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domingo, 22 de maio de 2011

O PSDB antes da guerra

A menos de uma semana da convenção nacional do PSDB, que se realizará no sábado que vem, o clima entre aecistas e serristas é o pior possível. Os tucanos brigam por tudo. Enquanto o nascente governo Dilma passa pela sua pior crise até aqui, com o seu virtual primeiro-ministro nu (mas rico) em praça pública, o PSDB se consome. Que tipo de entendimento os tucanos podem alcançar até o dia 28?

Nos últimos dias, Aécio Neves e sua turma deixaram patente que vão para convenção para tomar conta do partido. Aparentemente, têm votos de sobra para fazê-lo. A questão, porém, é como fazê-lo sem humilhar José Serra. Não é uma equação simples.

Os serristas reivindicaram, inicialmente, a presidência do partido. Não tiveram cacife. Desistiram. Foi o início da fricção neste processo que se arrasta desde o final do ano passado. Agora, os serristas ainda insistem em ficar com a importante secretaria-geral, onde alojariam Alberto Goldman. Os aecistas não abrem mão de manter o mineiro Rodrigo Castro no posto. No início da semana passada, Geraldo Alckimin lançou o nome de Serra para presidir o Instituto Teotônio Vilella. Numa manobra rápida, Sérgio Guerra lembrou que para o centro de pesquisas e estudos tucano o nome teria que ser o de Tasso Jereissati. Alckmin recuou e não se falou mais nisso.

Nenhum dos dois lados negociou de fato até agora. Aliás, registre-se que Aécio Neves e José Serra não tiveram uma mísera conversa a sós desde o fim do processo eleitoral do ano passado. Isso dá bem uma medida de como anda o clima entre os dois. Neste jogo de xadrez, FHC tem feito cara de paisagem. É uma postura que evidentemente não favorece José Serra.

Aécio pretende tomar conta do PSDB agora. Tem jogado até aqui mostrando que não quer abrir mão de nada de relevante no partido. O PSDB estaria, assim, definindo com três anos de antecedência seu candidato a presidência. É um passo importante, mas que não tem o poder de mandar Serra para o espaço. Serra pensa de fato numa terceria chance em 2014. E será sempre uma sombra poderosa para as ambições de Aécio. É só encomendar uma pesquisa de opinião pública nacional que isso será constatado.

Pela estratégia do grupo de Aécio a ideia é esticar a corda ao máximo e sentar-se à mesa de conversas na última hora. Em resumo, primeiro mostraram força. Depois, com o adversário enfraquecido, negocia-se. Ou seja, lá pelo meio da semana, por essa estratégia, abrirão-se as possibilidades reais de negociação.

Aí, sim, oferecerão alguns cargos como moeda de troca. Para Alberto Goldman estaria reservada a primeira vice-presidência. Outro serrista ficaria no comando da primeira-secretaria. Pensa-se também em ressuscitar uma ideia que circulou nas últimas semanas – a criação de um conselho político integrado pelas cabeças coroadas do partido: Aécio, Serra, Tasso, Sergio Guerra e, claro, FHC. Serra rechaça essa solução. Desdenha o conselho.

Ainda assim, nos próximos dias a posisbilidade voltará a ser discutida. Será levantada, claro, pelos aecistas. Estes são, pelo menos, os planos da turma do Aécio. É com essa linha e essa agulha que Aécio Neves tentará costurar um acordo. O maior desafio é fazê-lo sem esgarçar de vez o fino tecido que ainda une o partido.

Por Lauro Jardim

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51 Comentários

  1. luiz da silva paixão

    -

    27/05/2011 às 16:23

    O PSDB é um partido em frangalhos

  2. cleusa

    -

    23/05/2011 às 17:48

    Deixe que briguem, que falem….pode ser que surja um terceiro candidato e “abocanhe” tds os votos oposicionistas.Estamos torcendo e muitoooo.

  3. Ribamar Bianchini

    -

    23/05/2011 às 17:46

    Quem vai ser louco de votar em candidatos que quase se matam pelo poder dentro do próprio partido como fazem os tucanos?
    Quem que seria louco de colocar esse bando do PSDB para tomar conta do nosso dinheiro?
    Com certeza o eleitor do PSDB hoje é aquele que não tem opções e aquele que é iludido pelas mentiras da imprensa tucana, viu.

  4. Ricardo

    -

    23/05/2011 às 15:57

    O Aécio candidato? O bafômetro o jogará na lama.O PSDB já rachou e vai acabar.É tudo que o pt quer e deseja,um inimigo imbecil.

  5. Ricardo

    -

    23/05/2011 às 15:48

    ENQUANTO ISSO, A PETEZADA RESPIRA ALIVIADA, POIS AÍ PODE ROUBAR EM PAZ… JÁ QUE QUEM DEVERIA ESTAR FISCALIZANDO E TOMANDO A FRENTE NA DEFESA DA DECÊNCIA PÚBLICA, FICA IMERSA EM UMA GUERRA FRATRICIDA!!
    ACORDA, OPOSIÇÃO!!! OU SERÁ QUE NÃO ACUSAM PARA NÃO TER O TETO DE VIDRO ESTILHAÇADO?? HEIN, SR. AÉCIO NEVES? HEIN, SR. JOSÉ SERRA?
    TÁ NA HORA DE FALAR AS VERDADES QUE O BRASIL PRECISA(!!!!) OUVIR!!!

