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segunda-feira, 14 de abril de 2014

17:02 \ Judiciário

Sobrevida a Zveiter

Processo parado

Processo parado

Luiz Zveiter pode respirar aliviado mais uma vez. Como já era previsto, na terça-feira passada, o conselheiro Fabiano Silveira, relator de um processo contra Zveiter no Conselho Nacional de Justiça, pediu prazo de mais 140 dias para se pronunciar sobre o caso (Leia mais aqui).

Trata-se de um imbróglio envolvendo a compra de um imóvel na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, em que Zveiter é acusado de favorecer a Cyrela.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 7 de abril de 2014

16:32 \ Judiciário

Zveiter na pauta

Julgamento marcado

Julgamento marcado

Está na pauta da reunião de amanhã do Conselho Nacional de Justiça o processo contra o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Luiz Zveiter, acusado de favorecer a Cyrela numa guerra judicial envolvendo a compra de um terreno na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Beleza, mas ninguém acredita que será votado. O conselheiro Fabiano Silveira, encarregado de dar andamento à denúncia contra Zveiter, está deitado em cima do processo. Vira e mexe, inclui o caso na pauta e, em seguida, pede a retirada, justificando precisar de mais tempo para se pronunciar.

Quem conhece de perto o cotidiano do CNJ aposta que Silveira repetirá o recuo na terça-feira. Isso porque Joaquim Barbosa já pediu explicitamente aos conselheiros que botem para andar processos que repousam nas gavetas do CNJ.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 4 de abril de 2014

16:51 \ Judiciário

Perseguição na mira

Acesso a tudo

Incomodado com quem cumpre a lei

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acabou de determinar a suspensão da sindicância aberta contra o juiz Bruno Ribeiro, titular da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal.

Afastado do cargo, Ribeiro está respondendo a um processo administrativo por ter decidido apurar as andanças de Agnelo Queiroz na Penitenciária da Papuda, em visitas a seus amigos mensaleiros José Dirceu & Cia.

O corregedor substituto do CNJ, conselheiro Gilberto Valente assinou um ofício determinando que o processo contra Ribeiro fosse enviado à corregedoria do CNJ, que passará a ficar responsável pela apuração.

Gilberto Valente agora vai investigar os fortíssimos indícios de que o magistrado está sofrendo perseguição depois de incomodar Agnelo.

Afirma Valente:

- É um absurdo um juiz ser punido por estar cumprindo sua função como determina a lei.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

18:12 \ Judiciário

Truque antigo

facebook

Refiliado e acionado disciplinarmente

O esforço do juiz federal Marcelo Cesca em demonstrar sua “instabilidade emocional” começou em 2011, quando ele deu a primeira mostra do seu talento para ofender colegas. Há três anos, ao contrário dos ataques a um juiz indicado ao STJ (leia mais aqui) no Twitter, os ataques foram em pleno ambiente de trabalho.

Depois do surto, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) abriu um procedimento disciplinar contra Cesca, que pediu para ser desfiliado da associação em 2012 e, assim, fez com que o processo fosse suspenso.

No início de 2014, entretanto, Marcelo Cesca pediu a refiliação e o procedimento disciplinar, um dos motivos de seu afastamento, foi retomado. Aliás, não faltam reclamações e pedidos de expulsão do colega “desequilibrado” chegando à AJUFE.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

18:03 \ Judiciário

O truque da loucura

facebook

Praia contra a “depressão”

Depois de publicar em seu Facebook fotos ironizando o CNJ por “permitir” que ele continue a embolsar seu salário mesmo sem trabalhar, o juiz federal Marcelo Cesca subiu o tom da insensatez.

Afastado do cargo por irregularidades na Corregedoria do Conselho da Justiça Federal (CJF) e problemas psicológicos há dois anos, Cesca resolveu fazer pelo Twitter ataques pessoais a um juiz recém-nomeado ao STJ .

O destempero do juiz afastado, que não rasga nem um real do seus 22 000 mensais, entretanto, é interpretado por alguns integrantes do CNJ como uma maneira de se manter longe da Corregedoria pelas irregularidades. Usa a tática de se fazer de louco para ser afastado por problemas psiquiátricos e não pelas  irregularidades pelas quais é acusado.

