Blogs e Colunistas

Mariana Ximenes

16/02/2013

às 12:57 \ É página virada

“Beijei, amiga…”

Como uma onda...: depois de servir de ombro amigo, Márcia (Fernanda Paes Leme) acaba beijando – ou sendo beijada? – por Théo (Rodrigo Lombardi) em 'Salve Jorge' (Divulgação)

Márcia só precisou levar um “caldo” no mar para cair nos braços de Théo (Rodrigo Lombardi) e sair da praia beijada pelo grande amor da sua melhor amiga, Érica (Flávia Alessandra), no capítulo de ontem (sexta) de Salve Jorge (Globo, 21h).

A sequência, que extrapolou a carga de cafonice aceitável dos folhetins, teve direito a continuação com Théo tomando banho de chuveiro, através da cortina de plástico e em câmera lenta. Estaria o capitão arrependido? Tudo não teria passado de um devaneio de verão? Ou será que ele já pensa em propor casamento a Márcia, como já fez com Morena (Nanda Costa) e Érica?

O galã das 21h, como se sabe, é imprevisível, e talvez só venha a tomar uma atitude sensata lá pelo final da novela – beijar a amiga da ex-namorada foi dos seus maiores vacilos.

Mas Théo não está só. Tabu na vida real, envolvimentos como o dele e de Márcia renderam alguns bons babados na teledramaturgia. Relembre cinco:

→ Como em 1983, a Juliana (Mariana Ximenes) de Guerra dos Sexos escondeu durante um bom tempo um caso com Fábio (Paulo Rocha), marido da insuportável Manoela (Guilhermina Guinle), que se julgava sua amiga-confidente.

 

 

 

 

→ “Ela é amiga da minha mulher, pois é…” – a música de Seu Jorge era perfeita para o caso fugaz entre Olenka (Fabiula Nascimento) e Silas (Ailton Graça), naquele momento marido da melhor amiga dela, Monalisa (Heloísa Périssé) em Avenida Brasil (2012).

 

 

 

 

→ Mais do que amigas, Manuela (Marjorie Estiano) e Ana (Fernanda Vasconcellos) eram irmãs em A Vida da Gente (2011). Primeiro, foi Ana que namorou Rodrigo (Rafael Cardoso), de quem engravidou. Ao voltar de um coma de seis anos, ela se surpreende ao descobrir que o amado estava casado com ninguém menos que Manu – sem dúvida foi um dos maiores enroscos que a faixa das 18h já viu.

 

 

→ Em Viver a Vida (2009), Luciana (Alinne Moraes) trocou um gêmeo, Jorge, pelo outro, Miguel (Mateus Solano). Não bastasse a saia-justa familiar, havia ainda o fato de que Renata (Bárbara Paz), namorada de Miguel na ocasião, era amiga dela.

 

 

 

 

→ Cidinha (Vera Fischer) e Leda (Silvia Pfeifer) eram amigas de infância em Perigosas Peruas (1992), e desde sempre competiram em tudo. Claro que a disputa tinha de envolver um homem, com a pimenta típica de uma novela das 19h: Belo (Mário Gomes), casado com Cidinha, engravidou as duas ao mesmo tempo. Na maternidade, o bebê de Cidinha não vingou, e ele tratou de pôr o filho de Leda no lugar – uma confusão que durou até o “felizes para sempre” escrito por Carlos Lombardi.

 

Leia também:

Em ‘Pé na Cova’, um divertido elogio ao subúrbio

Bianca Bin apanha mais do que Lucélia Santos

O Forrest Gump caboclo de ‘Lado a Lado’

Tony Ramos sai de cena em ‘Guerra dos Sexos’

→ Curta o Quanto Drama! no Facebook

06/12/2012

às 17:20 \ Fotonovela

Mariana Ximenes é Audrey Hepburn em ‘Guerra dos Sexos’

Juliana (Mariana Ximenes): festa hollywoodiana (Divulgação/Globo)

Uma festa hollywoodiana vai agitar Guerra dos Sexos (Globo, 19h30) a partir de amanhã. Para a superprodução a fantasia, a equipe da figurinista Marília Carneiro escolheu a dedo um ícone do cinema para vestir cada um dos convidados de Charlô (Irene Ravache).