  6. J.B.CRUZ

    -

    23/05/2011 às 14:03

    Ótima sugestão é a criação do CONSÊLHO de CABÊÇAS COROADAS do partido: F.H.C.,SERRA AÉCIO,TASSO e SERGIO GUERRA..Ou então junte-se ao novo partido do KASSAB, o povo gosta de novidade…

  7. duardo

    -

    23/05/2011 às 14:03

    Vaza serra, seu partido é o PSD do kassab. Todo mundo sabe que é vc quem esta tentando enfraquecer a oposição ao governo dilma. Fora serra, nenhum espaço ao serra e aos serristas, 2014 é do áecio e vamos começar agora a articular isso. Nenhum espaço ao serra, entendeu tucanos? Nenhum espaço, que ele vá de uma vez por todas para o PSD junto com os seus seguidores e jornalistas. Jornalistas do serra, monica bergamo, catanhede, reinaldo azevedo, datena, kajuru, juca kfouri, e vários outros… vão todos pedir votos para o partido da vergonha nacional o PSD.

  8. Juarez

    -

    23/05/2011 às 13:50

    Como no PSDB só tem BANDIDOS, é o bando de AECIO X o bando de SERRA. O bandido chefe (FHC) assistindo de camarote e o pilantra (Marconi perilo) aqui de GOIÁS lutando por espaços.

  9. chorei antes de nascer

    -

    23/05/2011 às 13:27

    Prezado Lauro, mais um craque da Veja. Não que não haja no Brasil, outros profissionais do ramo de mesmo quilate, como no Estadão por exemplo. Acho que quando falamos do PSDB, deveríamos citar a sigla por extenso, qual seja: Partido da Social da Democracia Brasileira, de ideologia socialista, com estratégia fabiana de morder e assoprar. O Aécio por mais que tenha feito um papelão na sua declaração de quase apoio ao consultor empresarial Palocci, independentemente de presidir ou não o partido, é o único em quem votaria para presidente da República. Por que é um avulso de direita dentro de um partido de esquerda, e que poderia neutralizar por um bom tempo a socialização do Brasil. Se migrasse para o amorfo PSD, não teria meu voto.

  10. PT da CPMF e do DÓLAR Furado

    -

    23/05/2011 às 12:49

    … Os PETRALHAS estão adorando……..

  11. mpp

    -

    23/05/2011 às 12:11

    Fhc,serra,Alckmin,SergioGuerra,tasso e AÉCIO… precisam ficar FORA para sempre. Precisamos nos lembrar SEMPRE dos tais dossiês que, conforme divulgaram (e depois “cairam” no esquecimento)era do serra contra Aécio e do Aécio contra o serra. Esse pessoal joga sujo até um contra o outro. O Aécio não é uma cara ruim, mas entrou nesse jogo sujo e não vai se recuperar: sua imagem tb ficou manchada com a história de dirigir com carteira e não fazer teste do bafômetro (e talvez fosse pior se o fizesse). Certo é que ele não tem “cacife” pra presidir o país: é um homem tipo garotão, e, infelizmente, AGORA, jogando pesado com ambição de poder. E é um INGRATO, deveria ter comportamento de reconhecimento a tudo que LULA fez por ele. Fora PSDB! Fora DEM! É preciso deixar que o Brasil continue crescendo e que esse grupo cuide das suas dores de cotovelo e de incompetência: não souberam fazer 10% do que o Presidente LULA fez e Dilma continuará fazendo. Também não adianta TENTAR queimar o Palloci: ele, SOZINHO, é MUITO MELHOR que todo esse grupo junto. Quanta inveja, my God!!!

  12. fabricio

    -

    23/05/2011 às 11:33

    O que falta ao PSDB? Comando. Falta alguém que articule as coisas no partido. No PT existe o Lula. O barbudo insistiu na idéia de colocar uma “MARIA NINGUÉM” no poder e alguns ficaram com receios, mas aceitaram por conta da posição mais de MITO do que de liderança que o Lula ocupa/ocupava e isso lhe dava respaldos de liderança. Falta a mesma coisa ao PSDB, um conselho, um grupo que articule as coisas, porque da maneira que está (TODO MUNDO QUERENDO MANDAR, FAZER A CONTECER) não vai funcionar.

  13. Marcelo Dornelas

    -

    23/05/2011 às 11:13

    Eu tenho sim nomes dignos para 2014 Álvaro Dias presidente e Artur Virgílio vice são homens decentes e honrados.

    E Tasso Jereissati presidente do partido.

  14. bananais

    -

    23/05/2011 às 7:02

    Esses lixos tucanos parecem briga de VIZINHOS,só brigam porque são conhecidos quando conhecem um inimigo quer até se aliar de covarde que é

  15. joil prudente

    -

    23/05/2011 às 6:18

    Esses caras não passam de abutres travestidos de tucanos e só se sustentam por causa do apoio da imprensa paulista movidos sabe-se lá por quais interesses.

  16. HENRIQUE LEITE

    -

    23/05/2011 às 2:14

    SERÁ Q É POR ESTE MOTIVO,Q O PSDB,ABANDONOU A PEC 270/08 Q RESGATA A DIGNIDADE DOS SERVIDORES PÚBLICOS Q DEPOIS DE 2003 COM A SATÂNICA EC41/03,VEM MATANDO OS SERVIDORES APOSENTADOS POR INVALIDEZ…???
    TEM MAIS REQUERIMENTO DO PMDB,QUE DO PSDB..E É PQ A PEC 270/08,É DA NOSSA QUERIDA DEPUTADA ANDREIA ZITO DO PSDB DO RIO…SEM O SICIAL,NEM AECIO OU SERRA,NÃO IRÁ PARA LUGAR NENHUM EM 2014…UM PARTIDO QUE NÃO TEM LUTADO PELA PEC 270,A QUAL É DO SEU PROPRIO PARTIDO…ONDE ANDA O LIDER TUCANO NA CAMARA,Q NEM TOCA NOS SERVIDORES Q VEM MORRENDO…DEPOIS DA EC41/03????INFELISMENTE,O NOSSO PARTIDO É MUITO FRACO…OU TEM O CORAÇÃO DE PEDRA…ESPERO Q MEU COMENTARIO SAIA!!!

