Blogs e Colunistas

sexta-feira, 18 de maio de 2012

16:05 \ Congresso

“Perdeu a credibilidade”

"Ele vai ter que dar explicações"

Fechou o tempo para o lado de Cândido Vaccarezza na CPI mista do Cachoeira. Senadores que integram o bloco de apoio ao governo no Senado (composto por PT, PDT, PSB, PCdoB e PRB) estão falando cobras e lagartos do petista depois do flagrante da mensagem de celular enviada a Sérgio Cabral.

Vanessa Grazziotin diz que Vaccarezza “perdeu a credibilidade” e constrangeu os colegas governistas que não compactuam com o esquema de blindagem vendido pelo petista a Cabral. Para a senadora, Vaccarezza tentou se cacifar, ficar bem na foto com Cabral, ao “vender um serviço que não tinha”.

– O que o Vaccarezza fez foi de uma insensibilidade, criou uma confusão sem precedentes. Um membro da CPI não deve discutir essas coisas, porque vai perdendo a credibilidade. Ele tentou vender um serviço que ele não tinha e agora ele vai ter que dar explicações.

Os senadores se reúnem na noite de segunda-feira para discutir o que fazer com Vaccarezza. Walter Pinheiro já disse aos colegas do bloco que a atitude mais digna ao deputado petista, para não expor os colegas, seria pedir para deixar a CPI. Resta saber como está o humor dos outros sete integrantes do bloco.

O bloco até tinha a intenção de livrar Cabral (leia mais em Cabral blindado), mas isso teria de ser feito em silêncio, não com SMS de celular.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 8 de maio de 2012

15:00 \ Congresso

Cabral blindado

Sob a proteção da tropa

Senadores do bloco de apoio ao governo no Senado, composto por PT, PDT, PSB, PCdoB e PRB, se reuniram há pouco no gabinete da liderança do PT e definiram o que deve ser o discurso oficial do grupo na CPI mista do Cachoeira.

Detentor de cinco votos na comissão, o bloco vai defender a convocação de qualquer personagem citado “em situações suspeitas” no inquérito da Operação Monte Carlo. O que não estiver no inquérito não será investigado pela comissão.

O objetivo do discurso é claro: livrar Sérgio Cabral da cadeira elétrica da CPI. Cabral não aparece na teia de relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira, mas o seu governo tem uma carteira bilionária em contratos com a Delta.

Por Lauro Jardim

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados