06/08/2012
às 13:22 \ Eu faço dramaJorge Amado e suas musas de carne e osso

Gabriela (Juliana Paes): audácia feminina é o traço mais marcante dos livros do autor a saltar das adaptações da TV (Divulgação/Globo)
À parte das comparações entre a primeira e a segunda adaptação de Gabriela, ou sobre quem é mais cravo e canela, se Sônia Braga ou Juliana Paes, é muito bom ter o universo de Jorge Amado de volta à TV. Ainda mais quando se comemora o centenário de nascimento do escritor, em 10 de agosto de 1912.
Antes da nova Gabriela, o mais adaptado dos autores brasileiros não era usado pela teledramaturgia desde 2002, um ano depois de sua morte, quando a Globo levou ao ar a microssérie Pastores da Noite, de Guel Arraes, Sérgio Machado e Cláudio Paiva.
Entre a crônica de costumes e a crítica política que emergem dos romances do autor, o papel da mulher na sociedade é o traço mais marcante das novelas e minisséries baseadas nas suas obras. A começar pela maior de todas, a própria Gabriela, Jorge brindou os leitores (e, consequentemente, telespectadores) com musas encantadoras – valentes, donas de si, transgressoras e, sobretudo, muito sensuais.
Relembre abaixo uma seleção das heroínas de Jorge na TV, um conjunto de adaptações que se completa com Terras do Sem Fim, novela de Walter George Durst de 1981, Tenda dos Milagres, minissérie de 1985, Capitães da Areia, minissérie de 1989 na Band, e Porto dos Milagres, novela que Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares escreveram em 2001 com base nos romances Mar Morto e A Descoberta da América pelos Turcos.
→ Gabriela, 1975
A melhor cozinheira de Ilhéus no começo dos anos 1920 é a primeira que vem à mente quando o assunto é Jorge Amado. Imortalizada por Sônia Braga na novela de 1975, ela é um dos sinônimos da mulher brasileira, mito que agora é reforçado com a nova versão estrelada por Juliana Paes. Antes das duas, mas com menos fama, houve uma primeira Gabriela, na TV Tupi: a corista Janete Vollu viveu a personagem numa adaptação de 1961. Nesta cena, Gabriela de Sônia parece um tanto inebriada demais debaixo da chuva.
→ Tieta, 1989
Tieta, uma mulher forte que volta rica, linda e poderosa para se vingar da cidade que a expulsou 25 anos antes num arroubo de moralismo, foi outra heroína porreta de Jorge Amado a render uma novela inesquecível, protagonizada por Betty Faria. Abaixo, ela dá um último passeio pelas dunas da praia de Mangue Seco, seu cenário preferido.
Tags: centenário de Jorge Amado, Gabriela, Juliana Paes, Sônia Braga







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