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Arquivo da categoria Congresso

terça-feira, 22 de maio de 2012

12:21 \ Congresso

“Nós somos teu”

40 000 reais em publicidade

De janeiro a abril, Cândido Vaccarezza gastou 40 000 reais do dinheiro da Câmara com despesas de “divulgação da atividade parlamentar”. Depois da mensagem de celular para Sérgio Cabral — “você é nosso e nós somos teu (sic)” –, Vaccarezza bem que poderia poupar o dinheiro da Câmara.

Pois uma coisa é unanimidade entre os colegas de CPI: Vaccarezza conseguiu em um fim de semana mais publicidade na imprensa do que conseguirá ter durante todo o ano.

Por Lauro Jardim
11:23 \ Congresso

O que Sarney vai fazer?

Azedou

Uma das acusações que recaem sobre Demóstenes Torres no Conselho de Ética do Senado é o fato de ter empregado funcionários fantasmas no gabinete a mando do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Pois, com a reportagem da Folha de S.Paulo de hoje, Vital do Rêgo poderá ser levado ao colegiado pelo mesmo pecado.

O problema é que, além de ser o presidente da CPI mista do Cachoeira, Vital é o corregedor do Senado, o encarregado, portanto, de zelar pela ética e pelo decoro. É Vital o responsável pela análise preliminar dos casos como o que ora está enrolado.

O que José Sarney fará com Vital? Corregedor com funcionário fantasma pode?

Por Lauro Jardim
8:28 \ Congresso

Mais documentos

De olho na venda da Delta

Para mostrar que o desejo de blindar a turma é apenas de Cândido Vaccarezza, o peemedebista Luiz Pitiman apresentou dois requerimentos à CPI mista do Cachoeira para colocar no centro das investigações a operação de venda da empreiteira para o grupo JBS.

No primeiro requerimento, Pitiman solicita que seja convidado a falar na CPI o procurador da área de Patrimônio Público do Ministério Público Federal do Rio de Janeiro Edson Abdon Peixoto Filho, que investiga a transação. Já no segundo, Pitiman solicita que o MPF do Rio de Janeiro compartilhe com a comissão todas as informações (Dados do TCU, CGU e do BNDES solicitados pelo procurador) sobre a venda.

Por Lauro Jardim
6:02 \ Congresso

Ex na CPI

A ex-mulher do bicheiro na cadeira elétrica da CPI

Deputados e senadores, que já participaram de outras CPIs no Congresso, costumam dizer que falta à CPI mista do Cachoeira os depoimentos explosivos de uma ex-mulher ou uma amante para “fazer as coisas pegarem fogo”.

Pois se é esse o problema, requerimento apresentado por Luiz Pitiman na CPI solicita a convocação de Adriana Aprígio, simplesmente a ex-mulher do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Adriana falaria à CPI “na condição de testemunha”, como destaca o requerimento.

Por Lauro Jardim

segunda-feira, 21 de maio de 2012

19:24 \ Congresso

O que é trabalho escravo?

Ruralistas barram votação na Câmara

Na pauta da Câmara para ser votada amanhã, a PEC do Trabalho Escravo está emperrada na divergência dos líderes da própria base aliada sobre o que pode ser considerado “trabalho escravo” ou “condição análoga a de escravo”.

Os deputados, em sua maioria ruralistas, querem mudar o texto do projeto para condicionar os dois termos às “realidades locais” do Brasil.

O estranho argumento é estruturado na pergunta: o que pode ser considerado trabalho escravo? Em regiões mais desenvolvidas, os deputados acham que pode ser uma coisa, em áreas mais pobres pode ser outra. O impasse vai ser discutido amanhã em um almoço de líderes.

Por Lauro Jardim
17:12 \ Congresso

Copos descartáveis

Contrato de doze meses

Depois de pagar 563 000 reais na compra do pó de café para os deputados (leia mais em O custo do cafezinho), a Câmara vai gastar 217 000 reais na aquisição de copos descartáveis de água e café para o uso do público e das excelências nos próximos doze meses.

Por Lauro Jardim
15:44 \ Congresso

Escritório revirado

Invasão na madrugada

Nesses atribulados dias de CPI mista do Cachoeira, coisas estranhas acontecem em Goiânia. O escritório político de Ronaldo Caiado na capital goiana foi invadido e completamente vasculhado nesta madrugada. Documentos foram jogados ao chão, gavetas foram reviradas, mas nada foi levado.

