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Jorginho

09/10/2012

às 11:03 \ Folhetinescas

Doze personagens e um segredo: quem matou Max?

(Divulgação/Globo)

Depois de passar a novela toda comprando inimizades, Maxwell (Marcello Novaes) não terminará vivo o capítulo desta quinta de Avenida Brasil, dando início ao “quem matou?” que vai embaralhar os momentos finais da trama de João Emanuel Carneiro até o final, no dia 19.

Jurado de morte diretamente por Carminha, Tufão, Leleco e Janaina, e já tendo sido vítima de um atentado executado por Lúcio, o bebezão do Divino terá ainda sete possíveis assassinos – Jorginho, Lucinda, Nilo, Nina, Ivana, Muricy e Santiago – ou seja, quase metade do elenco da novela.

Na noite fatídica, todos os personagens estarão no lixão, onde ocorrerá o assassinato, por diferentes motivos. A principal suspeita será Nina, mas como costuma acontecer nos casos de “quem matou?” desde a morte de Salomão Hayalla em O Astro (Janete Clair, 1978), todos darão pistas de que poderiam ter cometido o crime. Entretanto, é claro que a lista fica mais enxuta quando excluímos os personagens “do bem”, aos quais o final feliz já deve estar garantido e, com certeza, não tem a ver com anos e anos atrás das grades.

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08/10/2012

às 22:34 \ Folhetinescas

Capítulo bombástico de ‘Avenida Brasil’ domina redes sociais

Tufão (Murilo Benício) acerta contas com Carminha (Adriana Esteves): tudo o que os noveleiros queriam (Divulgação/Globo)

Cercado de grande expectativa desde sábado, o capítulo 169 de Avenida Brasil dominou as redes sociais na noite de hoje. No Trending Topics do Twitter desde o final da tarde, a novela chegou ao terceiro bloco com 9 dos 10 assuntos mais comentados no país.

O público esperava ansiosamente pela sequência em que família de Tufão (Murilo Benício) finalmente desmascara Carminha (Adriana Esteves). A traição da vilã foi descoberta depois que Max (Marcello Novaes) fez o que Nina (Débora Falabella) tentou durante toda a novela: entregou as fotos que provavam o caso dos dois.

“Foi tiro, porrada e bomba”, resumiu Zezé (Cacau Potássio). Tufão esbofeteou a mulher e levou até a tag #mariadapenha, em referência a lei contra a violência doméstica, ao quinto lugar do TT’s. “Não é Lei Maria da Penha se a mulher que apanha é a Carminha”, observou Joseane Silva (@joseanee).

Quase todos ganharam destaque na web – bastava aparecer. Padre Solano, Adauto, Deixa Ivana, Carms, Tufão e Monalisa foram algumas das muitas tags que figuraram entre os assuntos mais comentados. O capítulo bateu recorde de audiência: 48 pontos em São Paulo e 51 no rio, segunda  audiência prévia do Ibope, de acordo com a coluna Radar.

O núcleo de Cadinho (Alexandre Borges) também entrou na brincadeira, mas com menos sorte. Com todo mundo querendo ver  Carminha, naquele momento refugiada na casa paroquial do Divino, quem queria saber dos crepes das mulheres do polígamo? “Crepe é uma comida deliciosa, o que é horrível é este núcleo”, escreveu, sem dó, Faell Vasconcelos (@Faell_vasc).

Carminha apanhou de Tufão, Muricy (Eliane Giardini) e Monalisa (Heloísa Perissé), mas não sem dizer verdades doloridas. A Ivana (Letícia Isnard), disse que merecia um agradecimento por ter lhe arranjado um marido. A Adauto (Juliano Cazarré), contou que Muricy tem um caso com Leleco (Marcos Caruso). E a Monalisa, explicou como foi fácil armar para que ela se separasse de Tufão.

Mas nem uma frase é melhor do que a proferida no portão da mansão, logo após ser expulsa pelo marido: “Eu nem peguei minha bolsa!”