  17. Cesar Antonio

    -

    23/05/2011 às 0:08

    Aécio jamais vai ser eleito presidente, é um traidor ambicioso, se tive apoiado Serra no começo, teria sido eleito e agora seria sua vez de tentar a candidatura, mas o Traécio é incapaz de pensar assim, tem que destruir todos e se candidatar sozinho, este está fora, vai ser leito só em Minas.

  18. joão galvino

    -

    22/05/2011 às 21:11

    O PSDB, não tem programa para o Brasil, com as perdas sucessivas eleitoriais, os caciques não cabem num partido.

  19. flavia

    -

    22/05/2011 às 20:38

    Hum..acho que esse “escandalo ” do Palloci foi para desviar o foco.. os tucanos andam brigando a tempos.. só se falava nisso, agora, com o escandalo do Palloci, deram uma tregua.

  20. esther correa

    -

    22/05/2011 às 19:52

    Oi Lauro
    Estou de acordo com Marcelo Dornelas.
    É sim a piada do ano o que o Serra disse em defesa do Paloff, a saber:”confio na palara do Paloff”,e, ainda: “Paloff não pode ser crucificado”, e, ainda: “acho normal a pessoa progredir na iniciativa privada, ou seja, não tem nada demais a Consultoria do Paloff”. Vai ser oposição assim no PT mesmo. E esse pusilânime ainda quer porque quer ser candidato a presidente. Ele já me fez de palhaça, já que sempre votei nele. Agora chega, vou anular meu voto se não aparecer outro candidato “menos pior”.
    O banana do Aécio que quer porque quer ser presidente disse o seguinte:”tenho muito respeito pelo ministro Paloff”.
    Será que esses dois vivem em outro planeta?
    Se depender de mim eles jamais serão eleitos presidente. Cansei de ser feita de otária sempre votando no PSDB.

  21. luiz fernando moretti, eu não bebo mais cerveja da Am-Bev nem compro mais eletrodoméstico LG

    -

    22/05/2011 às 19:29

    Abrirâo-se?????????/

  22. Margarete Flores

    -

    22/05/2011 às 19:25

    Caro Lauro,

    É lamentável a nosso oposição além de fraca é extremamente confusa.
    Não é um bom sinal.
    abraço
    Margarete

    É

  23. nilton pezzi

    -

    22/05/2011 às 19:05

    Alguém acha que é possível harmonizar Serra x Aécio x Alckmin? Ora, isso é um sonho de uma noite de outono! A oposição está sem propostas, sem discurso, estraçalhada e em pleno autofagia! O PSDB caminha celeremente para se juntar ao DEM (DEM?) no ostracismo, em direção à extinção por anemia eleitoral, pois não se apresenta de forma organizada à nação como alternativa de governo.

  24. PARASITOLOGO

    -

    22/05/2011 às 19:01

    Uma coisa é certa ,se o PSDB não se alinhar e começar a ser uma ótima oposição inteligente ,podem ter a certeza que se o Serra for expurgado de algum posto ele vai ser o mais novo integrante do partido novo do Kassab ,se os governadores que seguirem com ele ,pode ter a certeza que o Aécio já era .

  25. Célio Maia

    -

    22/05/2011 às 18:55

    Sei não, mas acho que os ímãs políticos, isto é, os que agregam por um lado e desagregam pelo outro, deveriam dar lugar a alguém capaz de tão-somente aglomerar.

  26. laerte dante biazotti

    -

    22/05/2011 às 18:52

    Aecio não aguenta 15 dias de campanha para presidente e todos sabem disso.

  27. Danielle

    -

    22/05/2011 às 18:50

    O PSDB precisa de um nome forte para fazer frente a turma que ocupa o poder.
    Tem que haver união dentro do partido em torno de um nome e muito apoio.
    Além de experiência politica-administrativa, é necessário muito carisma para reverter o quadro que foi consolidado pelo PT nos últimos
    anos.
    Quem poderia ser a pessoa ideal que juntaria todas as forças e apresenta estas caracteristicas.
    Só uma pesquisa junto ao eleitorado poderia responder estas perguntas e apontar o melhor candidato para fazer oposição nas próximas eleições, sem correr o risco de morrer na praia.

  28. jj

    -

    22/05/2011 às 18:10

    Cfe a matéria acima, o embate é entre Aecistas e Serristas; Pois bem, li o comentário abaixo da G.Indignada propondo o extermínio da quadrilha, pelo qual eu não sabia que a turma do Aécio é quadrilheira. Pergunto, onde vai parar a oposição se até seus eleitôres chamam-os de quadrilheiros?.

  29. gaúcha indignada

    -

    22/05/2011 às 16:06

    DÁ-LHE SERRA!!!!! VAMOS EXTERMINAR A QUADRILHA!!!!!!!!!!! CONSEGUIREMOS!!!!!!!!

  30. M.Teresa

    -

    22/05/2011 às 14:39

    Meus amigos, vamos esperar pelo resultado da convenção sábado que vem.
    Até lá o Brasil não vai ficar pior do que está. Acho natural que haja
    disputa dentro do partido, pra nós de São Paulo, gostaríamos que Serra
    fosse candidato a presidente, porque sabemos da sua honestidade e competencia, mas, o Aécio tem lá o seu projeto para concorrer à presidencia.Que vença o que for melhor para a oposição e que comecem a trabalhar por nós brasileiros que estamos descontentes com o rumo que o Brasil está tomando com este governo que aí está.

