Oh, não! A revista Time já o considerou um dos 13 líderes visionários, num artigo intitulado “Heróis do meio ambiente”. Vejam a sua biografia e o artigo original. Ele é considerado um  guia espiritual do mundo científico que lida com o meio ambiente. Ao menos era! Vão tentar enterrá-lo em vida.

Indagado pelo repórter se, agora, também ele é um cético, responde: “Depende do que você queria dizer com ‘cético’. Eu não sou um negacionista”. Tá bom demais, né? Nunca niguém negou alguma aquecimentozinho, um calorzinho gostoso… Ele continua a trabalhar com a hipótese de que o aumento da emissão de dióxido de carbono leva a um aumento da temperatura, mas acrescenta que o efeito do oceano ainda não foi estudado o suficiente e que aí está a chave da questão. “O mar pode fazer toda a diferença entre uma era do aquecimento e uma era do gelo”.

Mas não é isso, santo Deus, o que alguns dos chamados “céticos” vêm sustentando há muitos anos?

Como diria o poeta latino Catulo, é difícil renunciar subitamente a um grande amor, não é? Lovelock não chega a mandar para a geladeira todos os seus antigos parceiros. Diz acreditar que está em curso uma mudança climática, mas vai demorar muito tempo para que se sintam seus efeitos. “Nós ainda teremos um aquecimento global, mas ele foi adiado um pouquinho”. Bem, no que concerne à Terra, “um pouquinho” podem ser alguns milhões de anos.

“Cometi um erro”
Como pesquisador independente, que trabalha sozinho, ele diz não ver problema nenhum em reconhecer: “Tudo bem, cometi um erro”. E afirma que cientistas que trabalham para governos e universidades têm medo de admitir um erro porque podem perder financiamento

Lovelock, que já trabalhou com a NASA e descobriu a presença de substâncias químicas nocivas (CFC) na atmosfera — mas não o seu efeito sobre a camada de ozônio (esse é outro mito muito influente) —, diz que a humanidade deve fazer o possível para evitar a queima de combustíveis fósseis, tentando se adaptar às mudanças que virão. Peter Stott, chefe Met Office Hadley Centre, do Reino Unido, afirma que Lovelock havia sido mesmo muito alarmista sobre a possibilidade de as pessoas terem de viver no Ártico em 2100. E concorda que o aquecimento dos últimos 12 anos não é o esperado pelos modelos climáticos. Ele só acha que é preciso esperar mais dez anos para admitir que esses modeles têm problemas. Sei…

Lovelock nem é o estudioso mais importante a ter desmoralizado os apocalípticos. Mas é o mais simbólico. Era, reitero, o guia espiritual da turma, o sacerdote. Há anos trato das maluquices desses que chamo membros da Igreja do Aquecimento Global dos Santos dos Últimos Dias… Aos poucos, vai-se recobrando a razão, mas é um processo lento. A “mudança climática” gerou uma cultura, uma doxa, virou ideologia. Mais: também envolve negócios multibilionários, especialmente das empresas voltadas para as chamadas energias alternativas. Muitas delas estão por trás de ONGs que financiam alguns de nossos patriotas, amigos da natureza…

Leitores me enviaram ontem o link de uma entrevista que o climatologista Ricardo Felício concedeu a Jô Soares. Ele é professor do Departamento de Geografia da USP. Esclarecedora e divertida. Aquele jornalista que acha que os céticos não podem ser mais ouvidos deve ter ficado triste. Não sei o que Felício pensa quando o assunto não é clima. Parece-me uma pessoa preparada. E já merece a minha simpatia por não temer a patrulha.

Num país em que a ciência, o direito e o jornalismo se submetem cada vez mais ao tribunal do politicamente correto, ter a coragem de dizer o que pensa é uma virtude.

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 7:07

Reportagem põe na boca de Serra o que ele não disse. Ou: A agenda do PT

O meu querido “Estadão”, que me ajudou, JÁ FAZ TANTO TEMPO!!!, a ser um liberal parece que está começando a flertar com o fim da liberdade religiosa. Não nos editoriais, claro! No noticiário. Título de um texto e chamada de primeira página chegam a ser espantosos.

Na capa do jornal, lê-se: “Serra defende igrejas no debate eleitoral”. Errado, mas ainda não absurdo. Este ficou para o título do texto assinado por Bruno Boghossian: “Serra defende atuação de igrejas na campanha”.

Na campanha???

