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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

12:28 \ Economia

A Nokia na Justiça

Está correndo na justiça de São Paulo um processo que pode tirar milhões de reais da Nokia. A empresa é alvo da ação de um corretor de imóveis que jura ter inventado a lanterna nos aparelhos flashlight.

O mineiro Celso Brant, primo do ex-ministro da Previdência Roberto Brant, afirma que apresentou a tecnologia à Nokia em 1999. Como a empresa finlandesa não demonstrou interesse, acabou não dando prosseguimento ao registro de patente no INPI.

Passados quatro anos, a Nokia acabou lançando o celular com lanterna, o que provocou a ação judicial de Brant.

Em 27 de dezembro, a justiça paulista determinou a tradução de todos os documentos enviados por Brant à Nokia. Neles estão os detalhes da invenção da lanterna encaminhados em 1999.

A Nokia informa que “já tomou providências legais em relação à ação” e que a acusação de plágio “não procede”.

Por Lauro Jardim

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14 Comentários

  1. Junior

    -

    01/02/2011 às 13:56

    Como pode alegar que o autor possui argumentos fracos?
    Você conhece o processo?
    Se ele estivesse querendo ganhar espaço na mídia já tinha procurado vários meios de comunicações. Mas o mesmo só procurou a justiça para garantir seu direito.
    Então cabe ao magistrado analisar não somente os argumentos como também as provas.

  2. Ruben Zevallos Jr.

    -

    29/01/2011 às 3:08

    Conheço o Celso quando deste apresentou o projeto à Nokia e, não somente ele, outros inventores Brasileiros tem sido enganados por grandes empresas nacionais e multinacionais.

    O processo inventivo Brasileiro tem sido esquecido e vale lembrar que o mundo se utiliza de muitas idéias de Brasileiros e/ou que poderiam ter sido famosos e até ganho dinheiro como:
    - Invenção da máquina de escrever
    - Do rádio
    - Avião
    - Máquina fotográfica
    - Bina
    - E até da proteção para a cerveja

    Entre tantos outros…

    É um vício do próprio Brasilieiro falar do conterrâneo… o Brasil não somente pode, como tem grandes inventores o que faltam são:
    - Melhores oportunidade de investimento
    - Facilidade para registar uma patente… o INPI complica tanto que voce desanima
    - Reconhecimento dos órgãos públicos para que possam ouvir, entender até aprovar testes e protótipos

    Conheço vários inventores que tentam fazer seus inventos realidades e encontram inúmeras barreiras como as citadas acima e mais:
    - Custos de produção dos protótipos
    - Baixa capacitação dos técnicos
    - Alto custo para contratar algum especialista
    - Falta de revistas sobre o assunto
    - Etc Etc Etc

    Então, antes de imaginar que algum inventor está se aproveitando da situação… ACREDITE em primeiro lugar que ele pode ser a parte prejudicada.

  3. Marcio Antunes

    -

    26/01/2011 às 15:26

    A pessoa que entrou com uma ação contra a Nokia possui argumentos fracos e que são facilmente derrubados. Está claramente tentando ganhar espaço na mídia para ver se consegue algo.

  4. Reginaldo Marinho

    -

    26/01/2011 às 10:31

    Essa pirataria praticada pela Nokia é apenas mais uma. A alienação e a cultura colonialista que predomina na sociedade brasileira impedem o reconhecimento de nossa capacidade de geração tecnológica, o que provoca uma perda econômica de grandes dimensões. Alguns comentários insensatos aqui postados admitem a culpa da vítima.

    Apenas quem é do ramo sabe das dificuldades impostas pelo INPI para se obter uma patente e muitas vezes o inventor não dispõe dos recursos financeiros para remunerar os onerosos escritórios especializados em propriedade intelectual. Com a recusa da Nokia, a maior fabricante do mundo de aparelhos celulares, o autor ficou naturalmente desanimado, haja vista que não há instrumentos públicos nacionais de apoio aos inventores brasileiros.

    A Veja merece o nosso aplauso ao publicar essa nota que aponta diretamente para uma área sensível, estratégica e absolutamente desprezada pelas agências de fomento nacionais. O Brasil precisa mudar, não apenas continuar mudando.

