Blogs e Colunistas

Tatá Werneck

14/04/2015

às 19:02 \ Fotonovela

‘I Love Paraisópolis’ segue passos de ‘Cheias de Charme’

Na novela das 7 que estreia no dia 11, Danda (Tatá Wernec) é a bonita e Mari (Bruna Marquezine), a estudiosa (Divulgação/ Zé Paulo Cardeal)

Na novela das 7 que estreia no dia 11, Danda (Tatá Wernec) é a bonita e Mari (Bruna Marquezine), a estudiosa (Divulgação/ Zé Paulo Cardeal)

Uma juventude festiva, sonhadora, batalhadora e representante da chamada “nova classe C” conduz a trama central de I Love Paraisópolis, novela das 7 que substituirá a insípida Alto Astral em 11 de maio. O maior chamariz da trama, escrita por Alcides Nogueira e Mario Teixeira, é sem dúvida a dupla Bruna Marquezine e Tatá Werneck, que interpretam as irmãs Marizete e Pandora, figuras encantadoras que vivem em uma das maiores favelas de São Paulo – é de se esperar que elas conquistem o público ainda saudoso das Empreguetes de Cheias de Charme, de 2012, o último sucesso retumbante do horário.

Em 'I Love Paraisópolis, Caio Castro é  Grego: mistura de bandido e protetor dos moradores, ele posa de "Robin Hood" no pedaço (Divulgação/ Estevam Avellar)

Em ‘I Love Paraisópolis, Caio Castro é Grego: mistura de bandido e protetor dos moradores, ele posa de “Robin Hood” no pedaço (Divulgação/ Estevam Avellar)

Numa versão leve da disputa entre ricos e pobres, a novela explora os contrastes e semelhanças entre as jovens que vivem em Parisópolis e os moradores do bairro do Morumbi. Ali vive o mocinho da história, o arquiteto Benjamin (Mauricio Destri), que planeja a reurbanização da favela, e sua noiva patricinha, Margot (Maria Casadevall). Claro que ele tem uma mãe esnobe, Soraya (Letícia Spiller), que não apóia o interesse do filho pela favela – imagine quando ela souber do envolvimento dele com Mari.

A mocinha é uma menina exemplar, que foi criada pela mãe de Danda, Eva (Soraya Revenie) e Jurandir (Alexandre Borges). Estudiosa, trabalha desde cedo para comprar uma casa própria, o sonho da família. Danda é menos determinada, mas igualmente trabalhadora – o objetivo é manter a beleza. Depois de uma confusão com o chefão local, Jávai (Babu Santana), as duas vão parar em Nova York, quando começa uma aventura policial em clima de comédia romântica. “A ideia é mostrar que esses dois lugares tão diferentes, como Paraisópolis e o Morumbi, interagem de forma fluida, quebrando as barreiras entre as classes”, diz Alcides Nogueira.

Com direção de Wolf Maya e Carlos Araújo, não por acaso um dos diretores de Cheias de Charme, a novela pretende retratar Paraisópolis como uma personagem – um verdadeiro desafio, dado o sotaque carioquíssimo dos atores escolhidos. A favela será representada em cena por uma cidade cenográfica de dez mil metros quadrados, um projeto do grande cenógrafo da casa, Mario Monteiro. Como em Meu Pedacinho de Chão, as construções têm ambientes internos, o que faz toda a diferença nas gravações. A identidade visual paulistana foi reconstruída no Projac com a ajuda de Estevão Conceição e Berbela, artistas plásticos locais que trabalharam com a equioe da novela, e a dupla Os Gêmeos, que grafitou as motos da turma de Grego (Caio Castro) e Rosicler (Paula Cohen).

