A Mesa Diretora da Câmara deve votar amanhã o relatório (concluído hoje) da comissão de sindicância que apurou a suposta venda irregular de passagens aéreas pelos deputados Eugênio Rabelo e Paulo Roberto.
Ambos foram inocentados da acusação sobre as passagens, mas a investigação levou à descoberta de uma série de indícios de irregularidades contra Paulo Roberto.
A comissão descobriu que Luiz Gustavo, o antigo chefe de gabinete do deputado, pediu exoneração do cargo e, em seguida, nomeou os dois filhos gêmeos, de 22 anos, um para sua vaga e outro para um cargo de auxiliar. Ambos, no entanto, nunca deram as caras no trabalho - portanto, mais dois fantasmas a assombrar a Câmara. Luiz Gustavo, em contrapartida, permaneceu atuando como chefe de gabinete mesmo sem estar nomeado.
A comissão tem indícios de que o salário de chefe de gabinete do filho continuou sendo recebido por Luiz Gustavo, mas não conseguiu provar o destino dos rendimentos do outro garoto. A denúncia é de que esse salário ia para o bolso do deputado.
Não bastasse, o chefe de gabinete de fato assinava os documentos como se fosse o filho que formalmente ocupava o cargo, o que constitui falsidade ideológica. Tudo, segundo indícios, com anuência de Paulo Roberto.
Se a Mesa da Câmara aprovar os relatórios, Paulo Roberto começará a ser investigado pelo Conselho de Ética da Câmara por indícios de práticas irregulares no gabinete. Ou seja, começa o longo caminho para a possível (mas, como a história mostra, improvável) cassação.
Por Lauro Jardim








Realmente, o Senado é um balaio de gatos…Não! é um balaio de raposas velhas que não tomam jeito mesmo.
Será que o dinheiro não ia 90% para o deputado e 10% para o funcionário. É assim que funciona. Só que como a corda arrebenta do lado mais fraco ninguém fala nada.
Cassação? Esse bandidos mereciam serem caçados. Não há a menor expectativa que alguém possa ser punido pela venda de passagens. Não estou falando do uso ilegal, falo da venda, o que é ainda mais grave. E o pior de tudo é que fazem e desfazem a custa do dinheiro dos impostos que pagamos. Cambada de malfeitores ordinários.