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terça-feira, 8 de abril de 2014

19:04 \ Congresso

Na contramão

Depois do fuzilamento, o recuo

Planalto queria CPI sepultada

Romero Jucá, relator do processo sobre a abertura da CPI da Petrobras, votou pela abertura da investigação ampla, na sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O parecer de Jucá favorece uma CPI que alcance, além da Petrobras, os contratos do metrô de São Paulo e as obras no Porto de Suape, em Pernambuco.

Para o governo, ao incluir no escopo da comissão negócios que respinguem no PSDB, caso de São Paulo, e em Eduardo Campos é apenas o menor dos males.

O fato é: a decisão de Jucá está longe dos sonhos do Palácio do Planalto, que gostaria de ver o sepultamento do plano de CPI, seja qual for o alvo.

Jucá foi procurado pelo governo, antes da sessão da CCJ. O último apelo era para que, como relator, trabalhasse pelo adiamento da discussão. Jucá disse ‘não’, adiantando aos emissários de Dilma Rousseff o voto dado horas depois na CCJ.

O PMDB abraçou o projeto de botar a CPI nos trilhos (Leia mais aqui), ainda que incluindo no alvo da investigação Campos e PSDB. A bancada do PT sequer foi consultada pelos aliados.

Jucá adiantou sua decisão a Renan Calheiros e Eunício de Oliveira, ontem à noite, e a Eduardo Cunha, hoje de manhã.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

17:33 \ Partidos

Estamos juntos

Pacto de autoproteção

Pacto de autoproteção

A cúpula peemedebista do Senado se reuniu pouco antes do recesso no gabinete de Renan Calheiros para tratar do futuro. Além de Renan, Romero Jucá, Eunício Oliveira, Vital do Rêgo e Eduardo Braga trocaram impressões sobre o que os aguarda em 2014.

Da conversa saiu uma espécie de pacto de socorro a quem for derrotado nas eleições de outubro. Quem não tem voto tem medo. Renan, Jucá, Eunício e Braga provavelmente disputarão a cadeira de governador de seus estados. Vital sonha com o Ministério da Integração.

O grupo fechou que os representantes da turma que caírem nas urnas ou não chegarem à Esplanada, caso de Vital, contarão com o apoio dos colegas para ocupar os cargos de destaque que pertencem ao PMDB no Senado.

O compromisso não passaria de mero protocolo partidário, se ninguém soubesse que Eduardo Braga e Renan não se suportam. Isso sem falar na rixa criada entre Eunício e Jucá, que disputaram a liderança do partido no início de 2013.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

18:58 \ Congresso

Relatos no plenário

Vítima do golpe

Vítima do golpe

Senadores levaram ao plenário hoje relatos de um golpe aplicado por telefone (Leia mais em: Golpe contra deputados). Romero Jucá, Alfredo Nascimento e outros já foram procurados pela quadrilha.

A pernada acontece da seguinte maneira: o bandido liga para um parlamentar se passando por um colega de Congresso. Diz que está no estado de origem da vítima e sem dinheiro para comprar uma passagem de volta para Brasília. O malandro finaliza pedindo que o suposto colega deposite um valor numa determinada conta-corrente.

O gabinete de Jucá recebeu uma ligação de um sujeito que se apresentou como o deputado Renan Filho, sim, da prole de Renan Calheiros, seu histórico aliado. Jucá diz que seu funcionário não caiu na conversa mole. Já Alfredo Nascimento relatou que, no seu caso, o bandido tentou se passar por Magno Malta.

Nascimento brincou com a situação:

- Emprestei um dinheiro para o colega Magno Malta, e ele nunca me pagou.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

PSD de Jucá

Em campanha

Romero Jucá anda trabalhando com sangue nos olhos para conseguir se eleger governador de Roraima no ano que vem. Em um acordo com Gilberto Kassab, está prestes a fechar o apoio do PSD.

Jucá agora deu início a uma intervenção prática no comando do PSD local, de acordo com os dirigentes do partido. Jucá quer substituir o presidente do diretório estadual por seu aliado Urzeni Rocha e levar os correligionários de Kassab para o palanque do atual governador, José Anchieta, que deverá brigar por uma vaga do Senado.

O atual presidente do PSD roraimense, o deputado federal Rui Lima resolveu chutar o balde contra Jucá, seu antigo aliado no estado, e está arrumando as malas para deixar a legenda.

