quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Rubem Fonseca estará no Kindle – mas não gosta
No sábado, chega às livrarias, O Seminarista, o novo romance de Rubem Fonseca, o primeiro do escritor pela Agir. Estará disponível também no Kindle, para quem acha papel coisa dos tempos dos dinossauros.
Não é o caso do próprio Rubem Fonseca. Quando o aparelhinho da Amazon foi lançado, ele desdenhou:
- Há coisa melhor do que ler em um livro? Além disso ele pode ser lido em qualquer lugar. Digam um lugar em que um livro não pode ser lido? Você pode ler os jornais na internet, no entanto todo mundo prefere ler as notícias no jornal de papel. Por que será? Vício? Conforto? Sabedoria? O significado da palavra inglesa Kindle é “arder, acender, incendiar”. Querem saber de uma coisa, aqui entre nós? Esse Kindle me parece fogo de palha.
Tags: Kindle, O Seminarista, Rubem Fonseca


Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
7 Comentários
marcelo
-18/11/2009 às 9:07
Interessante que foi divulgado como o primeiro lançamento em Kindle no Brasil, mas na verdade não é. Na Bookess há inúmeros livros em dominio publico ou de autores amadores que estão disponiveis para Kindle. Isto confirma que a inovação em geral nao é característica das grandes empresas.
Bruno Dorigatti
-05/11/2009 às 11:25
O artigo de onde veio a opinião de Rubem Fonseca sobre o Kindle está aqui:
http://www.literal.com.br/artigos/kindle-por-rubem-fonseca
salvador
-04/11/2009 às 14:26
Livro vc lê em qualquer canto, o problema é o ESPAÇO para guardá-los. Se puder mantê-los em mídia digital e ainda lê-los, ótimo.
Frank
-04/11/2009 às 11:59
O kindle veio em boa hora. Quem sabe agora os preços dos livros ficam mais em conta. Daqui algum tempo ler livro de papel será somente para aqueles que ainda escreve na pré-histórica Olivetti.
Elder
-04/11/2009 às 11:15
Eu adoro livros feitos de papel ou não. Não acho que o Kindle irá substituir os livros impressos, no entanto, acho uma contribuição enorme a existencia dele. Quanto material é impresso diariamente e depois de um tempo se tranforma em uma montanha de papel inútil. O kindle é ideal para as pessoas que estão apenas interessadas no conteúdo do livro e que não querem adquirir o livro como uma peça de arte gráfica. Pessoalmente gosto muito de ter um livro cuja impressão foi planejada por um designer gráfico que buscou comunicar algo através do seu trabalho, porém, entre comprar uma versão de bolso feita em um papel de baixa qualidade com letras pequenas e ler o mesmo livro no Kindle, eu prefiro a segunda opção.
Josimar Andrade
-04/11/2009 às 10:38
Não há invenção tecnológica que substitua, ou substituirá, o velho e bom livro. O prazer de folheá-lo é indiscutível. Sentir a aspereza do papel, seu cheiro agridoce, a textura das letras, enfim, aquela série de fatores que, particularmente, não me fazem querer abandonar o nosso “fiel de cabeceira” ou companheiro “de todas as horas e lugares” por um pedaço de metal quadrado insosso.
Rita Schultz
-04/11/2009 às 7:46
A sensação de tocar, cheirar, acariciar e descobrir os mistérios de um livro escrito em papel é a mesma de ter em mãos uma joia rara e por isso mesmo, preciosa. O livro ainda é o porta-joia da palavra, da sensibilidade. As inovações são bem-vindas, mas o que é bom, permanece. O leitor tem necessidade de tocar e sentir a palavra! Para se perceber humano.