Ataques a juiz indicado ao STJ

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Por Lauro Jardim
8:26 \ Judiciário

Venda de sentenças

Olho no Amazonas

Olho no Pará

Dois magistrados do Pará suspeitos de falcatruas das grossas são os novos alvos do CNJ. Francisco Falcão pedirá a abertura de processo administrativo contra um juiz e um desembargador do Tribunal de Justiça paraense.

O desembargador é acusado de trabalhar em conjunto com dois advogados, que seriam responsáveis por intermediar a venda de decisões da excelência. A dupla, de acordo com informações do CNJ, iria ao mercado para negociar com colegas o valor pedido pelo desembargador em cada sentença.

O caso do juiz é estapafúrdio, se não for corrupção: o magistrado evocou para si um processo, que tramitava fora de sua alçada, e assinou a liberação do pagamento de 3 milhões de reais, referentes a honorários advocatícios.

Os dois episódios chegaram ao passar pela corregedoria local, mas não andaram. Ao saber que os procedimentos não foram adiante, Falcão puxou para o CNJ a responsabilidade de dar continuidade á apuração

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

19:02 \ Judiciário

Rosário e Falcão

Olho no Amazonas

Olho no Amazonas

Francisco Falcão receberá Maria do Rosário na segunda-feira, às 14 horas, no CNJ. No encontro, além de posar para a foto, a dupla vai tratar da vida do prefeito de Coari (interior do amazonas), Manoel Pinheiro.

Acusado de uma penca de crimes, entre eles exploração infantil, Pinheiro conta com a benevolência do Judiciário. Parte dos processos aguarda julgamento desde 2008 (Leia mais em: Tem de tudo e Outra ponta).

Falcão assinará um documento determinando que parte das ações passe à chamada Justiça Plena, ou seja, tornem-se prioridade absoluta na corte em que estão. Se a coisa não andar numa velocidade aceitável, Falcão estipulará um prazo para o julgamento.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

19:22 \ Judiciário

Outra ponta

CNJ apura morosidade

CNJ apura morosidade

A devassa do CNJ no Tribunal de Justiça do Amazonas (Leia mais em: Tem de tudo) pode acabar respingando em Brasília, no Tribunal Regional Federal da Primeira Região.

A motivação inicial do CNJ para visitar Manaus foram os indícios de irregularidades em processos escabrosos envolvendo o prefeito de Coari, Manoel Pinheiro. Acusado de participação num esquema de exploração infantil, Pinheiro vem se beneficiando da lentidão no TJ-AM, onde há ações contra ele desde 2008 que não foram julgadas.

O CNJ agora desconfia da possibilidade de o mesmo lamentável fenômeno estar ocorrendo no TRF da Primeira Região, também em processos relacionados ao prefeito de Coari. Como tem foro privilegiado, dependendo da natureza da ação, Pinheiro responde às ações no TRF.

Conselheiro do CNJ, Gilberto Valente pediu ontem ao tribunal de Brasília um relatório com todas as informações da tramitação dos processos em que o prefeito de Coari é réu. As acusações na capital também não são brincadeira. Vão de improbidade administrativa a desvio de verbas repassadas pelo União.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

16:02 \ Judiciário

Tem de tudo

Amontoado de irregularidades

Amontoado de irregularidades

O CNJ enviou o conselheiro Gilberto Valente para fazer uma inspeção no Tribunal de Justiça do Amazonas. O resultado da devassa será divulgado daqui a pouco.

Antes de mesmo de voltar à Brasília, Valente já determinou a abertura de procedimentos para apurar indícios de transações escabrosas no tribunal.

Tem de um tudo na corte amazonense:

* Dois leiloeiros dos quadros do TJ-AM suspeitos de receber comissões, ou melhor, propina, de 5% do valor dos bens apreendidos por ordem judicial. A negociata ocorreria quando o patrimônio é leiloado.

* O CNJ encontrou pelo menos sete casos com indícios de nepotismo: parentes não concursados lotados em gabinetes de magistrados.

* Valente identificou ainda um espécie de promoção dos sonhos para qualquer concursado. Funcionários aprovados em seleções para nível médio que, após o processo seletivo, concluem a faculdade de Direito e são automaticamente alçados a cargos de nível superior.