Roberta (Glória Pires), a homenageada da noite (Divulgação)

Juliana (Mariana Ximenes) aparecerá encantadora como Audrey Hepburn em Bonequinha de Luxo (1961). Vânia (Luana Piovani) é outra que acertou no traje – é a própria Barbarella, do filme estrelado por Jane Fonda em 1968. A anfitriã Charlô será Mata Hari, vivida no cinema em 1931 por Greta Garbo, e a homenageada da noite, Roberta Leone (Glória Pires), aparece como uma Cleópatra mais ousada que a de Elizabeth Taylor – num glamouroso longo vermelho.

Na trama escrita por Silvio de Abreu, apreciador notório da época de ouro do cinema americano, a festa não vai transcorrer sem confusão. Vestido como Rodolfo Valentino em O Sheik (1921), Otávio (Tony Ramos) aparece acompanhado de uma ex-amante, Mirelle Darriex (Rosamaria Murtinho, em participação especial). Um acordo com a francesa estava nos planos do time feminino, o que daria larga vantagem sobre o time masculino na aposta que opõe Otávio e Charlô.

Veja também:

Celulari revive os tempos do “tio Glauco” de ‘América’

Sem censura, Manoela vive para incendiar ‘Guerra dos Sexos’

Thammy Miranda: “Posso fazer papel de menino e de menina”

→ Curta o Quanto Drama! no Facebook

 

 

 

14/11/2012

às 10:47 \ Eu faço drama

Sem censura, Manoela vive para incendiar ‘Guerra dos Sexos’

Manoela (Guilhermina Guinle) se agarra ao marido, Fábio (Paulo Rocha): autor precisou matá-la na primeira versão da novela (Reprodução)

Todo autor de novela sabe o poder de destruição de uma ex-mulher inconformada e ressentida. Deve ser por isso que a típica figura que não aceita o fim do casamento e faz de tudo para tentar manipular o marido e os filhos é tão frequente na teledramaturgia, seja na comédia ou no drama, em tramas de época ou contemporâneas.

A Manoela (Guilhermina Guinle) da nova Guerra dos Sexos (Globo, 19h30)  entra para esse time com honrarias. Pela segunda vez escrevendo a personagem, o autor Silvio de Abreu comemora a chance de desenvolver plenamente a trama em torno da mulher desequilibrada que não tem pudor em usar a filha para atingir o marido, Fábio (Paulo Rocha). Ele ama outra mulher, Juliana (Mariana Ximenes) e deseja se separar mas, por causa das ameaças de Manoela, tem medo de perder o contato com a criança.

“Não pude desenvolver direito essa trama em 1983 por causa da censura. Naquela época o tema adultério era proibido em uma novela das sete horas”, lembra Silvio de Abreu, em conversa com o blog. “Com muitas horas de persuasão em Brasília, com a dra. Solange (Solange Teixeira Hernandes, diretora do Departamento de Censura Federal de 1980 a 84), consegui que a história fosse ao ar.”

 Veja também:

Nada de tatuagem para Gianecchini

A condição, entretanto, foi que não se mostrasse nenhum beijo ou toque físico entre Juliana (na época Maitê Proença) e Fabio (na primeira versão, vivido por Herson Capri). “Ficou uma chatice de romance só em conversa, por parte dos dois, embora Manoela (na primeira versão, papel de Ada Chaseliov) pudesse brigar pelo marido”, explica o autor. “Para que eu pudesse continuar a novela e fazer um romance de verdade, matei a Manoela em um acidente de carro e o Fábio ficou viúvo, disputando a Juliana com o Nando (antes papel de Mário Gomes, hoje de Reynaldo Gianecchini).”