  31. afonso paiva neto

    -

    22/05/2011 às 14:27

    É, os tucanos começaram a se bicar publicamente.Os remanescentes da política do cafè com leite não estão aguentando o jejum imposto pelo PT. Também cheio de sangue azul como é este partido, a briga de egos não poderia ser diferente. De um lado Aécio, herdeiro político do vaselina Tancredo. Do outro Serra e sua trupe, representando o que há de mais nojento na política nacional depois, lógico, do DEM que por sinal caminha junto com o PSDB. Já vão tarde! Entregadores do patrimônio nacional.

  32. Marcelo Dornelas

    -

    22/05/2011 às 14:14

    Enquanto o PT infernizava a vida de Collor,Itamar e FHC,Aécio me vem com esta frase:“a oposição não deseja desestabilizar o governo”.Dá pra acreditar?!.

  33. Marcelo Dornelas

    -

    22/05/2011 às 13:58

    A piada do ano Serra e Aécio dizem que confiam e respeitam Palocci.

  34. Marcelo Dornelas

    -

    22/05/2011 às 13:54

    Seria cômico se não fosse trágico a oposição tem 44 milhões de votos e não sabe o que fazer com isto,aliás não existe um líder do culhão de um Carlos Lacerda que peitou até Getúlio Vargas em pleno regime getulista ,enquanto isso o eleitorado indignado cuida de fazer a oposição sozinho já que não enxerga quem os lidere.

    Serra perdeu as eleições para a debutante Dilma,enquanto isto o PSDB se degladia internamente com Beto Richa boicotando Gustavo Fruet à candidato a prefeitura de Curitiba/PR,Aécio vs Serra e outras coisitas por aí.

    A complacência da oposição não foi encontrada no atual governo quando este era oposição e exigiu a cabeça de Collor,lembram?

    Já a atual oposição pede quase que desculpas ao governo pra fazer o papel que seria sua obrigação:”desculpa por fazer oposição viu?!estamos incomodando muito?!foi mal”.

    Que tristeza.

  35. Angela

    -

    22/05/2011 às 13:38

    João Batista, e quem disse que Sampa não vai apoiar o Aécio? Ele está afinado com Geraldo Alckmin, que se encarregará de conseguir os votos dos eleitores de São Paulo para Aécio. Espere e verá. A Serra resta a aposentadoria e já vai tarde.

  36. Angela

    -

    22/05/2011 às 13:28

    O PSDB tem oito governadores e muitos senadores. Imagine se todos quiserem estar representados no comando nacional do partido. Serra está sem mandato, já teve suas chances eleitorais, não é o dono do partido, está velho e em 2014 terá quase 73 anos de idade!!!! Ele é o grande desarticulador do partido, é a figura deletéria que está destruindo o PSDB. Então, todos têm que ficar a mercê da vontade dele querer ou não ser candidato? Que Serra vá para o partido de Kassab e se candidate por lá em 2014. Vamos ver quantos votos ele terá, porque os 44 milhões que teve em 2010 não foram para ele, mas sim a única alternativa a quem não queria Dilma, tanto que Marina Silva teve 20 milhões de votos. Dilma começou do zero, sem voto nenhum, e ganhou a eleição. Portanto, não adianta fazerem pesquisas indicando que Serra tem mais votos que Aécio, porque isso com o tempo mudará. Não é possivel continuar empacando e destruindo o partido. Fora Serra!!!!!

  37. Marcelo Dornelas

    -

    22/05/2011 às 13:24

    Sinceramente?acho que o PSDB tem candidatos muito mais maduros e sérios para 2014 como Álvaro Dias,Tasso Jereissati e Artur Virgílio do que esta trinca Aécio”luva de sedas”Neves,Geraldo”xuxu”Alckimin e José”sem noção”Serra,é que esta turma está querendo fazer prevalecer a força dos colégios eleitorias Minas/SP.

    Vale lembrar que foi por conta destes “oposicionistas” que lula não recebeu Impeachment anos atrás na época do mensalão e Serra ano passado só foi pro segundo turno no reboque de Marina Silva,senão teria ficado logo no primeiro,porque teve entre outras coisas medo de falar da ligação do PT com as Farc(foro de São Paulo),etc,Indio da Costa até tentou ensinar na época a fazer oposição,mas Serra parece que não aprendeu,é o ranço da esquerda que mora nele….

  38. Marcelo

    -

    22/05/2011 às 13:14

    Serra para presidente pelo PSD! E deixa o Aécio ser candidato pelo PSDB. O PSDB está contaminado com os aecistas em um projeto pessoal do Aécio, e não um projeto para o Brasil. Tenho certeza que o Serra bateria o Aécio numa eleição presidencial.
    E a guerra entre os dois ainda tirariam votos da situação.

  39. cleide bragliollo

    -

    22/05/2011 às 12:59

    Seria bom que os tucanos se entendessem logo, para fazer o que realmente é esperado de quem neles votou: Oposição sistemática a um governo que não tem sido econômico em criar fatos e situações passíveis de críticas justificadas.
    Se continuarem nessa inoperância, toda essa luta fratricida só servirá para definir quem vai mandar no partido e, em última análise, quem vai ser o derrotado da vez em 2014.

  40. Policarpo Quaresma

    -

    22/05/2011 às 12:44

    Qual o significado dos governos Lula e Dilma na esfera da representação política brasileira? Com sua heterogênea base de apoio e com uma ação destinada a beneficiar o capital financeiro e parcelas expressivas da pequena burguesia, dos trabalhadores e dos setores organizados sem ferir nenhum interesse das classes dominantes, as gestões capitaneadas pelo PT conformam um novo pacto social. Tudo indica não se tratar de algo episódico, mas de uma mudança estrutural em relação ao cenário observado ao longo dos anos 1980 e 1990. O processo só encontra paralelo na aliança delineada por Getulio Vargas a partir de 1930. Com essa amplíssima base social, não é à toa que a oposição de direita tenha definhado nos últimos anos. Sem grandes contradições, parte expressiva desta se bandeia para as asas da base governista, sem que exista uma crise de representação da grande burguesia instalada no país.

