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segunda-feira, 4 de março de 2013

7:02 \ Judiciário

Ilícito como justificativa

Tese insólita

O TST condenou o dono de uma rede de quiosques de Natal (RN), a Monte Carlos’s, Loterias On-line, que explora o jogo do bicho, mas também faz recarga de celulares, a pagar os direitos trabalhistas de um empregada que atuou por oito meses num dos pontos de jogo.

De acordo com a funcionária, além de anotar as apostas do bicho, ela também fazia as recargas de celular e limpava o estabelecimento.

Para tentar se defender, o bicheiro teve a cara de pau de dizer à Justiça que, como sua atividade de bicheiro é ilícita, não é possível se cobrar direitos trabalhistas.

O argumento não foi aceito pelo TST, que condenou o bicheiro a pagar as férias, décimo terceiro e FGTS da trabalhadora.

O valor total a ser pago ainda não foi recalculado pela Justiça. Em 2011 a causa estava em 25 000 reais.

Além disso, o TST também enviou comunicados à Anatel informando que a Vivo, Oi, Claro e Tim liberam a venda de créditos para celulares em bancas de jogo do bicho.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 2 de outubro de 2012

14:36 \ Judiciário

Stepan escapa do STF

Stepan livre do STF

Ricardo Lewandowski acatou parecer de Roberto Gurgel e mandou ao arquivo o inquérito que investigava o envolvimento de Stepan Nercessian com a quadrilha do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

19:09 \ Judiciário

Recurso da AGU

Caso no STF

A AGU entrou com um recurso no STF para garantir que o CNMP possa investigar Roberto Gurgel.

O caso teve início em junho, quando Fernando Collor, em sua onda de vingança, entrou com duas representações contra Gurgel no CNMP.

Nelas, acusou Gurgel de segurar a operação Monte Carlo e de, junto de sua esposa, Cláudia Sampaio, concentrar muito poder dentro do Ministério Público.

As representações chegaram a andar no CNMP, mas foram interrompidas em agosto, após Gurgel recorrer ao STF.

Na ocasião, Rosa Weber acatou os argumentos de Gurgel. Ele sustentou que, tal como não é possível que o CNJ investigue ou puna ministros do STF, não cabe ao CNMP tratar do procurador-geral da República.

O caso, agora, terá que ser reavaliado. A AGU, em seu recurso, afirma que não há equiparação entre o Ministério Público e o Judiciário. Por isso, não é possível se comparar a relação do CNJ e dos ministros do STF com a do CNMP e do procurador-geral da República.

O recurso deve ser julgado nos próximos dias.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

10:22 \ Judiciário

Reunião de operadores

Na capital do Brasil

Ontem de manhã, num shopping de Brasília, uma pequena reunião uniu operadores de dois escândalos políticos: A Caixa de Pandora e a Monte Carlos de Carlinhos Cachoeira.

O araponga Idalberto Mathias Araújo, o Dadá, que cuidava dos interesses de Cachoeira, passou cerca de uma hora tomando  café com o policial civil aposentado Marcelo Toledo, um dos acusados de arrecadar propina junto às empresas de informática para abastecer o caixa do mensalão do DEM do DF.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 19 de julho de 2012

17:29 \ Judiciário

Investigação compartilhada

Atrás do assassino

Na Polícia Federal tem gente que não está nada feliz em ter que compartilhar com a Polícia Civil o início das investigações sobre o assassinato do agente Wilton Tapajós, que participou da operação Monte Carlo.

Acostumada a ter prioridade, a PF teve que pedir para a Polícia Civil – que pegou o material primeiro – uma cópia do vídeo das câmeras de segurança do cemitério onde o crime aconteceu.

Além disso, a delegada da Polícia Civil encarregada das investigações, Mabel de Faria, já foi acusada de induzir uma testemunha durante as apurações do assassinato do ex-presidente do TSE José Guilherme Villela.

A PF, contudo, espera tomar o caso nos próximos dias. Delegados avaliam que, caso não exista conexão com a Monte Carlo, o crime estará relacionado ao trabalho de Wilton como agente federal – não se tratou de um homicídio comum.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 11 de julho de 2012

11:43 \ Futebol

Tulio desiste

Tulio: rumo ao gol mil

Tulio Maravilha desistiu na última hora e não se registrou candidato a vereador pelo PMDB do Rio de Janeiro.

Tulio foi citado em escutas telefônicas da Operação Monte Carlo. O ídolo botafoguense chegou a receber 30 000 reais para a sua campanha a deputado estadual em 2010.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 5 de julho de 2012

11:29 \ Judiciário

Acidente de carro

Atentado

No depoimento que deu ao CNJ devido ao pedido de afastamento da Monte Carlo, o juiz Paulo Moreira Lima disse a conselheiros que não temia por sua vida de maneira imediata.

Emocionado, falou que sua vida teria acabado depois de mandar Carlos Cachoeira para a cadeia. Seu temor, contudo, não seria o de um tiro durante um passeio ou uma aparição pública.

O que Moreira Lima disse temer é que um misterioso acidente de carro, daqui a uns cinco anos, tire sua vida.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 11 de junho de 2012

9:22 \ Brasil

No encalço do único foragido

Único foragido

Há cerca de dez dias, a Polícia Federal foi a Catalão, no Sul de Goiás, tentar prender Geovani Pereira da Silva. Apontado como tesoureiro de Carlinhos Cachoeira, Geovani é o único integrante da quadrilha que segue foragido.