Pois bem. Vamos, então, ler o texto que levou a uma coisa e outra:

Em processo de aproximação com líderes religiosos de São Paulo, o ex-governador José Serra (PSDB) afirmou que a manifestação das igrejas na campanha eleitoral é “legítima”. O pré-candidato tucano à Prefeitura disse que padres e pastores podem defender seus princípios, mas sem praticar uma “militância” formal.
Em entrevista exibida na madrugada de ontem pelo Programa Amaury Jr., da RedeTV!, Serra não citou nenhum tema presente na pauta de grupos religiosos, como aborto e homofobia, mas se disse “inteiramente aberto” a expor e dizer o que pensa.
“(Se) a pessoa tem uma religião e quer discutir princípios, é legítimo que o faça. Não são os candidatos que fazem a agenda. Quem faz a agenda são as pessoas”, disse. “Nós devemos respeitar e dar a elas o direito de se manifestar. Do contrário, seria autoritarismo.”
A entrada de igrejas em campanhas políticas ganhou peso após a eleição presidencial de 2010, quando grupos religiosos passaram a apoiar ou criticar candidatos. O PT acusa a equipe de Serra na época de instigar entre os evangélicos um voto contra Dilma Rousseff, eleita no 2.º turno.
O tucano afirma que sua campanha não desenvolverá “nenhuma batalha específica em relação às igrejas”, mas já começou a se aproximar de grupos católicos, evangélicos e judaicos.
Em conversas recentes com representantes de diferentes religiões, a equipe de Serra confirmou a avaliação de que o tucano tem vantagem sobre seus principais adversários: Fernando Haddad (PT) e Gabriel Chalita (PMDB).
Eles afirmam que Haddad sofre uma “rejeição gigantesca” de pastores evangélicos, sob acusação de ter autorizado a elaboração de um kit didático contra a homofobia para as escolas quando era ministro da Educação.
O time do PSDB acredita ainda que Chalita só deve ter aceitação dentro da ala carismática da Igreja Católica – à qual pertence.
Argumento.
Aos aliados, Serra justifica a abertura à manifestação de líderes religiosos como uma defesa da liberdade de expressão. “É legítimo que diferentes setores da sociedade se manifestem em defesa dos seus valores”, afirmou o ex-governador na entrevista. “Não vejo como questão propriamente de militância eleitoral.”
Os petistas classificam a aproximação entre Serra e as igrejas como “conservadora”, mas também vêm dialogando com padres e pastores.
Um dos responsáveis pela interlocução entre tucanos e grupos religiosos, o deputado Walter Feldman (PSDB-SP) afirma que não tem o objetivo de repetir os temas da eleição de 2010.
“A pior eleição que o Brasil já teve foi a anterior. Os temas foram levados para o campo da emoção e não houve um debate progressista”, disse.

Voltei
1 – Serra disse que padres e pastores podem defender seus pontos de vista, “sem praticar militância formal”.
2 – O tucano disse que é preciso respeitar o ponto de vista dos religiosos —”do contrário, seria autoritarismo”.
3 – Cadê as palavras que autorizam o título do texto e da chamada de primeira página? Trata-se, lamento, de uma tentativa de requentar uma acusação petista, segundo a qual a campanha do tucano insuflou os cristãos contra Dilma em 2010. Isso é apenas falso. E sei que é porque esse é um tema que acompanho de perto. O jornalismo, hoje, só cobre religiões pelo viés negativo. Ter uma crença é considerada coisa pior do que traficar drogas. A mobilização dos cristãos foi espontânea. A acusação de que era tudo coisa de tucano foi feita pela turma da Internet da campanha petista, comandada por aquele cabeludo esquisito, cujo nome esqueci.
4 – Para não “ganhar” esse título e essa chamada, o que tucano deveria ter dito? Deveria ter se manifestado contra o direito de voto aos crentes? Deveria ter atacado a liberdade religiosa? Deveria ter afirmado que é preciso proibir os cristãos de votar e debate?
5 – No caso dos “kits gays”, o que faz lá, Boghossian, aquele “sob acusação”? Por quê? Há alguma dúvida de que Haddad tenha autorizado a confecção do material?
6 – A frase de Walter Feldman, se é aquela, me é incompreensível. Serra está certo: os temas também são dados pelos eleitores. Se eles quiserem, ainda que o PT e a imprensa que lhe dá suporte não queiram, temas relativos a costumes voltarão a ser debatidos.

