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sexta-feira, 25 de março de 2011

6:32 \ Judiciário

Necrofilia e zoofilia

A procuradora da República em Brasília Ana Carolina Araújo Roman investiga se Silas Malafaia, pastor da Assembleia de Deus, teve conduta homofóbica em uma audiência pública na Câmara dos Deputados na qual se discutiu o chamado Estatuto das Famílias.

O encontro, realizado em maio passado, foi marcado para discutir mudanças no direito de família. Malafaia fez um discurso contrário à união homoafetiva. Até aí,nenhuma surpresa em relação às posições conservadoras defendidas pelos evangélicos em geral.

Mas Malafaia foi mais fundo. Exagerou. Pegou pesado. Na sessão, o pastor chegou a dizer que se fosse para concordar com a união gay, então que se liberasse a zoofilia e a necrofilia.

No início de fevereiro, Ana Carolina converteu uma investigação preliminar sobre o caso em inquérito por entender que era necessário continuar com as apurações.

O que Malafaia disse na audiência da Câmara:

– Vamos liberar tudo que tem na sociedade. Vamos colocar na lei tudo que se imaginar. Quem tem relação com cachorro, vamos botar na lei, porque tem gente que gosta de ter relação com cachorro. Eu vou apelar aqui, mas tem que dizer, é um comportamento, ué. Vamos aceitar?

– Quem tem relação com cadáver? É um comportamento, vou botar na lei. Ah, se é um comportamento, ué, estão espantados, vão discriminar, ué? É a favor de quê? Então vamos colocar tudo na lei e onde é que vai parar a sociedade brasileira?

Por Lauro Jardim

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259 Comentários

  • lana

    -

    1/5/2013 às 22:59

    Pastor lhe peço desculpas e ao mesmo tempo de parabenizar pelos seus pensamentos en relacao a humaninidade so que vc esquece de quem sabe tudo e deus ele criador de tudo que ha e nem caia uma folha da arvore sem ele queira um grande abraço.

  • lana

    -

    1/5/2013 às 22:41

    atendo o senhor pastor.

  • alvin

    -

    30/11/2011 às 16:24

    deus não fez merda nenhuma, deus é uma piada, que um bando de merdas acreditam, esse crentes homofobicos vivem atacando os gays, mas quer ver coisa mais gay que cristo, o deus salvador deles é o deus mais baitola ja inventado, cristo além de afeminado era sadomasoquista, cristo é o deus mais ridiculo que ja conheci no mundo da literatura de fantasia, engreaçado que o silas malafaia ser todo machão encher a boca pra falar de cristo, esse deus dragqueen do caralho, cristo é um lixo, é um fraco

  • jerffeson bezerra de macena

    -

    25/10/2011 às 18:08

    que isso e a liberdade de expressão, o pastor silas esta certo em cobrar não os seus mas também o direito de todos. se for assim também devem criar uma lei pra privilegiar a todos. sou contra o casamento homoafetivo!

  • Maicon Dias Fagundes

    -

    9/10/2011 às 3:06

    Reconheço que a prática da homossexualidade é algo que choca a sociedade, não fico surpreso, pois as pessoas reprovam e abominam tudo que não é “normal”. Normal, para a sociedade, é aquilo que é padronizado. Exemplo: “homem deve casar com mulher”, “um homem deve ter apenas uma mulher”, reputo como inglória e infrutífera a luta de todos que são contra a homossexualidade, bissexualidade ou outras formas de as pessoas demonstrarem suas paixões, uma vez que há mais mistérios entre as paixões humanas do que o céu e a terra. Abomino a prática de relações sexuais bizarras e não vejo relação direta entre o fato de alguém ser homossexual ou bissexual com a necrofilia, zoofilia ou pedofilia, existem pessoas sujas em todo tipo de orientação sexual. O que quero deixar claro é que a homossexualidade é apenas mais uma variante das orientações sexuais existentes e não deve ser considerada como doença ou aberração. Sou contra o casamento de homossexuais, mas sou a favor que seus direitos sejam respeitados, mas não vejo problema algum em um casal homossexual adotar um filho, pois cientificamente não há comprovação de que a criança irá sofrer algum tipo de trauma, e como homossexualidade não é doença, e muito menos contagiosa, a criança não vai “pegar” homossexualidade. Ademais, tenho pena de quem ousa taxar quem quer que seja, uma vez que não sabemos porra nenhuma do motivo de nossa existência e não sabemos nada de nada. Devemos, pois, respeitar a todos, pois somos todos iguais, somos todos humanos.

  • Francisco

    -

    17/9/2011 às 9:43

    Discriminação é uma coisa, homofobia é outra coisa. Deus nos fez com características definidas, homem e mulher. As relações homossexuais existem desde o inicio dos tempos. Vejamos, que coisa mais estúpida e antinatural, um homem introduzir o pênis no ânus de outro homem. O ânus é a saída dos excrementos, dejetos resultantes da alimentação que não servem para o bom funcionamento dos órgãos do corpo. As fezes, nauseabundas, contaminadas, indesejáveis, cheias de bactérias, contaminam sem dúvidas o sujeito ativo, assim como se contrai HIV e outras doenças e afinal de contas não se reproduz a espécie pelos intestinos. Isso é aberração deslavada, aceita pela sociedade e se acham seus seguidores imunes a criticas. É recriminável sim e também é hipocrisia de aqueles que defendem essas práticas, principalmente os políticos que para ganharem votos criam leis e situações favoráveis a esse seguimento. A necrofilia e outros desvios também unem duas ou mais pessoas. Imaginem uma pessoa defecando na boca da outra. Tem coisa mais asquerosa e nojenta? Na homossexualidade os parceiros também fazem sexo oral anal.Isso é normal? É no minimo asqueroso. No fundo, acredito que se deva respeitar os direitos dos outros, mas não se confunda respeitar com incentivar abertamente para correr o risco de influenciar crianças e jovens a seguir essas trilhas como se fosse normal e natural, ser homossexual. Deve ser grande a decepção de pais que descobrem filhos que são homossexuais, quando eles sonharam com uma família normal, filhos, netos e etc., se esses pais aceitam depois do descobrimento, é porque é humano fazer isso e não porque o filho ou a filha tem que ser feliz dessa maneira. Quem escolheu ser assim viva sua vida como quer, mas não tentando publicamente influenciar a sociedade a aceitá-los como um fato normal, porque não é normal, é uma parafilia. A mesma coisa diria que, quando a sociedade aceita a adoção de crianças por homossexuais, isso é contraditório para a formação da personalidade de qualquer criança. O menino homem , por exemplo, descobre que o pai e a “mãe” são dois homens, que se beijam na boca e dormem juntos. A criança vai se perguntar: o que esta acontecendo? Vou ser igual a quem? A ele ou “ela” (ele de novo)?. Meus Deus! Terrível. Nesse aspecto sou contra e não estou fazendo discriminação.

  • amanda emidia oliveira

    -

    21/7/2011 às 8:17

    pastor estar mais uma vez certo,quem duvida leia romanos capitulo 1 vers.26 em diante:PELO QUE DEUS OS ABANDONOU AS PAIXÕES INFAME,POR QUE ATE AS SUAS MULHERES MUDARAM O USO NATURAL AO CONTRARIO A NATUREZA,E SEMELHANTEMENTE O HOMEM DEIXANDO O USO NATURAL DAS MULHERES,A SE INFLAREM SUAS SENSUALIDADES UNS PARA COM O OUTRO, COMETENDO TORPEZA,E RECEBENDO EM SI MESMO A RECOMPENSA QUE CONVINHA AO SEU ERRO…. O texto fala claramente de relações homossexuais.

  • Fubas

    -

    12/5/2011 às 14:57

    O cara é bom hein?! Que bom que há pessoas defendendo-nos desta lei perigosa.
    Daqui para frente ser Homem – Branco – Hetero será um crime.

  • Adilson dos Santos

    -

    20/4/2011 às 2:57

    É surpreendente como o conflito de interesses é instigador de discussões. Mas, lendo os comentários dos leitores, que no embate de palavras e pensamentos absolvem e condenam. Fica nesse meio uma pergunta sem resposta. Qual é a família que queremos ter?
    Atrevo-me a afirmar que a grande maioria das pessoas deseja ter uma família grande, pequena feliz, unida ou simplesmente normal. E ai eu pergunto aos senhores, Qual é o conceito de vocês de uma família normal? Para mim é uma família constituída no matrimônio entre um homem e uma mulher. Se eu estiver errado desculpem a minha ignorância e o atrevimento de estar entre vocês. A estrutura da família normal não é mudada, alterada, customizada ou até mesmo feita um upgrade na Bíblia pilar do Catolicismo, Protestantismo e Evangelismo ou no Alcorão pilar do Muçulmanismo, ao contrário em ambos os livros sagrados é veementemente condenável a relação entre pessoas do mesmo sexo ou relações entre humanos e animais. Senhores a quem absolver ou condenar? Quantas leis irão criar para atender ao interesse de grupo A, B, C ou D? Temos é que como cidadãos usar do bom senso e discernimento para defender os valores que acreditamos serem os mais corretos e benignos para a sociedade, afinal de contas a família é à base da sociedade. Vamos participar proativamente combatendo o lobby dos grupos que lucram com a desestruturação das nossas famílias. Sim não sejamos ingênuos ao ponto alicerçarmos nossas convicções em praticas liberalistas ao extremo. Para finalizar, a orientação sexual das pessoas é uma prerrogativa de cada uma, não tenho nada a ver com isso, mas, institucionalizar uma relação condenável é um absurdo. Absurdo maior é a população brasileira assistir a tudo isso, incólume, sem fazer nada.

  • livre

    -

    18/4/2011 às 3:07

    Gostemos ou não do que o Silas Malafaia diz, o certo é que ele tem (ou deveria ter) o direito de expressar suas posições (se vivêssemos numa deomocracia), sem ser policiado e ameaçado por Ministério Público e outros agentes da Polícia do Pensamento gayzista e da esquerdopatia institucionalizada. Liberdade de expressão, alguém ainda sabe o que é isso, ou já foi completamente pro saco, como tanta coisa mais neste país?
    E uma questãozinha básica pros militantes gays donos da verdade e para os capachos da ditadura politicamente correta em geral (otoridades e mídia incluídas): Por que a comparação com zoofilia e necrofilia é “ofensiva” aos gays? Isto não seria um “preconceito” gay contra os zoófilos e necrófilos, adeptos de outras preferências sexuais? Os gays não gostam de pregar em suas paradas de orgulho e pelos meios de comunicação que “toda forma de amor” é válida?? Ou será que os mui tolerantes gays se acham superiores, melhores que os zoófilos e necrófilos?? Quanto preconceito, quanta zoofobia e necrofobia da parte desses gayzistas fundamentalistas!!

  • Rafael Jácome

    -

    7/4/2011 às 15:46

    Mas a união homossexual não é composta por dois seres racionais, pensantes e de livre escolha social? A necrofilia e zoofilia não…

  • Rafael Jácome

    -

    7/4/2011 às 15:40

    Mas a união homossexual não composta por dois seres racionais, pensantes e de livre escolha social? A necrofilia e zoofilia não…

    Dois homossexuais que vivem de acordo com os padrões éticos ACEITÁVEIS, tais como responsabilidades, afetividade, conduta monogâmica, conduta psicológicamente racional e saudável são capazes de educar de educar uma criança SIM!
    O erro da sociedade é em ACHAR que todo gay é “bicha loca” que vive de dá, o que não é verdade, existem muitos homossexuais mais responsáveis e fieis a seus parceiros do que muito hetero politicamente correto por ai. Silas muito bom orador e pensador, o adimiro em alguns aspectos, mas ai foi totalmente equivocado! (Não sou gay, só acredito que carater moral/sexual não depende da escolha sexual e sim como vc exerce a mesma.)

  • André LDC

    -

    2/4/2011 às 9:18

    Deus ama até aqueles que não creem na sua existência.
    Respeitemos o direito de todos acreditar ou não acreditar em algo.
    O resto é proselitismo estúpido e excludente.

  • Xavier

    -

    1/4/2011 às 12:34

    Que absurdo! Tantas declarações pessoais, algumas até com certa coerência e outras cheias de insanidade.
    Conclusão: “O mundo sem DEUS é frustrado.”

  • cildo menezes

    -

    31/3/2011 às 11:47

    Esse “pastor”, demonstra absoluta falta de conhecimento em relação ao homossexual. Compará-lo ao necrófilo e ao zoófilo, são são doenças, o Silas Malafaia se apresenta como alguém incapaz de defender a pessoa humana, menos ainda conseitos religiosos.

    Aconselho-o estudar mais, sobretudo: Psicologia, antropologia, História, a Hermeneutica e a Hesegesa das Sagradas Escrituras para não ficar por ae posnado de sábio, não passa de um pastorzinho “miope”.

  • André LDC

    -

    31/3/2011 às 9:32

    Marcio Pompilio, que comentou em 30/03/2011 às 19:17:

    Seu comentário foi sensato.
    Aos que, pelas minhas opiniões, pensam que sou militante desse ou daquele movimento, advirto que eu sou a favor de que todos sejam tratados com igualdade.
    E que, se há situações que levem a subtração injustificada de direitos a certas pessoas, a lei deve buscar a correção deste problema. Contudo, de forma equilibrada, para evitar novas injustiças.
    Além disso, a lei deve acompanhar as mudanças sociais, mas de forma ponderada.
    Infelizmente, a bancada religiosa do Congresso Nacional quer barrar até mesmo mudanças normativas simples, apenas pelo prazer de demonstrar que pode fazê-lo.
    É o caso da possibilidade de casais homoafetivos declararem Imposto de Renda em conjunto, objeto de ação judicial por dois parlamentares declaradamente evangélicos, sendo um deles, infelizmente, eleito pelo povo do Estado de Goiás, de onde venho e onde (ainda) moro.
    Por outro lado, sou contra a beligerância de certos militantes homossexuais. Reconheço sua coragem e o fruto dos seus esforço. Porém, não sou a favor de que haja uma classe de privilegiados por conta de sua orientação sexual, seja ela qual for.
    O meu desejo é que a vida privada de cada um, no que não se imiscuir com a vida pública, não sirva de pretexto para que ainda existam no Brasil cidadãos de segunda classe.
    E que cada pessoa vítima de alguma espécie de preconceito (e isso inclui os evangélicos, que por décadas foram proibidos de professarem sua fé livremente no Brasil, mas se esquecem deste passado ao perseguirem outros grupos) tenha um mínimo de empatia e compreenda o impacto das palavras.
    Não é o caso de se defender cegamente o politicamente correto, e sim reconhecer que palavras podem ferir.

    Depois de tudo isso, reafirmo a importância de se buscar o equilíbrio, conforme você disse. Saber diferenciar uma condição inata do ser humano de desequilíbrios psicológicos é um bom passo rumo ao entendimento.

  • Marcio Pompilio

    -

    30/3/2011 às 19:17

    Calma, Silas Malafaia. Vc sempre foi exagerado. Até nas suas pregações. De certa forma, eu entendo a abordagem dele. Ele tentou fazer um exercicio de lógica, apresentando premissas polêmicas….Mas não vamos exagerar!!! Ele está colocando tudo no mesmo balaio (psicopatia com homossexualismo) Será que ser homossexual é doença física ou mental??? A ciência já disse que não! Ser necrófilo ou zoófilo ou pedólio é ser portador de psicopatia.

    Agora em relação à homofobia, a Constituição nossa já previa que o Estado deveria luta contra toda discriminação, por sermos uma nação plural, etc, etc. O duro é implementar isso.

    Mas espero que nossos legisladores pensem estas questões com muito cuidado. Se não, logo, logo, nós os heterossexuais, é que seremos as vítimas de preconceito.

    Como dizia o ditado “Nem tanto ao mar, nem tanto à praia”.

    Que façam as coisas com equilíbrio, por que já dizia um filósofo (Sócrates ou Cícero?): “A virtude está no meio”.

    O norte a ser seguido é a ordem e a paz social. Não iniciem uma guerra, pois o nosso país ainda é pacífico, apesar de tudo!!

    Que os contrários se entendam, sem tirar direitos há muito estebelecidos e sem impor deveres por demais excessivos!!!

  • Fernando

    -

    30/3/2011 às 18:44

    Graças a Deus não conheço o Sr. Ricardo D. e assim que fechar a página, nem vou lembrar que ele existe.

  • -

    30/3/2011 às 15:05

    Hj em dia QUALQUER COISA QUE FAÇA OU DIGA é PRECONCEITO…
    Esse negócio de “politicamente correto” É UM SACO!
    Logo logo, graças ao pt quem for branco, paulista, heterossexual SERÁ PRESO!
    RIDICULO!

  • Fadrick Paiva

    -

    30/3/2011 às 14:12

    Meus sinceros e devotos votos de parabéns ao Ricardo D. pela sua explanação simples e direta. Já estou copiando e salvando, porque afirmações tão bem explicadas e de conteudo denso devem ser preservadas. Você deveria estar no lugar dos tiriricas, dos malafaias e similares.

  • MARCIO

    -

    29/3/2011 às 22:03

    ricardo d , é por esses seus motivos que Deus esta neste momento indignado com o destino que sua criação tomou, uma vez que ele deu a criatura o livre arbítrio.

  • André LDC

    -

    29/3/2011 às 19:56

    Ricardo D., que comentou em 29/03/2011 às 16:08:

    Seu comentário foi excelente, no mínimo.
    Sua argumentação foi direto ao ponto.
    Parabéns!

  • Ricardo D.

    -

    29/3/2011 às 16:08

    Deus se parece tão preocupado com a orientação sexual do indivíduo que soa estranho Ele ter criado um Universo, há mais de 14 bilhões de anos, com cerca de 200 bilhões de galáxias, cada uma com 200 bilhões de estrelas, trilhões e trilhões de planetas, eventos sublimes como supernovas, raios gama, pulsares, quasares etc só para, chegando na minúscula e insignifante Terra, condenar os homossexuais ao sofrimento eterno do inferno. Não parece absurdo demais o que se prega em vossas igrejas e na Bíblia? Pq Deus cria o sujeito com o impulso biológico para os do mesmo sexo e depois condena isso? Pensem no contrário e perceberão o absurdo: se a heterossexualidade fosse pecado, vc teria como escapar da condenação eterna do inferno? Teria vc condições de virar homossexual? Tem como vc, heterossexual, deixar de sentir atração pelo sexo oposto?
    Agora Deus tem esse peculiar interesse na orientação sexual do sujeito e, pior, coloca lado a lado com “pecados” como homicídio, desonestidade etc. Dizem que tudo ocorre por conta da queda do Homem no Éden. Daí em diante o Homem se tornou responsável pela sua escolha.
    Pois é, um sujeito peca e o resto paga, um belo exemplo do princípio da intranscendência.
    Antes de argumentar contra a homossexualidade, pq não se perguntam pq Deus criou um Universo há tanto tempo (14 bilhões de anos), com tantas galáxias, estrelas e planetas? Só para que fosse matematicamente possível nossa existência derivar do caos e assim nos confundir com a ciência, a qual, inclusive, Ele próprio nos deu? Pq Deus teria criado a Terra há mais 4 bilhões de anos? Só para que fosse possível e plausível o surgimento espontâneo/imotivado da vida e sua evolução até os dias de hoje? Contraponham os fatos à Bíblia e sairão desconcertados. Parem de discriminar os homossexuais pq foi “Deus” quem os fez assim. Ninguém pede para nascer homossexual. Aliás, se pudessem pedir pediriam para nascer heteros, uma vez que lidar com o preconceito que permeia a nossa era é algo insuportável.
    Pensem antes de seguir cegamente o que lhes é vomitado.
    Abraços

  • André LDC

    -

    29/3/2011 às 13:29

    Ricardo, que comentou em 29/03/2011 às 9:32:

    Começo lamentando que você não conheça o significado da palavra “ironia”.
    Se você fosse mesmo um padre ou um pastor, eu ficaria ainda mais abismado com a sua falta de respeito, a sua arrogância e sua ignorância calculada.
    Aliás, que negócio é esse de dizer o modelo do seu carro?
    A quem você quer impressionar?
    Ridículo é o adjetivo mais suave para um ato desse tipo.
    Fico feliz por você não ir à missa para pedir bens materiais. Se bem que isso é obrigação de todo cristão, mas a tal da “teologia da prosperidade” está aí à solta.
    Realmente, o resto da sua vida não me interessa. Tampouco a minha vida é da sua conta.
    Não participo de passeatas, tampouco as organizo. Prezo pela minha individualidade.
    Mas se houver um motivo justo e a passeata não for um mero instrumento de proselitismo, seja ele qual for, eu participarei.
    Continuo postando neste tópico em parte para expor meu ponto de vista (ou acha que a democracia só funciona a seu favor?), em parte para responder aos ataques de indivíduos feito você.
    No mais, comento em blogs de vez em quando. A frequência com que o faço não é algo tão intenso quanto você imagina, embora isso, reafirmo, não seja da sua conta.
    E é muita baixeza da sua parte imaginar que eu pretenderia mudar de sexo.
    Aliás, a mudança de sexo não é algo leviano como poderia pensar.
    Sua falta de conhecimento não lhe autoriza a fazer pouco de pessoas que nasceram em um corpo cujo sexo não corresponde ao gênero com o qual se sente à vontade.
    Tanto é verdade que o processo de mudança de sexo exige avaliações médicas e psicológicas bastante intensas, por ser um procedimento drástico e irreversível.
    Não é um mero capricho.
    E a lei deveria, após comprovada a alteração de sexo, prever expressamente a alteração de todos os documentos da pessoa, algo cuja importância nem todo juiz compreende (antes que você faça coro ao Xavier e alegue que o juiz só pode decidir sobre o que consta na lei, procure ler o art. 4° da Lei de Introdução ao Código Civil).
    Não tenho nenhum conflito com o sexo com o qual nasci. E mesmo que tivesse, mereceria o respeito que qualquer ser humano merece.
    Não quero ter apoio de plateia alguma.
    Sigo a minha consciência.
    Se eu quisesse gente para me aplaudir, seguiria pensamentos retrógrados feito os seus, os quais são compartilhados por muita gente por aí.
    E sobre isso de dar a “marcha à ré”, é algo que não é da conta de ninguém.
    Não vou me rebaixar ao seu nível subterrâneo para argumentar sobre o respeito à intimidade alheia.

