sexta-feira, 19 de março de 2010
Jefferson quer a bomba-atômica
Roberto Jefferson voltou à cena hoje com um longo artigo na Folha de S.Paulo sobre a eleição deste ano. Essencialmente, traça uma divisão entre dois tipos de políticos: os profissionais – “cuja única finalidade é o acesso a cargos públicos para a conquista de benefícios pessoais ou grupais” – e os socialistas – empenhados “na conquista do poder total sobre a sociedade”.
Grosso modo, o presidente do PTB, diz que a eleição deste ano vão “opor a política socialista à profissional”. Como Dilma Rousseff, naturalmente, é a responsável pela primeira, o homem que está assegurando a aliança do PTB a José Serra já avisa que o tucano ficará com o grupo, repetindo suas palavras, “cuja única finalidade é o acesso a cargos públicos para a conquista de benefícios pessoais ou grupais”.
Mas o mais surpreendente do artigo, que em vários momentos impressiona pela sinceridade, é a proposta final de Jefferson: “(Os petistas) não são apenas corruptos, são ideológicos e, por isso, corrompem. E, no processo de destruição, vale tudo. Para combater a hidra, é preciso conhecê-la, armar-se e propor um projeto diferente de país. Não se enfrentam tanques com bodoques, mas com mísseis. E, se vierem mísseis em represália, joga-se a bomba atômica. Quem vai fazer isso?”.
Fica a pergunta: qual é a bomba atômica que os tucanos poderiam usar?
(Atualização em 24 de março de 2010: A Folha de S.Paulo de hoje traz em seu Painel do Leitor uma carta do filósofo Olavo de Carvalho reivindicando a autoria do texto. Logo abaixo, o próprio Roberto Jefferson confirma não ter sido o autor do artigo e diz ter sido “induzido ao erro por um antigo colaborador que me enviou o texto como seu”. O presidente do PTB encerra afirmando que subscreveu “as ideias, porque comungava com elas” e pede desculpas ao filósofo e à Folha.)
Tags: Dilma Rousseff, José Serra, PSDB, PT, Roberto Jefferson