- Romero é do PMDB, mas está mandando no PSD. Ele me ameaçou: ‘se você não apoiar o atual governador para o Senado, eu te tiro do comando do partido’. Fui falar com Kassab sobre esse absurdo e Kassab disse que precisava de Romero até 2014.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 23 de maio de 2013

21:11 \ Congresso

Não é bem assim

Depois do fuzilamento, o recuo

Romero Jucá explicava aos jornalistas pontos do texto final de sua proposta de regulamentação da Emenda Constitucional das Domésticas. Jucá repetia uma tese bizarra que havia apresentado pouco antes, durante a reunião da comissão especial formada para discutir o tema.

Câmeras ligadas, Jucá defendeu que mesmo os empregados demitidos por justa causa tivessem direito a indenização. Obviamente, foi fuzilado por repórteres. Uma delas sintetizou, com um exemplo prático:

- Então, se eu filmar a empregada que trabalha na minha casa espancando minha filha ou roubando meus objetos e eu decidir demiti-la, terei que pagar a mesma multa que pagaria a um empregado que foi demitido por motivos menores?

Jucá afirmou que sim, tentou manter-se firme em seu propósito e terminou a entrevista argumentando em favor de sua proposta. Eis que, passados poucos mais de dez minutos, um assessor de Jucá procura os mesmo jornalistas para anunciar: “gente, o senador voltou atrás”.

Assim sendo, Jucá pediu e retornou aos microfones com outra versão: em casos de agressão ou furtos, o empregado não terá direito à multa. Já nas outras demissões por justa causa, a regra para lá de questionável será mantida

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 9 de maio de 2013

14:28 \ Congresso

Mais uma

Mais uma comissão

Renan Calheiros parece ter se inspirado em Dilma Rousseff, com sua penca de ministérios, e arrumou novas cadeiras para abrigar colegas.

O Senado aprovou anteontem, em votação relâmpago, a criação de mais uma comissão permanente, a julgar pelo nome, de absoluta irrelevância: trata-se da Comissão do Senado do Futuro.

A criação do colegiado misterioso – projeto de de autoria da Mesa Diretora, ressalte-se – tramitou em tempo recorde. Sob os cuidados do relator Romero Jucá, foi proposto no dia 18, gerido e aprovado no plenário em impressionantes vinte dias. Hoje, havia senador que sequer sabia da novidade.

Agora, para quem ainda não conseguiu alcançar a importância da nova comissão, que terá onze integrantes, aí vai o resumo da função do colegiado: “promover discussões sobre grandes temas e o futuro do país, bem como aprimorar a atuação do Senado nessa questão”.

Deu para entender?

Por Lauro Jardim

terça-feira, 30 de abril de 2013

19:29 \ Congresso

Fora da festa

Proposta recusada

Romero Jucá era a imagem do abatimento hoje, no Congresso. O texto da PEC das Domésticas deverá entrar em vigor sem a principal sugestão de Jucá.

A redução da multa indenizatória nos casos de demissão sem justa causa de trabalhadores domésticos ainda não passou na goela do governo. A proposta chegou a ser desautorizada publicamente por Renan Calheiros, que emitiu nota oficial criticando a redução.

O fato é: a regulamentação da PEC não sairá do papel antes do 1º de maio, impedindo tanto Jucá como o governo de capitalizarem politicamente a nova lei.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 27 de março de 2013

19:23 \ Congresso

Corre, Jucá

O porta-voz

A brincadeira interna no PMDB é acertar em quanto tempo Romero Jucá, escanteado na disputa pela liderança do PMDB para dar lugar a Eunício de Oliveira, abandonará a próxima reunião para ser o primeiro a falar com jornalistas.

Seus correligionários têm dito que, nos últimos encontros do partido, a cadeira de Jucá parecia estar queimando, tamanha a ansiedade para sair e chegar aos microfones.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 19 de março de 2013

19:23 \ Congresso

Velha dupla

Juntos na comissão

Romero Jucá e Cândido Vaccarezza não têm em comum apenas o fato de terem sido guilhotinados da liderança do governo na mesma época por Dilma Rousseff. A dupla agora está capitaneando os trabalhos da comissão mista formada para elaborar alterações no Regimento Comum do Congresso.

A ideia é sugerir mudanças na bíblia do Legislativo e evitar o mico recorrente de o STF ter que entrar no circuito para bater o martelo a respeito de temas do Parlamento, como ocorreu com os vetos presidenciais e o Fundo de Participação dos Estados (FPE).

Vaccarezza preside o colegiado, e Jucá é o relator. A expectativa é que o texto final, com as propostas, deverá ser votado na comissão e chegar ao plenário no final da maio.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 15 de março de 2013

17:22 \ Partidos

Segundo capítulo

Desejo por mais espaço

Um cala-boca para o PMDB mineiro da Câmara, um novo nome do PDT e quem sabe um carinho no PR e uma sinalização para o PSD. Mas se Dima Rousseff acha que a chiadeira por cargos vai estancar após a reforma ministerial, não conhece o PMDB e deveria pedir para Ideli Salvatti dar um pulinho no Senado.

Os senadores do partido que não dizem amém a Renan Calheiros incondicionalmente – leia-se todos menos José Sarney e Romero Jucá – assistiram às substituições na Esplanada à distância e terminaram chupando o dedo. Agora, começará um processo de pressão e envio de recadinhos ao Planalto, até que Dilma resolva agraciá-los.

A avaliação dos peemedebistas é que o núcleo Renan não tem mesmo do que reclamar: patrocinou Edison Lobão e Garibaldi Alves, além de responder por um latifúndio em cargos de segundo escalão de outros braços do governo fora da Esplanada.

Um integrante da cúpula peemedebista, descontente, resumiu:

- Eles vão ficar com tudo? Se ela acha que agradando só PMDB da Câmara e a panelinha de Renan, já basta, é bom saber que a bancada do Senado tem vinte parlamentares: outros dezessete não querem saber de Renan.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

18:08 \ Congresso

Bate boca

Elevando o tom

Ronaldo Caiado e Romero Jucá bateram boca, hoje à tarde, durante a reunião de líderes no Congresso.

Na tentativa de convencer a oposição de votar o orçamento esta semana, Jucá falou grosso e lembrou que um acordo firmado no final do ano passado determinava que a matéria fosse apreciada logo após o fim do recesso parlamentar.

Caiado reagiu, elevando ainda mais o tom:

- Não venha com vestal de cumpridor de palavra que você é quem mais desrespeita acordos fechados aqui.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

6:01 \ Congresso

Perdeu Jucá

Novo líder

Os últimos três dias transcorreram na mais alta temperatura na bancada do PMDB do Senado. O último capítulo da guerra começou com a ameaça iminente de racha e monitoramento constante do Planalto. E terminou com o recuo de quem passou a semana dizendo que não recuaria: Romero Jucá.

Na segunda-feira, Michel Temer reuniu-se com Eunício de Oliveira e saiu com a certeza de que a desistência não partiria dele. Muito pelo contrário.

Em outra ponta e diferentes momentos, Ideli Salvatti e Eduardo Braga deliberavam sobre como evitar o que ambos e Eunício não queriam: Jucá líder do bloco partidário que o PMDB integra e Eunício, do partido.

O trio sabia que, se as lideranças fossem divididas, Eunício e Braga seriam esvaziados e, pior, o Planalto teria bem mais problemas do que está disposto.

Montou-se então a estratégia ou, em outras palavras, a ameaça de racha.

Unha e carne de Jucá e Renan, Gim Argelo recebeu um recado: se o quadro permanecesse como estava, Eunício poderia abandonar a ideia de liderança e lançar uma candidatura alternativa e de última hora à presidência do Senado. Era blefe, mas Gim e Renan não quiseram pagar para ver. Óbvio.

Eunício postulando a Mesa Diretora seria tudo o que Renan (amplamente desgastado frente à opinião pública) não precisava e mais do que seus adversários sonhavam. Claro, sendo do PMDB, Eunício teria total legitimidade para ocupar a cadeira que hoje é de José Sarney.

Sem alternativas, Renan fez agora o que poderia ter construído há seis meses: administrou Jucá, tirando-lhe da parada e empurrando-lhe goela abaixo a segunda vice-presidência da Casa.

Ao fim e ao cabo, a Jucá sobrou uma saída honrosa e uma promessa: a vice-liderança do PMDB e a sinalização de que Eunício será candidato a governador do Ceará em 2014.

