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Letícia Sabatella

15/05/2015

às 18:23 \ Fotonovela

‘Amorteamo’ é linda de morrer

Linda de morrer, Marina Ruy Barbosa aparece no capítulo desta sexta (15) de 'Amorteamo' (Divulgação/Renato Rocha Miranda)

Toda gótica, Marina Ruy Barbosa aparece no capítulo desta sexta (15) de ‘Amorteamo’ (Divulgação/Renato Rocha Miranda)

Com um casamento feliz entre a agilidade narrativa dos seriados e o exagero romântico dos folhetins, Amorteamo (Globo, 23h30) teve uma boa estreia na última sexta (8), mesmo contando uma história de premissa já tantas vezes usada. A familiaridade do espectador com a trama dos jovens amantes que pensam ser irmãos bem que poderia levar ao déjà vu, mas só faz crescer o encantamento com os delírios estéticos, com as interpretações intensas e com a cantoria charmosa de Letícia Sabatella. São elementos mais do que suficientes para garantir o interesse do público, que deu à estreia a boa audiência de 14 pontos, média registrada na Grande São Paulo.

No capítulo de hoje entra em cena a soturna Malvina de Marina Ruy Barbosa, personagem que vai se transformar em breve numa noiva-cadáver. Destinada a se casar com Gabriel (Johnny Massaro) num arranjo entre famílias, mas abandonada na igreja, ela vai se atirar de uma ponte. Gabriel, arrependido, vai chorar na sepultura da noiva, o que trará de volta à vida. Ficará formado, portanto, um triângulo amoroso extraordinário entre o herói sensível que tem interesse especial pela morte, a morta-viva Malvina e jovem aquela que ele pensa ser sua irmã, Lena (Arianne Botelho). Em paralelo ao romance, outros mortos da cidade começam a sair de suas sepulturas, o que não pode ser bom.

Seria óbvio relacionar a série de Cláudio Paiva, Guel Arraes e Newton Moreno aos filmes de Tim Burton, mas isso a reduziria. No show de fotografia, trilha sonora, figurinos e penteados, há muito do cinema mudo de F. W. Murnau, da onipresença da morte típica de Augusto dos Anjos, do amor sofrido de Baudelaire e do pop vitoriano do Drácula de Bram Stoker e Coppola. Muitas vezes, ser original também tem a ver com saber escolher e usar suas referências.

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Twitter: @patvillalba
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30/09/2013

às 20:58 \ Fotonovela

É peruca, Brasil!

A cada dia mais decadente, Bárbara Ellen (Giulia Gam) é exposta por Verônica (Letícia Sabatella) em 'Sangue Bom': deboche do meio artístico rende bons momentos na novela (Divulgação)

Não bastasse toda a humilhação pela qual vem passando, Bárbara Ellen (Giulia Gam) teve um segredo constrangedor revelado no capítulo desta segunda (30) de Sangue Bom (Globo, 19h30): os cabelos  à la Marilyn Monroe que a diva ostenta, invariavelmente sustentados no laquê, são uma peruca.

Depois de tentar, sem sucesso, conseguir R$ 5 mil reais de Natan (Bruno Garcia) para pagar a fatura do cartão de crédito, Bárbara viu Verônica (Letícia Sabatella) almoçando com Nelson (Tarcísio Filho). Pensou que seria a chance de fotografar a rival e fazer mais um mexerico, mas não contava com atitude da outra, que se levantou e arrancou-lhe a peruca, em pleno restaurante.

A novela de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari deita e rola no deboche dos bastidores da TV, que rende os momentos mais divertidos da trama. A perda dos cabelos, por causa das constantes mudanças obtidas a partir de processos químicos, é um dos maiores pesadelos das divas da vida real.

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30/05/2013

às 13:53 \ É página virada

As outras Sabatellas

Verônica (Letícia Sabatella) canta como Palmira Valente: ela vai salvar Filipinho (Josafá Júnior) do ridículo (Divulgação)

Contida e esposa dedicada nos primeiros capítulos, a Verônica de Sangue Bom (Globo, 19h30) não demorou a descobrir a infidelidade do marido Natan (Bruno Garcia). E no seu processo de reconstrução pós-divórcio, ela tem assumido a identidade secreta de Palmira Valente, uma cantora de karaokê ruiva e de personalidade oposta à sua.

Com seu sugestivo sobrenome, a personagem agirá como uma verdadeira heroína nos próximos capítulos, ao capitalizar a fama instantânea de Filipinho (Josafá Filho), vítima de bullying na internet, trasnformando-o em celebridade.

Letícia como Diana, ao lado de Marcos Palmeira no remake de 'Irmãos Coragem', em 1995 (Divulgação)

A ficção tem vários exemplos de mulheres que se lançaram em aventuras semelhantes, canalizando aquele nosso desejo eventual de, num instante, passar a agir diferente, ser outro.

