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Salve Jorge

24/02/2014

às 12:43 \ Folhetinescas

As gafes mais divertidas das novelas

Alô, doçura!: em meio a uma confusão no estúdio, Marina (Tainá Müller) atende o telefone com o aparelho de cabeça para baixo – e fala pelos cotovelos (Reprodução)

Alô, doçura!: em meio a uma confusão no estúdio, Marina (Tainá Müller) atende o telefone com o aparelho de cabeça para baixo – e fala pelos cotovelos (Reprodução)

Com tanta gente que presencia a gravação e, depois, assiste a um capítulo de novela antes de ir ao ar, chega ser surpreendente que erros grosseiros de gravação sejam enfim exibidos. Mas acontece – e aos montes, até mesmo no cinema hollywoodiano. Um mês depois da estreia, Em Família (Globo, 21h15) já cometeu sua primeira gafe, quando no capítulo da última quinta (20), Marina (Tainá Müller) não só atendeu como falou pelos cotovelos ao telefone com o aparelho de cabeça para baixo – proeza que só a paixão por Clara (Giovanna Antonelli) ou o descuido do pessoal da continuidade pode explicar.

Não foi, de jeito nenhum, algo que tenha prejudicado a mensagem que o autor passava da cena, a demonstrar como a fotógrafa anda ansiosa para encontrar com a nova amiga. E também não é nada incomum de acontecer, ainda mais numa novela, que tem muitos capítulos e é feita sob muita pressão. Mas não deixa de ser divertido perceber certos deslizes – a própria Tainá Müller, bem-humorada, tratou de rir de si mesma em seu perfil no Twitter. “Gente, a Marina tem Iphone 6.9, ainda não chegou ao Brasil”, escreveu, logo que o erro começou a gerar comentários.

Nesse clima, QUANTO DRAMA! relembra aqui outros detalhes descabidos de novelas recentes, que deram o que falar:

 

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→ Batom da Glauce, em ‘Amor à Vida’ (2013)

Antes de cair nos braços da morte, a doutora vilã Glauce (Leona Cavalli) bebeu, beijou o amigo gay na boca e capotou o carro. No beijo, borrou o batom vermelho. E enquanto dirigia, numa mesma sequência, alternou a boca borrada com os lábios perfeitamente pintados. O detalhe acabou chamando mais atenção nas redes sociais do que a cena em si ­– muito boa, aliás.

 

 

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→ Cabelo mutante de Morena, em ‘Salve Jorge’ (2013)

Quem nunca teve um dia de cabelo ruim? O da Morena (Nanda Costa) não deve ter reagido bem ao clima da Capadócia, já que ficava liso nos ambientes internos e rebelde nas cenas externas. A explicação é que as sequências da heroína correndo pelos campos da Turquia foram gravadas antes de a novela começar e as internas, foram feitas na cidade cenográfica montada no Projac. Ao que parece, ninguém se preocupou em igualar o penteado da personagem, daí ela alternar dois tipos de cabelo numa mesma sequência.

 

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→ Max vai de táxi, em ‘Avenida Brasil’ (2012)

Capacho de Carminha (Adriana Esteves), Max não era um bandido lá muito competente. Mas chegou ao ápice da confusão mental quando apareceu na casa de Jorginho (Cauã Reymond) no próprio carro e, depois, pegou um táxi para ir embora. Quem nunca?

 

 

 

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→ Henrique esfaqueia a Tia Neném, em ‘Insensato Coração’ (2011)

Meio mau-caráter, mas bem divertida, a Tia Neném certamente não merecia o tipo de esfaqueamento que acabou tendo: levou um golpe do vilão Henrique (Ricardo Pereira) do lado direito do abdome, mas sangrou do lado esquerdo.