Leia também:

“Alice Surfistinha” é a nova mocinha de ‘Babilônia’

Segredo de Inês é revelado em ‘Babilônia’

Globo faz relançamento de ‘Babilônia’

Com audiência em queda, ‘Babilônia’ é piada no Twitter

Twitter: @patvillalba

30/03/2015

às 16:44 \ Fotonovela

Marquezine se aventura na comédia em ‘I Love Paraisópolis’

Dupla dinâmica: depois de sofrer muito como a Luiza de 'Em Família', Bruna Marquezine forma dupla dinâmica com Tatá Werneck em 'I Love Paraisópolis' (Zé Paulo Cardeal/Divulgação)

Dupla dinâmica: depois de sofrer muito como a Luiza de ‘Em Família’, Bruna Marquezine forma dupla dinâmica com Tatá Werneck em ‘I Love Paraisópolis’ (Zé Paulo Cardeal/Divulgação)

Famosa por chorar com facilidade em cena desde que estreou na TV, como a pequena Salete de Mulheres Apaixonadas (2003), Bruna Marquezine fará dupla cômica com Tatá Werneck em I Love Paraisópolis, novela das 7 que substituirá Alto Astral em maio.  Na trama escrita por Alcides Nogueira e Mário Teixeira, elas são as amigas Mari e Danda, moradoras de Paraisópolis com talento especial para encontrar confusão.

Mari é a mocinha da novela, par romântico de Benjamin (Maurício Destri). Ela é moradora da favela e ele, do bairro do Morumbi – um conflito clássico do folhetim. Para atrapalhar ainda mais, a divetida heroína terá pela frente uma antagonista vivida por Maria Casadevall – Margot, noiva de Benjamin.

Caio Castro, como um motoqueiro marrento e tatuado, completa o time da ala do elenco escolhida a dedo para fazer sucesso entre os espectadores mais jovens nas redes sociais.

Leia também:

Globo muda abertura de ‘Babilônia’

Menos, Regina!

7 polêmicas de Gilberto Braga

‘Na política, realidade supera a ficção’, diz Marcos Palmeira sobre personagem corrupto

Twitter: @patvillalba

16/01/2014

às 22:41 \ Folhetinescas

Tatá Werneck dá show de improviso no ‘BBB14′

Valdirene (Tatá Werneck) ouve os conselhos amorosos de Bella: mistura de ficção e realidade foi boa para os dois programas (Divulgação)

Valdirene (Tatá Werneck) ouve os conselhos amorosos de Bella: mistura de ficção e realidade foi boa para os dois programas (Divulgação)

Chegou até a ser frustrante o final do capítulo de ontem de Amor à Vida (Globo, 21h15), que terminou com Valdirene (Tatá Werneck) a bordo de um carro, rumo a casa do BBB14. Havia a expectativa de que o reality começaria com a entrada da personagem, mas a plateia teve ainda de esperar a festa pós formação de paredão e recorrer ao pay-per-view. Quando o show da atriz começou, porém, foi muito divertido, até mesmo para quem não é dos mais fãs do programa.

Em 12 horas de improvisação, sem perder o papel de controle, Tatá superou qualquer tentativa anterior de humor em torno das manias dos “brothers”. Com zero de traquejo social, a personagem ganhou logo compilações de suas melhores frases no Tumblr – todas, praticamente. “Ninguém vai fazer eu ser algo que eu não seja”, lançou logo, como costumam dizer os participantes mais marrentos no começo do jogo.

O recurso que juntou a ficção da novela com a realidade fingida do programa foi um sopro de frescor para os dois lados. Há tempos o BBB não atraía uma audiência tão entusiasmada, aprovação que se percebeu nas redes sociais. “Se a Valdirene ficasse os três meses no BBB, eu até assinava o pay-per-view”, tuitou @victorrhiss. “Pode acabar o BBB14 e Amor à Vida que já tem vencedora”, sentenciou @LineDeQueiros na hashtag Essa Valdirene.

– Clara: “Nosso sonho é jantar com o Bial.”

– Valdirene: “Meu sonho é jantar.”

Pérolas de Valdirene no ‘BBB14′

Ela chorou, armou intrigas, tentou combinar voto, foi parar debaixo do edredon e desfilou todo o cancioneiro do confinamento televisivo nacional. Em mais de um momento, surpreendeu os que se aproximavam para aparecer. Mas, justiça seja feita, os jogadores souberam aproveitar a oportunidade de contracenar com a atriz. Bella, por exemplo, embarcou solidariamente na história que ela contou sobre o romance com Carlito (Anderson Di Rizzi). “O Carlito vai ter a carreira dele lá fora”, opinou a sister, com uns olhos loucos que ficaram muito bem em cena, ainda que involuntariamente.

No fim, que pena, Valdirene foi eliminada, teve de sair da casa à força. Os críticos do programa dirão que Boninho, o diretor, fez tudo isso para chamar a atenção. Pois é. E como chamou.