    1. Há um traço definidor da conjuntura atual: a virtual falência dos partidos de direita, PSDB, DEM e PPS. Sem conseguir formular um projeto próprio que os diferencie substancialmente dos governos Lula e Dilma, tais agremiações esfacelam-se em querelas internas, golpes das burocracias partidárias, disputa de espaços entre caciques, debandada geral e instabilidades insolúveis. Suas perspectivas eleitorais para 2012 e 2014 minguam à medida que o tempo passa

    2. As tentativas recentes de se soldar novamente um polo de oposição conservadora caíram no vazio. Primeiro foi um pronunciamento do Senador Aécio Neves (PSDB-MG), alardeado como divisor de águas, no início de abril. Para a Câmara Alta convergiram dirigentes de alta graduação. Aécio, orador regular, contou com o valioso empurrão da mídia, com destaque em todos os jornais e telejornais. Usou e abusou de bordões, como “não é mais possível”, “o país não aceita” e platitudes tais. Passados três ou quatro dias, ninguém mais tocava no assunto.

    3. Semanas depois, foi a vez do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso publicar extensa nota na revista Interesse Nacional, intitulada “O papel da oposição”. FHC, percebendo que o problema de seus aliados não está apenas na cabeça das pessoas, buscou um novo chão para assentar suas idéias. Fez um diagnóstico correto, em que pesem os ataques que vem sofrendo.

    4. O ex-Presidente afirmou o seguinte: “Enquanto o PSDB e seus aliados persistirem em disputar com o PT influência sobre os “movimentos sociais” ou o “povão”, isto é, sobre as massas carentes e pouco informadas, falarão sozinhos. Isto porque o governo ‘aparelhou’, cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias”.

    5. E mais adiante, emendou: “Existe toda uma gama de classes médias, de novas classes possuidoras (empresários de novo tipo e mais jovens), de profissionais das atividades contemporâneas ligadas à TI (tecnologia da informação) e ao entretenimento, aos novos serviços espalhados pelo Brasil afora, às quais se soma o que vem sendo chamado sem muita precisão de ‘classe C’ ou de nova classe média. A definição de qual é o outro público a ser alcançado pelas oposições e como fazer para chegar até ele e ampliar a audiência crítica é fundamental”.

    6. Por fim, ele completa: “A imensa maioria destes grupos – sem excluir as camadas de trabalhadores urbanos já integrados ao mercado capitalista – está ausente do jogo político-partidário, mas não desconectada das redes de internet, Facebook, YouTube, Twitter, etc. É a estes que as oposições devem dirigir suas mensagens prioritariamente, sobretudo no período entre as eleições, quando os partidos falam para si mesmo, no Congresso e nos governos”.

    7. FHC detectou um problema sem solução à vista para os conservadores, dos quais ele continua sendo o principal formulador: a base social da oposição de direita está se erodindo. Não se trata apenas de uma busca pelo “povão” ou de uma tentativa de se encontrar apoio entre os setores emergentes. É algo mais profundo e estrutural. Os partidos de direita perdem apoio entre as classes dominantes, vale dizer entre os setores do grande capital.

    8. Uma verificação prática dessa afirmação foi feita pelo jornal O Estado de S. Paulo de 6 de setembro de 2010, na reta final da corrida presidencial. Lá está escrito: “O Tribunal Superior Eleitoral divulgou neste domingo a arrecadação e os gastos de campanha declarados pelos candidatos à Presidência. Dilma Rousseff, do PT, foi a que mais arrecadou: R$ 39,5 milhões. A petista juntou mais do que José Serra, do PSDB, e Marina, do PV, juntos. O candidato tucano arrecadou R$ 26 milhões e a candidata verde R$ 12 milhões”.

    9. Em outras palavras, as diversas frações do grande capital apostaram a maior parte de suas fichas na campanha petista em 2010. Assim, do ponto de vista material e objetivo, a opção de tais setores era clara ao fim de oito anos da administração do presidente Lula.

    10. No entanto, isso ainda não significava que a representação política do que se entende por grande burguesia em atuação no Brasil tivesse feito uma opção indiscutível pelo Partido dos Trabalhadores como ferramenta da representação político-institucional. A maior expressão de tal dúvida estava no comportamento dos meios de comunicação no fim do primeiro e em todo o segundo mandato de Lula. Estes demonstraram nítida preferência pelo candidato tucano José Serra.

    11. Ao longo de oitos anos, o PT completou uma hábil movimentação para ganhar a confiança do topo do empresariado operante no Brasil. Embora as mudanças programáticas nessa direção já fossem perceptíveis desde a década anterior, a consolidação dessas diretrizes aconteceu com a ação concreta da administração pública.

    12. Começando seu primeiro mandato com um duro ajuste fiscal e com a reforma da Previdência, o Presidente Lula exibiu na prática o programa de governo que desejava tocar dali em diante. Entretanto, ao contrário do que muitos vocalizaram à ocasião, o governo petista não era uma mera continuidade de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

    13. A gestão Cardoso representou no Brasil a aplicação a ferro e fogo das diretrizes do Estado Mínimo, com uma agressiva política de privatizações, de liberalização da movimentação de capitais e do desinvestimento na expansão de atividades próprias do Estado, como os serviços públicos, as forças armadas e a diplomacia. Nesses anos, o salário mínimo, como consequência, chegou a um de seus mais baixos patamares históricos, de 70 dólares mensais.

    14. A partir de 1999, após a quebra do real, houve uma quase institucionalização da política monetária de corte ultraliberal, com a sacramentação do Banco Central independente e do tripé metas de inflação, juros altos e câmbio flutuante. Nada disso foi mudado na gestão do ex-metalúrgico.

