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quarta-feira, 25 de abril de 2012

7:23 \ Congresso

Um dia atípico

Aniversário de 82 anos

Acostumado a ser alvo de críticas de eleitores país afora, José Sarney viveu ontem um dia atípico: a presidência do Senado recebeu cerca de 400 mensagens de e-mail de felicitações pelos 82 anos de Sarney completados nesta terça. Sarney também recebeu telefonemas de uma infinidade de parlamentares, ministros, empresários. Dilma Rousseff e Michel Temer, claro, também ligaram.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 24 de abril de 2012

21:21 \ Congresso

Jucá se diverte

"É tão bom ser relator do orçamento"

Sem as antigas obrigações de líder do governo no Senado, Romero Jucá está se divertindo com a correria da base governista na CPI mista do Cachoeira. Indicado por Renan Calheiros para ser o todo poderoso relator do orçamento da União neste ano, Jucá ironiza o sufoco de Eduardo Braga na liderança:

– É tão bom ser relator do orçamento…

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 20 de abril de 2012

10:38 \ Congresso

Braga, o avalista

Na conta do Braga

Ainda está viva na memória da ala peemedebista menos simpática a Eduardo Braga a entrevista na qual ele rasgou elogios a Jarbas Vasconcelos e estimulou o peemedebista dissidente a se aproximar de Dilma Rousseff (leia mais em Braga na chuva).

Para os peemedebistas, agora que Jarbas foi indicado pela oposição para participar da CPI mista do Cachoeira, todo o barulho contra o governo que for realizado pelo pernambucano na comissão deverá ser creditado a Braga.

O líder do governo, aliás, anda dizendo que vai acompanhar a CPI de “camarote” e que não vai participar. Seu antecessor Romero Jucá sempre participou de CPIs por um simples motivo: o governo tem que ter alguém para engavetar o que tem de ser engavetado e adotar medidas impopulares para blindar o palácio. Dilma não terá esse alguém.

Por Lauro Jardim
7:01 \ Congresso

Rollemberg surfa

Rollemberg: "governador" para os colegas

Enquanto Agnelo Queiroz segue ladeira abaixo no Distrito Federal, quem começa a faturar com os seguidos escândalos no governo petista é Rodrigo Rollemberg. Pelo menos no Congresso, Rollemberg já é chamado de “governador” pelos colegas de Senado.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 19 de abril de 2012

6:07 \ Congresso

A ausência de Braga

Peemedebistas magoados

Eduardo Braga está há pouco mais de um mês no cargo de líder do governo no Senado, mas já virou alvo de seus antigos aliados do chamado “G-8” do PMDB. Os peemedebistas reclamam que Braga anda ausente e já não é mais o mesmo senador acessível e conversador.

O comportamento distante de Braga também mudou a interlocução com outros setores do PMDB. Desde que assumiu a liderança, ele também excluiu o gabinete de Michel Temer das articulações do governo. Nos tempos de Romero Jucá, a sala de Temer era frequentemente utilizada para mediar conflitos e tratar de questões de interesse do PMDB. Com Braga na liderança, Temer simplesmente deixou de ser procurado.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 18 de abril de 2012

17:24 \ Congresso

As diferenças entre as CPIs

Manobras do governo na CPI

Vice-presidente da finada CPI dos Bingos, Mozarildo Cavalcanti estava na bancada da sessão que interrogou o bicheiro Carlinhos Cachoeira, em 2005. Oposição ao governo na época, Mozarildo lembra a forma como o governo usava a maioria na comissão para derrubar requerimentos que poderiam causar problemas ao Planalto. Diz Mozarildo:

– Começamos a levantar os negócios do Cachoeira naquela época, mas não fomos adiante porque o governo derrubou todos os requerimentos de quebra de sigilo dos envolvidos.

Para Mozarildo (hoje integrante da base governista), a mesma estratégia utilizada em 2005 poderá ser aplicada agora na CPI mista do Cachoeira. Com uma maioria ainda mais esmagadora, o Planalto poderá lançar mão de todos os instrumentos para aprovar ou rejeitar o que quiser. Há apenas uma ressalva, segundo Mozarildo:

– A diferença da CPI dos Bingos para essa do Cachoeira é que agora tem muita coisa revelada e vai ser difícil encontrar senador para engavetar requerimento diante da opinião pública.

