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segunda-feira, 22 de outubro de 2012

18:53 \ Judiciário

Até a última sessão

Sem surpresas

Apesar de ter conseguido absolver Duda Mendonça, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, foi à sessão de hoje no STF e disse que vai acompanhar o caso de perto até o fim.

Tudo devido ao susto que passou na semana passada, no dia seguinte à absolvição de Duda, quando Joaquim Barbosa e Gilmar Mendes mudaram seus votos e pediram a condenação por evasão de divisas – sem, no entanto, conseguir alterar a maioria pela absolvição. Diz Kakay:

- Depois daquela mudança de votos só saio desse STF com o resultado do julgamento definitivamente proclamado.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

19:11 \ Judiciário

Lewandowski feliz

Pela absolvição

Colegas de STF de Ricardo Lewandowski dizem que ontem, após usar a argumentação de Rosa Weber e Cármen Lúcia para livrar geral do crime de formação de quadrilha, ele parecia mais leve.

Sem precisar ser o autor de mais uma tese para absolver os mensaleiros – apesar do mar de provas contra eles – os colegas perceberam um Lewandowski mais sorridente.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

22:45 \ Judiciário

Decepcionados até na absolvição

Julgamento fatiado

Advogados que atuam no mensalão estão dizendo que o julgamento está sendo tão duro para eles – uma vez que a maioria de seus clientes está sendo condenada – que até na hora da absolvição há sofrimento.

Isso porque hoje, quando seria encerrada a fatia sobre lavagem de dinheiro dos petistas e de membros do Ministério dos Transportes, em que boa parte dos serão inocentados, a pauta foi invertida.

Depois disso, Duda Mendonça e Zilmar Fernandes foram absolvidos, mas, devido ao avançado da hora, a proclamação oficial dos votos dos ministros ficou para quarta-feira.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

16:23 \ Judiciário

Foi pior para o Genoino

Absolvido por Lewandowski

Ministros que assistiram o voto de Ricardo Lewandowski ontem não puderam deixar de notar que algo estranho acontecia com o colega.

Uns falaram dos cabelos despenteados, outros das olheiras.  Ainda houve ministro que estranhou tamanho entusiasmo e vigor no voto relâmpago de Lewandowski.

Fora a aparência, a defesa que Lewandowski fez a José Genoino acabou por criar um efeito inverso, pois mostrou que ele realmente ajudou a viabilizar o dinheiro que foi distribuído aos parlamentares da base aliada.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

22:30 \ Judiciário

O espanto dos advogados

Ninguém esperava

Nenhum dos advogados que acompanhavam de dentro do plenário a sessão do STF conseguiu esconder a cara de espanto quando Joaquim Barbosa absolveu Anderson Adauto do crime de corrupção ativa.

O advogado do réu, inclusive, foi bastante cumprimentado.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

9:02 \ Judiciário

Para livrar o PT

Questões periféricas

Um importante membro do Ministério Público que acompanhou a sessão de ontem do STF acredita que Ricardo Lewandowski está se detendo em questões periféricas e depoimentos de figuras secundárias em sua análise sobre a corrupção passiva e lavagem de dinheiro dos políticos do mensalão.

Com isso, estaria abrindo caminho para dizer que não há provas suficientes para punir os acusados de corrupção ativa: leia-se José Dirceu e José Genoino.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

8:22 \ Judiciário

A esperança dos advogados

Embargos infringentes

Desde que perceberam a leva de condenações no julgamento do mensalão, os advogados passaram a falar bastante nos chamados embargos infringentes.

Na prática, quando há pelo menos quatro votos favoráveis a um réu condenado, os advogados podem pedir um novo julgamento através dos embargos infringentes.

A chance disso dar certo e haver o novo julgamento, contudo, é remotíssima.

Mas, como no mensalão a esperança é a última que morre, há quem acredite que, caso o STF aceite julgar de novo um réu condenado, por exemplo, por seis a quatro, com dois novos ministros na Corte (um na vaga de Cezar Peluso e outro na de Ayres Britto, que se aposenta em novembro), seria possível se reverter a condenação.

A tese funcionar é quase como ganhar na Mega Sena, mas será bastante vendida pelos advogados aos condenados do mensalão.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

8:23 \ Judiciário

Mandinga da absolvição

Presença em plenário

Depois de ver a ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório ser absolvida sem o seu advogado, Antônio Mariz, estar em plenário, e a repetição do movimento ontem, com a absolvição de Geiza Dias sem a presença de Paulo Sérgio Abreu, um grupo de advogados está repensando sua assiduidade nas sessões do STF.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

19:55 \ Judiciário

Chance de brilhar

Ausente no plenário

Advogados que estão na sessão do STF não falam hoje em outra coisa: A ausência de Antônio Cláudio Mariz no plenário.

Defensor da ex-diretora do Banco Rural Ayanna Tenório, Mariz está quase conseguindo inocentar sua cliente.

Advogados que estão na Corte dizem que ele está perdendo a sua chance de brilhar.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

16:49 \ Judiciário

Agora é que vem o embate

Réplica de Barbosa

Como era de se esperar, Márcio Thomaz Bastos elogiou bastante o voto de Ricardo Lewandowski que absolveu João Paulo Cunha.

Thomaz Bastos avalia que, caindo o crime de corrupção, não é possível condenar Cunha por lavagem de dinheiro, uma vez que a corrupção seria o chamado crime antecedente para a lavagem.

Com a certeza da absolvição por Lewandowski, Bastos disse que o verdadeiro embate deve se dar no final desta tarde, quando Joaquim Barbosa vai tentar mostrar à Corte que ele, e não Lewandowski, é que está certo. O clima deve esquentar…

Por Lauro Jardim

terça-feira, 10 de julho de 2012

19:06 \ Congresso

Voto de consciência

Está chegando a hora

Os líderes partidários liberaram os senadores para “votarem com a consciência” no processo de cassação de Demóstenes Torres, que será levado ao plenário amanhã.

Com o gesto, as bancadas renunciam aos dividendos políticos de uma posição pública pela cassação e depositam sobre cada um dos seus senadores o eventual prejuízo político pela absolvição de Demóstenes.

Depois de correr os gabinetes em busca de apoio, Demóstenes tem concentrado os dias derradeiros na difusão do seu discurso de defesa, que se pauta no ataque à cobertura da imprensa sobre sua amizade com o bicheiro Carlinhos Cachoeira e nos pontos fracos do relatório aprovado pelo Conselho de Ética.

Para os senadores que foram ao Senado ontem, está mais do que evidente que a situação de Demóstenes é crítica. A única dúvida é quanto ao quórum da votação na quarta-feira: há a dúvida entre os próprios parlamentares se todos os senadores irão, de fato, comparecer para a votação.

Por Lauro Jardim

 

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