  • André LDC

    -

    29/3/2011 às 13:08

    Xavier, que comentou em 29/03/2011 às 8:31:

    Não retiro nenhum dos adjetivos que usei para qualificá-lo.
    Se os usei, foi porque seus comentários falaciosos me ofereceram subsídio para tanto.
    Quem me conhece pessoalmente é que pode dizer se sou equilibrado emocionalmente ou não.
    Quanto a não ter preconceitos, todos nós os temos.
    A melhor forma de quebrar um preconceito é admiti-lo.
    Quando alguém diz não ter preconceitos, é um mentiroso, consciente ou não disso.
    E você, percebe-se, não admite seus preconceitos.
    Você se refere à minha “opção sexual”. Primeiro que isso não é do seu interesse. E, em segundo lugar, o certo é “orientação sexual”.
    Afinal, se fosse para conviver com gente refratária feito você, muitos homossexuais não quereriam ser o que são.
    Eu não disse que você se considera acima dos outros por ser cristão, e sim que a Constituição já protege os religiosos de forma bastante específica.
    Aliás, muita gente desonesta usa a religião como escudo para se proteger de críticas.
    Muitos advogados, no afã de defender seus clientes em juízo, apelam a expressões do tipo “fulano é religioso”, “temente a Deus” e outros argumentos tíbios.
    Você não compreendeu que o espírito do PL 122 é o mesmo das leis contra o racismo.
    Não é por causa das nominações que usei quanto à sua pessoa que você não quer prosseguir o debate.
    É porque você prefere desqualificar meus argumentos e não se digna a responder minhas indagações.
    Falando nisso, a prova de que a homofobia e o racismo são irmanados está no que aconteceu no programa CQC de ontem: o deputado Jair Bolsonaro, uma das pessoas mais detestáveis do Brasil, afirmou que um filho seu não correria o risco de namorar uma mulher negra, pois foi bem criado.
    Antes disso, alegou que jamais correria o risco de ter um filho homossexual, como se isso fosse uma moléstia.
    É para os Bolsonaros e Malafaias da vida que o PL 122 precisa ser aprovado.

    Se você não ficar fazendo ctrl+c e ctrl+v da Constituição e quiser discutir o assunto seriamente, inclusive do ponto de vista jurídico, esteja à vontade.
    Aliás, mesmo sabendo que você prefere desqualificar seu opositor a responder a uma pergunta que seja, indago-lhe: em que estaria erradas as centenas de decisões judiciais que reconhecem direitos que a lei sonega a várias pessoas tão somente por sua orientação sexual?
    Não vale dizer que não há lei sobre o tema, porque isso não é desculpa (o art. 4° da Lei de Introdução ao Código Civil diz o seguinte: “Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais de direito”).

  • André LDC

    -

    29/3/2011 às 11:56

    Dye, obrigado pelas suas palavras.
    Embora eu acredite em Deus, sou simpático aos ateus.
    Porque honestidade, respeito ao próximo e outros bons valores independem da crença num deus ou de qualquer religião.
    Fico triste quando o ateísmo é associado à falta de moral ou a outros deméritos.
    Gostei da sua argumentação no seu último comentário.
    Não precisamos da “voz rouca das ruas” a nos defender, por volúvel.
    Já temos a ciência a nosso favor.
    Apenas um reparo: não é que eu tenha tanto conhecimento sobre os assuntos que comentei. Qualquer pessoa minimamente sensata, seja qual for a sua orientação sexual, deve aprender a debater honestamente.
    Parabéns por sua coragem e firmeza de princípios.

  • Ricardo

    -

    29/3/2011 às 9:32

    Senhor(a) André LCD, não sou pastor/padre como sugere preconceituar. Aos domingos pego meu Mercedes CLK 320 Avangard e vou à missa adorar e agradecer ao Criador, sobretudo. Menos pedir algo material. De sobra ainda ouço o padre e cumprimento o semelhante, jamais para arrebanhar pessoas e organizar passeatas. De resto, não te interessa. E vc, o que faz além de organizar passeatas e ficar postando em blogs como um alucinado e obcecado defendendo a sua mudança de sexo para ter apoio da platéia e dar a “marcha à ré” com tranquilidade de quem não está fazendo nada de anormal?

  • Xavier

    -

    29/3/2011 às 8:31

    André LDC – que comentou em 28/03/2011 às 19:12
    Sinceramente, pensei que você se tratava de alguém equilibrado emocionalmente e sem preconceitos. Grande engano !
    Primeiro vc me chamou de mentiroso, agora de preconceituoso, hipócrita, fariseu, legalista, etc.
    Saiba que vc não é melhor que ninguém por sua opção sexual; somos todos iguais desde que cumpramos as leis. Também não me considero cidadão acima de qualquer outra pessoa por ser Cristão. Desse modo, tanto como os homofóbicos, estás agindo preconceituosamente ao me nominar desta forma.
    Só para teu governo, não é sugestão pessoal, mas do texto contido nessa lei que tentam aprovar, com textos, inclusive discriminatórios; estes permitem essa interpretação. Também para tua informação, esse texto que mencionei foi extraído de um parecer jurídico, considerando inconstitucional o texto encaminhado.
    Sem mais, encerro aqui nosso debate, pois as nominações feitas por você me incapacitam em fazê-lo.
    DEUS TENHA MISERICÓRDIA DE VOCÊ!

  • Dye

    -

    29/3/2011 às 1:35

    eu não encontro eco na sociedade mesmo, eu encontro milhões de vozes pelo mundo dizendo que eu não sou a unica, mais milhões que me defendem, a ciência dizendo que eu não sou doente.
    E alguns ainda se negam a ver isto, fazem teorias sem fundamento, distorcem a interpretação das leis.

  • José

    -

    29/3/2011 às 1:24

    Silas Malafaia não pegou pesado nem exagerou. Leia o livro “Antes que Anoiteça”, do grande escritor e militante gay Reinaldo Arenas, e saberá do que estou falando.

  • Dye

    -

    29/3/2011 às 1:13

    e eu sou ateísta a tanto tempo, ou antes de me descobrir homossexual tah…
    “deus” me deu pouca fé desde criança
    e ele nunca voltou ver se eu precisava de mais um pouquinho dela

  • Dye

    -

    29/3/2011 às 1:09

    Obrigada André LDC pelos elogios anteriores e a defesa, seus comentários são muito inteligentes e se vê que você tem mto conhecimento no que está dizendo…

    enfim, eu não entro “na casa” de quem não me aceita.
    lembrando que o protestantismo veio depois do catolicismo, e mto antes sempre houveram mtas outras religiões, ou seja deus não fez o homem a sua imagem e semelhança e sim O HOMEM FAZ DEUS A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA.

    e quando disse repugnancia a ser tocada pelo sexo oposto digo sexualmente…
    tenho mtos amigos, irmão, pai, familiares e um abraço um gesto de amizade, de carinho são mto bem vindos

  • Maciel

    -

    28/3/2011 às 23:44

    creio que a discução sobre homobia esta um pouco que confusa , vivemos num país livre se um homem quer morrar com outro e mulher com outra,ter relação sexual com outro é problema deles pois já acontece , futuramente poder aparecer um outro grupo dizendo que o alcolotrar , pdofilo ou qualquer coisa que tal grupo julgue como um ato de homofobia fico imaginando onde vamos parar se somos entrer aspa livres então qualquer pessoa tem o direito de se manisfetar com quiser , ditadura j,a passou ou ressucitaremos o famoso AI5,que matou ,prendeu em nome da LEI , sou a favor de um plebiscito para que o povo escolha e não pessoas que por alguns previlégio ou grpo politico faça algo incosequentemente.

  • André LDC

    -

    28/3/2011 às 19:17

    Ricardo, sua crítica à Dye é pusilânime.
    De onde você tirou essa de que os gays inventaram seu próprio deus?
    Muitos gostariam de serem aceitos por suas religiões de origem, mas são vítimas da falta de compaixão dos seus pares.
    Uma sociedade que não tolera a diversidade está doente.
    Considerar os gays como “doentes”, como você leva a pensar, é tratar o sintoma em vez da causa do problema.
    Aliás, o doente, aqui, é você.
    Vá pastorear com esse papo furado em outro canto!
    Tenho pena do seu rebanho, sabia?

  • André LDC

    -

    28/3/2011 às 19:12

    Xavier, que comentou em 28/03/2011 às 14:29:

    O tratamento igualitário que todos devem receber da lei não se limita a aspectos formais.
    Caso contrário, por que você não defende a paridade entre a licença-maternidade e a licença-paternidade?
    Parto deste exemplo para dizer que, perante o Direito, o que importa mesmo é a igualdade material.
    E é em nome dela que se admite tratamentos diferenciados entre algumas pessoas, considerando que, naturalmente, elas recebem tratamentos desiguais, portanto injustos.
    Assim ocorre com o casal homoafetivo que constitui uma unidade sentimental e patrimonial, dentre outros aspectos.
    Quando duas pessoas vivem em comunhão afetiva e adquirem bens e direitos em conjunto, não faz sentido tratá-las como se fossem meras sociedades de fato, pois o assunto, aí, se inclui no Direito de Família.
    E não falo apenas de direitos. Recentemente, o TJ-SP concedeu um pedido de liminar para que um homem pudesse receber pensão alimentícia de um ex-companheiro que o deixou sem condições de se sustentar, considerando que viviam como um casal há alguns anos e que o réu na ação se beneficiou dos frutos adquiridos pelos dois, situação que se inverteu quando o autor ficou desempregado e, algum tempo depois, foi abandonado pelo companheiro, que havia lhe prometido assistência enquanto não pudesse retornar ao mercado de trabalho.
    A liberdade de expressão não deve servir de pretexto para humilhar pessoas indiscriminadamente.
    Aliás, toda liberdade é válida até o momento em que conflitua com outra liberdade. Quando isso ocorre, cabe ao Direito dizer qual liberdade prevalecerá.
    Portanto, se até o direito à vida admite limitações (ex.: estado de necessidade, legítima defesa, etc.), por que o mesmo não se daria com as liberdades?
    Quanto ao art. 8º do PL 122, o que isso difere do que consta dos crimes de racismo e de injúria qualificada por racismo?
    Aliás, se quisessem mudar o Código Penal para criar o tipo penal da injúria qualificada por homofobia, você seria contra?
    Cabe ao julgador interpretar a lei para evitar punições exageradas.
    Negar direitos a um grupo de pessoas sob o pretexto que você apresentou é ridículo.
    Ou você acha que a lei deveria mudar para que chamar alguém de nomes depreciativos em razão da cor da sua pele deixe de ser “delito de opinião”?
    O ideal, na sua visão torpe, é que regredíssemos ao tempo em que a expressão “preto de alma branca” era algo aceitável?
    Não venha com essa de que uma lei que vise reduzir a discriminação contra homossexuais é sinal de totalitarismo.
    Quando “a oposição seja de cunho moral, ético, filosófico ou religioso”, você ignora o fato de que muitos indivíduos racistas e/ou homófobos se valem de argumentos de cunho moral, ético, filosófico ou religioso para justificarem suas perseguições a quem lhes desagrada por ser “diferente”.
    Sua visão do Direito Penal procede.
    Agora, convenhamos, quando se sabe que milhares de pessoas no Brasil são ofendidas, tem seu direito de ir e vir limitado, são demitidas, perdem promoções, são humilhadas, tem vários direitos sonegados, são agredidas fisicamente e, em alguns casos, até assassinadas, tão somente por não serem heterossexuais, você ainda acha que não é o caso de se recorrer ao Direito Penal para ao menos não estimular a impunidade nesses crimes todos?
    Por acaso a integridade física e moral, a honra, a dignidade, a liberdade e a vida dos homossexuais vale menos do que a das demais pessoas?
    E não me venha com essa de que essas garantias são plenamente tuteladas pela legislação vigente!
    Ninguém perde nada na vida por se dizer heterossexual.
    Mas quando se é homossexual, olhares enviesados são apenas a manifestação mais leve de desapreço que se pode sofrer.
    Quando um homossexual é agredido apenas por sua condição, a lei não servirá de exemplo para o agressor. Muito pelo contrário.
    Você ignora que existem pessoas perturbadas, provavelmente por não admitirem seus próprios desejos sexuais, e que, quando em grupo, agridem e até matam gays, lésbicas, travestis e afins.
    Por acaso esse tipo de conduta não merece ser tratada de forma mais rígida pela lei?
    Sabe o que é abusivo?
    É ver um jovem sendo vítima de bullying na escola por não ser heterossexual e a direção da escola, não raro, punir o aluno agredido em vez do agressor.
    É saber que milhares de jovens desistem dos estudos porque não suportam serem humilhados diuturnamente por jovens filhos de pais preconceituosos feito você.
    É tomar conhecimento de que muitos homossexuais inteligentes e esforçados recebem tratamento inferior a heterossexuais não tão competentes em seu trabalho.
    É ainda ver que jovens ainda são expulsos de casa porque seus pais não os aceitam como são.
    E por aí segue.
    Eu até gostaria que os homossexuais fossem respeitados por serem cidadãos, e não por sua orientação sexual.
    Porém, no mundo em que vivemos, onde o que se faz entre quatro paredes ainda é objeto de chantagem, perseguição e violência contra o próximo, a lei precisa responder a essa desigualdade de tratamento sendo calculadamente desigual, para que se chegue à igualdade material.
    É muita má-fé da sua parte supor que a demonstração de afeto a que se refere o PL 122 possa abranger atos obscenos.
    Um ato obsceno, sejam quem forem seus praticantes, não pode ser praticado em público.
    Agora, um beijo entre dois homens e duas mulheres, quando não venha acompanhado de gestos mais lascivos, é ato obsceno?
    Pode ser desagradável aos seus olhos, está no seu direito.
    Mas não tente classificar isso como obscenidade, considerando que há casais hetero que se agarram em frente a crianças e, não obstante, não se ouve falar em pessoas constrangendo-os a não se beijarem para não ofender a sensibilidade alheia.
    Enquanto isso, casais homo, ao trocarem inocentes selinhos em público, são, no mínimo, convidados a se retirarem do recinto.
    A palavra “lei” é polissêmica, caso não saiba.
    Ademais, o Direito prevê que, acima das regras, há os princípios gerais do Direito, os quais devem ser respeitados por toda lei.
    E a Lei de Introdução ao Código Civil prevê que a ausência de norma sobre determinado tema obriga o julgador a recorrer à analogia, aos costumes e aos princípios gerais do Direito.
    Por isso é que, quando um juiz reconhece uma união homoafetiva, ele não está inventando uma lei, mas preenchendo uma lacuna legal.
    Por analogia, compara-se essas uniões às heterossexuais, no que não conflitar. Por costumes, há incontáveis casais similares, alguns já com seus direitos em parte reconhecidos. E por princípio, temos o da dignidade da pessoa humana.
    Quando você se apega às leis em demasia, age com a mesma hipocrisia quando fala em religião.
    Enquanto religioso, você é um fariseu.
    Enquanto defensor da lei, você é um legalista encabrestado.
    Se o PL 122 prevê uma pena para discriminação maior do que a do homicídio, cabe a adequação devida.
    É claro que uma morte é mais grave do que uma ofensa.
    Porém, muitos homossexuais morrem e seus assassinos recebem penas mais brandas do que pessoas que se valem da liberdade de expressão contra certas pessoas públicas e são vítimas da indústria da indenização por dano moral.