 

 

 

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às 12:19 \ Entrevista

‘Vou sofrer mais ainda’, diz Carolina Dieckmann

Iolanda (Carolina Dieckmann) vai para o sacrifício em 'Joia Rara": como em 'A Bela e A Fera' (Divulgação)

Com uma carreira respeitável de dezesseis novelas, Carolina Dieckmann já brilhou interpretando vilãs detestáveis, como a Leona,  de Cobras & Lagartos (2006), e malvadas arrependidas, como a Teodora, de Fina Estampa (2011). Mas é das mocinhas e heroínas que ela realmente gosta. Sendo assim, vale usar o clichê  para dizer que o papel de Iolanda  em Joia Rara, na nova novela das 6, é “um presente” das autoras Duca Rachid e Thelma Guedes – a previsão é de muitas lágrimas, acessório predileto das sofredoras de folhetim.

Numa espécie de releitura do clássico infantil A Bela e a Fera, ela por enquanto sonha se casar com o grande amor, Mundo (Domingos Montagner), líder operário que só pensa em fazer a revolução comunista. Mas nos próximos capítulos, acabará, digamos, arrematada pelo terrível vilão da novela, Ernest (José de Abreu), depois que o pai dela, Venceslau (Reginaldo Faria), perdê-la num jogo. “Ela ama muito o pai, que está doente, e aceita seu destino, mesmo odiando aquele homem”, adianta a Carolina, para quem a personagem é mais heroína do que mocinha. “A mocinha é geralmente vítima das coisas que acontecem. Mas a Iolanda tem atos heróicos: vai se enclausurar num castelo com o maior vilão da novela porque o pai está muito doente. Não é como a Jéssica (seu papel em Salve Jorge), por exemplo, que pensava que seria garçonete e caiu na prostituição à força.”

Casada com um tirano que a tratará como uma mercadoria, Iolanda sofrerá a valer – diz a atriz que mais ainda do que sofreu a Jéssica de Salve Jorge, seu último papel na TV.  “O bom é que uma sofredora me entrega para a outra. E em cada trabalho eu estou um pouco mais madura e com um acervo maior de sentimentos dentro de mim”, observa. “Não daria para fazer a Iolanda sem a Jéssica. É o caminho que é importante.”

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20/05/2013

às 11:55 \ Folhetinescas

‘Amor à Vida’ leva o Divino para São Paulo

Autêntica, falastrona, muito amorosa e comandada por Eliane Giardini, a família do Bruno (Malvino Salvador) de 'Amor à Vida' é uma versão paulistana do clã carioca Tufão de 'Avenida Brasil' (Reprodução)

A cidade agora é outra, São Paulo. Mas o falatório à mesa, os barracos, o botequim que serve de ponto de encontro para os personagens e até mesmo a matriarca de Amor à Vida têm os mesmos moldes do Divino, bairro fictício carioca que encantou o público durante Avenida Brasil. A novela de Walcyr Carrasco, que estreia nesta segunda (20) na Globo, tem a dura missão de levantar não só o Ibope, à mingua após o fraco desempenho de Salve Jorge, mas principalmente a recuperar a credibilidade na produção de novelas. Para isso, busca uma identidade que se aproxima da modernidade testada e aprovada na novela-sensação de João Emanuel Carneiro. Walcyr, que assinou tramas de sucesso as 18h e as 19h, além do remake de Gabriela no ano passado, tem um ponto a seu favor: como João, não é autor dado à enrolação, e não costuma economizar nos acontecimentos, resolvendo os conflitos com certa rapidez num estilo que, na medida do possível, se aproxima dos seriados.

Localizado ali pelas bandas do tradicional Bixiga, o bairro fictício da nova novela das 9 é o lar do protagonista Bruno (Malvino Salvador), que passa pela tragédia de perder a mulher e o filho, mortos no parto. Dez anos depois, ele é pai adotivo de Paulinha (Klara Castanho) e vive na casa da mãe, Ordália. No papel, a mesma Eliane Giardini que comandou a família Tufão como Muricy. Agora, ela é casada com Denizard, papel de Fúvio Stefanini, dono de um bar muito parecido com o do Silas (Ailton Graça) em Avenida Brasil.