Por Lauro Jardim
17:23 \ Congresso

Bingo legalizado

Jogo seria liberado em dez estados

Apesar de ter participado do cerco a Carlinhos Cachoeira na CPI dos Bingos, Mozarildo Cavalcanti, veja só, apresentou projetos no Senado para legalizar a exploração de cassinos em dez estados.

Pelas propostas em tramitação no Congresso, Mozarildo quer liberar o jogo de bingo no país, autorizar a exploração de cassinos em hotéis da Amazônia e do Pantanal e ainda dispensar o visto de turistas estrangeiros para visitas nas duas regiões.

As ideias estão divididas em três projetos. Na prática, o fluxo de estrangeiros e da jogatina estaria liberado em dez estados: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Para liberar o jogo de bingo, Mozarildo argumenta no projeto:

– Há de se convir que também pessoas sérias, que geravam empregos, renda e impostos, foram atingidas pela abrupta proibição do jogo de bingo.

Já a proposta de exploração de cassinos em hotéis de selva e hotéis fazenda na Amazônia e no Pantanal, diz Mozarildo, “visa dotar as regiões de mecanismos capazes de promover o desenvolvimento e minimizar as desigualdades sociais”. O passe-livre a turista tem justificativa ainda mais simples:

– A exigência de visto, muitas vezes, é considerada um obstáculo para os potenciais turistas que buscam alternativas em outros países, que facilitam o turismo ecológico.

Por Lauro Jardim
16:53 \ Congresso

Demóstenes no plenário

Com Randolfe Rodrigues


Demóstenes Torres
acaba de entrar no plenário do Senado. Sorrindo para todos, cumprimentou os colegas, apertou a mão do relator de seu processo de cassação, Humberto Costa, e de seus antigos aliados nas lutas contra corrupção, Pedro Taques e Randolfe Rodrigues.

Quem vê o senador acha que nada aconteceu ou está acontecendo com ele. Deve estar usando seus agora famosos dotes de ator também nesse retorno ao Congresso.

(Atualização, às 17h18: Demóstenes permaneceu no plenário por vinte minutos e, seguido por uma multidão de jornalistas, retornou ao gabinete.)

Por Lauro Jardim
16:18 \ Congresso

Meio milhão no lixo

"Foi um teatro"

A CCJ do Senado jogou no lixo hoje uma montanha de dinheiro ao rejeitar as propostas de reforma administrativa que poderiam acabar com o descalabro financeiro que faz com que 81 senadores tenham à disposição cerca de 6 300 servidores.

Os senadores vetaram a proposta de Benedito de Lira porque ela cortava cargos de menos na megaestrutura do Senado. Mas veja só: eles também mandaram ao limbo a proposta de Ricardo Ferraço porque ela cortava cargos demais.

Nessa brincadeira, os senadores botaram fora 500 000 reais. Justamente o dinheiro gasto pela gestão de José Sarney para que a Fundação Getúlio Vargas realizasse uma proposta de reforma. Ferraço resume a história da reforma administrativa no Senado:

– Na prática, o que houve foi um teatro. Continua tudo como dantes…

Por Lauro Jardim
14:28 \ Congresso

Ana Amélia quer fazer barulho

Um lugar na CPI

Na contramão da maioria dos senadores, que quer distância da CPI mista do Cachoeira, Ana Amélia Lemos avisou ontem a Francisco Dornelles que irá pedir um assento na investigação. Cotada para disputar o governo do Rio Grande do Sul em 2014, Ana Amélia quer fazer barulho na CPI.

Por Lauro Jardim
10:33 \ Congresso

Senadores no escuro

Vai liberar os grampos?

Os senadores que conversaram com Ricardo Lewandowski ontem voltaram ao Senado desconfiados. Humberto Costa, Antonio Carlos Valadares e Vital do Rêgo passaram cerca de quarenta minutos com o relator do inquérito de Demóstenes Torres no STF.

Durante a reunião, eles apresentaram uma série de argumentos para justificar o compartilhamento das provas da Operação Monte Carlo com o Conselho de Ética do Senado, mas não receberam nenhum indicativo de que seriam atendidos nas suas reivindicações. Cauteloso, Lewandowski limitou-se a dizer que iria analisar os argumentos dos senadores. Nada além.