    Com isto, encerro minha argumentação.
    Se vier com legalismo barato pra cima de mim, receberá uma resposta à altura.
    A lei deve ser respeitada. Porém, o Direito se presta à justiça.
    Quando a lei é aplicada sem esse cuidado, perde o sentido.

  • André LDC

    -

    28/3/2011 às 18:04

    Dorothy Lavigne, que comentou em 28/03/2011 às 13:29:

    Começo agradecendo por ter lido meus comentários.
    Quanto aos seus apontamentos, vejamos:
    1) Boa pergunta. Seria o caso de proibir não apenas o matrimônio entre pessoas estéreis, mas também entre idosos, caso a reprodução seja o único pretexto válido para o casamento. É como o impagável Zé Simão dizia quando George W. Bush se manifestava contra o casamento entre homossexuais: não precisa se preocupar, não será obrigatório.
    2) Sobre a Lei Geral das Religiões, ela foi uma resposta à concordata firmada entre o Brasil e o Vaticano. A rigor, malgrado o Vaticano ser um Estado soberano, nosso país não tinha por que assinar essa concordata, que está servindo de base para os que defendem o ensino religioso obrigatório nas escolas públicas, assunto cuja constitucionalidade está em discussão no STF.
    Os religiosos que se manifestam contra o PL 122 se esquecem de que a Constituição Federal lhes assiste de forma clara e específica. Os templos possuem imunidade tributária. O Estado não pode criar obstáculos para os cultos. E isso só para começar.
    Ao passo que a lei não traz nenhuma ressalva contra o preconceito por motivo de orientação sexual.
    Não, a lei não deve conter nenhuma vantagem às religiões além das que já existem. Portanto, essa Lei Geral das Religiões pretende tratar os religiosos como cidadãos com mais direitos do que os demais.
    Curiosamente, esse argumento é usado por eles para rechaçar a criação de uma lei anti-homofobia.

    Enfim, o assunto vai longe. De qualquer forma, grato pela sua contribuição ao debate.

  • Ricardo

    -

    28/3/2011 às 16:03

    Os Gays buscam resposta para seu comportamento e não encontram eco na sociedade, na igreja, nas religiões, na bíblia, na família… e então passam a rejeitar/abominar tudo isso. Uns tornam-se descrentes e outros perfilam uma religião “particular” e até idealizam um Deus próprio, para sentirem-se melhor e não precisarem assumir compromisso com nenhuma doutrina, apenas a sua própria. Alguns gays passam a “viver na deles”, outros se revoltam contra a sociedade em geral, agridem verbalmente quem lhes confrontam, formam lobbys para postarem, e outros encontram eco e se aliviam apenas na Avenida Paulista. Alguns são eternos conviventes do medo e preferem acreditar que “nasceram assim” e experimentam a verdadeira homofobia na forma de “Sabe o que é repugnância de ser tocado por uma pessoa do sexo oposto?”

  • César Silva

    -

    28/3/2011 às 15:17

    Não vejo comparação alguma feita pelo pr. Malafaia do homosexualismo à zoofilia ou necrofilia.

  • Xavier

    -

    28/3/2011 às 14:29

    André LDC,
    Art.5 º. Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,garantindo -se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida,à liber-
    dade,à igualdade,à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
    [...]
    VI –é inviolável a liberdade de consciência e de crença,sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida ,na forma da lei,a proteção aos locais de culto e as suas liturgias ; [...].
    Art. 18 “Todo homem tem direito à liberdade de pensamento, consciência e religião; este direito inclui a liberdade de mudar de religião ou crença e a liberdade de manifestar essa religião ou crença pelo ensino, pela prática, pelo culto e pela observância isolada ou coletivamente, em público ou em particular”.

    É livre a manifestação de pensamento (art. 5º, IV CF), inviolável a liberdade de consciência (art. 5º, VI CF), do mesmo modo que são invioláveis a intimidade, a honra, a imagem e a vida privada das pessoas (art. 5º, X CF).

    Parece realmente que vc desconhece o texto original que está em questão, no que tange a PL 122 .

    O Artigo 8° do PLC 122/06, que altera o art. 20 da Lei 7716/89, pela redação aprovada, é crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de orientação sexual e identidade de gênero. O disposto no art. 20 engloba a prática de qualquer tipo de ação capaz de produzir algum constrangimento de ordem moral, ética, filosófica ou psicológica. Com tal legislação o Brasil estaria instituindo o chamado delito de opinião, o que é inadmissível. É a face mais horrenda do totalitarismo: o Estado decretando uma suposta “verdade absoluta” – e qualquer proibição ou oposição a esse corolário de “verdade” (é passível de prisão), nada importando que a oposição seja de cunho moral, ético, filosófico ou religioso.

    Por fim, deve-se lembrar que o Direito penal é a “ultima ratio” vale dizer, só deve ser chamado a agir quando estiver em risco bens jurídicos de altíssima relevância e cuja proteção não possa ser garantida por outros ramos do direito. No caso em tela, a honra, a dignidade, a integridade e a liberdade sexual dos homossexuais já são plenamente tuteladas, e a violação aos seus direitos já acarretam conseqüências ao infrator, sendo eficazmente reprimida por sanções administrativas ou civis. Assim, a sanção penal é desnecessária e, por isso, abusiva. Nota-se que o que se pretende com o chamado projeto de lei da homofobia não é garantir direitos, mas sim dar aos homossexuais mais direitos do que já têm. É certo que os homossexuais devem ter sua dignidade e seus direitos respeitados, não em razão de sua orientação sexual, mas por serem cidadãos; e isso já é garantido pela lei. Mas o PL 122/06 transforma os homossexuais em uma classe de privilegiados, sendo o Direito Penal seu instrumento de opressão, o que é inadmissível face ao principio da isonomia previsto na Constituição Federal.