Desta vez sem os censores nos seus calcanhares, Silvio adianta que manterá Manoela na trama, solta para azucrinar a vida do pobre Fábio. “O romance dele com a Juliana vai ficar bem mais quente”, promete.

 

11/07/2012

às 13:18 \ Bastidores

Entrevista pôs Jesus Luz em ‘Guerra dos Sexos’

Jesus Luz será o Ronaldo de 'Guerra dos Sexos': "Ele enfrenta bem uma câmera", elogia Silvio de Abreu (Divulgação)

Entre figuras estreladas como Irene Ravache, Tony Ramos e Reynaldo Gianecchini, que compõem o elenco da nova Guerra dos Sexos, em preparação pela Globo para substituir Cheias de Charme em outubro, um nome chama atenção: Jesus Luz, modelo e DJ de ocasião que foi alçado à fama depois de um namoro com a diva Madonna.

Na trama reinventada pelo próprio Silvio de Abreu, autor do original de 1983, Jesus será Ronaldo, amigo apaixonado de Juliana, personagem de Mariana Ximenes. Para essa verdadeira prova de fogo, o aspirante a ator não precisou bater na porta da Globo – ao blog, o autor conta que partiu dele mesmo o convite, que já causa o burburinho costumeiro em torno dos modelos que se arriscam na carreira de ator. “Vi o Jesus Luz em uma entrevista no Jô Soares e ele dizia que era ator, que tinha feito curso de ator, que queria investir nessa carreira etc e tal”, detalha Silvio de Abreu. “Fiquei curioso, e quando começamos a escalar a novela pedi para o (diretor) Jorge Fernando fazer um teste com ele e com outros candidatos ao personagem. O teste dele resultou o melhor e resolvemos escalá-lo.”

Padrinho bem-sucedido, que lançou nomes como Paola Oliveira (Belíssima), o autor fala de sua expectativa com o novo pupilo. “Acho que ele enfrenta bem uma câmera, tem uma boa voz e uma bela estampa”, elogia. “Paulo Cesar Grande, quando fez o personagem em 1983, também não tinha muita experiência como ator e deslanchou uma carreira de intérprete a partir da novela. Embora os personagens não sejam exatamente os mesmos, espero que o Jesus tenha a mesma sorte.”

Em janeiro, o modelo fez uma pequena participação em Aquele Beijo, novela de Miguel Falabella que terminou em abril, ao lado de Cláudia Jimenez.

Veja também:

Saiba tudo sobre a nova ‘Guerra dos Sexos’

→ Curta o Quanto Drama! no Facebook

 

29/06/2012

às 13:11 \ Folhetinescas

E tudo termina bem em ‘As Brasileiras’

Fernanda Montenegro (Mary Torres) e Paulo José (Rômulo): diálogo no carro foi ponto alto (Ique Esteves/Divulgação)

Em conversa com o blog publicada na última quarta, Fernanda Montenegro perguntou o que seria dela se, depois de 60 anos de carreira, não tivesse um tanto de bajulação ou alguém a passar-lhe a mão na cabeça. Mas não deve ser vista como bajulação a constatação de que Maria do Brasil foi o melhor episódio da temporada de As Brasileiras, que terminou ontem a primeira temporada na Globo.

A história da atriz veterana mas sem talento que se vê incapaz de agradar manteve equilíbrio delicado entre o cômico e o lírico, nos bons diálogos entre Mary Torres (Fernanda Montenegro) e seu camareiro Ney (Pedro Paulo Rangel). “Faltou um pouco de brilho, talento”, concluiu a personagem que, apesar da falta de aptidão, só queria atuar – de cortar o coração. Gracioso também o final reservado à personagem, que encontrou em RIomulo (Paulo José) um fã – toda estrela deve ter o seu. A cena dos dois dentro do carro antigo, ela aflita para decorar a única fala que teria na filmagem da novela, deve estar entre as mais belas do ano na TV.