* Por fim, o caso que motivou a inspeção: a falta de celeridade em processos contra integrantes da administração pública. O prefeito de Coari, Manoel Pinheiro, é suspeito de envolvimento com um esquema de exploração sexual infantil. Há denúncias de 2008 contra ele que até agora não foram julgados. O CNJ está apurando a conduta de todos os magistrados que passaram pela vara onde tramitam as ações contra o prefeito.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

6:02 \ Judiciário

Bondade sem licitação

telma

Mais denúncias

O CNJ recebeu novas denúncias de maracutaias envolvendo a ex-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia Telma Brito, já atolada em irregularidades.

Durante a gestão Telma, em março de 2011, o TJ comprou um prédio por 15 milhões de reais, sem licitação, para funcionar como um anexo da Corte.

Eis que, oito meses depois do negócio fechado, o Tribunal cedeu o edifício ao governo do estado. Em troca da bondade, o TJ recebeu outro imóvel, com documentação irregular, trinta quilômetros distantes do prédio recém-comprado.

A propósito, o atual presidente do tribunal, Mario Hirs, foi afastado do cargo por suspeitas de liberar indenizações de precatórios superfaturadas.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

9:31 \ Judiciário

Lupa no nepotismo

Recadastramento à vista

Recadastramento à vista

Felix Fischer entendeu os recados do CNJ e fará um recadastramento dos trabalhadores do STJ. O movimento de Fischer é o primeiro passo para limpar os casos de nepotismo do tribunal e, com isso, evitar ser alvo de uma representação no CNJ.

Como se sabe, o juiz auxiliar do gabinete de Fischer, Fabrício Carata, é casado com Paula Carata, lotada na Secretaria de Comunicação da Corte (Leia mais em: Família STJ e Demite ou responde).

Por Lauro Jardim

terça-feira, 12 de novembro de 2013

10:42 \ Judiciário

Ainda na mira

Pedido de abertura de processo

Pedido de abertura de processo

O atual presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, Mario Alberto Hirs, afastado do cargo por denúncias de irregularidades no pagamento de precatórios (Leia mais em: Sob suspeita), e sua antecessora na cadeira, Telma Britto, voltarão à pauta do CNJ, hoje, às 10 horas.

O corregedor-nacional de Justiça, Francisco Falcão, pedirá a abertura de um procedimento disciplinar contra a dupla. Mais um. Desta vez, para apurar suspeitas de omissão dolosa durante as gestões de Hirs e Telma.

A nova lista de irregularidades do TJ-BA começa com nepotismo cruzado entre dois magistrados do tribunal, noticiado pela imprensa baiana.

O CNJ tem informações de que a desembargadora Daisy Lago mantinha em seu gabinete um parente do também desembargador Clésio Carilho. Em troca, Carrilho empregava a filha de Daisy. Nepotismo, sim. Mas, para piorar, a filha de Daisy vive em São Paulo. Ou seja, é funcionária fantasma.

No pacote de maracutaias consta ainda denúncias de falta de mão de obra no chão da fábrica do TJ-BA, enquanto gabinetes de ministros estão mais do que bem servidos de funcionários. Alguns deles sequer precisavam aparecer de segunda a sexta. A investigação do CNJ aponta servidores que batiam ponto apenas duas vezes por semana.

Em outro capítulo do dossiê Hirs-Telma há a contratação, sem abertura de licitação, do Bradesco para gerir a folha de pagamento do tribunal. Em troca, de acordo com a apuração do CNJ, o banco entregaria um prédio para sediar o TJ-BA. O acordo foi firmado antes de Telma assumir, mas o CNJ encontrou dois aditivos assinados pela dupla no valor de 35 milhões de reais e 3,6 milhões de reais.

Por Lauro Jardim
10:41 \ Judiciário

O drama na ponta

Drama na pauta

Drama na pauta

Outras falhas de gestão de Mario Alberto Hirs e Telma Britto à frente do Tribunal de Justiça da Bahia estouraram no fim da ponte de contato com a população. O CNJ apura as causas de suspensão dos plantões de serviços básicos em cartórios do estado. Em alguns casos, até a emissão de certidões de óbito ficou prejudicada.