Intrigado com o caso, Caiado registrou boletim de ocorrência na Polícia Civil de Goiás e irá pedir a Marco Maia que solicite ao serviço de inteligência da Câmara uma varredura no escritório, para verificar se algum equipamento de espionagem foi instalado na ação.

Por Lauro Jardim

sábado, 19 de maio de 2012

8:48 \ Congresso

Isso não vai ficar assim

Plenário do Senado: reação da turma da boquinha só depois das eleições

Os partidos governistas — PP e PMDB à frente — ainda não engoliram a decisão de Dilma Rousseff de lhes tirar diretorias em estatais de porte (como na Petrobras) e em agências reguladoras (em especial na ANP ). Aliás, talvez não engulam nunca.

Mas em conversas reservadas salivam falando sobre a hora do troco nas votações do Congresso. Tão cedo, contudo, essa reação não virá.

Simplesmente, porque não há qualquer votação crucial para o governo na pauta pelo menos até as eleições — o que talvez tenha sido levado em conta por Dilma para fazer as mudanças.

Por Lauro Jardim

sexta-feira, 18 de maio de 2012

18:28 \ Congresso

Correio elegante

Crise faz parte do passado

Na operação articulada por Fernando Francischini e Carlos Sampaio para serenar os ânimos entre a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República, dois recados foram compartilhados entre Roberto Gurgel e Leandro Daiello, a partir dos deputados.

O diretor-geral da PF disse a Gurgel que o atrito ocorreu “no calor do momento” e que a intenção das notas oficiais disparadas na imprensa foi apenas “defender os delegados das pressões da CPI”.

O procurador-geral da República disse a Daiello que a crise já fazia parte de “fatos passados” e que o assunto estava encerrado. Daiello combinou de visitar Gurgel na PGR na semana que vem e ambos concordaram em encerrar o bate-boca via notas oficiais na imprensa.

Por Lauro Jardim
16:05 \ Congresso

“Perdeu a credibilidade”

"Ele vai ter que dar explicações"

Fechou o tempo para o lado de Cândido Vaccarezza na CPI mista do Cachoeira. Senadores que integram o bloco de apoio ao governo no Senado (composto por PT, PDT, PSB, PCdoB e PRB) estão falando cobras e lagartos do petista depois do flagrante da mensagem de celular enviada a Sérgio Cabral.

Vanessa Grazziotin diz que Vaccarezza “perdeu a credibilidade” e constrangeu os colegas governistas que não compactuam com o esquema de blindagem vendido pelo petista a Cabral. Para a senadora, Vaccarezza tentou se cacifar, ficar bem na foto com Cabral, ao “vender um serviço que não tinha”.

– O que o Vaccarezza fez foi de uma insensibilidade, criou uma confusão sem precedentes. Um membro da CPI não deve discutir essas coisas, porque vai perdendo a credibilidade. Ele tentou vender um serviço que ele não tinha e agora ele vai ter que dar explicações.

Os senadores se reúnem na noite de segunda-feira para discutir o que fazer com Vaccarezza. Walter Pinheiro já disse aos colegas do bloco que a atitude mais digna ao deputado petista, para não expor os colegas, seria pedir para deixar a CPI. Resta saber como está o humor dos outros sete integrantes do bloco.

O bloco até tinha a intenção de livrar Cabral (leia mais em Cabral blindado), mas isso teria de ser feito em silêncio, não com SMS de celular.

Por Lauro Jardim
15:03 \ Congresso

Celulares protegidos

"Todos sabem que não houve nenhum acordo"

Depois do flagrante do Jornal do SBT em Cândido Vaccarezza (leia mais em SMS do Vaccarezza) , alguns integrantes da CPI do Cachoeira que usam iPhone, adotaram hoje uma película protetora que imita a tela dos caixas eletrônicos e impede a visualização da tela à distância.

A propósito, ontem à tarde,sem saber que sua mensagem de celular havia sido registrada, Vaccarezza sorria constantemente diante dos protestos dos integrantes da CPI contra a decisão do relator Odair Cunha de adiar a convocação dos governadores. Foi uma espécie de penúltimo sorriso. A verdade sorriu por último.

Por Lauro Jardim
10:28 \ Congresso

SMS do Vaccarezza

Cabral: troca de mensagens

São raros os petistas que se aventuram a explicar a mensagem de celular de Cândido Vaccarezza para Sérgio Cabral. No flagrante revelado pelo Jornal do SBT,  em plena CPI mista do Cachoeira, um Vaccarezza cheio de afeto (e de erros de português) escreve para Cabral:

– A relação com o PMDB vai azedar na CPI. Mas não se preocupe, você é nosso e nós somos teu (sic).