Depois do encontro, Costa adiantou-se a Lewandowski e garantiu no Senado que terá condições de elaborar seu relatório mesmo que o STF se recuse a fornecer as evidências contra Demóstenes.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 17 de abril de 2012

19:33 \ Congresso

Adiantando a defesa

Explicações antecipadas

Quem conversou com Demóstenes Torres hoje percebeu que ele começou a semana mais otimista em relação ao nebuloso futuro político. Seguindo a liturgia da crise, Demóstenes foi ao Senado nesta terça-feira, registrou presença no plenário e refugiou-se no gabinete. Com a lista de integrantes do Conselho de Ética sobre a mesa, Demóstenes passou boa parte do dia disparando telefonemas aos senadores que terão a missão de julgá-lo.

Com quem conseguiu falar, o goiano se colocou à disposição para esclarecer dúvidas e fazer pessoalmente sua defesa antecipada sobre suas relações com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Apesar de todo o desvelo, nenhum senador deu conversa para Demóstenes.

Por Lauro Jardim
14:54 \ Congresso

CPI tem assinaturas no Senado

Cobrança

Walter Pinheiro está indignado com as notícias de uma eventual operação abafa no Congresso em torno da CPI mista do Cachoeira. Pinheiro já reuniu 28 assinaturas, uma a mais que as 27 exigidas pelo regimento no requerimento de investigação. Detalhe: as assinaturas coletadas até agora ainda não incluem as adesões da oposição e do PMDB. Com o número regimental alcançado no Senado, resta a base completar as 171 assinaturas na Câmara.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 16 de abril de 2012

10:26 \ Congresso

A fuga dos relatores

"Todo mundo está com o rabo preso"

Integrante da chamada bancada independente do Senado, Ana Amélia Lemos ficou intrigada com tantas recusas no sorteio da relatoria do processo de cassação de Demóstenes Torres no Conselho de Ética.

Cinco senadores (Lobão Filho, Gim Argello, Ciro Nogueira, Romero Jucá e Renan Calheiros) disseram não ao cargo até que Humberto Costa topou a empreitada. Para Ana Amélia, o episódio não deixa dúvidas:

– Isso foi a revelação clara de que todo mundo está com o rabo preso. A esta altura, o Demóstenes já leu o inquérito e sabe tudo sobre todos.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 13 de abril de 2012

14:34 \ Congresso

Sessenta horas de grampos

Horas e horas de conversas

Integrantes da cúpula do PMDB no Senado receberam nesta semana uma informação que dá uma ideia do tamanho do trabalho que a futura CPI mista do Cachoeira terá quando o STF finalmente repassar cópia do inquérito da Operação Monte Carlo. Só as conversas de Demóstenes Torres com o bicheiro Carlinhos Cachoeira totalizam cerca de sessenta horas de gravações.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 12 de abril de 2012

18:29 \ Congresso

Relator descarta acareação

Sem espetáculo no conselho

Líder do PT no Senado em 2011, Humberto Costa foi um dos senadores que mais discutiram com Demóstenes Torres nas vezes em que ele subiu à tribuna para desancar Dilma Rousseff e o governo, envolto em crises e sucessivas trocas de ministros. Agora, Costa será o senador que dará a primeira palavra sobre a cassação de Demóstenes. Será dele o relatório que orientará os demais colegas na votação do Conselho de Ética.

Ciente do seu passado de atritos com o colega goiano, Costa se apressou a dizer que “irá seguir o regimento” e avisou aos integrantes do conselho que não vai abrir espaço para “espetacularização” do processo no colegiado. A ideia de uma acareação entre Demóstenes e o bicheiro Carlinhos Cachoeira está descartada no momento.

Por Lauro Jardim
10:31 \ Congresso

Café do Braga

Base arisca

A base aliada no Senado anda tão arisca, que Eduardo Braga resolveu adotar o mesmo sistema da Câmara (reuniões semanais de análise de pauta) para tentar domar os colegas: vai realizar café da manhã com líderes da Casa e com Ideli Salvatti todas as terças-feiras.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 11 de abril de 2012

21:07 \ Congresso

O acordo PT-PMDB

Acordo com o PMDB

Walter Pinheiro procurou Renan Calheiros para propor o seguinte acordo: o PMDB do Senado indica o presidente da CPI mista do Cachoeira e o PT da Câmara leva a relatoria. Beleza. Acontece que Pinheiro esqueceu de combinar com os colegas petistas da Câmara.