    Outro tópico é a chamada “demonstração de afeto”, (Art. 8º), pois o termo, assim como foi formulado, poderia abranger uma variedade de comportamentos que vão do menos ao mais obsceno.

    Dito isso, um tipo de comportamento “obsceno” em lugar público, poderia ofender qualquer pessoa, seja que se trate de um ato “homossexual” ou “heterossexual” . “Nem os heterossexuais possuem direito irrestrito de demonstrar afeto em público”

    Falando em direitos, eles só existemn realmente quando estão previstos em lei. Então, nenhum direito está sendo negado a casais homossexuais, pois a lei inexiste. A aplicação das leis existentes até pode ser ineficiente neste país onde cada um busca seus próprios interesses, mas as leis de igualdade existem. O próprio texto da PL 122, pasmem, O PLC considera que MATAR UM SER HUMANO, inclusive homossexual, merece pena mais branda que discriminá-lo? Isto é muito sério! A discriminação apontada neste PLC é mais séria do que o homicídio?

  • Dorothy Lavigne

    -

    28/3/2011 às 13:29

    André LDC,

    Parabés pela sua exposição, mas queria apresentar mais dois apontamentos:

    Primeiro, se o casamento e as relações sexuais são legitimas apenas para a procriação, como pregam alguns, por que não proíbem o casamento entre casaias estéreis?

    Em segundo lugar, se a Constituição já prevê a punição de crimes de preconceito em geral, por que se criou no ano passado a Lei Geral das Religiões (também, conhecida como “AI-5 evangélico”)? Para que conceder previlégios aos religiosos?

  • André LDC

    -

    28/3/2011 às 13:26

    Xavier, que comentou em 28/03/2011 às 11:17:

    O fato de eu não ser cristão e de não temer a Deus (acredito na existência d’Ele, mas o temor é algo que se deve sentir quanto aos demais humanos, e não a quem a tudo criou) não significa que eu não seja defensor da unidade familiar.
    Porém, minha mente não é tão limitada a ponto de apenas considerar como família a união pai-mãe-filho(s).
    Defender esse modelo como o único a receber direitos e a prestar deveres é injusto.
    Afinal, quantos pais e mães solteiros criam seus filhos sozinhos ou com a ajuda de outras pessoas?
    Por que certas pessoas, em vez de se manifestarem contra a adoção por casais homoafetivos, não procuram ser coerentes e tentem sugerir que pais ou mães solteiros se casem apenas para que as crianças tenham necessariamente pai e mãe?
    Quantos jovens nem parecem terem pais, de tão menosprezados por eles?
    E quantos jovens, mesmo sem um pai ou uma mãe em casa, são pessoas minimamente realizadas?
    Se eu pareci arrogante em algums momentos, foi apenas porque certas pessoas neste espaço foram ainda mais arrogantes, supondo-se monopolizadoras da verdade.
    Agora, com a devida licença, você mente ao dizer que o PL 122 voltou a tramitar “na calada da noite”. Se você não leu o noticiário da época, o problema é seu.
    Quando o projeto já estava em vias de ser arquivado, houve a manifestação de parlamentares em número mais do que suficiente para que retomasse seu curso.
    Eu poderia reclamar da orquestração das bancadas religiosas no Congresso para que esse e outros projetos de lei fossem desidratados até perderem sua força, em vez de discutir o assunto.
    E olha que já foram realizadas diversas concessões, pois a ideia original é que o casamento entre homossexuais e a adoção por esses casais fossem direitos, independentemente do que as religiões contrárias viessem a dizer.

  • André LDC

    -

    28/3/2011 às 12:41

    Xavier, que comentou em 28/03/2011 às 9:32:

    Não entrarei no mérito sobre a possível existência de uma lei escrita pelo próprio Deus. Isso implicaria em uma discussão metafísica que não vem ao caso.
    Se você acredita que relações sexuais só se prestam para fins procriativos, faz sentido você considerar o sexo entre homossexuais algo anormal.
    Contudo, se o sexo é apenas para fazer filhos, não deve servir para o prazer.
    Portanto, qualquer prática sexual que não seja a penetração do pênis na vagina deveria ser condenada.
    Ou você acha coerente demonizar o sexo entre dois homens e duas mulheres e permitir o sexo oral entre homem e mulher?
    A homossexualidade, salvo prova em contrário, nunca foi uma ameaça à procriação de qualquer espécie. Tampouco o seria quanto aos humanos.
    Até porque, talvez por falta de conhecimento, você ignora que muitos homossexuais tem filhos em relações heterossexuais, por diversas razões (para evitar suspeitas sobre sua sexualidade, pela pura vontade de ter filhos, etc.).
    Portanto, argumentar que a perpetuação da espécie humana seria afetada pela homossexualidade não procede.
    Quanto ao PL 122, ele só seria capaz de criar privilégios a uma categoria de pessoas se a estas não fossem negados dezenas de direitos que, em tese, deveriam ser concedidos a todos.
    Você disse que uma lei com vistas a obrigar todo brasileiro a ser cristão não seria justa.
    Acontece que, ao restringir a legalidade das uniões apenas aos casais heterossexuais, vários direitos são negados a esses indivíduos.
    O que você acha das leis antiracismo no Brasil?
    São justas ou seriam uma forma de privilegiar um grupo de pessoas em relação às demais?
    Já imaginou que a liberdade de crença e de culto impede a intromissão do Estado nos templos religiosos?
    Dizer que padres e pastores serão presos por se manifestarem contra a homossexualidade, caso a lei antihomofobia seja aprovada, é mentiroso.
    É fora dos templos que a lei fará diferença.
    Para que não existam mais aberrações do tipo “tratamento para cura da homossexualidade” ou para que milhares de jovens não desistam dos estudos porque são excluídos por seus pares apenas por não serem heterossexuais.
    A lei brasileira já possui recursos para punir qualquer tipo de discrinação, certo?
    Errado!
    A expressão “orientação sexual” deveria constar no rol de proibições de discriminação na Constituição Federal. Porém, foi rechaçada pelos constituintes mais retrógrados.
    Acredito que, se a Constituição proibisse claramente a discriminação por orientação sexual e não restringisse a união estável (ou mesmo o casamento) a casais homem-mulher, não seria preciso nenhuma lei anti-homofobia.
    Porém, não é este o cenário que encontramos.

  • Dye

    -

    28/3/2011 às 12:40

    Eu sou ateísta e não sou obrigada a seguir a lei do deus de vocês.