Maria Ximenes foi A Adormecida de Foz do Iguaçu (Divulgação)

Mas nem todos os 22 episódios tiveram boa solução como o último. Alguns deram a impressão de apressar o final para caber nos 20 minutos, caso de A Viúva do Maranhão, com Patrícia Pillar. O formato, que voltará com algumas mudanças no ano que vem, é charmoso ao ancorar cada um dos episódios no carisma – e em alguns casos na sensualidade – de uma atriz. Nem todas, entretanto, deram sorte com seus enredos. Juliana Alves, A Mascarada do ABC, apareceu contando história para boi dormir, enganando o marido como uma stripper mascarada – mais inverossímil impossível e, pior, sem muita graça.

Entre as melhores, Ivete Sangalo, de veia cômica natural, divertiu como A Desastrada de Salvador; Letícia Sabatella revelou-se para a comédia em A Apaixonada de Niterói; Mariana Ximenes arrasou como A Adormecida de Foz do Iguaçu. Sandy foi bem como A Reacionária do Pantanal e Glória Pires também como A Mamãe da Barra, atuando ao lado das filhasNenhuma paulistana poderia aprovar o sotaque forçado da carioca Giovanna Antonelli como A Venenosa de Sampa, mas não é por isso que se deixa de reconhecer na perua interpretada por ela algumas de nossas conterrâneas.

Com gravações por todo o país numa produção grandiosa, o mosaico de beldades ficou interessante no fim das contas. E encerramento feito por Fernanda Montenegro deixou a sensação de que os acertos prevaleceram. É bem como disse Pedro Paulo Rangel na ultima cena: tudo bem quando termina bem.

E qual é sua “brasileira” favorita? Deixe seu comentário.

* Abaixo, veja um making-of da charmosa abertura, feito pela Lereby, a produtora do idealizador e narrador da série, Daniel Filho. “As pessoas veem todas essas mulheres juntas e pensa que é uma briga de egos, mas nada disso…”, diz Juliana Paes, A Justiceira de Olinda:

10/05/2012

às 18:00 \ Fotonovela

Mariana Ximenes faz “la belle de jour” no Paraguai

Mariana Ximenes como Liliane: farra na fronteira (Divulgação/Ique Esteves)

“É  coisa de tóxico”, diriam os mais conservadores se vissem a transformação por que passa todas as noites Liliane, a protagonista interpretada por Mariana Ximenes no episódio de hoje de As Brasileiras (Globo, 23h15).

Casada com Nelson (Guilherme Fontes), ela perdeu a vida boa de perua desocupada e é obrigada a acompanhar o marido nos negócios. A situação lhe causa tremenda insônia e, para acabar com ela, Liliane recorre a um certo remédio milagroso, ofertado pela amiga Helena (Guilhermina Guinle). Disso vem o título A Adormecida de Foz de Iguaçu – que de adormecida não tem nada.

Tomada em excesso num momento de desespero, a droga leva a personagem para a basfond, numa espécie de transe, como uma daquelas personagens do Milo Manara. O mais engraçado é que, já que está na fronteira, ela vai aprontar no Paraguai em figurino de pomba-gira. No dia seguinte, não se lembra de nada. Até ir parar na internet.

No ar ainda na reprise de Chocolate com Pimenta no Vale a Pena Ver de Novo, Mariana aproveitou o tempo longe das gravações de novela, desde que Passione acabou, em 2011, para participar de dois longa-metragens – Gorila, de José Eduardo Belmonte, e O Uivo da Gaita, de Bruno Safadi, em que ela e Leandra Leal interpretam duas amantes. Em julho, ela começa a gravar o remake de Guerra dos Sexos, de Silvio de Abreu, na qual será Juliana, papel que foi de Maitê Proença na novela original de 1983.