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23/09/2012

às 13:56 \ Folhetinescas

Do celular ao macarrão com salsicha: 5 furos de ‘Avenida Brasil’

Max atira o celular de Nina: aparelho reapareceu depois, sem explicação

Todo roteirista que se preze sabe que realidade não precisa fazer sentido, mas a ficção, sim. Mesmo assim, os furos na construção das tramas e os deslizes de continuidade nas sequências são comuns em qualquer novela, seriado ou longa-metragem. E é claro que num programa que vai ao ar de segunda a sábado, gravado em rtimo industrial, a probabilidade de um erro ir ao ar é muito maior.

Histórias mal-explicadas e inverossimilhanças permeiam toda a história da teledramaturgia e raramente passavam para a posteridade, até entrarmos nesta era digital, em que as cenas podem ser revistas – e revisadas – à exaustão e comentadas enquanto durar a piada nas redes sociais.

É o que aconteceu na última semana com Avenida Brasil que, depois de se tornar um vício nacional, caiu em desgraça quando o autor João Emanuel Carneiro fez Nina (Débora Falabella) perder as preciosas fotos que ajudariam a desmascarar a vilã Carminha (Adriana Esteves) e seu amante, Max (Marcello Novaes).

Foi nada mais do que um apelo dramático, para que a trama durasse mais um pouco, mas a audiência não perdoa que a heroína entenda tão pouco de tecnologia . No calor da discussão, foi lançada no Facebook a campanha “um pendrive para Nina”, mas veja como até os noveleiros erram: Nina tinha sim um pendrive, que estava no cofre do banco e que provavelmente também foi roubado por Valdo (João Henrique Gago) – o que ela precisava mesmo era de um serviço de armazenamento de dados.

Não foi o único furo da novela. Divirta-se abaixo com cinco episódios que ficaram sem explicação – e, aí, você percebeu?:

1. No capítulo de 28 de agosto, Max segue Nina de carro até o apartamento de Jorginho (Cauã Reymond). Escondido, descobre que estava sendo usado por ela. Mas será que ele ficou tão transtornado a ponto de ir embora de táxi, na sequência que foi ao ar no dia seguinte?

 

 

 

 

2. Se quando sequestrou Nina e prendeu-a em seu barco, no capítulo de 2 de agosto, Max atirou o celular dela no mar, como ela usou o mesmo aparelho para mostrar as tais fotos dos vilões para Jorginho, no dia 16?  E, mais: onde está esse celular, agora que a heroína precisa tanto dele?

 

 

 

3. Não chega a ser um furo, mas uma incoerência que Carminha tenha encarado como uma grande tortura o prato de macarrão com salsicha que Nina lhe deu como única opção de comida, no capítulo de 26 de julho. Hit nas casas de praia da família brasileira, o menu não poderia assustar alguém que, lembremos, cresceu num lixão e é capaz de beber cachaça no gargalo, como vimos depois.

 

 

 

4. A Família Tufão, como se sabe, tem certa dificuldade para descobrir segredos que estão debaixo do nariz. O caso entre Muricy (Eliane Giardini) e Leleco (Marcos Caruso), por exemplo, só não vê quem não quer.  Está certo que Adauto (Juliano Cazarré) e Tessália (Débora Nascimento) não são muito inteligentes, mas seria impossível não avistar o carro de Muricy ao lado da casa de Cabo Frio na segunda vez em que ela esteve lá com Leleco, no capítulo de 23 de agosto. Mas Adauto e Tessáilia saíram de lá sem perceber a presença da outra. Como não viram o carro que ela usou para chegar à praia?

 

5. Quando se mudou para o apartamento diminuto de Roni (Daniel Rocha) e Suelen (Ísis Valverde), Leandro (Thiago Martins) tinha de dormir na sala, porque só há um quarto. Mas quando ele levou Beverly (Luana Martau) para dormir lá, no capítulo de 29 de agosto, pareciam sair de algum cômodo misterioso – tanto é que, tomando café na sala, Roni e Suelen não haviam percebido a presença de Beverly. Onde eles dormiram, então?