27/12/2013

às 12:10 \ Fotonovela

‘Amor à Vida’ terá batalha entre periguetes paulistana e carioca

Casa de Vidro fictícia repetirá padrão do 'Big Brother Brasil' real: palco para barraco entre periguetes (Divulgação)

Casa de Vidro fictícia repetirá padrão do ‘Big Brother Brasil’ real: palco para barraco entre periguetes (Divulgação)

É capaz que ninguém nunca tenha conseguido convencer Boninho de algo, diretor todo-poderoso da Globo, com tanta facilidade quanto Valdirene (Tatá Werneck) no capítulo de ontem (quinta, 26) de Amor à Vida (21h15).Bastou pedir, como uma perfeita abilolada o faria, e lá vai ela disputar uma vaga no Big Brother Brasil 14 na famosa Casa de Vidro – com direito a Murilo (Emílio Orciollo Neto) e Jefferson (Celso Bemini) a tiracolo.

Murilo (Emilio Orciollo Neto) é assediado por Ellen (Dani Vieira) na Casa de Vidro (Divulgação)

Murilo (Emilio Orciollo Neto) é assediado por Ellen (Dani Vieira) na Casa de Vidro (Divulgação)

Como se sabe, a Casa de Vidro é uma jaula instalada em algum shopping do Rio para receber candidatos a integrar o reality show, após disputa pela preferência do público. Em mais uma tentativa de ficar rica, Valdirene saiu de São Paulo em busca do sonho – mais parecido com pesadelo – de se tornar uma “sister”. Depois de pagar meia dúzia de micos no Projac, teve o encontro que planejava com Boninho e tirou a sorte grande. Agora, numa ação que promove ao mesmo tempo a novela e a próxima edição do BBB, com estreia em janeiro, Tatá, Emilio e Celso gravaram numa estrutura idêntica à do programa, num shopping da zona oeste do Rio, no começo da semana. Mas não só eles.

Para dar mais realismo às cenas, o autor Walcyr Carrasco providenciou uma personagem que é a cara do programa. Interpretada pela atriz Dani Vieira, Ellen será a grande rival de Valdirene na briga por atenção dentro da casa. Os quatro personagens ainda  vão dividir a mesma cama, e para injetar veneno no trio, Ellen tentará seduzir Murilo. É claro que haverá um barraco – quem vai vencer, a periguete paulistana ou a periguete carioca?

Na vida real, impossível não notar, Dani tem semelhanças com uma autêntica sister:  tempos atrás, era vira-e-mexe flagrada ao trocar de roupa em lugares públicos, é ex-affair do jogador Adriano e ex-rainha de bateria da Renascer de Jacarepaguá. Antes de Amor à Vida, participou de Sangue Bom, como a Mulher Pupunha.

LEIA TAMBÉM:

Humor e sexo tentam salvar ‘Além do Horizonte’

Niko é Papai Noel de Félix em ‘Amor à Vida’

Vilãs velozes e furiosas

31/10/2013

às 16:40 \ Fotonovela

Mais piradinhas no caminho de Tatá Werneck

Tatá em cena com Débora Lann: além de uma velhinha rabugenta, ela vive uma mulher que só consegue se expressar por meio de bordões (Divulgação)

Tatá em cena com Débora Lann: além de uma velhinha ególatra, ela vive uma mulher que só consegue se expressar por meio de bordões (Divulgação)

Sensação da temporada na Globo, como a periguete Valdirene de Amor à Vida, Tatá Werneck é ainda a estrela da estreia de Sem Análise, humorístico que o Multishow exibe na próxima terça (5), às 23 horas. Por meio de esquetes, o programa aborda os mais diversos tipos de neuroses. Na foto acima, do quadro Velhas Ególatras, ela e Débora Lamm interpretam duas senhoras que abordam qualquer um na rua para falar delas mesmas. Tatá ainda vive a “mulher bordão”, que se expressa apenas por meio de rimas ou piada.

No elenco, estão ainda Augusto Madeira, Antonio Fragoso e Pedro Monteiro. A direção é de Pedro Antonio e Rafael Queiroga, que também assina o roteiro.