Veja também:

Saiba tudo sobre a nova ‘Guerra dos Sexos’

 Curta o Quanto Drama! no Facebook

 

 

25/04/2012

às 12:05 \ Bastidores

Saiba tudo sobre a nova ‘Guerra dos Sexos’

Irene Ravache será a combativa Charlô: guerra volta com elas por cima (Divulgação/Globo)

Basta uma olhada rápida nas novelas que estão no ar para concluir que as mulheres estão com tudo, na vida e na ficção. Espelho imediato do que acontece na sociedade, a novela se esmerou em deglutir e traduzir conceitos que dariam conteúdo para verdadeiras teses de estudo social mas que, nas mãos de um bom autor, tornaram-se comédias memoráveis.

Foi assim com Guerra dos Sexos, trama de 1983 que começa a ser regravada em julho para voltar  à TV no segundo semestre, substituindo Cheias de Charme na faixa das 19h da Globo. As gravações, sob a batuta do mesmo Jorge Fernando que dividiu a direção a original com Guel Arraes, começam pela mesma São Paulo da primeira novela, escrita por Silvio de Abreu na crista da onda – para usar um termo da época – que elevou as mulheres ao patamar de soberanas.

Nesse contexto, a Charlô (Fernanda Montenegro), que lutava com o primo Otávio (Paulo Autran, 1922-2007) pelo controle da rede de lojas de roupas da família, seria uma ancestral da Monalisa (Heloísa Périssé), de Avenida Brasil, que, dona de si, vive recusando os pedidos de casamento de Silas (Ailton Graça) e, melhor, costuma dizer aos quatro ventos que “com internet e televisão, ninguém precisa mais de homem”. O equilíbrio seria, sem dúvida, um caminho mais prudente, mas se as mulheres parecem ter ganho (será?) a guerra dos sexos da vida real, de que tratará o remake de Guerra dos Sexos, quase 30 anos depois?

Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro), em 1984 (Divulgação)

“A guerra será a mesma, com duas partes antagônicas lutando pelo poder. As mulheres estão por cima, então os homens serão a parte mais fraca nessa nova versão”, adianta o autor Silvio de Abreu, jogando conversa fora com o Quanto Drama!. “Mas toda a comédia será preservada e a novela não pretende ser, como também não foi (em 1984), nenhum estudo sociológico do comportamento masculino ou feminino. Vou, sim, usar o antagonismo eterno entre os dois sexos para fazer uma divertida comédia.”

Silvio vem tentando refazer Guerra dos Sexos há alguns anos. O primeiro projeto, que teve Jorge Fernando como capitão, era levar a história aos cinemas, mas a produção era caríssima e, somada à rotina do autor sempre envolvido entre novelas das 21h da Globo, mostrou-se inviável. O remake de Ti-Ti-Ti, novela de Cassiano Gabus Mendes repaginada com grande sucesso por Maria Adelaide Amaral em 2010, abriu caminho para a volta da história de Bimbo e Cumbuca, de novo como novela.

O elenco, principal preocupação quando se fala de remakes de novelas de grande sucesso como foi Guerra dos Sexos, está praticamente todo escalado – muito bem escalado, anote-se. Na cena da batalha de brioches no café da manhã, talvez a mais reprisada da história da TV (se não resistir, reveja aqui), estarão agora Irene Ravache e Tony Ramos, como Charlô e Otávio.

O atrapalhado Felipe, papel que mostrou um Tarcísio Meira diferente do que o público estava acostumado a ver, será agora de Edson Celulari. Relembrando: o personagem é o filho adotivo de Charlô, mas, como homem, passa para o lado de Otávio quando a guerra começa. Ele será seduzido pela inescrupulosa Carolina, vilã interpretada por Lucélia Santos no original e que agora será feito pela doce Bianca Bin – na época, como se sabe, Lucélia também era especialista em mocinhas doces e deu uma virada graças à ousadia de Silvio.