    Em 05/05/1999, a revista Veja publicou a matéria “Ganhou e não levou” do jornalista Sérgio Ruiz Luz(http://construcell.com/noticias/radar-on-line/). A matéria evidencia de modo pedagógico a face de nossa cultura que nos remete a um estado colonial dormente e que reina até hoje. Um ano depois, no dia 14/05/2000, a jornalista Eliane Cantanhêde publica um artigo “Invenção é coisa séria” na Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/opiniao/fz1405200004.htm) dedicado à minha primeira medalha ouro conquistada no Salão Internacional de Invenções e Novas Tecnologias de Genebra. A jornalista conclui o seu artigo assim: “Governo, iniciativa privada e jornalistas, como eu, pecamos pela omissão. Parabéns, Reginaldo Marinho! E mil desculpas para você e os pirados como você.”

    Foi uma década perdida. Alguns meses após a publicação do artigo de Eliane Cantanhêde, no início do terceiro milênio, considerado a era tecnológica, o Ministério da Agricultura excluiu criminosamente excluiu de seu banco de dados um processo com parecer favorável à construção de um protótipo de meu invento que introduz dois novos paradigmas na engenharia mundial, sendo a tecnologia de maior impacto visual do mundo contemporâneo, será a primeira construção do mundo inteiramente transparente.

    Além do impacto tecnológico, Construcell oferece valiosas interfaces ambientais ao permitir que placas fotovoltaicas sejam instaladas em cada célula quando elas forem transparentes e podemos construir coberturas de grandes dimensões inteiramente com plástico reciclado PET. Essa tecnologia foi selecionada no primeiro edital da Finep, o Prime, que admite empresas com menos de dois anos de existência, recebendo nota dez em conteúdo tecnológico.

    A Veja como veículo referência da imprensa brasileira poderia retomar esse tema e contribuir efetivamente para apagar esses sinais de subordinação cultural, particularmente no cenário de Ciência e Tecnologia. Esse é o setor que recebe menos atenção da sociedade brasileira e das agências de fomento que investem apenas nas empresas consolidadas, com demonstração financeira dos balanços dos três últimos anos.

    A ignorância é a face mais nítida da ausência de conhecimento, por essa razão perdoarei esses ignorantes herdeiros de um processo colonialista nefasto que não reconhece a capacidade endógena de geração tecnológica. Essas mazelas se repetem desde Império quando o governo brasileiro não reconheceu o brilhante invento a máquina de escrever do Padre Azevedo, e por isso impedido de ser apresentado na Exposição Universal de Londres, apesar de ele ter recebido uma medalha de ouro das mãos do imperador D. Pedro II.

    @construcell
    http://construcell.com

  5. Jonathas de Amorim Gagliardi Madeira

    -

    25/01/2011 às 22:33

    Este comportamento da Nokia revela que, a exemplo de outros estrangeiros do “primeiro mundo”, a Nokia também despreza, desrespeita, age de forma ilegal, antiética e imoral, quando atua em países do “terceiro mundo”…
    Para aqueles que estão achando esta “ação” contra a Nokia um absurdo (falta de estratégia ou comunicação, marketing ou ações impróprias da RP e Área Jurídica), posso garantir que não viram nada. Esperem para conhecer a verdadeira forma de agir e proteger sua marca, diretores e interesses – e também de fazer valer o seu “código de conduta e ética” – quando vier a público, aqui por intermédio da imprensa, blogs, YOUTUBE ou concorrentes, detalhes desta Ação Judicial que o inventor brasileiro move contra aquela empresa.
    A questão, entregue à Justiça Brasileira desde 2008, diz respeito a uma invenção que foi “apropriada” e incorporada pela empresa, “de forma duvidosa…” e na maior parte dos aparelhos por ela fabricados, fazendo também que chegasse ao lugar mais alto do pódio como produto eletrônico mais vendido no mundo, o modelo 1100 – o “lanterninha”. A importância desta inovação é propalada até mesmo pelo ex-presidente e CEO mundial daquela empresa, Sr. Olli-Pekka Kallasvuo, e em contradito ao que os advogados tentam firmar e contestar em juízo.
    É história para virar filme e arrepiar qualquer cidadão!!! Imagino o que pensarão os fãs da Nokia, clientes, acionistas e o muito ético povo finlandês…
    O filme recém lançado, “JOGADA DE GÊNIO” – Flash of Genius, que conta a odisséia do inventor americano, Robert Kearns, na busca por reparação por parte da Ford Motors, pelo roubo da sua invenção, é um trailer do que está ocorrendo no embate entre o inventor brasileiro e a finlandesa Nokia.
    CERTAMENTE, O TROFÉU LEVANTADO PELA NOKIA, E TAMBEM A SUA MARCA, NÃO SAIRÃO SEM ARRANHÕES.