“Eles falam alto e brigam muito, como uma típica família de origem italiana, mas são pra cima e se curtem também”, detalha Malvino, prestes a viver um sujeito tão íntegro quanto o Tufão de Murilo Benício. “Estou procurando fazer uma coisa mais discreta, menos espalhafatosa”, anota Eliane, com a preocupação de se distanciar da exburante Muricy.

Na hora do alívio cômico, não por acaso, passa pelo estabelecimento da família de Bruno a periguete da vez, Valdirene (Tatá Werneck) que, ao lado da mãe, a ex-dançarina Márcia (Elizabeth Savalla), tentará ser um furacão de tanto vulto quanto a saudosa Suellen de Ísis Valverde.

A novela de João Emanuel Carneiro é vista nos bastidores como um divisor de águas e um padrão a ser atingido. Seu sucesso e boa repercussão tanto na classe C, a quem tanto se quer agradar, e na classe A, afastada pela oferta da TV a cabo, já dura mais do que esperava e teve efeito negativo para Salve Jorge. Na última sexta (17), após o final da novela de Glória Perez, a hastag #avenidabrasil entrou para as dez mais comentadas do Twitter – a comparação entre as duas novelas foi implacável.  ”A questão é que nem todos têm aquele estilo. E não se pode oferecer só um estilo ao público”, observa um dos autores mais experientes, em conversa com o blog.

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18/05/2013

às 12:05 \ Folhetinescas

Tema holywoodiano derrubou ‘Salve Jorge’

Russo (Adriano Garib) apanhou das traficadas da boate no último capítulo: se fosse personagem de um filme ou seriado, ele não daria esse mole (Divulgação)

À primeira vista, Salve Jorge pareceu uma mera cópia de dois sucessos anteriores de Glória Perez, O Clone (2001) e Caminho das Índias (2008). Mas não foi. No fim das contas, não era uma novela sobre o amor em meio ao choque das culturas ocidental e a oriental, mas uma trama essencialmente sobre o tráfico humano, lançada com a ambição de, além de entreter, interferir na realidade.

Não foi um bom caminho, como o Ibope demonstrou ao longo dos sete meses em que novela ficou no ar – média de 34 pontos até o começo do mês, a pior já registrada por uma novela das 9.

Contravenção de engenharia complexa e que movimenta muito dinheiro, o tráfico internacional de pessoas é, sem dúvida, um prato cheio para a ficção. Mas não é adequado para ancorar uma novela que, apesar do amplo espaço dos seus 180 capítulos, jamais poderia ir fundo na representação do drama das vítimas e da crueldade dos vilões – um filme ou uma série, sim.

Wanda (Totia Meirelles) "encontrou Jesus" na prisão: vilã entrou e saiu fazendo piada (Reprodução)

Dessa forma, tanto a mocinha traficada quanto os mafiosos ficaram enfraquecidos pelas amarras do próprio gênero, que pede muitas idas e vindas, injustificadas e a partir de atitudes que enfraquecem os personagens. Um caso envolvendo escravidão sexual já havia sido mostrado em Belíssima, de Silvio de Abreu, em 2005, por meio da prostituta Taís (Maria Flor). Mas foi uma trama secundária, de curta duração, não o centro da novela. Como aceitar, por exemplo, que os capangas de Russo (Adriano Garib), diante de todas as chances que tiveram, não tenham matado Morena (Nanda Costa) de uma vez?

Com pouca inteligência e muita empáfia – o tal do “sangue nos olhos”, que tentou moldar a “mulher batalhadora da favela”–, a mocinha de Glória Perez não chegaria viva ao final da história, se Salve Jorge fosse um filme. O seriado americano Body of Proof  usou o tema no sexto episódio, Fallen Angel, de sua terceira temporada, no ar nos Estados Unidos pela ABC. Arrancada à força de uma vila na Croácia, a mocinha é morta logo na primeira cena e, já morta, tem seu bebê arrancado do ventre, num beco. Num horário mais adequado – a partir das 22h – e com menos espaço para enrolação, as meias-palavras ficam de lado.

Seria injusto esperar que uma novela mostrasse algo tão extremo. Mas foi justo esperar que o assunto não virasse a piada provocada pelos vilões trapalhões e os policiais nada perspicazes, além das típicas soluções folhetinescas que são aceitáveis só no terreno amoroso, não no contexto policial. Em histórias de investigação, o realismo é essencial e a habilidade do autor está em espelhar a verdade sem fazer um documentário. Longe disso, Salve Jorge demandou uma tal “vontade de voar”, que seria embarcar na história sem se questionar. Pena que seu avião – ao contrário do jatinho de Lívia Marine (Cláudia Raia), o tempo todo partindo do Rio para Istambul – não decolou.

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‘Salve Jorge’: Quem Jorge salvou, e quem o dragão queimou

17/05/2013

às 23:01 \ Maestro, uma nota

As melhores frases do final de ‘Salve Jorge’

Perdeu, Lívia Marine: personagem de Cláudia Raia sensualizou no palco de algum rendez-vous no leste europeu, mas acabou presa por Helô (Giovanna Antonelli) (Divulgação)

O último capítulo de Salve Jorge, exibido na noite desta sexta (17) pela Globo, teve poucas surpresas, mas boas frases de efeito. Confira as melhores:

– Meu nome é Jô!

dee Jô (Thammy Miranda) para Russo (Adriano Gabrib), no melhor estilo Zé Pequeno.

– Eu sou casado!

de um figurante que se deu mal com a invasão da boate das traficadas.

– Eu não trafico ninguém…

de Irina (Vera Fischer), que até se levantou com o susto que tomou da Swatt

– Cadê seu cabelo?

de Waleska (Laryssa Dias) ao descobrir que Jô era policial infiltrada

– Não tem nem frigobar?

de Lívia (Claudia Raia) ao conhecer o seu novo cafofo

– Tá surpreso?

de Helô (Giovanna Antonelli) para Stênio (Alexandre Nero), de queixo caído ao descobrir que Lívia é bandida

– Eu aceitei Jesus.

de Wanda para Lívia, na prisão.

– Acabou!

de Théo (Rodrigo Lombardi) encerrando a novela.

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‘Salve Jorge’: Quem Jorge salvou, e quem o dragão queimou

17/05/2013

às 14:04 \ Folhetinescas

‘Salve Jorge’: Quem Jorge salvou, e quem o dragão queimou

Além dos milhares de devotos que tem na vida real e do Corinthians, que já lhe dão trabalho suficiente, São Jorge teve de se desdobrar para ajudar não só os personagens, mas também os atores da novela das nove que o homenageia.  E, num balanço final no dia em que a Globo exibe o último capítulo de Salve Jorge, entre mortos, surrados, traídos e vítimas de “seringa de conteúdo letal”, nem todos se salvaram – e terminam, digamos, chamuscados pelo dragão.

É comum que parte dos telespectadores sintonize numa novela apenas para ver um Antonio Fagundes, um Tony Ramos ou uma Adriana Esteves. Não foi o caso de Salve Jorge, que já no anúncio de seu elenco chamou a atenção mais pelas “personalidades” do que pelos grandes atores . De cara, a presença de figuras como a “filha da Gretchen”, do “neto do Silvio Santos”, da “ex-mulher do Tande”, da “namorada do Neymar” e, enfim, do “namorado da Xuxa” monopolizou as atenções da imprensa e do público, algo que teve muito mais a ver com a vida pessoal dos atores do que com seus personagens em si. Thammy Miranda, Tiago Abravanel, Lisandra Souto, Bruna Marquezine e Juno terminam o trabalho, obviamente, com saldo positivo.

Nem todos tiveram a mesma sorte. Veja abaixo uma seleção de outros que São Jorge salvou e quem – fazer o quê? – o dragão queimou.

Quem sai ileso e quem sai chamuscado de 'Salve Jorge'

1 de 11

Helô - Salva

Favorecida pelo heroísmo e pela estampa de "delegata", Giovanna Antonelli brilhou, esbanjando o carisma que a protagonista Morena não tinha.

16/05/2013

às 14:59 \ Bastidores

Bianca e Maitê – apenas boas amigas?

Cleo Pires e Cissa Guimarães gravam as cenas finais de Bianca e Maitê em 'Salve Jorge': filosofando ao natural (Divulgação)

Moderna, antenada e transgressora, como descreveu a autora Glória Perez na sinopse da novela, a Bianca de Salve Jorge (Globo, 21h15) evaporou da Capadócia, depois de perceber que perdeu Ziah (Domingos Montagner) para Ayla (Tânia Khalill).

Bianca na praia com a amiga Maitê: nudez e provocação para tentar salvar o Ibope na reta final

De volta ao Brasil, ela aterrissa numa praia de nudismo no Grumari, na zona oeste do Rio, onde filosofará, ao natural, sobre a vida amorosa com a amiga Maitê (Cissa Guimarães) – que, afinal, não fez outra coisa na novela senão ouvi-la.

A personagem, que começou a trama celebrando um descasamento, termina a novela sozinha nesta sexta (17). Ou melhor, aparentemente sozinha. Nos bastidores, há quem aposte que a cena de Bianca e Maitê na praia de nudismo deixará no ar a ideia de que elas têm algo mais. Maitê chegou a paquerar Ricardo (Alexandre Barros), colega policial de Helô (Giovanna Antonelli), mas nada do romance engatar – e a novela acaba amanhã. Recentemente, a provocativa Cleo Pires disse, numa entrevista à TV, que faz “muito sucesso” entre as mulheres.

Um casal lésbico é o que falta para completar a diversidade da novela que, como já comentado aqui no blog, deu palco a todo tipo de minoria. Vale lembrar que em 2005, Glória tentou levar ao ar uma esperada cena de beijo gay entre os personagens Júnior (Bruno Gagliasso) e Zeca (Eron Cordeiro), em América., mas foi impedida pela direção da emissora.

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16/05/2013

às 9:09 \ Folhetinescas

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Lívia Marine (Cláudia Raia) limpa as digitais de sua "seringa de conteúdo letal" após matar Raquel (Ana Beatriz Nogueira): sucesso da temporada (Divulgação)

Salve Jorge pode até não terminar nesta sexta consagrada como um sucesso, mas esteve o tempo todo na boca do povo, especialmente nas redes sociais.

Relembre abaixo sete itens que deram o que falar durante a novela de Glória Perez, autora já acostumada a lançar moda na TV:

1. Seringa de conteúdo letal de Lívia Marine: é só sacar, mirar e… todos os seus problemas acabam! A vilã de Salve Jorge não seria ninguém sem a sua seringa absurdamente letal.

Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues): filosofia de botequim e periguetismo (Divulgação)

2. Juba da Morena: Modelada à mexicana, lisa ou como juba natural, o cabelo de Morena (Nanda Costa) mudou diversas vezes – algumas na mesma sequência – durante a novela. E em todas elas virou assunto.

3. “Os mega” da Maria Vanúbia: Roberta Rodrigues entrou para a – já extensa – galeria das periguetes mais divertidas da TV. Com a língua afiada, cunhou as melhores frases da novela e apresentou as gírias do momento no Morro do Alemão para todo o país.

4. Batom  fúcsia da Lívia Marine: Cláudia Raia disse poucas e boas durante a novela. Algumas ficarão na memória muito por causa do berrante batom fúcsia que ela passou a usar em cena.

 

Helô (Giovanna Antonelli): vestida para dormir? (Reprodução)

5. Conga, conga, conga: O hit da Gretchen não estava na trilha sonora oficial, mas apresentado por Thammy Miranda na “boate das traficadas”, embalou o momento mais divertido da novela.

Bolsa porta-bebês da Wanda: pequena por fora e surpreendentemente espaçosa por dentro, a it bag da bandida foi uma maneira muito estranha de carregar criancinhas indefesas por aí.

Pijamas da Dona Helô: No começo, a “delegata” de Giovanna Antonelli chegou a ser referência de estilo. Depois, encasquetou com o look pijama, e passou a desfilar um sem-fim de conjuntos estampados de gosto bastante duvidoso.

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14/05/2013

às 13:30 \ Folhetinescas

Corra que a PF de ‘Salve Jorge’ vem aí

Helô (Giovanna Antonelli): carismática e divertida, porém fanfarrona, ela gasta os tubos na operação contra a quadrilha de Lívia Marine (Cláudia Raia), mas não prende ninguém (Reprodução/Instagram)

Não há dúvida de que a Helô é a melhor personagem de Salve Jorge (Globo, 21h15). Mas nem todo o carisma de Giovanna Antonelli é capaz de disfarçar as trapalhadas cometidas pela delegada e sua trupe, coisa para fazer corar os agentes da Polícia Federal na vida real. Na reta final da novela, que termina nesta sexta (17), sobram absurdos na caça à quadrilha de Lívia Marine (Cláudia Raia), muito além daquele desconto que a gente costuma dar para um folhetim. A sorte dos agentes é que os bandidos da novela não são muito espertos – com fanfarrões de um lado e tapados de outro, a vitória do bem contra o mal está garantida porque, na ficção, cada herói tem o vilão que merece.

Veja sete trapalhadas da “delegata” e seus subordinados:

(Reprodução)

1. Depois de aparecer como uma menina ingênua no começo da novela, Morena (Nanda Costa) se transformou numa verdadeira agente secreta, agora infiltrada na prostituição de Istambul. Civil e destemperada, ela convenceu os policiais que poderia andar por aí armada já que, oras, recebeu treinamento do ex-namorado bandido no Morro do Alemão.

2. Morena atraiu Lívia para uma armadilha e, com a bandida sob a mira de sua arma minúscula, arrancou-lhe a confissão sobre a morte de Jéssica (Carolina Dieckmann). Os policiais ouviam tudo mas, mesmo assim e ainda depois de alguns disparos, não prenderam a bandida. No capítulo desta segunda (13), mesmo acompanhada de um agente, foi a mocinha que arriscou o pescoço para resgatar Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues) das garras dos bandidos, no momento em que a periguete, sob a mira de um capanga, ameaçava Wanda (Totia Meirelles) com um canivete.

3. Prova de que a trama se arrasta com dificuldade são os fatos policialescos que recheiam os últimos capítulos sem qualquer impacto na história principal. Thompson (Odilon Wagner), por exemplo, foi sequestrado quando visitava Lucimar (Dira Paes) no Alemão. Mas, no fim das contas, o carro dos bandidos deu apenas uma volta na rua cenográfica que representa o Morro do Alemão. Resgatado, o mordomo foi tomar café em vez de ser levado à delegacia pela policial infiltrada Neuma (Brenda Haddad). No capítulo desta terça (14), a menina Jéssica Vitória, filha de Morena, será levada pelos bandidos do mesmo local e debaixo do nariz da agente – que vai tomar refresco batizado com calmantes.

4. Ainda bem que os cofres públicos da novela são fictícios – e que não parece haver corregedoria na trama. Compradora compulsiva na vida privada, Helô gasta os tubos na operação contra a quadrilha de traficantes de pessoas: além do luxuoso apart hotel onde Morena ficou escondida, das passagens Rio-Istambul e diárias em hotéis, o agente Almir (Murilo Grossi) paga US$ 200 a cada vez que vai “a campo” com a prostituta Waleska (Laryssa Dias), no melhor estilo “garganta profunda”. No fim, o policial ainda vai se dar bem, engatando namoro com a “fonte”.

5. Para obter – mais? – informações sobre a quadrilha, Sheila (Lucy Ramos), outra civil posta em perigo pela PF, caiu de propósito na lábia de Rosângela (Paloma Bernardi). Mas não deu para entender por que a delegada forjou a prisão da moça, arrancada aos berros do avião, com direito a puxão de cabelo. Isso não poderia alertar os bandidos de que a polícia vem aí?

 

(Reprodução)

6. É verdade que a crônica policial é repleta de histórias inacreditáveis. Mas o que dizer da fuga de Wanda (Totia Meirelles) da prisão? A bandida conseguiu se disfarçar e trocar de lugar com uma mulher que foi visitá-la, sem que ninguém no presídio percebesse. Depois, mais absurdo ainda, foi direto para o mesmo hotel onde foi presa – e nada da polícia aparecer.

7. Wanda, aliás, deveria estar apodrecendo atrás das grades faz tempo: ainda em fevereiro, ela empunhou uma barra de ferro para bater em Helô que, como uma verdadeira heroína, conseguiu se defender. Além da tentativa de agressão, a bandida tinha uma arma, obviamente irregular, mas nada da delegada efetuar a prisão.

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às 10:59 \ Folhetinescas

As mães mais sereias da ficção

A "delegata" Helô (Giovanna Antonelli) é aquele tipo que está mais para irmã do que para mãe da filha, Drica (Mariana Rios) (Divulgação)

O que se diz na vida real pode ser aplicado à teledramaturgia: as mães são todas iguais, só mudam as novelas. Mas, talvez por uma feliz coincidência, entre os tipos supermaternais, pegajosos e até negligentes que povoam as histórias atuais, há uma bela safra de “mamães sereias”, tão exuberantes quanto a personagem de Cher em Minha mãe é uma sereia, filme de 1990 que inspira esse post.

Quem ousaria dar um ferro de passar ou um penhoar de matelassê para as mães mais gatas da ficção?

1. Heloísa, de Salve Jorge: Na vida real, a “delegata” Helô teria de ouvir muitas vezes perguntas do tipo “é sua irmã?” ao se apresentar como mãe de Drika. Afinal, quem poderia acreditar que Giovanna Antonelli é mãe de Mariana Rios?

2. Natália, de Flor do Caribe: De tão sereia que é, Natália não demorou a cair na rede do pescador Juliano (Bruno Gissoni) na novela das 6. Como Giovanna Antonelli de Salve Jorge, Daniela Escobar desafia o tempo em Flor do Caribe: é mãe das bem-crescidas Mila e Carol, respectivamente, papéis de Tainá Muller e Maria Joana – mas quem diria?

 

 

 

3. Ester de Flor do Caribe: Mãe novata na vida real, Grazi Massafera começou em Flor do Caribe como praticamente uma adolescente. Dois meses depois da estreia, a sua Ester  já tem dois filhos pequenos para criar, o que não a impede de desfilar linda e loira pelas areias da Vila dos Ventos.

 

 

 

4. Lucimar, de Salve Jorge: Além das “mães sereias”, há as “avós sereias”. Nessa categoria, não há representante melhor do que a Lucimar, que conta com a boa forma de Dira Paes ao desfilar com categoria pelo Morro do Alemão para, como diria a Maria Vanúbia (Roberta Rodrigues), desespero das recalcadas.

 

 

 

 

5. Paloma, de Amor à Vida: Na novela das 9 que estreia no dia 20, a jovem médica vai abandonar a carreira e a vida confortável que a família lhe proporciona por amor. Depois de um salto no tempo, aparecerá como a mãe sofrida de uma pré-adolescente, Paulinha (Klara Castanho), que foi dada como morta, mas sobreviveu e foi criada por Bruno (Malvino Salvador).

 

 

6. Julia Matos, de Dancin’Days: Mães com tudo em cima não são uma exclusividade destes tempos. Já em 1978, a Júlia Matos vivida por Sônia Braga fervia na boate de Dancin’Days sem que ninguém ali suspeitasse que ela era mãe de uma adolescente, Marisa (Glória Pires).

 

 

 

 

7. Jocasta, de Mandala: No auge de sua beleza, Vera Fischer viveu uma das mães mais controversas da teledramaturgia. Em 1987, a Jocasta de Mandala seduzia, sem querer, o próprio filho, Édipo (Felipe Camargo), num encontro inusitado entre a tragédia grega e o folhetim.

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