Nenhum petista de proa quer ouvir falar em relatoria de CPI. Só o baixo clero, que faz tudo por cinco minutos de fama, cogita a tarefa. A repulsa pela relatoria tem diferentes justificativas, mas a maior está na parte mais cara ao político, as urnas: ninguém quer associar a imagem a um grande escândalo de corrupção em pleno ano eleitoral.

A propósito, Renan ficou de pensar na proposta de Pinheiro e levar à bancada a alternativa da presidência.

Por Lauro Jardim
14:24 \ Congresso

Os furos do Conselho de Ética

De mal com o regimento

Vital do Rêgo é o senador responsável por zelar pelo decoro parlamentar e pelo bom cumprimento do Regimento Interno do Senado. Detentor do todo poderoso cargo de corregedor, Vital é o primeiro a receber pedidos de abertura de processo contra os colegas. Mas veja o que Vital disse, ontem, sobre o texto do regimento do Conselho de Ética da Casa:

– É inconsistente isso aqui mesmo. O texto é cheio de furo.

Por Lauro Jardim
6:02 \ Congresso

Bate-boca e desculpas

Entrevero antigo

Depois do bate-boca no Senado ontem, Pedro Simon procurou Renan Calheiros longe dos holofotes e pediu desculpas.

Ontem, Simon desceu a borduna em Renan durante reunião do Conselho de Ética do Senado. Usando uma declaração do líder peemedebista publicada na imprensa, Simon provocou:

– O líder do PMDB diz no jornal que não é tradição do PMDB apoiar CPI. Não é desde que vossa excelência assumiu a liderança, isso é verdade. Mas as maiores CPIs do Congresso sempre foram assinadas pelo PMDB.

Renan então reagiu:

– Eu disse que o PMDB sempre teve compromisso com investigação dos fatos. Vossa excelência não pode ser injusto.

Simon prosseguiu:

– A CPI do impeachment do Collor nasceu no meu gabinete. Vossa excelência não pode dizer que não é tradição do PMDB patrocinar CPI. Hoje não é. Mas era!

Depois do entrevero, longe dos holofotes, Simon procurou Renan e pediu  desculpas.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 10 de abril de 2012

22:44 \ Congresso

Por que o Congresso quer

A propósito da CPI mista do Cachoeira no Congresso, líderes partidários do Senado diziam abertamente ontem que a comissão só será criada se o STF insistir em vetar o acesso dos parlamentares ao inquérito da Operação Monte Carlo. Como diz Alvaro Dias, está mais do que evidente que não há no Congresso a disposição para investigar o que quer que seja. O que existe entre os partidos é a disposição de “acabar com vazamentos seletivos” e descobrir até aonde vão os laços de Cachoeira no Executivo e no Judiciário. Resume Dias:

- O que tinha de prova contra congressista já saiu. O que queremos agora é ver até aonde o Cachoeira chega no Executivo e no Judiciário.

Por Lauro Jardim
17:32 \ Congresso

Goianos desfalcados

Longe do Congresso

Desde que resolveu submergir para ler os grampos telefônicos da Operação Monte Carlo, Demóstenes Torres vem colecionando faltas no plenário do Senado e nas comissões.

Ontem, Demóstenes seguia entocado num sítio no entorno do Distrito Federal e nem os próprios assessores sabiam dizer a data de seu retorno ao Congresso. Pelo visto, os goianos vão continuar desfalcados no Senado.

Por Lauro Jardim
7:34 \ Congresso

Mudanças no julgamento

Beira-mar, um dos bandidos mais perigosos do país

Está na pauta da reunião da CCJ do Senado desta quarta-feira proposta que estabelece novas regras para o julgamento na primeira instância da Justiça de crimes praticados por organizações criminosas.

Entre os principais pontos da proposta, o texto abre a possibilidade de criação de um colegiado de juízes de primeira instância para análise dos processos e autoriza a alienação antecipada dos bens apreendidos ou sequestrados que tenham relação organizações criminosas.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 9 de abril de 2012

10:23 \ Congresso

Praga da Marinor?

De volta ao Senado

Jader Barbalho tomou posse no Senado em 28 de dezembro de 2011. Desde então, vem sofrendo seguidos problemas de saúde que praticamente o impedem de começar as atividades do mandato no Congresso.