Bianca Bin será a vilã Carolina (Divulgação)

Roberta, braço-direito de Charlô e antes de Glória Menezes, será agora papel de Glória Pires. É ela que se envolve com o motorista bonitão Nando, que foi interpretado por Mário Gomes – o personagem continuará bonito, porque agora é de ninguém menos que Reynaldo Gianechinni. Na disputa pelo moço – que tinha uma tal tatuagem no peito que deixava a audiência louca – está também Juliana, filha de Felipe. No original, ela foi personagem de Maitê Proença; agora, volta como Mariana Ximenes.

Já confirmados no elenco ainda estão Drica Moraes, que será a noveleira Nieta, que é casada com Dinorah, antes Ary Fontoura, e agora Fernando Eiras; Mayana Moura será Veruska, a secretária de Roberta que é espiã de Otávio – o papel foi de  Sônia Clara na novela original; Ulisses, o boxer apaixonado por Carolina e que em 1984 foi interpretado por José Mayer será vivido por Eriberto Leão.

25/03/2012

às 10:03 \ Folhetinescas

Vingativas subvertem a ordem vilã-mocinha

Nina (Débora Falabella): capaz de tudo (Divulgação/TV Globo)

Uma heroína que comeu o pão que o diabo amassou volta poderosa e disposta a tudo por vingança. Você com certeza já viu essa história em algum lugar, não só no seriado americano Revenge, que vem sendo apontado nas redes sociais – que maldade – como fonte de inspiração para a nova novela das 21h da Globo, Avenida Brasil.

Há, de fato, muitas semelhanças entre a série e a novela – o pai de família enganado por uma vilã, a filha pequena que sofre com isso, e a adulta reaparece como justiceira. Nina, a personagem de Débora Falabella, e Emily Thorne, da americana Emily VanCamp, são mesmo parecidas. Mas a tese do plágio não se sustenta, em primeiro lugar, porque a novela, é claro, está em produção desde muito antes do seriado estrear na TV americana, em setembro do ano passado.

Antes de tudo isso, entretanto, ainda no século 19, veio O Conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas, ele sim o principal modelo para Revenge e Avenida Brasil, e as outras tantas histórias de vingança que se contaram depois de Edmond Dantés, o marinheiro que é preso injustamente, fica rico e se dedica a eliminar seus desafetos.

Malu Mader, em 'Fera Radical' (1988)

Do folhetim em papel para o folhetim eletrônico, não é difícil reunir uma lista de vingativas perigosas e memoráveis. Vemos Débora Falabella montada numa moto nas chamadas da nova novela, e lembramos logo de Malu Mader em Fera Radical (1988). Na novela de Walther Negrão, a charmosa Cláudia planejava vingar a morte da família, adotando uma identidade falsa e arranjando emprego na fazenda cujos donos eram suspeitos do crime.

Outra vingança famosa é das quatro protagonistas de Quatro por Quatro (1995). Abigail (Betty Lago), Babalu (Letícia Spiller), Auxiliadora (Elizabeth Savala), Tatiana (Cristiana Oliveira) se conhecem na cela de uma delegacia, para onde foram, por caminhos distintos, por culpa de seus pares românticos. Juram, então, vingança, que era embalada pela sugestiva música da Sandra de Sá – Picadinho de Macho.

Em Chocolate com Pimenta (2000), em reprise no Vale a Pena Ver de Novo, a ingênua Ana Francisca (Mariana Ximenes) acorda para a vida depois de ser humilhada diante de toda a cidade. Anos depois, rica e linda, volta para mostrar a todos do que a “pata choca” é capaz.

Tão má que era, nem parecia, mas a Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu), a grande vilã de Celebridade (2004),  agiu contra Maria Clara (Malu Mader) para fazer justiça – a mágoa tinha a ver com  um fato curioso: a mãe de Laura foi a verdadeira musa para uma canção que tornou Maria Clara famosa.