    SE NASCE ASSIM,SIM…
    Sabe o que é repugnância de ser tocado por uma pessoa do sexo oposto?
    É o que se sente… vocês nunca vão compreender…mas podem fazer ideia ao pensar q se fosse uma pessoa do mesmo sexo tocando vocês
    E ser obrigado a casar com uma pessoa tendo esse tipo de sentimento?
    Amar uma pessoa e não poder estar com ela… Não, NUNCA

  • Xavier

    -

    28/3/2011 às 11:17

    Felizmente ainda existem pessoas tementes a Deus ! Independente de serem evangélicos ou não, zelam pela unidade familiar. Porém, no decorrer dos comentários vem se perdendo o foco da reportagem, levantando-se muitas outras questões e opiniões pessoais controversas ou distintas entre si, inclusive expondo uma postura arrogante em alguns casos. Isso demonstra um certo descontrole e incita movimentos prós e contrários a esse ou aquele ponto de vista, criando desconforto e demonstrando a total falta de civilidade e incapacidade em debater assuntos dessa relevância.
    A PL 122, no texto original, como poucos sabem ou ignoram, foi encaminhada durante a calada da noite, na madrugada, tentando-se aprovar mesmo com um quórum reduzido, numa manobra intencionalmente manipulatória. ISSO SIM É UMA VERGONHA! E PIOR, SEM DIVULGAÇÃO PÚBLICA ! ESSE É O PAIS DO JEITINHO ! QUANDO ISSO MUDAR, MUITA COISA MUDARÁ !

  • André LDC

    -

    28/3/2011 às 10:53

    Maicon Dias Fagundes, que comentou em 27/03/2011 às 7:40:

    Fico feliz que haja ao menos alguém declaradamente religioso e que compreende quão absurdas foram as palavras do Pr. Malafaia.
    É bom saber que ainda existem pessoas que sabem demonstrar suas opiniões sem ofender a inteligência alheia.
    Discordamos em alguns pontos, mas seu comentário foi razoável e justo.

  • André LDC

    -

    28/3/2011 às 10:50

    Ricardo, cansei de perder meu tempo com você.
    Pra você, é justo que dois homens ou duas mulheres vivam como um casal e que, quando uma das partes do casal morre, a família do(a) falecido(a) leve o patrimônio construído em conjunto pelos dois, deixando a parte sobrevivente sem direito a nada?
    Se você se diz cristão, deveria ter um mínimo de compaixão.
    Mas vejo que você é um fariseu.
    Você é um mentiroso da pior espécie.
    Não é o caso de você ser contra ou a favor da homossexualidade (custa escrever isso em vez de “homossexualismo”?).
    São os seus argumentos repugnantes.
    Há muitos casais homossexuais cujos filhos são criados da mesma forma do que se o fossem por um casal heterossexual.
    Mas isso você faz questão de ignorar.
    Mentiroso, mentiroso, mentiroso!

    Tenho pena do seu rebanho.

  • Xavier

    -

    28/3/2011 às 9:32

    Para André LDC (postado em 25/03/2011 às 17:04)
    Caro André, percebi seu interesse em debater o assunto, mas gostaria de ressaltar que existe sim um perigo iminente escondido por trás desta lei absurda. Primeiramente, como Cristão aprendi que devemos amar uns aos outros, incondicionalmente. Isto é mandamento bíblico e todo que se disser cristão e o descumpre está indiscutivelmente desobedecendo uma lei divina. As leis humanas são criadas para nos preteger e isto pode ser alterado sempre que necessário. Diferentemente ocorre com a lei de Deus que foi escrita, creio assim, pela própria mão de Deus, creia você ou não. A criação humana, outra questão discutida cientificamente, inclusive, traz dentro da mesma espécie, assim como na espécie animal, um macho e uma fêmea. Isto resume a questão genética referente a sexualidade. Senão eu poderi deduzir que um casal gay poderia gerar outro gay; o que é geneticamente inconcebível.
    A lei PL 122, confere sim privilégios exclusivos e isto é que não aceitamos. Como disse, temos livre arbítrio, respaldados inclusive pela lei divina. Imagina se criássemos uma lei obrigando o povo brasileiro adotar o cristianismo. Esta certamente não é nossa intenção, apenas estamos oferecendo uma opção de escolha, dando-lhes o direito de recusar se assim o desejar. No caso desta lei, fica especificado como crime qualquer tipo de opinião contrária, restringindo o direito das demais classes, obrigando por lei a concordarmos e não somente aceitarmos a escolha pela opção sexual.
    A legislação brasileira já possui lei para punir criminalmente qualqueer tipo de discriminação.

  • Paulo César

    -

    27/3/2011 às 23:59

    Nascer preto, branco, com cabelo loiro ou preto, alto ou baixo, homem ou mulher é genética e gênero, agora nascer Gay não existe, se nasce ou homem ou mulher, não é Genética, nem gênero meu caro ELISIUS é opção que faz parte da conduta sexual e homosexual de um indivíduo, muitas vezes é até um vício.

  • Carlos Eduardo

    -

    27/3/2011 às 23:32

    Não gosto do Malafaia, mas ele tá certo.

  • www.eyelegal.tk

    -

    27/3/2011 às 22:09

    Na ONU Vaticano denuncia ataques difamatórios contra aqueles que se opõem à conduta homossexual
    Rebecca Millette
    GENEBRA, Suíça, 23 de março de 2011 (Notícias Pró-Família) — O representante do Vaticano disse no Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra na terça-feira que muitos que se opõem à homossexualidade estão sendo injustamente atacados por suas opiniões. Ele também frisou a diferença entre orientação sexual e conduta sexual.
    “Um país jamais deveria punir uma pessoa ou privá-la da alegria de qualquer direito humano com base simplesmente nos sentimentos e pensamentos de uma pessoa, inclusive pensamentos e sentimentos sexuais”, disse o arcebispo Silvano Tomasi.
    Entretanto, ele destacou que existe “alguma confusão desnecessária” com referência à proteção da orientação sexual. A orientação, disse ele, “refere-se a sentimentos e pensamentos, não conduta”.
    “Os países podem e devem regular condutas, inclusive várias condutas sexuais”, disse o arcebispo. “Certos tipos de condutas sexuais devem ser proibidas por lei. A pedofilia e o incesto são dois exemplos”.
    Uma “tendência preocupante” se tornou proeminente: intolerância àqueles que têm oposição moral à conduta homossexual, continuou Tomasi.
    “As pessoas estão sendo atacadas por assumir posições que não apoiam a conduta sexual entre pessoas do mesmo sexo”, disse Tomasi. “Quando essas pessoas expressam suas convicções morais ou convicções sobre a natureza humana… elas são estigmatizadas, e pior — elas são caluniadas e sofrem ações legais”.
    “Esses ataques são violações de direitos humanos fundamentais e não dá para justificá-los sob nenhuma circunstância”, disse o representante do Vaticano.
    O Conselho de Direitos Humanos da ONU está tentando, exatamente como em 2008, introduzir a “orientação sexual” e a “identidade de gênero” como classes protegidas de discriminação no direito internacional. O escritório do Alto Comissário de Direitos Humanos afirma que mais que 70 países punem a atividade homossexual como crime, inclusive prendendo, torturando ou aplicando a pena de morte em homossexuais praticantes.
    Embora o Vaticano seja contra a violência e discriminações injustas contra os homossexuais, líderes importantes continuam a declarar que acabar com a violência contra os homossexuais não deve significar garantir novos direitos especiais.
    Em 2008, o núncio apostólico do Vaticano na ONU, o arcebispo Celestino Migliore, disse que a Santa Sé se opõe ao reconhecimento da homossexualidade como um novo direito humano por preocupação de que tal direito levaria as nações a serem forçadas a reconhecerem o “casamento” de mesmo sexo.

 

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