    15. Qual o giro operado por Lula? Primeiro foi o de ganhar a confiança dos chamados mercados, através da manutenção da ortodoxia monetária, especialmente ao longo de seu primeiro mandato (2003-2007). Depois foi mostrar ao grande capital que o desenvolvimento do país estava centrado em pelo menos duas bases: expansão do mercado interno e busca de novos mercados os países em desenvolvimento. Nessas duas vertentes, o dirigente petista teve amplo sucesso.

    16. A diplomacia brasileira conseguiu atrair novos parceiros, após anos seguidos de déficits em nossa balança comercial ou de resultados medíocres (déficit de US$ 697 milhões em 2000, alcançando um pico de US$ 46 bilhões em 2006), resultantes de anos de sobreapreciação cambial (www.portalbrasil.net/economia_balancacomercial.htm )

    17. Na fronteira interna, a estabilidade monetária, após as turbulências de 1999-2002, possibilitou uma acelerado crescimento do crédito tanto às empresas quanto às pessoas físicas. Esta última modalidade resultou em inédita expansão da indústria de bens de consumo duráveis, em especial da automobilística. Os números do Banco Central são eloqüentes: de pouco menos de 20% em julho de 2004, o total de crédito ofertado na economia chegou a 45,7% do PIB em junho de 2010. Os empréstimos do BNDES, com juros subsidiados (TJLP) de 6% ao ano, saltaram de R$ 35,1 bilhões em 2003, para R$ 140 bilhões em 2010.

    18. Aliado a políticas de valorização do salário mínimo – que teve seu valor majorado em 70% em termos reais ao longo dos dois governos lulistas -, à expansão da seguridade social e a políticas focadas de transferência de renda, o mercado interno sustentou expressivos índices de crescimento e melhoria na distribuição de renda entre os assalariados. Apesar disso, a distribuição funcional da renda – entre capital e trabalho – manteve-se quase inalterada. A participação dos salários na renda nacional, que conheceu um pico de 50% no final da década de 1950 chegou a 35,2% em 1995 e caiu constantemente até o piso de 30,8% em 2004, conhecendo uma lenta recuperação, alcançando 34% em 2010, segundo dados do IPEA.

    19. No entanto, a grande política de transferência de renda continuou sendo representada pelas altas taxas de juros, que nunca baixaram de um patamar real de 6% ao ano (isto é, descontada a inflação). Em 2011, a elevação da taxa selic para 12% resultará em uma transferência de cerca de R$ 235 bilhões dos cofres públicos para os detentores de títulos da dívida, o que equivale a pouco mais de 40% do orçamento público federal. Em uma frase, se os pobres ganharam no governo Lula, é certo que os ricos ganharam muito mais.

    20. Essa combinação – juros elevados, expansão creditícia, salário mínimo e políticas focadas – literalmente “bombou” o crescimento econômico brasileiro, sem alterar profundamente a estrutura de classes no país. Lula concretizou uma espécie “capitalismo popular” que gerou folga nas contas públicas para alavancar políticas anticíclicas eficazes durante a crise internacional de 2008-9.

    21. Com medidas de teor keynesiano – pesados investimentos em infraestrutura, elevação do poder de compra aos que têm propensão a gastar – aliadas à manutenção de altas taxas de juros e subsídios ao setor privado, o Estado brasileiro logrou impedir que a oferta de crédito no mercado interno fosse interrompida durante o período mais agudo da crise. Não apenas não houve penalização a nenhum setor do capital, como este recebeu subsídios importantes para não ser capturado pela maré montante das incertezas. Não houve aqui também uma penalização dos trabalhadores. Os níveis reais de salário e de emprego se mantiveram, com poucas oscilações.

    22. Frisa-se aqui o que está subjacente a estas linhas: todas as iniciativas de Lula em momento algum o colocaram em rota de colisão com as forças de mercado. Ao contrário.

    23. O governo Dilma tem se mostrado mais realista que o próprio governo Lula em sua adesão aos mercados como eles são. Trata-se de um passo à frente, que consolida diretrizes anteriores e que, tudo indica, repactua as relações entre as classes sociais no Brasil. Trata-se de algo estrutural, como não se via no país desde o primeiro governo Vargas (1930-45).

    24. Getúlio Vargas conseguiu empreender um grande acordo, mudando as relações de produção e as relações sociais, modernizando o parque produtivo, utilizando a política fiscal para investimentos em infraestrutura que davam suporte à industrialização e concedendo leis trabalhistas ao crescente operariado urbano. Logrou fazer isso sem tocar na propriedade da terra e conformando sob suas bases dois partidos aparentemente antagônicos, o PSD (representante dos grandes latifundiários e industriais e o PTB, vocalizando os anseios dos trabalhadores). Elemento fundamental para a concretização desse pacto, que duraria até 1964, foi a dura repressão à esquerda comunista. Assim, o pacto getulista teve duas vias, a política e a econômica, que se materializou em novas relações entre as classes sociais.

    25. É bem possível que estejamos assistindo a uma nova pactuação desse tipo em nosso país. O governo não é apenas petista (agremiação que representa as massas assalariadas em sua essência), mas também do PMDB (amálgama partidário a agrupar diversas facções do capital). As bases foram cimentadas por Lula, especialmente durante a crise de poucos anos atrás e conhecem sua arte final na gestão de Dilma Rousseff. Suas bases – repetimos – são altas taxas de juros a remunerar o capital (além de subsídios de várias ordens) e aumentos do salário mínimo e políticas sociais focadas para os trabalhadores.

