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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

8:02 \ Governo

Queda dos juros

"Só me ligue se for para baixar os juros"

Guido Mantega telefonou para Dilma Rousseff ontem à tarde e pegou a presidente de bem com a vida no Planalto. Dilma até brincou:

– Mantega, você só me ligue se for para baixar os juros…

Por Lauro Jardim

domingo, 13 de maio de 2012

8:06 \ Economia

Autonomia relativa

Dilma e Tombini: a independência dos tempos de Meirelles foi-se, mas o governo não admite

Apesar de ser aparentemente explícita a interferência de Dilma Rousseff nas decisões do BC no tamanho e velocidade da queda dos juros, ela nega que isso aconteça. A quem pergunta, Dilma garante que o BC de Alexandre Tombini tem a mesma independência que tinha Henrique Meirelles.

Ante o espanto do interlocutor, admite, no máximo, que agora BC e Ministério da Fazenda conversam mais – o que não é grande vantagem, dado que Guido Mantega e Meirelles tinham um relacionamento parecido com o de Tom & Jerry.

Dentro de um mês, em plena temporada de subida da inflação, a nova reunião do Copom baixará novamente a Selic – e reforçará a evidente autonomia relativa do BC.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 2 de maio de 2012

16:18 \ Economia

Mudanças na caderneta de poupança

Dilma: poupança e juros

Dilma Rousseff anunciará amanhã na reunião com os líderes dos partidos governistas no Congresso mudanças no cálculo do rendimento da caderneta de poupança. Tudo para se ajustar à pretendida queda nas taxas de juros – hoje o mantra número 1 do governo.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

13:00 \ Economia

Na mosca

Entre os bancos, um dos maiores ganhadores com a decisão do BC de reduzir os juros foi o BTG Pactual.

Por Lauro Jardim
11:10 \ Economia

Serra e os juros

Texto em blog apoia decisão do Banco Central

José Serra, que tem sido um crítico contundente de Dilma Rousseff, apoiou uma das mais polêmicas decisões do governo, a redução dos juros. Em seu blog, Serra explica:

- Achei a decisão do Banco Central de diminuir os juros em 0,5 ponto percentual correta. Os juros futuros estavam caindo, a pressão das commodities sobre a inflação, diminuindo em razão da crise internacional, e a economia desacelerando. Não vejo nenhum problema especial quanto à da taxa de credibilidade do Banco Central. Quer dizer que um BC só ganha credibilidade, ou a mantém, quando promove o aumento dos juros? Não vejo maior problema no fato do ministro da Fazenda e da presidente da República conversarem com o BC e expressarem seu pensamento. Isso acontece em todos os países do mundo.

A  tomada de posição de Serra é uma ducha fria naqueles que afirmam que ele não sabe elogiar. E é coerente com o que Serra sempre pregou.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

21:27 \ Economia

Dilma, a presidente do BC

A decisão do Copom de baixar 0,5 pontos percentual a taxa Selic pode ter todos os fundamentos técnicos que se queira dar – apesar de ser quase um consenso entre os economistas de que ainda não era hora de mudanças. Mas depois que Dilma Rousseff clamou ontem pela queda dos juros (ler mais em Dilma, os juros e a autonomia do BC) vai ser difícil tentar manter o discurso de autonomia do BC. Mesmo porque as bancadas do PT na Câmara e no Senado não param de comemorar que, enfim, Dilma “assumiu” a presidência do banco.

Por Lauro Jardim
14:03 \ Economia

Dilma, os juros e a autonomia do BC

Logo mais, por volta das 20h, o Copom anuncia o que decidiu sobre os juros. É consenso entre os economistas de que ainda não é hora de reduzi-los. Pode ser até que o BC, de forma soberana e autônoma, discorde disso e decida que já é hora de taxas mais baixas. Beleza. O problema é quando a própria presidente da República, na véspera da reunião decisiva do Copom, se intromete onde não deveria e diz: “que os juros comecem a cair”.

