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terça-feira, 2 de setembro de 2014

17:38 \ Congresso

Que hora

Negociando com os índios

Gafe

Mico na sessão solene da Câmara em homenagem a Eduardo Campos e Pedro Valadares Neto, ex-deputado federal, que também morreu no acidente aéreo.

No telão era exibido um filmete sobre a vida de Campos e, logo depois, outro, contando a trajetória de Valadares.

Pelo menos duas vezes, entre um filme e outro, do nada, vazaram imagens da TV Câmara, com discursos de deputados pouco cotados.

Renata, mulher de Campos, elegantemente, continuou assistindo até o erro ser corrigido – o que ocorreu rapidamente. Ao seu lado, Henrique Alves, olhava para baixo com expressão contrariada.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Investigação profunda

Irritado com o vice

Governo quer munição contra Marina

O governo ainda aposta no poder de destruição que a investigação da PF sobre a propriedade do jato de campanha de Eduardo Campos pode ter na campanha de Marina Silva. Botou uma pilha na PF para conseguir resultados rápidos.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

6:02 \ Internet

Exposição 2000% maior

campos e marina

Marina: mais visibilidade no Twitter

Quando o Cessna PR-AFA caiu em Santos com Eduardo Campos a bordo, o então candidato do PSB ainda buscava se fazer conhecer pelos brasileiros. O Twitter é uma amostra disso. Nos sete dias que antecederam o acidente, Campos foi mencionado em 29 642 tweets, 53% menos que Aécio e 90% menos que Dilma.

No dia do acidente que o vitimou, naturalmente, o nome de Campos tomou conta dos assuntos mais comentados no Twitter e apareceu em 440 000 tweets. A repercussão continuou na semana que sucedeu a morte do pessebista, quando houve mais 240 173 menções a ele. O total, de 680 173 tweets, corresponde a um aumento de 2194% em relação à semana anterior.

Proporcionalmente, depois de Eduardo Campos, Marina Silva foi quem mais aumentou a visibilidade na rede social. A agora candidata foi citada 5 907 vezes na semana anterior e 122 693 vezes na semana após a morte de Campos, um aumento de 1977%. Só no trágico 13 de agosto, Marina foi mencionada em 27 000 tweets.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

6:34 \ Televisão

Ele falou menos

bonner

Aécio: primeiro a ser entrevistado falou menos

Um levantamento feito pelo Controle da Concorrência revela que Aécio Neves foi o candidato com menos espaço para falar na entrevista do Jornal Nacional.

Entrevistado no dia 11, Aécio falou por 9 minutos e 51 segundos. Ficou atrás do Pastor Everaldo com dez minutos de fala; seguido de Eduardo Campos com 10 minutos e 35 segundos; e Dilma Rousseff, com 11 minutos e 4 segundos.

Por Lauro Jardim
6:32 \ Televisão

Ele falou mais

jn

Bonner falou mais que Poeta

William Bonner engoliu Patrícia Poeta nas quatro entrevistas com os presidenciáveis. Em todos os dias, falou mais do que a companheira de bancada.

Apenas com Eduardo Campos houve equilíbrio – Bonner falou por 2 minutos e 19 segundos e Poeta, em 2 minutos e 10 segundos. Com Dilma, a diferença foi gritante – 3 minutos e 59 segundos de Bonner e apenas 47 segundos de Poeta.

Os outros resultados foram:

- Com Everaldo, foram 3 minutos e 10 segundos de Bonner e 2 minutos e 1 segundo de Poeta.
- Com Aécio, 3 minutos e 15 segundos de Bonner e 1 minuto e 54 segundos de Patrícia Poeta.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

19:22 \ Brasil

Consultas a Gerdau

Reunião com Rands

Reunião com Rands

A turma de Eduardo Campos – agora de Marina Silva – começa a retomar a rotina. Maurício Rands, coordenador da campanha em Pernambuco, reuniu-se hoje em Brasília com Jorge Gerdau. Rands foi em busca de contribuições de Gerdau para o programa de governo do PSB.

Por Lauro Jardim
13:23 \ Brasil

Longe do TCU

De licença

De licença

Ainda extremamente abatida, Ana Arraes não voltará ao Tribunal de Contas da União tão cedo. A licença por luto, concedida pela morte de Eduardo Campos, vale até o final desta semana. Em seguida, Ana Arraes entrará de férias, até o dia 12 do mês que vem.

