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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

16:21 \ Partidos

Salada partidária

Indecisão

Fernando Francischini, que trocou o PSDB pelo miúdo PEN no ano passado, balança entre o retorno ao tucanato e o embrionário Solidariedade, projeto de Paulinho da Força (Leia mais em: 300 000 assinaturas). Aécio Neves vem cantando Francischini para voltar ao PSDB.

Anteontem, a pedido do próprio Aécio, Beto Richa chamou o ex-correligionário para uma conversa. Na mesa, a possibilidade de Francischini, delegado da Polícia Federal por vinte anos, presidir o diretório curitibano do partido e atuar como a voz da segurança pública nas campanhas de Aécio ao Planalto e Richa à reeleição ao governo paranaense.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

8:23 \ Partidos

300 000 assinaturas

Problemas para o Planalto

O novo partido que está sendo criado pelo pedetista Paulinho da Força, o Solidariedade, a mais iminente promessa de enfraquecimento da base aliada de Dilma Rousseff, já coletou aproximadamente 300 000 assinaturas.

Entre os 37 deputados federais que se comprometeram com Paulinho da Força a topar a empreitada estão Silvio Costa (PTB-PE) e Ademir Camilo (PSD-MG), presidente da União Geral dos Trabalhadores, além de Fernando Francischini (PEN-PR).

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 19 de julho de 2012

17:31 \ Partidos

As dificuldades do PEN

"Antes só do que mal acompanhado"

Acabou entrando água no chope do novato Partido Ecológico Nacional (PEN) na Câmara. Negociando a filiação de um grupo de até dezoito deputados (o prazo para filiação termina hoje), o PEN corre o risco de ficar com apenas um representante, o tucano Fernando Francischini. Boa parte dos deputados já desistiu da aventura porque constatou que não teria o controle do novo partido nos estados. Ciente das dificuldades, o próprio Francischini não tem receio de ficar sozinho:

– Antes só do que mal acompanhado. Se eu ficar sozinho, vou ser o PSOL cover. Pau que bate em Chico vai bater em Francisco também.

Um dos deputados que participou das negociações e desistiu do PEN relata outra dificuldade para ingressar no novo partido:

– O problema de entrar nesse partido já começa no nome. No PEN eu vou ser o quê? Penista? Peniano? Fica complicado.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 7 de junho de 2012

10:04 \ Congresso

Medo de arapongagem

Alvaro Dias: desconfiado

Alvaro Dias vive desconfiado dentro do próprio gabinete no Senado. Diante de tantas articulações de bastidores na CPI mista do Cachoeira, Dias tem dito aos colegas que pode estar sendo alvo de arapongas.

Para descobrir a possível ação de espionagem, Dias pediu para o deputado Fernando Francischini, policial federal por profissão, indicar especialistas em contraespionagem para inspecionarem seu gabinete.

Dias também procurou Cícero Lucena para solicitar que o Senado providencie para a oposição um computador exclusivo (desvinculado da rede de informática da casa) com todos os dados da CPI.

O líder tucano quer evitar que servidores da área de informática do Senado possam monitorar as buscas da oposição aos dados da CPI.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 18 de maio de 2012

18:28 \ Congresso

Correio elegante

Crise faz parte do passado

Na operação articulada por Fernando Francischini e Carlos Sampaio para serenar os ânimos entre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, dois recados foram compartilhados entre Roberto Gurgel e Leandro Daiello, a partir dos deputados.

O diretor-geral da PF disse a Gurgel que o atrito ocorreu “no calor do momento” e que a intenção das notas oficiais disparadas na imprensa foi apenas “defender os delegados das pressões da CPI”.

O procurador-geral da República disse a Daiello que a crise já fazia parte de “fatos passados” e que o assunto estava encerrado. Daiello combinou de visitar Gurgel na PGR na semana que vem e ambos concordaram em encerrar o bate-boca via notas oficiais na imprensa.

Por Lauro Jardim
6:04 \ Congresso

Acesso ao sigilo

A rede de vazamentos

Inconformado com a política de sigilo imposta pela CPI mista do Cachoeira sobre os documentos das operações Monte Carlo e Vegas, Fernando Francischini foi atrás dos dados de compartilhamento dos inquéritos na Justiça e descobriu que pelo menos 100 advogados já obtiveram acesso aos mesmos dados que a CPI tanto quer esconder dos parlamentares.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 16 de maio de 2012

20:33 \ Congresso

O fim das intrigas?

