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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Só no papel

Saindo do conforto

Saindo do conforto

O desejo por uma cadeira no poder público, em período eleitoral, alimenta a criatividade dos postulantes a mandatos no Executivo e Legislativo.

Candidato a deputado distrital pelo PDT no Distrito Federal, o desconhecido Hugo Faria incluiu um item mirabolante no seu programa de governo.

A chance de sair do papel é zero, mas só a ameaça já deve assustar o próximo titular do Palácio do Buriti e as excelências da Câmara Distrital.

O panfleto que distribui nas ruas de Brasília informa que Faria apresentará um projeto de lei obrigando deputados distritais e governador a usar exclusivamente o sistema de saúde pública.

Não só isso: os filhos dos políticos terão que estudar em escolas públicas durante o mandato do pai.

E, pelo uma vez por semana, nada de ar-condicionado e banco de couro. O deputado ou governador deve escolher um dia a cada sete para ir trabalhar de ônibus – dureza, vide o péssimo serviço de transporte público da capital.

Até Hugo Faria sabe o quão utópico é seu plano, mas faz auto-promoção no material de campanha:

- Eu, mesmo que não consiga fazer esse projeto virar lei, me comprometo a agir dessa forma.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

16:34 \ Judiciário

Sem caução

Sem poder cobrar caução

O STJ decidiu, em julgamento realizado ontem, proibir os hospitais de cobrar caução para internação de urgência.

O recurso especial que estava sendo julgado ontem foi impetrado pelo Ministério Público de Minas Gerais. Originalmente, o MP ajuizara uma ação contra cinco hospitais privados mineiros que somente prestavam atendimento médico aos que não possuem convênios “mediante depósito de caução ou depósito prévio”, mesmo “em situação de risco ou de extrema urgência”.

O relator do processo, ministro Luís Felipe Salomão, resume:

- Em se tratando de atendimento médico emergencial, não é cabível a exigência de prévia elaboração de orçamento. É dever do hospital, sob pena de responsabilização cível e criminal, prestar o pronto atendimento.

Na mesma sentença, o STJ também vetou que seja cobrado um dinheiro adicional por consultas feitas fora do horário comercial. De acordo com o voto do ministro Salomão, “salta aos olhos que se trata de custos que incumbem ao hospital”.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

11:31 \ Congresso

Enfermo e na ativa

Do hospital, mas atento ao que passa em Brasília

Poucos políticos encarnam com tanta precisão a alcunha de animal político quanto José Sarney. Afastado do Congresso e na cama do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, Sarney pediu um briefing completo sobre os últimos acontecimentos em Brasília para Renan Calheiros, Eduardo Braga e Eunício de Oliveira, que foram visitá-lo na quinta-feira passada (Leia mais em: Missão especial).

Sarney quis saber como anda as relações do Legisativo com Dilma Rousseff, a qual temperatura está sendo cozinhada a polêmica dos vetos e os detalhes dos ataques feitos por Randolfe Rodrigues ao presidente do Conselho de Ética do Senado, o peemedebista do Maranhão João Alberto, seu fraterno aliado.

No final, Sarney ainda contou aos correligionários ter recebido um telefonema de Lula, estimando melhoras e prometendo uma conversa entre os dois para acertar os ponteiros da aliança PT-PMDB nos estados, assim que Sarney deixar o hospital.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 4 de abril de 2012

19:22 \ Congresso

O castigo de Sarney

De castigo no hospital

Pedro Simon deixou as atividades do Senado nesta semana para cuidar da saúde. Não foi um ato voluntário. Simon seguiu as ordens da mulher, Ivete, que obrigou-o a fazer todo tipo de exame. No meio da bateria de testes, Simon acabou descobrindo um coágulo no intestino, nada grave, mas o suficiente por deixá-lo mais algumas horas no estaleiro.

Quem conhece Simon sabe que ele detesta hospitais. O período de exames foi, portanto, uma espécie de castigo para o senador gaúcho e virou motivo de gozação entre peemedebistas do Senado:

- O Simon não foi falar mal do Sarney na VEJA? Então, deu no que deu. É castigo.

Por Lauro Jardim

sábado, 28 de maio de 2011

2:31 \ Governo

Pouca transparência

Na moita - Dilma botou e tirou cateter, fez tomografia: tudo em sigilo

Os funcionários do Hospital das Forças Armadas de Brasília foram surpreendidos na manhã do dia 21 com a chegada de Dilma Rousseff. Já sem o cateter e sem tomar antibióticos, ela se submeteu a uma tomografia de controle na mais absoluta reserva. Constatou-se que está curada da pneumonia dupla que a acometeu no início de maio. Ótimo. Só não era necessário que esse procedimento tivesse sido realizado sem nenhuma comunicação à população.

Paralelamente, o Hospital Sírio-Libanês (SP) produziu um relatório médico sobre a saúde de Dilma. Foi feito a pedido dela própria para ratificar a cura e, talvez, ser usado como peça de combate para aplacar os rumores sobre sua saúde. O relatório traça um histórico das doenças e dos tratamentos pelos quais Dilma se submeteu nos últimos dois anos — tem início no diagnóstico do câncer, em 2009, e termina no exame de tomografia.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

10:44 \ Brasil

A enfermaria do tráfico

O Bope, que está vasculhando a fortaleza do tráfico na Vila Cruzeiro, acaba de achar uma espécie de mini-hospital de campanha dos traficantes para cuidar das baixas dos bandidos na guerra. Tinha leito, maca, medicamentos, equipamento de primeiro-socorros. Médico não tinha. Se tinha, fugiu.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 8 de março de 2010

19:03 \ Brasil

Arruda toma insulina para evitar trombose

José Roberto Arruda teve de tomar uma injeção de insulina esta manhã, em um hospital de Brasília, para evitar que tivesse uma trombose. Os médicos constataram que a taxa de glicose de Arruda, que é diabético, estava extremamente elevada.

Arruda foi retirado da cela que ocupa na Polícia Federal após reclamar de inchaço no tornozelo direito, que fora operado em novembro. Ele chegou ao hospital escoltado por agentes da Polícia Federal por volta das 10h e lá ficou até pouco antes de meio-dia.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 4 de março de 2010

9:32 \ Economia

Negócios públicos e privados

Apesar de assumir a presidência do Grupo Facility pregando maior participação no setor privado, o ex-presidente da TAM David Barioni Neto recebeu ontem mais um contrato do governo do Rio de Janeiro.
 
A gestão do recém-construído Hospital da Mulher Heloneida Sturdart ficará a cargo do grupo por 95 milhões de reais. A Facility tem contratos com MC Donalds, Petrobrás, Itaú e Perdigão, mas o maior cliente continua sendo o governo do Rio de Janeiro. O grupo é comandado por Arthur Cesar de Menezes Soares Filho.

No domingo, Dilma Rousseff participa da inauguração do hospital.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

12:03 \ Brasil

Boletim Niemeyer

Oscar Niemeyer continua no CTI do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. Sem previsão ainda de voltar para a unidade semi-intensiva.

Por Lauro Jardim

 

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