 

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22/09/2012

às 12:45 \ Folhetinescas

Contagem regressiva: 8 capítulos para Tufão deixar de frescura

Tufão lê 'O Idiota', de Dostoiévski: como Michkin, ele é o bom que é visto como o menos capaz pela audiência (Divulgação/Globo)

Conversa vai, conversa vem e o que todo mundo quer ouvir não é dito em Avenida Brasil: “Carminha e Max são amantes!”

Afinal, o que falta para o crédulo Tufão (Murilo Benício) descobrir que vem sendo enganado há tempos pela mulher? Não há justificativa plausível para que Nina (Débora Falabella) e Jorginho (Cauã Reymond) hesitem tanto em contar a verdade, senão o fato de que a novela das 21h da Globo ainda tem uma boa quantidade de capítulos pela frente até o grand finale marcado para o dia 17.

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Por isso, tantos desencontros, meias-verdades, corre-corre, trapaças, naufrágio e, principalmente, a decisão dos mocinhos de fazer a coisa da maneira mais difícil e analógica possível – se a novela estivesse na era digital, como pedem os noveleiros nas redes sociais, a história seria mais curta ou demandaria mais criatividade.

Se fosse personagem de um seriado americano, com a perspectiva de estar no ar por no máximo 22 capítulos, Tufão já estaria inteirado de tudo. Mas, em ritmo de folhetim, o ex-craque do Flamengo ainda baterá muito com a cabeça até que se desvende a verdade – precisamente no capítulo 168, que deve terminar no dia 6 com Carminha (Adriana Esteves) congelada, ao ser encurralada pelo marido.

Mas não será Tufão o Sherlock. Ele será alertado por Jorginho que, preso acusado de ser comparsa de Nina no planejamento do sequestro da mãe, contará que é filho de Max – mesmo assim, ainda terá dúvidas. A situação só começa a se resolver alguns capítulos adiante, quando Ivana (Letícia Isnard) receber de Max (Marcello Novaes) uma caixa com cópias das fotos que Nina fez – e perdeu – dos dois amantes. O cafajeste guardará o material para usá-lo contra Carminha, que tentará se livrar do incômodo comparsa mandando Lúcio (Emiliano D’Avila) afundar seu barco.

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19/09/2012

às 12:11 \ Folhetinescas

A pergunta é: “Você não tem Facebook, Nina?”

Pedeu, Nina (Débora Falabella): heroína ignora avanços tecnológicos, perde fôlego e vira piada (Reprodução/Globo)

De muitas formas, e provavelmente em todos os sofás onde os noveleiros acompanhavam Avenida Brasil ontem à noite, a pergunta era uma só: “A Nina não tem Facebook?”

A personagem de Débora Falabella perdeu o quarto lote das fotos que provavam o caso entre Carminha (Adriana Esteves) e Max (Marcello Novaes). Do ponto de vista da direção, o capítulo 152 foi eletrizante, marcado pelas comemorações escrachadas de Adriana Esteves. “Carminha 4, Nina, 0”, gritava ela.

A fagulha que incendiou a trama, entretanto, é tão injustificada que os telespectadores foram às redes sociais reclamar – e muito. No Twitter, onde a novela era o segundo assunto mais comentado do país, perdendo apenas para a torcida dos fãs do Restart no Prêmio Multishow, a heroína de João Emanuel Carneiro virou piada.

O #carminhateam comemora: "Carminha, 4; Nina, 0" ((Divulgação)

“A Nina tirou foto de rolo da Kodak? Isso era no tempo de Roque Santeiro!”, escreveu o @blogdolelim, citando a novela de 1985, pré-fotografia digital. “Nina burra, né? Era só postar as fotos e marcar a Carminha no Facebook”, sugeriu o @Dougmel. “Nina, te empresto minha conta no 4shared!”, ofereceu @SrtPeralta, lembrando que os serviços de armazenamento de dados on line são à prova de golpes folhetinescos. “Como é que você não entregou essas fotos antes, Nina? É o que todo mundo sempre quis saber”, questionou a atriz Fernanda Paes Leme no seu perfil. “Nina atualizou seu status: Estou na pior!”, tripudiou @saulosales.