    Jonathas de Amorim Gagliardi Madeira.
    Presidente Nacional da ABRIPI – Associação Brasileira dos Inventores e da Propriedade Industrial.
    http://WWW.ABRIPI.ORG.BR

    This behavior of Nokia discloses that, the example of other foreigners of ” first world” , Nokia also disdains, disrespects, acts illegal, in a antiethical form and immoral, when acts in countries of ” third world” …
    For those they are thinking that this” action” against the Nokia is nonsense (lack of strategy or communication, marketing or improper actions of the RP and Legal Area), I can guarantee that they did not see anything.
    Wait to know the true form to act and to protect your mark, directors and interests – and also to make to be valid your ”code of behavior and ethical” – when it turn public, here for intermediary of the press, blogs, YOUTUBE or competitors, Legal action that a Brazilian inventor moves against that company.
    The question, delivers to Brazilian Justice since 2008, talk about an invention that “appropriate” and was incorporated by the company, “of form doubtful…” and for the most part of the devices for it manufactured, making also that it arrived more at the highest place with the most sold electronic product in the world, model 1100 – “a small flashlight”. The importance of this innovation is divulged even though by ex-president and world-wide CEO of that company, Mr. Olli-Pekka Kallasvuo, and in contradicted what the lawyers try to firm and to contest in judgment.
    I imagine what the fans of Nokia, customers, shareholders and very the ethical Finnish people will think…
    The film just launched, Flash of Genius, that shows the odyssey of the American inventor, Robert Kearns, in a search of repairing on the part of Ford Motors, for the robbery of his invention, is a trailer that shows what is occurring in the shock between a Brazilian inventor and the Nokia Finnish.
    CERTAINLY, THE TROPHY RAISED FOR NOKIA, AND ALSO ITS MARK, WILL NOT LEAVE WITHOUT SCRATCHES.
    Jonathas de Amorim Gagliardi Madeira.
    President National of ABRIPI – Brazilian Association of Inventors and Intellectual Property.
    http://WWW.ABRIPI.ORG.BR

  6. Maria Clara

    -

    24/01/2011 às 23:36

    Espero ver nessa coluna a informação de quem aproveitou de quem?!!!
    Um coisa é certa: é muito comum que os brasileiros não acreditem em seus patrícios e sempre achem que os “gringos” estão com a razão.
    Ainda: acredito que se houve a determinação da justiça para que se proceda a tradução de documentos é porque a ação foi acolhida e, como dizem, onde há fumaça, há fogo.
    O problema é que essas empresas multinacionais têm um discurso muito bonito, mas, no fundo, pensam a mesma coisa: acham que somos tupiniquins e nos tratam sempre com muita falta de ética – por acreditarem que nossa justiça é falha ou lenta. Ou que “nunca dá em nada”.

  7. Erika

    -

    24/01/2011 às 23:04

    É só ela comprovar quem inventou o projeto…simples.

  8. Ever

    -

    24/01/2011 às 18:01

    O mais engraçado é que o próprio autor da ação diz que não levou o suposto invento a registro. Depois, aparece querendo abocanhar milhões.

    Não posso dizer com certeza, mas só pelo o que declara do autor, não me parece que ele tem direito…

    tsc tsc

  9. Ricardo Monteiro

    -

    24/01/2011 às 17:16

    Parabens à Veja pela matéria publicada! Entretanto quem de direito deve decidir “não procede” ou o inventor deve ser reparado pelo seu dano, sem qualquer dúvida é o magistrado que julgará o processo. Qualquer comentário neste momento é precipitado e duvidoso.Porém a matéria declara que o autor “acabou não dando prosseguimento ao registro de patente no INPI”, ou seja, existe documentação registrada em órgão oficial. Somente o julgamento final dará a palavra final tambem.

  10. Júlio Souza

    -

    24/01/2011 às 15:00

    Tá perecendo mais coisa de aproveitador essa ação.

  11. Igor Vilarim

    -

    24/01/2011 às 14:53

    @Ubirajara Santos

    Concordo com você, mas se vermos por outro lado a Nokia mesmo vem sofrendo várias ações judiciais de várias pessoas e empresas nesses últimos anos entre ex- funcionário da Microsoft à própria Apple.

  12. Brian Augusto

    -

    24/01/2011 às 14:53

    !!!!

  13. Ubirajara Santos Do Rosario

    -

    24/01/2011 às 12:37

    Isso so acontece pois no Brasil o registro de patentes demora meses, o pais não e signatário de acordos internacionais de criação e produção intelectuais e quando o faz costuma não respeita-los. Acho agora difícil esse cidadão ganhar essa “suposta”ação contra a Nokia.


 

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