Sem sucesso na operação, a PF suspeita que Geovani está contando com o auxilio de um membro da Polícia Militar para se esconder da Justiça.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 23 de maio de 2012

7:22 \ Congresso

A explicação de Gurgel

Estratégia de sucesso

Roberto Gurgel entrega hoje à CPI do Cachoeira suas explicações sobre a operação Monte Carlo. Vai dizer que o tempo levado para apresentar a denúncia foi o que viabilizou o sucesso das investigações. Diz Gurgel:

- Vou responder que tudo foi uma estratégia de atuação do MP. E uma estratégia de excelentes resultados. A Monte Carlo só aconteceu por causa dessa estratégia. E vou responder pois as indagações formuladas são sobre procedimento, se tivesse questionamento de mérito eu estaria impedido de responder.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 18 de maio de 2012

19:33 \ Governo

Nem só de Monte Carlo vive a PF

Operações especiais

A Polícia Federal fechou dados de sua atividade em 2012.

Até ontem, para 94 dias úteis do ano, 93 operações foram deflagradas. Um número 20% maior se comparado com o mesmo período de 2011.

Por Lauro Jardim

domingo, 13 de maio de 2012

7:06 \ Brasil

Até no guarda-roupa

Cachoeira: 15 000 euros na gaveta

No emaranhado de escutas da Operação Monte Carlo, uma ligação de agosto de 2011 pela PF dá uma ideia de como Carlinhos Cachoeira costumava guardar o dinheiro da contravenção.

Numa conversa com Rogério Diniz, integrante do esquema, Cachoeira pergunta: “Cadê aquele dinheiro que (você) deixou aqui?”. O comparsa responde: “Tá dentro do seu guarda-roupa aí. Na última gaveta, na porta do meio. Última gaveta do lado direito”.

Em outro diálogo, Cachoeira orienta o funcionário: “Rogério, dentro da minha primeira gaveta aí do meu quarto tem uns 15 000 euros. Conta e guarda junto com meu passaporte”.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 3 de maio de 2012

6:03 \ Congresso

Fio desencapado

O conjunto de grampos ilegais do bicheiro

Integrantes da CPI mista do Cachoeira tentavam ontem, durante a longa primeira sessão de trabalho da comissão, identificar os “fios desencapados” na montanha de documentos reunidos pela Polícia Federal nas operações Las Vegas e Monte Carlo.

Um integrante da CPI com trânsito no eixo Brasília/Goiânia aponta, por exemplo, a existência de um conjunto de grampos ilegais realizados a partir do esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira. O material teria sido recolhido pelos agentes da Polícia Federal no cumprimento de mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 30 de abril de 2012

14:06 \ Governo

Segurança milionária

Segurança milionária

O Ministério da Justiça acaba de assinar contrato de 3,4 milhões de reais com uma empresa de segurança armada para garantir a paz no local de trabalho de José Eduardo Cardozo na Esplanada.

Em tempos tão conturbados, com CPI mista do Cachoeira no Congresso, e boa parte dos políticos querendo descobrir as provas reunidas pela Polícia Federal nas operações Monte Carlo e Las Vegas, todo cuidado é pouco.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 11 de abril de 2012

18:34 \ Brasil

AGU longe

Adams: ainda não se meteu

Enquanto boa parte do Congresso se desdobra para ter acesso ao inquérito da Operação Monte Carlo, que tramita no STF, no governo, pelo menos por enquanto, não há iniciativa para conhecer a coleção de grampos e negócios nebulosos do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Na avaliação do advogado-geral da União Luis Inácio Adams, não existem elementos que justifiquem um eventual pedido do Executivo para ter acesso à papelada. A leitura de Adams é que o trabalho agora está com o Congresso, que decidiu abrir uma CPI mista para investigar o caso.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 4 de abril de 2012

16:01 \ Congresso

A convicção da defesa

Muita coisa para ler e ouvir

O advogado do senador Demóstenes Torres, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, está tendo dificuldade para analisar o inquérito contra seu cliente. Diz Kakay:

- É muita coisa. Até agora só consegui analisar 10% do material.

Apesar da diminuta avaliação, o advogado formou convicção sobre um aspecto da investigação. Para ele, as escutas telefônicas foram ilegais.

Aliás, essa convicção ele já tinha antes mesmo de ter tido acesso ao inquérito contra o senador.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 29 de março de 2012

15:21 \ Judiciário

Os conselhos de Cachoeira

A propósito, na Procuradoria-Geral da República e no Ministério Público Federal em Brasília circula a mesma piada.

Entre as conversas gravadas pela Polícia Federal durante a Operação Monte Carlo, há uma entre Carlos Cachoeira e a mulher de Demóstenes Torres, Flávia.

Nela, Cachoeira diz que o PSDB vai se fundir com o DEM. Por isso, Demóstenes deveria entrar no PMDB para conseguir chegar ao Supremo Tribunal Federal.

Quem visita os MP’s em Brasília escuta que não precisou nem de fusão, nem do PMDB. Para chegar ao STF bastou ouvir pelo telefone os conselhos de Cachoeira.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 17 de junho de 2010

14:29 \ Governo

Em Monte Carlo

Lula assinou um decreto em que aumenta a representação diplomática do país na Europa. Agora, quem tiver alguma demanda referente ao Principado de Mônaco poderá recorrer à embaixada do Brasil em Paris. Antes, o brasileiro não tinha a quem recorrer quando visitava o minúsculo país localizado ao sul da França.

Por Lauro Jardim

 

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