Nem os mais ardorosos fãs da novela das 21h perdoam a nova reviravolta na trama que, com um mês pela frente, esteve dando voltas em torno de si mesma para fazer a história render. Além de ter feito poucas cópias em papel das fotos, Nina resolveu tirar a última reserva do cofre do banco e foi, mais uma vez, roubada na rua – pelo namorado da amiga, Valdo (João Henrique Gago). A falta de atenção, providencialmente, inaugurou a reta final da novela, que volta a acelerar a partir de hoje.

Agora, sem provas, a heroína abriu espaço para Carminha envenenar Tufão (Murilo Benício), que foi congelado na vinheta de encerramento ao saber que Nina é a tal Rita, ex-enteada da mulher. Jorginho (Cauã Reymond) será acusado pelo pessoal da mansão de ser comparsa dela, num suposto golpe contra a família.

Tudo seria fácil de pôr em pratos limpos, afinal, meia dúzia de personagens viram as fotos do agarramento entre Carminha e Max e poderiam testemunhar numa eventual acareação no Divino. Um teste de DNA em Jorginho e Ágata (Ana Karolina), filhos de Max, acabaria com os dias de glória da vilã. Mas quem disse que em novela as coisas são simples?

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29/08/2012

às 13:08 \ É página virada

Nina opõe Jorginho e Tufão em ‘Avenida Brasil’

Revelação de Tufão (Murilo Benício) perturba ainda mais o já perturbado Jorginho (Cauã Reymond) (Divulgação/Globo)

Arranjo dramatúrgico preferido dos autores de novela, os triângulos amorosos ganham tintas especiais quando envolvem não dois homens comuns em torno de uma mulher, mas pai e filho disputando um mesmo amor. É a situação que vai dominar os próximos capítulos de Avenida Brasil, quando Jorginho (Cauã Reymond) vir seu pai adotivo, Tufão (Murilo Benício), como oponente na disputa por Nina (Débora Falabella).

Com Carminha (Adriana Esteves) fora da mansão do Divino e a vingança de Nina aparentemente encerrada, Jorginho fica todo prosa acreditando que, enfim, partirá para o “felizes para sempre”com a namorada de infância. O que ele ainda não sabe é que a saída de cena da vilã será o pretexto perfeito para que Tufão tome coragem de refazer a vida – e ele quer fazer isso justamente com Nina, por quem nutre um amor platônico há um bom tanto de capítulos. As cenas em que o ex-craque revelará para o filho adotivo o interesse pela cozinheira devem ir ao ar no capítulo desta quinta-feira (30).

E com quem Nina deve ficar? Com o namorado sonâmbulo e perturbado? Ou com o craque aposentado?

A história da teledramaturgia demonstra que as disputas amorosas entre pais e filhos não são incomuns e, curiosamente, estão restritas ao universo masculino – raramente mãe e filha se interessam por um mesmo homem. Relembre cinco mulheres fatais que incendiaram famílias da ficção ao destemperar relações entre pais e filhos:

(Divulgação)

O Astro (2011): No remake da novela de 1978 de Janete Clair, levada ao ar pela Globo no ano passado, Salomão Hayalla (Daniel Filho) bem que ficou de olho em Lili (Alinne Moraes), mas acabou perdendo a moça para seu filho, o problemático e sensível Márcio (Tony Ramos/Thiago Fragoso).