A informação chegou ao Conselho com um caso dramático: uma mulher, Cleomar Cruz, perdeu a filha, um bebê de 1 anos e 3 meses. Dormiu seis dias na fila para tentar retirar o documento comprovando a morte da criança. Não conseguiu e teve de enterrar a filha como indigente.

Francisco Falcão, corregedor-nacional de Justiça, também apresentará ao plenário denúncias de venda de senhas justamente em cartórios onde a retirada do atestado de óbito tornou-se façanha.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

6:01 \ Judiciário

Sob suspeita

Pedido de abertura de processo

Pedido de abertura de processo

Os mais poderosos nomes do Tribunal de Justiça da Bahia desde 2010 estão no alvo de uma investigação do CNJ que apura suspeitas de pagamentos indevidos de precatórios. O presidente do TJ-BA, Mario Alberto Hirs, e sua antecessora, Telma Britto, são acusados de liberar indenizações superfaturadas. O prejuízo ao erário, pelos cálculos do CNJ, esbarra nos 400 milhões de reais.

Como os processos de precatórios costumam envolver cifras exorbitantes e juros para todo lado, qualquer variação no cálculo do valor da indenização impacta absurdamente no montante final que sai do caixa do Estado. O CNJ não tem indicativos de ganho financeiro de Hirs, Telma e dos outros dois suspeitos de participar das irregularidades – Ricardo D’ Ávila, juiz em Salvador, e um servidor do TJ-BA. Mas isso não vem ao caso.

Os flagrantes erros no cálculo das indenizações já são suficientes para o Conselho apurar a conduta dos magistrados até a nona casa decimal. Francisco Falcão pedirá abertura de processo disciplinar administrativo contra os quatro suspeitos na reunião do CNJ marcada para o dia 22.

(Atualização, às 12h07: o TJ/BA enviou a seguinte explicação: “O TJ do Estado da Bahia respeita o posicionamento do CNJ e tem total interesse que todas as acusações sejam apuradas. O que não podemos, nem queremos, é que sempre se estabeleça uma insegurança sobre um dos tribunais mais sérios do país. O TJBA vai aguardar a decisão do CNJ. Os valores indicados pelo CNJ são referentes a precatórios e, estes, o TJBA afirma que não foram pagos por estarem no final da ordem de pagamento”)

 

Por Lauro Jardim

terça-feira, 8 de outubro de 2013

8:22 \ Judiciário

No alvo no CNJ

Futuro decidido hoje

Futuro decidido hoje

Francisco Falcão vai pedir, na reunião do CNJ de hoje, a abertura de um processo disciplinar administrativo contra o ex-presidente do Tribunal de Justiça do Paraná Cleyton Camargo, suspeito de enriquecimento ilícito. As apurações de Falcão apontam um abismo entre os bens e a renda de Camargo.

Camargo não se segurou nem um ano no cargo: renunciou em setembro, seis meses depois de assumir. Em meio à suspeita de irregularidades, Camargo alegou problemas de saúde e entrou com pedido de aposentadoria.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

10:41 \ Judiciário

Um escorpião no STJ

Falcão: picado

Acredite: ao entrar no elevador privativo que leva à presidência do STJ, o ministro Francisco Falcão foi picado por um escorpião que, sabe-se lá porque, circulava tranquilamente por ali.

Depois de ir ao Hospital de Base para tomar soro, Falcão ouviu de Eliana Calmon, sua antecessora no cargo de corregedor-nacional de Justiça:

- Os corruptos que se cuidem agora que o corregedor está com veneno de escorpião correndo pelas veias.

Por Lauro Jardim

sábado, 14 de setembro de 2013

8:28 \ Judiciário

Cadê ele?

Raras aparições

Conhecido por cobrar com rigor a boa conduta de seus pares, o corregedor do CNJ, Francisco Falcão, não é lá muito afeito a esquentar uma das cadeiras que ocupa – a de ministro do STJ. Neste ano, Falcão apareceu em apenas três das dezesseis sessões ocorridas na Corte Especial do STJ, entre fevereiro e agosto.

Em 2012, Falcão faltou a vinte das trinta sessões. Pela pouca assiduidade na corte, há algum tempo é apelidado por colegas e advogados como “Francisco Faltão” (Leia mais em: Cadê ele).

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

15:36 \ Judiciário

Câmara de gás

Nova composição

O CNJ mudou sua composição. A tirma que entra é tida como mais dura – bem ao estilo Joaquim Barbosa. Entre alguns advogados e juízes, o novo CNJ está sendo chamado de “câmara de gás”.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

13:28 \ Congresso

A revanche de Gim

Empenhado em barrar recondução

Nove entre dez senadores sabem que o veto à recondução de Welington Cabral Saraiva à cadeira do CNJ não passou de retaliação a Roberto Gurgel, responsável por denúncias contra várias excelências do Senado. Saraiva ocupa o assento do conselho reservado ao Ministério Público.

Além do notório Fernando Collor, óbvio, seu correligionário Gim Argelo trabalhou ativamente para articular o veto à permanência da Saraiva no colegiado. Gim não engoliu o fato de Gurgel tê-lo denunciado, há pouco mais de uma semana, por peculato e desrespeito à lei das licitações.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

19:28 \ Judiciário

‘Diálogo, nenhum’

Acusação de "politiqueiros"

A carga da metralhadora de Joaquim Barbosa, que classificou de politiqueiras as entidades que representam magistrados, não ficou no vazio.

O motivo do choque? As associações resolveram questionar no CNJ o modo como Barbosa comprou um imóvel em Miami, por intermédio de uma empresa do qual é sócio. A operação, embora garanta benefícios fiscais, não é ilegal.

A quem pergunta como as palavras de Barbosa foram recebidas, o presidente da Associação de Juizes Federais (Ajufe), Nino Toldo, esgueira-se do confronto: reitera que respeita as opiniões de Barbosa, que não se ofendeu com o título de politiqueiro nem vai tensionar a relação.

Mas, delicadamente, Toldo deixa seu recado:

- Esse é o estilo Barbosa de ser. Veja como já se referiu a colegas de STF, jornalistas, outros magistrados. Não surpreende nada. E diálogo, nenhum. Em outra reunião, ele nos chamou de sindicalistas. Também não ofendeu, porque, embora a Ajufe não seja sindicato, eu respeito os sindicalistas. Ele tem direito de dizer o que pensa e nós, de fazermos o que achamos melhor. É como ele mesmo disse: se não deve, não teme.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

18:29 \ Judiciário

Zveiter em pauta

Julgamento marcado

O CNJ vai retomar na terça-feira o julgamento do processo em que o desembargador e ex-presidente do TJ/RJ Luiz Zveiter é acusado de favorecer a incorporadora Cyrela numa briga judicial envolvendo a compra de um terreno na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 15 de julho de 2013

14:23 \ Judiciário

Novo conselheiro no CNJ

Mudanças no Conselho

Com o fim do mandato de Bruno Dantas no Conselho Nacional de Justiça em agosto, quem será indicado pelo Senado para ocupar a vaga é Fabiano Martins Silveira, que hoje ocupa uma das cadeiras do Conselho Nacional do Ministério Público.

Silveira, inclusive, segue o mesmo caminho de Dantas, que antes de ir para o CNJ foi conselheiro do CNMP na vaga do Senado.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 12 de julho de 2013

13:28 \ Judiciário

Pouca verba, pouca farra

Patrocínio a eventos

Com a decisão de Celso de Mello no STF, mantendo em pé a resolução do CNJ que restringiu o patrocínio para eventos de associações de magistrados, as entidades já começaram a rever seus calendários de atividades.

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), por exemplo, deve cancelar o Fórum Nacional dos Juizados Especiais e seu Fórum Nacional dos Juízes Criminais Federais.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 8 de julho de 2013

18:42 \ Judiciário

Fim da farra

Sem patrocínios

Presidente interino do STF, Celso de Mello aproveitou sua passagem pelo comando da Corte para analisar um caso de sua relatoria: a restrição ao patrocínio de eventos das associações de magistrados – uma velha farra que há muito já devia ter acabado.

Agora há pouco, Mello indeferiu uma liminar que tentava derrubar a limitação e manteve em pé a resolução do CNJ que restringiu os patrocínios.

Mello também manteve os trechos da resolução que regulamenta a participação de magistrados como palestrantes e conferencistas em eventos e impede o recebimento de prêmios.