Mas até lá, o Planalto e os adversário de Renan, Jucá e Gim esperam já ter outra carta na manga.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

18:30 \ Congresso

Acordo peemedebista

Jucá: acordo fechado

Romero Jucá e Eunício Oliveira se entenderam. Acabou a disputa entre os dois. Ainda hoje será anunciado o acordo.

Eis o que está fechado: Jucá desiste de tentar a liderança do PMDB, abre espaço para a candidatura única de Eunício e aceita a 2ª vice-presidência do Senado.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

18:21 \ Congresso

Jucá não abre mão

Nada de Mesa Diretora

Romero Jucá, como se sabe, não quer nem ouvir falar em segunda vice-presidência do Senado (Leia mais em: Longe da bandeira branca).

O medo que agora lhe acomete é comum a todo e qualquer político em processo desidratação e tem sempre a mesma origem: perda de poder.

A quem se aproxima para falar sobre as delícias da cadeira na Mesa Diretora, Jucá é enfático:

- A Mesa pode dar visibilidade, mas não me interessa. Quero continuar participando das decisões do PMDB na Casa, e isso a segunda vice não vai me dar.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

17:21 \ Congresso

Longe da bandeira branca

Na briga

Nem a sinalização de José Sarney, de que Eunício de Oliveira é favoritíssimo, foi suficiente para convencer Romero Jucá a jogar a toalha na briga pela liderança do PMDB no Senado (Leia mais em Sarney por Eunício).

Inconformado, Jucá ainda não quer nem ouvir falar em segunda vice-presidência da Casa: tem conversado com seus pares e pedido socorro a Renan Calheiros para ajuda-lo a virar o jogo – praticamente perdido.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

18:57 \ Congresso

Sarney por Eunício

Rindo à toa

Por mais contraditório que pareça, José Sarney sabe que, na política, a fila anda. Pelo menos é o que vêm demonstrando suas declarações de que Eunício de Oliveira é favorito absoluto para assumir a liderança do PMDB no Senado.

A manifestação pública, porém, é o ponto final de um movimento que começou em dezembro, quando Sarney entrou no jogo em favor de Eunício, deixando claro que a vez de Romero Jucá já havia passado.

Aliás, quase ninguém na bancada peemdebista quer ver Jucá na liderança do bloco (PMDB/PP/PSC/PMN/PV) – alternativa que serviria como prêmio de consolação (Leia mais em: Até segunda ordem).

Ou seja, o melhor amigo de Renan Calheiros que aceite a segunda vice-presidência e lamba os beiços. A avaliação predominante é: no caso de Eunício à frente do PMDB e Jucá comandando o bloco, dois são iguais a menos um.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

15:28 \ Partidos

Até segunda ordem

Preferido, por enquanto

Romero Jucá e Eunício de Oliveira continuam travando uma guerra velada pela liderança do PMDB no Senado e, consequentemente, pela preferência de Renan Calheiros, por onde passam todas as decisões do partido.

Pelo menos até segunda ordem, Eunício é o mais cotado para capitanear a bancada, entre outras razões, por não encontrar resistência no Planalto.

Jucá ficaria então com um prêmio de consolação. Resta saber qual: a liderança do bloco da maioria (PMDB/PP/PSC/PMN/PV) ou a segunda vice-presidência da Casa.

Isto, se Renan não mudar de ideia.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

13:31 \ Congresso

Recuo na Câmara

Negociações em curso

Já estava tudo encaminhado para a Comissão Representativa – uma espécie de equipe de plantão de parlamentares que fica a postos durante o recesso – votar o Orçamento hoje (Leia mais em: Orçamento em pauta).

Uma corrente de deputados, porém, lembrou que a decisão de apreciá-lo no colegiado poderia abrir um precedente complicado para o Legislativo: a perda de barganha.

Se o governo gostar dessa brincadeira de deixar o Orçamento nas mãos da Comissão Representativa, os deputados temem que o Planalto passe a articular para que a situação se repita nos próximos anos.

Se isso acontecer, os parlamentares perderão a chance de apresentar suas exigências em troca da aprovação do Orçamento, como acontece anualmente. E abrir mão da moeda de troca, nem pensar.