    26. Uma diferença salta à vista. Enquanto Getulio integrou os trabalhadores ao modelo desenvolvimentista através da concessão de direitos trabalhistas, Lula realiza movimentação semelhante através de aumentos salariais, expansão do crédito e iniciativas focadas, que aumentam o poder de compra dos pobres. Em síntese, a integração atual se faz via mercado.

    27. No caso de Dilma, a consolidação do acordo passa também pela política. O traço mais significativo nesse quesito foi talvez a visita da Presidenta à comemoração dos 90 anos da Folha de S. Paulo, logo em seu primeiro mês de mandato. Ali, a mandatária tratou de tecer loas ao conceito liberal de liberdade de imprensa – isto é, ao de liberdade de empresa – elidindo qualquer veleidade de controle social da mídia, como foi insistentemente debatido na Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em dezembro de 2009.

    28. Os sinais mais significativos das tendências da nova gestão foram o anúncio dos cortes orçamentários de R$ 50 bilhões para que fosse cumprida a inédita marca de 3,3% do PIB de superávit primário, as seguidas elevações das taxas básicas de juros pelo Banco Central, o giro da política externa em favor de um maior alinhamento com os EUA, as estreitas ligações do Ministério da Cultura com entidades privadas, o anúncio da privatização dos aeroportos mais rentáveis do país, entre outras iniciativas. Digna de nota foi a adesão de Jorge Gerdau Johanpeter, um dos maiores empresários brasileiros e beneficiário das privatizações dos anos 1990, ao governo, com função no Palácio.

    29. Embora não haja uma radical mudança em relação ao segundo governo Lula, os primeiros meses da gestão Dilma acentuam características pró-mercado que ficaram em segundo plano de 2007 a 2010, especialmente no período da crise. Ao mesmo tempo, saem de cena aspectos que poderiam sedimentar uma política mais progressista e democrática. Alguns casos são significativos.

    30. A política externa de Lula, por exemplo, representou inegáveis avanços democráticos ao não se subordinar claramente à casa Branca. Episódios dignos de nota foram os comportamentos do Itamaraty durante o golpe de Estado em Honduras, as negociações com o Irã no que toca ao seu programa nuclear e o reconhecimento da necessidade de um Estado palestino. Pautado pela ampliação de parcerias comerciais, o Brasil fortaleceu o Mercosul, investiu fortemente na criação da Unasul, organização continental sem a presença dos EUA e não se somou à direita brasileira em contenciosos com a Bolívia e Paraguai nas disputas energéticas. A diplomacia capitaneada por Celso Amorim ganhou com isso a antipatia frontal dos grandes meios de comunicação.

    31. Outra alteração notável se verifica na questão da regulação da mídia. No apagar das luzes da administração anterior, o ministro da Secom (Secretaria de Comunicação da Presidência da República), Franklin Martins, esboçou um projeto para o setor. Até agora não se sabe que destino terá a proposta.

    32. Aliás, no quesito Comunicação, apesar de críticas vocalizadas pelo Presidente Lula durante o segundo mandato, poucos foram os avanços. As diretrizes da I Confecom até agora não entraram no debate institucional. A esse respeito vale ler o texto “Política de Comunicações: o balanço dos governos Lula”, de Venício Lima, ex-professor da UnB e especialista no tema. Em uma longa avaliação, Lima afirma: “Não houve qualquer alteração fundamental no quadro de concentração da propriedade da mídia no Brasil entre 2003 e 2010”.

    33. A esta altura, vale perguntar: qual é o projeto do governo? Seguramente não é mais um projeto projeto democrático e popular, denominação que caiu em desuso nos últimos anos, apesar de ter marcado o desenvolvimento do PT por mais de uma década.

    34. O programa do segundo mandato foi inspirado no projeto “Esperança e mudança”, do PMDB, lançado em 1982 e que contou com a colaboração dos chamados desenvolvimentistas da época, como Carlos Lessa, Luciano Coutinho, Maria da Conceição Tavares, José Serra, Luis Carlos Mendonça de Barros, entre outros. Caudatário das teses da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), aquele texto tinha um viés fortemente nacionalista e estatizante, definindo, por exemplo, todas as riquezas do subsolo à esfera estatal, além de se pautar por temas como prioridade às empresas nacionais, reforma agrária, combate à financeirização da economia, entre outros tópicos. Era um programa avançado, que balizou o partido na elaboração da Constituição de 1988 e que se pautava pela existência de uma burguesia nacional, tese polêmica na ciência política.

    35. O projeto empreendido pelo PT no governo é muito menos ousado e tímido e foi conhecendo nuances através do tempo. Mas no segundo mandato de Lula podem-se reconhecer várias diretrizes do velho PMDB, muito mais do que formulações emanadas dos encontros e congressos petistas.

    36. No entanto, o alargamento pragmático do petismo tornou tanto seu próprio programa quanto o receituário do PMDB de três décadas atrás apenas vagas lembranças. Há uma elasticidade no ideário governista pronto para acolher a todos. Uma matriz dessa natureza não é elaborada para realizar mudanças, mas para deixar a essência da estrutura social e política do país mais ou menos como está.

    37. Vale um parêntesis. Quem empurrou o transformismo mais longe nesses tempos não foi o PT. Foi outro partido da base, o PCdoB. A adaptação do que seria um partido comunista à vida como ela, com sua adesão à administração municipal da cidade de São Paulo levou o presidente da sigla, Renato Rabelo, a dizer o seguinte em entrevista recente: “Não estamos indo para o lado do Kassab. O Kassab é que está vindo para o lado de cá” (). A realpolitik faz milagres…

    38. Alguns setores próximos ao governo argumentam que a oposição está se dissolvendo por não ter entendido as mudanças ocorridas no país com os governos Lula e Dilma. A tese ainda está para ser provada. Mas o certo é que tais setores estão migrando para a base do governo justamente por terem entendido o significado dos governos Lula e Dilma. Ou seja, entendem que a adesão é possível pela grande convergência de pontos de vista. O que parece estar se dissolvendo são as fronteiras políticas entre governo e oposição conservadora, que possibilita a entrada acelerada da velha direita na base oficial.