 

 

 

Escrito nas Estrelas (2010): A história da novela de Elizabeth Jhin opunha pai e filho num campo de batalha entre o céu e a terra. Com a morte prematura do filho Daniel (Jayme Matarazzo), Ricardo (Humberto Martins) busca a mulher perfeita para gerar-lhe um neto a partir de inseminação artificial. A escolhida é Viviane (Nathália Dill) que, por coincidência, havia estado com Daniel nos seus últimos momentos – e por tempo suficiente para que ele se apaixonasse por ela. A aproximação de Ricardo e Viviane, que acaba num envolvimento amoroso, enfurece o espírito de Daniel. Mas é em vão. Vivo, e por isso com vantagem, Ricardo leva a melhor e fica com a mocinha.

Renascer (1993): Na saga de Benedito Ruy Barbosa, José Inocêncio (Antonio Fagundes) não tem boa relação com seu filho caçula, o renegado João Pedro (Marcos Palmeira). A situação azeda de vez com a chegada de Mariana (Adriana Esteves) que, já tendo encantado o filho e para desespero dele, apaixona-se e passa a viver com o pai. Nenhum dos dois, entretanto, fica com a moça – José Inocêncio morre, Mariana vai embora e João Pedro encontra um novo amor.

Força de um desejo (1999): Na bela trama de Gilberto Braga e Alcides Nogueira, a prostituta Esther Delamare (Malu Mader) e o estudante Inácio (Fábio Assunção) se apaixonam, mas são separados pelas intrigas da avó do rapaz. Tempos depois, amargurada por ter sido abandonada, Esther se casa com o poderoso barão Henrique Sobral (Reginaldo Faria) sem saber que ele é pai de Inácio. Folhetinesca em alto grau, a novela culmina no assassinato de Sobral, cuja culpa recai sobre o hesitante Inácio que, durante muitos capítulos, sofreu ao ter de conviver com sua amada sob o mesmo teto e na condição de madrasta. Mas o final foi feliz: inocentado, Inácio engatou um “felizes para sempre” com Esther.

Mandala (1987): Na novela de Dias Gomes, o triângulo amoroso tinha ares de tragédia grega. Édipo (Felipe Camargo) não chegou a disputar Jocasta (Vera Fischer) com Laio (Perry Salles) – numa confusão na estrada, acabou matando o sujeito, sem saber que ele era seu pai. Como se não bastasse, apaixonou-se por Jocasta, sem saber que ela era sua mãe. Por motivos óbvios, é claro que os dois não ficaram juntos no final.

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18/08/2012

às 11:51 \ Maestro, uma nota

“Eu deveria cobrar cachê…”

(Divulgação)

… pra fazer filho em mulher de otário!” – de Max (Marcello Novaes), no capítulo de ontem de Avenida Brasil, para Jorginho (Cauã Reymond), que acabara de descobrir que é seu filho. O cafajeste se refere a Tufão (Murilo Benício), que durante anos criou os dois filhos dele com Carminha (Adriana Esteves) sem saber que o amante dela estava sob seu teto, disfarçado de cunhado folgado.

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16/08/2012

às 15:34 \ Folhetinescas

Nunca houve uma mocinha como Nina

Nina (Débora Falabella): ela não é fofa, muito menos ingênua, e ousa dar as costas para o amor (Divulgação/Globo)

Cada novela que estreia é cercada pela expectativa, muito mais por parte da imprensa do que do público, de que haja alguma inovação no formato. Mas, mudanças cosméticas à parte, raramente há algo capaz de passar para a posteridade como tal.

Nessa discussão, a mocinha é um alvo fácil. São incontáveis as atrizes que tentam se afastar do modelo “namoradinha do Brasil” e anunciam suas personagens dizendo que “ela é uma mocinha diferente das outras”, o que quase nunca, demonstram os capítulos depois, é verdade. Prudente e sem frescuras, Débora Falabella limitou-se a dizer nos encontros com a imprensa na época do lançamento de Avenida Brasil que sua Rita/Nina “é muito determinada, capaz de tudo”. É justamente ela a mocinha que jamais se viu nos mais de 60 anos da telenovela.