Ou seja, até agora não há nada definido. As negociações seguem em curso, e Romero Jucá, o relator, está procurandos os resistentes para tentar convencê-los a concluir a apreciação hoje.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

8:29 \ Congresso

Efeito dominó

Sem pressa

Postulantes a líder do PMDB no ano que vem, Romero Jucá, Eunício de Oliveira e Vital do Rêgo não aguentam mais a lentidão de Renan Calheiros para se assumir candidato a presidente do Senado.

Explica-se: lideranças, cargos da Mesa Diretora e das comissões que cabem ao PMDB só serão definidos depois de oficializada a candidatura de Renan. Ao trio recomenda-se paciência: Renan não está disposto a deflagrar esse processo antes de 2013.

Neste momento, Vital do Rêgo corre como azarão e, como se sabe, pode parar na CCJ. Uma das saídas que começou a ser conversada nos últimos dias é a de dar a Jucá a liderança da Maioria, hoje também ocupada por Renan, deixando caminho livre para Eunício.

Difícil é acreditar que Jucá topa sair do páreo com essa oferta.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

15:20 \ Governo

Gafe no Planalto

Dilma: escorregada

Na cerimônia em que anunciou mais investimentos para o Brasil Carinhoso (Leia mais em: Dilma carinhosa), no Planalto, Dilma Rousseff discursou por vinte minutos.

Gastou longos três minutos e 40 segundos cumprimentando prefeitos, parlamentares, governadores e ministros. Só que não lembrou de todos.

Mas em dado momento, percebeu a gafe cometida:

- É isso, Eduardo Braga, meu líder no Senado, hoje o protocolo está um pouco endoidecido, e não colocaram nem a sua presença, a do (Romero) Jucá e de outros senadores. Ocorre isso, mesmo nas melhores famílias.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

8:23 \ Congresso

MP à vista

Jucá: tudo por !%

O governo enviará para o Congresso nos próximos dias a MP 589, que tem como objetivo repactuar dívidas de INSS com estados e municípios. O texto fala em comprometimento de 2% da receita líquida. Até aí, beleza.

A questão é: há um projeto de Romero Jucá nos mesmos moldes, mas com previsão de comprometimento de 1%. Problema à vista. Assim que a MP bater no Congresso, Jucá vai apresentar uma emenda, alinhando o texto do governo ao ele.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

14:42 \ Congresso

Jucá em campanha

Jucá: olho na liderança

Enquanto Renan Calheiros evita a todo custo oficializar sua candidatura à presidência do Senado (Mais detalhes em: Na espreita), há correligionários dele em plena campanha para outros cargos. Romero Jucá, por exemplo, tem procurado colegas e pedido apoio para chegar à liderança do PMDB.

Vital do Rêgo e Eunício de Oliveira, outros postulantes ao posto, que se cuidem. Já houve parlamentar prometendo fidelidade a Jucá. Se vai honrar a palavra, claro, são outros quinhentos.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

19:56 \ Brasil

Pouco resultado

Ayres Britto: sem perspectiva

A conversa entre Ayres Britto com líderes do Congresso e Romero Jucá, hoje de manhã, não deve alterar em nada o futuro do bolso dos magistrados. Pelo menos hoje, não há perspetiva de reajuste acima dos 5% previstos no orçamento.

Ayres Britto deixa a presidência do STF sem ter conseguido acender a luz no fim do túnel que gostaria. Agora, resta torcer por uma improvável alteração no teto de aumento.
Por Lauro Jardim
7:06 \ Brasil

Em torno do reajuste

Jucá, presença garantida

Ayres Britto convidou os líderes do Senado e Romero Jucá, relator do orçamento, para um café da manhã, hoje. Não por acaso. Na pauta, tratada com sigilo, o projeto de reajuste do Judiciário.

É o último esforço de Ayres Britto por seus pares antes de deixar a presidência do STF. Momento perfeito: a circunstância joga a favor dos magistrados.

Tudo indica que, terminado o ano, os senadores vão procurar o STF e pedir mais prazo para a tramitação do Fundo de Participação dos Estados (FPE) (Mais detalhes em: Quase impossível). Agora, havendo o encontro oportuno, por que esperar o fim do ano?