Um dos petistas a quem Vaccarezza tentou explicar a mensagem, diz que a ameaça de “azedar as relações do PT com o PMDB” tem a ver com uma suspeita de traição.

Vaccarezza desconfiava de um acordo entre PMDB e PSDB para proteger seus respectivos governadores (o próprio Cabral e Marconi Perillo) na CPI, sem que o PT de Agnelo Queiroz fosse comunicado do acerto.

Por Lauro Jardim
6:04 \ Congresso

Acesso ao sigilo

A rede de vazamentos

Inconformado com a política de sigilo imposta pela CPI mista do Cachoeira sobre os documentos das operações Monte Carlo e Vegas, Fernando Francischini foi atrás dos dados de compartilhamento dos inquéritos na Justiça e descobriu que pelo menos 100 advogados já obtiveram acesso aos mesmos dados que a CPI tanto quer esconder dos parlamentares.

Por Lauro Jardim

quinta-feira, 17 de maio de 2012

19:15 \ Congresso

Fora da CPI

CPI foi um erro desde o começo

Embora a CPI mista do Cachoeira tenha avançado sobre os sigilos de 36 envolvidos no esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira e convocado a depor 51 personagens do caso, para a cúpula do PMDB, a CPI é um assunto mais do que encerrado.

Caciques peemedebistas se reuniram na semana passada na casa de José Sarney para avaliar a proposta do PT de levar à cadeira elétrica da CPI integrantes da imprensa e o procurador-geral da República, Roberto Gurgel. Além de Sarney, estavam à mesa Renan Calheiros, Eunício Oliveira e Romero Jucá.

Na conversa, a cúpula concluiu (para irritação dos petistas) por não seguir o PT na estratégia de ataque a Gurgel e à imprensa. A leitura dos peemedebistas foi a mesma registrada por Sarney na reunião em que a abertura da comissão foi acertada no Congresso: a CPI foi um erro desde o começo e não será o PMDB que irá alimentar o projeto petista de tumultuar o julgamento do mensalão.

Por Lauro Jardim
18:49 \ Congresso

Tropa da Delta

No comando da blindagem a Cavendish e a Delta

A reunião da CPI mista do Cachoeira, realizada hoje pela manhã, deixou evidente a formação de uma espécie de “tropa de choque” para tentar blindar Fernando Cavendish e os contratos da Delta Construções fora da região Centro-Oeste.

Formado por parlamentares do PT, do PCdoB, do PMDB, do PSB e do PR, o grupo deu sustentação à estratégia do relator, Odair Cunha, de ignorar as evidências das relações de Cavendish com o esquema do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Por Lauro Jardim
18:48 \ Congresso

Blindagem aos governadores

Os integrantes da CPI mista do Cachoeira também passaram boa parte da reunião negando a existência de um “acordão” para evitar a convocação dos governadores Sérgio Cabral, Marconi Perillo e Agnelo Queiroz.

Ironicamente, porém, depois de muito reclamar da imprensa, a CPI acabou confirmando o acordão ao manobrar para adiar as convocações dos governadores — que agora só serão discutidas em junho.

Por Lauro Jardim
17:58 \ Congresso

Fora do Senado

Suplente assume em agosto

De olho na campanha eleitoral e nos negócios da família, Blairo Maggi resolveu tirar 120 dias de licença do Senado.

A partir de agosto, Blairo dará lugar ao suplente José Aparecido dos Santos, que também é do PR, e terá a missão de representá-lo nos compromissos políticos de Brasília.

No período, Blairo vai viajar para tratar dos negócios e articular a campanha de candidatos regionais no Mato Grosso.

Por Lauro Jardim
16:43 \ Congresso

Nas águas do caixa 2

CPI: sigilos quebrados

Um dos integrantes da CPI do Cachoeira – da ala dos parlamentares portadores de bom senso – tem a certeza de que a decisão tomada hoje, de quebrar os sigilos bancário, fiscal e telefônico de 36 pessoas e empresas, terá uma consequência inevitável: a CPI vai chegar aos financiamentos de campanha, via caixa dois.

Neste caso, atingirá democraticamente todos os partidos, uma vez que os empreiteiros há tempos passaram a dividir suas contribuições por diversas legendas para se garantir.