LEIA TAMBÉM:

Em nome do pai

‘Além do Horizonte’ ergue cidade flutuante no Projac

 

01/10/2013

às 11:34 \ Maestro, uma nota

‘Foi tiro ao óvulo’

(Divulgação)

(Divulgação)

de Valdirene (Tatá Werneck), tentando convencer Ignácio (Carlos Machado) de que sua filha, Mary Jane, é resultado de uma única e rápida noite com Carlito (Anderson Di Rizzi). Na segunda fase de Amor à Vida (Globo, 21h15), depois de uma lista interminável de milionários que tentou agarrar, a personagem vive novas e divertidas situações, agora tentando conciliar o inconciliável: os papéis de periguete e de mãe.

LEIA TAMBÉM:

‘Amor à Vida’: Perséfone vai casar

‘Amor à Vida’ dá lugar a ‘Amor à Vida 2’

 

04/09/2013

às 14:50 \ Folhetinescas

As noivas mais azaradas da ficção

Valdirene (Tatá Werneck): ela já sonhava com uma vida de luxo com muito nhoque e camarão, mas será rejeitada após um golpe da barriga frustrado (Divulgação)

Em novela, planejar um casamento é um tremendo risco – a chance de a noiva acabar abandonada no altar é grande, ainda mais quando não se trata do último capítulo, aquele reservado para o “felizes para sempre”. Metida num eterno esquete de humor em Amor à Vida (Globo, 21h15), Valdirene (Tatá Werneck) passa por esse infortúnio em cenas do capítulo desta quinta (4). Será rejeitada por Ignácio (Carlos Machado), o “milionário alto e de belos dentes” que ela pensava ter fisgado com o famoso “golpe da barriga”. Ela não sabe que o noivo é estéril, por isso não pode ser pai do bebê que ela espera – na verdade, o pai é o Carlito Palhaço (Anderson de Rizzi). Com um sadismo um tanto além da conta, o milionário já sabe que foi traído, mas deixou para a revelação em pleno altar – pobre, Valdirene.

Como consolo para a periguete, resta dizer que ela não está só: a história da teledramaturgia está repleta de noivas azaradas. Algumas passaram por situação pior do que abandono, como incêndio e até morte. Relembre sete casos marcantes, selecionados pelo blog:

1. Nicole (Marina Ruy Barbosa), de Amor à Vida:

Antes de Valdirene, outra noiva sofreu nas mãos do autor Walcyr Carrasco na mesma novela. Nicole não só ficou sabendo que o noivo era um golpista, como acabou morrendo em pleno altar – em cena de dar pena – da personagem e também da atriz.

 

 

 

2. Alice (Marina Ruy Barbosa), de Morde & Assopra (2011):

A mesma Marina Ruy Barbosa já passara por um casamento traumatizante, de novo como personagem de Walcyr Carrasco. A patricinha mimada Alice viu seu vestido pegar fogo, logo após descobrir que o noivo, Guilherme (Klebber Toledo) não era rico como ela pensava.

 

 

 

3. Celeste (Vanessa Giácomo), de Morde & Assopra:

Com fama de encalhada na cidade de Preciosa, Celeste foi abandonada duas vezes no altar em Morde & Assopra. Na segunda, ao saber que noivo, Áureo (André Gonçalves) fugira com outro homem, pirou – saiu da igreja seminua, depois de rasgar o vestido e jurar que jamais tentaria se casar de novo.

 

 

4. Tina (Ingrid Guimarães), de Sangue Bom:

Na atual novela das 7, Tina também foi abandonada duas vezes, pelo mesmo Vitinho (Rodrigo Lopez). Na primeira, foi parar num hospício. Na própria clínica, tentou mais uma vez, e foi obrigada a vê-lo partir para os braços da rival, Bárbara Ellen (Giulia Gam).

 

 

5. Carolina (Bianca Bin), de Guerra dos Sexos (2013):

Ser filha de noveleira teve um preço para a vilã Carolina, do remake de Guerra dos Sexos. Como a Maria de Fátima (Glória Pires) de Vale Tudo (1988), ela teve o vestido de noiva rasgado pela mãe, Nieta (Drica Moraes), que descobriu suas falcatruas – a cena foi uma homenagem de Silvio de Abreu ao colega Gilberto Braga. Mas, menos hábil do que Maria de Fátima, ela acabou rejeitada pelo noivo, Felipe (Edson Celulari).