Ayres Britto nem precisará lembrar aos parlamentares de que uma mão lava a outra.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 12 de julho de 2012

8:24 \ Congresso

O almoço festivo

Almoço descontraído

Depois de confirmar a cassação de Demóstenes Torres, um grupo de senadores se reuniu para um descontraído almoço em um restaurante de Brasília ontem à tarde. Estavam lá Renan Calheiros, Eduardo Braga, Eunício Oliveira,  Lobão Filho, Romero Jucá e Delcídio Amaral. Alguém arrisca um palpite sobre o prato principal em uma mesa dessas?

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 18 de junho de 2012

19:29 \ Governo

Um fenômeno das emendas

Do baixo clero da Câmara para o topo da lista de liberações de emendas do governo

Personagem principal de um suposto esquema de venda de emendas parlamentares, revelado pelo O Globo no domingo, o deputado baiano João Carlos Bacelar é um velho conhecido do Planalto. Quando entrou na Secretaria de Relações Institucionais, há um ano, Ideli Salvatti pediu aos técnicos um levantamento detalhado da situação dos pagamentos de emendas pelos ministérios.

Adivinhe quem apareceu em primeiro lugar na lista dos parlamentares que mais tiveram emendas liberadas pelo governo? O notório Bacelar, que conseguia a proeza de acumular mais pagamentos do que figuras de proa da base como Renan Calheiros, Romero Jucá (então líder do governo no Senado) e Henrique Eduardo Alves.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 14 de junho de 2012

7:22 \ Congresso

Jucá perdeu até a voz

Efeitos colaterais da falta de poder?

Veja como anda a vida de Romero Jucá, “o eterno líder do Senado”, depois de ter sido substituído por Dilma Rousseff em março.

Na sabatina de Francisco Falcão, ontem, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Jucá foi traído pela falta de voz, desgastada, segundo ele, “durante a leitura de um parecer”. Acompanhando a dificuldade de Jucá, Pedro Simon não perdoou:

– O senador Jucá, durante os oito anos de líder no governo Lula, nunca perdeu a voz.

Com a provocação, o próprio Jucá reconheceu:

– É verdade. É melhor voltar a ser líder, então.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 17 de maio de 2012

19:15 \ Congresso

Fora da CPI

CPI foi um erro desde o começo

Embora a CPI mista do Cachoeira tenha avançado sobre os sigilos de 36 envolvidos no esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira e convocado a depor 51 personagens do caso, para a cúpula do PMDB, a CPI é um assunto mais do que encerrado.

Caciques peemedebistas se reuniram na semana passada na casa de José Sarney para avaliar a proposta do PT de levar à cadeira elétrica da CPI integrantes da imprensa e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Além de Sarney, estavam à mesa Renan Calheiros, Eunício Oliveira e Romero Jucá.

Na conversa, a cúpula concluiu (para irritação dos petistas) por não seguir o PT na estratégia de ataque a Gurgel e à imprensa. A leitura dos peemedebistas foi a mesma registrada por Sarney na reunião em que a abertura da comissão foi acertada no Congresso: a CPI foi um erro desde o começo e não será o PMDB que irá alimentar o projeto petista de tumultuar o julgamento do mensalão.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 24 de abril de 2012

21:21 \ Congresso

Jucá se diverte

"É tão bom ser relator do orçamento"

Sem as antigas obrigações de líder do governo no Senado, Romero Jucá está se divertindo com a correria da base governista na CPI mista do Cachoeira. Indicado por Renan Calheiros para ser o todo poderoso relator do orçamento da União neste ano, Jucá ironiza o sufoco de Eduardo Braga na liderança:

– É tão bom ser relator do orçamento…

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 19 de abril de 2012

6:07 \ Congresso

A ausência de Braga

Peemedebistas magoados

Eduardo Braga está há pouco mais de um mês no cargo de líder do governo no Senado, mas já virou alvo de seus antigos aliados do chamado “G-8” do PMDB. Os peemedebistas reclamam que Braga anda ausente e já não é mais o mesmo senador acessível e conversador.

O comportamento distante de Braga também mudou a interlocução com outros setores do PMDB. Desde que assumiu a liderança, ele também excluiu o gabinete de Michel Temer das articulações do governo. Nos tempos de Romero Jucá, a sala de Temer era frequentemente utilizada para mediar conflitos e tratar de questões de interesse do PMDB. Com Braga na liderança, Temer simplesmente deixou de ser procurado.

Por Lauro Jardim
 

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