Assim, Dilma Rousseff, só atrapalha a imagem de independência que o BC deve ter para tomar decisões. E corrobora o que os parlamentares petistas vem dizendo em Brasília a quem quiser ouvir: “acabou-se a autonomia do BC dos tempos do Henrique Meirelles”.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 28 de abril de 2011

15:41 \ Economia

Um BC em busca da credibilidade arranhada

A ata da última reunião do Copom, divulgada hoje, mostrou o BC em outro diapasão – novamente, aliás. No texto, transparece um BC inquieto com a inflação, num tom semelhante ao expressado pela maioria do “mercado”, essa entidade tão desdenhada pelos desenvolvimentistas do governo.

Aparentemente, Alexandre Tombini jogou para o espaço a temporada de tolerância com a tese do “um pouquinho mais de inflação não faz mal”.

Em resumo, como avalia um economista que prima pelo bom senso, a ata “minimiza o papel das chamadas medidas macroprudenciais e acentua o papel da taxa de juros”. Mais: o BC dá a entender que haverá um ciclo longo de altas da Selic, ainda que a um ritmo menor.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 11 de março de 2011

15:41 \ Governo

Amaciando as centrais

Dilma Rousseff prometeu hoje aos sindicalistas que o governo abrirá mensalmente suas portas para ouvir as propostas do setor. A próxima reunião ocorrerá entre os presidentes das centrais sindicais e Guido Mantega. Em pauta, juros, câmbio, o risco de desindustrialização do país, qualificação profissional e a falta de competitividade do Brasil em relação aos produtos chineses – tema que mereceu menção especial de Dilma no encontro. Em seguida, as centrais sindicais se reunirão com Garibaldi Alves Filho para debater uma fórmula para amenizar o efeito do fator previdenciário.

Por Lauro Jardim

sábado, 12 de fevereiro de 2011

0:01 \ Governo

Antes e agora

Na semana em que o Banco Central subiu os juros, Lula comentou sem pedir reserva diante de cinco interlocutores: “Quando era ministra, a Dilma me pedia para resistir e não deixar o BC aumentar os juros. Agora que é presidente, me pede para apoiá-la quando os juros sobem”.

Por Lauro Jardim

domingo, 16 de janeiro de 2011

Subida dos juros será carta de apresentação do BC de Dilma

Nem o mais desenvolvimentista dos desenvolvimentistas, nem aqueles para quem uma “inflaçãozinha não dói” acham que há condições para que o Banco Central baixe — ou mesmo mantenha — a taxa de juros nos atuais 10,75% ao ano. A primeira reunião do Copom sob Dilma Rousseff começa depois de amanhã sob um consenso raro. É hora de elevar a Selic. Pelas expectativas de nove entre dez bancos e consultorias, o juro subirá 0,5 ponto percentual. Uns poucos chegam a apostar numa alta ligeiramente maior.

A reunião do Copom será uma espécie de carta de apresentação do BC de Alexandre Tombini. Ao mercado. Ao país. A decisão sobre os juros e a ata da reunião, que será divulgada dez dias depois, servirão, enfim, como uma carta de apresentação do próprio governo Dilma.

Assim foi com Lula em 2003. Henrique Meirelles assumiu o BC com uma taxa de juros de 25% ao ano e já em janeiro aumentava a Selic em 0,5 ponto percentual (no mês seguinte, dobrou a dose do aperto). Era necessário fazê-lo pelo mesmo motivo de agora, embora num contexto diferente: a inflação precisa cair.

Cabe ao BC perseguir o centro da meta de inflação, de 4,5% ao ano. E o IPCA já bateu os 5,9%. Desta vez, ao contrário do que aconteceu durante o governo Lula nem Guido Mantega defende outra solução.

No final de dezembro, o BC fez alguns alertas num contundente relatório sobre a inflação. Notou que a demanda crescia acima da capacidade de produção das empresas (que, a propósito, já se encontra elevada acima do razoável). Enfatizou que desde setembro a inflação vinha subindo.

Deixou claro, enfim, que todo esse cenário precisa de um freio. Num determinado trecho do relatório, lê-se com todas as letras que “desvios em relação à meta de inflação sugerem a necessidade de, no curto prazo, um ajuste na taxa básica de juro”.

De lá para cá, não houve arrefecimento da demanda. Os sinais de aquecimento da economia continuam piscando suas luzes amarelas. Mais: os preços da commodities agrícolas estão subindo mundo afora.

É o que se tem que fazer, portanto. Ainda que com os efeitos colaterais indesejados de sempre. Atrair mais capital interessado numa taxa tão apetitosa, valorizando mais ainda o real, é o primeiro deles.

Essa primeira reunião do Copom acontecerá num ambiente de pressões pouco estridente. A próxima, no início de março, quando tudo indica que seja necessária nova pancada para cima nos juros, não se dará em cenário tão favorável.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

7:32 \ Economia

Rei morto, rei posto?

Lula tem dito que não pretende interferir no governo de Dilma Rousseff. Em sua coluna semanal enviada a mais de uma centena de jornais amigos de todo o país, entretanto, Lula deu o primeiro palpite na condução da política monetária por sua sucessora. Disse Lula:

- Os juros precisam cair ainda mais para que se aproximem dos padrões adotados nas grandes economias. Nós já conseguimos mudar as taxas de patamar, cabe ao próximo governo continuar este trabalho sem perder de vista, claro, a batalha contra a inflação.

A próxima reunião do Copom será ainda no governo Lula. Está agendada para os dias 7 e 8 de dezembro.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 31 de agosto de 2010

16:28 \ Economia

O Bradesco e a Selic

O economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, enviou hoje aos clientes top do banco um texto com sua aposta sobre o que sairá da cartola da reunião do Copom de amanhã. Nenhuma surpresa: a Selic fica onde está.

Em resumo, o BC “deverá interromper o ciclo de aperto da política monetária, mas sem tirar do radar os riscos existentes (…). O colegiado deverá decidir pela manutenção da taxa básica de juros no atual patamar de 10,75% que, a nosso ver, deverá ser mantido nas reuniões subsequentes que ocorrerão neste ano”.

Por Lauro Jardim

domingo, 29 de agosto de 2010

Um inusitado Copom em tempos tranquilos

Meses atrás, Henrique Meirelles inquietava-se quando imaginava o ambiente em que se daria a reunião do Copom que bateria o martelo em relação aos juros  no dia 1º de  setembro.

Supunha que o ambiente macroeconômico estaria mais carregado, com perspectivas da inflação ainda em viés de alta. E, pior, a eleição presidencial estaria soltando faísca, entrando na reta final. Seria esse, pensava-se lá atrás, o cenário que envolveria a reunião do Copom dos próximos dias.

Essa paisagem tensa, contudo, dissipou-se. O panorama macroeconômico e o político poucas vezes foi tão tranquilo quanto como agora — pelo menos, sob o ponto de vista de Meirelles.

A eleição presidencial está praticamente definida em favor de Dilma Rousseff. Assim, o Copom pode trabalhar com a liberdade necessária. As pressões que inevitavelmente surgem às vésperas das reuniões tendem a perder calor.

Alguém aí pode imaginar o que seria, por exemplo, subir a taxa de juros se as pesquisas estivessem cravando empate entre Dilma e José Serra? Ou se ele estivesse na dianteira?

Para além da eleição, o aperto monetário atual parece suficiente para manter a inflação dentro da meta estipulada. Por isso, assim como na última reunião do Copom havia um certo consenso que cravava alguma alta (e ela veio em forma de 0,50 ponto percentual; a terceira alta consecutiva), agora o mercado em peso duvida que se vá mexer um milímetro na Selic.

É certo que críticas aparecerão qualquer que seja a decisão a ser anunciada na noite de quarta-feira. Virão dos suspeitos de sempre — Fiesp, CNI, José Dirceu ou em vazamentos em off da turma do ministério da Fazenda.

Mas nada que vá fazer muita espuma. E também nada que atrapalhe os últimos meses de Meirelles à frente do BC. São meses fundamentais para ele.