 

6. Bárbara (Giovanna Antonelli), de Da Cor do Pecado (2004):

Está certo que a loira má bem que merecia uma lição. Mas chegou a dar pena de Bárbara, ao vê-la vestida de noiva abandonada num lixão, num plano sórdido do noivo vilão, Tony (Guilherme Weber).

 

 

 

 

7. Isabela (Claudia Ohana), de A Próxima Vítima (1995):

Muito antes da Lei Maria da Penha, Isabela foi espancada e jogada escada abaixo pelo noivo, Diego (Marcos Frota), que a flagrou na cama com o amante, Marcelo (José Wilker).  A novela de Silvio de Abreu, marco da teledramaturgia nacional, volta ao ar no canal Viva na próxima segunda, dia 9, às 16h15.

 

 

 

LEIA TAMBÉM:

Personagens de ‘Amor à Vida’ precisam se benzer

‘Amor à Vida’: Onde os héteros não têm vez

 

21/08/2013

às 14:34 \ Folhetinescas

‘Amor à Vida’, uma novela de autoajuda

Pilar (Susana Vieira): tantas vezes traída, a sábia "mamãe maravilha" ensina que os homens mentem com facilidade. Será? (Divulgação)

Sempre lançando moda e hits musicais, a telenovela também pode influenciar comportamento e, dependendo do gosto do freguês, até ser uma fonte de autoajuda. Basta saber aproveitar os conselhos das personagens mais sábias do horário nobre – ou não, como as conselheiras de plantão em Amor à Vida (Globo, 21h15), que podem ter boa intenção mas estão longe de contribuir para um mundo, digamos, menos cínico.

Com bom humor, o blog fez uma seleção dos cinco conselhos e ensinamentos mais valiosos da novela de Walcyr Carrasco, com sorte um conforto para os corações mais desesperados:

“O primeiro casamento deve ser por interesse. Já o segundo pode ser por amor.”

de Márcia (Elizabeth Savalla) para Valdirene (Tatá Werneck). A mãezoca tenta ensinar que o melhor na vida é arranjar um marido rico. Deve-se considerar, entretanto, que ela não é nenhum modelo de conduta e, muito menos, de sucesso.

“É melhor ser traída do que ser pobre”

de Tamara (Rosamaria Murtinho) para Edith (Bárbara Paz), aconselhando a filha a deixar pra lá as escapadas de Félix (Mateus Solano). Por enquanto, a sabedoria da mãe foi financeiramente eficaz: Edith está rica e mandando em Félix.

Márcia (Elizabeth Savalla) e Valdirene (Tatá Werneck): faça o que eu falo, não o que eu faço (Divulgação)

“Os homens dizem ‘eu te amo’como quem diz ‘bom dia’.”

de Pilar (Susana Vieira), dizendo ao marido César (Antonio Fagundes), de quem tem desconfiado, que só as mulheres sabem amar com sinceridade. Será?

“Na vida, às vezes caminhamos entre abismos.”

de Mariah (Lúcia Veríssimo), a mãe esquisita de Paloma (Paolla Oliveira), em momento filosofia de almanaque. Tudo isso para dizer à filha que não quer manter uma relação próxima.

“Tem coisas na vida que a gente resolve melhor com poucas palavras.”

de Niko (Thiago Fragoso), o amigo gay mais fofo da novela, em conselho sábio a Paloma, mas que vale para muita gente por ali.

LEIA TAMBÉM:

Budismo e comunismo se encontram em ‘Joia Rara’

27/06/2013

às 13:07 \ Folhetinescas

‘Amor à Vida’: será que a gente fala assim?

Apesar de a novela ser ambientada em São Paulo, Márcia (Elizabeth Savalla) e Valdirene (Tatá Werneck) falam um perfeito carioquês (Divulgação)

Sotaque de novela é o tipo de coisa que raramente encontra consenso entre os telespectadores – e quando ele aparece, em geral, é uma vaia, não um elogio. Os mais críticos são sempre os retratados, cujos ouvidos doem diante dos atores que fazem de tudo para imitar um jeito regional de falar.