As vingativas divertidas de 'Quatro por Quatro' (1994)

Como a Cláudia de Fera Radical, Laura se torna empregada da vítima. Assim também fez o André (Marcello Antony) de Belíssima (2005) e o Fred (Reynaldo Gianecchini), de Passione (2010), ambas de Silvio de Abreu. Também dele, Torre de Babel (1998) teve uma vingança como tema central. José Clementino (Tony Ramos), condenado por matar a mulher, quer acertar as contas com César Toledo (Tarcísio Meira), cujo depoimento foi decisivo na sua condenação. A famosa explosão do shopping, um dos cenários da trama, fez parte desse “dar o troco”.

A ideia de pagar na mesma moeda quem nos fez sofrer é sedutora,assim como são sedutores os heróis que se lançam numa missão por justiça. Mocinhos passivos acabam perdendo a simpatia do público para certos vilões porque são eles que movimentam as tramas e dão as cartas. Já os heróis envenenados por vingança, um sentimento nem um pouco nobre, parecem mais humanos e acabam invertendo a ordem vilão-mocinho.

E quando é a mocinha que se enfeza, sobe numa moto e diz “ela vai pagar pelo que fez”, como fará a Nina de Avenida Brasil, as rédeas da história ficam com ela e trama tem tudo para agradar.

10/03/2012

às 12:52 \ É página virada

‘Chocolate com Pimenta’ continua a “maratona Laura Cardoso” na TV

Mariana Ximenes (Ana Francisca) e Laura Cardoso (Carmen), em 'Chocolate com Pimenta': duas vezes sucesso

Com o fim da reprise de Mulheres de Areia no Vale a Pena Ver de Novo, que patinou em alguns momentos, mas encerrou ontem com Ibope excelente (20 pontos), a Globo não quis arriscar e escalou seu maior sucesso do horário das 6 nos últimos tempos: Chocolate com Pimenta. Escrita por Walcyr Carrasco, ela foi ao pela primeira vez em 2003 e depois reprisada no Vale a Pena , em 2007, as duas vezes com audiência nas alturas.

A história clássica da heroína que é humilhada na cidade natal, ascende socialmente e volta poderosa para se vingar é sem dúvida um marco na carreira de Mariana Ximenes, que interpreta a protagonista Ana Francisca. Mas a reprise da novela divertida, romântica e com figurinos encantadores é também mais uma chance de ver Laura Cardoso em cena.

Aliás, quando Laura não está no ar?

Laura Cardoso como a Isaura de 'Mulheres de Areia'

Vejamos. Até ontem, ela era Isaura, mãe das gêmeas Ruth e Raquel (Glória Pires), que claramente preferia a filha má. Fez uma dupla matadora com Sebastião Vasconcelos, pai das moças que, pescador humilde, preferia a filha boa. Antes, esteve no ar como a Mariquita, na novela das seis Araguaia (2010/2011). De quebra, participou do seriado A Grande Família, como a mãe de Lineu (Marco Nanini).

Pioneira da TV, com perto de completar 85 anos, a atriz faz uma novela atrás da outra, desde 1952, quando apareceu em Tribunal do Coração (Tupi), vinda do teatro.  Mesmo quando não é uma das figuras de destaque da trama, como foi com a Laksmi de Caminho das Índias (2009), ela é frequentemente chamada para, de repente, para fazer a diferença, como em Duas Caras, na qual fez uma participação especial como a mãe de Ferraço (Dalton Vigh) – talvez a cena mais emocionante de toda a novela.

Na segunda, Laura estará de novo no ar, como Carmem, a avó querida de Ana Francisca, única pessoa equilibrada do sítio onde vive a destrambelhada família da protagonista de Chocolate com Pimenta.  Terá, sem dúvida, belas cenas pela frente. Sempre tem.

Na quinta, penúltimo capítulo, ela segurou uma cena praticamente em silêncio, só no olhar. De arrepiar (veja a partir do minuto 32):

 

 

 

Serviços

 

Assinaturas



Editora Abril Copyright © Editora Abril S.A. - Todos os direitos reservados