09/03/2013
às 13:52 \ FolhetinescasPatrícia Pillar dá show no final de ‘Lado a Lado’

Me serve, vadia, me serve!: Constância (Patrícia Pillar) foi punida na intimidade, como convém a uma dama folhetinesca, pelo marido Assunção (Werner Schünemann) (Reprodução)
Foi de Constância (Patrícia Pillar) o show que encerrou Lado a Lado, ontem (sexta, 8). Como a Carminha (Adriana Esteves) de Avenida Brasil, a megera platinada das 18h deixou as sedas e rendas e foi condenada a terminar os dias não num lixão mas, para ela, quase isso: num sítio sem qualquer luxo, para o qual foi de carroça e carro-de-boi, lembrando a boia-fria Luana que Patrícia interpretou em O Rei do Gado, em 1996.
Novela que manteve a qualidade em alta durante os seus 154 capítulos, a trama de estreia da dupla João Ximenes Braga e Cláudia Lage teve um desfecho mais empolgante do que a maioria. O fechar de cortinas quase sempre é precedido por casamentos, nascimentos e reconciliações previsíveis, mas os autores preferiram encerrar alguns ciclos no penúltimo capítulo, na quinta, deixando o mais pulsante efetivamente para o final.
Como em 1911 não caberia uma prisão a uma dama como a ex-baronesa Constância, ela foi punida na intimidade, pelo marido Assunção (Werner Schünemann). Chegou a passar pela situação “me serve, vadia, me serve”, outro ponto em comum com Carminha – com uniforme de doméstica, foi obrigada a servir o jantar. Na sequência, foi exilada na zona rural. Cinco anos depois de A Favorita, Patrícia compôs uma vilã menos diabólica do que a Flora, mas tão complexa e interessante quanto aquela – não houve uma cena em vão, e cabe destacar ainda a parceria da atriz com Christiana Guinle, a amargurada e ácida Carlota.

Constância (Patrícia Pillar) vai para o "infeliz para sempre" a bordo de um carro-de-boi: lembrou da boia-fria Luana de 'O Rei do Gado'?
No todo, os autores tiveram a sorte de contar com um elenco que fez bonito com seu texto excelente, a começar pelas protagonistas Laura (Marjorie Estiano, sempre bem) e Isabel (Camila Pitanga). E houve ainda os vilões Fernando (Caio Blat) e Catarina (Alessadra Negrini), desequilibrada com verdade desconcertante, e os cômicos e líricos integrantes da companhia de teatro, Diva Celeste (Maria Padilha), Quequé (Álamo Facó), Mario (Paulo Betty), Neusinha (Maria Clara Gueiros) e Frederico (Tuca Andrada), que garantiram bons momentos.
No último capítulo, a novela não conseguiu superar seu recorde no Ibope, de 25 pontos, registrado em janeiro – marcou 20 pontos, apenas dois além da sua média. A baixa audiência é o único ponto a se lamentar no desempenho da novela, mas não sem levar em conta um detalhe que faz toda a diferença: a pouca oscilação dos números demonstra que o público que ela arrebatou foi fiel, do começo ao fim.
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Tags: Lado a Lado, Patrícia Pillar













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