Por Lauro Jardim
11:29 \ Brasil

O lapso e o seminarista

Respondendo sobre o inexplicável

Na ponta da língua

Durante a missa de sétimo dia de Eduardo Campos, ontem, na Catedral Metropolitana de Brasília, quase todas as autoridades presentes foram citadas nominalmente pelo padre.

Esqueceram de incluir na lista Marina Silva, sentada à primeira fila. Percebida a gafe, o clérigo corrigiu momentos depois, lembrando a presença de Marina.

Mais atrás, o ex-seminarista Gilberto Carvalho sabia de cor e cantava quase todas as músicas entoadas na cerimônia.

Por Lauro Jardim

Marina por Roberto Jefferson

No alvo

No alvo

De Roberto Jefferson a um interlocutor sobre a reviravolta na campanha presidencial:

- Depois do desastre com a queda do voo de Eduardo, o Brasil pode assistir a uma nova tragedia ate outubro: ver Marina (Silva) decolar”.

Jefferson atuou para mover o PTB da órbita de Dilma Rousseff para a de Aécio Neves.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Carta da discórdia

Marina: reta final pela Rede

Incomodada

Marina Silva, antes mesmo de ser oficializada como cabeça da chapa do PSB, já começou a engolir seco os movimentos recentes dos correligionários de Eduardo Campos.

Marina anda inconformada com a possibilidade de ter que assinar uma carta de compromissos impostos pelo PSB, como a cúpula do partido vem alardeando que fará.

Um aliado de Marina define:

- Ela está se perguntando: ‘Quer dizer que como vice eu servia, mas na condição de candidata eu tenho que assinar?’

Por Lauro Jardim

Cenário invertido

Irritado com o vice

Campos: mais impacto que o vexame da seleção

O PSB tentou medir o impacto da morte de Eduardo Campos através de uma pesquisa qualitativa (Leia mais aqui). A tragédia com Campos foi considerada de menor impacto que a morte de Ayrton Senna; e de maior repercussão que a derrota para a Alemanha de 7 a 1.

A pesquisa tem sido mostrada para integrantes do PSB como uma forma de criar a seguinte tese: se antes Marina Silva levantaria a candidatura de Campos, agora acontecerá o inverso.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Setembro vai dizer

aa

Cenário imprevisível

Petistas e tucanos vão prender a respiração pelos próximos quinze dias: analisam – e torcem para – que o desempenho de Marina Silva no Datafolha pode (e deve) estar turbinado pela comoção causada com a morte de Eduardo Campos.

No Palácio do Planalto, ministros próximos a Dilma Rousseff comentam que, com o início da propaganda eleitoral obrigatória na TV, Dilma e Aécio, ambos com mais tempo de exposição do que Marina, terão mais margem para crescer. Sem falar nas estruturas partidárias, mais robustas nos casos de PT e PSDB.

A análise termina com o prazo dado para se tirar a temperatura. A turma de Dilma acredita que só na primeira semana de setembro será possível medir com precisão o potencial de Marina.

Por Lauro Jardim

Na bancada do ‘JN’

marina

Marina no JN, em 2010

Assim que Marina Silva for confirmada como candidata, o que deve acontecer na quarta-feira, a Globo vai convidá-la para uma rodada de entrevistas no Jornal Nacional. O mesmo direito tiveram Aécio Neves e Eduardo Campos, antes de morrer.

Hoje, Dilma Rousseff e amanhã Pastor Everaldo serão entrevistados por William Bonner e Patricia Poeta.

Por Lauro Jardim

Sem garantias

eduardo e lula

Aliados por muito tempo

No final de 2012, Lula e Eduardo Campos se encontram num evento em São Paulo. Àquela altura, Campos, ainda governador de Pernambuco, balançava entre continuar na base aliada de Dilma Rousseff e lançar-se candidato ao Palácio do Planalto.

Antes de decidir, queria ouvir a opinião de Lula, até então, seu fraterno aliado.

Lula trabalhou para manter o pupilo entre os seus. Argumentou que Dilma tinha direito a uma reeleição, como ocorreu com ele próprio e com FHC.

Na cartada final, Lula disse que o candidato mais forte do país era ele e, mesmo assim, não entraria na disputa para dar a chance de Dilma tentar concluir seus oito anos.

Seguiu, afirmando que Campos ainda era jovem, reconhecendo o direito legítimo de querer pensar em Presidência da República, mas pediu que esperasse, acenando com uma promessa:

- No próximo governo, podemos construir para que você assuma uma ministério de destaque, onde possa aparecer e sedimentar seu nome. Em 2018, certamente você será um dos quadros mais fortes do nosso time.

Campos, então, foi mais objetivo:

- Presidente, então o senhor pode me assegurar que serei seu candidato em 2018?

Lula não entregaria os pontos com tanta antecedência:

- Eduardo, você será nosso candidato se, daqui seis anos, for o melhor candidato que tivermos.

Dava-se ali um capítulo determinante do voo solo de Campos, que pouco tempo depois desembarcaria do governo e se lançaria como adversário de Dilma nas eleições deste ano.

Por Lauro Jardim

sábado, 16 de agosto de 2014

Pesquisa em mãos

Marina: sob os holofotes

Marina: colocada como candidata em pesquisa

Apesar do discurso de que só pensaria na substituição de Eduardo Campos depois do seu enterro, o PSB encomendou uma pesquisa telefônica com 30 000 entrevistas já na quinta-feira passada.

No levantamento que vai balizar a decisão do partido, Dilma Rousseff aparece em primeiro lugar, seguida de Marina Silva um pouco à frente de Aécio Neves – ou empatada, considerando a margem de erro.

Na simulação de segundo turno, Marina ganha de Dilma – mas também em cenário de empate técnico.

Por Lauro Jardim

Novas estratégias

Aécio: ponte com o PMDB do Rio

Aécio: mira em Dilma e Marina

Eduardo Campos vinha sendo poupado das artilharias petistas e tucanas por motivos mais do que óbvios – PT e PSDB queriam seu apoio no segundo turno.

Agora, com Marina Silva, a pólvora já está sendo colocada nos canhões de ambos os partidos. O PT, que batia somente em Aécio Neves, vai ter que definir quem prefere enfrentar no segundo turno e apontar suas balas mais potentes para somente um dos dois oposicionistas.

Se continuar batendo somente em Aécio, ajudará a inflar o balão de Marina.

Já Aécio Neves, que só atacava o governo, terá que descer a borduna em Dilma e em Marina com igual intensidade.

Por Lauro Jardim
6:08 \ Brasil

Testemunha de defesa

Irritado com o vice

Campos fora do processo

Dias antes de morrer, Eduardo Campos conseguiu que Paulo Roberto Costa abrisse mão de tê-lo como sua testemunha de defesa nas acusações a que o ex-diretor da Petrobras responde pela suspeita de superfaturamento da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. A negociação foi feita pelos advogados de ambos.

Antes do acordo, Campos estava intimado a depor no caso na sexta-feira, dia 15.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Pesquisa Ibope

candidatos

Pesquisa Ibope antecipada

O Ibope quer antecipar para a última semana de agosto a pesquisa presidencial prevista, antes da morte de Eduardo Campos, para ser feita na primeira semana de setembro.

Por Lauro Jardim
12:42 \ Brasil

Caixa realmente preta

Acidente com Campos: caixa-preta comprometida

Acidente com Campos: caixa-preta comprometida

O Comando da Aeronáutica  anunciará ainda hoje uma má notícia para as investigações sobre o acidente de avião que vitimou Eduardo Campos: houve problemas  graves que comprometem as gravações contidas na caixa-preta com as conversas entre o piloto Marcos Martins e o copiloto. Elas simplesmente não foram gravadas.

Por Lauro Jardim

Lindarina no Rio?

Lindbergh: esperando os desdobramentos

Lindbergh: cenário diferente

Se o acidente que matou Eduardo Campos não tivesse acontecido, os coordenadores das campanhas do socialista e de Lindbergh Farias estariam reunidos agora no Rio de Janeiro para tratar da aliança PT e PSB.

Se for candidata, Marina Silva vai caminhar com Lindbergh no Rio?

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

18:22 \ Brasil

Informação desencontrada

Aliados

Aliados

Maurício Rands, ex-deputado federal e um dos políticos mais próximos de Eduardo Campos, recupera-se da perda. Sua família, do susto.

Ontem, quando surgiram as primeiras notícias a respeito da queda do avião que matou Campos, informaram à mãe e à irmã de Rands que ele estava com o ex-governador no jato.

A agonia não durou muito. Menos de uma hora depois, Rands, que volta e meia acompanhava Campos nas viagens de campanha, conseguiu falar com a mãe por telefone e desfazer o mal entendido.

Por Lauro Jardim

Efeito Eduardo Campos 1

dilma

Luto e tensão

A cúpula da campanha do PT está tensa como nunca. Desde ontem, as certezas todas evaporaram.

Por Lauro Jardim

Efeito Eduardo Campos 2

aécio

Mudança de panorama

A cúpula de campanha do PSDB está tensa como nunca. Desde ontem, as certezas todas evaporaram.

Por Lauro Jardim
13:28 \ Brasil

Sem saber

Inconformado com o Planalto

Telefonema de Ana Arraes

A notícia da morte de Eduardo Campos demorou a chegar a Ana Arraes. Ontem, por volta de meio-dia, quando o avião já havia caído, Ana ligou para Vital do Rêgo, com quem dividiu o plenário da Câmara, em seus tempos de deputada federal.

O telefonema era para pedir que Vital, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, recebesse uma autoridade do poder judiciário.

Lembra Vital:

- Talvez eu tenha sido a última pessoa com quem ela falou ainda alegre. Parecia feliz, tranquila.

Por Lauro Jardim

Longe dos holofotes

Aécio: aprovação do amigo Cabral

Aécio: recolhido em casa

Aécio Neves interrompeu sua campanha, que fazia um tour pelo Nordeste, até domingo. Voltou para o Rio de Janeiro à noite. Aos mais próximos, mostrou-se de fato abalado e avisou que hoje ficaria com os filhos e desligaria os celulares – o que, aliás, não conseguiu.

Por Lauro Jardim
10:59 \ Televisão

O ibope da tragédia

JN: ibope em alta

JN: ibope em alta

A edição de ontem, basicamente centrada na cobertura da morte de Eduardo Campos, fez subir um pouco a audiência do Jornal Nacional. De acordo com o Ibope, a média alcançou 26 pontos na Grande São Paulo.

O share, ou a participação do telejornal entre os aparelhos ligados, foi de 41% – ou seja, em cada cem televisores, 41 estavam sintonizados na Globo.

Na segunda-feira e na terça-feira, a média do JN ficou entre 23 e 24 pontos na Grande São Paulo ( leia mais aqui ).

No Rio de Janeiro, o JN cravou 33 pontos.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Datafolha com Marina

aa

Perguntas sobre o destino do PSB na eleição

Em meio à consternação com a morte de Eduardo Campos, o Datafolha registrou sua nova pesquisa presidencial.

Entre as 22 perguntas que os 2 884 eleitores entrevistados responderão, o Datafolha questiona o que o PSB deve fazer depois da morte do seu candidato ao Planalto: lançar Marina Silva na cabeça da chapa, não lançar nenhum candidato ou apoiar algum dos dez outros presidenciáveis.

O primeiro levantamento sem o nome de Campos e com o de Marina na cartela foi registrado hoje pelo Datafolha, que vai a campo entre amanhã e sábado para entrevistar 2 884 eleitores. O resultado sai na segunda-feira.

Por Lauro Jardim
17:22 \ Brasil

Prenúncio da tragédia

Telefonema para Alckmin

Telefonema para Alckmin

Geraldo Alckmin estava, hoje de manhã, em mais uma das muitas reuniões das quais participa um governador. Neste momento, Márcio França liga para Alckmin dando o prenúncio da tragédia:

- Governador, estamos esperando o Eduardo Campos aqui em Santos, mas ele ainda não chegou. E acabamos de saber que um avião acabou de cair aqui perto.

Alckmin, então, ainda sem a confirmação de que Campos era uma das vítimas fatais, cancelou toda a agenda e seguiu direto para o local do acidente.

Por Lauro Jardim

Material de campanha destruído

campos e marina

Aliança interrompida

A morte de Eduardo Campos fará a coordenação de sua campanha no Rio de Janeiro destruir o extenso material impresso recentemente. Eram milhares de placas e panfletos com a imagem de Campos, Marina Silva, Romário e Lindbergh Farias.

Por Lauro Jardim
15:42 \ Brasil

De onde partiu

local da queda

O local onde o avião caiu

As primeiras informações a respeito do acidente em que morreu Eduardo Campos chegaram às autoridades de aviação civil do governo por intermédio de assessores do PSB, no final da manhã.

Integrantes da campanha de Campos entraram em contato com a Secretaria de Aviação Civil (SAC) avisando que o avião do candidato provavelmente havia caído, pouco antes do horário previsto para pousar no Guarujá.

O alerta foi repassado pela SAC ao diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Marcelo Guaranys, que acompanhava a posse do novo ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, quando o avião caiu em Santos.

No mesmo local, presente ao evento, também estava a mãe de Eduardo Campos, Ana Arraes.

Por Lauro Jardim
 

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