Entre os peemedebistas, em tom de galhofa, atribui-se o inferno astral de Jader a uma suposta praga de Marinor Brito, a suplente do PSOL que ocupava seu lugar até a liberação do STF. Praga ou não, Jader (agora recuperado) diz que estará de volta ao Senado nesta semana.

Por Lauro Jardim
7:34 \ Congresso

Até o Nescau

Até o chá de boldo

O Senado abriu licitação para gastar até 106 000 reais na compra de “gêneros alimentícios de primeira necessidade” para o gabinete de José Sarney e para o atendimento das excelências no cafezinho do plenário da Casa.

Depois de bancar o celular, o carro, o restaurante, as viagens, o plano vitalício e integral de saúde e toda sorte de benesses, descobre-se agora que o Senado banca (com o seu dinheiro) até o Nescau das excelências.

Na lista de 29 itens que deverão ser fornecidos ao Senado, no prazo de um ano, consta, por exemplo, a previsão de gasto de 728 reais com achocolatado em pó, 10 560 em adoçante, 2 600 em biscoito de leite e 1 470 no chá de boldo, além de outros produtos como sucos, leite, café solúvel, queijo e presunto.

 

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 5 de abril de 2012

12:20 \ Congresso

Demóstenes, o DEM e o PMDB

Ainda no DEM

A história de Demóstenes Torres com o DEM foi encerrada na última terça-feira, mas até o final desta manhã, a página do Senado ainda apontava o partido comandado por José Agripino Maia como sigla do senador goiano.

Enquanto o Senado não se atualiza, uma pergunta irônica corre entre os parlamentares do DEM: será que Renan Calheiros continua interessado em levar Demóstenes ao PMDB?

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 4 de abril de 2012

19:22 \ Congresso

O castigo de Sarney

De castigo no hospital

Pedro Simon deixou as atividades do Senado nesta semana para cuidar da saúde. Não foi um ato voluntário. Simon seguiu as ordens da mulher, Ivete, que obrigou-o a fazer todo tipo de exame. No meio da bateria de testes, Simon acabou descobrindo um coágulo no intestino, nada grave, mas o suficiente por deixá-lo mais algumas horas no estaleiro.

Quem conhece Simon sabe que ele detesta hospitais. O período de exames foi, portanto, uma espécie de castigo para o senador gaúcho e virou motivo de gozação entre peemedebistas do Senado:

- O Simon não foi falar mal do Sarney na VEJA? Então, deu no que deu. É castigo.

Por Lauro Jardim
12:27 \ Congresso

Biografia parcial

Depois do lugar na lista de pensadores da ONU (leia mais em O pensador do século), eis mais um trecho de destaque da biografia de Demóstenes Torres, estampada em sua página de internet:

– Dos 594 parlamentares – a soma dos 81 senadores e dos 513 deputados federais – Demóstenes é o parlamentar que mais combate a corrupção no Brasil.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 3 de abril de 2012

19:28 \ Congresso

Vinte dias de oposição

De volta ao ninho

Durou exatos vinte dias o período da temida oposição da bancada do PR no Senado. Anunciado em 15 de março, o rompimento com o Planalto não passou de uma coreografia política mal ensaiada.

Nesses vinte dias, o PR não foi oposição em nenhuma votação, não questionou o governo em nenhuma manobra. Votou religiosamente com a base e evitou as CPIs com repulsa governista.

Quando anunciou o retorno ao ninho de Dilma Rousseff hoje (em um bloco com o PTB), o PR confirmou a velha tese: não há oposição que resista ao bom e velho fisiologismo da máquina.

Por Lauro Jardim
18:15 \ Congresso

Demóstenes ausente

Falta sem justificativa

O painel eletrônico do plenário do Senado registrou na sessão desta tarde os nomes de 52 senadores. Na bancada goiana, Cyro Miranda e Lúcia Vânia marcaram presença. O nome de Demóstenes Torres, porém, ficou apagado durante todo o dia.

Demóstenes não deu as caras no Senado. Ele ficou em casa, mergulhado na papelada da Operação Monte Carlo. A ausência, que implica em desconto no salário, é um dos primeiros efeitos colaterais do furacão Carlinhos Cachoeira na frequência dele no Senado.

Por Lauro Jardim

 

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