    39. A erosão oposicionista tem um certo tom farsesco. Vários dirigentes abandonam suas hostes originais para buscarem abrigo na base do governo. É o caso exemplar do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e da líder ruralista Katia Abreu.

    40. Mudou o natal ou mudaram eles? Mudou o governo ou mudaram eles? Ao que tudo indica e ao contrário dos prognósticos de Renato Rabelo, Kassab continua a fazer em São Paulo a mesma administração elitista, voltada para os setores mais ricos da cidade e Katia Abreu não abriu mão de sua defesa do latifúndio e de sua ojeriza pelo MST. Como quem tem dinheiro não o queima, Kassab e Abreu buscam abrigo entre aqueles que podem também representar seus interesses.

    41. De certa maneira, o mote lançado por Gilberto Kassab para seu PSD parece ter contaminado o ideário político nacional: não é de esquerda, nem de direita e nem de centro. Ou seja, porta aberta para todos os que buscam negar peremptoriamente que tem lado nas disputas políticas da sociedade. Não por acaso, quase sempre são de direita.

    42. O novo pacto de classes gestado em Brasília e que conforma setores aparentemente antagônicos pode ter vida longa. Cabe tentar vislumbrar seus limites e possibilidades. Ou seja, que tipo de mudanças tal coalizão pode realizar no país?

  41. João Batista

    -

    22/05/2011 às 12:41

    Aécio não pode esquecer que sem o apoio de sampa ele não chega lugar nenhum, porisso deve respeitar os politicos paulistas.

  42. darcidelfino

    -

    22/05/2011 às 12:20

    Istto prova que eles pençâo no entrece propio nâo no povo que votou neles.È uma cergonha esta politica Brasileira.

  43. MINEIRO

    -

    22/05/2011 às 12:16

    Serra precisa cair na real. Ele não tem, nem de longe, o carism de Lula para achar que pode ganhar na terceira tentativa. Para governador de São Paulo pode ser, para presidente pode esquecer. Não falo como lulista, nunca votei no Lula, graças a Deus. Sempre votei no FHC e no Serra nas duas últimas, agora não voto mais. É fraco no discurso, e medroso no confronto. No primeiro turno votei na Marina, no segundo fui forçado a votar nele novamente. Na próxima eleição tem que ser Aécio, caso contrário, pela primeira vez na vida, anularei meu voto, com muita tristeza pela falta de opção.

  44. cosme ribeiro

    -

    22/05/2011 às 12:12

    Caro Lauro.
    O Governo corrupto do PT, não permanece no poder por mais
    cinquenta anos somente se acontecer uma tragédia de
    proporções iguais a um tsunami, porque se depender da
    oposição que se degladeiam entre si- eles dormem e acordam
    soberanos.
    Que Deus nos acuda.
    um grande abraço.

  45. cecilia

    -

    22/05/2011 às 12:01

    o psdb em vez de fazer oposiçao e honrar os + de 40 milhoes de votos se dedica a mesquinharias; o partido acabou e nao percebeu:o guerra e um terrivel mau carater( e so lembrar o que fez com o Jarbas Vasconcelos que se sacrificou para dar um palanque ao serra e foi sabotado)o aecio e um playboyzinho que se julga acima da lei guiando com habilitaçao vencida e recusando bafometro, o alkimin e pau mandado do chalita,o serra se acovardou…uma das boas figuras do psdb e o Fruet que esta sendo sabotado pelo beto richa.omeu psdb era o do Mario Covas agora sou pps:Soninha, Roberto Freire. Jungman sao pessoas confiaveis.

  46. Kenhiti Ikeda

    -

    22/05/2011 às 11:57

    Eis aí a principal razão para os tucanos terem perdido 3 eleições presidenciais. Eles não se emendam mesmo…….

  47. JUNIOR RAMOS

    -

    22/05/2011 às 11:50

    esse aécio é um fominha obsecado pela idéia de ser presidente do Brasil, na minha opinião o Serra é a melhor pessoa para nos governar. eu acho que o partido deveria fazer logo uma prévia, acabar com essa briguinha e definir o nome e acabar com esse impasse que só interessa a PT.

  48. JUNIOR RAMOS

    -

    22/05/2011 às 11:46

    a oposição é ridicula e não respeita do 46 milhões de votos que tiveram. enquanto o geverno se afunda numa crise, não temos um PSDB unido para fazer coro a voz do povo e investigar esse enrriquecimento sobrenatural do primeiro ministro do Brasil.

  49. Jotaga

    -

    22/05/2011 às 11:35

    Não é mais possivel aturar a briga da oposição. Quem tem razão ??? não sei. A unica coisa que sei, é que o povo brasileiro, que votou na oposição, vai ficando sem esperança de termos dias melhores, para vermos a luz do fim do tunel de tanta corrupção gerada no governo petralha.
    É um momento muito dificil em que o Brasil passa, infelizmente.

  50. MARCOS A.

    -

    22/05/2011 às 11:24

    .. e será que vai ter copa mesmo aqui?? tenho dúvidas…

  51. alvaro

    -

    22/05/2011 às 11:02

    Enquando a oposição INCOMPETENTE e INRRESPONSAVEL fica com briginhas NÃO justificando OS 46 MILHÕES de votos, assistimos a DESTRUIÇAO do PAIS pela CORRUPÇÃO que aumentou enormemente a partir de 2002.
    E A COPA 2014…… vamos sofrer + durante 50 anos…


 

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