Acertando os ponteiros

Roberto Gurgel e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, acertaram nesta noite um encontro para selar a paz.

A conversa, que deve ocorrer na semana que vem, foi articulada pelos deputados tucanos Fernando Francischini, que é delegado da PF por profissão, e Carlos Sampaio, promotor do Ministério Público.

Os dois resolveram aproximar Daiello e Gurgel para abafar a briga institucional que está desviando o foco da CPI mista do Cachoeira.

Por Lauro Jardim
17:04 \ Congresso

Escândalo de espionagem

Arapongas na mira

Enrolado até o pescoço na CPI mista do Cachoeira, Agnelo Queiroz entrou agora na mira da Comissão de Segurança da Câmara. Os deputados da comissão aprovaram nesta tarde requerimento de Fernando Francischini solicitando a realização de uma audiência para discutir o escândalo de arapongagem envolvendo o governo petista de Agnelo.

Vítima do esquema de espionagem, Francischini quer ouvir na Câmara o chefe da Casa Militar de Agnelo, Rogério Leão, e três tenentes coronéis da Polícia Militar do DF: Soraya Barbosa, Récio Torres e Vieira Neto.

Além dos integrantes do governo, Francischini vai chamar para a audiência os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa, este último ex-assessor de Carlinhos Cachoeira. O objetivo da reunião é driblar a blindagem imposta por Agnelo na CPI da Arapongagem, criada na Câmara do DF para investigar o esquema.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 10 de maio de 2012

12:04 \ Congresso

O “arquivo-bomba” da Monte Carlo

O arquivo dos políticos na operação

Delegado da Polícia Federal por profissão, o deputado Fernando Francischini resolveu se debruçar sobre o que considera ser o “arquivo-bomba” da Operação Monte Carlo.

Segundo Francischini, os agentes federais reuniram em um arquivo batizado de “@PLX” todos os grampos que citam políticos envolvidos com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Quantos grampos desta natureza existem no inquérito da Operação Monte Carlo? Simplesmente 3 753 ligações telefônicas citando políticos.

Francischini diz que o termo “@PLX” é uma forma de indexador de informações da PF para facilitar a pesquisa de grampos nos arquivos do Guardião. Diz Francischini:

– Reunindo todos os grampos “@PLX” nós chegaremos inclusive a escutas ainda não reveladas sobre um número incerto de políticos envolvidos com o Cachoeira.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 9 de maio de 2012

12:16 \ Congresso

A Delta e o BNDES

Na mira da oposição

Integrantes da CPI mista do Cachoeira, os deputados tucanos Carlos Sampaio e Fernando Francischini vão utilizar a Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara para trazer o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, para o centro da operação de venda da Delta para a J&F, holding do grupo JBS.

Francischini e Sampaio querem convocar Coutinho para falar na Câmara sobre os aportes financeiros do banco ao grupo JBS. Eles querem garantias de que o BNDES não colocará dinheiro na compra da Delta.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 3 de maio de 2012

6:02 \ Congresso

Algemas na CPI

"O mais perto que vou chegar desse Cachoeira vai ser como voluntário para algemá-lo quando ele vier aqui"

As declarações de Fernando Francischini anteciparam ontem o tom que será adotado pelos parlamentares durante o interrogatório do bicheiro Carlinhos Cachoeira à CPI. Delegado de carreira da Polícia Federal, Francischini ficou frustrado com Odair Cunha, que deixou para 15 de maio o interrogatório do bicheiro, e mandou o recado de que será voluntário para algemar Cachoeira no dia do depoimento:

– Temos de convocar o Cachoeira logo. Vamos ver quem essa cachoeira vai molhar, quem essa catarata vai afogar. O mais perto que vou chegar desse Cachoeira vai ser como voluntário para algemá-lo quando ele vier aqui.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 20 de abril de 2012

15:22 \ Congresso

Na mira da CPI

Francischini quer convoca-lo

O bicheiro Carlinhos Cachoeira virou o pivô de uma verdadeira guerra entre Roberto Requião e a turma de Beto Richa no Paraná.