Sabe-se que o volume de cenas produzidas pela teledramaturgia é enorme e que, por isso, é muito delicado dizer que algo é de fato novo em televisão. Mas com a heroína da novela das 21h, o autor João Emanuel Carneiro visita lugares até então proibidos, verdadeiros tabus. Faz isso com tal precisão, que a audiência aplaude agora o que já rejeitou em outros tempos.

Para começar, Nina dá as costas para o amor romântico, personificado num dos mais desejados galãs do país. Ela tem mais para fazer, além de trocar juras de amor. Mas, trocando em miúdos, o que querem as mocinhas das novelas senão amor? » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

17/07/2012

às 12:28 \ Eu faço drama

Nina supera Cadinho em ‘Avenida Brasil’

Com Suelen (Ísis Valverde) fora do páreo, já que agora a maria-chuteira é mulher casada e respeitosa, sobrou para Nina (Débora Falabella) o posto de don juan de saias de Avenida Brasil – só mesmo Cadinho (Alexandre Borges), dono de um harém com três mulheres, é capaz de rivalizar com ela quando o assunto é conquista a granel.

Às vésperas de ser desmascarada por Carminha (Adriana Esteves), a heroína vingadora da novela das 9 tem nada menos que quatro bonitões ao seu dispor, três deles ótimos partidos. E a despeito dos apelos que as telespectadoras solteiras fazem na solidão de seus sofás, Nina dá as costas para o amor e segue com  seu plano mirabolante todas as noites.

Por isso, não seria surpresa se a mocinha nada ortodoxa criada por João Emanuel Carneiro terminasse a novela sozinha. Será? Analisemos seus pretendentes: » Clique para continuar lendo e deixe seu comentário

13/07/2012

às 17:44 \ Folhetinescas

Sexta-feira macabra em ‘Avenida Brasil’

Lucinda (Vera Holtz) e Santiago (Juca de Oliveira): 'Avenida Brasil' ganha contornos de thriller (Divulgação/Globo)

Não pode ser mera coincidência que justamente numa sexta-feira 13 como esta a mãe Lucinda (Vera Holtz) abra o capítulo de Avenida Brasil num cenário macabro, o hospital de bonecas do misterioso Santiago (Juca de Oliveira).

Closes em bonecas velhas e estropiadas são um clássico dos filmes de terror, perfeitos para dar o clima carregado de suspense que a trama assume daqui para a semana que vem, quando vários segredos serão revelados e a novela toma novos rumos.

A sexta-feira 13 será especialmente desastrosa para Jorginho (Cauã Reymond) que, desiludido depois de flagrar Nina (Débora Falabella) com Max (Marcello Novaes), vai acampar no meio do mato, sai andando sonâmbulo e acaba caindo num precipício. No lixão, é Nilo (José de Abreu) que parece estar com o diabo no corpo, e põe fogo na casa de Lucinda. Na mansão do Divino, Nina é pressionada por Max quando os dois são flagrados por Tufão (Murilo Benício), o que deve aumentar a desconfiança da família sobre a vida dupla da cozinheira.

Autor do triller A Cura, que a Globo exibiu em 2010 e transformava a histórica Diamantina (MG) em uma cidade sombria, João Emanuel Carneiro é bom em criar cenários macabros. Pois foi não numa sexta-feira 13, mas quase – numa sexa-feira 12 – que o autor promoveu um banho de sangue cinematográfico em A Favorita (2008), que você revê abaixo.

Quando Gonçalo (Mauro Mendonça) descobre que ela não é flor que se cheire, a vilã Flora (Patrícia Pillar) o recebe toda ensanguentada na mansão dos Fontines, fazendo parecer que acabara de trucidar Irene (Glória Menezes) e Lara (Mariana Ximenes). Era para fazê-lo enfartar, já que ela vinha há tempos trocando seus remédios por “balinhas”. “É, gente velha é um perigo – morre por qualquer coisinha”, diz a psicopata, triunfante.

 

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