Essa bomba explodirá dentro de duas semanas. Quando acontecer, ele prevê, explodirá no colo de Fernando Cavendish e de alguns governadores. Aí, então, será inevitável a convocação deles.

Por Lauro Jardim
13:24 \ Congresso

Montanha de dinheiro guardada

Surpresas da sala cofre

Os dados sigilosos obtidos pela CPI mista do Cachoeira sobre as finanças do bicheiro Carlinhos Cachoeira revelam que ele chegou a ter em casa cerca de 1,5 milhão de reais em dinheiro vivo. As quantias variavam de mês a mês, como constataram senadores que examinaram a papelada na sala cofre da CPI.

Por Lauro Jardim
11:09 \ Congresso

Ritmo intenso de progresso?

Discurso na tribuna

Do deputado Zequinha Sarney em discurso na tribuna da Câmara, ontem à tarde:

– O que experimentamos no Maranhão é um ritmo intenso de progresso.

Um deputado fanfarrão sentado ao fundo do plenário não resistiu:

– Ele está falando do mesmo Maranhão da Roseana?

Por Lauro Jardim
10:27 \ Congresso

Menos gasolina

Carros aposentados pelos senadores

O Senado começou nesta semana a racionar a gasolina dos parlamentares. Agora, eles têm direito a dez litros de gasolina por dia.

O carro usado pelos senadores, o Renault Fluence, faz seis quilômetros com um litro. Os motoristas estão desesperados. Dizem que é impossível sobreviver com 28 reais de combustível por dia em inúmeras viagens.

A nova regra do Senado fixa em cinquenta litros de gasolina ou setenta litros de álcool o limite semanal de combustível para cada carro de senador. Antes, a cota semanal era de 125 litros.

A mudança, segundo o Senado, ocorre porque os novos veículos Renault são mais econômicos que os antigos Fiat Maréa que serviam aos senadores.

Por Lauro Jardim
6:03 \ Congresso

Perillo vai para a briga

"O Perillo vai para a briga"

Na reunião que teve com a cúpula do PSDB (leia mais em Tucanos reunidos), Marconi Perillo manifestou especial irritação com Randolfe Rodrigues. O motivo? Randolfe foi indicado para a CPI mista do Cachoeira pela oposição e Perillo esperava que, com isso, o senador do PSOL fosse pegar mais leve na CPI.

Além da marcação com os membros da CPI, Perillo deixou a impressão nos tucanos de estar “mordido” com os ataques que vem sofrendo no Congresso. Sérgio Guerra, por exemplo, diz que Perillo “vai para o pau”:

– O Perillo vai para a briga. Ele quer derrubar tudo que estiver pela frente.

Por Lauro Jardim

quarta-feira, 16 de maio de 2012

20:33 \ Congresso

O fim das intrigas?

Acertando os ponteiros

Roberto Gurgel e o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, acertaram nesta noite um encontro para selar a paz.

A conversa, que deve ocorrer na semana que vem, foi articulada pelos deputados tucanos Fernando Francischini, que é delegado da PF por profissão, e Carlos Sampaio, promotor do Ministério Público.

Os dois resolveram aproximar Daiello e Gurgel para abafar a briga institucional que está desviando o foco da CPI mista do Cachoeira.

Por Lauro Jardim
19:37 \ Congresso

Errou na forma

Wellington Dias: aplausos

O petista Wellington Dias avalia que Dilma Rousseff foi vaiada na abertura da 15ª Marcha dos Prefeitos porque “errou na forma” de abordar a polêmica questão da partilha dos royalties do petróleo:

- Eu participei da marcha hoje pela manhã, falei a mesma coisa que ela disse e saí aplaudido. A questão é a forma.

Por Lauro Jardim
19:07 \ Congresso

Tucanos reunidos

Culpa é do Demóstenes

Integrantes da cúpula do PSDB se reuniram ontem à noite na casa de Aécio Neves, em Brasília, para ouvir as explicações de Marconi Perillo sobre o rosário de evidências das relações do governo de Goiás com os negócios do bicheiro Carlinhos Cachoeira.

O encontro foi solicitado pelo próprio Perillo. Além de Aécio, Álvaro Dias, Bruno Araújo e Sérgio Guerra estavam na conversa.