Depois de Requião ter dito no Senado que Richa tinha envolvimento com o bicheiro, agora é Fernando Francischini que acusa Requião de ter recebido Carlinhos Cachoeira no Paraná, em janeiro de 2003, quando era governador.

Francischini ainda enrola o peemedebista goiano Maguito Vilela dizendo que ele foi o responsável por levar Cachoeira até Requião. Integrante da CPI, Francischini avisa que vai pedir a investigação do senador paranaense.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 3 de abril de 2012

13:22 \ Brasil

Licitação suspeita

Pedido de investigação

O procurador da República no Distrito Federal, José Diógenes Teixeira, enviou à Polícia Federal na semana passada requerimento no qual solicita abertura de inquérito para apurar os indícios de irregularidades nos contratos milionários da FJ Produções com a Anvisa, firmados a partir de uma licitação de 2008 (leia mais em Na mira da procuradoria e Licitação suspeita).

Diógenes Teixeira acata, assim, a denúncia apresentada pelo deputado Fernando Francischini (PSDB-PR), que reuniu indícios de direcionamento na concorrência vencida pela FJ no período em que Agnelo Queiroz era diretor do órgão.

Para Francischini, a investigação pode complicar Agnelo, responsável pela liberação de contratos de “filmagem” e “edição de filmagem” para a empresa (leia mais em Canetada suspeita). Diz Francischini:

- As fraudes nessa licitação, aliadas aos documentos com a assinatura de Agnelo, vão revelar mais uma irregularidade cometida pelo governador.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 26 de março de 2012

6:03 \ Brasil

Na mira da Procuradoria

"Cordialidade entre personalidades da política e da economia do DF"

Denúncia apresentada à Procuradoria da República no Distrito Federal recentemente pelo deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) tem como alvo uma licitação realizada durante o período em que Agnelo Queiroz foi dirigente da Anvisa, em 2008. O caso envolve o empresário Jamil Elias Suaiden, dono da FJ Produções, um velho conhecido de Agnelo (leia mais em Explica mais essa, Agnelo).

Em dezembro de 2008, a Anvisa contratou a FJ, figura presente nos escândalos de corrupção no DF no governo Arruda, para dar suporte a 260 eventos no órgão. O pregão eletrônico 32/2008 aconteceu na manhã de 1º de dezembro daquele ano e vinte empresas se apresentaram para a concorrência - tudo como manda o script.

Ao final de duas horas de leilão, porém, algo estranho ocorreu na oferta de preços da concorrência. A FJ foi a única a apresentar uma proposta com valor compatível com o projeto: 14 000 reais por evento. Todas as dezenove concorrentes foram desclassificadas por ofertarem preços incrivelmente baixos e, portanto, inexequíveis.

O valor máximo ofertado, por exemplo, foi apresentado pela Athos Eventos: 130 reais. As outras empresas figuraram com valores ainda mais baixos: Exemplus (99 reais), LA Viagens (97 reais),  Luma Consultoria (95 reais), A3 Brasil (23 reais) e assim por diante.

Diante de preços tão diferentes, um gestor habituado a concorrências públicas poderia ter suspeitado de combinação de preços na licitação da Anvisa. Mas ninguém na agência enxergou problemas em proceder com a contratação da FJ Produções.

Por meio de seu porta-voz, Agnelo argumentou que não fazia parte de suas atribuições na Anvisa rastrear a eventual combinação de preços entre as empresas e que, se tal fraude ocorreu, ele não teve responsabilidade sobre o caso, pois participava das decisões de comando da agência apenas por ser um de seus diretores. Disse o porta-voz:

- Agnelo sequer conhecia Jamil Suaiden, dono da FJ Produções, quando esta empresa venceu o pregão eletrônico realizado pela Anvisa, em dezembro de 2008. Veio a conhecê-lo depois, como um bem-sucedido empresário da cidade, com quem não tem nenhuma relação além da cordialidade entre personalidades da política e da economia do Distrito Federal.

Agnelo garante que não chamou sua atenção o fato de o nome de Jamil, “uma personalidade da economia do DF”, figurar entre os proprietários do terreno onde foi erguida sua mansão em Brasília. Segundo a escritura, Jamil passou sua parte para a irmã em 2005, antes que Agnelo comprasse a propriedade, em 2007.

Depois de fechar o contrato com a Anvisa, Jamil começou a se construir como verdadeira “personalidade da economia do DF”, vendo seus negócios decolarem de forma meteórica.

Levantamento dos contratos da FJ com órgãos federais mostra que a empresa saiu de um faturamento de 60 000 reais, em 2006, para 103 milhões de reais, em 2010. Esse sucesso chamou atenção de Francischini, que levou o caso à PR/DF e também ao TCU.

No meio policial, os negócios de Jamil são mais do que conhecidos: em junho do ano passado, agentes da Polícia Civil do DF cumpriram mandados de busca e apreensão na sede da FJ. Os agentes buscavam evidências da existência de uma organização criminosa especializada em superfaturar eventos culturais e esportivos no DF. O conteúdo dos computadores apreendidos na FJ ainda é um mistério.

Por Lauro Jardim
6:01 \ Brasil

Faturamento milionário

"Foram saques de 1 milhão de reais, de 550 000 reais, de 500 000 reais, tudo documentado e registrado pelo Coaf"

A Anvisa dos tempos de Agnelo Queiroz está longe de ser a única a ter recorrido aos serviços da FJ Produções. Um levantamento realizado no Siafi, o sistema de pagamentos do governo federal, revela que a FJ recebeu nos últimos anos quantias milionárias de diferentes órgãos federais, além de ter firmado contratos com os ministérios da Educação, Saúde, Agricultura, Esporte e Justiça e com a própria Presidência da República.

A gestão de Fernando Haddad na Educação, por exemplo, celebrou contratos com a FJ que totalizaram 286 000 reais, em 2008. No ano seguinte, o faturamento no MEC decolou para 29 milhões de reais e, em 2010, chegou a 33 milhões de reais. Nesse mesmo período, o Ministério da Saúde celebrou contratos de 35 milhões de reais com a FJ, e a Presidência, de 2,5 milhões de reais.

Com tanto dinheiro federal na conta, a FJ acabou entrando na mira do Coaf. Segundo o deputado tucano Fernando Francischini, o órgão que monitora atividades financeiras no país registrou saques da FJ com cheque administrativo de quantias elevadas em dinheiro:

- Foram saques de 1 milhão de reais, de 550 000 reais, de 500 000 reais, tudo documentado e registrado pelo Coaf.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

6:03 \ Governo

Quarteto enrolado

Na mira da oposição

Para desgosto de Dilma Rousseff, a oposição retornou ao Congresso nesta semana dando sinais de que não pretende desistir de convocar seus ministros. Requerimentos pedindo a convocação de Guido Mantega, Gilberto Carvalho, Eleonora Menicucci e Fernando Pimentel estão na mesa de Marco Maia prontinhos para votação nas comissões.

Segundo Fernando Francischini (PSDB-PR), a oposição irá aproveitar a insatisfação da base aliada com o governo para cobrar a votação o quanto antes.

Para quem não lembra, Mantega será chamado a explicar no Congresso o motivo da demora em demitir o ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci. Pimentel falará de suas polêmicas consultorias e Carvalho poderá ser convocado a falar de suas relações com uma mensageira de Durval Barbosa, o delator do esquema de corrupção de Brasília.

Menos enrolada, mas ainda na mira dos evangélicos, Eleonora será chamada a falar de suas posições sobre o aborto.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

12:03 \ Congresso

Fama de Pinóquio

Na noite de terça-feira, enquanto os governistas tentavam aprovar a DRU no plenário da Câmara, Fernando Francischini foi à tribuna para provocar a base com a crise de Carlos Lupi no Trabalho. Crítico da Comissão da Verdade, Francischini lançou a ideia:

– Vamos fazer o ministro Carlos Lupi o comandante da Comissão da Verdade. Mentindo desse jeito, ele vai ficar bem na comissão.

Amortecida por sucessivas críticas ante a decisão do Planalto de manter Lupi no cargo, a base não mordeu a isca. O único a procurar Francischini para elogiar a indicação de Lupi foi Jair Bolsonaro, outro crítico contumaz da comissão.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

17:21 \ Congresso

Chegou atrasada

Vem aí mais uma tentativa da oposição de conseguir botar de pé no Congresso uma CPI para investigar falcatruas do governo.

Depois da finada CPI da Corrupção (que morreu sem jamais ter nascido), Demóstenes Torres e Fernando Francischini começaram ontem a colher assinaturas para uma CPI mista que investigue as denúncias de irregularidades do Programa Segundo Tempo, do Ministério do Esporte.

Como Carlos Lupi e o Trabalho é que estão em cartaz no teatro da crise, é praticamente impossível que a proposta da oposição saia do lugar.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

11:01 \ Congresso

Peluso, Pargendler e as complicadas relações com o Congresso

As relações entre o Legislativo e o Judiciário já foram melhores. Depois de Cezar Peluso ironizar, no domingo, o convite do Senado para debater a polêmica do CNJ, ontem foi a vez do deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) deixar o presidente do STJ, Ari Pargendler, esperando.

Francischini foi chamado para audiência com Pargendler depois de ter proposto audiência na Câmara sobre as operações da Polícia Federal que tiveram as provas anuladas pelo STJ de Pargendler (leia mais em Operações da PF na pauta da Câmara). Desconfiado, Francischini achou melhor manter a audiência e ficar na Câmara.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

12:29 \ Congresso

Operações da PF na pauta da Câmara

Fernando Francischini quer realizar audiência na Comissão de Segurança da Câmara para debater a decisão da Justiça de anular quatro operações da Polícia Federal.

Na lista de Francischini estão as operações Boi Barrica, rebatizada de Faktor, Castelo de Areia, Satiagraha e Dallas. Francischini planeja chamar à Câmara os delegados que comandaram cada uma das investigações e os respectivos representantes do Judiciário que derrubaram as provas.

O debate promete ser quente e já despertou a preocupação do presidente do STJ, Ari Pargendler, que acompanha de perto a evolução do pedido de audiência na Câmara.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

15:27 \ Congresso

Como Valdemar preparou a pizza

Nos dias que antecederam a sessão de ontem do Conselho de Ética da Câmara, Valdemar Costa Neto peregrinou pelos gabinetes de quase todos os integrantes do colegiado e reuniu correligionários do PR na noite de terça-feira para uma reunião de “motivação para a reta final”, como definiu um deputado do partido. 

Valdemar tentou por diversas vezes conversar com Carlos Sampaio, único a votar a favor do relatório de Fernando Francischini, mas Sampaio deu um jeito de não receber o convidado indigesto.

Na noite de terça, Valdemar deu a ordem aos colegas de partido: deputados e assessores estavam intimados a estar no plenário do conselho para acompanhar a sessão. Foi o próprio Carlos Sampaio que reparou: 

– Acho que tinha mais gente do que na vez do Roberto Jefferson.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

17:21 \ Congresso

Conselho de Ética?

Há pouco, diante da maioria esmagadora de votos favoráveis a Valdemar Costa Neto no Conselho de Ética da Câmara (sim, os nobres deputados livraram a cara de mais um), o relator do pedido de cassação, Fernando Francischini, ironizou:

– Pelo visto, daqui a pouco quem vai sair cassado daqui sou eu.

Para Francischini, o placar de 16 votos a 2 pelo arquivamento do caso foi a “canonização” de Valdemar no conselho.

– Pareceu a beatificação, uma pizza histórica.

Por Lauro Jardim
15:06 \ Congresso

Valdemar apareceu

Está completamente lotado o plenário do Conselho de Ética que nesta tarde deve decidir se acolhe as representações contra Valdemar Costa Neto e dá continuidade à tramitação do pedido de cassação apresentado pelo PSOL e pelo PPS.

O próprio Valdemar, para surpresa geral, apareceu. Está sentado à mesa dos trabalhos e trouxe com ele um grupo considerável de assessores e deputados aliados.

Fernando Francischini faz neste momento a leitura do relatório desfavorável a Valdemar (leia mais em Relatório nada positivo para Valdemar).

Por Lauro Jardim
14:36 \ Congresso

Relatório nada positivo para Valdemar

Nas doze páginas do relatório que será apresentado nesta tarde ao Conselho de Ética da Câmara, Fernando Francischini pede aos membros do colegiado a continuidade do processo de cassação contra Valdemar Costa Neto com base em quatro argumentos e um apelo:

– O arquivamento inicial das representações sem o mínimo de cuidado, zelo, cautela e espírito público de transparência condenará eternamente os parlamentares perante a opinião pública.

Em seu relatório, Francischini estabeleceu cinco eixos de trabalho para o caso de as investigações contra Valdemar prosseguirem.

Francischini vai ouvir testemunhas, requerer informações de órgãos públicos e privados, realizar perícias nas provas colhidas e solicitar as cópias dos inquéritos da Polícia Federal e dos procedimentos do Ministério Público no Ministério dos Transportes.

Por Lauro Jardim
14:00 \ Congresso

PF no caso

Na reunião do Conselho de Ética que começou há pouco, Fernando Francischini vai revelar um fato ocorrido ontem que poderá mudar o rumo do julgamento de Valdemar Costa Neto no colegiado (leia mais em Uma surpresa para Valdemar).

Francischini tomou conhecimento ontem da decisão da Polícia Federal de abrir inquérito para investigar a morte do empresário paulista Geraldo de Souza Amorim, uma das principais testemunhas do suposto caso de corrupção envolvendo Valdemar em São Paulo. Amorim seria chamado a depor sobre Valdemar na Câmara, mas foi assassinado em 18 de setembro.

A primeira investigação policial sobre o caso livrou Valdemar de qualquer envolvimento ao classificar a morte de Amorim como crime comum. Esse “nada consta” da polícia de São Paulo deve ser um dos pontos principais da defesa de Valdemar, mas cairá por terra com a entrada da PF no caso.

Por Lauro Jardim
13:59 \ Congresso

Investigação policial

A propósito do Conselho de Ética, se o pedido de cassação não for arquivado pelo colegiado nesta tarde, Fernando Francischini irá juntar na investigação do caso Valdemar Costa Neto dados solicitados ao Ministério da Justiça.

Francischini quer acesso ao auto de prisão em flagrante dos suspeitos da morte de Geraldo de Souza Amorim, o relatório da autoridade policial, o cruzamento dos extratos telefônicos dos envolvidos nos trinta dias anteriores ao ocorrido e o laudo pericial da balística.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 27 de setembro de 2011

16:49 \ Congresso

Forças de Valdemar se movimentam

Superada a ressaca da absolvição de Jaqueline Roriz, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara se reúne amanhã para analisar o parecer prévio de Fernando Francischini para o pedido de cassação do mandato de Valdemar Costa Neto.

É dado como certo que o relatório de Francischini irá complicar a situação de Valdemar, alvo de um rosário de acusações apresentado pelo PSOL e pelo PPS, mas a dúvida reinante na Câmara está na forma como os integrantes do colegiado irão votar amanhã.

O conselho vai analisar a admissibilidade da representação contra Valdemar. Diz um dos conselheiros:

- As forças do Valdemar estão em movimento.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

10:46 \ Governo

Cardozo e as prisões

Alvo da fúria de Dilma por não ter informado o Planalto sobre as prisões no Ministério do Turismo, José Eduardo Cardozo recebeu ontem o deputado e ex-policial federal Fernando Francischini (PSDB-PR) e defendeu a ação da PF. Disse Cardozo a Francischini:

*A operação da PF no Turismo foi justa.

*Pode defender os procedimentos da PF na operação.

*Não tem ninguém preso injustamente.

*A operação não era da PF. É do Ministério Público Federal e da Justiça Federal.

Cardozo disse também que não poderia ter conhecimento antecipado porque a operação estava sob segredo de Justiça e seria crime se soubesse ou avisasse Dilma.

Por Lauro Jardim
10:44 \ Brasil

Passarinho que come pedra

Quando a informação da conversa de Fernando Francischini com José Eduardo Cardozo chegou ao Congresso, deputados de diferentes partidos procuraram Francischini para tentar descobrir alguma informação. A todos, ele respondia:

– Passarinho que come pedra…

Por Lauro Jardim

 

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