terça-feira, 16 de março de 2010
Cotas estacionadas no Senado
O debate em torno das cotas raciais nas universidades, que passou pelo Supremo e voltou ao noticiário nas duas últimas semanas, segue estacionado no Senado: a base governista não topa votar o projeto na Comissão de Constituição e Justiça, que é presidida por Demóstenes Torres, o protagonista das polêmicas.
Demóstenes garante que se o governo der quórum, põe a matéria para votar o quanto antes. Mas a base governista não aceitaria por saber que sairia derrotada. Segundo Demóstenes, a maioria dos senadores defende a cota social – como ele – e não a cota racial, como os petistas.
Tags: cotas raciais, Demóstenes Torres


Deixe o seu comentário
Aprovamos comentários em que o leitor expressa suas opiniões. Comentários que contenham termos vulgares e palavrões, ofensas, dados pessoais (e-mail, telefone, RG etc.) e links externos, ou que sejam ininteligíveis, serão excluídos. Erros de português não impedirão a publicação de um comentário.
» Conheça as regras para a aprovação de comentários no site de VEJA
2 Comentários
JOEL PALMA
-16/03/2010 às 17:37
Cota racial quando a APARÊNCIA faz a diferença, como no caso de vagas de emprego. Somos um país racista, e não devemos esconder isto. A harmonia racial se fará presente na convivência entre pessoas de tes diferentes. Cota social para quando a seleção for baseada no conhecimento, em critérios que não levem em conta a APARÊNCIA. Ninguém corrige prova de vestibular com base na aparência do candidato. No entanto, aos pobres, pelos mecanismos que a elite criou, incluindo um ensino público de péssima qualidade, é impossibilitado o acesso à Universidade. O que é um desperdício incrível de talentos, pois pobre é tão inteligente quanto o rico. Desperdiçamos a cada geração uma quantidade imensa de Nicolélis que poucos países do mundo conseguiriam ter. Em um país que se denomina capitalista, isto é uma forma simplesmente idiota de Custo Brasil. Simples assim…
annalygia
-16/03/2010 às 17:02
Não entendi… DEMóstenes é “o protagonista das polêmicas”, enquanto o Barbosa é “impecável no plenário”?
O uso de epítetos é sempre rebarbativo, mas revela bem não a parcialidade, evidente, mas, sobretudo a concepção de jornalismo de quem os usa, e de quem usa o jornalismo para proteger e abrigar todo tipo de coisa…