Será uma espécie de travessia de Henrique Meirelles em direção a um bom cargo no próximo governo, se Dilma receber mesmo a faixa de presidente (presidenta?) no dia 1º de janeiro. Um bom cargo que pode ser inclusive o atual. Meirelles só não quer ficar à deriva em 2011.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 22 de julho de 2010

19:06 \ Economia

“Não são tempos econômicos normais”

De Henrique Meirelles um dia depois da decisão do Copom de subir 0,5 ponto percentual a Selic, em conversa com um interlocutor:

- A decisão do Copom foi eminentemente técnica e levou em conta dados relevantes divulgados depois da última ata. Isto é básico em qualquer BC. A decisão é tomada na própria reunião e não semanas antes como alguns pessoas parecem pensar. A última ata foi ultrapassada pelos fatos e o BC agiu responsavelmente. A economia mundial pós-crise está muito volátil, inclusive no Brasil, e devemos levar isto em conta. Não são tempos econômicos normais.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 21 de julho de 2010

21:26 \ Economia

Pressões sobre Meirelles

A pressão do governo sobre Henrique Meirelles para que a taxa de juros subisse 0,5 ponto percentual e não 0,75 ponto percentual foi enorme. Isso não quer dizer que a decisão do Copom que foi tornada pública agora há pouco tenha sido influenciada por pressões - mas que elas existiram, existiram.  Pior mesmo será o próximo Copom, no dia 8 de setembro, com a eleição pegando fogo.

Por Lauro Jardim
13:23 \ Economia

A aposta dos juros

Lá pelas sete da noite, os nove integrantes do Copom começam a votação que definirá a taxa de juros. No mercado, a maioria dos economistas mantém a aposta na subida de 0,75 ponto percentual. Alguns bancões, no entanto, jogam suas fichas numa alta de 0,5 ponto percentual. Um deles é o Bradesco que já cravou o percentual a um seleto grupo de clientes. O BTG Pactual, cujo economista-chefe é Eduardo Loyo, ex-diretor do BC na era Meirelles, foi na mesma direção.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

6:01 \ Economia

As apreensões de Meirelles

Agora que está na dupla condição de presidente de Banco Central e aspirante a candidato em 2010, Henrique Meirelles viverá hoje uma situação inédita quando o Copom bater o martelo sobre a taxa de juros – que deve subir, segundo espera o mercado. Juros subindo não o ajudará em nada.

No fim de semana, uma pesquisa mostrou que Meirelles está longe de ser favorito em Goiás, tanto para o Senado quanto para o governo.

Na semana que vem, outro motivo de apreensão de Meirelles será a ata do Copom, que poderá indicar com mais consistência a nova temporada de alta nos juros.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

16:58 \ Economia

Um feliz 2010

O mais recente relatório do Credit Suisse é otimista em relação a 2010. Prevê um crescimento de 5% do PIB. No relatório anterior, apostavam numa alta de 4% para o PIB.

E quanto aos juros até dezembro deste ano? Se depender da expectativa do CS, ficarão estacionados nos atuais 8,75%.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

11:09 \ Economia

O sabe tudo

O reconhecido expert em economia José Dirceu postou ontem em seu blog uma puxão de orelhas no Banco Central. Disse Dirceu:

- Lamentável a decisão do BC de manter a taxa de juros em 8,75% ao ano. Uma taxa Selic menor significa um menor serviço da dívida, melhora na sua administração, ajuda no superávit e também na manutenção dos investimentos. Além de manter o déficit nominal. Repito, lamentável a manutenção da Selic.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

11:10 \ Economia

Os bancos não têm do que reclamar

Os juros caíram, mas os bancos não têm do que reclamar: continuam no topo da lucratividade.

Segundo um estudo inédito da consultoria Economatica, feito a partir do resultado das 303 empresas de capital aberto brasileiras que já entregaram seus balanços do primeiro semestre a CVM, o setor com maior lucro acumulado é o bancário.

Um total de 14,3 bilhões de reais computados os balanços de 21 instituições financeiras. Ou 23,5% do lucro consolidado das empresas de capital aberto do Brasil até agora.

Por Lauro Jardim

 

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