A própria Letícia Sabatella, que agora é Verônica e Palmira, já foi mais de uma numa mesma novela. Em 1995, no remake de Irmãos Coragem, ela assumiu o papel de Lara, que consagrou Glória Menezes no original de 1970. Com graves transtornos pisquiátricos, a moça, amada pelo protagonista João Coragem (Marcos Palmeira) tinha nada menos do que três personalidades – além da reprimida Lara, a intempestiva Diana e, ainda, a equilibrada Márcia.

Reveja abaixo uma cena em que Letícia passa de Lara para Diana:

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02/09/2012

às 12:26 \ Bastidores

“A Catarina chega para perturbar”, diz Alessandra Negrini sobre nova personagem

Alessandra Negrini na festa de 'Lado a Lado', no Rio: "Se precisar cantar, ok. Eu finjo que canto bem" (Divulgação/Globo)

Elemento surpresa de Lado a Lado, que substituirá Amor Eterno Amor no próximo dia 10 na Globo, Alessandra Negrini  caprichou nas evasivas para manter o mistério em torno de Catarina, femme fatale de época que vai tirar Edgar (Thiago Fragoso) dos eixos na nova novela das 18h. “Sei tanto dela quanto você. Ela vem para perturbar”, disse a atriz, em conversa com o blog durante a festa de lançamento da trama, ontem, na Estação Leopoldina, no centro do Rio.

A protagonista Camila e o pai, Antônio Pitanga (Divulgação/Globo)

A personagem que traz a atriz de volta às novelas depois de cinco anos, desde quando ela fez jornada dupla como as gêmeas de Paraíso Tropical (2007), é uma cantora lírica que teve um envolvimento com o herói da história em Lisboa. De volta ao Brasil, num arranjo de interesses entre famílias, Edgar se casa a contragosto com Laura (Marjorie Estiano). E justamente quando o casal estiver se acertando, Catarina chegará ao Rio. “Não sei quando será. Ainda não fiz prova de figurino, não gravei nada e não sei quando vou gravar”, limitou-se a dizer Alessandra, que também jurou não saber se terá de cantar em cena. “Se tiver de cantar, ok. Eu finjo que canto bem!”, brincou.

Com decoração e ambientação impecável, a festa de lançamento da novela fez a bela e hoje desprezada Estação Leopoldina reviver os tempos de sua inauguração em 1897. Os móveis, tapetes, painéis, arranjos florais e até a comida remetiam à época em que se passa a trama de Claudia Lage e João Ximenes, na virada do século 20.

Num vestido longo lilás com uma fenda frontal à Angelina Jolie, Camila Pitanga, que vive a protagonista Isabel, foi a estrela da noite, a mais animada na pista do show do cantor Marcelo D2. Ela foi acompanhada pelo pai, Antonio Pitanga, que contou ao blog que entrará na novela “lá pelo capítulo 100” e que “empresta” a filha ao amigo Milton Gonçalves de bom grado. “Já fui pai dela em Cama de Gato (2010). Agora é deixa um pouco pra ele…”, disse, referindo-se ao barbeiro Afonso, ex-escravo e pai de Isabel na novela.

Decoração devolveu o glamour à velha Estação Leopoldina (Divulgação/Globo)

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12/04/2012

às 18:25 \ Fotonovela

Letícia Sabatella faz rir com o desamor em ‘As Brasileiras’

Monique (Letícia Sabatella) faz comédia com a perda do amor em 'A Apaixonada de Niterói' (Divulgação/Ique Esteves)Sabe quando a gente vê os anúncios do tipo “trago a pessoa amada em três dias” e se pergunta quem contrata tais serviços? Pois bem, a Monique, personagem de Letícia Sabatella em A Apaixonada de Niterói, episódio de hoje de As Brasileiras (23h25), fica tão desesperada quando perde seu amor que põe toda a fé que a Mãe Vitória (Camila Morgado) é mesmo capaz de trazê-lo de volta – e bem rápido.

Monique está disposta a tudo para que o marido, Marcelo (Caco Ciocler), não leve a separação adiante, mas quando chega à tenda de Mãe Vitória, bate a vergonha e ela dá um nome falso para a vidente. É por isso que o feitiço desanda, o amor fica por um fio e a comédia é armada. A personagem, descontrolada à Almodóvar, é rara na carreira de Letícia, famosa por papéis densos como a psicopata Ivone de Caminho das Índias (2009).

Camila Morgado é a Mãe Vitória (Ique Esteves/Divulgação)Ela tem parceira experiente no humor, Camila Morgado que, como a mãe de santo do episódio dirigido por Cris D’Amato, faz jornada dupla hoje na Globo – antes, aparece como a Noêmia, uma das três mulheres de Cadinho (Alexandre Borges) em Avenida Brasil.

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