Mas isso é o de menos. As minhas perguntas técnicas permanecem:
a) Que parte da fala de Serra autoriza os dois títulos?
b) O que ele deveria ter dito para não ser objeto de tamanha distorção?

As palavras fazem sentido. Título de reportagem e chamada de primeira página, até onde a vista alcança, não podem ser pura interpretação.

Como sempre, ouço contra-argumentos com a maior boa-vontade. Desde que centrados no sentido que as palavras têm.

Arremato lembrando que os únicos, até agora, que decidiram discutir religião foram Fernando Haddad, Gabriel Chalita, Rui Falcão… Serra, na referida entrevista, só defendeu a liberdade religiosa. Será que ele deveria ser contra?

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 7:01

“CPI não vai blindar ninguém. Não há tema proibido”

Por Eugênia Lopes, no Estadão:
Relator da CPI do Cachoeira, o deputado Odair Cunha (PT-MG) só terá acesso aos documentos das Operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, a partir de segunda-feira. Daí a demora na convocação de autoridades supostamente envolvidas com o esquema de Carlinhos Cachoeira. Mas o petista garante que a CPI não vai blindar ninguém.

O sr. é favorável à convocação dos governadores Marconi Perillo (GO), Agnelo Queiroz (DF) e Sérgio Cabral (RJ)?
Não há nenhuma preocupação em convocá-los ou não. Nós vamos tomar a decisão com base nas informações que nós tivermos dos inquéritos da Polícia Federal. Não vou fazer juízo sobre os governadores a partir de matérias jornalísticas. Quero deixar uma coisa clara: não há blindagem a ninguém. Não há tema proibido na CPMI. Nós vamos investigar a organização criminosa do Carlinhos Cachoeira e quem se relacionou com ela. Todos os tentáculos dessa organização devem ser por nós investigados.

Por que o sr. não convocou o dono da Delta, Fernando Cavendish, nessa primeira fase da CPI?
Coloquei na primeira leva de convocados gente da Delta. A partir deste depoimento, das quebras de sigilo e da leitura dos inquéritos da Polícia Federal, ele e outros poderão ser convocados.

Mesmo depois de o procurador-geral, Roberto Gurgel, ter levantado a suspeita de que Cachoeira seria sócio oculto de Cavendish?
Na hora em que o procurador-geral da República nos encaminhar os documentos que motivaram a denúncia dele e eu tiver acesso aos documentos, eu farei juízo de valor. Estamos aguardando esse documento chegar à CPI.

O sr. pretende requisitar os documentos e relatórios de outras CPIs, como a dos Bingos?
As outras CPIs já cumpriram o seu papel.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 6:59

Cabral vê “zero risco” de ter caído em grampo. E a vaia…

Por Wilson Tosta, no Estadão:
Diante das suspeitas sobre sua relação com Fernando Cavendish, controlador da Delta, um dos focos da CPI do Cachoeira, o governador do Rio, Sérgio Cabral Filho (PMDB), traçou uma estratégia baseada na inexistência – pelo menos por ora – de indícios que o envolvam no escândalo.

“Zero, zero risco de haver uma conversa minha tratando de assuntos públicos com o Fernando”, disse o governador a interlocutores do PMDB, no fim de semana. Dois pontos sustentam a tática de Cabral: não foram encontrados grampos da Operação Monte Carlo nos quais o peemedebista apareça beneficiando Cavendish; e, segundo a versão do governador, eles só costumam abordar assuntos privados, sem tocar em interesses públicos. A Delta tem, com o Estado do Rio, contratos de obras que somam R$ 1,49 bilhão.
(…)
Cabral tem se manifestado sobre o caso apenas por notas. Ontem, o governador chegou a evento no Rio ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e evitou um vexame público – Lula foi aplaudido de pé, o que abafou os apupos a Cabral. Sisudo, o governador fez um discurso curto e manteve-se sério, demonstrando abatimento. Depois da solenidade, não falou com os repórteres.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 6:57

Produção industrial recua 3% e confirma início de ano fraco

Por Mariana Carneiro, na Folha:
A produção industrial seguiu fraca no primeiro trimestre do ano. A atividade nas fábricas encolheu 3% de janeiro a março, em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo o IBGE, ainda reflexo da concorrência com importados e estoques elevados. O resultado confirma o mau momento do setor, que registra resultados negativos desde o segundo trimestre do ano passado, e indica que a recuperação da economia em 2012 está mais lenta do que o esperado. Em relatório, o economista Aurélio Bicalho, do Banco Itaú, afirma que para a economia acelerar mais fortemente é necessário que a indústria volte a crescer.

“Nossa expectativa é que isto aconteça, dados os estímulos ao crescimento implementados. No entanto, avaliamos que aumentou a chance de uma retomada, nos próximos trimestres, em intensidade menor do que o antecipado”, escreveu. Em março, a produção recuou 0,5% em relação a fevereiro. Dezoito dos 27 segmentos pesquisados registraram recuo na produção. Apesar da recuperação do setor de veículos (alta de 11,5% no mês)-depois de dois meses de resultado negativo-, isso pode não ser um sinal de melhora.

Dados de abril indicam que os estoques no setor-que responde por 11% da produção da indústria e tem uma cadeia importante de fornecedores-seguem elevados. “O licenciamento de veículos manteve-se fraco no mês passado, e os estoques elevados indicam a possibilidade de novo enfraquecimento da atividade industrial no início do 2º trimestre”, diz Bicalho. Diante deste resultado, economistas passaram a prever que o PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre pode ter sido menor do que o esperado. O Bradesco manteve projeção de 0,7% de crescimento ante o 4º trimestre, mas com possível revisão para baixo. A LCA Consultores projeta expansão de 0,5% para o 1º trimestre. O número sugere uma retomada em ritmo lento.

JUROS EM QUEDA
O resultado reforçou as apostas de baixa da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 9% ao ano. Além da atividade fraca, o governo anunciou alteração de regras da poupança que devem permitir redução da taxa básica. No mercado de juros futuros, as apostas para a taxa em janeiro de 2013 caíram de 8,15% (ontem) para 8,11%.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

04/05/2012

às 6:55

Servidora do TJ ganha R$ 230 mil “sem motivo”

Por Fausto Macedo, no Estadão:
Uma única servidora do Tribunal de Justiça de São Paulo, Ivete Sartorio, recebeu R$ 229.461,49 em apenas 14 meses, a título de pagamentos antecipados, fora os vencimentos. Os desembolsos para Ivete, que é escrevente técnico judiciário, ocorreram entre agosto de 2009 e outubro de 2010, na gestão dos presidentes Vallim Bellocchi (2008-2009) e Vianna Santos (2010).

Expediente intitulado “antecipação de pagamentos a funcionária relacionada ao então presidente Vianna Santos” indica mês a mês todos os procedimentos que resultaram na concessão de créditos a Ivete. Uma planilha revela que todas as solicitações atendidas não foram acompanhadas de justificativa. Anotação “sem motivo” aparece ao lado do “autorizado”.

Os créditos concedidos a funcionários são capítulo à parte na crise que atravessa a corte paulista e estão sob inspeção por ordem do presidente do TJ, desembargador Ivan Sartori. São três procedimentos em curso. O primeiro trata dos contracheques milionários a cinco desembargadores; o segundo examina a liberação antecipada de valores a 41 outros magistrados; o terceiro trata dos recursos para servidores. Os valores, assevera o TJ, são devidos porque de natureza alimentar e trabalhista. A inspeção busca identificar como e sob quais critérios houve as antecipações.

Ivete Sartorio trabalhou no gabinete civil da Presidência, gestão Vianna Santos. Antes, em 2008, ela atuou com Vianna na Presidência da Seção do Direito Público. Naquele ano, alegando “motivo financeiro”, Ivete protocolou pedido de recursos referentes a férias dos exercícios 1986, 2002, 2003, 2004 e 2005, “mais os dias de licença-prêmio, com isenção de I.R.”. Este pleito foi indeferido por “restrições orçamentárias”.

A apuração mostra que depois Ivete recebeu 13 repasses sucessivos, dos quais 5 relativos a férias não tiradas a seu tempo; 4 a título de licença-prêmio e 4 por Fator de Atualização Monetária (FAM). Ontem, Ivete não quis se manifestar. Na semana passada, por telefone, ela disse: “Eles foram pagando, é um direito que a gente tem e pagaram. Sou servidora há muitos anos. A gente fica feliz quando recebe alguma coisa. É direito trabalhista, férias indeferidas por absoluta necessidade de serviço. É um dinheiro que há muitos anos a gente recebe. A gente tem que ter alguma compensação. Passa a vida toda sem receber nada. Requerimentos todos fazem. Conforme eles têm dinheiro pagam ou não”.
(…)

Por Reinaldo Azevedo

 

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