Depois de apresentar a sua versão dos fatos, Perillo disse aos tucanos que está determinado a depor na CPI mista do Cachoeira. Ele pediu empenho dos colegas para exigir que todos os governadores citados no inquérito da Operação Monte Carlo sejam igualmente convocados.

Perillo negou que tivesse recebido “dinheiro sujo” pela venda de uma casa ao bicheiro e tratou de jogar nas costas de Demóstenes Torres toda a responsabilidade pelos contatos de Cachoeira no governo goiano.

Por Lauro Jardim
18:22 \ Congresso

Sala cofre deserta

Assessores liberados

Quando Vital do Rêgo resolveu criar a sala cofre para evitar o vazamento de dados sigilosos dos inquéritos das operações Vegas e Monte Carlo, uma série de integrantes da CPI mista do Cachoeira reclamou da falta de liberdade para trabalhar.

Pois uma semana após entrar em funcionamento, a sala cofre está cada vez mais deserta. São raros os parlamentares que comparecem para examinar os dados.

Para evitar o constrangimento de manter uma sala cofre vazia, a CPI já começou a liberar o acesso de assessores aos dados.

Por Lauro Jardim
17:21 \ Congresso

Arno Augustin agradece pelo veto

Agradecimentos na Comissão de Finanças

O secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, esteve no Congresso nesta manhã para participar de uma reunião fechada da Comissão de Finanças da Câmara.

E o que disse Arno aos deputados? Depois de apresentar o balanço de gastos do governo, mostrando uma ligeira redução nas despesas com pessoal e encargos sociais, Arno abriu o coração, como relata um integrante da comissão:

 
– Ele agradeceu aos deputados por não terem permitido que o aumento do Judiciário fosse aprovado.

Se Ayres Britto sabe de uma coisa dessas…

Por Lauro Jardim
17:04 \ Congresso

Escândalo de espionagem

Arapongas na mira

Enrolado até o pescoço na CPI mista do Cachoeira, Agnelo Queiroz entrou agora na mira da Comissão de Segurança da Câmara. Os deputados da comissão aprovaram nesta tarde requerimento de Fernando Francischini solicitando a realização de uma audiência para discutir o escândalo de arapongagem envolvendo o governo petista de Agnelo.

Vítima do esquema de espionagem, Francischini quer ouvir na Câmara o chefe da Casa Militar de Agnelo, Rogério Leão, e três tenentes coronéis da Polícia Militar do DF: Soraya Barbosa, Récio Torres e Vieira Neto.

Além dos integrantes do governo, Francischini vai chamar para a audiência os jornalistas Edson Sombra e Mino Pedrosa, este último ex-assessor de Carlinhos Cachoeira. O objetivo da reunião é driblar a blindagem imposta por Agnelo na CPI da Arapongagem, criada na Câmara do DF para investigar o esquema.

Por Lauro Jardim
15:39 \ Congresso

Comprando briga com o MP

A lei da mordaça de Maluf

Em tempos tão conturbados de perseguição petista ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel,  Marco Maia por pouco não comprou ontem uma briga das grandes com o Ministério Público.

Diante dos apelos de Paulo Maluf na reunião de líderes ontem à tarde, Maia estava disposto a colocar em votação no plenário da Câmara a famosa Lei da Mordaça, proposta por Maluf, que prevê punição a procuradores e promotores que entrarem com ação contra políticos motivados por promoção pessoal, má-fé ou perseguição. As penas vão de pagamento de despesas com o processo a dez meses de reclusão.

Líderes que estavam na reunião de ontem à tarde relatam que o projeto só não foi pautado por Maia, porque ACM Neto ameaçou colocar a oposição em obstrução no plenário, caso a matéria fosse levada ao plenário. Outros líderes governistas também argumentaram que o momento não seria o mais adequado para comprar uma briga dessas com o Ministério Público.

Por Lauro Jardim
10:27 \ Congresso

Fora do foco

O assunto é com o STF

A decisão do STF (já reconsiderada) de suspender o depoimento do bicheiro Carlinhos Cachoeira na CPI mista acabou dando discurso para os petistas que integram a comissão. Acusados de tentar desviar o foco das investigações, colocando Roberto Gurgel na mira da CPI, os petistas diziam ontem à tarde que quem atrapalhou a CPI não foi o PT, mas sim o Judiciário. Diz Jorge Viana:

– Quem tirou o Cachoeira do foco da CPI não fomos nós, foi o STF. Se dependesse da gente, o Cachoeira estaria depondo hoje aqui na comissão.

Por Lauro Jardim

 

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