Como a decisão de Mello foi tomada de forma liminar num mandado de segurança, o caso ainda voltará a ser discutido pelo plenário do STF.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 1 de julho de 2013

19:09 \ Judiciário

Corregedor nacional

Nova missão

No mês de julho, durante a licença do corregedor nacional de Justiça Francisco Falcão, quem ficará em seu lugar no CNJ será o conselheiro Guilherme Calmon.

Por Lauro Jardim
18:28 \ Judiciário

Agenda positiva ou vingativa?

Rescaldo dos protestos

Em vez de agenda positiva do Congresso, alguns integrantes do Ministério Público estão mesmo é falando em agenda vingativa.

Explica-se: procuradores estão receosos com a possibilidade de o Senado votar a PEC 75, que dá poderes ao Conselho Nacional do Ministério Público para a demissão e cassação de aposentadorias de integrantes do MP flagrados em bandalheiras.

Nada contra a punição, dizem os procuradores. Mas é preciso que somente os processos por corrupção ou peculato possam levar à demissão, e que ela seja feita com a aprovação da maioria absoluta do CNMP.

Para os procuradores, a PEC 75 abre caminho para que até mesmo infrações menores possam ser usadas para a abertura de processos que, por uma maioria simples do CNMP, levariam à demissão.

Eles avaliam que os investigados pelo MP poderiam enviar representações ao Conselho e ficariam com trunfos na mão contra seus algozes.

Como forma comparativa, eles citam a PEC 53, que também pode ser apreciada na chamada agenda positiva. Ela libera o CNJ para demitir juízes, mas desde que por maioria absoluta, não por uma maioria simples do Conselho.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 28 de junho de 2013

19:25 \ Judiciário

Enrolado no CNJ

Caso no CNJ

O CNJ abriu um procedimento contra o presidente do Tribunal de Justiça do Paraná, Clayton Camargo, devido a um suposto tráfico de influência do magistrado na tentativa de emplacar seu filho, deputado estadual Fábio Camargo, numa das vagas do Tribunal de Contas do Estado.

Quem também se enrolou no Conselho foi a filha de Clayton, a juíza Vanessa Camargo. O procedimento contra a magistrada foi aberto para apurar atos ilícitos de quando ela era titular da Vara de Falências e nomeava seu irmão Fábio para gerir massas falidas sob sua tutela.

Quem acompanha de perto os casos da família Camargo não tem dúvida de que os dois procedimentos são apenas o início de uma série que deve ser aberta pelo corregedor Francisco Falcão.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 27 de junho de 2013

8:28 \ Judiciário

Fraude de 22 milhões

Última sessão do semestre

Com o baixo quórum que será registrado na sessão desta quinta-feira no CNJ, é altíssima a probabilidade de um pedido de vista adiar o julgamento dos desembargadores do Rio Grande do Norte Osvaldo Soares da Cruz e Rafael Godeiro Sobrinho, acusados de participar de um esquema de fraude de 22 milhões de reais no sistema de pagamento de precatórios do Tribunal de Justiça (Leia mais em Fraude de 22 milhões).

Por Lauro Jardim

terça-feira, 25 de junho de 2013

14:28 \ Judiciário

Fraude de 22 milhões

Última sessão do semestre

Na quinta-feira, última sessão do CNJ no semestre, será julgado o caso dos desembargadores do Rio Grande do Norte Osvaldo Soares da Cruz e Rafael Godeiro Sobrinho, acusados de participar de um esquema de fraude de 22 milhões de reais no sistema de pagamento de precatórios do Tribunal de Justiça. O relator é o conselheiro Jorge Hélio.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 20 de junho de 2013

19:34 \ Judiciário

A seleção e o STF

Nova composição em breve

O próximo jogo do Brasil, contra a Itália, vai mexer com o calendário das últimas sessões do STF e CNJ.

Se o Brasil ganhar, irá jogar a semifinal na quarta-feira, coincidindo com a sessão de posse de Luís Roberto Barroso na Corte.

Se perder, sua semifinal será na quinta-feira, o que encurtará a última sessão do semestre.

E, para além do STF, uma eventual semifinal na quinta-feira prejudicará a última sessão do CNJ.

Há, inclusive, conselheiros preocupados com essa possibilidade, uma vez que, no próximo semestre, o CNJ estará com sua nova composição e a sessão de quinta-feira é a última chance para a votação de seus processos.

Por Lauro Jardim
 

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