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Arquivo da categoria Eleições 2010

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Bancada do Eike

Eike Batista fez doações a três senadores eleitos: o ex-governador de Santa Catarina Luiz Henrique recebeu 200 000 reais, Delcídio Amaral, 500 000 reais, e Cristovam Buarque, 100 000 reais, reeleitos respectivamente por Mato Grosso do Sul e Brasília.

Por Lauro Jardim

Custou caro

A campanha de rádio e TV do PSDB custou 56 milhões de reais.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Ilusão de ótica 1

Atualmente, PSDB e DEM têm uma respeitável bancada de 29 senadores. Os dezesseis tucanos e treze democratas são, por exemplo, capazes de apresentar uma PEC ou criar uma CPI. Pura ilusão de final de mandato.

Com a não-reeleição de caciques e a saída de suplentes, a partir de 2011, a dobradinha terá apenas dezesseis senadores – dez tucanos e apenas seis democratas.

Por Lauro Jardim

Ilusão de ótica 2

Na eleição e reeleição de FHC, o PSDB e o antigo PFL, hoje DEM, já tiveram uma bancada de 33 senadores. O PFL chegou a ter dezenove parlamentares – mais que três vezes do que terá a partir do ano que vem.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Os homens da Bolsa

A BM&F Bovespa fez uma doação de 200 000 reais a Geraldo Alckmin e outra igual a Aloizio Mercadante. Contemplou também Aloysio Nunes Ferreira com 100 000, e distribuiu 750 000 para os candidatos a deputado federal Arnaldo Madeira, Paulo Henrique Lustosa, Ronaldo Caiado, Luiz Carlos Hauly, Duarte Nogueira e Paes Landim. Desses, Madeira e Lustosa ficaram de fora.

Por Lauro Jardim

Ordem unida

Depois da fala de ontem do líder Henrique Eduardo Alves (“O PMDB não terá a ousadia de avançar um milímetro em seus direitos, mas não vai recuar um milímetro em seus deveres”), a cúpula do partido baixou uma ordem unida: daqui para frente, só Michel Temer dará declarações em nome do PMDB.

O problema é que ninguém é capaz de controlar certos peemedebistas  em suas conversas com os gravadores desligados…

Por Lauro Jardim

Dilma e Temer

A propósito, Dilma Rousseff viaja logo mais e retorna ao batente no domingo. Para o próprio domingo, tem uma reunião marcada com Michel Temer.

Por Lauro Jardim

237 milhões de reais

Oficialmente, OAS, Camargo Corrêa, Odebrecht, Votorantim, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Delta e Serveng-Civilsan doaram 237 milhões de reais para campanhas nestas eleições.

Segundo informações registradas até agora pela Justiça Eleitoral, as empreiteiras e suas subsidiárias despejaram recursos a praticamente todos os partidos políticos (menos os de extrema esquerda) e para todos os cargos em disputa.

Do total de todas as doações de empreiteiras somadas até o final da manhã, 155 milhões de reais foram repassados por meio dos comitês financeiros ou das direções partidárias. Esse valor representa 65% das doações feitas pelas sete construtoras na campanha.

A Queiroz Galvão, com 46,9 milhões de reais, é a primeira colocada em doações por esse formato. Logo em seguida vem a Camargo Correa, com 44 milhões, e Andrade Gutierrez, com 41 milhões.

Até as eleições passadas, doadores que repassavam recursos a partidos e comitês não eram obrigados a identificar para quais candidatos se destinavam tais repasses – o que criava uma espécie de doação oculta. Apesar da insistência das empreiteiras em doar por essa via, o TSE acabou com a prática.

Os dados sobre as doações das empreiteiras são parciais, porque nem todos os candidatos prestaram contas à Justiça Eleitoral até agora. Quem disputou o segundo turno tem até o dia 30 para apresentar a lista de financiadores. Dilma e Serra, por exemplo, ainda não entregaram ao TSE suas prestações.

Por Lauro Jardim

Camargo, a campeã

Entre as oito construtoras, a campeã em financiamento de candidatos até agora é a Camargo Corrêa, com 84 milhões de reais. Em segundo lugar, a Queiroz Galvão, com 50 milhões de reais e em terceiro, a Andrade Gutierrez, com 41 milhões de reais.

Por Lauro Jardim

Novo ministério

Para integrantes da coordenação da campanha de Dilma Rousseff, o compromisso assumido em seu primeiro discurso como presidente eleita de valorizar o micro empreendedor individual foi a senha para tirar do papel o prometido ministério voltado às pequenas empresas.

Por Lauro Jardim

Serra, Dilma e o Twitter

José Serra perdeu a eleição, mas não o gosto de tuitar. Serra segue enviando posts no microblog, mesmo tendo saído de cena nestes últimos dias (na segunda-feira, mandou para o ar quatorze poss e ontem outros seis).

Já Dilma ganhou a eleição e deu um bye bye ao twitter – pelo menos até agora (seu último post foi na madrugada de segunda-feira). Alguns dirão que é por falta de tempo dela e excesso de tempo livre dele.

Por Lauro Jardim

Menos da metade

O ex-governador e senador eleito Luiz Henrique apostava que, em Santa Catarina, José Serra teria 1 milhão de votos de diferença sobre Dilma Rousseff no segundo turno. Abertas as urnas, o tucano ficou cerca de 474 000 votos na frente da petista.

No primeiro turno, a diferença foi de 255 000 votos.

Por Lauro Jardim

E o Risco Brasil?

Em 2002, o risco país, o indicador do banco JP Morgan que mede a confiança dos investidores, foi um dos grandes protagonistas da eleição presidencial. Chegou a 2 436 pontos e virou um dos temas principais do debate econômico.

Oito anos depois, ninguém falou do indicador durante a campanha inteira. Em 4 de outubro, um dia depois do primeiro turno, o Risco Brasil era de 204 pontos. Na sexta-feira, a dois dias do segundo turno, o índice marcava 173 pontos.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Um verde e dois tucanos

Às voltas com a venda da sua Gávea Investimentos, Armínio Fraga ajudou a campanha de tucanos este ano. Até o momento, o TSE registra 100 000 reais em doações para o verde Fernando Gabeira, 50 000 reais para os peessedebistas Arnaldo Madeira (que também recebeu doação da BM&F Bovespa, da qual Arminio é presidente do conselho de administração) e 30 000 reais para Otavio Leite.

Por Lauro Jardim

Uma vez Agaciel…

Agaciel Maia entregou uma prestação de contas no mínimo curiosa à Justiça Eleitoral. A vistosa campanha que lhe garantiu a eleição para deputado distrital por Brasília teria custado magros 214 000 reais.

Para bancá-la, Agaciel recebeu 62 doações – aí incluso um chequinho pessoal de 49 000 reais. Dessas, 54 foram “estimadas”. Por essa forma, um candidato recebe uma doação de um bem ou serviço estimável em dinheiro – uma doação de 100 litros de gasolina, por exemplo.

Eis a surpresa: 45 doadores, ou 72% do total, estimaram seu serviço em exatos 510 reais!

Por Lauro Jardim

Cheque em branco

O diretor da Secretaria de Arquivo do Senado, Francisco Maurício da Paz, deu um cheque de 10 000 reais para a campanha de Agaciel Maia a deputado distrital. Ligado a Agaciel, Maurício da Paz foi responsável por autorizar a destruição de quilos de documentos, como sindicâncias e processos de internação de parlamentares, a quatro dias da eleição de José Sarney à Presidência do Senado.

A operação que eliminou documentos de quase 40 anos do Senado – 1965 a 2003 – contou com o aval do ex-primeiro-secretário Efraim Morais.

Por Lauro Jardim

Ruim de voto

Michel Temer foi eleito vice-presidente, mas não ajudou nada a chapa de Dilma Rousseff a ganhar uns votinhos a mais na pequena Tietê, cidade paulista onde nasceu. Lá, José Serra alcançou 73% dos votos.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Os doadores de Jaques Wagner

Pouco mais de 26 milhões foram doados para a campanha vitoriosa de Jaques Wagner ao governo da Bahia. A maior financiadora da candidatura foi a UTC Engenharia com 2,4 milhões de reais.

Em 2006, a mesma empresa já tinha ajudado com 700 000 reais a campanha derrotada de Delcídio Amaral para o governo do Mato Grosso do Sul.

Camargo Correa e OAS, com 1,5 milhão de reais cada, completam o pódio de doações para Wagner.

Por Lauro Jardim

Vice dos sonhos

Dono de uma fortuna declarada ao TSE de 1,2 bilhão de  reais, Guilherme Leal ficou 12 milhões de reais (ou mais precisamente  12 190 265,64 reais) menos rico por causa eleições. Este foi o valor que o vice de Marina Silva doou para as contas do PV e da campanha à Presidência da República do partido.

Por Lauro Jardim

Paz e guerra

Dilma Rousseff anunciou no primeiro discurso como eleita que estenderá a mão aos partidos de oposição, ressaltando que não haverá “discriminação, privilégios ou compadrio”. José Serra, pouco depois, falou quatro vezes em “luta”.

Por Lauro Jardim

Para poucas

O Guia Mundial para Mulheres na Liderança anota: a partir de 2011, Dilma Rousseff será a 28ª mulher chefe de estado ou governo no mundo. Além de Dilma, em 2010 as mulheres também chegaram ao poder na Suíça, Quirguistão, Costa Rica, Trinidad e Tobago, Finlândia, Austrália, Eslováquia e Sint Maarten.

Por Lauro Jardim

Novo paradigma

A propósito, o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher divulgou nota felicitando a eleição de Dilma Rousseff. Destacando que o avanço da participação das mulheres na política brasileira tem sido extremamente lento, o braço da ONU afirmou que “o Brasil dá um passo fundamental na direção de um novo paradigma de gênero e poder” com a eleição de Dilma.

Por Lauro Jardim

Para onde ela vai?

Dilma Rousseff tenta manter sob sigilo seu destino nos próximos dias. Quer descansar sem ser perturbada pela imprensa, pois na próxima segunda-feira deve viajar com Lula para a África e também participar da reunião do G20, em Seul.

Por Lauro Jardim

Conversa tucana

Como está o clima entre Aécio Neves e José Serra? Aécio ligou para Serra ontem à noite, logo após o discurso de Serra, em que o candidato derrotado deu um “até logo” e agradeceu o empenho de Geraldo Alckmin para elegê-lo – e não fez qualquer referência a Aécio.

Na conversa, não se sabe se com sinceridade ou não, Serra agradeceu Aécio pelo esforço que demonstrou no segundo turno.

A um interlocutor, Aécio desdenhou o “até logo” de Serra, que seria um indicador de que o ex-governador paulista não abandonará a política:

- O que mais ele poderia falar numa situação daquelas?

E o “esquecimento”  de Serra, que não o citou no discurso? Aécio, mais uma vez, contemporiza:

- O Serra falou do Geraldo porque estava ali, ao lado dele. Se me citasse, teria que falar de todos os governadores, não faria sentido.

Por Lauro Jardim

A quatro mãos

O discurso de ontem à noite de Dilma Rousseff foi escrito a quatro mãos. Pela própria Dilma e por Antonio Palocci – o que reforça, para quem tivesse alguma dúvida, o tamanho que Palocci adquiriu nesta campanha.

Por Lauro Jardim

54 milhões de reais

A campanha de Marina Silva gastou 54,34 milhões de reais, 60% do teto de 90 milhões de reais estimado que informou à Justiça Eleitoral. Arrecadou 54,38 milhões de reais. Sobrou, portanto, cerca de 35 700 reais.

(Atualização às 12h01 do dia 2: Marina Silva arrecadou na campanha para presidente 24,9 milhões e, com uma despesa muito próxima da arrecadação, sobrou apenas seis centavos)

Por Lauro Jardim

“JB” na campanha

A Editora JB, responsável pelo claudicante Jornal do Brasil do empresário Nelson Tanure , doou 300 000 reais para Luiz Sérgio, presidente do PT do Rio e reeleito deputado federal.

Por Lauro Jardim

O encontro dos vices

Michel Temer já decidiu a primeira visita que fará depois de eleito vice-presidente da República. Irá na tarde de hoje ao Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, encontrar-se com José Alencar.

Por Lauro Jardim

Eike ajuda Cabral…

Eike Batista doou 750 000 reais para a reeleição de Sérgio Cabral.

Por Lauro Jardim

… e (por enquanto) cumpre promessa

A propósito, Eike injetou outros 500 000 reais no comitê de Marina Silva. É parte da promessa de investir em todos os (viáveis) candidatos a presidente. Como os balanços de Dilma Rousseff e José Serra ainda não foram fechados, é impossível saber se ele honrou o compromisso.

Por Lauro Jardim

 

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