As maiores vítimas são os nordestinos, tão diferentes entre si e quase sempre postos no balaio do “oxente”. Os fluminenses são os que se dão melhor, uma vez que a mão de obra na Hollywood brasileira é basicamente carioca. Menos notados, mas também negligenciados, os paulistas têm tantos motivos para reclamar quanto os baianos, pernambucanos e – basta ver Flor do Caribe – os potiguares.

Em Amor à Vida, bem ambientada em São Paulo, com direito a boa quantidade de cenas externas, a coisa só não é pior porque a cidade, no fim das contas, é um lugar que abarca todos os sotaques do país. A dupla mais divertida da novela, Valdirene (Tatá Werneck) e Márcia (Elizabeth Savalla), por exemplo, é carioca, a julgar pelos erres e esses que acentua. Tatá é carioca e Elizabeth, paulista vivendo há muito tempo no Rio.

Anderson Di Rizzi vai bem como o Carlito: é o "boy da Praça Silvio Romero" (Divulgação)

Mas ainda pior do que ouvir os personagens paulistanos falando como cariocas é a tentativa de imitar o sotaque dos pobres paulistanos. Sim, porque a novela comete o deslize de dar sotaque apenas ao núcleo da periferia. Que jeito é aquele de falar da família do Bruno (Malvino Salvador), especialmente Denizard (Fúlvio Stefanini) e Gina (Carolina Casting)?

É coisa para se ouvir e pensar “será que eu falo assim, gente?”.

Nem todo sotaque montado para a novela, entretanto, é deplorável. Vale elogiar o trabalho de Anderson Di Rizzi, o “palhaço” Carlito. Cheio de gerúndios descabidos, ditos com o típico in no lugar do en, ele compõe bem um tipo de garoto da zona leste – o “boy da Praça Silvio Romero”.

Os ricos, mais elegantes, dispensam o italianismo. Paloma, por exemplo, interpretada pela paulistana Paolla Oliveira, tem um jeito mais natural de falar. Mateus Solano, brasiliense criado no Rio, e Antonio Fagundes, carioca, também preferem a neutralidade para compor Félix e César. Já Pilar, da mesma forma que Valdirene e Márcia, só pode ser uma carioca que vive em São Paulo. “Porrrr que você não me contou, Paloma?”, disse ela outro dia, em flagrante carioquismo.

LEIA TAMBÉM:

Gabriel Braga Nunes, de vampiro a lobisomen

23/06/2013

às 12:42 \ Eu faço drama

Tatá Werneck é a Sabrina Sato da Globo

Tatá Werneck é repórter sem noção e – levemente – periguete: sopro de espontaneidade (Reprodução)

Muito bem como a Valdirene de Amor à Vida (Globo, 21h15), Tatá Werneck contraria o comportamento da maioria dos humoristas, que costumam frustrar os que esperam deles piadas e palhaçadas também fora de cena. Nas muitas participações que vem fazendo na nova emissora, pela qual trocou a MTV no ano passado, a atriz tenta demonstrar que tem muito em comum com a personagem – em algumas ocasiões, até mesmo o periguetismo desastrado.

Neste sábado, ela conseguiu o que parecia impossível nestes tempos de antipatia à Copa das Confederações – quebrou o gelo como “repórter especial” no link ao vivo que comandou dentro do Caldeirão do Huck, direto da porta da Arena Fonte Nova, em Salvador, pouco antes da partida entre Brasil e Itália. Imprevisível como entrevistadora de populares imprevisíveis, ela é mestre em deixar seus interlocutores sem jeito. Depois de fazer juras de amor a um desconhecido, declarou-se apaixonada pelo ex-jogador e comentarista Walter Casagrande – para desespero dele, que ficou vermelho feito pimentão no vídeo –, exatamente como a própria Valdirene faria. “Quero constituir família com ele”, disse ao apresentador Luciano Huck.

Mostrando-se ingênua, desastrada e capaz de rir de si mesma o tempo todo – no Domingão do Faustão, ela chegou a dizer que é “barriguda” e “sem peito” –, Tatá virou uma espécie de Sabrina Sato, do Pânico na TV (Band), famosa por estender à vida real o seu papel de “repórter sem noção”. É, sem dúvida, uma novidade e um avanço para a  Globo, que não costuma dar espaço ao improviso. Não é à toa que Tatá é o grande sucesso da TV na temporada.

LEIA TAMBÉM:

Todos os segredos do armário de Félix

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados